Caso Heverton
Esquema que gerou escalação irregular não rebaixará clube
14 NOV 2014 • POR lance • 10h25Pelas redes sociais, ouvem-se clamores em prol de punição aos culpados pelo suposto “esquema” que gerou a escalação irregular do meia Héverton, da Portuguesa, no Brasileirão-2013 e, consequentemente, o rebaixamento da Lusa. Há quem defenda ainda que, se comprovada a participação de um outro clube através do oferecimento de vantagens aos funcionários do time paulista, este clube seja punido com rebaixamento à Série D, “E”, “K” ou “Z”. Mas o desfecho, caso alguma irregularidade seja provada, não será esse.
Não há a menor chance de que o clube Z ou o clube Y – mesmo que algum funcionário, presidente ou faxineiro tenha comprado alguém na Lusa – seja rebaixado. Não adianta espernear, pelo menos levando em conta o Código Brasileiro de Justiça Desportiva. A pena prevista neste caso não atinge a pessoa jurídica, a instituição. Só a pessoa física, o dirigente em questão.
– Do ponto de vista disciplinar, houve o julgamento ano passado. No que envolve os clubes, está absolutamente encerrado. Sobre a atitudes eventuais de dirigentes ou pessoas que tenham atuado cometendo alguma infração de corrupção, o próprio CBJD estabelece uma prescrição de 20 anos para esses casos. Se for comprovado que houve atitude dolosa por trás do caso, certamente o STJD irá instaurar inquérito. E aí, com o processo, os dirigentes envolvidos seriam punidos, não os clubes – explicou o presidente do STJD, Caio Rocha.
