“Acolhimento” acadêmico é incrementado com “Geladeira e Cozinha Comunitária” na UFMS
19 MAR 2019 • POR Cesar rodrigues • 11h02Tendo como foco a acepção da palavra “acolhimento”, a Diretora do Campus de Coxim da UFMS, Dra. Eliene Dias de Oliveira, vem implementando várias ações que humanizaram as relações dentro dos muros da instituição, tornando a universidade mais aprazível e acabando com as vagas ociosas. Aos poucos os jovens vão percebendo que ter um curso superior não é uma “coisa do outro” mundo, mas uma realização possível que faz parta da vida de todos. A instalação de uma “Geladeira Solidária” foi o primeiro passo para formatar a política do “acolhimento” na UFMS. Era uma “promessa de campanha” - não original - que a diretora cumpre.
Antes da “Geladeira Solidária” Eliene Dias de Oliveira implementou a “Cozinha Comunitária” para uso dos acadêmicos de todos os cursos. O campus é fora da área central de Coxim e muitos alunos não possuem meio de transporte e condições financeiras para deslocamentos diários. Esta estrutura disponibilizada pela direção do Campus - com apoio da Reitoria - diminuiu a evasão acadêmica e aumentou a demanda por vagas em todos os cursos.
Segundo a diretora, Coxim é uma das cidades brasileiras com a maior oferta de frutas nativas que se perdem sem consumo. Anualmente milhares de mangas caem pelas ruas sem serem aproveitadas. Todos os sítios, ranchos e fazendas da região possuem frutas que podem ser enviadas para o consumo dos alunos. Não há regras para o uso e todos são responsáveis pela “Geladeira Comunitária”. Quem estiver com fome e quiser comer basta abrir a porta e pegar o necessário. Os acadêmicos que não usam podem abastecer - sem restrição - porque os colegas ficarão agradecidos.
GELADEIRA
SOLIDÁRIA NA RUA - A iniciativa não é original porque muitas cidades brasileiras possuem uma “Geladeira Solidária” que tiram de “apuros” muitas pessoas que vivem na condição de vulnerabilidade social, principalmente moradores de rua. Em Coxim a idealizadora é a diretora da escola Silvio Ferreira, professora Maria Leuda Ferreira, que está criando um movimento social na cidade para formatar a ideia. Ela está fora do Brasil no momento, mas já ganhou a geladeira para atender pessoas carentes do município e em breve, Coxim receberá a primeira Geladeira Solidária com a ajuda de empresários e da população.
Este tipo de solidariedade já garantiu a ceia de Natal de muita gente pelo Brasil afora. Ajudar ao próximo pode ser uma escolha bacana em tempos de corações intolerantes. ‘Marmitinhas’ são alternativas para quem não tem o que comer. Quando a conscientização “vira moda” a geladeira fica sempre lotada. O perfil dos consumidores da Geladeira Solidária é variado, assim como os tipos de comida disponíveis.
