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Cabeleireiro que sumiu após reunião política foi morto por ladrão que “não gostava de gay”

27 AGO 2018 • POR Midiamax • 10h31
  Divulgação/Midiamax
 

Heberson Junior Cavalcante de Almeida, de 29 anos, encontrado assassinado no dia 13 de agosto em Dourados, a 225 quilômetros de Campo Grande, foi vítima de latrocínio e homofobia. Um dos ladrões disse em depoimento que “não gostava de gay”.

O delegado Rodolfo Dalton contou que o trio foi preso na sexta-feira (24), sendo que Weliton Cardoso foi preso em Caarapó e o outros comparsas, em Dourados.

O crime foi planejado por Marcus Vicente Ciardulo, conhecido como ‘Gordão’. Ele encontrou com Heberson em uma conveniência da cidade, após o cabeleireiro sair de uma reunião política.

A vítima passou no estabelecimento comercial e teria chamado ‘Gordão’ para dar uma volta em seu carro Ford Fiesta. ‘Gordão’ teria dito que ia até a sua casa e voltava para os dois saírem. Na casa do autor estavam os comparsas Weliton Cardoso e Josimar da Silva Lemos, conhecido como ‘Neguinho’. Lá eles combinaram o roubo do carro, que foi levado para o Paraguai.

Na volta, Marcus rendeu o cabeleireiro com uma faca. Ele foi levado para um conjunto de quitinetes em construção e ‘Neguinho’ ficou responsável pelo cativeiro. Weliton ficou responsável por levar o carro para a fronteira.

Em depoimento, ‘Neguinho’ disse que não gostava de homossexuais e que quando ficou preso por 9 anos tinha um homossexual na sua cela.

Ele confessou que matou Heberson com vários golpes no rosto por ele ser gay. O corpo de Heberson foi encontrado com os pés e mãos amarrados. Ele foi assassinado com duas facadas no pescoço.

Ainda segundo o delegado Dalton, no dia 9 de agosto, dois dias antes de Heberson ser vítima do trio, os autores tentaram roubar um taxista pedindo uma corrida na rodoviária. Eles iriam roubar o carro do motorista, que conseguiu fugir do trio.