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Coxim entra no 'mapa' das cidades que defendem bancos públicos no estado

8 NOV 2017 • POR (Redação / Sindicárionet) • 07h55

Coxim também integra a relação de cidades importantes que sediaram audiência pública "Em Defesa dos Bancos Públicos". O encontro destacou a importância das instituições bancárias no desenvolvimento econômico do município e do Estado. O debate ocorreu na Câmara Municipal da cidade e foi transmitido ao vivo pelas redes sociais. 

COXIM COMO SEDE - Os palestrantes foram o presidente da Fetec-CUT/CN, Cleiton dos Santos Silva, e a economista e supervisora técnica do escritório do Dieese de Mato Grosso do Sul, Andreia Ferreira. A audiência pública é uma realização dos Sindicatos dos Bancários de Campo Grande e Dourados, Assembleia Legislativa, Prefeitura e Câmara de Municipal de Coxim. 

PATRIMÔNIO 
DO POVO VENDIDO - "Nós estamos defendendo a Caixa Econômica e o Banco do Brasil e trazendo essa discussão para a cidade de Coxim. Tudo que é patrimônio do povo está sendo vendido e a preço de "banana". Não dá para admitirmos que esses bancos sejam privatizados. Precisamos cobrar desse governo, unir a classe política de Coxim e do nosso estado para defender todas as empresas públicas e, principalmente, para defender esses bancos", destacou o presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região, Edvaldo Barros.
 
AGRICULTURA 
FAMILIAR EM RISCO - Os impactos da privatização estão sendo discutidos em todo o Brasil. O presidente do Sindicato dos Bancários de Dourados e Região, Ronaldo Ferreira Ramos, explicou que, em Mato Grosso do Sul, a intenção é realizar pelo menos nove audiências públicas para reforçar a importância dos bancos públicos. "Só para se ter uma ideia, 56% do crédito do Brasil passa pelos bancos públicos. Nós temos hoje 288 agências bancárias em Mato Grosso do Sul, destas, 134 são de bancos públicos, que movimentam milhões de reais. É do banco público que sai o dinheiro do Pronaf, responsável por 70% da produção de alimentos. É do banco público que sai o recurso do Fies, que dá oportunidade aos estudantes de baixa renda".     
DEMISSÕES EM MSSSA-  "No início deste ano, Banco do Brasil e Caixa demitiram mais de 15 mil bancários, e não houve contratação para substitui-los. O que vai acontecer? Vai ter uma demora no atendimento. E daqui a pouco estão dizendo "melhor que seja privatizado porque já não nos presta o serviço que precisamos". Essa é a lógica que o governo desenvolve para sucatear o serviço e, com isso, convencer a população, assim como o próprio trabalhador, de que aquela empresa de fato necessita de uma nova gestão".
 
SERÁ O FIM DA MINHA CASA, MINHA VIDA - 
Cleiton ainda destacou que os bancos públicos funcionam como reguladores de crédito no sistema financeiro porque tem o papel de trazer as taxas de juros para baixo, de forma a regular o mercado no país. Essas instituições geram dividendos para o tesouro nacional e utilizam o lucro para executar políticas públicas como, por exemplo, o financiamento de moradia popular. "O projeto Minha Casa Minha Vida entregou, em 2014, 2,6 milhões de moradias. A Caixa e o Banco do Brasil juntos financiaram montante superior a 400 bilhões referentes ao programa. Itaú, Bradesco e Santander financiaram 87 bilhões. O total dos três bancos não chega a 25% do valor financiado pelos bancos públicos".