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Jovem de MS assina contrato com Internacional e multa de "gente grande"

5 SET 2018 • POR Correio do Estado • 09h10
  Divulgação

Nascido em Paranhos e com 16 anos de idade, o jovem Estêvão Barreto de Oliveira assinou seu primeiro contrato profissional como jogador de futebol com o Internacional, de Porto Alegre, e já tem uma multa rescisória considerável. Caso um clube europeu queira tirar o garoto do time gaúcho terá que desembolsar 60 milhões de euros, cerca de R$ 282 milhões.
Conforme o pai de Estêvão, o professor Leandro de Oliveira, de 49 anos, o jovem jogador sempre se destacou em campo e em quadra. “Começou com 5 anos na escolinha de futsal daqui de Paranhos. Sempre jogou em categorias acima da sua idade e chamava atenção. Em um campeonato em Goiás vários times grandes nos procuraram e resolvemos levá-lo para Santos”, lembra.
Antes disso, ainda conforme o pai, Estêvão já tinha sido aprovado em uma seleção do São Paulo, mas a família não tinha condições de morar na capital paulista e o clube não daria, naquele momento, apoio financeiro.
Referência e com histórico de revelar jovens promessas como Robinho e Neymar, o Santos foi a casa de Estêvão por quatro anos, entre 9 e 14 anos. “Lá ele foi campeão de vários torneios de base, mas com 14 anos eles não tinham categoria sub-14 e não queriam subir ele para o sub-15. Disseram que não seria aproveitado. Então pegamos e o levamos para o Inter, que o recebeu de braços abertos”, complementa o pai.
No Inter, Estêvão foi destaque do ano passado no campeonato Gaúcho sub-15, Copa Nike sub-15 e Cruzeiro International Cup. Aos 16 anos, o meia assinou seu primeiro vínculo profissional com o clube até agosto de 2021.
Com uma multa rescisória digna de grandes promessas, Estêvão sempre foi “pé no chão” e focado nos objetivos. “Desde pequeno ele tem esse sonho de ser jogador e tem o objetivo de jogar na seleção brasileira e dar alegra à torcida do Inter, quando for para o profissional. E como todo jovem, claro, quer um dia jogar na Europa. Mas tudo isso a família tem trabalhado na cabeça dele, para que ele, como adolescente, não fique perdido com isso de ter um contrato profissional tão cedo”.
Mesmo com todo o cuidado da família, Estêvão já é tratado como profissional, com duas empresas cuidando de sua carreira.