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Ex-funcionário do TCE-MS tenta impedir extinção de processo por assédio moral de Waldir Neves

19 DEZ 2018 • POR Midiamax • 10h01
Waldir Neves Barbosa, ex-presidente do TCE-MS   Reprodução/Midiamax

Processado há quase dois anos por assédio moral contra servidor, o ex-presidente do TCE-MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul), Waldir Neves Barbosa, tenta a extinção do processo. Responsável pela denúncia e suposta vítima do assédio, Enio Martins Murad, ex-secretário do MPC-MS (Ministério Público de Contas), tenta impedir a impugnação da ação judicial.
De acordo com a defesa de Murad, o servidor sofreu represálias de Valdir por pedir o afastamento do magistrado da presidência do TCE em razão de Waldir estar entre os investigados na Operação Lama Asfáltica, desencadeada pela Polícia Federal e pelo MPF (Ministério Público Federal), em 2015.
Na última petição ajuizada pela defesa na 4ª Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos de Campo Grande, na última quinta-feira (13), o advogado e Enio, Danilo Figliolino, contesta a defesa de Waldir, que pediu a impugnação do processo.
“Apesar do réu Waldir Neves Barbosa negar a autoria e responsabilidade, os fatos e provas trazidos a lume no bojo processual não deixam dúvidas dos elementos caraterizadores do assédio moral praticados a mando do Presidente da Corte de Contas e seus colaboradores desde 2015, tais como: a abusividade da conduta dolosa, a repetição e o prolongamento dessa conduta, bem como, quanto ao ataque à dignidade e o dano psíquico-emocional levados a efeito contra o Autor”, diz a petição. Conforme o advogado de Murad, devido as ações que supostamente Barbosa cometeu enquanto ocupou a cadeira de presidente do TCE, seu cliente acabou pedindo exoneração do cargo.
“Foram diversas medidas tomadas pelo então presidente contra meu cliente, desde a negativa do uso do estacionamento do órgão até monitoramento dos computadores que trabalhava. Porém, o principal motivo para abertura do processo foi o suposto extravio de uma intimação proferida pela Justiça para um depoimento do meu cliente. Como ele não recebeu o aviso, o Juiz do caso determinou a condução coercitiva de Murad, que só não ocorreu, porque os policiais foram até o TCE, onde ele não trabalhava mais”, explicou
O Midiamax entrou em contato com a defesa de Waldir Neves Barbosa, mas não houve retorno.