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Operação Lava Jato

Presidente da Fecomércio-RJ é preso e levado à sede da PF

23 FEV 2018 • POR O Globo • 09h55
  Agência O Globo

Aproximadamente sessenta policiais federais foram destacados para a operação, que contou com um mandado de prisão preventiva, três mandados de prisão temporária e 10 mandados de busca e apreensão.

Diniz teria, com ajuda do ex-governador Sérgio Cabral, Diniz desviou, segundo a investigação, ao menos R$ 3 milhões de duas entidades do Sistema "S", o Sesc e o Senac-RJ, para a Thunder Assessoria Empresarial, firma na qual figura como sócio-administrador. Esta conexão, apontada pela força-tarefa da Operação Calicute, versão da Lava-Jato no Rio, é um dos fundamentos da prisão preventiva.

De acordo com a investigação, Diniz subtraiu o dinheiro das entidades entre 2010 e 2015. Para isso, segundo evidências colhidas pelos procuradores, usou notas fiscais frias emitidas, a pedido de Cabral, por duas empresas: a Dirija Veículos e a Viação Rubanil.

Diniz - afastado atualmente do cargo de presidente do Sesc-Rj e Senac-RJ por meio de uma liminar - e os demais suspeitos são acusados de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e de organização criminosa.

Além disso, o empresário também é acusado de lavar dinheiro através de pagamentos em honorários advocatícios com recursos da própria entidade: o valor chega aos R$180 milhões.

Desde que teve o nome envolvido no escândalo, Diniz tenta afastar-se de Cabral. Depois de sair do apartamento onde morava, no mesmo prédio do governador, na Rua Aristides Espíndola - foi morar no apartamento do pai, também no Lebon - pôs o imóvel à venda.

A proximidade dos dois não se limitou à vizinhança no Leblon. O empresário também era habitué do Condomínio Portobello, onde ele, o ex-governandor e vários réus da Lava-Jato mantêm casa de alto padrão de luxo, localizado na Praia de São Braz, em Mangaratiba.