Logo Diário do Estado

Entrevista especial

O SUCESSO DO RÁDIO NA ÓTICA DE QUEM FAZ O PRÓPRIO SUCESSO

29 DEZ 2017 • POR • 18h00

DE: Você tem a essência jovem do rádio em você e faz disso um trunfo nas emissoras que atua. É difícil fazer rádio em tempos de internet cada vez mais avançada?

JS: Ao contrário.  O rádio contagia o ouvinte esteja ele onde estiver. Hoje você faz rádio com sua imagem em tempo real sendo transmitida pela internet.  É um avanço. Nunca imaginávamos chegar no mundo que estamos. Fazer rádio hoje é manter e reunir informações em tempo real para o ouvinte. Ele tem que saber tudo o que ocorre ao seu redor. O rádio está presente nos lares, carros, celulares, computadores e onde mais conseguir habitar. O mundo moderno permite isso.

DE: Como é fazer rádio e estar sempre liderando o horário?

JS: Cansativo e gratificante. Você lida com informação.  O ouvinte quer debater junto com você.  Ele não quer perder o foco e quer estar junto do entrevistado e da notícia.  É muito bacana isso. Te dá energia positiva e a audiência cresce muito. Sou feliz por ter á simpatia do ouvinte.  Vejo que ele gosta do meu jeito descontraído de fazer rádio.  Sou enérgico quando vejo que injustiças são cometidas com o poder público fazendo vistas grossas. Não aceito ver a população sofrendo pela má qualidade dos serviços prestados.  O 
rádio é a voz do povo das ruas. Nós somos esse instrumento e não podemos decepcionar. 

DE: Você já entrevistou muitas personalidades nas emissoras por que passou. Entrevistar Lula foi o ápice da sua carreira?

JS: Olha, foi muito bom. Trabalhei essa entrevista no maior quieto junto da assessoria do ex-presidente. Não foi nada fácil.  Usei meus contatos pessoais para trazer Lula ao programa e com a graça de Deus acabou dando certo. Foi recorde de audiência e acessos em todos os sentidos. Lula dispensou todos os protocolos e ficou cara a cara com as perguntas e respondeu todas elas. Alguns dias antes ele me ligou pessoalmente para dizer que responderia todas as perguntas que eu formulasse.  Após o programa ele voltou a falar comigo para saber se tinha se saído bem e como foi a repercussão. A entrevista foi citada em diversos jornais brasileiros e do exterior, foi pauta dos principais articulistas políticos da imprensa nacional e até hoje faz sucesso. Lula tem um impressionante poder de comunicação.  Isso o faz uma liderança de massa. Qualquer programa de entrevistas que vá ele vira audiência na certa. 

DE: Depois de Lula qual será o próximo entrevistado de expressão nacional no seu programa?

JS: Bolsonaro quer ir no programa todo dia ( risos). Foi , gostou e quer voltar. Em janeiro começo junto com minha produção preparar  a pauta para o processo eleitoral. Não posso dizer quem já está na ponta da linha para não ser " furado" pela concorrência.  Lula volta ao programa ? Pode voltar tenho dito. A partir de fevereiro começamos um novo e exclusivo round de entrevistas. Um debate com candidatos também já está sendo formatado.  O programa ocupa uma audiência extraordinária e essas entrevistas congestionam linhas de telefone e redes sociais. O ouvinte gosta disso. Ele se torna um ator invisível nas ondas do rádio.  É saudável e estimulante. 

DE: A televisão não te seduz?

JS: Já choveram convites! No momento estou muito focado em manter a qualidade do " Capital Meio Dia" levado ao ar de segunda a sexta de 12:00 até 13:00 horas na Capital FM 95. Se eu desviar o foco minha produtora me sacode! 

DE: O rádio é o responsável pelo estágio que você alcançou nos dias atuais? 

JS: Muito! Sem o rádio eu não seria o Joel Silva conhecido que sou . Foi no rádio que aprendi disciplina e organização.  Através do rádio eu transmito confiança, verdade e esperança para o ouvinte esteja ele onde estiver. Joel Silva e o rádio são siameses. O poder da comunicação é infinito.