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Polícia encontra mala com R$ 1,2 mi em propriedade ligada a João de Deus

22 DEZ 2018 • POR Veja • 18h21
  Divulgação

A Polícia Civil de Goiás informou neste sábado, 22, que dentro de uma mala apreendida em operação realizada na sexta-feira, 21, em um dos endereços ligados a João Teixeira de Faria, o médium João de Deus, havia 1,2 milhão de reais em espécie, além de 908 dólares e 770 euros. Também foram encontrados um revólver calibre 38, uma algema e pouco mais de 100 pedras que ainda terão de ser periciadas pela autoridade policial.

As informações divulgadas neste sábado são complementares às apresentadas em coletiva de imprensa na tarde da sexta-feira 22. Entre os locais das apreensões está a Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, onde ele fazia os atendimentos espirituais.

O médium está preso desde o último domingo. Sua prisão havia sido determinada no dia 14 de dezembro, a pedido do Ministério Público e da Polícia Civil de Goiás, depois que mais de 330 mulheres, de vários Estados e pelo menos seis países, prestaram depoimento acusando o religioso de cometer abuso sexual durante atendimentos prestados em seu centro espiritual. A defesa afirma que João de Deus é inocente.

Na semana passada, a Polícia Civil e o Ministério Público de Goiás receberam denúncia de que o médium pode ter ligação com um negócio de falsas pedras preciosas. A informação chegou à força-tarefa por meio de uma testemunha, mantida em sigilo, e gerou a abertura de um novo inquérito. Se a suspeita for confirmada, João de Deus pode responder também por estelionato.

Questionado sobre o assunto em seu depoimento no domingo, o líder religioso negou participação em esquema de venda de falsas pedras preciosas. O médium é conhecido por atuar no ramo do garimpo, extração e lapidação de pedras. Alguns desses cristais são oferecidos, inclusive, a seus seguidores na Casa Dom Inácio de Loyola.

Na sexta-feira, o juiz Liciomar Fernandes da Silva, do Tribunal de Justiça de Goiás, acatou novo pedido de prisão preventiva contra o médium. A nova prisão foi decretada por suposto porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e restrito.