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Joesley Batista pede de novo ao STF para validar delação premiada

16 FEV 2018 • POR veja • 08h33
  Divulgação

defesa do empresário Joesley Batista, dono do grupo J&F, pediu novamente ao Supremo Tribunal Federal (STF) a validação de acordo de delação premiada que ele firmou no ano passado com a Procuradoria Geral da República (PGR).
O acordo de delação de Joesley Batista – que levou a PGR a investigar e denunciar o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), entre outros políticos – chegou a ser homologado em maio do ano passado, mas foi suspenso em setembro pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Com base numa gravação entre Joesley e o ex-diretor da JBS Ricardo Saud entregue em agosto, a PGR concluiu que os dois receberam orientação do ex-procurador Marcello Miller nas negociações, enquanto Miller ainda integrava o Ministério Público.
A rescisão da delação, que pode cassar o perdão da pena concedido a Joesley e Saud, por exemplo, já foi defendida em dezembro pela sucessora de Janot na PGR, Raquel Dodge. A decisão final caberá ao relator da Lava Jato no STF, ministro Edson Fachin. 
O pedido de Joesley Batista
Em manifestação de 82 páginas, os advogados do empresário, preso há cinco meses em São Paulo, negam que ele tenha omitido crimes na delação e também negam que tenha havido má-fé nas negociações com os investigadores da Lava Jato.
"A mudança da 'equipe' de assessoria da PGR não deveria superar os compromissos que o órgão assumiu com os colaboradores. Não é hora para arrependimentos. O pedido de rescisão não passa disso. Não há razão alguma para a ruptura!", diz a manifestação.