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Pesquisa aponta areia de Coxim e Rio Verde com melhor qualidade

7 NOV 2014 • POR Ana Flávia Dorsa • 14h05

O LabSenai Cerâmica, do Senai de Rio Verde, divulgou, nesta semana, o resultado do estudo inédito realizado para identificar a qualidade da areia (quartzo) encontrada nos municípios da Região Norte de Mato Grosso do Sul - Sonora, Pedro Gomes, Alcinópolis, Costa Rica, Coxim, Rio Negro, Rio Verde e Corguinho -, que apontou alto potencial industrial para a fabricação de vidros, argamassa para a construção civil, moldes para fundição de metais, pisos cerâmicos e esmaltados. 
O estudo, que teve início em agosto de 2012 e finalizado em outubro deste ano, foi realizado com recursos do CNPq foi desenvolvido em parceria com a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e recebeu o título de Projeto de Desenvolvimento de Tecnologia de Processamento e Uso Sustentável de Areias Industriais do Estado de Mato Grosso do Sul, coordenado pelo professor Antônio Pedro Novaes de Oliveira. 
Sendo uma base para um plano de negócios, o resultado da pesquisa vai contribuir para a atração de novas indústrias interessadas em explorar a areia nativa. “É necessários adotar políticas para atrair investimentos e empresas para a região”, comentou. Na avaliação do 1º vice-presidente regional da Fiems, Luiz Cláudio Sabedotti Fornari, que é também vice-presidente do Sindicer/MS, o estudo credencia a região a receber indústrias, tanto na fabricação de esmaltes cerâmicos, como na produção de vidro. “A região se beneficia pelo fato de possuir matéria prima não contaminada e em grande volume, além de outros pontos positivos como o transporte e a nova matriz energética de biogás”, pontuou.
Banco de dados - O projeto leva à região norte um pensamento inovador, ainda não disseminado, sobre os setores minerais, de massas e esmaltes cerâmicos vidros e construção civil. O objetivo com a pesquisa é fazer uma prospecção e extração de areias para posterior análise granulométrica (verificação dos tamanhos do grão da areia) dos depósitos de areia industrial das formações geológicas denominadas de Ponta Grossa, Aquidauana e Botucatu, todas encontradas na região norte do Estado.
As coletas realizadas nos municípios da Região Norte do Estado consistiram na perfuração de 100 furos, sendo 5 em cada formação geológica, para a extração das areias. Concluída essa etapa, foram iniciados os ensaios granulométricos e, após a finalização deles, teve início a elaboração dos relatórios com profundidade dos furos, latitude e longitude do local da perfuração, sendo que tudo foi enviado à UFSC.
O banco de dados ficará à disposição das indústrias de todo o País. Hoje, a areia encontrada na região norte do Estado é utilizada apenas pela construção civil como mistura para o cimento e, com esse estudo de qualidade, agora é possível indicar a areia da região para a fabricação de vidro, de cimento ou como esmalte cerâmico.