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Inquérito

Quebra do sigilo bancário de Temer é decisão "anômala", diz Padilha

7 MAR 2018 • POR G1 • 09h06
  Adriano Machado

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse  ontem que considera "anômala" a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de quebrar o sigilo do presidente da República, Michel Temer.
Padilha, porém, ressaltou que o presidente não tem "absolutamente nada a esconder".
A quebra do sigilo de Temer foi autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, relator do inquérito que apura o suposto pagamento de propina na edição de um decreto sobre o setor de portos.
Após a decisão ser divulgada, o Palácio do Planalto afirmou por meio de nota que Temer dará à imprensa "total acesso" às informações do extrato bancário dele.
"[É uma decisão] Anômala porque é a primeira, nunca houve essa decisão. O presidente da República nunca teve, até hoje, o sigilo quebrado", afirmou Padilha.
O ministro disse ainda que a decisão, recebida com "surpresa" pelo governo, também é "singular" porque, segundo ele, não partiu de um requerimento da procuradora-geral da República, Raquel Dodge.
"O governo recebeu com surpresa, porque é uma decisão singular, inédita, não tínhamos ainda a quebra de sigilo de um presidente da República no exercício do mandato. Ela é singular também porque não foi um requerimento da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Mas, de outra parte, o presidente encarou com normalidade, tanto que resolveu oferecer o seu sigilo bancário", disse.
Padilha reconheceu, entretanto, que a medida não "agrada".
"De certo, não é algo que agrada, mas, de outra parte, como não tem nada a esconder, [Temer] resolveu franquear, independentemente do que decidiu a Justiça", ressaltou.