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Operação que apura desvio de R$ 4,5 milhões cumpre mandados em MS

31 JAN 2019 • POR Midiamax • 09h15
  divulgação/PF

Dourados – distante 225 km de Campo Grande – voltou a ser palco de investigação sobre desvio de recursos públicos. Desta vez, como coadjuvante. Dois dos 61 mandados de busca e apreensão, cumpridos nesta quarta-feira (30) pela Polícia Federal, tem alvos na segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul.
A Operação Tapiraguaia apura suposto esquema de desvio de recursos federais na prefeitura de Confresa, distante 1.160 km de Cuiabá. Os outros 59 mandados são cumpridos em Cuiabá, Canabrava do Norte, Porto Alegre do Norte, todas no Mato Grosso, e em Goiás (GO).
A investigação começou em 2017, após fiscalizações da CGU (Controladoria-Geral da União), em contratos nas áreas de educação, saúde e infraestrutura, referentes ao período 2015/2016, conforme o G1. O prejuízo estimado após a quebra do sigilo bancário dos investigados, segundo a PF, é de R$ 4,5 milhões. Além dos mandados, a PF cumpre a suspensão da função pública de servidores, sequestro de bens, valores e imóveis dos investigados.

MP investiga
 porque Dourados não utilizou verba da União para saúde
O MP-MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) abriu investigação para averiguar porque o município de Dourados não utilizou uma verba de R$ 2,5 milhões, que foi destinada por meio da Política Nacional de Atenção às Urgências e Emergências do Ministério da Saúde, para compra de equipamentos para a unidade hospitalar.
De acordo com a denúncia, em 2013 o então deputado federal Geraldo Rezende conseguiu junto ao governo federal a liberação da verba de R$ 2,5 milhões para que fossem comprados equipamentos para o Hospital da Vida, em Dourados, que havia passado por reforma recente.
Porém, com a verba quase sendo perdida, por impasse entre a secretaria de saúde do município e a direção do centro médico, o parlamentar conseguiu que o dinheiro fosse alocado na conta do Fundo Municipal de Saúde, com objetivo de comprar especificamente os equipamentos para a unidade hospitalar. Entretanto, até agora a verba não foi utilizada, por este motivo e ex-parlamentar, que hoje. está à frente da SES (Secretaria de Estado de Saúde), ingressou com a denúncia no Ministério Público.