“Marcha contra a reforma da Previdência” causa suspensão de aulas em Coxim
21 MAR 2019 • POR Cesar Rodrigues • 08h20Professores e trabalhadores da educação estadual e municipal de Coxim vão acompanhar a “Marcha contra a reforma da Previdência”, marcada para amanhã (22) em todas as cidades de Mato Grosso do Sul. Não haverá aulas nas duas redes. Dois ônibus partirão do município para engrossar o movimento pelas ruas e avenidas centrais de Campo Grande. Aqueles que ficarem na cidade também farão protestos contra as mudanças previstas pelo Governo Bolsonaro que afetarão - segundo os sindicatos - direitos adquiridos em anos de lutas.
Paulo Monteiro, presidente do SINSMC (Sindicato do Funcionários Públicos Municipais de Coxim) tinha programado para o final da tarde de ontem (quarta-feira) uma assembleia para definir os detalhes da paralisação dos funcionários públicos municipais. Alguns setores da administração não podem parar por serem essenciais. Até o fechamento desta edição a categoria já dava como certa o apoio aos colegas do estado na “Marcha contra a reforma da Previdência”.
Já a presidente do SIMTED (Sindicato Municipal dos Trabalhadores Em Educação) de Coxim, Mara Núbia, também confirmou a paralisação dos trabalhadores estaduais e a suspensão das aulas. Não foram definidos os locais de mobilização no município, mas as ações começam a partir das 8:00 horas da manhã de sexta-feira (22). O movimento é nacional com paralisações em todas as cidades sul-mato-grossenses. A convocação foi feita pela CNTE aos trabalhadores em educação. O Dia Nacional de Luta e Mobilização em Defesa da Previdência foi definido em conjunto por várias entidades.
Segundo os dirigentes do movimento a PEC da reforma do atual presidente Jair Bolsonaro dificulta o acesso e reduz o valor dos benefícios ao estabelecer a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos para os homens, 62 para as mulheres e aumenta o tempo de contribuição de 15 para 20 anos, entre outros fatores que afetam os trabalhadores. As entidades também decidiram aumentar a pressão junto aos parlamentares nas bases e até mesmo nos aeroportos, em todos os locais onde eles circulem para que todos saibam que se "votar, serão cobrados na volta".
