máfia dos cigarreiros
Gaeco volta às ruas com mais mandados contra a ‘Máfia dos Cigarreiros’
24 MAI 2018 • POR Midia Max • 08h36O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) voltou às ruas de Campo Grande na manhã de ontem para dar continuidade à Operação Oiketikus. Na primeira fase da ação, ocorrida no dia 16, 21 militares, entre praças e oficiais, foram presos. A ação investiga a atuação de uma rede de policiais corruptos na ‘Máfia do Cigarro’
Nesta fase são cumpridos mandos de busca e apreensão e a ação conta com o apoio da Corregedoria, que só atua se houver algum flagrante durante o decorrer da ação.
Entre os 21 policiais militares presos na primeira fase, apenas um foi solto. O sargento Ricardo Campos Figueiredo, que era assessor especial na Secretaria de Governo – foi exonerado do cargo no dia seguinte à ação -, conseguiu um habeas corpus no sábado (19) e foi solto.
Investigação
A investigação teve início em abril do ano passado, quando a corregedoria da Polícia Militar repassou aos promotores denúncias sobre “rede de policiais militares, maioria da fronteira, envolvidos em crime de corrupção e organização criminosa”. Os promotores reforçam que militares de diferentes patentes e regiões do Estado se associaram para facilitar o contrabando.
Em troca, os militares recebiam propinas de até R$ 100 mil para fazer “vista grossa” e até repassar informações sigilosas aos contrabandistas. Em alguns casos, os PMs sequer iam para a rodovia fazer a fiscalização, evitando, assim, contato com as cargas de cigarro.
Policiais afastados
Todos os 21 policiais foram afastados e substituídos. De acordo com Comando Geral da Polícia Militar, as denúncias já eram investigadas pelas corregedorias da Polícia Militar, Civil e Federal. Concluídas, as investigações serão enviadas para o Ministério Público Estadual, Auditoria Militar Estadual ou Ministério Público Federal.
Vale lembrar que todos são, por enquanto, apenas investigados. Alguns casos possuem bastante indícios de envolvimento, e haveria situações de flagrante enriquecimento ilícito, mas o rumo das suspeitas ainda depende do trabalho investigativo que está sendo realizado pela Corregedoria e pelo Gaeco.
Operação
A megaoperação contou com a participação de cerca 125 policiais militares e nove promotores de Justiça. Os mandados tiveram como alvo residências e locais de trabalhos dos investigados, distribuídos nos municípios de Campo Grande, Dourados, Jardim, Bela Vista, Bonito, Naviraí, Maracaju, Três Lagoas, Brasilândia, Mundo Novo, Nova Andradina, Boqueirão, Japorã, Guia Lopes, Ponta Porã e Corumbá.
Todas as cidades fazem parte da chamada ‘rota cigarreira’, que integra rodovias, estradas e cabriteiras usadas para transportar cigarros produzidos no Paraguai e vendidos ilegalmente nas ruas de cidades brasileiras a preços bem menores que os oficiais, por não pagar impostos.
