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assassino em série

Serial killer que matou 16 pessoas tinha “cemitério particular”

22 AGO 2018 • POR CG News • 09h08
  Arquivo/CG News

O segundo julgamento de Luiz Alves Martins Filho, o Nando, apontado como autor de 16 assassinatos no Bairro Danúbio Azul, já tem data marcada. No dia 21 de setembro, às 8 horas, o réu, que ficou conhecido por ter um “cemitério particular”, e outros dois comparsas, vão a júri popular pela morte de Lessandro Valdonado de Souza.  
Nando é suspeito de 16 homicídios, mas responde na Justiça por ligação direta com 13. No dia 29 de junho foi a julgamento pelo primeiro caso: o assassinato de “Café” ou “Neguinho” - vítima até hoje não foi identificada. Pelo crime foi condenado a 18 anos de prisão. Jean Marlon Dias Domingues também foi condenado por participação na morte, a 15 anos. 
Segundo as investigações, Lessandro foi assassinado no dia 1º de agosto de 2016, por Talita Regina de Souza, Nando e Jean. Conforme denúncia do Ministério Público Estadual, o crime foi cometido a pedido da mulher, que na época, era cunhada da vítima. 
Talita era casada com o irmão de Lessandro e foi flagrada por ele traindo com o marido. Ela então pediu ajuda de Nando para matar o cunhado. Os três suspeitos levaram a vítima para o Jardim Veraneio e a mataram asfixiada com uma corda. 
Assim como as outras vítimas do “grupo de extermínio”, Lessandro foi enterrado de cabeça para baixo no “cemitério clandestino”. Ainda segundo a denúncia do Ministério Público, Nando ajudou no crime e entregou a corda usada para asfixiar o rapaz, por Talita sempre arrumar encontros homoafetivos. 
Jean, Talita e Nando vão a júri por homicídio qualificado com motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima pela 2ª Vara do Tribunal do Júri. Assim como no primeiro julgamento, Nando foi intimado a prestar depoimento por videoconferência, já que passa por tratamento para tuberculose.