Região onde Lula será julgado terá 150 câmeras, bloqueio aéreo e atiradores
23 JAN 2018 • POR G1 • 07h47O julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) amanhã em Porto Alegre terá reforço na segurança com atiradores de elite, cerca de 150 câmeras e bloqueio aéreo no perímetro de isolamento definido pelas autoridades no entorno do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, na área central da cidade.
Outras câmeras de segurança farão o monitoramento em três plataformas de observação elevada. Ao confirmar a presença de atiradores de elite, o secretário estadual de Segurança Pública, Cezar Schirmer, disse que prefere chamar os profissionais de "observadores".
Pelas águas do Guaíba, também haverá segurança naval, perto da orla.
O perímetro de segurança abrange as avenidas Augusto de Carvalho, Loureiro da Silva e Edvaldo Pereira Paiva. O TRF-4 fica na Rua Otávio Francisco Caruso da Rocha, em frente ao Parque Maurício Sirotsky Sobrinho. Ainda não há horário definido para a liberação total do trecho.
O anúncio foi feito na manhã de ontem pelos integrantes do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), que reúne autoridades de trânsito e segurança como Brigada Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal e Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).
No perímetro de segurança, só entrarão pessoas credenciadas a partir do início do bloqueio pelas forças de segurança. Todos terão de se identificar. As interdições serão delimitadas com gradil e efetivo de policiais - não foi divulgado o número total.
Helicópteros
e atiradores de elite
Não foi divulgado o custo da operação de segurança e o efetivo envolvido. Mas segundo o secretário Cezar Schirmer, o esquema contará com policiais militares, sendo que alguns foram deslocados do interior e do Litoral Norte para reforço, a pé, a cavalo e distribuídos em viaturas, além de helicópteros e atiradores de elite, que ficarão posicionados no topo dos prédios.
"Faz parte de qualquer processo de prevenção. O atirador de elite, na verdade, é um observador. Não vai lá para dar tiro, ele é um observador do espaço físico em partes mais altas. Se me permitir, vou trocar essa expressão de atirador de elite para observador", explicou Schirmer.
As autoridades informaram que, na cidade, existem em torno de 1 mil câmeras de segurança, sendo que na região monitorada para o julgamento há cerca de 150 equipamentos.
"A cidade vai funcionar normalmente. Nossa missão é preservar a ordem pública, e manter também o funcionamento do TRF-4. Trabalhamos com planejamento antes, durante e após o evento", disse o comandante da Brigada Militar, coronel Andreis Silvio Dal'Lago.
