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Governo do Estado apresenta relatório sobre barragens de rejeito de minério em MS

12 MAR 2019 • POR Subcom • 08h55
Titutar da Semagro e diretor-presidente do Imasul atualizaram o parlamento sobre ações do Estado em relação às barragens de minério.   Subcom

 Imediatamente ao acidente com a barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), através do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), juntamente com a Defesa Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Ministério Público do Estado e outras sete instituições realizaram ações internas e vistorias nas barragens das empresas Vale e Vetorial, em Corumbá. Em alerta, foram intensificadas as ações e o monitoramento e ampliadas as interações com órgãos de fiscalização e às empresas.
Ontem, foi apresentado o relatório da inspeção visual, pelo titular da Semagro, Jaime Verruck, e do diretor-presidente do Imasul, Ricardo Eboli, na Assembleia Legislativa.
oportunidade Jaime e Ricardo apresentaram um relatório preliminar, resultado de vistoria visual, além de informações enviadas pelas empresas. Com os relatórios em mãos, os representantes do Governo descartaram a possibilidade das áreas urbanas de Corumbá e Ladário serem atingidas, na hipótese de um rompimento.
Segundo explicou Eboli, a maior barragem é a de Gregório, com capacidade superior a nove milhões de metros cúbicos. “A Vale possui um profissional especialista em barragens, realiza inspeção visual diária e o monitoramento por meio de equipamentos. Anualmente, as barragens passam por auditorias técnicas”, revelou.
Ele comentou ainda que a Vale informou que é feito um estudo denominado Dam Break, que simula a mancha de inundação do rejeito. “Se houver ruptura, o estudo apontou que o rejeito atingirá aproximadamente 10 quilômetros, devendo chegar até a rodovia BR-232, com cerca de três centímetros”.
No relatório foi constatado que a barragem do Pé da Serra chamada B08 possui sinais de sulcos erosivos, porém, não afeta a estrutura do talude. Já a barragem Gregório, visualmente se encontra em boas condições de conservação. São duas minas em operação, a Mina Monjolinho/Barragem B6 e a Barragem Sul, que é a maior, com capacidade de 800 mil metros cúbicos e está em ampliação.
“A Barragem Sul tem um alteamento de montante e já está aprovado um novo, que será finalizado ainda neste ano. A Vetorial realiza monitoramento e, conforme o estudo Dam Break, se ocorrer ruptura, a onda de rejeito pode se propagar por oito quilômetros, atingir 12 residências e ultrapassar a BR-262 após 27 minutos”, disse Eboli.
O Estado fez várias recomendações, como a instalação de equipamentos automáticos, o aprimoramento do sistema de alarme, a realização de exercícios simulados por ano para testar a eficiência do plano de evacuação, a criação de um programa eficiente de comunicação a fim de orientar a população e a definição de estratégicas de ação com os órgãos que dão atendimento em possível rompimento das barragens. Ainda foi requerida a correção da cobertura vegetal dos taludes da Barragem 6 da Mina Monjolinho e a infiltração na Barragem Sul.
Segundo Jaime, essas e outras recomendações foram encaminhadas à Agência Nacional de Mineração e à direção das empresas mineradoras.