Polícia Federal apreende documentos após buscas na sede da Fiems em Campo Grande
20 FEV 2019 • POR Midiamax • 09h30Os agentes da Polícia Federal que chegaram em três viaturas na sede da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) deixaram o prédio por volta das 9h15 da manhã de ontem, com um malote de documentos.
Em Campo Grande, a Polícia Federal cumpriu apenas alguns mandados de busca e apreensão entre os 40 realizados pelo país. Foram dez mandados de prisão, sendo sete em Pernambuco e outros três em Alagoas, Paraíba e Minas Gerais.
A Operação Fantoche investiga um esquema de corrupção envolvendo um grupo de empresas sob o controle de uma mesma família que vem executando contratos, desde 2002, por meio de convênios com o Ministério do Turismo e entidades do Sistema S. Estima-se que o grupo já tenha recebido mais de R$ 400 milhões.
Segundo a PF, são investigadas a prática de crimes contra a administração pública, fraudes licitatórias, associação criminosa e lavagem de ativos.
A operação conta com apoio do TCU (Tribunal de Contas da União). A investigação aponta que o grupo costumava utilizar entidades de direito privado sem fins lucrativos para justificar os contratos e convênios diretos com o ministério e unidades do Sistema S.
O sistema S inclui entidades como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Serviço Social do Comércio (Sesc), o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac).
Segundo a assessoria de comunicação da Fiems, as informações preliminares são de que os agentes estão atrás de documentos de 10 anos atrás. A assessoria de Sérgio Longen, presidente da FIEMS, e vice-presidente de CNI (Confederação Nacional da Indústria), que teve o presidente preso, informou que uma nota seria.
