Cadeira na Assembléia Legislativa é almejada por muitos candidatos
10 JUL 2014 • POR Ana Flávia Dorsa / Rubens Dantas • 19h27Os registros eleitorais revelam muitas coisas, principalmente os interesses nos cargos eletivos. Prova disso são os inúmeros candidatos à cadeira da Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul. No total, foram 396 registros para deputados estaduais conforme lista divulgada pelo Tribunal Regional Eleitoral.
É impossível não olhar desconfiadamente para esses números e concluir que são advindos do interesse de gozar dos privilégios desse poder que compassivamente subsidia e dá ajudas de custos dignas de inveja. A remuneração dessa “viúva” para um deputado hoje gira em torno de R$20 mil reais, fora as verbas adicionais que de acordo com denuncia que está em plena investigação, chega a um total de quase R$100 mil reais mensais.
Os salários extras são pagos atualmente aos deputados do Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.
Dos 24 parlamentares sul-mato-grossenses alguns são candidatos à reeleição e se obtiverem êxito, continuarão na barra da saia, sem dar oportunidade para novos nomes com sede de trabalhar pelo Estado, principalmente pelo interior. Como já dissemos em muitas outras matérias assinadas por nossa redação, o povo quer renovação nesse quadro de maneira ampla, geral e irrestrita.
Será que esses interessados na reeleição possuem uma ideologia política? Será que possuem projetos para nosso Estado a ponto de merecerem se eternizar na vida pública? Será que podem prestar contas a nós sobre o que de fato já fez nesses anos? Será que o que fizeram é compatível com o salário que ganham?
No mercado aqui fora se nós, trabalhadores não produzimos somos lançados fora do mercado de trabalho. E na Assembléia? Será que é preciso só o apoio político? Em nossa idéia achamos que deveria esses seis por uma questão de justiça, dar chance aos novos que desejam trabalhar. “Renovar é preciso para que o viver seja possível”.
