Falta de leitos, médicos e números crescente de casos, sistema de saúde do MS entra em colapso
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Quinta-feira | 10 de Junho de 2021    07h50

Falta de leitos, médicos e números crescente de casos, sistema de saúde do MS entra em colapso

Fonte: Theresa Hilcar, Subcom
Foto: Reprodução

Depois de 500 dias de luta incessante no combate ao Covid -19, os números da pandemia no Mato Grosso do Sul continuam aumentando. Na live de ontem (09), o secretário de Estado de Saúde declarou que o sistema de saúde do Estado entrou em colapso. “Não há mais leitos nem médicos para atender nossa população”, disse.
Ontem foram registradas mais 3.034 novos casos da doença e 58 óbitos em todo Estado, com outros 22 em investigação. Com média móvel de mortes em crescimento, só nos primeiros dias do mês de junho já atingimos a marca de 326 perdas de vidas humanas em decorrência do coronavírus. Ainda faltam os resultados de 3.327 amostras que estão no Lacen e 10.785 casos sem encerramento nos municípios.

População se acomodou
Este quadro gravíssimo, segundo Resende, é fruto da falsa impressão das pessoas que acreditam ter passado a pandemia. “Com os ótimos resultados que tivemos ao longo dos meses a população se acomodou”. E esta confiança, de acordo com o secretário, está matando dezenas de pessoas todos os dias. “Perdemos o bom senso e o medo de morrer”, desabafou.
Com média móvel de casos em 1.785,1 os cinco municípios que apresentaram maior número de casos registrados hoje foram os seguintes: Campo Grande + 483; Dourados +342; Ponta Porã+146; Três Lagoas +142; Maracaju +110; Naviraí +105  e  Coxim  com mais 57 novos casos com total de 38 internados, sendo 25 no Hospital Público, 5 no Hospital Privado e 8 na UTI.

Ocupação hospitalar e lista de espera
As quatro macrorregiões do Estado continuam com ocupação total de leitos SUS/Covid e uma fila de espera com 274 pacientes. A lotação também atinge os hospitais da rede particular. Ontem  o número de internados 1.287 pacientes, desses 743 em leitos clínicos (543 públicos e 200 privados) e 544 em leitos de UTI (419 públicos e 125 privados).
No isolamento domiciliar 20.750 pessoas seguem em tratamento e 278.044 conseguiram se recuperar da doença.
Em vista do quadro atual, o secretário e médico, Geraldo Resende, sugeriu aos gestores de saúde dos municípios que tomem medidas mais duras para conter a disseminação do vírus. “Sabemos que isto pode causar mal humor em diversas categorias, mas é melhor do que suportar a dor daqueles que perderam seus entes queridos”, finalizou. 

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