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		<title>Diário do EstadoMS - Ampla Visão</title>
		
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				<title><![CDATA[A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes]]></title>
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				<description><![CDATA[Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 
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				<category>Advogado</category>
				<pubDate>Fri, 14 Feb 2025 10:47:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[A vocação é graça e também missão. ]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/a-vocacao-e-graca-e-tambem-missao/44564/</link>
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				<description><![CDATA[No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José
 
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 14 Feb 2025 10:45:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Ampla visão]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/manoelafonso/ampla-visao/42247/</link>
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				<description><![CDATA[‘ABRACADABRA’: Final de eleição é uma incógnita: igual casamento e partida de futebol. Esse pleito difere de outros só quanto aos protagonistas. Não há como inventar discursos, promessas e bordões que ressuscitem leitores ‘adormecidos’ que por razões obvias se recusarão a sair do sofá para fazer a escolha. E depois, não reclamem!

PESQUISAS: Burilam o comportamento, o pensamento, anseios e eventuais mudanças dos eleitores de todas as camadas sociais. Com isso traçam o perfil ideal desejado pelos eleitores, revelando aí vários aspectos que povoam seu subconsciente. Um deles relacionado ao nível de aceitação do candidato junto as diferentes camadas sociais. 

ELEIÇÕES: Sem as pesquisas elas seriam como festa sem música, ir ao baile e dançar apenas com a irmã. Ao mesmo tempo que inflamam os ânimos, despertam sentimentos e propósitos dos protagonistas e envolvidos com esse e aquele candidato. As pesquisas deixaram de ser exclusividade das capitais -  chegando também ao interior.

CAPITAL-1:  Temporada iniciou com a pesquisa ‘Genial Quest’. Bolsonaro influencia 64% e Lula 60%. Rose (U. Brasil) obteve 34% (38%, líder entre as mulheres). Adriane (PP) e Beto (PSDB) com 15% (Beto melhor entre os ricos e Adriane entre evangélicos, 21%); Camila (PT) 6% (11% entre os sem religião); prof. André (PRD) 2%; Ubirajara (DC) e Beto (Novo) 1%; Luso Queiroz (Psol) sem pontuar, 6% indecisos, 10% brancos/nulos. Registro MS 00184/2024 – ouvidas 800 pessoas entre 24/27 julho.

CAPITAL-2: Na outra pesquisa, da ‘Ranking’, Rose tem 34,30%, Beto Pereira 21,20%, Adriane Lopes 16,80%, Camila Jara 7,60%, Beto Figueiró 3,20%, professor André 0,40%, Ubirajara Martins 0,30%, Luso Queiroz 0,20, brancos/nulos/indecisos 16%.  Ouvidas duas mil pessoas entre 28 e 31 de julho, registro TSE sob nº 07047/2024.

DEFINIÇÕES: Mais duas completaram chapas: a coronel Neidy (PL) com Beto Pereira e Roberto Oshiro com Rose. Ela com prestígio na família militar. Ele, diretor da Associação Comercial, advogado, transita bem na colônia que já elegeu os deputados Odilon Nakasato, Akira Otsubo e os vereadores Haguemo Tomonaga, Tetsuo Arashiro e Edson Shimabukuro.

AJUSTES: Tal qual na Fórmula-1, antes da largada, nas eleições eles ocorrem para sanar equívocos nas ‘equipes’ na fase que antecede a campanha. Há muitos interesses em jogo e disputa por espaço político nos bastidores. Acomodar tanta gente com os mesmos objetivos não é fácil. Haja jogo de cintura e dinheiro.

‘POLE POSITION’:  O circuito das eleições é sinuoso. Não faltam incidentes, imprevistos, desistências e até derrotas por falta de ‘combustível’. Rose aparece bem nos chamados treinos livres. Demonstra ter intimidade com o esse ‘Grande Prêmio’. É animador, ajuda, mas isso não garante a bandeirada na última volta.

LAMÚRIAS:  O que não falta é aquele candidato que faz muito oba oba exatamente para pegar a disputada verba. Após atendido e ciente de suas poucas chances, ele vai amolecendo. Ouvi de pretenso postulante que a prometida verba de R$ 80 mil caiu para R$ 20 mil (parcelado) porque não pontuou nas pesquisas. Mas seus poucos votos podem fazer falta ao final.


‘BOM ALUNO’:  Em matéria de política o governador Riedel (PSDB) assimilou bem as lições de seu guru Reinaldo e vem sendo aprovado com louvor. Em dois dias encontrou-se com o ex-presidente Bolsonaro (PL) em Brasília e com o presidente Lula (PT) em Corumbá, de quem recebeu rasgados elogios. Como se diz: tem combustível para tentar outros voos.

PÉROLAS  DO  LULA: “Não tem nada de grave, não tem nada de assustador. Eu vejo a imprensa brasileira tratando como se fosse a Terceira Guerra Mundial. Não tem nada de anormal. Teve uma eleição, teve uma pessoa que disse que teve 51%, teve uma pessoa que disse que teve 40 e pouco por cento. Um concorda, o outro não. Entra na Justiça, e a Justiça faz”.

NUPCIAS:  O deputado federal Rodolfo Nogueira (PL) é o grande beneficiado com a escolha de sua mulher Gianni Nogueira como candidata a vice-prefeito de Marçal Filho (PSDB) em Dourados. Vencendo, ele se fortalece para 2026 – assumindo posição de destaque entre o eleitorado que não comunga com a ideologia petista.

RESISTENTE:  Em Paranaíba o vereador Robson Rezende (mais votado em 2022) é o nome do PL (com MDB/PL/União Brasil) para enfrentar o prefeito Maycol. Confirma-se a previsão do deputado João Cattan, com carta branca de Bolsonaro para disputar a prefeitura da sua cidade. O vice de Robson será indicado por José Brachiaria (União Brasil)

DESAFIO: É aquela velha pergunta presente quando se discute eleições. Prefeito, governador e presidente conseguem transferir votos para qualquer candidato? Pelos exemplos que todos conhecem por aí, conclui-se que tudo irá depender de combinações de vários fatores. Mas sempre lembrando, cada caso é um caso!

‘NÃO É BEM ASSIM’... Muita gente se elegeu na carona de lideranças de Wilson Martins e Pedro Pedrossian. Lembra? Depois outros foram beneficiados com a ascensão do PT. Hoje há disputa pelo espaço na direita. Beto Figueiró (Novo), por exemplo, se proclama legítimo representante da ‘direita raiz’ com direito a passaporte ao segundo turno. Menos, please.

DESEJOS: Não se entra numa campanha com mero espírito altruísta. Há motivos submersos: a vaidade, o sonho do poder e outras vantagens contam mais que as boas intenções de se doar à comunidade. No fundo, o candidato ‘Zé Mané’ não difere muito do ‘doutor tal’. No frigir dos ovos - todos querem a mesma coisa: o poder!

MISTURA FINA:  PSDB e PL juntos em algumas cidades como Campo Grande e adversários em outras. Casos de Paranaíba onde o prefeito Maycol Queiróz (PSDB) terá como um dos concorrentes o advogado Robson Rezende (PL) e em Dourados com Marçal Filho (PSDB) tendo Gianni Nogueira (PL) como vice.

THE END?  Uma retirada sem aquele toque de corneta da cavalaria de faroestes. O ex-prefeito Waldeli (MDB) jogou a toalha numa fala explicativa, desistindo de disputar as eleições em Costa Rica. Ao seu estilo reiterou a postura de cidadania com a cidade, mas longe do poder. Conseguirá?  Agora, seu grupo político ficou amputado. ‘Bye bye.’

OS GOVERNANTES:  “...Tornam-se imunes à realidade. Cobrem-se com um manto que os deixam em estado contínuo de dormência. O poder provoca delírios e, assim, com o porre mental que lhes faz adormecer, os governantes cometem o primeiro pecado capital. O da insensibilidade. Assim, distancia-se da racionalidade. Agem por emoção. ” (Gaudêncio Torquato)

NOTA DO PT:  “Temos a certeza de que o Conselho Nacional Eleitoral, que apontou a vitória do Presidente Nicolas Maduro, dará tratamento respeitoso para todos os recursos que receba, nos prazos e nos termos previstos na Constituição da República Bolivariana da Venezuela”.  Am

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				<category>Ampla Visão</category>
				<pubDate>Tue, 06 Aug 2024 08:58:06 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[NOTAS]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/manoelafonso/notas/42226/</link>
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				<description><![CDATA[ORELHA EM PÉ: Em 2020 o PT levou uma sova histórica. Não venceu em nenhuma cidade grande do país. Hoje Lula sabe que o pleito deste ano é uma espécie de antessala das eleições presidenciais. Ele, já fez a leitura de que a direita é uma ameaça real e não por acaso já está viajando por aí e soltando cobras e lagartos contra a oposição nas suas entrevistas.

NO TELHADO: Não por acaso, temendo uma derrota, vários ministros (candidatos em 2026 nos seus estados), vem alertando Lula para viajar menos ao exterior e assim percorrer todo o país em defesa dos candidatos do partido. Sem prefeituras de cidades de alta densidade eleitoral qualquer partido sente a falta de estrutura que só o poder oferece. O PT não é exceção.

FARTURA: Cada partido poderá registrar no total de até 100% do número de vagas mais 1 (um). No caso de Campo Grande, com 29 cadeiras na Câmara Municipal, cada sigla poderá lançar até 30 candidatos. Se cada partido deve indicar o mínimo de 30% de mulheres filiadas para concorrer ao cargo de vereadora, na capital serão 9 mulheres postulantes por sigla.

FAZ DE CONTA: As mulheres não poderão ser meras candidatas laranjas; não praticando atos de campanha com prestação de contas artificial, votação pífia, zerada. Nestes casos todos os votos recebidos pela legenda ou coligação envolvida na fraude serão anulados, resultando na pratica na cassação de toda a bancada eleita. Aliás, os tribunais tem decidido neste sentido.

DISTORÇÃO: Com mais de 44 milhões de habitantes São Paulo deveria ter 120 deputados federais. Mas por critérios distorcidos a Constituição limitou em 70 parlamentares (mínimo de 80) ignorando o fator população. O caso é debatido desde 1890; na Carta Magna de 1946 e na Constituição de 1986. Hoje ele ‘repousa’ numa gaveta da CCJR do Congresso Nacional.

MACONHA: O STF fixou em 40 gramas a quantidade para caracterizar porte de uso pessoal. É previsível o futuro serviço de entrega desta droga a domicílio, com o motoqueiro atento ao peso da ‘encomenda’ para diferenciá-lo do traficante. Se pego pela polícia, ele alegará que é para uso pessoal. Igual argumento seria do comprador da maconha.

PEPINO: Você mora num condomínio e compra um carro elétrico. Ao recarregar vai precisar de autorização do síndico, pois a planta elétrica (antiga) é incompatível com as funções e a carga da tomada (individual) a ser usada. Ora! Mudar o projeto elétrico do prédio será inviável e caro, além de colocar em risco a segurança de todo condomínio.

VEJAMOS: Nos prédios atuais não há previsão para recarregar baterias de veículos. Além da certificação pelo engenheiro elétrico, o Corpo de Bombeiros terá que aferir a estrutura elétrica para as mudanças, com custos às expensas do dono do carro. Pode ser que precise inclusive trocar o transformador do prédio. Na compra do veículo o cidadão não pensa nestas questões.

ALERTAS: São necessários, pois os prédios antigos já sofrem com as novas normas de segurança; escada de emergência, corrimões, portas contra incêndio, mangueiras, caixa de água e entrada com acessibilidade. Imagine então aqueles prédios construídos no século passado para atender as necessidades resultantes da recarga do carro elétrico.

AO ELEITOR: Lembra em quem votou para vereador em 2020?  Votou a pedido de amigo ou parente? Quantos votos ele obteve. Se eleito, esteve com ele alguma vez desde que assumiu o mandato? Tem acompanhado a sua atuação? Tem correspondido as suas expectativas? Estaria disposto a votar nele nestas eleições?

COMPLICADOS: Não é fácil lidar com candidatos a vereança. Alguns se colocam como indispensáveis. Na campanha até fazem ameaças e corpo mole por mais recursos do candidato a prefeito que pode se tornar refém deles. Agora, impressiona o otimismo  deles na previsão de seus votos. Eles se consideram eleitos com o pé nas costas.

SEM ILUSÕES:  Claro que o candidato a vereança tem como prioridade a sua própria eleição. Isso fica claro na abordagem junto ao eleitor. Quando o eleitor manifesta certa rejeição ao candidato a prefeito, ele não insiste muito e deixa a porta aberta para ganhar aquele voto. Como se vê – ele é um traidor em potencial.

VISÃO: Essa regra sobre o número de postulantes à Câmara em tese representaria mais ‘cabos eleitorais’ – impressionando a opinião pública quanto a capacidade do candidato a prefeito em arregimentar lideranças. Mas não é bem assim. Há casos mostrando a falta de conexão entre os votos dados ao candidato a prefeito e aos candidatos a vereança.

CONFUSA: A situação do PL do Bolsonaro nas eleições da capital lembra o ‘samba do crioulo doído’. Cada interessado tem sua versão. Uns dizem que tudo estaria acertado com o PP da senadora Tereza Cristina e da prefeita Adriane Lopes, outros sustentam que o diretório local indicará o candidato a prefeito. Os deputados Marcos Pollon e João H. Catan defendem essa última hipótese.

PUCCINELLI: Saiu pela porta dos fundos após episódios pessoais desgastantes e com o partido fragilizado pelas derrotas. É notório, muitos de seus companheiros do MDB já aderiram ao Governo Estadual do PSDB e agora se sentem até aliviados com a desistência de Puccinelli - para apoiar o candidato a prefeito Beto Pereira (PSDB).

DETALHE: Por várias razões (fatos) o MDB não é nem sombra do ‘Partido das Diretas’.  Ele se transformou no partido da conveniência e oportunidades. Sua militância desmotivada desapareceu das ruas. Aliás, ela não pode ser comparada aos militantes do PT em termos de fidelidade partidária e manifestação pública.

PERGUNTAS: Como irão se dividir os antigos eleitores de Puccinelli após sua decisão? Após sair de cena ele terá que poder de influência? Ele conseguirá transferir qual percentual de votos? Quais os percentuais de votos dele que beneficiarão as candidaturas de Rose Modesto (União Brasil) e Adriane Lopes (PP) e Beto Pereira (PSDB)? E como o eleitor está vendo tudo isso?

PARTIDOS: MDB liderou o ranking de prefeitos até o pleito de 2020. Entre 2004 a 2040 alguns subiram, outros ficaram com menos prefeituras. O PT elegeu 638 prefeitos em 2012 e apenas 183 em 2020. MDB caiu de 1052 em 2004 para 797. PSDB tinha 965 em 2004 para 797. PSDB tinha 965 em 2004 e caiu para 531. PP saltou de 549 para 701 cidades. PSD saiu de zero para alcançar 662 prefeituras. PP caiu de 385 para 349.

NA CAPITAL:  Depois de Zeca do PT, Teruel, Vander e Alex – entre outros – o Partido dos Trabalhadores terá a deputada federal Camila Jara como candidata a prefeitura, tendo o deputado Zeca do PT como vice.  Ela tem se mostrado articulada nas entrevistas e manifestações, abordando os mais diferentes problemas da cidade.

EMOÇÃO: Um ingrediente notório no pronunciamento do deputado Paulo Duarte (PSB) ao abordar a questão do incêndio no Pantanal e que sensibilizou os colegas e aqueles que assistiam a sessão. Como corumbaense, sua visão difere da opinião pública influenciada pela mídia. Para ele, apenas aquelas visitas de autoridades curtindo de avião o cenário não resolvem.

CONCLUSÃO FINAL:
Cheguei a uma fase da minha vida em que estou cansado demais para trabalhar, novo demais para me aposentar e pobre demais para desistir. 

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				<category>Ampla Visão</category>
				<pubDate>Tue, 02 Jul 2024 08:40:28 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Notas]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/manoelafonso/notas/42199/</link>
				<guid>https://diariodoestadoms.com.br/manoelafonso/notas/42199/</guid>
				<description><![CDATA[FADIGA: Em nível nacional,
o PSDB vem se arrastando
com difi culdades,
pelos resultados ruins nas
últimas eleições e envelhecimento
de suas lideranças.
Aécio Neves é um exemplo:
desgastado, perdeu
o prestígio. Nosso estado
se salvou da sequência
dos desastres eleitorais,
mas não tem o poder de
fogo no cenário nacional.
FUTURO: Observadores
acreditam que o PSDB sofrerá
o processo de esvaziamento
como já ocorrera
com outros partidos fortes
no passado. A criação das
‘federações’ partidárias
também acabará infl uenciando
nestas mudanças
daqui para frente. Várias
lideranças estaduais já aderiram
a essa tendência, que
aumentará após as eleições.
AZAMBUJA: Nosso ex-governador
tem se mostrado
um leão incansável na tarefa
de manter os companheiros
tucanos motivados
para a sucessão municipal.
Pré-candidato ao senado,
precisa eleger o maior número
de prefeitos e vereadores.
Em termos de partido
Reinaldo faz a sua parte,
mas consciente de que até
2026 a estrada é sinuosa.
PROBLEMAS: A postura
das lideranças tucanas
nos últimos anos mostrou
que o PSDB não tem o cacoete
de oposição e daí
perdeu simpatizantes do
centro para os partidos de
direita. O discurso social
democrata inspirado no
alemão Max Weber e re-
:: MANOEL AFONSO ::*AMPLA VISÃO*
percutido por Fernando H.
Cardoso foi sufocado pelas
novos apelos mundiais.
CAPITAL: Vencer aqui é
fundamental para todos
partidos. Tem sido o trampolim
para lideranças tentarem
voos mais altos, mas
também liquidou políticos
de peso. Como eu sempre
digo; com a internet cada
vez mais presente, Campo
Grande é forte polo irradiador
de influência para
o interior. Perdendo aqui
‘um abraço pro gaiteiro’.
INTERROGAÇÃO: Qual o
peso da influência do eleitor
da direita no pleito da
capital? Enquanto não se
decide quem será o candidato
do PL, é difícil uma
avaliação real do potencial
do grupo bolsonarista. Aliás,
as pesquisas têm deixado
uma espécie de vazio
sobre esse item. O deputado
João Catan (PL) é categórico:
vamos ao embate!
NO BRASIL: O ministro
Dias Tofoli anulou
as provas do acordo de
leniência da Odebrecht
na Lava Jato. Lembra?
Agora a empreiteira se
nega a revelar ao Ministério
Público Federal os
dados do sistema usado
em Andorra para pagar
a propina confessada no
acordo. Pode? A Odebrecht
já reclamou ao ministro
amigo e deve ‘sobrar’
algo para o zeloso procurador
federal do Paraná.
ÚLTIMA TACADA: 76 anos
de idade; 32 como deputado
estadual, Maurício Picarelli
tentará a vereança
na chapa de Rose Modesto.
Jornalista, radialista, fi cou
sem mandato em 2022 e
culpou a falta de grana, mas
ainda confi a nos 4.139 votos
obtidos na capital. Usa as
redes sociais dando alô aos
‘amigos e comadres’. Consciente
da concorrência.
FAKE NEWS: ‘Nunca se
mente tanto quanto antes
das eleições, nas guerras
e após as caçadas’, dizia
Otto von Bismark. A inteligência
artifi cial, o uso de
aplicativos na produção
de vídeos, áudios e textos
desafiam a justiça por
igualdade de condições
para todos os candidatos.
Hoje a justiça perde para
as evoluções da tecnologia.
Não sei se vira o jogo.
IMPLICAÇÕES: Juridicamente
é complicado
regular as mídias sociais
porque pode ser explorada
pela oposição como uma
censura mascarada, protetora
dos governistas. Os
juristas respeitados estão
divididos quanto a legalidade
da regulação. Para
o Governo que defendia
no passado a liberdade
de expressão, o remédio
tem ‘contraindicações’.
ESTRAGOS: Candidatos
novatos a vereança pegos
de calça curta com a decisão
do Google ao proibir o
impulsionamento e publicação
de anúncios políticos
em suas plataformas
a partir deste maio. Os
partidos também serão
prejudicados, mas o prejuízo
maior será de quem
precisa construir a imagem
pública junto ao eleitorado.
VANTAGENS: Enquanto
os candidatos a reeleição e
aqueles outros já conhecidos
do eleitor por uma série
de circunstâncias e fatores
na comunidade levarão
vantagem, os novatos terão
que usar outras estratégias
como reuniões comunitárias,
panfl etagem e uso de
outras plataformas digitais
para expor seu potencial
e projetos legislativos.
VEREADOR: Quem souber
levante a mão: ‘em quem o
leitor votou na última eleição
e qual era o partido
dele? ’ Não por acaso, assusta
em todas as pesquisas,
o número de eleitores
que ainda não escolheram
seu nome preferido. Como
se diz – vereador não é essencial
– é comparável ao
valor da gelatina na cadeia
alimentar. Não faz falta.
GIROTO: O ex-secretário
estadual de Obras na mídia
por 2 motivos: para indicar
novo advogado numa
das ações que responde na
justiça e pelo fato da empresa
de seu genro Murilo
F. A. Oliveira (‘Groen Engenharia
e Meio Ambiente’)
ser investigada pela
Polícia Federal e Controladoria
Geral da União por
suspeita de superfaturamento
(desvio) de R$ 23
milhões em Três Lagoas.
COMPLICADO: O ato de
doar às vítimas gaúchas
ganha espaço na mídia.
Mas infelizmente a política
(sempre ela!) já está inserida
no contexto. São acusações
de golpes por falsários,
por busca de promoção pessoal,
‘fake news’ e posturas
distantes do real sentido
de ajudar. Mas doar, mesmo
por vaidade, é infi nitamente
melhor do que se omitir.
ACOMODADA? Nas redes
sociais a militância petista
perde espaço para o pessoal
da direita. Os petistas,
parados no tempo ainda
do uso de placas e faixas.
Já os adversários, usam
as redes sociais, marcam
posição com eventos e adesivos
nos carros. Lembro:
o comício recente de 1º de
Maio na Av. Paulista mostrou
a fase apática petista.
A PROPÓSITO: A decepção
na Paulista mostrou
que o Governo e Sindicatos
estão distantes do universo
do trabalho. O presidente
Lula chiou com o vazio da
avenida, apesar de 9 ministros
presentes, de ter
renovado as promessas e
enaltecido as conquistas
do Governo. A TV ‘Plim
Plim’ ignorou, enquanto
a oposição criticou surfando
nas redes sociais.
SUGESTÃO: Fato estranho
ou deselegante que se repete
na Assembleia Legislativa.
Convidados da Casa ou
de algum deputado ocupam
a tribuna para discorrer
sobre temas de interesse.
Mas curiosamente o tempo
concedido aos convidados
é no fi nal das sessões,
quando quase todos os
parlamentares já deixaram
o plenário. Evidente, os
convidados não reclamam,
mas não devem gostar.
VERDADES: “.( )..A bomba
climática que devastou
o sul do Brasil revela a limitação,
dos estados e do
governo federal para lidarem
com um problema que
é planetário. Quanto custa
reconstruir um estado? De
quem é o dinheiro e a responsabilidade
para pagar
esse prejuízo? ( ) “Ninguém
consegue mais amenizar
nem resolver um estrago
desse porte. Negócios feitos
nas bolsas de Nova York
ou Tokio acabam afetando,
bem ou mal, a vida de pessoas
comuns, desde Paris até
Lajeado”. (Felipe Sampaio)
PILULAS DIGITAIS:
Quem deseja ver o arco-íris,
precisa aprender a gostar
da chuva. (Paulo Coelho)
100% dos brasileiros
apoiam a liberdade de
expressão – desde que
seja a favor. (na internet)
Eu não vou parar. Estou
apenas começando. O melhor
está por vir. (ex-senador
Pedro Chaves – 83 anos)
De vez em quando caímos
em dúvida, mas logo conhecemos
alguém que restabelece
nossa desconfi ança
no ser humano. (Millôr)
Câmara Federal torrou
R$ 90 mil para 5 deputados
passarem o 1º de
maio em Cuba. (internet)
PGR (Lava Jato) é contra
devolver US$ 21
milhões (propinas na
Suiça) ao marqueteiro
João Santana. (internet)
Eu tenho uma porção de
coisas grandes prá conquistar
e eu não posso fi car
aí parado. (Raul Seixas)

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				<category>Ampla Visão</category>
				<pubDate>Tue, 14 May 2024 08:51:37 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Notas ]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/manoelafonso/notas/42195/</link>
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				<description><![CDATA[TRÊS ETAPAS: Para os candidatos a prefeito existem 3 desafios. Naturalmente o primeiro é vencer o pleito. Mas o estresse não para aí. Depois vem os anos de mandato com aquela pressão própria do cargo. Finalmente, após o mandato, terá que lidar com os problemas de ordem jurídica decorrentes de atos administrativos questionáveis.
É GERAL: Gosto de ouvir os políticos interioranos sobre esses desafios. Independente de sigla, cultura e condição financeira, eles têm em comum o temor dos procedimentos judiciais que ainda respondem após a entrega do cargo. A pressão cardíaca dos ex-prefeitos sobe ao receberem a notificação do Tribunal de Contas da União, por exemplo.
NOVOS TEMPOS? Antigamente os gestores tinham como argumento para justificar atos falhos ou ilegais a falta de gente capacitada nos quadros da prefeitura.  Hoje, os Tribunais de Contas exercem um trabalho de orientação e prevenção, mesmo antes da posse dos prefeitos e vereadores. E vale lembrar o Ministério Público, mais ativo.
EXEMPLO: O caso do ex-prefeito Laerte Tetila (PT) de Dourados, é emblemático. O político petista, professor, veterano na política, atravessou o sinal, teve os direitos políticos suspensos – condenado após deixar o cargo, a ressarcir os cofres públicos pelos prejuízos causados ao erário. E ainda há outros inúmeros casos registrados por aí.
PROJETO: O deputado Marcio Fernandes (MDB) reafirmou ao colunista a disposição de disputar uma cadeira do Tribunal de Contas e já tem o compromisso do voto de 15 parlamentares. Em maio será julgado o rumoroso caso envolvendo 3 Conselheiros do TCE (afastados) e no caso de vacância, uma das vagas é da Assembleia Legislativa. DECIDIDO: Ouvi vários deputados sobre o assunto e eles confirmaram o compromisso de votar em Marcio, independentemente de outro eventual pretendente. Eles ainda destacaram o preparo de Marcio, no 5º mandato, com bom trânsito no parlamento, tendo integrado várias comissões, inclusive a Comissão de Constituição Justiça e Redação.
OLHO VIVO: Como pode a Viação Andorinha cobrar R$144,00 pela passagem entre Campo Grande e Cuiabá (703 kms) e cobrar R$237,48 pelo bilhete no trecho C. Grande e Corumbá (427 kms) sem pedágio inclusive? Essa denúncia do deputado Paulo Duarte (PSB) mostra a discrepância, o ‘estranho’ critério da empresa. Vamos ver no que vai dar.
ESPECULAÇÕES: O vice de Beto Pereira deverá ser uma mulher de boa inserção social. Evangélica? Talvez! Rose Modesto terá naturalmente como vice um homem não  evangélico de perfil popular. O mesmo deverá ocorrer com a prefeita Adriane Lopes – com o escolhido tendo identidade com o eleitor do centro e da direita.
DO LEITOR: “Ao invés dos candidatos a vereança incluírem projetos mirabolantes, deveriam priorizar propostas viáveis. Na outra ponta o eleitor vota atendendo o pedido    do amigo ou à conveniências. Será que os vereadores e prefeitos consultaram os seus eleitores antes de mudarem de partido recentemente? Certeza que não. ”
A PROPÓSITO: Em quem você votou para a vereança na última eleição? Melhor esquecer do que ter problema de consciência. Hoje a escolha do vereador ainda não é prioridade do eleitor. O nível da exigência dos cidadãos teria subido – ou o nível dos políticos teria caído. E não é por acaso o brasileiro se recusa a se reconhecer nos seus representantes. OBSERVAÇÕES: É certo que o pleito municipal não se impõe como ato político – não é autônomo, de consciência. É fácil descobrir quem votou em quem. Eleitores e candidatos se trombam nos mesmos locais e se conhecem pelo menos de vista. O eleitor vota no nome escolhido pelo partido, mas não se responsabiliza pelos seus erros.
DEMOCRACIA: “…Democracia é também aprender a conviver com o diferente e vencê-lo na base da persuasão, não de armas. Punindo quem cometeu crimes, é preciso deixar que seus correligionários que respeitam as regras do jogo sigam participando dele. O TSE pode tirar da corrida um concorrente infrator, não pode silenciar metade da população….” (Joel Pinheiro da Fonseca na FSP)
SERGIO CRUZ: Estou curtindo seu livro ‘História da Fundação de Mato Grosso do Sul’. Vai fundo nos fatos pouco divulgados e citando personagens participantes do processo.  A criação de MS não é apenas consequência daquela inesquecível ‘canetada’ do então presidente Ernesto Geisel. É fruto sim de muita luta em tempos difíceis.
1-HISTÓRIA: Em 1947 a’ bancada do Sul’ da Assembleia Matogrossense propôs emenda à Constituição prevendo a mudança da capital de Cuiabá para outra cidade em caso de calamidade pública. Com o voto de minerva do presidente (naturalmente de Cuiabá) da Assembleia – a proposta foi rejeitada por 15 a 14. Uma ducha fria no projeto de separação de Cuiabá.
2-HISTÓRIA: O projeto revoltou os cuiabanos que colocaram caixões de defuntos na entrada da Assembleia Legislativa. Conta Italívio Coelho que “o pessoal queria nos dar um banho no chafariz de Cuiabá”. José Fragelli, Italívio Coelho, Radio Maia, Valdir Santos Pereira, Adjalmo Saldanha e José Gonçalves de Oliveira – alguns dos 14 constituintes ‘sulistas’. 
BOLSONARO: Ao contrário de Dourados, questiona-se como será o papel dele nas eleições da capital. Há muito oba oba sobre os nomes ao cargo de vice prefeito de Adriane Lopes. Mas o poder de fogo do time bolsonarista na eventual aliança com o PP ainda é questionável.  O ex-presidente continua com prestígio junto ao eleitorado de Campo Grande?
NOVOS TEMPOS: Três Lagoas vivendo momentos de euforia sob o comando do prefeito Ângelo Guerreiro, agradando a gregos e troianos. Sua marca fantástica de 91% de bom e ótimo na recente pesquisa (registro 02405/2025 – TSE) do Instituto ‘Ranking Brasil’ atesta o agrado de sua gestão. Elegerá fácil seu sucessor.
UNIDOS: Ouvi fofocas sobre as relações do ex-governador Reinaldo Azambuja  com o governador Riedel. Coisas do imaginário. Bobagem pura. Reinaldo tem consciência do papel cumprido – e Riedel – embora tenha luz própria – sabe que está no caminho certo, que ele próprio ajudou a construir ao lado do ex-governador. Juntos e imbatíveis no cenário atual.
WLSON FIGUEREDO: “Ao escolher o candidato ninguém encara as variantes possíveis de infidelidade partidária. Tantas legendas e tão insignificantes diferenças entre os partidos, fazem da escolha uma opção aleatória. Assim se explica porque o nível das propostas municipais fica bem abaixo do que os eleitores merecem. Um discreto pudor impede a confissão do voto. Mais adiante, sobrevêm o sentimento de vergonha. ” 

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				<category>Ampla Visão</category>
				<pubDate>Tue, 07 May 2024 09:07:11 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Notas ]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/manoelafonso/notas/42186/</link>
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				<description><![CDATA[A MISSÃO: Transferir prestígio é difícil. Exemplos de tentativas fracassadas podem ser encontradas nas eleições de todos os níveis. JK foi ótimo presidente, mas não elegeu o Marechal Lott; Pedro Pedrossian viu seu candidato Zé Elias perder para governador e Wilson Martins apostou suas fichas em Ricardo Bacha, que perdeu para Zeca do PT.

RAZÕES: Desde o perfil do candidato, os tropeços na campanha, a fadiga do apoiador e até mesmo o currículo do adversário vencedor. E nas eleições paroquiais conta muito a imagem do candidato, que não pode ficar exclusivamente na sombra do ‘padrinho’ apoiador. Sem luz própria ‘vai para o beleléu’, sem choro e sem vela.  

PUCCINELLI:. Reeleito em 2.000, elegeu Nelsinho prefeito em 2004 e 2008 - em 2006 se elegeu governador e reeleito em 2010 – em 2012 apoiou Giroto, derrotado – em 2014 apoiou Nelsinho ao Governo, derrotado por Reinaldo – em 2016 apoiou Rose à prefeitura e perdeu – em 2018 perdeu com Jr. Mochi ao Governo – em 2020 perdeu a eleição para prefeitura da capital com Marcio Fernandes – em 2022 André disputou e perdeu a eleição ao Governo.
RESSACA: Esses insucessos do MDB provocaram perdas de prefeituras, deputados e vereadores. Hoje o partido projeta eleger ao menos 20 prefeitos. Missão difícil, levando-se em conta que a sigla comanda apenas as prefeituras de Dois Irmãos, Brasilândia, Coronel Sapucaia, Bataguassu e Rio Brilhante. Mas na política tudo é possível. 

VEJA BEM: O caso de Puccinelli, é exemplo de desgaste por motivos notórios. Sua última vitória pessoal foi em 2010 na reeleição ao Governo.  Depois disso foram 6 derrotas entre pessoais e apoiamentos, na disputa pela prefeitura da capital e ao Governo Estadual. Hoje, pelas suas falas contraditórias ainda é incerta sua candidatura.

HOLOFOTES: Atraem pretendentes nos diferentes cenários. Uns carentes de reconhecimento público; outros por espaço no poder para ajudar a comunidade. No afã de concretizar seus sonhos, enfrentam desafios que a candidatura exige na campanha: visitas, sorrisos, abraços, cafezinhos e tentativas de interação com a população.

ARMAS: No fundo, só os tons de vozes diferem. Os slogans parecidos: ‘Defensor do povo, vigilante do bairro, sentinela da saúde, moralização da gestão pública, fiscal do dinheiro público, guardião da educação, patrono dos carentes, dos sem teto, sem água, esgoto, asfalto, placas de rua, iluminação pública. São imprescindíveis no manual do candidato.

PERFIS: Longe de enveredar pela generalização que abastece o anedotário do folclore político, é de reconhecer que há muita gente de valor e também aqueles sem o devido preparo para a missão. Pela falta de autocrítica, são esses últimos que ganham espaço na mídia e ofuscam injustamente a imagem do legislativo municipal como um todo.

ELEITOS, E AGORA? Reivindicações, críticas e elogios a administração. Sem faltar   títulos de cidadania, votos de louvor, de pesar, declaração de visitante ilustre, diplomas de honra ao mérito, comendas, são ações inerentes a atividade parlamentar que atraem a simpatia e votos. Impossível fugir desse rol de atribuições. Tentar reinventar a roda é pior.  

FAZ PARTE: É natural que todo o vereador sonhe em ser prefeito. Alguns até com consciência de seu potencial, reconhecem suas limitações diante dos desafios inerentes ao cargo. Outros mais preparados, vão se articulando, ganhando espaço na mesa diretora como trampolim de seu projeto rumo ao Executivo.

DICAS: Aos futuros candidatos à vereança é oportuno alertá-los das atribuições constitucionais do cargo com vínculos a Constituição Federal, Constituição Estadual, Lei Orgânica do Município e ao próprio regimento interno da Casa. Portanto, além das boas intenções é imprescindível maior intimidade com essas legislações. 

BONUS & ÔNUS: Vereança proporciona visibilidade social e até melhora o status. O vereador é visto com outros olhos. É o peso da função. Dele, é exigida postura diferenciada. Na outra ponta, vão ocorrendo os desgastes ao não atender aqueles pedidos costumeiros de emprego, socorro financeiro e outros favores.

CONCLUSÃO: Na capital, no interior, cria-se expectativa sobre pré-candidatos à vereança. Às vezes peca-se ao supervalorizar o potencial deles, ignorando as atribuições limitadas da Câmara. Cabe exclusivamente ao Executivo legislar sobre algumas matérias. Nem sempre o bom cidadão consegue exercer o mandato satisfatório. Política tem disso. 

INGRATIDÃO: O experiente deputado Jr. Mochi fazendo observação pertinente ao colunista. Nas campanhas  há candidatos a vereança que pedem ajuda financeira aos deputados e senadores com a promessa de retribuir com apoio. Eleitos, esquecem a ajuda recebida e dois anos depois exigem dinheiro alto para pedir votos para esses doadores. É o fim da picada.   

ATENTO: O deputado Zé Teixeira (PSDB) não se vergou a fala de Lula  para adquirir terras destinadas aos índios. Na tribuna da Assembleia ele citou várias fazendas invadidas pelos indígenas, com os donos expulsos das terras sem receberem indenização do Governo e até agora não tiveram apoio político e nem da justiça.

OUTROS TEMPOS: O leitor vai se lembrar: FHC ganhou do dialeto dos petistas o vocábulo ‘Viajando Henrique Cardoso’ pelos motivos óbvios. Agora, em menos de um ano e meio de governo, Lula já esteve no exterior pela 16ª. vez. Mas ‘curiosamente’ é chamado pela cumpanheirada de estadista. É rir ou chorar. 

PROCURA-SE: A escolha do candidato a vice-prefeito passa por critérios para se evitar erros. A regra número um é que o escolhido ao menos não atrapalhe na campanha. Quanto ao perfil, o ideal é que seja do ramo político. Essa balela de escolher empresário é utopia. Iniciativa privada é uma coisa. Gestão pública é outra.

‘ANIMAIS’: Na visita ao ministro Renan Filho (Transportes), o deputado Pedrossian Neto (PSD) ficou impressionado com o interesse dele em reestudar a ideia de reativar a Malha Oeste e o ramal Capital-P. Porã. Para Pedrossian, o olhar de Renan é marcado pelo pragmatismo do político alagoano que enxerga mais do que os técnicos burocratas. Aliás, a ’Ferrogrão’ ligando Sinop (MT) a Mirituba (PA) sairá do papel graças a visão do ministro Renan, um ‘animal político’.

VOLTA POR CIMA? Quem viu, relatou lá no saguão da Assembleia Legislativa. O ex-prefeito e anunciado pré-candidato a vereança na capital Marquinhos Trad (PDT) esteve curtindo a última edição da ‘Expô’. A todo instante era parado por populares e ao seu estilo dispensava toda atenção aos mesmos, inclusive com direito a ‘selfies’.

O JOGO: O deputado Zeca do PT não tem do que reclamar. Ativo nas sessões da Assembleia –  está à vontade. Elogia o Governo Federal, faz ameaças veladas ao Governo Estadual e até critica quando não é atendido. Até aqui, apenas o deputado Zé Teixeira tem contestado seus argumentos na tratativa de alguns temas, especialmente nas questões indígenas e da Reforma Agrária. 

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				<category>Ampla Visão</category>
				<pubDate>Tue, 23 Apr 2024 08:58:11 -0300</pubDate>
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