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Craques fora de campo

Grêmio se compadece com crise, tira lição de vida e faz doações na Venezuela

17 MAI 2018 • POR Globo Esporte • 09h30
  Divulgação

A crise humanitária vivida pelo povo venezuelano atingiu em cheio a delegação do Grêmio em Maturín. A passagem de pouco mais de três dias pela Venezuela comoveu desde jogadores até funcionários do clube gaúcho, que se organizaram para doar desde materiais normais ao dia a dia de uma equipe brasileira até dinheiro. As condições precárias de vida da população deixaram marcas mais difíceis de serem superadas do que o Monagas, batido por 2 a 1 com um pênalti assinalado aos 51 minutos da etapa final. 
O grupo de jogadores gremista se compadeceu da crise vivida, com inflação de mais de 8.800% em 2018 e prateleiras desertas. Em iniciativa do goleiro Marcelo Grohe, houve uma organização e doação em dinheiro para os funcionários do hotel que serviu de concentração para o Tricolor em Maturín. Foram arrecadados cerca de 360 dólares.
 Um exemplo da ajuda dada pelo Grêmio atingiu até mesmo ao Monagas. O elenco fez um treinamento no campo anexo ao estádio Monumental na segunda-feira. Renato passou por um trabalho de jovens da base do rival. Ao perceber a ausência de água ou qualquer líquido, prontamente pegou os produtos do Grêmio e deixou para o time de garotos do Monagas.
– É até difícil falar. Chega a machucar o coração. Tivemos essa experiência ano passado. Recebemos pedidos para trazer algumas coisas, como remédio, papel higiênico, água. Trouxemos. O mundo precisa olhar mais para a Venezuela, pensar um pouco diferente. O que sentimos nos últimos três dias choca. Conseguimos ajudar algumas pessoas. Mas isso é um país, a coisa está muito feia. Falo para eles (jogadores do Grêmio) valorizarem tudo o que eles têm. Torcemos para o povo voltar a viver com alegria e saúde, que é o mais importante – se emocionou Renato.