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		<title>Diário do EstadoMS - Dom Otair Nicoletti</title>
		
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				<title><![CDATA[Pentecostes: A Plenitude da Páscoa e o Nascimento da Igreja]]></title>
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				<description><![CDATA[“No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).
O Pentecostes é uma das solenidades mais importantes da Santa Igreja Católica. Nela, contemplamos mais uma vez a presença do Espírito Santo e o “nascimento da Igreja”, que, fortalecida por essa efusão, coloca-se em saída para proclamar a Boa Nova: Cristo vive, aleluia!
Tão preciosa foi a preparação durante a Quaresma, maior ainda é a alegria da Ressurreição de Cristo, que, após cinquenta dias, continua a agir em Espírito e em verdade no meio de nós.
O principal relato desse acontecimento encontra-se no livro dos Atos dos Apóstolos, quando os discípulos estavam reunidos e receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, deixaram o medo e passaram a anunciar com coragem a mensagem de Jesus Cristo a todos os povos:
“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At 2,1-6).
Para a Igreja Católica, o Pentecostes revela a ação viva do Espírito Santo, que guia, fortalece e santifica a Igreja. É também o cumprimento da promessa de Jesus, que assegurou aos apóstolos que não os deixaria sozinhos, mas enviaria o Consolador.
Dons do Espírito Santo
Na tradição católica, o Espírito Santo concede dons que auxiliam na vida cristã: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e Temor de Deus.

Assim, somos chamados a expressar nossa fé viva e trina sobre a Terceira pessoa, da Santíssima Trindade e fortalecidos com os seus sete dons.
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 22 May 2026 06:41:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Feliz dia das Mães]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/feliz-dia-das-maes/49566/</link>
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				<description><![CDATA[Todos nós, para chegarmos ao mundo, necessitamos de uma mãe. Com Jesus não foi diferente: Ele também precisou de uma. Deus, em Sua infinita bondade, assim quis que, através de uma jovem, obediente, justa e Imaculada, a Salvação viesse ao mundo.
 Mesmo diante do medo, a obediência foi maior que a insegurança, e o “sim” de Maria tornou-se caminho de esperança para toda a humanidade.
A partir desse mistério, podemos contemplar a grandeza da maternidade. Ser mãe é participar do projeto de Deus, é colaborar com a vida, é acolher, cuidar e formar. A maternidade não se resume ao ato de gerar, mas se revela no amor diário, no zelo constante e na capacidade de se doar, mesmo quando há cansaço, dúvidas e desafios.
Assim como Maria, tantas mães vivem seu “sim” todos os dias. Um “sim” silencioso, muitas vezes escondido nas pequenas atitudes: no cuidado com os filhos, na orientação, na paciência diante das dificuldades e na força para seguir em frente. São mulheres que, mesmo sem todas as certezas, escolhem amar e permanecer.
Ser mãe é, também, ensinar pelo exemplo. É mostrar o caminho do bem, transmitir valores, incentivar a fé e sustentar com ternura aqueles que lhes foram confiados. E, ainda que enfrentem inseguranças, é na coragem de continuar que revelam sua verdadeira grandeza.
Que possamos reconhecer, valorizar e agradecer por cada mãe, seja ela presente, ausente, de sangue ou de coração. Que o exemplo de Maria inspire todas as mulheres a viverem sua missão com amor, fé e confiança em Deus.
E que nunca nos falte o olhar sensível para perceber que, em cada gesto de cuidado e dedicação, existe uma expressão concreta do amor Divino que se faz presente no mundo por meio das mães.

Que a Virgem Maria interceda, por todas as Mães um Feliz dia das Mães!
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 08 May 2026 06:33:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil]]></title>
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				<description><![CDATA[Mensagem ao Povo Brasileiro

“Bem-aventurados os que promovem a paz,
pois eles serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9).

Nós, bispos católicos do Brasil, reunidos no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, de 15 a 24 de abril de 2026, por ocasião da 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, dirigimos ao povo brasileiro nossa saudação fraterna, iluminados pela luz de Jesus Ressuscitado. Nestes dias, refletimos sobre a missão da Igreja no Brasil, sobre sua presença na sociedade, próximos das alegrias e esperanças, das tristezas e angústias do nosso povo.

Neste tempo pascal, celebramos com gratidão os sinais de esperança que já podem ser vistos. A amizade social, a economia solidária, a responsabilidade com os mais pobres, a valorização da soberania e da democracia, a promoção da cidadania e a incondicional defesa da vida, desde a concepção até a morte natural, passando por todos os direitos humanos e sociais, são sementes que florescem em nossas comunidades. Contudo, a alegria da Páscoa abre os nossos olhos para perceber, também, os sinais de morte em nossos dias.

Vivemos tempos de incertezas e sofrimentos. Persistem guerras, violências, fome e destruição em muitas partes do planeta, protagonizadas, muitas vezes, pelas grandes corporações e seus interesses. Como afirmou recentemente o Papa Leão XIV, “o mundo está sendo devastado por um punhado de tiranos”. Também em nosso país, coexistem dinâmicas de destruição da vida do povo. O narcotráfico, as milícias e o crime organizado produzem um regime cotidiano de violência que vai muito além dos confrontos armados. Eles controlam territórios e enfraquecem a autoridade legítima das instituições. Nas periferias, a população passa a viver entre a ausência do Estado e a presença de poderes paralelos. Igualmente no campo, o quadro é grave, diante de situações historicamente injustas.

As mulheres estão ameaçadas por violências que vão: da agressão física, sexual e psicológica ao controle econômico; da humilhação cotidiana à violência contra a gestante; das desigualdades no salário e na renda à perseguição digital, ao assédio e à tentativa de expulsá-las dos espaços de poder. Crescem os casos de feminicídio. O quadro é ainda mais grave porque a mulher pobre, negra, periférica, indígena ou rural costuma enfrentar não só a violência, mas também a omissão institucional, a banalização social da dor e a cultura que a relativiza.

A Assembleia Geral da ONU reconheceu o tráfico transatlântico de escravizados como o “crime mais grave contra a humanidade”. O Brasil ainda não enfrentou corajosamente o racismo e nossa história tem uma dívida que exige reparação. Nas comunidades tradicionais, as disputas pela terra, pela água e por território produzem sofrimento, medo, expulsões e tragédias.

A grave crise ética tem, na corrupção, a ferida mais profunda. Ela abala a confiança da população, desvia recursos que deveriam servir aos mais pobres e fragiliza a qualidade de nossa democracia, já marcada por sinais preocupantes de desgaste. Por isso, é necessário defender com firmeza as instituições republicanas, os órgãos de controle, a justiça, a transparência e a responsabilidade na vida pública, pois são instrumentos indispensáveis para a proteção do bem comum. As relações promíscuas entre o público e o privado, inclusive promovidas por autoridades, impactam a política e não podem ficar impunes.

Preocupa-nos a discussão no Supremo Tribunal Federal sobre a substituição de contratos de trabalho regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) por vínculos precários de prestação de serviços, conhecidos como “pejotização”. Onde desaparece o Estado, vigora a lei do mais forte. Da mesma forma, é necessário reafirmar o direito sagrado ao repouso, oferecendo escalas de atividades que permitam aos trabalhadores melhor qualidade de vida e mais tempo com as suas famílias.
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 01 May 2026 06:34:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Bispos aprovam novas Diretrizes que vão orientar a evangelização no Brasil nos próximos 6 anos
]]></title>
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				<description><![CDATA[Os bispos do Brasil aprovaram, nesta manhã, 23 abril, as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. O documento, que orientará as ações da Igreja nos próximos seis anos, foi aprovado por 294 bispos, reunidos durante a 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que trouxe como tema central a discussão e aprovação das diretrizes.


 

Desde o início da assembleia, no dia 15 de abril, os bispos tem se dedicado a analisar o texto das diretrizes, apresentado pela Comissão de elaboração das diretrizes.

Divididos em grupos por regionais, o episcopado apresentou um total de 656 emendas ao texto original, que foram acatadas pela comissão e está presente, em quase sua totalidade, no texto final apresentado nesta manhã aos bispos.

 

Expressão da caminhada comum

Antes da aprovação, dom Leomar Antônio Brustolin, arcebispo de Santa Maria (RS) e presidente da comissão responsável pelas diretrizes, apresentou ponto a ponto o novo texto com a inclusão das emendas. Segundo o bispo, quase 90% das emendas recebidas foram incorporadas ao texto final. “Sempre preservando a unidade, a coerência e o horizonte global do texto”, destacou dom Leomar. “Fizemos o melhor possível para que esse texto seja a expressão real da nossa caminhada comum.”


Ao final da apresentação das diretrizes por dom Leomar, os bispos aplaudiram de pé, reconhecendo todo trabalho da comissão e o empenho em espírito de verdadeira comunhão, como destacou dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da CNBB. “Creio que temos em mãos um verdadeiro pentecostes, isto é obra do Espírito, não nossa, é do Espírito de Deus”, falou dom Jaime.


Após a correção do texto, as diretrizes estarão disponíveis, de forma impressa pelas Edições CNBB, em quatro semanas.



Parte da equipe que conduziu o processo de aprovação das diretrizes durante a 62ª AG CNBB. | Fotos: Jaison Alves.

19º Congresso Eucarístico Nacional

Dom João Justino, arcebispo de Goiânia e primeiro vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), falou aos bispos sobre 19º Congresso Eucarístico Nacional, que será realizado em setembro de 2027 em Goiânia (GO). O evento é organizado pela Arquidiocese de Goiânia em colaboração com as dioceses do regional Centro-Oeste da CNBB, que abrange o Distrito Federal e o estado de Goiás.

O tema desta edição será “Hóstias vivas, no mundo, para a glória do Pai”. Jesus, que desejou ardentemente comer a páscoa com seus discípulos (cf. Lc 22,15), instituiu em seu Corpo e Sangue a Nova Aliança com a humanidade, ordenando que seus discípulos repetissem aquele gesto em sua memória. Ao final da fala de dom Justino, os bispos rezaram juntos a oração do 19º Congresso Eucarístico Nacional.

Edições CNBB

Monsenhor Jamil Alves de Souza, diretor-geral das Edições CNBB, falou aos bispos sobre a editora, destacando algumas produções publicadas. As Edições CNBB são a editora oficial voltada à publicação, divulgação e distribuição de documentos e subsídios da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e de outras instâncias da Igreja. Seu catálogo abrange livros, folhetos, revistas e conteúdos digitais, com foco no apoio à missão evangelizadora.

Monsenhor Jamil apresentou também uma novidade que está sendo preparada pelas Edições CNBB: um aplicativo para celular da Bíblia e a biblioteca CNBB Digital, com os textos oficiais para dispositivos móveis. “O projeto contempla uma trilha de leitura orientada pelo método da Lectio Divina, o acesso integral à liturgia da palavra e comentários bíblicos oficiais. No ambiente web, a biblioteca CNBB Digital vai centralizar todo o acervo de documentos da Igreja com pesquisa de palavras e outros termos contidos nos documentos”.
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 06:45:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Santo Expedito: a coragem de não adiar a fé
]]></title>
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				<description><![CDATA[A devoção a Santo Expedito atravessa séculos e continua a tocar profundamente o coração dos fiéis, especialmente daqueles que enfrentam situações urgentes e desafiadoras. No entanto, mais do que um intercessor das causas imediatas, sua história revela um testemunho marcante de decisão e fidelidade a Deus.
Segundo a tradição cristã, Santo Expedito foi um soldado romano, possivelmente comandante de uma legião durante os primeiros séculos do cristianismo. Vivendo em um tempo de perseguição, sua posição exigia lealdade ao imperador, o que tornava ainda mais significativa sua conversão. Ao conhecer a mensagem do Evangelho, sentiu-se profundamente tocado pelo chamado de Jesus Cristo.
Um dos episódios mais conhecidos de sua vida ilustra bem sua espiritualidade. No momento de sua decisão por Cristo, teria sido tentado a adiar sua conversão. A tradição relata que o “espírito do mal” apareceu sob a forma de um corvo, dizendo “cras” (palavra latina que significa “amanhã”), sugerindo que deixasse sua decisão para depois. Expedito, porém, pisou sobre o corvo e respondeu com firmeza: “hodie” — “hoje”.
Esse gesto tornou-se símbolo de sua santidade: não adiar o bem, não postergar a resposta a Deus, não negociar com a verdade quando o coração já reconhece o caminho certo. Sua escolha teve consequências radicais. Ao assumir publicamente sua fé cristã, foi perseguido e, por fim, martirizado, entregando sua vida por fidelidade a Cristo.
É essa coragem que faz de Santo Expedito um exemplo atual. Em um mundo onde tantas decisões são adiadas — na vida espiritual, nos relacionamentos, na prática do bem — seu testemunho nos provoca: o que estamos deixando para “amanhã” que Deus nos pede “hoje”?
A popular devoção que o reconhece como o santo das causas urgentes nasce justamente dessa atitude interior. Ele não é apenas aquele que socorre rapidamente, mas aquele que ensina a viver com prontidão diante da vontade de Deus.
Ao final desta reflexão, somos convidados não apenas a conhecer sua história, mas a rezar com fé, confiando sua intercessão:

Oração de Santo Expedito
Meu Santo Expedito das causas justas e urgentes, intercedei por mim junto ao Nosso Senhor Jesus Cristo, socorrei-me nesta hora de aflição e desespero.
Intercedei por mim junto ao nosso Senhor Jesus Cristo!
Meu Santo Expedito, vós que sois um santo guerreiro,
vós que sois o santo dos aflitos, vós que sois o santo dos desesperados,
vós que sois o santo das causas urgentes, protegei-me, ajudai-me, dai-me forças, coragem e serenidade.
Atendei ao meu pedido. (Fazer o pedido).
Meu Santo Expedito, ajudai-me a superar estas horas difíceis, protegei-me de todos que possam me prejudicar, protegei a minha família, atendei ao meu pedido com urgência.
Devolvei-me a paz e a tranquilidade.
Meu Santo Expedito! Serei grato pelo resto de minha vida e levarei seu nome a todos que têm fé.
Muito obrigado.

(Rezar 1 Pai-Nosso, 1 Ave-Maria e fazer o Sinal da Cruz.)
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 06:45:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Páscoa: a esperança que nasce da Ressurreição]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/pascoa-a-esperanca-que-nasce-da-ressurreicao/49159/</link>
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				<description><![CDATA[Pe. Vicente Zorzo, diretor-geral do Colégio Anchieta de Porto Alegre/RS, escreve sobre a Semana Santa que "nos convida a refletirmos sobre a entrega de Cristo que se faz doação na Eucaristia, a vivenciarmos a sua dor e sofrimento que redime a humanidade". "A cruz não é a palavra final", é fonte de renovação: "em um tempo no qual tantos experimentam a dor, a solidão e o medo, a mensagem pascal ressoa com urgência. A esperança cristã mostra que o amar de Deus é maior do que o sofrimento".

Pe. Vicente Palotti Zorzo, SJ

A Páscoa é o que sustenta e dá sentido à nossa esperança: a Ressurreição de Jesus Cristo. Sua vida, morte e renascimento demonstram que o amor de Deus é maior do que tudo. A Semana Santa nos convida a refletirmos sobre a entrega de Cristo que se faz doação na Eucaristia, a vivenciarmos a sua dor e sofrimento que redime a humanidade.

A liturgia da Semana Santa conduz-nos, mistagogicamente, ao coração desse mistério. No Domingo de Ramos, contemplamos o Messias humilde que entra em Jerusalém. Na Quinta-feira Santa, celebramos a instituição da Eucaristia, na qual o Senhor se faz pão repartido e permanece conosco como presença real e permanente.

Na Sexta-feira da Paixão, unimo-nos ao sofrimento do Crucificado, reconhecendo que Ele assumiu sobre si as dores e as feridas da humanidade. No silêncio do Sábado Santo, a Igreja vigia, sustentada pela esperança que desponta na Vigília Pascal.

A cruz não é a palavra final. Na manhã da Ressurreição, a pedra removida do sepulcro proclama que Deus age onde tudo parecia encerrado. Cristo ressuscitado é a confirmação de que o Pai não abandona seus filhos e de que a vida vence a morte. Por sua vida, morte e ressurreição, Jesus revela o rosto de um Deus próximo, que caminha conosco, partilha nossas angústias e nos chama à comunhão com Ele.

A Páscoa é fonte de renovação contínua. A Eucaristia, memorial vivo da entrega de Cristo, alimenta-nos e envia-nos em missão. A Ressurreição impele-nos a ser testemunhas da esperança em um mundo marcado por conflitos, desigualdades e incertezas. Somos chamados a viver como Jesus viveu: fazendo o bem (At 10,38), sustentados pela certeza de que a luz vence as trevas.

Em um tempo no qual tantos experimentam a dor, a solidão e o medo, a mensagem pascal ressoa com urgência. O Cristo ressuscitado revela a fidelidade do Pai. A esperança cristã mostra que o amar de Deus é maior do que o sofrimento.

Essa esperança é necessária para as novas gerações. Educar é também anunciar, com palavras e atitudes, que a vida tem sentido e que o bem é possível. A Páscoa inspira-nos a formar cidadãos capazes de compaixão, serviço e compromisso com a justiça, à luz do Evangelho.

Que a celebração da Ressurreição renove a alegria da fé. Que possamos acolher, em nossas comunidades, a graça de recomeçar. E que o Cristo vivo nos torne sinais de sua presença no mundo, testemunhas da misericórdia do Pai e construtores da paz.

 
]]></description>
				
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 03 Apr 2026 08:20:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Tenho vivido de maneira alegre?]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/tenho-vivido-de-maneira-alegre/49102/</link>
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				<description><![CDATA[Na tradição cristã, a verdadeira alegria é um dom que nasce de Deus. A própria Sagrada Escritura ensina que a alegria é fruto do Espírito Santo (cf. Carta aos Gálatas 5,22). Portanto, não se trata apenas de um sentimento passageiro, mas de uma graça que brota do encontro sincero com o Senhor.
Essa alegria nasce da confiança em Deus e da certeza de sua Providência. Quando vivemos em comunhão com Ele, especialmente por meio da oração, aprendemos a reconhecer que tudo está sob o cuidado amoroso do Pai. É no silêncio do coração e na intimidade com Deus que encontramos a paz que sustenta a verdadeira alegria.
A alegria cristã floresce em corações abertos à graça divina. Todo ser humano possui em si um desejo profundo de Deus, pois fomos criados para Ele. Por isso, mesmo em meio às águas turvas da vida, às dificuldades e provações, o cristão é chamado a manter o olhar voltado para o Senhor, que dá sentido a todas as coisas.
No entanto, muitas vezes a rotina acelerada, o cansaço e as preocupações nos afastam dessa alegria. Vivemos na pressa, sem tempo para Deus, e acabamos perdendo a paz interior. Em vez de buscar a verdadeira alegria, procuramos satisfações superficiais: divertimentos vazios, vícios, exageros ou risadas que duram apenas alguns instantes. Essas falsas alegrias passam rapidamente e, muitas vezes, acabam nos afastando ainda mais de Deus.
A fé cristã nos ensina que a verdadeira alegria não depende da ausência de sofrimento. Pelo contrário, ela pode existir mesmo diante das cruzes, dos desafios e das sobrecargas da vida. O próprio Cristo nos recorda: “Permanecei no meu amor… para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena” (cf. Evangelho de João 15,9-11).
Para viver uma vida verdadeiramente alegre, precisamos alimentar nossa alma. Esse alimento espiritual se encontra na oração, na participação nos sacramentos - especialmente na Eucaristia- na convivência com bons amigos que nos aproximam de Deus e em uma família firmada na fé. Acima de tudo, é necessário confiar na bondade e na vontade divina, certos de que Deus conduz todas as coisas para o bem daqueles que o amam.
Assim, a alegria cristã não é superficial, mas profunda e duradoura. Ela nasce de um coração que confia, reza e permanece unido a Deus, mesmo nas tempestades da vida.
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 16:40:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Valei-me, São José!]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/valei-me-sao-jose/49103/</link>
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				<description><![CDATA[Justo e bom homem entre os que caminharam sobre a Terra, modelo de humildade e de verdadeira grandeza. Possuindo tão poucas riquezas terrenas, foste, porém, riquíssimo em virtudes diante de Deus. Ao ouvir teu santo nome no Céu, os anjos, suas milícias e todos os santos se inclinam com respeito diante daquele que o próprio Senhor escolheu para uma missão tão sublime.
Como pode um simples carpinteiro ter sido escolhido para ser o pai adotivo do Menino Jesus? Eis o grande mistério do amor de Deus: Ele eleva os humildes e confia suas maiores obras aos corações simples e fiéis. A Sagrada Escritura nos recorda que “José era um homem justo” (cf. Evangelho de Mateus 1,19), e por sua justiça, silêncio e obediência, tornou-se guardião do Salvador e esposo fiel da Virgem Maria.
Em tua vida contemplamos virtudes que devem acompanhar também o nosso caminho: a humildade diante de Deus, a fidelidade nas pequenas coisas, o trabalho honesto, a coragem para proteger a família e a confiança absoluta na vontade divina. Mesmo sem muitas palavras registradas nas Escrituras, teu testemunho fala alto ao coração da Igreja, ensinando-nos que a santidade muitas vezes se constrói no silêncio, na simplicidade e no serviço diário.
Que, inspirados por seu exemplo, possamos aprender a confiar mais na providência de Deus, a servir com amor e a viver com a mesma fé que te levou a acolher o mistério da Encarnação em sua própria casa.
Valei-nos, glorioso São José, protetor da Igreja e exemplo de santidade!
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 20 Mar 2026 08:41:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[São José: Padroeiro Universal da Igreja - Diocese de Coxim celebra a 87ª Festa de São José, padroeir]]></title>
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				<description><![CDATA[A Diocese de Coxim se prepara para viver um dos momentos mais significativos de sua vida pastoral e espiritual: a 87ª Festa de São José, padroeiro da Diocese e da Catedral de Coxim. As celebrações acontecerão entre os dias 16 e 19 de março, na Catedral São José, reunindo fiéis de toda a região em momentos de oração, devoção e confraternização.
 

Celebra-se no dia 19 de março a Solenidade de São José. Neste dia, a Igreja, espalhada pelo mundo todo, recorda solenemente a santidade de vida do seu patrono. Esposo da Virgem Maria, modelo de pai e esposo, protetor da Sagrada Família, São José foi escolhido por Deus para ser o patrono de toda a Igreja de Cristo.

Seu nome, em hebraico, significa “Deus cumula de bens”. No Evangelho de São Mateus vemos como foi dramático para esse grande homem acolher, misteriosa, dócil e obediente, a mais suprema das escolhas: ser pai adotivo de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Messias, o Salvador do mundo. "Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor tinha mandado e acolheu sua esposa" (Mt 1,24).

O evangelho vai nos mostrar um homem consumido pela dúvida logo que soube que Maria estava grávida. Sabia que Maria era pura e correta, mas como explicar tal acontecimento? Não queria repudiá-la, nem deixá-la exposta às mazelas do povo, mas como entender um fato tão extraordinário? E, na tentativa de entendimento do que estava, enfim, acontecendo, temos o sinal mais forte da conversão que podemos alcançar através de José: o seu exemplo de atenção à vontade de Seu Deus. 

José buscou a vontade de Deus, de forma tão intensa que esta se revelou em sonhos e ele pode, assim, compreender o mistério do qual passava a fazer parte. Da mesma forma humana e limitada que José, nós também muitas vezes declinamos diante das maravilhas e mistérios que o Senhor nos apresenta. Como aceitar incondicionalmente o amor de Deus manifestado através daqueles que nos rodeiam? Como mergulhar em um mistério de amor que faz brotar vida de onde nos parece deserto? 

Seguir José em sua caminhada de entrega e conversão é uma proposta. O exemplo daquele homem santo, guardião de dois preciosos tesouros é inspirador nestes tempos em que somos insistentemente chamados ao individualismo e ao egoísmo. É preciso encontrar, através de sua figura humilde, pistas para nossa própria vida, chaves que possam abrir nossos corações para o encontro com outro e para as revelações, extraordinárias e concretas, que o Senhor nos faz ao longo do caminho.

O Verbo Divino quis viver em família. Hoje, deparamos com o testemunho de José, “Deus cumula de bens”; mas, para que este bem maior penetrasse na sua vida e história, ele precisou renunciar a si mesmo e, na fé, obedecer a Deus acolhendo a Virgem Maria. 

Da mesma forma, hoje São José acolhe a Igreja, da qual é o patrono. E é grande intercessor de todos nós. Que assim como ele, possamos ser dóceis à Palavra e à vontade do Senhor. São José; rogai por nós!

 

São José: Padroeiro da Diocese de Coxim, da Catedral de Coxim e Padroeiro da Cidade de Coxim.

A região norte do estado do Mato Grosso do Sul, desde a sua origem e povoamento, teve sempre uma grande ligação por meio da fé com a pessoa de São José. Revendo o livro tombo da paróquia constata-se o seguinte: “aos seis de novembro de 1872, Coxim se tornou freguesia, com o nome de ‘São José de Herculânia’. Desde 1873, temos o primeiro livro de batizados, e no termo de abertura se diz: “este livro serve para assentos de batismos dos filhos de mulher escrava da freguesia de São José de Herculânia”. É assinado pelo Cônego Manoel Mendes, Vigário Geral interino de Cuiabá. 

Em 1939, com Decreto de Dom Vicente Maria Priante, Bispo de Corumbá, Coxim passou à condição de Paróquia. Sua administração foi confiada aos Padres Franciscanos de Campo Grande. E no dia dez de março do mesmo ano, o Frei Eucário Schmidt, tomou posse como primeiro Pároco de Coxim, dá então recém-criada Paróquia São José.

É interessante fazer memória do relato que consta no livro tombo: “Coxim tinha perto de 700 habitantes e a Paróquia toda cerca de 15.000 pessoas”. Havia muitas fazendas e existiam neste território uns oito povoados maiores, com capelas próprias, escolas e até luz elétrica. A sede tinha uma bela igrejinha com grande altar de pedra sobre o qual havia uma estatua de São José, que se encontra na parte interna da Catedral São José.

No livro tombo encontramos estas anotações: “À cidadezinha de Coxim apresenta um aspecto bastante pitoresco. O grande Rio Taquari, que parece a estar acariciando, empresta-lhe um cunho de turismo, devido a abundancia de peixes de que é portador. A Igreja se apresenta pobre, pequena, mas bem zelada. A situação religiosa é triste: indiferentismo, afastamento dos Sacramentos, ignorância religiosa. O povo entende que fazer festa consiste em dançar, comer e beber, nada mais. É simplesmente impressionante o atraso religioso”.

Em 1978, com a bula Papal de criação da Prelazia de Coxim, a Santa Sé decidiu “colocar sua sede na cidade de Coxim e a Catedral da Igreja sob a proteção de São José, dando-lhe os direitos que competem as Igrejas Catedrais”.

São José é um dos santos mais populares do catolicismo, tendo sido proclamado "protetor da Igreja Católica Romana"; por seu ofício, "padroeiro dos trabalhadores" e, pela fidelidade a sua esposa, como "padroeiro das famílias", que nós saibamos nos espelhar em suas atitudes e difundir o seu amor sobre a face da terra. 

 

O bispo diocesano, Dom Otair Nicoletti, dirigiu uma mensagem especial aos fiéis convidando todos a participarem das celebrações.

“Caríssimos fiéis! Graça e Paz. Estamos nos aproximando da Solenidade de São José, Padroeiro da nossa amada Diocese de Coxim. Quero relembrar a todos a importância de estarmos nos reunindo como Igreja Diocesana, para a Santa Celebração, no dia 19 de março. Revigoramos, pelo exemplo e testemunho de São José, nossa fidelidade de amor à Igreja e Àquele que nos chamou, Jesus Cristo”, afirmou o bispo.

Programação religiosa e festiva

 

A programação da festa contará com momentos de oração, celebrações litúrgicas e atividades sociais.

 

16 de março (segunda-feira)

18h30 – Santo Terço (Homens)

19h – Santa Missa

20h – Quermesse

 

17 de março (terça-feira)

18h30 – Santo Terço (Mulheres)

19h – Santa Missa

20h – Quermesse

 

18 de março (quarta-feira)

18h30 – Santo Terço (Crianças)

19h – Santa Missa

20h – Quermesse

 

19 de março – Dia de São José

7h – Santa Missa

12h – Churrasco festivo (ingresso: R$ 30)

14h – Show de Prêmios (presencial e on-line)

18h – Procissão saindo da Praça Noêmia Serrou Camy (Praça Flutuante), com reza do Santo Terço pelos jovens

18h30 – Santa Missa Solene presidida por Dom Otair Nicoletti e concelebrada pelo clero da Diocese

20h – Quermesse

 

Encerrando a programação festiva, no dia 22 de março, será realizada a 7ª Corrida de São José, com largada às 7h da manhã

 

A Festa de São José já faz parte da história religiosa e cultural de Coxim. Ao longo das décadas, a celebração tem reunido gerações de fiéis que encontram no exemplo do santo padroeiro inspiração para viver a fé no cotidiano.

 

Mais do que uma festividade, a celebração se torna um verdadeiro momento de renovação espiritual para a Diocese, recordando a importância de seguir o exemplo silencioso, humilde e fiel de São José, que soube confiar plenamente nos desígnios de Deus.
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 13 Mar 2026 09:42:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Leão XIV: proclamar a fraternidade que é mais forte do que diferenças e conflitos]]></title>
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				<description><![CDATA[O abstrato “campo das ideias”, a comunhão arquivada como “utopia de outros tempos”: visões distantes, às quais se contrapõe a “necessidade urgente” de uma fraternidade mais forte do que conflitos, diferenças e tensões. É esse o contraste que o Papa Leão XIV enfatiza na mensagem publicada nesta quarta-feira, 4 de fevereiro, por ocasião do Dia Internacional da Fraternidade Humana e da apresentação do Prêmio Zayed a ela dedicado.

A necessidade urgente da fraternidade

O Papa recorda o sétimo aniversário da assinatura do Documento sobre a Fraternidade Humana em prol da Paz Mundial e da Convivência Comum pelo Papa Francisco e pelo Grande Imã Ahmed Al-Tayeb, uma circunstância que permite celebrar “o que há de mais precioso e universal da nossa humanidade”: a comunhão, vínculo “indissolúvel que une todos os seres humanos”.

"Hoje, a necessidade dessa fraternidade não é um ideal distante, mas uma necessidade urgente."

A fraternidade, primeira vítima dos conflitos

O Pontífice menciona os muitos — “demasiados” — irmãos e irmãs que, no mundo de hoje, sofrem os horrores da violência e da guerra, recordando o que escreveu o Papa Francisco na encíclica Fratelli tutti: a primeira vítima de todo conflito é “o próprio projeto de fraternidade, inscrito na vocação da família humana”.

"Em uma época em que o sonho de construir a paz juntos é frequentemente descartado como uma &#39;utopia de outros tempos&#39;, é preciso proclamar com convicção que a fraternidade humana é uma realidade vivida, mais forte do que todos os conflitos, diferenças e tensões. Um potencial que deve ser realizado por meio de um compromisso diário e concreto de respeito, partilha e compaixão."

Não permanecer no “mundo das ideias”

“As palavras não bastam”, afirmou o Pontífice em dezembro de 2025, dirigindo-se aos membros do Comitê do Prêmio Zayed. Um apelo que ele reafirma também nessa mensagem, lembrando que as convicções mais profundas exigem “uma cultivação constante por meio de um esforço tangível”. Leão XIV recorda, em primeiro lugar, a sua exortação apostólica Dilexi te, na qual escreve que “permanecer no mundo das ideias e das discussões, sem gestos pessoais, frequentes e sinceros, será a ruína dos nossos sonhos mais preciosos”. Em seguida, ele volta à Fratelli tutti: como irmãos e irmãs, todos somos chamados a ir além das periferias e a “convergir” em um “pleno sentido de pertença mútua”.

Os premiados, “semeadores de esperança”

O Prêmio Zayed, continua o Papa, presta homenagem àqueles que souberam traduzir esses valores em “autênticos testemunhos de bondade e caridade humana”. Dirigindo-se diretamente aos premiados — Ilham Aliyev, presidente da República do Azerbaijão; Nikol Pashinyan, primeiro-ministro da República da Armênia; Zarqa Yaftali e a organização palestina Taawon — Leão XIV os define como “semeadores de esperança” em um mundo que muitas vezes constrói muros em vez de pontes.

"Escolhendo o difícil caminho da solidariedade em vez do fácil caminho da indiferença, eles demonstraram que mesmo as divisões mais arraigadas podem ser sanadas por meio de ações concretas. Suas ações testemunham a convicção de que a luz da fraternidade pode prevalecer sobre as trevas da fratricídio."

O próximo não seja visto como estrangeiro ou ameaça

A mensagem termina com a gratidão de Leão XIV a Mohammed bin Zayed Al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes Unidos, por seu apoio constante à iniciativa, bem como ao próprio Comitê Zayed por sua “visão e convicção moral”.

"Continuemos a trabalhar juntos para que a dinâmica do amor fraterno se torne o caminho comum de todos e para que o &#39;outro&#39; não seja mais visto como um estrangeiro ou uma ameaça, mas reconhecido como um irmão ou uma irmã." Fonte: Vatican News
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 06 Feb 2026 06:30:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Catedral São José e Diocese de Coxim celebram momentos de fé, despedidas e novos caminhos]]></title>
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				<description><![CDATA[A Paróquia Catedral São José, em Coxim/MS, vive um tempo marcante de celebrações e transições na vida pastoral, acompanhando mudanças profundas na Diocese de Coxim. Entre despedidas e novos começos, a comunidade se une em oração e gratidão pelos frutos colhidos ao longo do serviço dedicado de seus ministros.

Nos últimos meses, a comunidade coxinense recebeu com alegria o Padre José Henrique, que exerceu o ministério de vigário paroquial na Catedral São José. Sua presença foi marcada por proximidade com o povo, dedicação às pastorais, à catequese, aos movimentos e às comunidades urbanas e rurais. Mesmo em pouco tempo, deixou uma marca profunda, conduzindo sua missão com serenidade, escuta atenta e firme confiança em Jesus Cristo.

Padre José Henrique assumirá agora uma nova missão como administrador paroquial da Paróquia São Gabriel Arcanjo, em São Gabriel do Oeste/MS. Sua despedida oficial acontecerá no dia 29 de janeiro de 2026, durante a Santa Missa das 19h, na Igreja Matriz da Catedral São José, momento em que a comunidade poderá expressar sua gratidão e enviar o sacerdote com votos de uma missão fecunda.

Desde sua ordenação presbiteral, o sacerdote tem como lema “Faça-se em mim segundo a tua palavra”, expressão de entrega total à vontade de Deus. Em sua homilia de ordenação, foi recordado que o padre é aquele que serve a Deus no meio do povo, chamado a caminhar junto às realidades humanas, vivendo o ministério como vocação e não apenas como função.

Além dessa despedida, a Diocese de Coxim vive também um momento histórico com a saída dos freis capuchinhos da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, em Rio Verde do Mato Grosso/MS, após quase sete décadas de presença missionária. Os freis deixaram um legado de fé, evangelização e serviço, marcando gerações com o carisma franciscano.

Com essa transição, a comunidade de Rio Verde se prepara para acolher seu novo pároco. A posse do Padre Fabrício Pinheiro acontecerá no dia 25 de janeiro de 2026. O sacerdote deixa a Paróquia São Gabriel Arcanjo, em São Gabriel do Oeste, para assumir a missão em Rio Verde.

Essas mudanças revelam uma Igreja viva, em constante movimento, guiada pelo Espírito Santo. Entre despedidas e acolhidas, a Diocese de Coxim segue firme em sua missão evangelizadora, sustentada pela fé, pela gratidão e pela esperança de novos tempos.

 
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 23 Jan 2026 09:23:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[O caminho litúrgico de 2026 ]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/o-caminho-liturgico-de-2026/48312/</link>
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				<description><![CDATA[O Ano Litúrgico é o coração da vida da Igreja. Por meio dele, os fiéis são conduzidos a percorrer, ao longo dos dias e das estações, todo o mistério da salvação, revivendo os passos de Jesus Cristo, desde a Encarnação até a sua gloriosa Ressurreição e o envio do Espírito Santo. Em 2026, a Igreja nos convida novamente a trilhar esse caminho de fé, guiados pela Palavra, pela liturgia e pela ação do Espírito.

O ano civil inicia-se, de modo significativo, no dia 1º de janeiro, com a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, colocando o novo tempo sob a proteção materna daquela que gerou o Salvador. Ainda no início do ano, celebramos a Epifania do Senhor, manifestação de Cristo a todos os povos, e o Batismo do Senhor, que encerra o tempo do Natal e revela Jesus como Filho amado do Pai.

Após essas celebrações, a Igreja entra no Tempo Comum, período marcado pela escuta atenta da Palavra e pelo acompanhamento da vida pública de Jesus, até o início da Quaresma. Esse tempo é interrompido no dia 18 de fevereiro de 2026, com a Quarta-feira de Cinzas, quando tem início a Quaresma, tempo forte de conversão, penitência, oração e caridade. Durante quarenta dias, os cristãos são chamados a preparar o coração para a Páscoa, centro de toda a fé cristã.

A Quaresma culmina na Semana Santa, iniciada no Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, quando recordamos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e sua entrega total na cruz. O ponto mais alto desse período é o Tríduo Pascal, celebrado na Quinta-feira Santa, com a Missa da Ceia do Senhor; na Sexta-feira da Paixão, quando a Igreja contempla o mistério da cruz; e no Sábado Santo, que conduz à solene Vigília Pascal*, a “mãe de todas as vigílias”.

No dia 5 de abril de 2026, a Igreja celebra a Páscoa da Ressurreição do Senhor, fundamento da fé cristã. A partir daí, inicia-se o Tempo Pascal, marcado pela alegria, pela luz e pela vitória da vida sobre a morte. Durante cinquenta dias, a Igreja celebra a presença do Ressuscitado, culminando na Ascensão do Senhor e, posteriormente, em Pentecostes, quando o Espírito Santo é derramado sobre a Igreja, fortalecendo-a para a missão.

Após Pentecostes, o Tempo Comum é retomado, agora iluminado pelas grandes solenidades que aprofundam o mistério de Deus, como a *Santíssima Trindade, o Corpus Christi, o Sagrado Coração de Jesus, além das importantes solenidades de São João Batista, São Pedro e São Paulo, e da Assunção de Nossa Senhora, ao longo do ano.

O caminho litúrgico de 2026 segue com diversas festas e memórias que recordam o testemunho dos santos, homens e mulheres que viveram o Evangelho de forma radical. Destacam-se ainda as celebrações de Todos os Santos, no dia 1º de novembro, e a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, no dia 2 de novembro, momentos fortes de esperança cristã na vida eterna.

O Ano Litúrgico se encerra com a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, que proclama Cristo como centro da história e Senhor de todas as coisas. Logo em seguida, no final de novembro, a Igreja inicia um novo ciclo com o Advento, tempo de espera vigilante e esperança renovada, preparando o coração para o Natal do Senhor.

 
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 16 Jan 2026 08:17:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Votos de Ano Novo]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/votos-de-ano-novo/48149/</link>
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				<description><![CDATA[A graça e a paz esteja com todos
A cada novo ano, a Santa Igreja nos convida a recomeçar. Não se trata apenas de escrever um novo capítulo ou iniciar mais um ano no calendário, mas de viver uma verdadeira renovação da fé, dos propósitos com Deus e de permitir que o coração seja transformado por Sua graça.
O primeiro dia do ano civil, celebrado liturgicamente como a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, não é por acaso. Sob o olhar materno de Maria, iniciamos o ano envolvidos pela graça e pela paz que vêm do Senhor. Ao celebrarmos esta Solenidade, proclamamos Maria como Mãe de Deus e, por meio dessa devoção, a Igreja reafirma uma verdade fundamental da fé cristã: Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
Começar o ano sob os cuidados de Maria é escolher confiar plenamente que Deus conduza cada passo da nossa caminhada. É abandonar a ilusão do controle absoluto e entregar a Ele nossos planos, mesmo quando Sua vontade não corresponde às nossas expectativas humanas. Maria nos ensina a confiança silenciosa, a obediência e a fé que persevera, mesmo sem compreender plenamente os desígnios de Deus.
A paz celebrada no dia 1º de janeiro não se resume à ausência de conflitos ou a uma calmaria constante. Trata-se de uma paz mais profunda, sustentada pela certeza de que Deus caminha conosco todos os dias do ano, fortalecendo-nos nas dificuldades e renovando nossa esperança. Como nos recorda São Paulo:
“A graça e a paz vos sejam dadas da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo” (Rm 1,7).
A verdadeira paz só é possível quando estamos unidos a Deus e em conformidade com Sua vontade. Muitas vezes, isso exige sair de pensamentos fechados, rever ideais e aceitar processos que não são fáceis, mas que nos amadurecem na fé. Mesmo em meio aos desafios, é nessa união com Deus que encontramos descanso para o coração.
Além de buscarmos a paz interior, somos chamados a ser instrumentos da paz do Senhor no mundo. Em nossas atitudes diárias, na família, na comunidade e na sociedade, somos convidados a levar o amor onde há ódio, o perdão onde há ofensa e a fé onde há dúvidas, como nos inspira a Oração de São Francisco:
“Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão
Onde houver discórdia, que eu leve a união
Onde houver dúvida, que eu leve a fé[...]”(Oração de São Francisco)

Que neste ano que se inicia possamos ser verdadeiros instrumentos da paz, com os corações cheios do Espírito Santo de Deus e firmes na Boa Vontade do Senhor, confiantes em sua Providência Divina. Que a Maria Mãe de Deus nos abençoe durante esse ano de Paz, Santo Ano Novo a todos.
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Wed, 31 Dec 2025 08:05:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Maria: Advento da graça de Deus]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/maria-advento-da-graca-de-deus/48082/</link>
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				<description><![CDATA[Ave Plena de Graça! Com este anúncio o Arcanjo Gabriel descortinava um novo cenário místico para toda a História da Salvação! E com o sim da jovem Virgem de Nazaré, o céu e a terra se encontravam num matrimônio libertador. No seu ventre sagrado, o chamado se transformava na encarnação do Verbo, Jesus Cristo, nosso Redentor. Maria era então o próprio advento da glória do Criador no seu plano de restauração de todo o cosmo e da humanidade, de todo horizonte natural e histórico, portal da esperança e da certeza de que o eterno se instaurou no tempo e o divino se humanizou para divinizar o humano.


Como no tempo litúrgico do advento, começava a confiante espera e o espírito de entrega ao mistério, na gravidez da fé, como a dócil Mãe na sua resposta humilde e despojada: “Eu sou a serva do Senhor. Faça-se em mim, segundo a sua palavra”. A forte e perseverante missionária que guardava tudo no silêncio do seu coração, acreditando que se cumpririam todas as promessas do Senhor. Maria, exemplo da espera resiliente e confiante, proativa na serenidade, fiel no serviço cotidiano da construção do Reino.
Toda a Igreja é chamada a seguir Jesus Cristo e o modelo é a sua Mãe que Ele nos deu como nossa Mãe, entregando-a, no alto da cruz, a nós, representados no apóstolo São João: “Filho, eis aí a tua mãe. Mãe, eis aí o teu filho.” Ela foi a primeira discípula missionária do seu Filho, que o concebeu primeiro no coração e só depois no ventre, como afirma Santo Agostinho, porque Ele já era a Palavra, o Verbo divino que ela acolhia como dedicada seguidora dos mandamentos, como filha de Sião, conhecedora das profecias sobre o Messias que nasceria de uma virgem e que se chamaria Emanuel – Deus conosco, conforme Isaías 7,14.


A grande novidade é que ela seria o cumprimento desta boa nova, a simples jovem de uma pequenina e pobre cidade do interior, o humilde que Deus escolhe para confundir e desbaratar o sistema dos que se julgam doutos e dominadores de tudo, centralizadores da relevância. Também esta espiritualidade deve ser seguida por toda a comunidade eclesial missionária: a da simplicidade e do escondimento, referenciando sempre Deus, como centro, Cristo e sua missão, instaurando o seu Reino de justiça e de paz, de verdade e de amor. A espiritualidade da humildade e da fortaleza no Senhor, como a casa sobre a rocha, sabedoria que sabe onde põe a sua fé e o sentido de sua vida e trabalho missionário.
Maria é sempre mais aquela estrela matutina que precede e anuncia o Sol de nossa salvação que é Jesus Cristo, seu filho amado, aquela estrela do mar que guia e orienta a todos nós, navegantes do barco da Igreja e do mundo, indo à frente, na singeleza e força de sinal d’Aquele que é o Senhor, o que nos liberta com seu poder, sua luz radiante de Graça e redenção.
É assim o advento vivo que nos prepara e ensina os caminhos da correspondência livre e amorosa, a total oferta da vida nas mãos de Deus, para servirmos como instrumentos humildes do plano maior da iluminação, do resgate, da promoção, do renascimento e salvação de tantos irmãos, vontade paternal do Senhor.


Caminhemos com Maria, como Maria, nestes tempos e clima espiritual do advento, preparando a recepção de Jesus nos nossos corações, concentrados no seu amor e sinalização de luz, interiorizados na dimensão do amor ao próximo, no grande significado da doação da cruz que já se faz presente no presépio, no esvaziamento missionário que já se ouve no glória contido e no ensaio do coro dos anjos para a festa natalina, no rebrilho transformador do coração d’Aquele que nascendo na Belém do mundo, quer nascer agora dentro de nós, num novo olhar, num novo sentir, numa revolução do amor fraterno!
Recebamos, com fé e caridade, alegria e paz, o maravilhoso Deus que vem até nós para encontrar os frutos do que já semeou, os talentos multiplicados dos dons que nos concedeu, a paz luminosa que dimana da sua própria presença em nosso meio. E digamos, então, com Maria, a Mãe da Igreja: “Maranatha” – “Vem, Senhor Jesus!”
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 15:48:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Devo rezar somente quando tenho vontade? ]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/devo-rezar-somente-quando-tenho-vontade/47970/</link>
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				<description><![CDATA[O fato de rezar somente quando se tem vontade não é bom, nós devemos ver a oração como necessidade para nós. Assim como necessitamos de nos alimentar para sustentar o nosso corpo, precisamos também nos alimentar do sustento da alma.

Não há outro caminho para a oração cristã senão Cristo. Seja comunitária ou pessoal, seja vocal ou interior, a nossa oração só tem acesso ao Pai se rezarmos «em nome» de Jesus. A santa humanidade de Jesus é, pois, o caminho pelo qual o Espírito Santo nos ensina a orar a Deus nosso Pai. (CAT-2664) 

Trago aqui o exemplo de dois grandes santos da igreja que falam sobre esse assunto: São José Maria Escrivá e Santa Tereza D&#39;Ávila, vejamos.


	São José Maria Escrivá disse assim quando interrogado por uma jovem sobre se ter vontade: " Eu, vontade tenho muito poucas vezes. É preciso fazer as coisas quando não se tem vontade...".
	Certa vez Santa Tereza D&#39;Ávila, com pouca vontade de adorar a Jesus, quando chegou a sua hora marcada de ir na adoração, pediu a irmãs que a trancasse a porta da Capela e só abrissem quando tivesse passado uma hora. E assim foi feito. Santa Tereza sem vontade de rezar começou a contar os tijolos da Capela, até que passou uma hora e as irmãs abriram a porta e ela saiu.
	
		Alguns dias depois, já passado essa aridez espiritual, a Santa sentiu um amor por Jesus como nunca havia sentido antes. Em um outro momento de adoração, a Santa interrogou Jesus: " Meu doce Jesus, qual foi o dia que mais me amaste?".
		A resposta de Jesus: " Tereza, o dia que mais te amei, foi o dia em que tu não queria me adorar, mas para permanecer na minha presença, ficais contando tijolos na capela.".
	
	


Com o exemplo desses santos, que mesmo sem ter vontade ou desejo, se colocam em oração, para estar na presença de Deus, é derramar o coração diante do Senhor, é renúncia a nós mesmos, e deixar nos banhar nessa água viva, que é Jesus Cristo, deixar ser purificado e ir se assemelhado a Ele.

Que nesse tempo do Advento, possamos alcançar a graça de termos um crescimento na fé e entendermos que não é necessário ter vontade para orar, e sim uma constância e perseverança. E assim possamos ter um Santo e abençoado Natal e dizermos uma invocação como termina a escritura: " Maranathà, " Vem, Senhor Jesus!" (Ap 22,20)
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 12 Dec 2025 09:26:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA["Convertei-vos, porque o Reino dos céus está próximo" ]]></title>
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				<description><![CDATA[Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (Mt 3, 1-12) 1Naqueles dias, apareceu João Batista, pregando no deserto da Judéia: 2"Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo". 3João foi anunciado pelo profeta Isaías, que disse: "Esta é a voz daquele que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas!" 4João usava uma roupa feita de pelos de camelo e um cinturão de couro em torno dos rins; comia gafanhotos e mel do campo. 5Os moradores de Jerusalém, de toda a Judéia e de todos os lugares em volta do rio Jordão vinham ao encontro de João. 6Confessavam os seus pecados e João os batizava no rio Jordão. 7Quando viu muitos fariseus e saduceus vindo para o batismo, João disse-lhes: "Raça de cobras venenosas, quem vos ensinou a fugir da ira que vai chegar? 8Produzi frutos que provem a vossa conversão. 9Não penseis que basta dizer: &#39;Abraão é nosso pai&#39;, porque eu vos digo: até mesmo destas pedras Deus pode fazer nascer filhos de Abraão. 10O machado já está na raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada no fogo. 11Eu vos batizo com água para a conversão, mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu. Eu nem sou digno de carregar suas sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. 12Ele está com a pá na mão; ele vai limpar sua eira e recolher seu trigo no celeiro; mas a palha ele a queimará num fogo que não se apaga". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! 

– MENSAGEM - Em nossa caminhada para o Natal, a Liturgia desse domingo nos convida a nos despir dos valores efêmeros e egoístas que muitas vezes nos fascinam, para dar lugar em nós aos valores do reino de Deus. As Leituras bíblicas de hoje apresentam duas figuras típicas do ADVENTO: o profeta Isaías, que anuncia o Messias como aquele que traz justiça e paz, e João Batista, que prepara os caminhos do Senhor com um apelo urgente: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo!” Na Primeira Leitura, ISAÍAS apresenta um Enviado de Javé, descendente de Davi, com a missão de construir um Reino de Justiça e Paz. (Is 11,1-10) É uma das maiores profecias do Antigo Testamento referentes ao Messias, com que o profeta reaviva a esperança do seu povo, diante das ameaças do imperialismo dos assírios. O Poema dá as características: Será descendente de DAVI: (Jessé é Pai de Davi) "Naqueles dias, do tronco de Jessé sairá um ramo e um broto de sua raiz". Será animado pelo ESPÍRITO de Deus: (Como na Criação) Sobre ele pousará o Espírito do Senhor: Espírito de sabedoria e inteligência, de conselho e de fortaleza, de conhecimento e de temor de Deus, (de piedade). É esta a origem da nossa lista dos 7 dons do Espírito Santo. Será portador da JUSTIÇA e da PAZ: "Trará justiça para os humildes..." Haverá a reconciliação da Criação: voltará a harmonia perdida entre o homem e a natureza, entre os animais selvagens e domésticos. Jesus é o "messias" que veio tornar realidade o sonho do profeta. Ele iniciou esse "Reino" novo de justiça, de harmonia, de paz sem fim. Cheio do Espírito de Deus, ele passou pelo mundo convidando os homens a se tornarem "filhos de Deus" e a viverem no amor e na partilha. Mas a profecia está longe de sua completa realização. O Reino novo trazido por Jesus só poderá se estabelecer a partir de nossa conversão pessoal, familiar e comunitária. Na Segunda Leitura, Paulo exorta os cristãos de Roma a viverem no amor, dando testemunho de união, de amor, de partilha, de harmonia, a fim de que louvem a Deus, com um só coração e uma só alma. (Rm 15,4-9) No Evangelho, JOÃO BASTISTA anuncia que esse Reino está próximo, mas para que se torne realidade precisa CONVERTER-SE. (Mt 3,1-12): Personalidade: É uma figura impressionante, que fascina o povo; Tem um estilo de vida austera: no vestir, no comer, no falar, no morar. Vive no "DESERTO", lugar das privações, do despojamento, mas também lugar tradicional dos encontros entre Deus e Israel. Mensagem: É um Apelo à CONVERSÃO - "Convertei-vos, porque o Reino dos céus está próximo..." "Preparai o caminho do Senhor: endireitai as veredas para ele." Reação ao Anúncio: O Povo simples: reconhece seus erros e pede o Batismo. Os Fariseus e Saduceus: vão ao encontro de João por curiosidade apenas e são desmascarados: "Raça de cobras venenosas. Produzam frutos que a conversão exige e não se iludam a si mesmos, dizendo: ‘Abraão é nosso Pai&#39; ". O Batismo de João: consistia na imersão na água do rio Jordão para as pessoas que aderiam a esse apelo de conversão. Significava o arrependimento, o perdão dos pecados e a agregação ao povo fiel.  Mas ele avisa, que aquele que vem depois dele "batizará no ESPÍRITO SANTO e no fogo..." Portanto o Batismo de Jesus vai muito além do batismo de João: Confere, a quem o recebe, a vida de Deus e torna-o filho de Deus; incorpora-o à Igreja e torna-o participante da missão da Igreja no mundo. É um quadro de vida completamente novo, uma relação de filiação com Deus e de fraternidade com Jesus e com todos os outros batizados. É um SACRAMENTO. A Voz de João Batista continua convidando à CONVERSÃO. Não é possível acolher "aquele que vem" se o nosso coração estiver cheio de egoísmo, de orgulho, de autossuficiência, de preocupação com os bens materiais. Se quisermos celebrar a vinda do Senhor e participar do seu Reino, devemos preparar o caminho, mudar o nosso coração. Nesse itinerário, não há espaço para a hipocrisia. Não bastam as aparências, apenas dizer que somos cristãos porque recebemos o batismo. A Conversão deve ser comprovada pela ação. Os Frutos de conversão comprovam a autenticidade da nossa conversão: Não bastam alguns sentimentos religiosos... ou algumas práticas piedosas. Precisamos apresentar frutos de conversão: Paz, Fraternidade, Justiça. 

Quais os caminhos tortos, que devemos endireitar? 

Quais os frutos de conversão que Deus está esperando de nós, neste Advento, em preparação ao Natal? 

Estamos convencidos de que, se não dermos esse passo, nunca será Natal em nós, nem mesmo no dia 25 de dezembro? 

Deus espera que tenhamos a coragem de dar esse passo! - 
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 05 Dec 2025 09:25:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA["Vigiai!" Ficai atentos e preparados! ]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/vigiai-ficai-atentos-e-preparados/47831/</link>
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				<description><![CDATA[Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus, Glória a Vós Senhor! (Mt 24,37-44) Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos: 37"A vinda do Filho do Homem será como no tempo de Noé. 38Pois nos dias, antes do dilúvio, todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. 39E eles nada perceberam até que veio o dilúvio e arrastou a todos. Assim acontecerá também na vinda do Filho do Homem. 40Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e o outro será deixado. 41Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada e a outra será deixada. 42Portanto, ficai atentos! porque não sabeis em que dia virá o Senhor. 43Compreendei bem isso: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. 44Por isso, também vós ficai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! 

MENSAGEM - Nesse domingo, inicia mais um Ano Litúrgico, no qual relembramos e revivemos os Mistérios da História da Salvação. NATAL e PÁSCOA centralizam as celebrações, que são vividas em três momentos: antes, durante e depois. Nesse Ano A, o Evangelho de Mateus terá uma atenção especial. Com o Advento, entramos no tempo que nos prepara para o Natal do Senhor. A palavra ADVENTO significa "Vinda", chegada: nos faz relembrar e reviver as primeiras etapas da História da Salvação, quando os homens se prepararam para a vinda do Salvador, a fim de que também nós possamos preparar hoje em nossa vida a vinda de Cristo por ocasião do Natal. Nas duas primeiras semanas do Advento, vigilantes e alertas, esperamos a vinda definitiva e gloriosa do Cristo Salvador, e nas duas últimas semanas, lembrando a espera dos profetas e de Maria, preparamos mais especialmente o seu nascimento em Belém. A Liturgia de hoje é um veemente apelo à VIGILÂNCIA, para acolher os Sinais de Deus. Na Primeira Leitura, ISAÍAS profetiza a vinda de um descendente de Davi, que trará justiça e paz para o seu povo. (Is 2,1-5) É um dos oráculos mais bonitos de todo do Antigo Testamento. Encarna a espera do Antigo Testamento e o Advento pré-cristão. A um povo que vivia uma situação dramática de perigo de guerra, anuncia um futuro maravilhoso: fala de uma era messiânica, na qual todos os povos acorrerão a Jerusalém para adorar o único Deus. As armas se transformarão em instrumentos pacíficos de trabalho e de vida. O sonho do profeta começa a realizar-se em Jesus, mas estamos ainda muito longe dessa terra de justiça e de paz. O que podemos fazer para que o sonho de Isaías se concretize? Na Segunda Leitura, Paulo nos convida a "acordar" para descobrir os sinais do novo dia que já raiou e caminhar ao encontro da Salvação, deixando as obras das trevas e vestindo as armas da LUZ. (Rm 13,11-14) O Evangelho é um apelo a uma VIGILÂNCIA permanente, para reconhecer o Senhor na sua chegada. Será então a realização do sonho do Profeta. (Mt 24,37-44) Para transmitir essa mensagem, Jesus usa três quadros: O Primeiro Quadro é da humanidade na época de Noé: Os homens viviam numa alegre inconsciência, preocupados apenas em gozar a sua "vidinha" descomprometida. Quando o dilúvio chegou, os apanhou de surpresa e despreparados. O Segundo Quadro fala dos trabalhos da vida cotidiana: podem nos absorver e prejudicar a preparação da Vinda do Senhor. O Terceiro Quadro coloca o exemplo do dono de uma casa, que adormece e deixa a sua casa ser roubada pelo ladrão. O que significa "estar vigilante"? Será apenas estar sem pecado... para não ir para o inferno? Ou acolher as oportunidades de salvação, que Deus nos oferece? Jesus continua vindo, para nos salvar e nos trazer a felicidade. E nós temos que estar sempre atentos para perceber cada vinda sua. Ele está presente nas palavras de quem nos orienta para o bem, nos gestos de amor dos irmãos, no esforço de quem se sacrifica para construir um mundo mais justo e fraterno. O cristão vigilante é aquele que se prepara todos os dias, fazendo o bem, cultivando a paz, sendo presença de amor. Hoje, devido ao medo provocado pelo desemprego, fome e violência, assistimos ao fenômeno da busca de refúgio no sagrado. Mas o excesso de alegria de certas práticas religiosas sem compromisso pode nos tirar a possibilidade de perceber a chegada do Senhor. As celebrações festivas nos fazem mais vigilantes, mais acordados para a realidade que temos a obrigação de transformar ou funcionam como sonífero, que nos impedem de ver a chegada daquele que vem sem aviso prévio? Motivos que impedem a acolhida do Senhor que vem: Prazeres da vida: a pessoa mergulhada nos prazeres fica alienada. No domingo, dorme, passeia, pratica esportes, mas não sobra tempo para celebrar a sua fé na Comunidade. Trabalho excessivo: a pessoa obcecada pelo trabalho esquece o resto: Deus, a família, os amigos, a própria saúde. Desatenção: o Distraído não vê o Cristo, presente na pessoa sofredora. Acha que não é problema seu... é do governo... da Igreja. 

Em minha vida, o que mais me distrai do essencial e me impede tantas vezes de estar atento ao Senhor que vem? Como desejo me preparar para o Natal desse ano? Apenas programando festas, presentes, enfeites, músicas? Ou numa atitude humilde e vigilante, a esse Cristo que vem? Participo da Novena do Natal em Família? Que PAZ desejo construir? 
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 28 Nov 2025 09:38:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Jubileu da Esperança  Diocese de Coxim]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/jubileu-da-esperanca-diocese-de-coxim/47675/</link>
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				<description><![CDATA[O Jubileu da Esperança é um tempo de graça e um convite de voltar o olhar para Deus, redescobrindo a alegria da fé e o consolo que brota do encontro com Cristo Ressuscitado. Neste ano, inspirados pelas palavras do saudoso Papa Francisco, fomos chamados a renovar nossa confiança e esperança no Senhor, por meio de tantos gestos concretos de conversão, como a obtenção das indulgências plenárias e as numerosas obras de piedade e caridade realizadas em nossas comunidades.

Em nossa Diocese de Coxim, o Jubileu tem sido vivido com grande intensidade e profunda devoção. A Visita Jubilar fez parte desse caminho de peregrinação e encontro, no qual cada fiel foi convidado a renovar sua fé e testemunhar, com alegria, a esperança cristã no mundo.

Durante todo o ano de 2025, todas as paróquias da Diocese de Coxim tiveram a graça de receber a visita de nosso bispo, Dom Otair Nicoletti, juntamente com todo o clero diocesano. Foram dias de muitas bênçãos, marcados pela celebração da Santa Missa, momentos de adoração eucarística, atendimento de confissões e a visita dos padres aos enfermos. Em cada paróquia, sentiu-se a presença viva de Cristo, que caminha com o seu povo e o fortalece na fé.

O encerramento das Visitas Jubilares se dará no dia 20 de Novembro de 2025, com a visita à Catedral Diocesana. Durante todo este ano jubilar, nós, cristãos, fomos convidados a ir ao encontro do Senhor, caminhando juntos como Igreja viva, que testemunha com alegria a presença do Reino de Deus. Toda essa peregrinação é sinal de fé e firmeza: um gesto que expressa o desejo profundo de permanecer com Cristo, de segui-Lo com amor e fidelidade, e de ser no mundo sal e luz.

“Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte. Nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim sobre o candeeiro, e assim ilumina a todos os que estão na casa.” (Mt 5,13-14)

Que o Jubileu da Esperança nos inspire a viver com coragem, fé e perseverança, sustentados pela certeza de que Deus nunca abandona o seu povo. Que este tempo jubilar reacenda em nossos corações o desejo de santidade, fortaleça nossos laços enquanto Igreja Particular e nos impulsione a sermos verdadeiras testemunhas da Esperança que não decepciona.

 
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 14 Nov 2025 09:40:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[A Igreja Mãe e o coração da comunhão cristã]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/a-igreja-mae-e-o-coracao-da-comunhao-crista/47580/</link>
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				<description><![CDATA[No dia 9 de novembro, a Igreja celebra uma festa muito especial e, ao mesmo tempo, pouco compreendida por muitos fiéis: a Dedicação da Basílica de São João de Latrão. À primeira vista, pode parecer uma comemoração distante de nossa realidade, afinal, trata-se de uma igreja localizada em Roma, a milhares de quilômetros de nós. No entanto, essa celebração possui um profundo significado espiritual que toca diretamente a vida de todos os cristãos.

A Basílica de São João de Latrão é a Catedral de Roma, a sede oficial do Papa enquanto Bispo de Roma, e, por isso, é chamada de “Igreja Mãe de todas as igrejas do mundo”. É a mais antiga das quatro basílicas papais e o primeiro templo cristão construído livremente após a perseguição aos cristãos no Império Romano. Sua dedicação remonta ao século IV, quando o imperador Constantino ofereceu o palácio de Latrão ao Papa Melquíades, e ali se ergueu uma igreja monumental, dedicada inicialmente a Cristo Salvador — sinal de que Jesus é o centro e o fundamento da nossa fé. Mais tarde, a basílica foi também colocada sob a proteção de São João Batista e São João Evangelista, tornando-se símbolo de continuidade e fidelidade à missão de Cristo.

Mas por que celebrar a dedicação de um edifício tão antigo e distante de nós?

Porque, mais do que um templo de pedra, a Basílica de Latrão representa a unidade de toda a Igreja, espalhada pelos quatro cantos da terra. Ela nos recorda que, onde quer que estejamos, somos parte de uma única família, unidos ao Papa, sucessor de Pedro, e a todos os nossos irmãos e irmãs na fé. Celebrar essa festa é, portanto, celebrar a comunhão, a pertença e a alegria de sermos um só corpo em Cristo.

Cada paróquia, cada comunidade, cada pequena capela guarda em si o reflexo dessa “Igreja Mãe”. Quando nos reunimos para rezar, escutar a Palavra, participar da Eucaristia ou celebrar os sacramentos, estamos vivendo a mesma fé que uniu os primeiros cristãos em Roma e que, através dos séculos, continua alimentando o coração da Igreja.

Ao mesmo tempo, essa festa nos convida a olhar para dentro de nós mesmos.

São Paulo nos recorda: “Vós sois o templo de Deus e o Espírito de Deus habita em vós” (1Cor 3,16). Cada batizado é uma igreja viva, um templo do Espírito Santo, chamado a testemunhar o amor de Cristo no mundo. Assim como a Basílica de Latrão foi dedicada a Deus, também nossa vida precisa ser constantemente consagrada e renovada, para que Deus possa habitar em nós com liberdade e alegria.

Que nesta celebração possamos renovar o nosso amor pela Igreja e redescobrir a beleza de fazer parte dela. Que saibamos cuidar com carinho de nossas comunidades, das nossas igrejas e, sobretudo, das relações que nelas se constroem.

Porque a Igreja não é apenas um prédio ou uma instituição — a Igreja somos nós, quando vivemos unidos em Jesus e no amor.

 
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 07 Nov 2025 09:14:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Fariseu ou Publicano? O cobrador de impostos voltou para casa justificado, o outro não. ]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/fariseu-ou-publicano-o-cobrador-de-impostos-voltou-para-casa/47448/</link>
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				<description><![CDATA[Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas, Glória a Vós Senhor! (Lc 18,9-14) Naquele tempo, 9Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros: 10"Dois homens subiram ao Templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos. 11O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: &#39;Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. 12Eu jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda&#39;. 13O cobrador de impostos, porém, ficou à distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: &#39;Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!&#39; 14Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, o outro não. Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! - MENSAGEM - No domingo passado, refletimos sobre a necessidade da Oração perseverante: Um apelo muito atual ao homem moderno, tão ocupado e preocupado com tantas coisas, que quase não sobra tempo para si mesmo. E o tempo que sobra gasta na TV ou outras diversões. Mas não basta rezar, precisa rezar bem. E qual é o espírito que deve animar a nossa oração para que seja agradável a Deus e proveitosa para nós? As leituras da Liturgia de hoje nos dão uma resposta. Na Primeira Leitura, Deus afirma que escuta a súplica dos HUMILDES: "A oração do humilde penetra as nuvens..." (Eclo 35,15a-17.20-22a) A nossa oração só tem valor e é acolhida por Deus, quando parte de um coração pobre, humilde e justo e é solidária com todos os oprimidos e empobrecidos. Na Segunda Leitura, Paulo, velho, preso, condenado à morte, medita e reza sobre a sua VIDA. (1Tm 4,6-8.16-18) "Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé..." É o testamento de alguém que está com a consciência do dever cumprido e aguarda com humildade e confiança a recompensa de Deus. No Evangelho, Jesus mostra a ORAÇÃO HUMILDE de um pecador, que se apresenta diante de Deus de mãos vazias, mas disposto a acolher o Dom de Deus. (Lc 18,9-14) Os destinatários da Parábola do Fariseu "santo" e do Publicano "pecador" são: "alguns que se consideravam justos e desprezavam os outros". Os dois rezam no Templo: um espera a recompensa e o outro a misericórdia. O modo de rezar dos dois é bem diferente: O Fariseu pelo caminho do orgulho, o Publicano pelo caminho da humildade. O FARISEU: na frente "de pé" reza satisfeito pelo que é e pelo que faz: Sua oração é longa: é uma arrogante exaltação de si. Agradece a Deus por não ser como os demais, nos quais só vê erros e pecados. É autossuficiente: não precisa de Deus e despreza os irmãos. A sua Salvação não é dom de Deus, mas conquista de suas "boas obras". O PUBLICANO: no fundo de cabeça baixa... batendo no peito. Reconhece com humildade a soberania de Deus e a própria pequenez. Ele precisa de Deus e aceita a salvação que Deus lhe oferece. Sua oração é breve: resume-se em pedir perdão: "Meu Deus, tem piedade de mim, que sou um pecador..." Essa Oração abre o coração à graça, que nos purifica e nos reconcilia. A primeira vista, daria a impressão que o fariseu era mau e o publicano bom. No entanto, o fariseu era "bom praticante" e o publicano praticava injustiças. Mas, quem se comportava bem foi condenado e o pecador voltou "justificado". O fariseu ofereceu suas obras, o publicano sua miséria e seus pecados. E Jesus conclui: "Quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado". A Parábola nos fala de DOIS TIPOS de Pessoas: O Fariseu é modelo do homem "justo", cumpridor de todas as leis, que leva uma vida impecável. Ninguém o pode acusar de ações contra Deus, nem contra os irmãos. Está contente por não ser como os outros. Vai à missa todos os domingos. Paga o dízimo. Confessa de vez em quando. Mas na confissão "não tem pecados". Só tem boas obras a declarar. Na Oração, ao invés de louvar a Deus, louva-se a si mesmo e despreza o pecador. Umas práticas religiosas bem observadas lhe dão a segurança da salvação. CRISTO quer uma religião em espírito e verdade, com o mandamento do amor. E ele a reduz a umas obrigações, para estar em dia com Deus. O Publicano é modelo do homem humilde, que se reconhece pecador. Sente necessidade de Deus, confia nele e lhe oferece seu pobre coração abatido. Aceita com humildade os meios da Confissão, da Missa e da Comunhão. Não se considera melhor do que os outros. Nem os julga. Os novos Fariseus. O FARISAÍSMO é uma atitude religiosa que nos impede de nos ver como somos e deturpa nossa relação com Deus e com os irmãos. Ninguém está isento da contaminação dessa perene soberba humana. PUBLICANOS são todos aqueles que tomam consciência de seus erros e pedem perdão. Quais são os sentimentos que animam o nosso coração na oração? Do Fariseu ou do Publicano? Como pretendemos voltar para casa? Será que muitas vezes não imitamos a posição de suficiência do fariseu? Ao invés de escutar Deus e suas exigências, preferimos convidá-lo a que admire a boa pessoa que somos? Não seria melhor, nos colocar ao lado do publicano, reconhecendo com humildade nossa condição de pecadores, confiando na misericórdia de Deus. Que a nossa oração, em casa e na comunidade, seja sempre humilde, confiante e verdadeira. E, como o publicano, possamos também nós voltar para casa justificados, em paz com Deus e com os irmãos. 
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 24 Oct 2025 09:52:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[O poder da Oração ]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/o-poder-da-oracao/47360/</link>
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				<description><![CDATA[Deus fará justiça aos seus escolhidos que gritam por ele. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas (Lc 18,1-8) Naquele tempo, 1Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir, dizendo: 2"Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, e não respeitava homem algum. 3Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: &#39;Faze-me justiça contra o meu adversário!&#39; 4Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: &#39;Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum. 5Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha a agredir-me!" 6E o Senhor acrescentou: "Escutai o que diz este juiz injusto. 7E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? 8Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?" Palavra da Salvação, Glória Vós Senhor! – MENSAGEM - A Liturgia de hoje nos convida a manter com Deus uma ORAÇÃO PERSEVERANTE. Só assim será possível aceitar os projetos de Deus, compreender os seus silêncios, respeitar os seus ritmos e acreditar no seu amor. Na Primeira Leitura, MOISÉS não desiste de rezar. (Ex 17,9-13a) O Povo de Deus está a caminho da Terra Prometida. Josué organiza seus homens para lutar contra os inimigos com as armas. Moisés, no alto da colina, de "mãos erguidas", faz uso da arma da Oração. Duas pessoas sustentam os braços cansados de Moisés. A vitória foi alcançada muito mais pelo auxílio de Deus, do que pelo valor dos combatentes. Estas mãos erguidas garantiram a vitória de Israel. Nas duras batalhas da vida, devemos contar com a ajuda e a força de Deus. Devemos manter, como Moisés, as "Mãos sempre erguidas" em oração, sem nos deixar vencer pelo cansaço. Na Segunda Leitura, PAULO indica uma fonte preciosa que alimenta a Oração: A Sagrada Escritura: "Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para refutar, para corrigir, para educar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, preparado para toda a boa obra". (2Tm 3,14-4,2) A Bíblia é o fundamento da fé e o vigor das comunidades. A Instrução bíblica constitui o equipamento vital do homem de Deus, aos ministros da Palavra, uma preparação conveniente, para que ela se torne atraente e chegue ao coração dos ouvintes. O Documento de Aparecida afirma: "Uma maneira privilegiada de ler a Bíblia é a LEITURA ORANTE DA BÍBLIA. Bem praticada, conduz ao encontro com Jesus-Mestre, ao conhecimento do mistério de Jesus-Messias, à comunhão com Jesus-Filho de Deus e ao testemunho de Jesus-Senhor do universo". (DA 249) No Evangelho, a VIÚVA não desiste de implorar. (Lc 18,1-8) "Para mostrar a necessidade de REZAR SEMPRE, e nunca desistir": Jesus contou aos discípulos uma PARÁBOLA: Uma viúva injustiçada pede justiça, mas o juiz não lhe dá ouvidos. Ela tanto insiste, que o juiz acaba atendendo. A insistência da viúva vence a indiferença do juiz iníquo. Se até um homem mau cede diante de um pedido incessante, quanto mais Deus, que é justo e santo, nos atenderá e salvará. A Oração deve ser um Diálogo insistente e contínuo. Deus está sempre atento aos nossos pedidos, mesmo quando "parece" insensível aos nossos apelos, aos nossos clamores por justiça. Geralmente temos pressa. Ele sabe a hora e o momento para cada coisa. A nós resta moderar a impaciência e confiar totalmente nele. "REZAR SEMPRE". Significa nunca interromper o DIÁLOGO com Deus, mesmo no aparente silêncio de Deus. "É a presença silenciosa de Deus na base do nosso pensamento, da nossa reflexão e do nosso ser, que impregna toda a nossa consciência". (Bento XVI) Nesse diálogo, Deus transforma os nossos corações e aprendemos a nos entregar nas mãos de Deus e confiar nele. Se interrompermos esse contado, se deixarmos "cair os braços", logo fracassaremos. A Oração não é uma fórmula mágica para levar Deus a fazer nossa vontade ou até nossos caprichos. Não é um simples ato de piedade, ou expressão do sentimento; mas antes um ato de fé e de amor, que nos abre ao DIÁLOGO COM DEUS. Rezar é CONVERSAR com Deus: Falar e Escutar. As Orações não precisam de palavras complicadas. Existem orações escritas que rezamos, mas também as orações que são feitas quando queremos conversar com Deus do nosso jeito. Deus é o nosso melhor amigo e gosta de nos ouvir. Rezar é fazer SILÊNCIO profundo para ouvir Deus, acolher a sua Palavra e assim nos dispor a fazer a sua vontade. Rezar é uma RESPOSTA vivencial e verbal, que poderá assumir várias FORMAS: Ação de graças. Contemplação. Profissão de fé. Declaração de entrega. Pedido. UM DESAFIO: (convite): Nesta semana: encontrar todos os dias um tempo sagrado para uma Oração (conversa) pessoal com Deus. Continuemos agora esta sublime oração, que é a santa Missa, reavivando a fé para que possamos compreender a importância da Oração em nossa vida e conseguir um renovado ardor missionário em nosso coração.
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 17 Oct 2025 09:44:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Aparecida]]></title>
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				<description><![CDATA[Celebramos hoje em todo o Brasil a solenidade de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. A devoção a Nossa Senhora Aparecida, uma das principais expressões da piedade do povo brasileiro, teve início em 1717, com três humildes pescadores. Lançaram por muito tempo as redes no Rio Paraíba sem êxito. No entanto, após ter encontrado em dois lances de rede o corpo e a cabeça de uma imagem da Imaculada Conceição – a pesca foi abundante. Os pescadores viram naquela imagem, apanhada nas redes, um sinal de que não estavam sozinhos, nem desamparados. A pequena imagem de terracota e de cor negra foi levada para a casa de um deles e aí, então, passou a ser venerada com o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, porque foi achada (aparecida) nas águas do Rio Paraíba. Aos poucos, as pessoas foram se reunindo ao redor daquela imagem para rezar e agradecer e, cada dia que passava, mais aumentava o número de fiéis devotos, tornando, então, necessário dar inicio a construção, em 1846, de uma igreja maior, inaugurada em 1888 e que hoje é conhecida como a Basílica Velha. O número de romeiros continuava a aumentar, exigindo um templo ainda maior. Em 1955 iniciou-se, então, a construção do Santuário atual, que ainda em fase de acabamento.

Ela quis escolher essa terra para derramar as bênçãos de Deus sobre o Brasil e o povo devoto que vai lá para venerar a milagrosa imagem e para proclamar seus louvores e graças. A 1ª Leitura nos fala de Ester, uma jovem judia, que intercede junto ao Rei pela VIDA do seu Povo. (Est 5,1b-2;7,2b-3) A 2ª Leitura nos fala de uma "Mulher" que "apareceu" no céu. (Ap 12, 1.5.13ª.15-16ª) * Essa "Mulher" simboliza o Povo de Deus, a Comunidade. No texto, representa a Comunidade-Noiva de Deus. E Maria aparece aqui como símbolo da Igreja nascente. No Evangelho, Maria nos ensina que o melhor caminho é "fazer sempre o que Jesus mandar" (Jo 2,1-11) Jesus inicia a vida pública, participando num banquete de bodas em Caná da Galileia, com sua mãe e os discípulos. Durante a festa, Maria percebe que o vinho está acabando e a festa corre o perigo de ser interrompida para vexame dos noivos. Maria intercede e fala discretamente ao Filho: "Eles não têm mais vinho".

E dá aos serventes uma orientação: "Fazei o que Ele vos disser". Os serventes cumprem a orientação de Maria e, a pedido de Jesus, enchem as seis talhas de água. "E a tímida água viu o seu Senhor e corou..." A Mensagem da Aparecida: A Mãe de Deus se manifestou de maneira simples, sem fato espetacular, sem mensagem especial. Mas, há uma mensagem bem clara, que brota da própria imagem e do contexto histórico em que ela apareceu no rio Paraíba. 1. NOSSA SENHORA APARECIDA NOS OFERECE JESUS: a imagem pequenina é uma escultura da Imaculada Conceição. Ela está grávida, porque a missão de Maria é oferecer-nos Jesus, fruto bendito do seu ventre. 2. NOSSA SENHORA APARECIDA NOS UNE A JESUS: a cabeça vem separada do corpo. Como Maria é imagem da Igreja, tal separação representa simbolicamente o Povo de Deus, como corpo e o próprio Cristo, como Cabeça de uma nova humanidade. É preciso unir corpo e cabeça para que o povo se torne Corpo místico de Cristo. 3. NOSSA SENHORA APARECIDA NOS CHAMA A SER IGREJA: foi pescada e colocada dentro duma Barca, símbolo evangélico da Igreja de Jesus.

Ela nos convida a viver dentro da Igreja, como participantes fiéis e ativos. 4. NOSSA SENHORA APARECIDA NOS CONVIDA À ORAÇÃO: tem as mãos postas em oração, revelando seu papel de intercessora junto a Deus por nós e convidando-nos a nos unir a ela em oração. 5. NOSSA SENHORA APARECIDA BROTA DAS ÁGUAS: a água é elemento de vida e de purificação. Ela nos lembra a importância do nosso batismo como novo nascimento e da confissão, como purificação e perdão. 6. NOSSA SENHORA APARECIDA É SOLIDÁRIA COM OS POBRES: Deixa-se pescar por três pescadores pobres e trabalhadores. E as casas desses pobres tornam-se o primeiro templo de Nossa Senhora Aparecida. 7. NOSSA SENHORA APARECIDA É SOLIDÁRIA COM OS NEGROS: a cor negra da imagem traduz a solidariedade de Maria com a raça negra, tão injustamente escravizada. Sua cor denuncia o pecado do preconceito racial e anuncia a esperança de libertação. 8. NOSSA SENHORA APARECIDA É O SORRISO DE DEUS PARA NÓS: os lábios da imagem estão entreabertos num doce sorriso. É um sorriso de bondade maternal, que alimenta nossa confiança na misericórdia de Deus para conosco. Que Maria proteja com maternal proteção todas as CRIANÇAS, para que evitem todos os perigos desse mundo violento e possam descobrir os verdadeiros valores da vida.
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 10 Oct 2025 09:07:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Bote Fé ]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/bote-fe/47194/</link>
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				<description><![CDATA[Se vós tivésseis fé. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas, Glória a Vós Senhor! (Lc 17,5-10) Naquele tempo, 5os apóstolos disseram ao Senhor: "Aumenta a nossa fé!" 6O Senhor respondeu: "Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: &#39;Arranca-te daqui e planta-te no mar&#39;, e ela vos obedeceria. 7Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: &#39;Vem depressa para a mesa?&#39; 8Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: &#39;Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso tu poderás comer e beber?&#39; 9Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? 10Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: &#39;Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer&#39; ". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! – MENSSAGEM - Aqui nos reunimos porque temos FÉ, e desejamos alimentá-la e fortalecê-la. O que é mesmo a fé? Como se expressa? - Quantas vezes em nossa vida passamos por momentos de desânimo, impaciência, descrença. Questionamos tudo e todos, até mesmo a nossa fé.

Chegamos a ponto de nos perguntar: vale a pena crer? No início do Mês das Missões, poderíamos até perguntar: Vale a pena pregar o Evangelho? Acreditar na Missão?  "Gastar" uma vida para anunciar o Evangelho? Ouçamos o que a Palavra de Deus tem a nos dizer: Na Primeira Leitura, o Profeta HABACUC conta a sua experiência de fé. Diante da extrema violência e corrupção, que vê no meio do povo, ele se queixa impaciente: "Até quando, Senhor?" E o Senhor o exorta a não desanimar. Ele intervirá no momento oportuno: "O justo viverá por sua fé". (Hab 1,2-3.2,2-4) Quantas vezes também nós não conseguimos entender porque Deus permite tantas coisas "absurdas". Nessas horas, como Habacuc, reclamamos: Por que? Até quando? A fé é o único caminho para compreender o Mistério da História e superar todas as dificuldades e contradições. Devemos confiar em Deus, mesmo quando ele "parece" ausente da história. Um dia veremos a intervenção salvadora e libertadora de Deus.

Na Segunda Leitura: PAULO convida Timóteo, cansado e preocupado pelas adversidades (Paulo preso, apóstolos morrendo): "Reaviva o DOM DE DEUS, que recebeste". (2Tm 1,6-8.13-14) O texto nos convida a reavivar também a chama da nossa fé, anunciando-a de todas as formas, em todos os lugares e culturas. No Evangelho, Jesus afirma que a fé remove os obstáculos. (Lc 17,5-10) JESUS e os apóstolos estão a caminho de Jerusalém. Diante da caminhada difícil proposta por Cristo a seus seguidores, os Apóstolos estão vacilando, sentem-se tentados a voltar atrás, como já tinham feito muitos discípulos. Então, preocupados, pedem ao Senhor: "Senhor, aumentai a nossa fé". Jesus responde: "SE TIVÉSSEIS FÉ como um GRÃO DE MOSTARDA, poderíeis dizer a essa amoreira, arranca-te daqui e planta-te no mar, e ela vos obedeceria". A FÉ consegue realizar aquilo que aos olhos dos homens parece impossível. A fé autêntica, mesmo pequena, poderá superar os maiores obstáculos. O QUE É A FÉ? Um DOM GRATUITO DE DEUS, que tudo ilumina e fortalece na vida.

Não conquistamos por méritos... Mas que exige UMA RESPOSTA VIVA E ATUANTE: "A fé sem obras é morta". (Tg 2,17) Fé e Vida devem andar sempre juntas. A fé, mesmo que pequena, cresce e se torna forte pelo cultivo da oração, da participação ativa na comunidade, pela prática da caridade, da justiça, pela vivência fraterna e solidária. Não é apenas uma ADESÃO INTELECTUAL a umas verdades aprendidas na catequese, a uns ritos de religiosidade popular. Não é um recurso para conseguir determinadas coisas. É, antes, uma ADESÃO DE VIDA ao Projeto de Deus. Um encontro pessoal com Deus, em Jesus Cristo. É aceitar realizar o plano de Deus em nós, fazer a vontade de Deus. É olhar o mundo, os acontecimentos, as pessoas com o olhar de Deus. É uma ENTREGA TOTAL E GRATUITA. Sem esperar direitos e privilégios.  Não é ter Deus a nosso serviço, mas nos colocar plenamente à disposição de Deus, confiando nele e acatando sua palavra e sua vontade. Nosso serviço e nossa fidelidade ao Senhor são de filhos e não de assalariados. DUAS TENTAÇÕES: (nesse mundo inseguro, perturbado, hostil...) O Desânimo: Sentimo-nos pequenos, incapazes, inúteis.

Por isso, muitas vezes pensamos até em largar tudo. Considerar-nos "Necessários" ou "Merecedores". Muitas vezes, imaginamos Deus como um Contador que contabiliza cuidadosamente num livro nossos créditos e débitos, a fim de pagar religiosamente, de acordo com os nossos "merecimentos". Para apagar essa imagem de Deus e eliminar a "Religião dos merecimentos" (comum aos judeus e a nós), Jesus contou uma PARÁBOLA: O Servo que volta da roça: "Quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: somos servos inúteis, fizemos o que devíamos fazer". E se nossa fé for ainda pequena, menor do que o grão de mostarda, façamos nosso o pedido dos Apóstolos: "Senhor, aumentai a nossa fé ..." Na mensagem para o 99° Dia Mundial das Missões de 2025, com o tema "Missionários da esperança entre os Povos" o Papa recorda aspectos da identidade missionária cristã e a necessidade de seguir as “pegadas de Cristo, nossa esperança”. E convida "os cristãos, portadores e construtores da esperança entre os povos”, a “renovar a missão da esperança".
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 03 Oct 2025 08:57:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[O Papa: mesmo que a nossa história pareça arruinada, com Deus podemos recomeçar]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/o-papa-mesmo-que-a-nossa-historia-pareca-arruinada-com-deus-podemos/44965/</link>
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				<description><![CDATA[Dando continuidade ao Ciclo de Catequeses para este Jubileu 2025 sobre o tema "Jesus Cristo nossa Esperança", Francisco dedicou sua reflexão, nesta quarta-feira (26/03), à Samaritana dentro da sequência "A vida de Jesus. Os Encontros".
Depois de refletir, na semana passada, sobre o encontro de Jesus com Nicodemos, que foi procurá-lo, "refletimos sobre aqueles momentos em que parece que Jesus estava bem ali nos esperando, naquela encruzilhada da nossa vida. São encontros que nos surpreendem e, a princípio, podemos até ficar um pouco desconfiados: tentamos ser prudentes e entender o que está acontecendo", escreve o Papa no texto.
"Provavelmente, essa também foi a experiência da mulher samaritana, mencionada no quarto capítulo do Evangelho de João", afirma Francisco. "Ela não esperava encontrar um homem no poço ao meio-dia; na verdade, ela não esperava encontrar ninguém. De fato, ela vai buscar água no poço numa hora incomum, quando está muito quente. Talvez essa mulher tenha vergonha de sua vida, talvez tenha se sentido julgada, condenada, não compreendida e, por isso, tenha se isolado, rompido relações com todos."
"Para ir da Judeia para a Galileia, Jesus poderia ter escolhido outro caminho e não ter atravessado Samaria. Teria sido até mais seguro, dadas as relações tensas entre judeus e samaritanos", escreve o Papa. "Mas, ele quer passar por ali e para naquele poço, naquela hora! Jesus nos espera e se faz encontrar justamente quando pensamos que para nós já não há esperança. O poço, no antigo Oriente Médio, é um lugar de encontro, onde às vezes são arranjados casamentos, é um local de noivado. Jesus quer ajudar esta mulher a entender onde procurar a verdadeira resposta ao seu desejo de ser amada", ressalta.
"O tema do desejo é fundamental para compreender este encontro. Jesus é o primeiro a expressar o seu desejo: “Dá-me de beber!” Para iniciar um diálogo, Jesus faz-se passar por fraco, deixando assim a outra pessoa à vontade, garantindo que não se assusta. A sede é frequentemente, também na Bíblia, a imagem do desejo. Mas aqui Jesus tem sede, primeiramente, da salvação daquela mulher. «Mas, se Jesus lhe pediu do que beber – diz Santo Agostinho – era da fé dela que Ele tinha sede»."
"Se Nicodemos fora ter com Jesus à noite, aqui Jesus encontra a mulher samaritana ao meio-dia, a hora em que há mais luz. É realmente um momento de revelação", ressalta o Pontífice. "Jesus dá-se a conhecer a ela como o Messias e também ilumina a sua vida. Ajuda-a a reler a sua história, complicada e dolorosa, de uma nova forma: teve cinco maridos e agora está com um sexto que não é marido. O número seis não é aleatório, mas geralmente indica imperfeição. Talvez seja uma alusão ao sétimo marido, aquele que poderá finalmente satisfazer o desejo desta mulher de ser verdadeiramente amada. E esse noivo só pode ser Jesus."
"Ao perceber que Jesus conhece a sua vida, a mulher muda a conversa para a questão religiosa que dividia judeus e samaritanos. Isto também nos acontece, por vezes, enquanto rezamos: no momento em que Deus toca a nossa vida com os seus problemas, por vezes perdemo-nos em reflexões que nos dão a ilusão de uma oração bem-sucedida. Na verdade, nós criamos barreiras de proteção. Mas o Senhor é cada vez maior, e àquela mulher samaritana, a quem segundo as normas culturais nem sequer devia ter falado, dá a mais alta revelação: fala-lhe do Pai, que deve ser adorado em espírito e verdade. E quando ela, mais uma vez surpreendida, observa que é melhor esperar o Messias sobre estas coisas, Ele diz-lhe: “Sou eu, quem fala contigo”. É como uma declaração de amor: Aquele que estás à espera sou eu. Aquele que pode finalmente responder ao teu desejo de seres amada", escreve o Papa.
"Neste momento a mulher apressa-se a chamar o povo da aldeia, pois é precisamente da experiência de se sentir amada que surge a missão. E que mensagem poderia ela ter trazido senão a sua experiência de ser compreendida, acolhida, perdoada? É uma imagem que nos deveria fazer refletir sobre a nossa procura de novas formas de evangelizar."
"Tal como uma pessoa apaixonada, a samaritana esquece o seu cântaro aos pés de Jesus. O peso daquela ânfora na sua cabeça, de cada vez que regressava a casa, lembrava-a da sua condição, da sua vida atribulada. Mas agora o cântaro é colocado aos pés de Jesus. O passado já não é um fardo; ela está reconciliada. E assim também acontece conosco: para irmos anunciar o Evangelho, precisamos primeiro de depositar aos pés do Senhor o peso da nossa história, entregar-Lhe o peso do nosso passado. Só as pessoas reconciliadas podem levar o Evangelho".
Por fim, o Papa convida a não a esperança. "Mesmo que a nossa história pareça pesada, complicada, talvez até mesmo arruinada, temos sempre a possibilidade de a entregar a Deus e recomeçar a nossa caminhada. Deus é misericórdia e espera-nos sempre!"
 
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 28 Mar 2025 09:45:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Como bem viver a Quaresma]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/como-bem-viver-a-quaresma/44759/</link>
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				<description><![CDATA[O tempo da Quaresma é um tempo de conversão e mudança de vida. Inicia-se na Quarta-feira de Cinzas, sendo este um tempo litúrgico em que nos preparamos para a Semana Maior de nossa fé, a Semana Santa, que tem seu ponto alto no Tríduo Pascal, permitindo-nos três dias de profunda vivência: a Quinta-feira Santa, Sexta-feira da Paixão, Sábado de Aleluia e a Páscoa do Nosso Senhor.
Para bem viver a Quaresma, é necessário traçar pilares e acreditar na real transformação, que podem ser exercitadas durante os quarenta dias, de maneira mais profunda, na oração, jejum e caridade ou esmola, tudo em espera da Ressurreição do Nosso Salvador.
Só se pode ter uma vivência melhor se existir um contato intenso, então é necessário que tenhamos maiores e melhores momentos de oração e intimidade com Deus. Jejum, se abster de algo que o fiel gosta muito, para que ao invés de depositar todo seu desejo/prazer sobre o alimento, deposite tudo ao Senhor, é necessário que o irmão(ã) tenha em mente que esse desejo não o vença durante esses quarenta dias e que ao acabar esse período não volte comendo/bebendo/jogando de maneira mais exagerada do que iniciou a Quaresma.
E por fim, a caridade/esmola, com o dinheiro que você gastava comprando, por exemplo, um refrigerante - que agora você absteve-se – converta e doe a um irmão que precisa, com toda certeza tudo isso fará a diferença na vida dele. É importante estender as mãos para os irmãos mais necessitados.
Toda penitência deve nos levar à conversão, que deve durar a vida toda. É necessário, ao início de tudo, que nos façamos a seguinte pergunta: No que eu preciso me converter? É importante que façamos um exame de consciência: será que eu preciso ter um momento de maior intimidade com Deus? Então, busquemos rezar mais e de maneira mais profunda. Será que tenho a soberba ou sou desumilde? Propunhamos realizar mais obras de caridade com os irmãos, meditemos sobre a vida e deixemo-nos entregar nas mãos do Senhor.
Mesmo vivendo este belo tempo litúrgico de conversão, o domingo segue sendo o Domingo, Dia do Senhor, portanto, não deve se fazer jejum ou penitência, lembrando que isso não deve ser visto como um alívio de dor, mas apenas uma vivência que o Dia Maior nos proporciona. Recorda-te, queremos a conversão, busque alegria em Cristo e não nos prazeres.
Na Quaresma, nós, o povo de Deus, vamos em busca do Senhor. Durante todo esse período, é necessário que mergulhemos sobre esse recolhimento e as dores que Cristo sofreu por nós. Por isso, ao chegar à igreja, veremos uma diferente “ornamentação”, prevalecendo a cor litúrgica roxa, que simboliza recolhimento e dor, e menos flores. Coloquemo-nos em oração e sejamos vigilantes para bem viver essa Santa Quaresma. Apenas no quarto domingo da Quaresma, mudamos a cor litúrgica para rosa, para simbolizar a alegria, lembrando para nós que Cristo ressuscitou, encorajando-nos para essa vinda do Salvador.
Para bem viver a Quaresma, nós somos convidados a fazer jejum ou a abstinência de carne na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira da Paixão. Esse exercício se comporta da seguinte forma: jejum, apenas uma refeição completa e, se necessário, mais duas simples em proporções menores que o habitual (para homens e mulheres entre 18 e 59 anos). A abstinência, faça a escolha de uma alimentação simples e pobre, abstendo-se de carne (para homens e mulheres a partir de 14 anos). Vale lembrar que estão dispensados do jejum: doentes, grávidas e trabalhadores com árduo trabalho braçal ou intelectual.
Santa e abençoada Quaresma a todos! 


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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 07 Mar 2025 09:48:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/alexviana/a-queda-de-braco-entre-o-andar-de-cima-e-o-andar-de-baixo-e-a-cultura/44565/</link>
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				<description><![CDATA[Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 
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				<category>Advogado</category>
				<pubDate>Fri, 14 Feb 2025 10:47:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[A vocação é graça e também missão. ]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/a-vocacao-e-graca-e-tambem-missao/44564/</link>
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				<description><![CDATA[No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José
 
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 14 Feb 2025 10:45:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[É no silêncio que ouvimos a voz de Deus]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/e-no-silencio-que-ouvimos-a-voz-de-deus/44504/</link>
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				<description><![CDATA[É de conhecimento geral que, vivemos em um mundo que não valoriza o silêncio. O mundo atual através da globalização está cada dia mais barulhento, um mundo imerso aos ruídos, músicas altas, conversas sem propósitos, vivemos sem pausas, não pensamos para falar, não temos tempo para refletir e até mesmo para contemplar e encontrar aquilo que habita no mais íntimo de nós.
   O silêncio é uma forma de oração essencial no nosso dia a dia. Devemos seguir o exemplo de Jesus, que, após seu nascimento e apresentação no templo, viveu trinta anos em “silêncio”. E ao iniciar sua missão, retirou-se para o deserto, onde passou quarenta dias em recolhimento. Precisamos ouvir a voz de Deus em oração, escutar o Pai antes de falar. Primeiro, devemos pedir a graça do silêncio, uma virtude difícil de alcançar, mas, que devemos buscar no mais íntimo do nosso coração. 
   O silêncio, tão crucial em nossas vidas, está sendo negligenciado. Sempre foi desafiador contemplá-lo, mas, nos dias de hoje, essa dificuldade parece ainda maior. Ele é como uma necessidade básica do ser humano, comparável ao sono. Após uma boa noite de descanso, acordamos revigorados para um novo dia. Da mesma forma, o silêncio nos renova, permitindo que nos reconectemos com Deus e conosco mesmos.
   Precisamos aprender a fechar os olhos, os ouvidos e a boca, silenciando-nos para que Deus possa falar. Muitas vezes, ao orar, deixamos que mágoas e distrações tomem conta de nós, perdendo o foco da oração. É necessário nos “esvaziar” de nós mesmos e abrir espaço para ouvir a voz de Deus, compreendendo o que Ele espera de nós.
   Quantas vezes nossas orações diárias se tornam automáticas? Rezamos, mas nos perdemos em pensamentos, a ponto de nem lembrarmos do que pedimos. Precisamos nos aproximar de Deus, nos encher do Espírito Santo e seguir o exemplo de Maria, que guardava tudo em seu coração e falava no momento certo, ou de São José, que viveu a plenitude do silêncio através de suas ações.
   Quanto mais próximos de Deus, menos dependemos de palavras. Ele nos conhece e ao nos aproximarmos D’Ele, passamos a conhecê-Lo melhor. Como dizia São Francisco de Assis: “Pregue o Evangelho em todo tempo. Se necessário, use palavras.” Devemos pedir a graça de redescobrir o silêncio, para não nos esquecermos de ouvir o Senhor.
   Frei Luís Felipe C. Marques nos lembra: “Entre os atos rituais que pertencem a toda a assembleia, o silêncio ocupa um lugar de absoluta importância. Toda boa liturgia começa no silêncio e termina no silêncio.” No entanto, em nossas celebrações, muitas vezes nos deparamos com uma assembleia inquieta e ruidosa, reflexo de um mundo barulhento que carregamos para dentro da Igreja. 
   “O medo do vazio é uma das grandes angústias do nosso tempo.” Temos medo do silêncio porque ele nos confronta com quem realmente somos. Mas não devemos temê-lo, pois é no silêncio que ouvimos os sussurros de Deus. Que possamos buscar essa graça e, assim, encontrar a paz que só Ele pode oferecer.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José
 
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 07 Feb 2025 09:58:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Ano Jubilar de 2025 na Diocese de Coxim: Uma Jornada de Fé e Esperança ]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/ano-jubilar-de-2025-na-diocese-de-coxim-uma-jornada-de-fe-e-esperanca/44422/</link>
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				<description><![CDATA[

A Graça e a Paz de nosso Senhor Jesus Cristo estejam com todos. Irmãos e irmãs, 2025 é um ano extraordinário para a Igreja em todo o mundo. Trata-se de um Ano Jubilar, um tempo de alegria e celebração que ocorre ordinariamente a cada 25 anos, oferecendo aos fiéis a oportunidade de renovação espiritual, peregrinação e obtenção de indulgências plenárias.
O Jubileu começou em 24 de dezembro de 2024, com a abertura da Porta Santa em Roma pelo Papa Francisco, e em nossa Diocese de Coxim, assim como em outras dioceses ao redor do mundo, no dia 29 de dezembro de 2024, durante a solenidade da Sagrada Família de Jesus, Maria e José. Este período especial se estenderá até 28 de dezembro de 2025 em todas as dioceses e até 6 de janeiro de 2026 em Roma.
A celebração de abertura em Coxim contou com a presença do bispo, seu clero e os fiéis das 14 paróquias da Diocese, incluindo pessoas das cidades de Coxim, Camapuã, Costa Rica, Pedro Gomes, Rio Negro, Rio Verde de Mato Grosso, São Gabriel do Oeste, Sonora, Figueirão, Alcinópolis e Paraíso das Águas. Com o lema "Peregrinos de Esperança", a Igreja se apresenta como uma comunidade em movimento. A celebração iniciou-se na Capela São Sebastião da Paróquia São Francisco das Chagas, localizada na Av. Gaspar Ries Coelho. Após os ritos iniciais, houve uma peregrinação até a Catedral São José, no centro de Coxim, onde o Ano Jubilar foi oficialmente iniciado com a Santa Missa e as orientações de Dom Otair Nicoletti, bispo da Diocese de Coxim.
Orientações para o Ano Jubilar 2025:
A Igreja de Roma será o destino de peregrinação para receber os fiéis do mundo inteiro ao longo do Ano Jubilar de 2025, com as Portas Santas abertas nas Basílicas de São Pedro, São João de Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo Fora dos Muros.
A Catedral Diocesana de São José em Coxim será o local das peregrinações na Diocese, onde todos os fiéis das paróquias, pastorais, serviços e movimentos poderão visitar, celebrar, confessar-se e receber a indulgência jubilar. Ao longo do ano jubilar, todo o clero da Diocese peregrinará por todas as paróquias. No dia da visita à paróquia determinada, os fiéis poderão receber o sacramento da reconciliação (confissão) e participar da Santa Eucaristia. A indulgência jubilar será concedida nas paróquias apenas aos idosos e enfermos, impossibilitados de vir à igreja Catedral, por ocasião da visita do clero à referida paróquia. Peço aos padres, juntamente com os conselhos paroquiais, que realizem encontros formativos, celebrativos e retiros espirituais envolvendo adultos, jovens, adolescentes, crianças e idosos, para vivenciar com maior intensidade o Ano Jubilar, "Peregrinos de Esperança".
Sejam incentivadas as obras de caridade corporais, como dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, vestir os nus, acolher os peregrinos, visitar os enfermos, visitar os encarcerados, sepultar os mortos, e as obras de caridade espirituais, como aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as pessoas molestas e rezar a Deus pelos vivos e defuntos.
Os encontros realizados no Centro de Pastoral Emaús ao longo do Ano Jubilar de 2025 possam iniciar ou concluir com a Santa Missa na Catedral. E para maior divulgação e vivência do Ano de 2025, recomendo que as paróquias e suas comunidades façam seus banners e utilizem as redes sociais para informar e divulgar o Ano Jubilar. Dom Otair Nicoletti, na ocasião da Santa Missa de abertura do Jubileu na Diocese de Coxim, dia 29 de dezembro do ano de nosso Senhor de 2024.
Desejamos que todos vivam plenamente este ano de graça em nossa Diocese e no mundo, realizando peregrinações, confessando-se, participando das celebrações eucarísticas e praticando a caridade. TV Divino, PASCOM Catedral São José-Coxim/Ms
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 31 Jan 2025 10:03:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Sagrada família]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/sagrada-familia/44140/</link>
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				<description><![CDATA[A liturgia nos apresenta hoje a Sagrada Família de Nazaré, como exemplo e modelo de todas as famílias.
Jesus menino precisou de uma família. Precisou ser acolhido pelo amor de um coração materno e amparado pela presença solicita de um pai. A família é o espaço da vida e do amor.
Os tempos mudaram, mas o valor da família sempre será atual. Devemos reservar mais tempo para reunir e celebra a vida em família.
A Primeira Leitura apresenta atitudes concretas dos filhos para com os pais (Eclo 3,3-7,14-17). O texto repete cinco vezes a palavra “honrar”: Honrar significa dar o devido valor e reconhecer sua importância com atitudes concretas. Como recompensa, terá o perdão dos pecados e vida abençoada por Deus. 
A Segunda Leitura sugere sete tecidos a serem usados na Família e na Comunidade, para viver sempre em harmonia e assim conseguir felicidade: “Revesti-vos de sentimentos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de paciência, de tolerância, de perdão recíproco” (Cl 3,12-21), e conclui “com recomendações às esposas, aos maridos, aos pais e aos filhos”.
O Evangelho nos põe diante da Sagrada Família de Nazaré apresentando Jesus no Templo de Jerusalém. (Lc 2,41-52). A Liturgia nos faz ler este episódio na Missa deste domingo depois do Natal, que é dedicado a celebrar a Sagrada Família. E muito sabiamente! Muito pedagogicamente! Porque nesse episódio aparecem de maneira muito viva os valores da família: a dedicação e a responsabilidade dos pais, o tesouro que é um filho, a religião na família, o deixar-se guiar pela vontade de Deus, manifestado de maneira tão sublime nas palavras do Menino Jesus: “Não sabíeis que eu me devo ocupar nas coisas de meu Pai?” Ficou muito bem ter a Igreja colocado dentro das comemorações do mistério do Natal esse olhar para a Sagrada Família. Jesus quis passar por essa experiência. Não apareceu de repente já adulto, pregando ao povo. Antes de iluminar o mundo com a plenitude do seu esplendor, quis brilhar suavemente entre as paredes de um lar: a humilde casa de Nazaré. Aí nós encontramos o amor, a fé, a harmonia, o trabalho, a humildade. E podemos adivinhar a edificação e a presença serviçal que dessa casa se irradiavam para a vizinhança. Neste Evangelho, as primeiras palavras de Jesus mostram que toda a sua missão decorre da sua relação filial com o Pai. Isto significa que essa missão provém do próprio mistério de Deus e da realização de sua vontade entre os homens. Contudo, ela se processa dentro do mistério da Encarnação, onde Jesus vai aprendendo a viver a vida humana como qualquer outro homem.
O Evangelho conta a história do menino Jesus que ficou em Jerusalém após a festa da Páscoa, sem que os seus pais percebessem. Depois de um dia de procura, os pais encontraram Jesus no templo, onde se admiravam com a sua inteligência e respostas. É importante observarmos a obediência de Jesus. A Palavra está dizendo: “Jesus desceu com os seus pais para Nazaré e era lhes obediente!” Jesus é Deus e a virgem Maria e José eram criaturas de Deus. Quem deveria obedecer quem? Deus obedecendo a criatura ou a criatura obedecendo a Deus? Diz a palavra: “Era-lhes obediente”. Nós estamos visualizando um Deus que se submete a criatura. Ao se fazer humano, Jesus se submete a um pai e a uma mãe.  Quarto Mandamento: “Honrar Pai e Mãe”. Jesus cumpre este mandamento. Jesus é obediente. Que fabuloso ensinamento de Cristo para nós! Porque nós, enquanto seres humanos, temos dificuldade em obedecer; a criatura não quer obedecer ao criador desde Adão e Eva que também não quiseram obedecer às recomendações do criador! Jesus era obediente a José e Maria. A sua mãe, porém, conservava no coração todas essas coisas. E Maria, com certeza, meditava em seu coração: “como pode? Este Menino é Deus e Ele me obedece!” E Maria, com toda santidade que possui, certamente pensava: “sou Eu que devo lhe obedecer! Sou que devo lhe servir!”. E, com certeza Maria meditava esta realidade. A Família, como realidade tão sagrada, tem sido muito agredida pela mentalidade materialista e hedonista dos tempos que estamos vivendo. O lar é feito de valores mais altos, esses valores exatamente que o materialismo vai destruindo. A Igreja vê tudo isso com apreensão. E sabe que grande parte dos males da sociedade tem sua raiz na falta da família ou na família desajustada. Falta a preparação para o casamento, falta a seriedade do compromisso conjugal, falta o empenho para fazer de cada lar um ambiente de amor e de harmonia. Que a humilde casa de Nazaré ilumine com as luzes de seus sublimes exemplos cada família deste nosso planeta enlouquecido! E que as crianças cresçam em estatura e graça como Jesus, diante de Deus e dos homens”. Deus tem um propósito de crescimento para ti e para os teus filhos também. Espírito que orienta nossa vida para Deus, ajuda-nos a crescer cada dia, em sabedoria e graça, buscando como Jesus adequar nossas vidas ao querer do Pai. Amém!
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Tue, 24 Dec 2024 10:48:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Santos]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/santos/42284/</link>
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				<description><![CDATA[Na reza do "Creio", professamos uma verdade: Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (Mt 5,1-12ª) - Naquele tempo, 1vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2e Jesus começou a ensiná-los: 3"Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. 5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. 6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça,
porque deles é o Reino dos Céus. 11Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. 12Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! – MENSAGEM - "Creio na Comunhão dos Santos". Hoje, na festa de TODOS OS SANTOS, vamos aprofundar essa Verdade. Os textos bíblicos nos falam dessa realidade: A Primeira Leitura nos garante que os Santos são muitos. (Ap 7,2-4.9-14) O número 144.000 é simbólico: 12x12 mil: significa todo povo de Israel... e mais uma grande multidão de todos os povos e línguas... O Caminho da santidade está aberto a todos que vivem os valores do Reino. A Segunda Leitura afirma que somos Filhos de Deus: O Amor de Deus como Pai nos transforma em filhos e nos chama a viver como irmãos.  (1Jo 3,1-3) Ser Santo é viver em comunhão com o Pai e o Filho. No Evangelho, Cristo nos aponta o caminho para ser Santo: Viver as Bem-aventuranças… (Mt 5,1-12) Quem são os santos: Para muitos, Santos são pessoas já mortas, que realizaram no passado fatos surpreendentes na vivência da fé. Pessoas privilegiadas que já nasceram santas...  milagreiras... declaradas santas pela Igreja e hoje homenageadas em nossos altares... Na Bíblia, no princípio, o título de santo era só para Deus. Ainda hoje no Glória, recitamos: "Porque só vós sois santo". Em Cristo repousa o Espírito de Santidade… Ele irradia a Santidade de Deus e transmite a sua santidade à Igreja por meio dos Sacramentos, que trazem ao homem a vida de Deus. Esta doutrina era tão viva nos primeiros séculos,
  que os membros da Igreja não hesitaram em chamar-se "os santos" e a própria Igreja era chamada de "Comunhão dos Santos". A SANTIDADE cristã manifesta-se, assim, como uma participação na vida de Deus, que se realiza com os meios que a Igreja oferece, em particular com os Sacramentos. A SANTIDADE: não é fruto do esforço humano, que procura alcançar Deus com suas forças, Ela é Dom do Amor de Deus e Resposta do homem à iniciativa de Deus. É GRAÇA recebida e TAREFA a cumprir... A SANTIDADE não é uma realidade conseguida apenas no passado por umas pessoas privilegiadas, vivendo longe do mundo... SANTOS são pessoas como nós, que ainda hoje vivem a santidade de Deus, pelo testemunho de sua fé e fidelidade ao projeto de Jesus; homens e mulheres que lutam para serem justos e pacificadores, pobres e compassivos, puros de coração, segundo o espírito das Bem-aventuranças. Pessoas de todo o tipo, desde o bom ladrão, que se salvou no finalzinho por um gesto de solidariedade com o companheiro de Cruz, até vidas inteiras dedicadas ao próximo. Ninguém será santo depois de morto, se não o foi quando vivo. A Festa de hoje nos lembra duas realidades: 
1) O Mundo da Santidade: Mundo imenso, onde os santos são inumeráveis. Mundo maravilhoso, onde muitos desses santos são nossos parentes, nossos amigos, gente grande e crianças que conhecemos. Mundo feliz realizando-se na vida de trabalho e sofrimento, de sonhos e realizações. Mundo de portas abertas, que cresce sem parar, e, cada dia que passa, vê chegar novos eleitos. 
2) A Nossa vocação à Santidade: O Mundo dos santos não é estranho para nós. Pelo contrário, todos somos chamados à Santidade, todos somos chamados a alcançar no mundo de hoje a plenitude da vida, que está nessa íntima união com Deus, fonte de toda a vida. "Todos os cristãos são chamados pelo Senhor à perfeição da santidade". (LG31) O Objetivo dessa Festa: Homenagear todos os Santos que morreram no Senhor, conhecidos ou não... Apresentar o ideal da SANTIDADE, como possível ainda hoje e ardentemente desejado por Deus: "Esta é a vontade de Deus, a nossa Santificação". (1Ts 4,3) A Santidade é participar da vida de Deus, que é "o Santo". E sendo nós pecadores, supõe um processo de conversão permanente... Para sermos santos, Cristo nos deixou alguns meios: Os Sacramentos... a Igreja... a Oração … a Palavra de Deus… 
Nas famílias, em que não há cinco minutos para a Oração e para a Palavra de Deus, poderemos esperar frutos de santidade? Acolhamos o Apelo de Deus à Santidade… e que os Santos sejam nossos modelos e intercessores nessa caminhada Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 03.11.2024
 

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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 01 Nov 2024 10:05:06 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Eu quero ver ]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/eu-quero-ver/42281/</link>
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				<description><![CDATA["Eu quero ver" - Senhor, que eu veja! Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc10,46-52) Naquele tempo, 46Jesus saiu de Jericó, junto com seus discípulos e uma grande multidão. O filho de Timeu, Bartimeu, cego e mendigo, estava sentado à beira do caminho. 47Quando ouviu dizer que Jesus, o Nazareno, estava passando, começou a gritar: "Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!" 48Muitos o repreendiam para que se calasse. Mas ele gritava mais ainda: "Filho de Davi, tem piedade de mim!" 49Então Jesus parou e disse: "Chamai-o". Eles o chamaram e disseram:
"Coragem, levanta-te, Jesus te chama!" 50O cego jogou o manto, deu um pulo e foi até Jesus. 51Então Jesus lhe perguntou: "O que queres que eu te faça?" O cego respondeu: "Mestre, que eu veja!" 52Jesus disse:  "Vai, a tua fé te curou". No mesmo instante, ele recuperou a vista e seguia Jesus pelo caminho. Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor!
MENSAGEM - Nos momentos de trevas em nossa vida, a Palavra de Deus é sempre uma Luz, que ilumina a nossa caminhada na fé. Na Primeira Leitura, Jeremias anuncia um sinal de luz para o povo sofrido, que vivia nas trevas do exílio: "Coxos e cegos, mulheres grávidas e que deram à luz" retornam à pátria, guiados por Deus, que cuida deles com cuidados de pai. (Jr 31,7-9) É um apelo à esperança e confiança em Deus. A Segunda Leitura destaca que Jesus é o Sumo Sacerdote, mediador entre Deus e a Humanidade. (Hb 5,1-6) No Evangelho, Jesus dá a um cego a luz da visão e da fé. (Mc 10,46-52) O núcleo central do evangelho de Marcos, que refletimos nesse ano, é uma caminhada de Jesus para Jerusalém, onde será morto e ressuscitará. No texto de hoje, temos o último Milagre e última Catequese de Jesus, encerrando sua caminhada para Jerusalém. Os APÓSTOLOS estavam "cegos" e necessitavam de "Luz": aceitavam Jesus como Messias, mas não aceitavam a cruz. Perto de Jericó, um cego, sentado "à beira da estrada", informou-se de que Jesus estava passando e gritou por socorro: "Filho de Davi, tem piedade de mim". ("Filho de Davi": título messiânico) CRISTO parou e chamou-o. O cego jogou longe o manto e as moedas, e "saltou" ao encontro de Jesus. Cristo tomou a iniciativa: "O que você está querendo?" "Mestre, eu quero ver de novo", respondeu o cego. E Jesus afirmou: "Vai, a tua fé te salvou". E o cego, duplamente "iluminado" por Cristo, tornou-se um seguidor de Jesus no caminho a Jerusalém. Esse episódio, mais do que uma crônica, é uma CATEQUESE BATISMAL: JESUS se manifesta, passa pelo caminho do cego... O CEGO não vê, mas percebe a presença do Senhor e acolhe o convite... Uns: ajudam: "coragem, ele te chama... Outros estorvam: "mandam calar..." Trava-se o diálogo... O cego recebe a visão da fé e segue Jesus pelo caminho até o Calvário. Quem era o cego Bartimeu? Um cego, à beira do caminho, marginalizado como tantos ainda hoje... O encontro aconteceu "ao longo do CAMINHO". ("Caminho": cristianismo) O cego não estava no caminho, estava à margem da religião e da vida. No final, também Bartimeu seguiu Jesus "no caminho". A Cura de Bartimeu é mais do que a história de um cego... É o caminho da FÉ, dos que querem VER e SEGUIR Jesus. O que faz o cego? Está atento à passagem de Cristo... Toma consciência de sua situação e decide sair dela. Supera o medo, a vergonha, começa a gritar, pede ajuda: Não desanima diante das contrariedades, continua procurando a Luz, mesmo quando o povo manda que se cale… E quando Jesus o chama: dá um pulo, joga o manto para longe e corre ao encontro daquele que podia restituir a vista. Saiu da margem do caminho e se pôs no caminho com o Mestre. Joga fora o Manto, em que recolhia as esmolas... Para o pobre mendigo, o manto era a sua riqueza, a sua casa, o seu abrigo. Quais são os obstáculos que impedem tanta gente, que quer enxergar, de se aproximar mais de Cristo e de sua Igreja? Talvez as nossas discórdias internas, a falta de unidade dos cristãos, talvez uma falta de acolhimento, também uma linguagem complicada, talvez um chamado mais carinhoso? Dá um "Salto" ao encontro de Jesus: É um gesto significativo "pular" para um cego que "não vê"... Mas Bartimeu entendeu que Cristo podia curá-lo. Por isso, jogou o manto, deu um "Pulo" e se aproximou de Jesus. Que tipos de pessoas o cego encontra? Uns atrapalham: tentam abafar o seu grito... mandam que se cale... Outros ajudam, animam: "Coragem, ele TE CHAMA..." Jesus ESCUTA o grito sofrido e confiante do cego, PÁRA e LIBERTA: Da margem, Jesus o coloca no centro do caminho. Dá a luz da VISÃO e a luz da FÉ. E Nós o que podemos fazer? 
1) Descobrir as nossas cegueiras: Cegos são todos os que "não vêem" no seu coração as coisas importantes, não reconhecem a presença e o amor de Deus e vivem na escuridão. Quais são as nossas cegueiras, que devemos apresentar a Cristo, para que ele nos cure e nos dê a verdadeira Luz?
2) Perseverar na Oração como Bartimeu. Somos pacientes e perseverantes na oração? 
3) Seguir Jesus no Caminho: Na Igreja primitiva, "o Caminho" significava o cristianismo. Os "seguidores do Caminho" eram os cristãos. O cego curado seguiu Jesus pelo caminho, tornou-se um "Discípulo". Para ser "Discípulo" precisa querer VER e decidir CAMINHAR. Não basta a euforia do primeiro encontro. Façamos nossa, a oração do cego: "Mestre, eu quero ver!…" 
(Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 27.10.2024)
 

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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 25 Oct 2024 09:53:47 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[AUTORIDADE, Privilégio ou Serviço? O Filho do Homem veio para dar a sua vida como resgate para muitos. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 10,35-45)]]></title>
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				<description><![CDATA[AUTORIDADE, Privilégio ou Serviço? O Filho do Homem veio para dar a sua vida como resgate para muitos. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 10,35-45) Naquele tempo, 35Tiago e João, filhos de Zebedeu, foram a Jesus e lhe disseram: "Mestre, queremos que faças por nós o que vamos pedir". 36Ele perguntou: "O que quereis que eu vos faça?" 37Eles responderam: "Deixa-nos sentar um à tua direita e outro à tua esquerda, quando estiveres na tua glória!" 38Jesus então lhes disse: "Vós não sabeis o que pedis. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber? Podeis ser batizados com o batismo com que vou ser batizado?" 39Eles responderam: "Podemos". E ele lhes disse: "Vós bebereis o cálice que eu devo beber, e sereis batizados com o batismo com que eu devo ser batizado. 40Mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. É para aqueles a quem foi reservado". 41Quando os outros dez discípulos ouviram isso, indignaram-se com Tiago e João. 42Jesus os chamou e disse: "Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam. 43Mas, entre vós, não deve ser assim: quem quiser ser grande, seja vosso servo; 44e quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos. 45Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! 
MENSAGEM - Durante a sua vida, Cristo lutou muito contra um falso conceito de grandeza existente nos homens do seu povo e do seu tempo. As Leituras bíblicas de hoje nos mostram a verdadeira grandeza, segundo o espírito trazido por Jesus. A Primeira Leitura prepara-nos para compreender melhor o evangelho. É o Quarto cântico do Servo Sofredor. Isaías apresenta o Messias: uma pessoa desprezada pelos homens através do qual Deus realiza a Salvação da humanidade. O Messias não será um Rei com poder, mas um humilde servo sofredor. (Is 53,10-11) Na Segunda Leitura, o autor da Carta aos Hebreus fala-nos de um Deus que ama o homem com um amor sem limites e que, por isso, está disposto a assumir a fragilidade dos homens, a descer ao seu nível, a partilhar a sua condição. Ele não se esconde atrás do seu poder e da sua omnipotência, mas aceita descer ao encontro dos homens para lhes oferecer o seu amor. (He 4,14-16) No Evangelho, em sua caminhada para Jerusalém, Jesus educa os seus apóstolos para a Missão e completa a sua catequese sobre as exigências do Reino e as condições para integrar a comunidade messiânica. Convida-os a não se deixarem impregnar pelos falsos conceitos de grandeza da época, mas a fazerem da sua vida um dom de amor e de serviço. Faz o 3º Anúncio da Paixão. (Mc 10,35-45) Dois discípulos íntimos de Jesus lhe fazem uma pergunta estranha: "Mestre, faça que nos sentemos um à tua direita e outro à tua esquerda, na tua glória". A resposta de Jesus foi taxativa: “Não sabeis o que pedis.” E ironicamente acrescentou: “Podeis beber o cálice que tenho de beber e ser batizado com o batismo que tenho de ser batizado?” Era mais um anúncio da Paixão… E ser discípulo é ter a mesma sorte… E eles, sem entender o que diziam, respondem: “Podemos”. Os demais Apóstolos reagem indignados, pois todos eles tinham as mesmas pretensões. A procura dos primeiros lugares pelos dois irmãos e a indignação dos outros dez apóstolos revelam a visão que tinham do Reino Messiânico… Jesus pensa na sua morte já próxima, e os apóstolos alimentavam sonhos pessoais de grandeza, de ambição e de poder. Jesus convida os discípulos a não se deixarem levar por sonhos de ambição, de grandeza, de poder e domínio, mas a fazerem de sua vida um dom de amor e de "serviço". Mesmo depois da ressurreição continuaram com a mesma mentalidade: “É agora que vais estabelecer a realeza em Israel?” Jesus aproveita a ocasião para ensinar o sentido da autoridade como serviço, não como privilégio, ou discriminação. A procura de privilégios sempre gera conflitos na sociedade… E o poder não assumido como serviço acaba dividindo e discriminando. E Jesus apresenta seu exemplo: "O Filho do homem não veio para ser servido, mas para SERVIR e dar a sua vida em resgate de muitos. Ao longo da História, todos os povos sacralizavam o poder e divinizavam os reis... E na comunidade cristã? Quem são os primeiros? As palavras de Jesus não deixam qualquer dúvida: "quem quiser ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos". Mas com muita frequência imitamos os discípulos... Achamos que temos o direito a algum tipo de vantagem e aspiramos a ambições, honras, elogios, homenagens... Na comunidade cristã, a única grandeza é a grandeza de quem, com humildade e simplicidade, faz da própria vida um serviço aos irmãos. Na comunidade cristã não há donos, nem grupos privilegiados, nem pessoas mais importantes do que as outras, nem distinções baseadas no dinheiro, na beleza, na cultura, na posição social… Na comunidade cristã há irmãos iguais, a quem a comunidade confia serviços diversos em vista do bem de todos. Aquilo que nos deve mover é a vontade de servir, de partilhar com os irmãos os dons que Deus nos concedeu. Só pensamos na glória, não imaginando o sacrifício que acompanharia o Cristo. Ficamos entusiasmados com a ideia de ser colaboradores na obra da redenção. E esquecemos de que colaboração exige participação nos sofrimentos e dores… Todos queremos ocupar os primeiros lugares no Reino de Cristo… E Jesus nos lembra: "Entre vocês não seja assim…" E nos aponta o caminho pela humildade, no serviço ao próximo… Como exerço a minha autoridade, em casa, no emprego, na comunidade? Como privilégio ou como serviço? Pe Antônio Geraldo Dalla Costa- 20.10.2024

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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 18 Oct 2024 10:42:43 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Saber Escolher - Vende tudo o que tens e segue-me! - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 10,17-30)]]></title>
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				<description><![CDATA[Saber Escolher - Vende tudo o que tens e segue-me! - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 10,17-30) Naquele tempo, 17quando Jesus saiu a caminhar, veio alguém correndo, ajoelhou-se diante dele, e perguntou: "Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?" 18Jesus disse: "Por que me chamas de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém. 19Tu conheces os mandamentos: não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não levantarás falso testemunho; não prejudicarás ninguém; honra teu pai e tua mãe!" 20Ele respondeu: Mestre, tudo isso
tenho observado desde a minha juventude". 21Jesus olhou para ele com amor, e disse: "Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me!" 22Mas quando ele ouviu isso, ficou abatido e foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico. 23Jesus então olhou ao redor e disse aos discípulos: "Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!" 24Os discípulos se admiravam com estas palavras, mas ele disse de novo: "Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! 25É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus!" 26Eles ficaram muito espantados ao ouvirem isso, e perguntavam uns aos outros: "Então, quem pode ser salvo?" 27Jesus olhou para eles e disse: "Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível". 28Pedro então começou a dizer-lhe: "Eis que nós deixamos tudo e te seguimos". 29Respondeu Jesus: "Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho, 30receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna. Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! MENSAGEM - Durante a nossa vida, temos que fazer escolhas. Há muitas coisas que nos atraem, mas não conseguimos conquistar todas. Escolher uma significa renunciar às outras. As leituras desde dia tratam fundamentalmente deste tema sobre a ESCOLHA. A Primeira Leitura fala da escolha feita por SALOMÃO: Ele preferiu a Sabedoria de Deus a qualquer outro bem. (Sb 7,7-11) Recém-coroado, o jovem Rei vai ao templo oferecer um sacrifício a Deus. Deus, satisfeito, lhe diz: "Pede-me o que queres... e eu te darei..." Salomão: "Sou um adolescente... dai-me um coração sábio, capaz de julgar o vosso povo e discernir entre o Bem e o Mal..." - O pedido agradou a Deus: "Já que não pediste nem vida longa, nem riquezas, nem a morte de teus inimigos, mas sim inteligência para governar meu povo, vou te dar o que pedes e o que não pediste..." Salomão escolheu a SABEDORIA como Bem maior, preferível ao poder e às riquezas. A Segunda Leitura convida-nos a acolher a PALAVRA DE DEUS. (Hb 4,12-13) "Ela é viva, eficaz e mais penetrante de qualquer espada de dois gumes". Ela ajuda a discernir o bem e o mal e a fazer a ESCOLHA certa. No Evangelho, Jesus propõe uma escolha do JOVEM RICO: (Mc 10,17-30) Jesus está a caminho, ensinando aos discípulos as exigências do Reino e as condições para integrar a comunidade messiânica. Um jovem ajoelha-se diante de Jesus e pergunta: "Que devo fazer para conseguir a vida eterna?" Inicialmente, Jesus lhe propõe os Mandamentos. O Jovem responde que já observa tudo isso. Ele quer algo mais... Então Jesus o olha com amor, porque de fato praticava e "queria mais". "Convida-o" a integrar a comunidade do Reino, apontando o caminho: Desfazer-se dos bens terrenos; Partilhar com os irmãos mais pobres. Seguir Jesus no seu caminho de amor e entrega. A escolha era muito comprometedora: ou segui-lo, "renunciando" a todos os bens, ou ficar com tudo, mas deixando-o. Era o "algo mais" que lhe faltava para passar da vivência tradicional da religião, para uma vivência mais generosa. Mas o Jovem prefere a segurança da riqueza e recusa o "convite" de Jesus. Não tem coragem de dar um passo a mais e RETIRA-SE TRISTE. Jesus comenta: "Como é difícil a um rico entrar no Reino de Deus!" A reação do Jovem rico evidencia um fato: Quanto mais riquezas alguém possui, mais forte se faz a tentação de amarrar o próprio coração aos próprios tesouros, a ponto de se tornarem um obstáculo no caminho do Reino. O "caminho do Reino" deve ser um caminho a ser percorrido no amor, na solidariedade, no serviço, na partilha, na verdade, no dom da vida aos irmãos. E os apóstolos não perderam a oportunidade: "E nós que deixamos tudo?" Jesus garante: "Vocês terão recompensa em bens e...  perseguições e a vida eterna." Quem é esse Jovem do Evangelho? - Posso ser eu. Pode ser você... São muitas pessoas que observam os Mandamentos e até "desejariam fazer mais". Mas quando Deus pede algo mais... elas se retiram tristes, porque estão apegadas a muitas coisas, que amarram o seu coração e impedem de dar esse passo a mais. Estão satisfeitas apenas com o "mínimo" necessário... E nós nos satisfazemos com o mínimo, ou procuramos oferecer "algo mais"? Cristo nos dirige ainda hoje o mesmo convite: "Vai e vende TUDO... dá aos pobres e depois me segue". Todos nós temos alguma coisa para vender. Quais são as "riquezas", de que devemos nos desfazer para esse algo mais e que tornam o nosso coração materializado e insensível às coisas de Deus. Será que Cristo nos olha "com amor" porque vê a nossa generosidade? Ou nós "nos afastamos tristes" por que não damos esse algo mais? Quantos pobres estão à espera de nossa oferta!... Pobres da palavra de Deus, de conforto, de entusiasmo, de orientação, educação... instrução religiosa... E nesse mês de outubro, dedicado às missões, a Igreja nos lembra que todos devemos nos sentirmos responsáveis pelas missões. Devemos distribuir as riquezas espirituais e materiais que possuímos, também aos que ainda vivem na miséria religiosa e social. Cristo ainda HOJE continua a convidar: "Vai e vende tudo o que tens... e dá aos pobres... e depois vem e segue-me..." Ele continua nos "olhando com amor"...  Ele conta com cada um de nós!... Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 13.10.2024
 

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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 11 Oct 2024 19:55:16 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[A Família que Deus quer - O que Deus uniu, o homem não separe! Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 10,2-16)]]></title>
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				<description><![CDATA[A Família que Deus quer - O que Deus uniu, o homem não separe! Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 10,2-16) Naquele tempo, 2Alguns fariseus se aproximaram de Jesus. Para pô-lo à prova, perguntaram se era permitido ao homem divorciar-se de sua mulher. 3Jesus perguntou: "O que Moisés vos ordenou?" 4Os fariseus responderam: "Moisés permitiu escrever uma certidão de divórcio e despedi-la". 5Jesus então disse: "Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés vos escreveu este mandamento. 6No entanto, desde o começo da criação, Deus os fez homem e mulher. 7Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. 8Assim, já não são dois, mas uma só carne. 9Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe!" 10Em casa, os discípulos fizeram, novamente, perguntas sobre o mesmo assunto. 11Jesus respondeu: "Quem se divorciar de sua mulher e casar com outra, cometerá adultério contra a primeira. 12E se a mulher se divorciar de seu marido e casar com outro, cometerá adultério". 13Depois disso, traziam crianças
para que Jesus as tocasse. Mas os discípulos as repreendiam. 14Vendo isso, Jesus se aborreceu e disse:
"Deixai vir a mim as crianças. Não as proibais, porque o Reino de Deus é dos que são como elas. 15Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele". 16Ele abraçava as crianças e as abençoava, impondo-lhes as mãos. Palavra da Salvação, Glória a vós senhor. MENSAGEM - Vivemos num tempo em que os Valores da família são por muitos ignorados ou esquecidos. As leituras falam da dignidade do Matrimônio cristão, dentro do maravilhoso PLANO DE DEUS... A Primeira Leitura apresenta Deus criando o Homem e a Mulher, para se completarem, para se ajudarem, para se amarem. (Gn 2,18-24) O texto não é uma reportagem de fatos passados, mas uma CATEQUESE: 1) A Origem da vida e do homem está em Deus... 2) A solidão é uma experiência terrível para a pessoa humana. ADÃO, apesar de possuir o domínio sobre todas as criaturas, não está plenamente realizado. Sente profunda SOLIDÃO. Falta-lhe alguém com quem compartilhar a vida e a felicidade. DEUS preenche sua solidão, criando então a mulher, dotada da mesma natureza e da mesma dignidade. É na partilha de suas vidas no amor, que o homem encontra a realização plena de sua existência. 3) Homem e mulher são iguais em dignidade. Eles são "da mesma carne", partícipes do mesmo destino. Completam-se um ao outro e juntos complementam a obra do Criador. Esta realidade exige que homem e mulher se respeitem e exclui qualquer atitude egoísta de dominação. 
4) Unidade: "Se tornarão uma só carne" = uma só pessoa... Uma fusão não apenas dos corpos, mas na sua totalidade: corpo e alma: com seus projetos, seus sentimentos, seus ideais, suas tendências, suas esperanças, suas amizades... SUA FÉ... A Segunda Leitura lembra a "qualidade" do amor de Deus pelos homens. (Hb 2,9-11) Deus amou tanto os homens, que enviou ao mundo o seu Filho único. O Filho solidarizou-se com os homens, partilhou a debilidade deles e aceitou morrer na cruz para dizer aos homens que a verdadeira vida está no amor, que se dá até às últimas conseqüências. O casal cristão deve também testemunhar, com a sua doação sem limites e com a sua entrega total, o amor de Deus pela humanidade. No Evangelho, Jesus é perguntado sobre o DIVÓRCIO permitido pela lei de Moisés em certos casos, para proteger a mulher das arbitrariedades do marido. (Mc 10,2-6) Cristo responde: Moisés permitiu por causa da dureza do vosso coração. Mas desde o começo da Criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe, e os dois serão uma só carne... Portanto, o que Deus uniu o homem não separe”. Diante da posição do Mestre, os discípulos ficam perplexos. E Jesus conclui: "Quem despede sua mulher e se casa com outra, comete adultério" O Evangelho nos apresenta o projeto ideal de Deus para o homem e para a mulher que se amam: eles são convidados a viverem em comunhão total um com o outro, dando-se um ao outro, partilhando a vida um com o outro, unidos por um amor que é mais forte do que qualquer outro vínculo. O amor de um homem e de uma mulher que se comprometem diante de Deus e da sociedade deve ser um amor eterno e indestrutível, que é reflexo desse amor que Deus tem pelos homens. O divórcio e a poligamia não fazem parte do projeto de Deus. Jesus reafirma a unidade e indissolubilidade do matrimônio e condena o divórcio e a poligamia. Numa época, em que muitos procuram destruir ou desfigurar a família, é urgente proclamar o Plano de Deus sobre o Matrimônio e a Família. Não é uma norma da Igreja, é Plano de Deus, reafirmado por Cristo. O texto finaliza com uma referência às CRIANÇAS, as maiores vítimas de uma família fragmentada: As mães levam seus filhos até Jesus para que os abençoe. Os apóstolos impacientes tentam impedir… JESUS: "Deixai vir a mim as crianças. Não as proibais, porque o Reino de Deus é dos que são como elas… Ele abraçava as crianças e as abençoava, impondo-lhes as mãos". Os esposos não podem pensar só em si mesmos, esquecendo os filhos… A Missão dos pais é repetir o gesto das mães israelitas: levar seus filhos a Jesus, para que, abençoadas por ele e crescendo na sua escola, conservem a inocência e sejam um dia recebidas no reino dos céus, preparado para elas. Nossa atitude para com os divorciados: Acolher, integrar, compreender e ajudar aqueles a quem as circunstâncias da vida impediram de viver o projeto ideal de Deus. Sem renunciar ao "ideal", que Deus propõe e Jesus reafirma no Evangelho. A felicidade de uma família só existe quando há COMUNHÃO: entre os esposos  - com os filhos e  - também com Deus… Rezemos para que nossas famílias sejam a família que Deus quer: "Santuário da vida" e "Berço do Amor e da Fé". Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 06.10.2024
 

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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 04 Oct 2024 09:44:56 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Palavra sem "Dono" Quem não é contra nós é a nosso favor. Se tua mão te leva a pecar, corta-a! Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 9,38-43.45.47-48) ]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/palavra-sem-dono-quem-nao-e-contra-nos-e-a-nosso-favor-se-tua-mao-te-leva-a-pecar-cort/42270/</link>
				<guid>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/palavra-sem-dono-quem-nao-e-contra-nos-e-a-nosso-favor-se-tua-mao-te-leva-a-pecar-cort/42270/</guid>
				<description><![CDATA[Palavra sem "Dono" Quem não é contra nós é a nosso favor. Se tua mão te leva a pecar, corta-a! Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 9,38-43.45.47-48) Naquele tempo, 38João disse a Jesus: "Mestre, vimos um homem expulsar demônios em teu nome.
Mas nós o proibimos, porque ele não nos segue". 39Jesus disse: "Não o proibais, pois ninguém faz milagres em meu nome para depois falar mal de mim. 40Quem não é contra nós é a nosso favor. 41Em verdade eu vos digo: quem vos der a beber um copo de água, porque sois de Cristo, não ficará sem receber a sua recompensa. 42E, se alguém escandalizar um destes pequeninos que creem, melhor seria que fosse jogado no mar com uma pedra de moinho amarrada ao pescoço. 43Se tua mão te leva a pecar, corta-a! É melhor entrar na Vida sem uma das mãos, do que, tendo as duas, ir para o inferno, para o fogo que nunca se apaga. 45Se teu pé te leva a pecar, corta-o! É melhor entrar na Vida sem um dos pés, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno. 47Se teu olho te leva a pecar, arranca-o! É melhor entrar no Reino de Deus com um olho só, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno, 48&#39;onde o verme deles não morre, e o fogo não se apaga&#39;". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! MENSAGEM - Celebramos neste domingo o DIA DA BÍBLIA. A Palavra de Deus sempre nos oferece uma luz para as mais diversas situações de nossa vida. Ela pode ser proclamada por quem Deus quer,
não é propriedade exclusiva de ninguém... Na Primeira Leitura, vemos que a Palavra não é Monopólio de ninguém. (Nm 11,25-29) Moisés já idoso sente-se incapaz de continuar dirigindo o povo: "Sozinho não posso mais carregar esse povo". O Senhor lhe propõe a escolher 70 anciãos que, depois de ungidos pelo Espírito, o ajudariam nessa tarefa. Deus derramou o seu espírito sobre 70 anciãos, que se puseram logo a profetizar, mas não continuaram. E dois, que não estavam no grupo, começaram a profetizar… Josué vê nisso um abuso intolerável e propõe a Moisés: "Manda que eles se calem". Moisés, pelo contrário, alegra-se com o fato e afirma: "Oxalá todos recebessem o Espírito e profetizassem!" Moisés, longe de ter ciúmes, sente-se feliz em compartilhar com outros sua responsabilidade… O perigo é querer fazer tudo sozinho, ou pior não dar vez a ninguém… Em nossas comunidades, podemos também nos deixar levar pela tentação de Moisés de querer fazer tudo sozinho, ou pelo ciúme de Josué, de impedir o trabalho de quem não for do "grupo". Pelo Batismo, todos recebemos a missão de ser profetas, sacerdotes e reis. Todos somos chamados a falar em nome de Deus, anunciar o seu Reino. Todos os batizados receberam a missão de santificar os ambientes onde vivem e trabalham. Todos somos reis e devemos usar o poder para cuidar com retidão de tudo e de todos como criaturas de Deus. Na Segunda Leitura, Tiago denuncia o acúmulo de riquezas de alguns, a custa da miséria de muitos. (Tg 5,1-6) O Evangelho mostra que ninguém tem o Monopólio de Cristo. (Mc 9,38-43.47-48) Os apóstolos não conseguem expulsar o espírito mudo de uma pessoa... pelo contrário, uma pessoa "fora" ao grupo consegue, em nome de Jesus... Os Discípulos, aborrecidos, manifestam sua insatisfação. JESUS rejeita o exclusivismo: "Não lhe proíbam... Quem não está contra, está a nosso favor". As Leituras lembram DUAS VERDADES: 1) A PALAVRA de Deus não é monopólio de ninguém: deve ser anunciada por todos: "Oxalá todo o povo profetizasse" 
2) O NOME de Jesus não é monopólio de ninguém: Mais do que pertencer ao grupo de Cristo, o importante é estar "em sintonia" com Jesus… No dizer do Papa: "Devemos ser amigos de Jesus, não donos". As Igrejas separadas, que também falam em nome de Jesus, devemos combatê-las como inimigas, ou enxergá-las como possíveis parceiras no trabalho do Reino? O REINO não pode ser um grupo fechado e fanático, que se arroga a posse exclusiva de Deus e de suas propostas. Deve ser uma comunidade que reconhece não ter o exclusivo do bem e da verdade e se alegra com tantas pessoas, que buscam a Deus com sinceridade, praticam com lealdade o Bem, a Verdade e a Justiça, mesmo sem pertencer ao "nosso" grupo. Por que ter inveja daqueles que cumprem gestos generosos que talvez nós não tivemos a coragem para fazer? Jesus não quer que sua IGREJA seja um gueto fechado, mas um rebanho aberto a outras ovelhas, que ainda não são do seu rebanho. Deve estar sempre atenta aos sinais dos tempos, para uma perene renovação, guiada pelo Espírito do Senhor... O apelo de Jesus no sentido de não "escandalizar" os pequenos lembra a atitude que as pessoas e as comunidades devem ter para com os "pequenos", os pobres, os que falharam, os que se afastaram, os que têm fé sem profundidade, os marginalizados pela sociedade... Eles olham para seus líderes, esperando verdadeiro testemunho de fé e amor. Os Donos da Igreja, o que fazer deles? Em nossas comunidades cristãs, há pessoas capazes de gestos incríveis de doação, de entrega, de serviço; mas há, também, pessoas, preocupadas em proteger o espaço de poder e de prestígio, que conquistaram. São verdadeiros donos do santo e das coisas da comunidade. Essas pessoas são responsáveis de muita gente se afastar da comunidade. Só elas sabem, só elas são capazes, só elas dão o palpite certo. Essa gente não está servindo à comunidade, mas sim a si mesmo, a seu orgulho, a sua vaidade. Em nosso serviço na Comunidade, estamos protegendo os interesses de Deus, ou os nossos projetos e interesses? Deus sempre se serviu de pessoas para anunciar a sua Palavra e assim realizar os seus Planos de Salvação... Sentimo-nos "donos" ou instrumentos da Palavra de Deus? Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 29.09.2024

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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 27 Sep 2024 09:19:40 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[ Quem é maior? O Filho do Homem vai ser entregue... Se alguém quiser ser o primeiro, que seja aquele que serve a todos! Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 9,30-37) ]]></title>
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				<description><![CDATA[ Quem é maior? O Filho do Homem vai ser entregue... Se alguém quiser ser o primeiro, que seja aquele que serve a todos! Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 9,30-37) Naquele tempo, 30Jesus e seus discípulos atravessavam a Galileia. Ele não queria que ninguém soubesse disso, 31pois estava ensinando a seus discípulos. E dizia-lhes: "O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o matarão. Mas, três dias após sua morte, ele ressuscitará". 32Os discípulos, porém, não compreendiam estas palavras e tinham medo de perguntar. 33Eles chegaram a Cafarnaum. Estando em casa, Jesus perguntou-lhes: "O que discutíeis pelo caminho?" 34Eles, porém, ficaram calados, pois pelo caminho tinham discutido quem era o maior. 35Jesus sentou-se, chamou os doze e lhes disse: "Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!" 36Em seguida, pegou uma criança, colocou-a no meio deles, e abraçando-a disse: 37"Quem acolher em meu nome uma destas crianças, é a mim que acolherá. E quem me acolher, está acolhendo, não a mim, mas àquele que me enviou". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! MENSAGEM - Com freqüência, as pessoas se deixam levar pela "sabedoria do mundo" e lutam com todas as forças para conseguir prestígio e poder... Essa busca provoca muitos conflitos... O que nos diz a "Sabedoria de Deus"? A Primeira Leitura apresenta a atitude permanente do "ímpio" contra o "justo". Sua presença, suas repreensões e sua conduta são incômodas... Por isso, o condenarão com uma morte ignominiosa... (Sb 2,12.17-20) Acena para a "morte vergonhosa" do Messias. No século primeiro aC, os judeus praticantes de Alexandrina são hostilizados pelos pagãos e desprezados pelos judeus não praticantes. Isso provocou muitos conflitos entre eles. O autor sagrado reflete sobre o DESTINO dos "justos" e dos "ímpios". No Evangelho Jesus anuncia sua paixão e morte e dá a seus discípulos uma lição de humildade e serviço. Servir os "pequenos" é servir o Senhor. (Mc 9,30-37) Ao longo da "Caminhada para Jerusalém", Jesus vai catequizando os discípulos, ensinando-lhes que o projeto do Pai não passa por esquemas de poder e de domínio: Jesus faz o 2 º Anúncio da Paixão. Os Apóstolos não concordam e fecham-se num estranho silêncio: "Tinham medo de interrogá-lo..." Logo a seguir, surge uma animada discussão, um forte conflito, que revela a ambição de poder nos discípulos de Jesus. Chegando a Cafarnaum, Jesus questiona o assunto da conversa: "O que vocês estavam discutindo no caminho?" E eles: "Ficaram calados, porque no caminho tinham discutido quem seria o maior". Jesus aponta o CAMINHO para ser o maior. 
1) Em primeiro lugar, o espírito de SERVIÇO... "Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último e o servo de todos". A Comunidade cristã não o lugar apropriado para alcançar
um posto de honra ou um lugar de prestígio e poder. É o lugar onde cada um deve celebrar a própria grandeza, servindo os irmãos. Só é grande quem é capaz de servir e de oferecer a vida aos seus irmãos. O que isso significa em nossa comunidade?
2) Em seguida, aponta o Modelo da CRIANÇA: "Pegou uma criança, colocou-a no meio deles, e abraçando-a, disse: Quem acolher em meu nome uma dessas crianças, é a mim que acolherá..." Ser grande no Reino é ser pequeno e servir os pequenos. O discípulo é grande, não quando tem poder ou autoridade sobre os outros, mas quando abraça os pequenos, quando acolhe os carentes, os marginalizados, oprimidos, injustiçados e por eles se interessa. Quais são as crianças (ou "como crianças") que devemos abraçar?
Os conflitos continuam. E Cristo nos questiona: "Por que estais discutindo?"
Na Sociedade competitiva, em que vivemos, desde pequenos nos passam a idéia de que, se não tivermos beleza, inteligência, riqueza, simpatia, nunca conseguiremos sucesso na vida. O que admiramos numa criança? O poder, a riqueza, a sabedoria humana, ou a simplicidade, a transparência? 
Na família? Há divisões, conflitos, ciúmes, separações. Por quê? Quando um ganha, os dois perdem!  Não há vencedores.
Na Comunidade? Também há discussões, críticas, ambições, rivalidades? Por quê? Onde está a raiz de tudo? Desejo consciente ou inconsciente de ser o MAIOR? Busca de cargos, títulos, honrarias ou elogios? 
Tiago, na Segunda Leitura, denuncia a desunião na sua comunidade e aponta a raiz de tudo isso:  "Onde há inveja e rivalidade, aí estão as desordens e toda a espécie de obras más…" (Tg 3,16-4,3) Uma oração realizada nesse clima não pode ser escutada por Deus. Na comunidade cristã, quem são os primeiros? As palavras de Jesus são claras: "Quem quiser ser o primeiro, seja o último e o servo de todos". Na comunidade cristã, a única grandeza é a grandeza de quem, com humildade e simplicidade, faz da própria vida um serviço aos irmãos. Na comunidade cristã não há donos, nem grupos privilegiados, nem pessoas mais importantes do que as outras, nem distinções baseadas no dinheiro, na beleza, na cultura, na posição social... Na comunidade cristã há irmãos iguais, a quem a comunidade confia serviços diversos em vista do bem de todos. Aquilo que nos deve mover é a vontade de servir e de partilhar com os irmãos os dons que Deus nos concedeu.  Qual é o tipo de grandeza que estamos procurando? Aos olhos de Deus, ou apenas aos olhos dos homens? 
Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 22.09.2024
 

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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 20 Sep 2024 09:20:24 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Tome sua Cruz - Tu és o Messias...O Filho do Homem deve sofrer muito. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 8,27-35) ]]></title>
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				<description><![CDATA[Tome sua Cruz - Tu és o Messias...O Filho do Homem deve sofrer muito. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 8,27-35) - Naquele tempo, 27Jesus partiu com seus discípulos para os povoados de Cesareia de Filipe. No caminho perguntou aos discípulos: "Quem dizem os homens que eu sou?" 28Eles responderam: "Alguns dizem que tu és João Batista; outros que és Elias; outros, ainda, que és um dos profetas". 29Então ele perguntou: "E vós, quem dizeis que eu sou?"
Pedro respondeu: "Tu és o Messias". 30Jesus proibiu-lhes severamente de falar a alguém a seu respeito. 31Em seguida, começou a ensiná-los, dizendo que o Filho do Homem devia sofrer muito,
ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei; devia ser morto, e ressuscitar depois de três dias. 32Ele dizia isso abertamente. Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo. 33Jesus voltou-se, olhou para os discípulos e repreendeu a Pedro, dizendo: "Vai para longe de mim, Satanás! Tu não pensas como Deus, e sim como os homens". 34Então chamou a multidão com seus discípulos e disse: "Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. 35Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, vai salvá-la". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor!

MENSAGEM - Nesse mês dedicado à Bíblia, somos convidados a valorizar ainda mais a Palavra de Deus em nossa vida de cristãos. O tema central das leituras bíblicas de hoje é: O Caminho escolhido por Cristo e O Caminho apontado por Cristo a seus seguidores... A Primeira Leitura fala do "Servo de Javé" (Is 50,5-9) Os judeus tinham uma ideia triunfalista do Messias, esperavam um grande rei, que iria devolver ao povo glórias perdidas, um personagem importante, que iria resolver todos os problemas. Nunca imaginaram um messias humilde e sofredor. Isaías apresenta um profeta anônimo, chamado por Deus a testemunhar a Palavra da salvação e que, para cumprir essa missão, enfrenta a perseguição, a tortura, a morte. Mas Ele confia no Senhor. Por isso, mesmo quando acusado, tem certeza da vitória. Os primeiros cristãos viram neste "Servo Sofredor" a figura de Jesus. No Evangelho, Jesus faz o 1º Anúncio da Paixão. (Mc 8,27-35) O texto reflete a mentalidade triunfalista dos judeus e dos apóstolos. Tem três partes: A Confissão de Pedro, o Anúncio da Paixão e o Convite de Jesus para seu Seguimento e as Condições… Jesus está a CAMINHO de Jerusalém: Uma pergunta: Quem é Jesus? Para o Povo: É apenas um HOMEM, convocado por Deus e enviado ao mundo com uma missão, como os PROFETAS do Antigo Testamento. Para o Grupo: É o MESSIAS libertador que Israel esperava. Pedro acerta na resposta, mas erra logo em seguida na prática... O CAMINHO de Jesus: Jesus explica aos discípulos que a sua Missão messiânica passa pela CRUZ. Pedro reage e tenta afastar Jesus do Plano do Pai. Jesus lhe responde: "Vai para trás de mim, Satanás..." O CAMINHO dos discípulos: é semelhante. Deve RENUNCIAR a si mesmo, tomar a CRUZ e SEGUIR Jesus, no caminho do Amor, da entrega e do dom da Vida. Quem é capaz de dar a vida a Deus e aos irmãos, ganha a vida eterna... O texto nos ilustra a lógica dos homens (Pedro) e a lógica de Deus (Jesus). A lógica dos homens aposta no poder, no domínio, no êxito, dinheiro, fama... A lógica de Deus aposta na entrega da vida a Deus e aos irmãos, assumindo os valores do Reino e vivendo no amor, na partilha, no serviço, na solidariedade, na humildade, na simplicidade. 
QUEM É JESUS? O que "os homens" dizem de Jesus? Muitos vêem em Jesus um HOMEM bom, um MESTRE admirável, um grande LIDER REVOLUCIONÁRIO, preocupado em construir uma sociedade mais justa e fraterna. “Um homem" extraordinário, mas um HOMEM apenas. Quem é Cristo para nós? A pergunta de Cristo aos discípulos no evangelho é muito atual: "Mas vós, quem dizeis que eu sou?" Jesus não deseja que paremos naquilo que se diz dele, mas que tenhamos um encontro pessoal com ele e o sigamos. Assim a nossa resposta sobre sua identidade não será a projeção da nossa inteligência, mas uma profissão de fé, que brota de um coração e de uma mente iluminada pelo Espírito Santo, como aconteceu a Pedro. Pode acontecer que o nosso pensamento sobre Cristo não corresponda realmente à sua identidade, assim como Pedro não queria ouvi-lo falar de sofrimento e de morte; mas se aceitamos estar com ele, de ser seus discípulos, aos poucos descobriremos o sentido profundo de suas palavras e de suas ações e compreenderemos o seu amor infinito pela humanidade. Cristo continua a convidar discípulos para segui-lo... E as condições são ainda hoje as mesmas: Renúncia e Cruz... Sem a Cruz, é impossível entender quem é Jesus e o que significa segui-lo. Na Segunda Leitura Tiago lembra que o seguimento de Jesus se realiza com gestos concretos de amor, de partilha, de serviço e de solidariedade. (Tg 2.14-18) 
Que tipo de Cristo imaginamos? Um Cristo fácil, ou um Cristo difícil? Uma Religião sem cruz, sem desafios, sem canseiras, grandiosa, milagreira, ou comprometida e solidária? O que significa a Cruz em nossa vida? Uma desgraça… Ou uma oportunidade de libertação e de salvação? Qual a nossa atitude diante da cruz? Tomamos a cruz com tranquila e humilde aceitação? Ou tentamos, como Pedro, fugir do sofrimento? Ou carregamos a contragosto e até revoltados? Renunciamos a nós mesmos em favor dos outros? Ou talvez sejamos nós a CRUZ para os outros? Nós carregamos a cruz toda vez que sacrificamos a nós mesmos para praticar o bem e fazer alguém feliz. Sinto-me de fato um "Seguidor de Cristo?" 
Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 15.09.2024
 

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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 13 Sep 2024 09:37:49 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[A PALAVRA DE DEUS - Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 7,31-37)]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/a-palavra-de-deus-aos-surdos-faz-ouvir-e-aos-mudos-falar-proclamacao-do-evangelho-de-je/42261/</link>
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				<description><![CDATA[A PALAVRA DE DEUS - Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 7,31-37) Naquele tempo, 31Jesus saiu de novo da região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até o mar da Galileia, atravessando a região da Decápole. 32Trouxeram então um homem surdo, que falava com dificuldade, e pediram que Jesus lhe impusesse a mão. 33Jesus afastou-se com o homem, para fora da multidão; em seguida, colocou os dedos nos seus ouvidos, cuspiu e com a saliva tocou a língua dele. 34Olhando para o céu, suspirou e disse: "Efatá!", que quer dizer: "Abre-te!" 35Imediatamente seus ouvidos se abriram, sua língua se soltou e ele começou a falar sem dificuldade. 36Jesus recomendou com insistência que não contassem a ninguém. Mas, quanto mais ele recomendava, mais eles divulgavam. 37Muito impressionados, diziam: "Ele tem feito bem todas as coisas: Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! – 

MENSAGEM - Dentro do mês de setembro, dedicado à Bíblia, na Primeira leitura, o Profeta anuncia ao povo sofrido do exílio um sinal da iminência da sua libertação: a cura de surdos, mudos, coxos e cegos. (Is 35,4-7) Para os judeus, esses sinais serão sinal que chegou o Messias. Na Segunda Leitura, Tiago convida a não discriminar as pessoas e a acolher com especial bondade os pequenos e os pobres. (Tg 2,15)
No Evangelho temos a realização da profecia da 1ª leitura: (Mc 7,31-37) Jesus abre os ouvidos e solta a língua de um surdo-mudo. E o povo, entusiasmado, vê nessa cura um SINAL da presença do Poder salvífico do Messias e exclama: "Tudo ele tem feito bem. Faz os surdos ouvirem e os mudos falarem". Como na "criação", quando Deus viu que tudo era bom. (Gn 1,31) Quem é o surdo-mudo? É uma pessoa incapaz de escutar... de falar... (a palavra). O que seriamos nós sem o uso da PALAVRA? A Palavra é o meio por excelência de comunicação do homem… A CRIANÇA não precisa só de alimento, ela necessita também de palavras de carinho; Os NAMORADOS têm necessidade de traduzir em palavras os sentimentos de seu coração; A Palavra acompanha o nascimento e o desenvolvimento de todo AMOR e AMIZADE; Até os MUDOS convertem seus gestos em palavras. Há palavras vazias que não dizem nada, mas há também palavras, que carregam todo o peso de uma existência. Deus também fez uso da Palavra. Não quis apenas que sua palavra fosse lida e ouvida. Quis que fosse também vista, andando no meio dos homens. Ele próprio SE FEZ PALAVRA, na pessoa de Jesus Cristo. E essa Palavra de Deus ainda hoje a encontramos em parte escrita num livro que chamamos de BÍBLIA… Muito se perdeu ao longo da história… Muito ainda permanece escondida em nossos corações e aguarda que a escutemos e a anunciemos. (surdos e mudos???) É o que nos lembra São Tiago: "Acolhei com humildade a Palavra que lhes foi plantada no coração". (Tg 1,21) 
Quem são os surdos e mudos de hoje? Diante da REALIDADE em que vivemos: São os que ficam indiferentes, vivem fechados no seu mundo, de ouvidos fechados às propostas de Deus e de coração fechado aos irmãos. Nada veem, nada escutam, nada falam... Preferem que sua voz só seja ouvida na hora de rezar, permanecendo cegos, surdos e mudos aos problemas da vida real. 
O Surdo-mudo representa os que não se preocupam em comunicar, em partilhar a vida, em dialogar... E Cristo convoca a ouvir o clamor dos que sofrem e a falar em defesa da justiça, dos direitos humanos, na honestidade pública. Quantas pessoas continuam sendo surdos-mudos!
Diante da FAMÍLIA: São os que não têm tempo para escutar, nem para falar e quando falam é bronca... Quantos pais, mães, filhos, surdos mudos!
Diante da BÍBLIA: São os que têm os ouvidos e a boca fechados à Palavra de Deus... São os que não leem, não escutam, não estudam, não anunciam... Quantos católicos surdos-mudos! 
Que tal valorizar um pouco mais a Bíblia nesse mês?  No Rito do Batismo, há uma oração muito significativa: (Efatá). "O Senhor Jesus, que fez os surdos ouvirem e os mudos falarem, te conceda que possas logo ouvir a Palavra e professar a fé para louvor e glória de Deus Pai." Desde o Batismo, nossos ouvidos se abriram para escutar a Palavra e a nossa língua se soltou para professar a fé e louvar o Senhor. 
Nossos ouvidos estão atentos à Palavra divina e nossa boca é Palavra de oração permanente? O Evangelho de hoje nos fala do milagre do surdo-mudo. Jesus tocou os ouvidos e a boca do doente e ele começou a escutar e a falar. A Missão da Igreja é trazer e apresentar essas pessoas a Jesus para que Ele as liberte de todos os males... Peçamos a Cristo, que toque também NOSSOS OUVIDOS para que se tornem sensíveis em escutar sua Palavra,
NOSSOS LÁBIOS para que se tornem entusiastas em anunciá-la e
NOSSAS MÃOS para que nos tornemos generosos em testemunhá-la…
NOSSOS PÉS, para que desperte em nós novo ardor missionário...  
Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 08.09.2024
 

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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 06 Sep 2024 09:35:04 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[A Lei de Deus - Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens.]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/a-lei-de-deus-vos-abandonais-o-mandamento-de-deus-para-seguir-a-tradicao-dos-homens/42257/</link>
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				<description><![CDATA[A Lei de Deus - Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 7,1-8.14-15.21-23) Naquele tempo, 1os fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. 2Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. 3Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. 4Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre. 5Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram então a Jesus: "Por que os teus discípulos
não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?" 6Jesus respondeu:
"Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: &#39;Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. 7De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos&#39;. 8Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens". 14Em seguida, Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: "Escutai todos e compreendei: 15o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior. 21Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, 22adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. 23Todas estas coisas más saem de dentro, e são elas que tornam impuro o homem". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! – MENSAGEM - A Liturgia nos convida a refletir sobre o sentido da "LEI". Deus quer a realização e a vida plena para o homem e, nesse sentido, propõe a sua "Lei" e o modo como ela deve ser observada. Na Primeira Leitura, o Povo de Deus recebe a LEI. (Dt 4,1-2.6-8) No final da vida, antes de entrar na Terra Prometida, MOISÉS deixa um "Testamento Espiritual": A LEI proposta por Deus. O discurso de Moisés é um convite à observância dos Mandamentos de Deus. A "Lei" de Deus representa uma Sabedoria desconhecida pelos outros povos, um meio de viver a Aliança com Deus, e assim chegar à Terra Prometida. A Observância da Lei será uma Resposta de gratidão a esse Deus libertador, que muitas vezes no passado agiu para salvar o seu Povo. A "Lei" de Deus é um Caminho seguro para a felicidade e a vida plena. Os Mandamentos são sinal da proximidade de Deus com seu povo e da fidelidade de Israel com o seu Deus. Moisés recomenda que não se acrescente, nem se tire nada do que foi mandado. Mas os judeus multiplicaram os "preceitos" e a Lei, ao invés da ser sinal de Aliança e de Liberdade, tornou-se um "jugo" insuportável. Na Segunda Leitura: SÃO TIAGO lembra: "Sede CUMPRIDORES da Palavra, e não apenas ouvintes" (Tg 1,17-18.21-22.27) A Palavra de Deus devemos acolher e pôr em prática... A Verdadeira Religião não consiste apenas no cumprimento de ritos e na fidelidade a certas práticas de piedade, mas na dedicação em favor dos necessitados ("órfãos e viúvas"), no compromisso por um mundo mais fraterno e cristão. No Evangelho, CRISTO fala do sentido da LEI. (Mc 7,1-8.14-15.21-23) Retomamos o Evangelho de Marcos... Os fariseus, que tramavam contra a vida de Cristo, eram profundamente exigentes na observância externa das leis e se escandalizaram porque os apóstolos não faziam antes de comer os ritos de "purificação", prescritos por "preceitos humanos"... Cristo denuncia esse espírito mesquinho: "Hipócritas... Abandonais o Mandamento de Deus, apegando-vos à tradição dos homens" Na VERDADEIRA RELIGIÃO, não basta apenas a observância externa da Lei e das "tradições humanas". Deus não olha apenas as práticas exteriores e formais. Ele olha o interior das pessoas, ele aprecia a pureza do coração. O texto reflete também a situação vivida pela Comunidade de Marcos, com relação às leis e tradições judaicas, que deviam ser abandonadas diante da novidade do cristianismo. A fidelidade à tradição não deve impedir a justa renovação. A LEI: um CAMINHO, não um fim. A "Lei" tem o seu lugar numa experiência religiosa, enquanto sinal indicador de um caminho a percorrer, é um meio para chegar mais além no compromisso com Deus e com os irmãos. A verdadeira religião não se resume no cumprimento formal das "leis", mas num processo de conversão que leve o homem à comunhão com Deus e a viver numa real partilha de amor com os irmãos. Nesse processo, as "leis" são apenas um caminho, não um fim absoluto... Ainda hoje pode haver uma maneira farisaica de agir, resistindo a todos os anseios sérios de renovação. Uma exagerada fidelidade à tradição pode abafar a fidelidade ao Espírito, que é dinâmica, não passiva, missionária e não fechada em si mesma. A Lei o que é para nós? Um TABU. um estraga prazeres, que toleramos com dificuldade. Ou um CAMINHO, no qual percorremos com alegria, por que sabemos para onde nos conduz com segurança? Nos contentamos apenas com a PRÁTICA EXTERNA, uma religião de tradição, talvez para salvar as aparências? Ou procuramos ter sempre um coração puro e disponível à voz de Deus e à voz de nossa consciência? Temos um coração aberto às renovações justas, sabendo distinguir a Lei de Deus e as Tradições, o Perene e o Transitório? Cristo veio para nos libertar de uma religião exterior, e nos levar a uma religião interior... "em espírito e verdade..." E Nós?  Praticamos uma Religião como a dos fariseus, perfeita nas expressões externas, mas vazia por dentro? Ou a verdadeira religião proposta por Jesus, onde os ritos têm o seu lugar, mas como expressão dum verdadeiro compromisso com o Reino de Deus? Aos fariseus de hoje, Cristo continua denunciando: "Este povo me honra com os lábios, mas o coração deles está longe de mim!" Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 01.09.2024.

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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 30 Aug 2024 09:14:53 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA["Senhor, a quem iremos?"  Tu tens palavras de vida eterna. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 6,60-69)]]></title>
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				<description><![CDATA["Senhor, a quem iremos?"  Tu tens palavras de vida eterna. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 6,60-69) Naquele tempo, 60muitos dos discípulos de Jesus
que o escutaram, disseram: "Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?" 61Sabendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso mesmo, Jesus perguntou: "Isto vos escandaliza? 62E quando virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes? 63O Espírito é que dá vida,
a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida. 64Mas entre vós há alguns que não creem". Jesus sabia, desde o início, quem eram os que não tinham fé e quem havia de entregá-lo. 65E acrescentou: "É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim a não ser que lhe seja concedido pelo Pai". 66A partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele. 67Então, Jesus disse aos doze: "Vós também vos quereis ir embora?" 68Simão Pedro respondeu:
"A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. 69Nós cremos firmemente e reconhecemos
que tu és o Santo de Deus". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! 
MENSAGEM Ao longo da estrada de nossa vida, nos deparamos com muitas encruzilhadas, em que devemos fazer uma ESCOLHA: Devemos tomar uma estrada e deixar a outra…
Como é importante, nesses momentos, o testemunho seguro de alguém que sabe o que quer! As leituras nos dão dois testemunhos muito significativos: Josué e Pedro. A Primeira Leitura narra a ESCOLHA de Israel: Javé ou os ídolos. (Js 24,1-2.15-18) Após a longa peregrinação através do deserto e a posse da Terra Prometida, Josué convoca o Povo e o põe diante de uma ESCOLHA fundamental: "ESCOLHEI a quem quereis servir: os deuses do lugar, ou o Deus que nos libertou do Egito e fez uma Aliança conosco? Eu, porém, e a minha família vamos servir ao Senhor". Diante do testemunho forte de Josué, o povo não se deixou levar pela tentação de uma religião mais fácil dos cananeus, pelo contrário renovou sua fidelidade ao Deus de seus pais. Na Segunda Leitura, Paulo fala do amor conjugal, como sinal do amor de Cristo à sua Igreja. Os esposos devem escolher: Amor ou egoísmo. (Ef 5,21-32) Como Cristo e a Igreja formam um só corpo, assim marido e esposa, comprometidos numa comunidade de amor, formam um só corpo. O casal cristão deve ser sinal e reflexo da união de Cristo com a sua Igreja. O Evangelho narra a ESCOLHA de Pedro e dos Apóstolos. (Jo 6,60-69) – O texto é a conclusão do discurso do "Pão da vida", que provoca uma profunda crise entre os discípulos… Diante de Jesus e de suas palavras, são levados a fazer uma ESCOLHA: Seguir ou abandonar Jesus... Cristo havia feito o milagre da multiplicação dos pães… O Povo entusiasmado quer proclamá-lo rei… Cristo pede um gesto de fé: crer ou não nele... aceitar ou não a sua proposta... Buscar apenas o pão material ou acolher o Dom do Pão da vida... Como alimentara o povo com o pão material… assim também daria um outro pão que seria o próprio corpo (a Eucaristia). E o povo se escandaliza… não aceita… até os discípulos murmuram: "Essas palavras são duras demais, é difícil de engolir..." Muitos se retiram e o abandonam… Jesus não muda a linguagem, exige fé. A fé pode ser aceita ou recusada, mas não "negociada"... Sem a fé, não entenderiam aquelas palavras e aqueles sinais… Por isso, questiona os doze: "Vocês também querem ir embora?" Diante desse desafio, aparece o belo testemunho de Pedro: "A quem iremos, Senhor? Só tu tens palavras de vida eterna."  A atitude forte de Pedro dissipa as dúvidas dos demais apóstolos, e todos permanecem fiéis junto ao seu Mestre.  A nossa escolha. Nós fizemos a nossa escolha, no dia do nosso Batismo quando proclamamos que queríamos crer em Cristo... E todos os dias somos convidados por Jesus a construir a nossa existência sobre os valores do amor, do serviço, da partilha com os irmãos, da simplicidade, da coerência com os valores do Evangelho... Mas todos os dias somos tentados a construir a nossa vida  nos valores do poder, do êxito, da ambição, dos bens materiais, da moda... Há momentos em que devemos fazer também a nossa ESCOLHA... CRISTÃO é quem escolhe Cristo e o segue... Para isso, deve ser educado no pensamento de Cristo, ver a história como ele, julgar a vida como ele, escolher e amar como ele, esperar como ele ensina, viver nele a comunhão com o Pai e o Espírito Santo. HOJE vemos muitos católicos deixando a religião e ficamos preocupados... A falha é de quem? Da Igreja que batiza? Dos pais que não vivem a vida cristã? Da comunidade que não evangeliza ou não testemunha sua fé?  Você teria a mesma convicção firme de Josué...:  "Nem que todos te abandonem, eu e minha família, não..."  Ou a mesma firmeza de Pedro? "A quem iremos, Senhor, só tu tens palavras de vida eterna"! Que tipo de cristão você pretende ser? Que tipo de religião pretende seguir? Uma religião REVELADA por Deus, que você acolhe generosamente..., ou uma religião CRIADA pelos homens, por que atende melhor a seus interesses pessoais? Você é consciente e fiel à escolha feita no Batismo? No Evangelho de hoje, Jesus não parece estar tão preocupado com o número de discípulos que continuarão a segui-lo. Prefere perder os discípulos a renunciar à Missão que recebeu do Pai. O Reino de Deus não é um concurso de popularidade... Muitos pensam que, "suavizando" as exigências do Evangelho, seriam mais facilmente aceitas pelos homens do nosso tempo... O que deve nos preocupar não é tanto o número de pessoas que vão à igreja; mas o grau de autenticidade com que vivemos e testemunhamos no mundo a proposta de Jesus. E nós... a quem iremos? Se ainda estivermos indecisos em nossa escolha, recordemos as palavras de Pedro: "Senhor, a quem iremos, só tu tens palavras de vida eterna…" 
AMÉM - Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 25.08.2024

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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 23 Aug 2024 11:08:15 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Quem é essa Mulher? O Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor: elevou os humildes. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas (Lc 1,39-56)]]></title>
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				<description><![CDATA[Quem é essa Mulher? O Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor: elevou os humildes. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas (Lc 1,39-56) - Naqueles dias,
39Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42Com um grande grito, exclamou:
"Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!" 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido,
o que o Senhor lhe prometeu". 46Então Maria disse: "A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. 51Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre". 56Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa. Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! MENSAGEM - Celebramos hoje a festa da ASSUNÇÃO de Nossa Senhora. É uma verdade de fé definida pela Igreja em 1950 (Pio XII). Mas esse fato já era aceito pelos primeiros cristãos. Em Jerusalém, há duas igrejas de Nossa Senhora: da "Dormição", onde Maria teria morrido. Na cripta, aparece sobre uma mesa a "Virgem adormecida". do "Túmulo" de Maria, no Getsêmani, onde Maria teria sido enterrada. Ao lado do túmulo uma pintura da Assunção de Nossa Senhora. Essa festa nos convida a erguer o olhar para o céu, onde Nossa Senhora é glorificada em corpo e alma, junto a Jesus ressuscitado, e onde também nós somos esperados. A Igreja quer celebrar com essa festa o cumprimento do Mistério Pascal. Sendo Maria a "cheia de graça", sem sombra de pecado, o Pai a quis associar à ressurreição de Jesus. As leituras bíblicas da missa se relacionam com a festa: A Primeira Leitura fala de um grande SINAL: Uma MULHER vestida como o sol, tendo nos braços um filho, que um dragão quer devorar. (Ap 11,19-12,1-6.10) - A "mulher" é a Igreja, o "dragão" significa o mal e o "menino" é Cristo. Todas as passagens das Escrituras referentes ao povo fiel a Deus podem ser aplicadas à nossa Mãe, Maria Santíssima. Eis porque essa é apresentada à nossa reflexão nesta solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Na Segunda Leitura, Paulo afirma que um dia todos serão glorificados. (1 Cor 15,20-27) Antes, Cristo ressuscitado como primícias dos que morreram. Depois os que foram de Cristo. E entre os que foram de Cristo cabe em primeiro lugar, sem dúvida alguma, Nossa Senhora. A Assunção é prenúncio da ressurreição final. O Evangelho apresenta essa MULHER agraciada por Deus, que vai visitar e servir sua prima Isabel para servir. (Lc 1,39-56) Isabel exulta de alegria pela presença da Mãe do Senhor e aclama: "Bem-aventurada és tu porque acreditaste!" Maria é bem-aventurada porque confiou na Palavra de Deus. A fé verdadeira não necessita de demonstrações, mas se concretiza pela adesão incondicional a ela.  No campo religioso: Deus derruba as autossuficiências humanas, confunde os planos daqueles que nutrem pensamentos de soberba, se inclinam para Deus e oprimem os homens. No campo político: Deus derruba os injustificáveis desníveis humanos, "abate os poderosos de seus tronos e eleva os humildes". Não quer aqueles que executam os povos, mas aqueles que estão a serviço dos povos para promover o bem das pessoas e da sociedade, sem discriminações raciais, culturais ou políticas. No campo social: Deus confunde a classe baseada no dinheiro e na riqueza. "Cumulou de bens aos famintos e despediu os ricos de mãos vazias", para instaurar uma verdadeira fraternidade na sociedade, porque todos são filhos de Deus. O Magnificat é um canto composto depois da ressurreição de Cristo, inspirado no canto da mãe de Samuel. Lucas o pôs nos lábios de Maria (1 Sm 2,1-11) A festa da Assunção é um sinal de ESPERANÇA - para todos nós que estamos a caminho da glória. Maria recebeu, por antecipação, o que Deus reservou a todos os que viverem a exemplo de Maria, com humildade, atentos às necessidades dos irmãos. Por isso, a Assunção não é apenas uma verdade para se crer, mas sobretudo um mistério para penetrar. É a meta final da minha humanidade, o desfecho inevitável da minha andança, da minha luta e do meu sofrer. É uma luminosa garantia de que também nós seremos o que ela já o é. Maria é Mãe de Jesus e nossa: A festa da Assunção de Maria nos mostra hoje a mãe que temos no céu, mas também o caminho que devemos seguir para chegar aonde ela já está. Nunca sozinhos, mas na comunidade dos discípulos e irmãos de Jesus, alimentados pela Eucaristia, e por ela conduzidos. A Assunção de Nossa Senhora é a festa da sua entrada na glória, da sua plenitude como criatura, como mulher, como mãe, como discípula de Cristo Jesus. Maria Modelo de Pessoa consagrada a Deus; Dentro do mês vocacional, hoje estamos lembrando a vocação religiosa. O Religioso e a Religiosa veem em Maria um modelo a ser seguido: Maria: uma mulher consagrada a Deus, um sinal de esperança para o homem. Como Maria, os religiosos também fazem uma consagração especial a Deus e aos irmãos e devem ser um SINAL de DEUS no meio do Povo. Rezemos pelas vocações religiosas, para que as pessoas consagradas continuem sendo ainda hoje no meio do povo: UM SINAL DE DEUS. Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 18.08.2024
 

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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 16 Aug 2024 09:07:42 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA["Levanta e come" - Eu sou o pão que desceu do céu. - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 6,41-51)]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/levanta-e-come-eu-sou-o-pao-que-desceu-do-ceu-proclamacao-do-evangelho-de-jesus-cri/42248/</link>
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				<description><![CDATA["Levanta e come" - Eu sou o pão que desceu do céu. - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 6,41-51) Naquele tempo, 41os judeus começaram a murmurar a respeito de Jesus, porque havia dito: "Eu sou o pão que desceu do céu". 42Eles comentavam: "Não é este Jesus, o filho de José? Não conhecemos seu pai e sua mãe? Como então pode dizer que desceu do céu?" 43Jesus respondeu: "Não murmureis entre vós. 44Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. 45Está escrito nos Profetas: &#39;Todos serão discípulos de Deus.&#39; Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído, vem a mim. 46Não que alguém já tenha visto o Pai.
Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. 47Em verdade, em verdade vos digo, quem crê, possui a vida eterna. 48Eu sou o pão da vida. 49Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. 50Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. 51Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor.
MENSAGEM - A Liturgia de hoje nos fala da preocupação de Deus em oferecer aos homens o "pão" da vida plena e definitiva. Na Primeira Leitura Elias recebe no deserto um "pão do céu" para refazer as forças e continuar a sua missão. (1 Rs 19,4-8) Ele acusara o Rei e a Rainha de serem a ruína de Israel, desafiara e matara os profetas de Baal, que davam sustentação à religião pagã da rainha Jesabel (± ano 450). Ameaçado de morte, foge para o DESERTO, onde o povo encontrara a fonte de sua fé (êxodo). Perseguido, cansado, faminto, abatido e desanimado, adormece debaixo de uma árvore, desejando a morte...Deus não o abandona, manda um anjo, que lhe diz: "Levanta e come"… Elias, fortalecido por aquele alimento vindo do céu, continua o seu caminho (40 dias e 40 noites) até o monte de Deus (Horeb). Deus não abandona o profeta em sua missão, nem elimina os inimigos, apenas lhe dá a força para continuar a caminhada... Esse pão vindo do céu prefigura o "Pão", oferecido por Jesus. O seguidor de Cristo, que caminha pelo deserto da vida, pode sentir o cansaço, desânimo e a tentação de deixar tudo. Mas, como Elias, deve despertar do sono, comer do "Pão do Céu" e, fortalecido, retomar o caminho até chegar ao monte santo. Na Segunda Leitura, meditamos sobre o que significa aceitar o Pão do céu: praticar a caridade com os irmãos... (Ef 4, 30-5,2) O Salmista convida a provar e ver como é bom o Senhor. (Sl 34) No Evangelho prossegue o discurso de Jesus em Cafarnaum, onde Jesus se apresentara como o "Pão" descido do céu para dar vida ao mundo. (Jo 6,41-51) Provoca uma forte REAÇÃO: "Os judeus murmuram" (como no deserto). Daí nasce uma tremenda resistência e recusa… JESUS não desiste e reafirma: "Eu sou o pão descido do céu… Quem come desse pão viverá eternamente" E exige FÉ: "Quem crê, tem a vida eterna. Quem dele comer, não morrerá..." 
“Comer a carne de Jesus" - É assimilar na sua totalidade a pessoa e a Missão de Jesus e, como ele, ter gestos de doação e de solidariedade em favor dos irmãos. É acolher Jesus na sua realidade divina e humana, dom de Deus para a salvação da humanidade. O que essas leituras bíblicas nos dizem no dia dos Pais? COMO SER PAI, HOJE, num mundo que se transforma e enfrenta todo tipo de dificuldades? Quantos pais se sentem cansados e desanimados, como Elias? 
PAIS, não desanimem como Elias diante de situações difíceis e complicadas, nem murmurem como os judeus diante do incompreensível… SER PAI é uma Missão sublime… É participar do maravilhoso mistério da criação, é iluminar o mundo com uma nova e insubstituível centelha de vida. É prosseguir na história e testemunhar a esperança de um mundo sempre mais humano, fraterno e de paz… Mas onde buscar força, quando parece tudo perdido? O Evangelho de Hoje nos dá uma resposta… Essa energia nos é dada no pão vivo descido do céu, que é CRISTO, presente no meio de nós na EUCARISTIA e na sua PALAVRA. As palavras PAI e PÃO estão ligadas na oração que Jesus nos ensinou... 
SER PAI: É alimentar a vida dos filhos não apenas como o Pão material, mas também o espiritual… também com a palavra amiga… É saber gastar tempo com os filhos: Muitos pais puseram filhos ao mundo e não cresceram com os filhos; depois talvez se queixam que não conseguem entender os filhos… É saber respeitar a liberdade dos filhos: sendo uma presença certa na hora exata, respeitando a vocação de cada um... É saber confiar: As pessoas só confiam em que confiam nelas… Pior que o erro, é perder essa confiança dos filhos... FILHOS, O QUE É TER PAI? É saber descobrir a presença de Cristo naquele que é responsável pelo progresso e felicidade da família… É saber respeitar e nas horas difíceis confiar… Há dois momentos que nos ensinam o que é ter um pai: Quando não podemos mais tê-lo ao nosso lado… Quando um dia vocês forem pais responsáveis e perceberem como é difícil ser um verdadeiro pai… A SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA, neste ano, acontece entre 11 a 17 de agosto, e tem como tema “Família e Amizade” e lema “Amizade, uma forma de vida com sabor do Evangelho”. A Igreja pretende fazer redescobrir os valores da família... Uma família nova que acredita no futuro... que vive de esperanças... não apenas das lembranças do passado... Uma família, que a exemplo da sagrada família de Nazaré, seja a família que Deus quer... Uma Família, onde os filhos encontram a paz e a segurança tão desejada e tão necessária... Feliz a família, que se alimenta do pão da vida! Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 11.08.2024

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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 09 Aug 2024 09:15:24 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Comum 2418: "O Pão da Vida" - Quem vem a mim não terá mais fome e e quem crê em mim nunca mais terá sede. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 6,24-35)]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/comum-2418-o-pao-da-vida-quem-vem-a-mim-nao-tera-mais-fome-e-e-quem-cre-em-mim-nunca/42245/</link>
				<guid>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/comum-2418-o-pao-da-vida-quem-vem-a-mim-nao-tera-mais-fome-e-e-quem-cre-em-mim-nunca/42245/</guid>
				<description><![CDATA[Comum 2418: "O Pão da Vida" - Quem vem a mim não terá mais fome e e quem crê em mim nunca mais terá sede. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 6,24-35) - Naquele tempo, 24quando a multidão viu que Jesus não estava ali, nem os seus discípulos,
subiram às barcas e foram à procura de Jesus, em Cafarnaum. 25Quando o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe: "Rabi, quando chegaste aqui?&#39; 26Jesus respondeu: "Em verdade, em verdade, eu vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. 27Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com seu selo". 28Então perguntaram: "Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?" 29Jesus respondeu:
"A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou". 30Eles perguntaram: "Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti? Que obra fazes? 31Nossos pais comeram o maná no deserto,
como está na Escritura: &#39;Pão do céu deu-lhes a comer&#39;". 32Jesus respondeu: "Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. 33Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo". 34Então pediram:
"Senhor, dá-nos sempre desse pão". 35Jesus lhes disse: "Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! MENSAGEM - Nosso coração está sempre insatisfeito do que é e do que tem. Sempre está com fome de algo. A Liturgia nos apresenta o maior Tesouro da Igreja: Eucaristia, que nos sacia de toda fome. Na Primeira Leitura, Deus alimenta o Povo com o MANÁ. (Ex 16,2-4.12-15) O povo de Deus está no deserto faminto, a caminho da terra Prometida. Depois dos primeiros dias de entusiasmo pela liberdade conquistada, o povo sente a dureza da marcha e a escassez de alimento e de água. Recorda as seguranças que tinha no Egito. Começa, então, a reclamar de Moisés e Aarão. No Egito era escravo sim, mas tinha comida em abundância. E estavam dispostos a trocar a liberdade por um pouco de comida... Deus não o abandona, pelo contrário, oferece um alimento inesperado: o Maná e codornizes para que possam fortalecidos prosseguir a caminhada. O Maná é Sinal de outro alimento, de que nos falará o evangelho. A Segunda Leitura diz que quem se encontra com Cristo e o aceita como o "pão" da vida, deixa de ser homem velho e passa a ser "o homem novo". (Ef 4,17.20-24) No Evangelho Jesus se apresenta como o "PÃO DA VIDA". O Povo busca o pão do milagre e não o Messias que dá o pão. (Jo 6, 24-35) - O capítulo 6o de João continua introduzindo o "sermão do pão da vida", que Jesus pronunciou na sinagoga de Cafarnaum, dando continuidade ao "sinal" da multiplicação dos pães. Entusiasmado com aquele milagre estrondoso, o povo procura Jesus. Poderia parecer um sucesso... Para Jesus, ao invés, foi um fracasso. O povo não entendeu o sentido daquele gesto. Por que o povo está à sua procura? Não foi para escutar suas palavras e aprofundar a sua mensagem. Mas porque comeu pão em abundância e de graça e esperava continuar tendo o pão garantido sem precisar trabalhar. 1)JESUS: critica essa procura e sugere outra procura: a FÉ. "Vocês estão me procurando porque comeram e ficaram satisfeitos. Não busquem o alimento que perece, mas o pão que permanece até a vida eterna." Jesus não veio para oferecer pão com milagres, mas para ensinar que o amor e a partilha produzem pão em abundância. Quantos ainda hoje o procuram, esperando apenas graças. Milagres. E quando não conseguem, passam para seitas que os prometem. 2) Povo: "Que obras devemos fazer para conseguir esse alimento que permanece até a vida eterna?" Jesus: "Que acrediteis naquele que Deus enviou...": Deus não exige "obras" (práticas da lei), mas fé em Cristo, enviado do Pai. 3) O Povo exige milagres para acreditar. Querem uma fé com garantias. Não foi suficiente a multiplicação dos pães: querem um sinal comparável ao de Moisés: Por isso, exigem: Que sinal tu fazes para que vejamos e creiamos em ti?" Jesus: tenta explicar que foi Deus quem deu o Maná, e que o mesmo Deus envia o novo e verdadeiro pão do céu, que pode dar a vida verdadeira e sem fim. 4) E o Povo não entende a resposta de Jesus. E fixo nos seus interesses materiais, insiste: “Senhor, dá-nos sempre desse pão". Jesus, constrangido, esclarece: "EU SOU o Pão da vida… Quem vem a mim não terá mais fome e quem crer em mim jamais terá sede". Cristo, Palavra de Deus, é o único pão do céu que sacia plenamente nossa fome de felicidade e de paz. No deserto, o Povo recebeu o Maná, um alimento para prosseguir a caminhada para a Terra Prometida, mas assim mesmo morreu. Hoje: Deus alimenta o seu povo com o pão da vida, com a sua PALAVRA, que é Jesus Cristo de Nazaré... E Nós o que buscamos? O Povo procurou o pão do milagre, não o seu autor. Não basta buscar o pão de cada dia. É necessário buscar o pão que não perece e dura até a vida eterna. O Pão da vida eterna está presente na bondade, no amor, na luta pela justiça, na construção de um mundo novo... Qual é a atitude que motiva a nossa busca de Deus, hoje? O encontro dominical é um momento privilegiado em que Cristo continua alimentar o seu povo, com sua palavra e seu pão. Nós aceitamos o convite e estamos aqui nessa celebração à sua procura. É uma procura sincera de Deus, animada pela fé, para um encontro pessoal com Cristo, "Pão da Vida"? Ou é apenas um encontro social, movido por motivos humanos? Peçamos que Deus aumente a nossa fé para perceber seus sinais e seguir com generosidade seus apelos... Façamos nosso (no bom sentido) o pedido do povo de ontem: "Senhor, dá-nos sempre desse pão". O primeiro domingo de agosto é dedicado à Vocação Sacerdotal. Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 04.08.2024
 

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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 02 Aug 2024 09:56:47 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[O pão partilhado]]></title>
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				<description><![CDATA[aO Pão partilhado.  Distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 6,1-15) - Naquele tempo, 1Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades. 2Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. 3Jesus subiu ao monte e sentou-se aí, com os seus discípulos. 4Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. 5Levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: "Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?" 6Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. 7Filipe respondeu: "Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um". 8Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: 9"Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isso para tanta gente?" 10Jesus disse: "Fazei sentar as pessoas". Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens. 11Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. 12Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: "Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca!" 13Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. 14Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: "Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo". 15Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte. Palavra da Salvação. Glória a Vós Senhor! - MENSAGEM - Hoje se fala muito da FOME no mundo. Quem não viu imagens de pessoas famintas, que mais parecem cadáveres ambulantes. Deus nos convida a PARTILHAR o "Pão" da vida com todos aqueles que têm "fome" de amor, de liberdade, de justiça, de paz, de esperança. A Primeira Leitura fala do PÃO PARTILHADO de Eliseu: (2 Rs 4,42-44) Um homem, durante uma longa carestia, oferece generosamente a Eliseu "o pão das primícias": 20 pães de cevada. O Profeta não guarda para si o precioso alimento e manda repartir com o povo: "Dá ao povo para que coma". O Homem se surpreende: "Mas como? É tão pouco para 100 pessoas." E o Profeta lhe garante: "Dá... todos comerão e ainda sobrará…" Vemos a atitude de DEUS, que não multiplica os pães do NADA e o gesto generoso de duas PESSOAS: Um homem desconhecido que oferece o fruto do seu trabalho e Eliseu que partilha o dom recebido. O Pão partilhado sacia a fome de todos, e ainda sobra. Jesus também alimentará outra multidão de um modo semelhante. Não será esse o caminho para o problema da fome no mudo? Na Segunda Leitura, Paulo exorta a viver a vocação recebida e manter a UNIDADE com o vínculo da Paz. É oa caminho para poder sentar-se à mesa do Banquete do Senhor. (Ef 4,1-6) No Evangelho, JESUS multiplica e reparte o pão. (Jo 6,1-15) Interrompe-se a leitura de Marcos, própria do Ano B, para incluir o capítulo 6o de João, dando continuidade à narrativa. É um conjunto de 5 domingos, em que somos convidados a refletir sobre a Multiplicação dos PÃES e o Sermão do PÃO DA VIDA. É o único milagre descrito pelos 4 evangelistas… O Povo, faminto da sua palavra cheia de vida, segue o Cristo, que se retirara com os discípulos para um lugar deserto. Cristo teve compaixão… E continuou a falar… E atento às necessidades do povo, provoca os apóstolos: "Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?". Felipe: "Nem duzentas moedas são suficientes…". André: "Um menino tem 5 pães e 2 peixe… mas o que é isso?" Jesus: "Fazei-os sentar… tomou os pães, abençoou e distribuiu..." Na partilha, todos ficam saciados e ainda sobra alimentos... Reação do povo: "Quer fazê-lo rei". Não entendeu o "sinal", que acompanha sua missão. Jesus não veio para distribuir cestas básicas e ser eleito prefeito. O verdadeiro pão que alimenta o mundo é Jesus, Palavra do Pai. E Jesus retirou-se para a montanha… O Povo continua a ter fome... Além da fome material, que é uma questão angustiante do nosso tempo, existe a fome de outros valores humanos e cristãos. A solução não está no muito que poucos possuem e retêm para si, mas no pouco de cada um, que é repartido entre todos. Olhando o Brasil, um país tão rico, com uma população tão pobre, o que significa, hoje, para nós a ordem de Jesus: "Dai-lhe vós mesmos de comer!"(Mc 6,37) Qual é o Caminho? No Evangelho, Jesus propõe TRÊS PISTAS: a) A PARTILHA é o primeiro passo para erradicar a fome do mundo: Jesus não dá uma esmola: ajuda as pessoas a repartirem o que elas têm… Quando se reparte, todos têm o necessário e ainda sobra… Os milagres de Deus iniciam onde a generosidade humana chega ao limite. b) A ORGANIZAÇÃO DO POVO é um elemento importantíssimo para que ele possa reivindicar e conquistar os seus direitos: Jesus pede para que os discípulos organizem a multidão para que se sente. c) Evitar o DISPERDÍCIO: Jesus pede para recolher o que sobrou, serviria também para os ausentes e afastados... PARTILHAR continua sendo obra dos seguidores de Cristo... Partilhar o que? Partilhar com quem? Jesus partilhou a Palavra e o Pão... com os apóstolos... com o povo... E nós o que podemos partilhar? E com quem? Com a família: trabalhos... o dinheiro... (roubar o marido?), as coisas... Com os amigos: Conhecimentos... objetos... Comunidade: a fé (nos Grupos), dons... tempo... Cristo ainda hoje continua a nos alimentar. A multiplicação dos pães é sinal profético do pão da vida eterna. Jesus usa gestos idênticos aos da última ceia: "Tomou os Pães, deu graças e os repartiu", querendo manifestar a relação íntima entre o pão da Multiplicação e o pão da Eucaristia. Quem partilha a compaixão de Jesus com os famintos, vive e cumpre o Evangelho, quando diz: "Tive fome e me destes de comer". Neste contexto, qual é o sentido da Eucaristia? Ficar de braços cruzados, aguardando o milagre de Deus? ou colaborar com os nossos 5 pães e 2 peixes? - Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 28.07.2024

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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 26 Jul 2024 09:14:28 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Eram como ovelhas sem pastor. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 6,30-34)]]></title>
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				<description><![CDATA[Eram como ovelhas sem pastor. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 6,30-34) Naquele tempo, 30os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. 31Ele lhes disse: "Vinde sozinhos para um lugar deserto, e descansai um pouco". Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. 32Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. 33Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles. 34Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas. Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor!
A Liturgia nos convida a celebrar a fé em Jesus, que tem COMPAIXÃO das ovelhas sem Pastor...
Na Primeira Leitura, Jeremias denuncia os pastores indignos, que usam o "rebanho" para satisfazer os seus próprios projetos pessoais e anuncia que o próprio Deus vai tomar conta do seu "rebanho", assegurando-lhe a vida em abundância, a paz, a tranquilidade e a salvação. (Jr 23,1-6) A Segunda Leitura nos afirma que Jesus derrubou todas as barreiras que separavam os homens e os reuniu num só povo, num só rebanho (Ef 2,13-18) 
O Evangelho revela quem é o Pastor prometido: Jesus de Nazaré. (Mc 6, 30-34) O texto nos apresenta DUAS CENAS em que Jesus atua com misericórdia e solicitude de um Pastor: Jesus acolhe os Discípulos e acolhe o Povo. 1) Jesus é PASTOR DE SEUS DISCÍPULOS: Na volta da missão, do seu "estágio pastoral", os Apóstolos reúnem-se com Jesus como ovelhas ao redor do Pastor e contam com alegria e entusiasmo as maravilhas realizadas... Cristo escuta-os com interesse e, depois, mostra-lhes a necessidade de uma parada para o descanso e para uma interiorização. Por isso, convida-os a um lugar deserto. Jesus é para os discípulos Mestre e Pastor. O texto é uma Catequese sobre o discipulado. Jesus forma seus discípulos: Envolve os discípulos na missão e leva-os a um lugar mais tranquilo para poder descansar e fazer uma revisão. Preocupa-se do seu alimento e do seu descanso, porque a obra da missão era tal que não havia tempo para comer. Indica que anunciar a Boa Nova de Jesus não é só uma questão de doutrina, mas antes de acolhida, de bondade, de ternura, de disponibilidade, de revelação do amor do Pai. O Agente de Pastoral também muitas vezes se sente cansado e precisa do aconchego e da ternura do Bom Pastor. Precisa de DESERTO, de silêncio e de oração, para avaliar as motivações de sua atividade. Caso contrário, torna-se um funcionário do sagrado, que não mostra ao mundo o rosto compassivo do Pai. Jesus desaprova o ativismo exagerado que destrói as forças do corpo e do espírito e leva, muitas vezes, a perder o sentido da Missão. 
Quais os Inimigos do nosso tempo de Deserto? (o trabalho... atividades sociais e religiosas... a política?...) Quais as consequências? Esquecemos o cultivo pessoal... a família (filhos, esposa, marido), os amigos (solidão)... a religião...
2) Jesus é PASTOR DO POVO SOFREDOR. O Povo cansado e oprimido busca em Jesus acolhida e proteção. E Jesus: "teve compaixão...": "pareciam ovelhas sem pastor..." Renunciou ao breve descanso programado: "E voltou a ensinar..." Jesus é o Pastor do seu povo, porque o alimenta com a sua palavra e o nutre com o evangelho da esperança. Alimenta-o com a palavra do conforto, do encorajamento, o pão do amor, da ternura, da atenção. Ele cuida de suas feridas, alivia suas dores, devolve-lhe a dignidade perdida ou roubada. Reacende nele a alegria e a esperança de viver. Esse traço da personalidade de Jesus é um desfio para a Igreja e os seus ministros, para que não sejam burocratas do sagrado, mas irradiadores da compaixão do Pai diante das multidões, que ainda hoje continuam como "ovelhas sem pastor". 
Quem são os Pastores hoje? Pastores são todas as pessoas que têm responsabilidades na família, na escola, na catequese, nas pastorais, na sociedade... Todos nós, discípulos missionários de Cristo, somos ungidos como pastores. Movidos por sentimentos de misericórdia e compaixão, somos chamados a reproduzir em nós os traços de Jesus, o bom Pastor… Jesus tem compaixão e acolhe as pessoas, revelando o amor e a misericórdia de Deus; O Bom Pastor conhece pelo nome, escuta... conduz para Cristo, para Deus. A Igreja, deve oferecer a tantas pessoas cansadas e oprimidas, que parecem ovelhas sem pastor, um espaço de repouso e de paz, através da experiência da oração profunda e da liturgia viva. Ao mesmo tempo, à imagem de Cristo, deve agir com misericórdia e compaixão diante da miséria humana. Quais as atividades exageradas que nos impedem momentos de deserto: 
Para nós... para a família... para os amigos... para a comunidade?
Quem são as ovelhas sem Pastor? A esposa, o marido, os filhos, os catequizandos, os alunos...
Que significa concretamente para nós hoje: "ter compaixão"?
Jeremias dizia aos homens do seu tempo: "Ai dos pastores que deixam o rebanho se perder..."
A palavra de Jeremias é válida para todos os tempos e também para nós, pois é a palavra do próprio Deus. Um dia preferimos ouvir: "Ai dos pastores que deixaram o rebanho morrer?" ou “felizes os pastores que salvaram o meu rebanho?”   Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 21.07.2024
 

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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 19 Jul 2024 09:17:20 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[A Missão]]></title>
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				<description><![CDATA[A Missão - No caminho missionário o Senhor nos convida a levar conosco o cajado da fé e as sandálias da esperança, o pão de sua palavra que alimenta e sacia e a túnica que cobre o necessitado. Começou a enviá-los. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 6,7-13) Naquele tempo, 7Jesus chamou os doze, e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. 8Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. 9Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. 10E Jesus disse ainda: "Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. 11Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!" 12Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. 13Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo. Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor!
MENSAGEM - A Liturgia nos convoca à MISSÃO de anunciar Jesus Cristo, com a fé e com as obras. A MISSÃO é o tema central desse domingo. As Leituras bíblicas ilustram com alguns exemplos: Na Primeira Leitura, temos a Missão de AMÓS: (Am 7, 12-15). Após a morte de Salomão, o reino por ele deixado dividiu-se em dois: Israel ao norte e Judá ao Sul. No Reino do Norte, a prosperidade das classes favorecidas contrastava com a miséria das classes baixas. O Rei, para se firmar no poder, manipulou a própria religião: Proibiu as peregrinações a Jerusalém (no sul), criou o templo de Betel, pagava os sacerdotes e custeava os cultos solenes do templo, mas em troca de um apoio político… Nesse ambiente, Amós, um humilde Pastor do Sul, é enviado a profetizar no Norte, para denunciar as injustiças cometidas pelo rei e pelas classes dominantes. Sua palavra incomoda os "poderosos" e sofre forte rejeição e oposição. No texto, Amós entra em conflito com Amasias, o sacerdote oficial, que administra o santuário de Betel, aliado aos interesses do rei e é expulso: "Sai daqui, vá para Judá… Come lá o teu pão e profetiza por lá..." Amós responde que não é profeta de profissão. É de vocação: "Sou vaqueiro e cultivo figos silvestres. Mas o Senhor me tirou do rebanho e me ordenou: VAI PROFETIZAR o meu povo, Israel." Amós não se compromete com as amarras humanas do poder... A Segunda Leitura é um Hino que exalta o Plano de Deus: Deus nos escolheu antes da criação do mundo e nos predestinou a sermos seus filhos adotivos, em Cristo (Ef 1, 3-14). No Evangelho, temos a Missão dos Apóstolos: (Mc 6, 7-13) Jesus CHAMA os 12 e os ENVIA dois a dois a pregar. O texto é uma Catequese sobre a Missão dos discípulos no mundo: A Origem do chamado está em Deus: o critério da escolha é misterioso... "Os doze" representam a totalidade do Povo de Deus. "Dois a dois" lembra que a evangelização é feita em nome da Comunidade e deve estar em sintonia com a fé da COMUNIDADE. Dá algumas recomendações, válidas aos discípulos de todos os tempos: Deu-lhes o poder de libertar dos espíritos impuros, dos males: Tudo aquilo que se opõe à vida e à dignidade humana: a miséria, a injustiça, a fome... Exigências: dos Apóstolos: Sobriedade e despojamento dos bens e seguranças humanas... A eficácia da missão depende da ação de Deus. dos Destinatários: Hospitalidade e Acolhida... Aceitar a Palavra de Deus, acolher o Enviado de Deus e prover às suas necessidades… Quem não o acolhe... fecha para si o caminho da salvação. Conteúdo: com o Anúncio: CONVERTER-SE e CRER no evangelho... com Sinais de libertação e de cura. Alerta: Nem todos irão acolher a sua mensagem... Encontrarão resistências, desinteresse e recusas... Cristo ainda hoje nos chama e envia: "Vai profetizar… Vai evangelizar…" Não importa a nossa profissão, nosso estado de vida, nossa cultura: Vaqueiro como Amós ou Pescador como os apóstolos... Importa, sim, a acolhida generosa ao chamado do Senhor. 
O que é EVANGELIZAR? Continuar a missão de Jesus, que exige: Converter-se... Crer no evangelho. Libertar os oprimidos. Estar desprendido dos bens terrenos. Confiante na Misericórdia. A Igreja nos convida a evangelizar: Após analisar a realidade brasileira, os Bispos do Brasil propõem como objetivo nas Diretrizes da Ação da Igreja no Brasil: "EVANGELIZAR no Brasil cada vez mais urbano, pelo anúncio da Palavra de Deus, formando discípulos e discípulas de Jesus Cristo, em comunidades eclesiais missionárias, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, cuidando da Casa Comum e 
   testemunhando o Reino de Deus rumo à plenitude". O que significa para nós, hoje: "Vai profetizar o meu povo, Vai evangelizar o meu povo"? Quem é esse povo para o qual somos enviados a evangelizar? De que devemos nos despojar para conseguir uma eficácia maior em nosso trabalho apostólico?  Quais os demônios que devemos expulsar hoje? Só com a graça e a força do Senhor se pode proclamar e semear a semente do Reino. No caminho missionário o Senhor nos convida a levar conosco o cajado da fé e as sandálias da esperança, o pão de sua palavra que alimenta e sacia e a túnica que cobre o necessitado. Todo Batizado deve ser missionário em seu ambiente.  (Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 14.07.2024)

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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 12 Jul 2024 09:15:01 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[ Rejeitado na sua terra - Um profeta só não é estimado em sua pátria. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 6,1-6)]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/rejeitado-na-sua-terra-um-profeta-so-nao-e-estimado-em-sua-patria-proclamacao-do-evang/42228/</link>
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				<description><![CDATA[ Rejeitado na sua terra - Um profeta só não é estimado em sua pátria. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 6,1-6) Naquele tempo, 1Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. 2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga.
Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: "De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? 3Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?" E ficaram escandalizados por causa dele. 4Jesus lhes dizia: "Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares". 5E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando. Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! 

MENSAGEM - Na realização dos seus planos, Deus sempre chama e envia pessoas para serem a sua VOZ no meio do Povo. A força de Deus se revela na fraqueza dos instrumentos humanos As leituras falam de três escolhidos por Deus: Um Profeta rejeitado pelo seu povo... Um "carpinteiro", filho de Maria, rejeitado na sua terra; Um Apóstolo que reconhece suas fraquezas... A Primeira Leitura fala da Missão de EZEQUIEL. (Ez 2, 2-5) Vemos os elementos da vocação profética: A Iniciativa é sempre de Deus; O chamado é um "filho de homem"; A Missão é ser a VOZ DE DEUS no meio do povo. (Esperança aos exilados) Na Segunda Leitura, PAULO fala da sua experiência: as dificuldades encontradas no seu apostolado. (2 Cor 12, 7-10) Paulo assegura aos cristãos de Corinto, que Deus atua e manifesta seu poder no mundo através de instrumentos fracos e limitados. Deus garante a Paulo e a todos os que têm algum tipo de "espinho": “Basta-te a minha graça; pois é na fraqueza que a força se realiza plenamente". No Evangelho, encontramos a experiência de CRISTO. (Mc 6, 1-6) Jesus volta a Nazaré e ensina na sinagoga.  
- O povo se admira da sabedoria, dos milagres… e, perplexo, se pergunta: "Quem é esse homem? Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria?" Este Jesus não podia ser o Messias esperado. Eles esperavam um guerreiro como Davi, um sábio como Salomão. Não um humilde carpinteiro. Eles o conheciam muito bem: o carpinteiro, filho de Maria, não poderia ser o enviado de Deus… Sua Palavra escandaliza, sua mensagem gera oposição e sua vida cria conflitos. Não conseguem reconhecer em Jesus o Messias esperado e o rejeitam. Até os parentes de Jesus não aderem à sua mensagem. Quantas desculpas para não aceitar "os Pastores", ou a sabedoria dos "leigos"? JESUS, decepcionado, concluiu: "Nenhum profeta é bem aceito no seu povo". Mas apesar da incompreensão, continuou fiel aos planos do Pai... Quem são os Profetas? Os "profetas não são pessoas extintas do passado, mas são uma realidade com que Deus continua a contar ainda hoje para intervir no mundo. Todo "batizado" tem a sua história de vocação profética... O Profeta não é o encarregado de fazer milagres e prever o futuro. Deus espera dele uma coisa: que transmita a sua palavra. Deus não tem boca e precisa de alguém para ser a sua "Voz". Para isso, deve escutar a mensagem de Deus e deixar que ela penetre até o íntimo do coração… E depois anunciá-la com entusiasmo e fidelidade. Como desempenhar a missão de Profeta? Ele deve estar em comunhão com Deus e atento à realidade humana. Intervém, em nome de Deus, para denunciar, para avisar, para corrigir. A denúncia profética implica, muitas vezes, a perseguição, o sofrimento, a marginalização e, em muitos casos, a própria morte... Normalmente, Deus não se manifesta na força, no poder, nas qualidades que os homens admiram tanto. Ele vem ao nosso encontro na fraqueza, na simplicidade, nas pessoas mais humildes e despretensiosas... As nossas limitações humanas não podem servir de desculpa para não realizar a missão que Deus nos confia. Se ele nos pede um serviço, também nos dará a força para superar os nossos limites e para cumprir o que nos pede. Jesus não fez milagres em Nazaré, porque não acreditaram nele... Só a fé dá condições para que os milagres aconteçam... Hoje, afirma-se que "Santo de casa não faz milagre". Por que será? A culpa é dele ou nossa? Conhecemos pessoas, ignoradas ou rejeitadas na própria Comunidade, que fazem grande sucesso lá fora?  Por que será? O que aconteceu em Nazaré pode acontecer também hoje na Igreja e com cada um de nós. É a falta de fé, incapaz de lançar uma luz superior sobre as pessoas e os acontecimentos. A Liturgia de hoje nos apresenta três exemplos bonitos: Ezequiel, Paulo e Jesus. Diante das dificuldades, nenhum desistiu. Lutaram e venceram. E nós, acolhemos o Senhor que nos vem? Escutamos com fé sua Palavra, quando ele se dirige a nós na Escritura, aquecendo nosso coração? Acolhemo-lo na obediência da fé, quando ele se nos dirige pela boca da sua Igreja católica, ensinando-nos o caminho da vida? Acolhemo-lo, quando nos fala pela boca de seus profetas? Somos capazes de escutar na voz dos ministros de Cristo a própria voz do Senhor? Somos sábios o bastante para ouvir na voz da Igreja a voz de Cristo? Façamos nossa profissão de fé, não apenas em Deus, mas também nas pessoas com quem convivemos… E veremos, que os santos de casa também farão milagres… Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 07.07.2024

Devemos ter fé não apenas em Deus, mas também nas pessoas com quem convivemos… E veremos, que os santos de casa também farão milagres… 
 

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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 05 Jul 2024 09:35:57 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Solenidade de Pedro e Paulo]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/solenidade-de-pedro-e-paulo/42225/</link>
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				<description><![CDATA[No domingo, celebramos dois baluartes da Igreja primitiva que segundo a tradição foram martirizados no mesmo dia, em Roma. Pedro, crucificado; Paulo, decapitado. Na pessoa de Pedro, destaca-se o Pastor das Comunidades, aquele que é referência da fé para os irmãos. Na pessoa de Paulo, aparece mais o líder Missionário, que forma comunidades e faz expandir a fé em todas as nações. Pedro recorda mais a instituição. Paulo, o carisma. 
Diferentes: Origem (humilde pescador e nobre, romano) vocação (desde o começo. Cafarnaum, Tabor. No caminho de Damasco). caráter (pacífico, ardoroso) estudo (analfabeto, escola de Gamaliel) Unidos no amor e na fé a Cristo e à Igreja. Representam duas dimensões da vocação apostólica diferentes e complementares. As Leituras nos falam dos dois grandes Apóstolos: Na Primeira Leitura, vemos PEDRO, preso pelo poder de Herodes "para agradar os judeus", e libertado pela ação de Deus. (At 12,1-11) O texto mostra uma Comunidade cristã unida e solidária, na Oração. E Deus escuta a oração da Comunidade. Mostra a presença efetiva de Deus na caminhada da Igreja e o cuidado de Deus para os que lhe dão testemunho. O nosso Deus não nos abandona. Na Segunda Leitura vemos PAULO: aguardando o julgamento final. Velho e cansado escreve a Timóteo. É um Testamento espiritual: "Estou pronto, chegou a minha hora, combati o bom combate, terminei a corrida, conservei a fé! E agora aguardo o prêmio dos justos. O Senhor esteve comigo, a ele GLÓRIA..." (2Tm 4, 6-8.17-18) A própria Morte ele a vê como a Libertação definitiva. Serenidade e confiança diante da morte, consciente do dever cumprido. Modelo de Missionário ardoroso e entusiasta. No Evangelho, Pedro faz sua Profissão de Fé e recebe o Primado. (Mt 16, 13-19) O texto tem duas Partes: A primeira de caráter cristológico: Identidade de Cristo: "Quem sou eu?" No dizer dos homens: é apenas um HOMEM bom e justo. Na opinião dos discípulos: "Tu é o Cristo, o FILHO de Deus Vivo". O Messias esperado por Israel para libertar e salvar o povo. Na segunda de caráter eclesiológico: centra-se na IGREJA que Jesus convoca à volta de Pedro: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja". O que é a IGREJA? É a Comunidade dos discípulos que reconhecem Jesus como "o MESSIAS, o Filho de Deus". Dessa adesão, nasce a Igreja, a Comunidade dos discípulos de Jesus, convocada e organizada à volta de Pedro. A Pedro e à Comunidade dos discípulos é confiado o "poder das chaves", isto é, a autoridade para interpretar as palavras de Jesus, às novas necessidades e situações e para acolher ou não novos membros na Comunidade dos discípulos do Reino. Pedro torna-se assim uma figura de referência para os primeiros cristãos e desempenha um papel de primeiro plano na animação da igreja nascente. Jesus não fundou muitas Igrejas. A verdadeira: fundada por Cristo e confiada a Pedro e sucessores. A IGREJA continua a Obra salvadora de Cristo. Na Igreja, Pedro recebe poderes para desempenhar a sua missão: Por isso, "nem o poder do inferno terá vez contra ela..." E essa promessa de Cristo não é apenas à pessoa de Pedro. Mas também aos seus legítimos sucessores, que são os PAPAS... Por isso, nesse dia celebramos também o DIA DO PAPA, que ainda hoje continua sendo sinal de unidade e de comunhão na fé. O Papa é o chefe visível da Igreja na terra. Sua missão é espinhosa, sobretudo hoje, com mudanças rápidas e violentas, com contestações dentro e fora da Igreja. Como é difícil saber discernir, no meio de tantas turbulências! Ele merece o nosso amor, mas que não seja um amor só de palavras, mas um amor concreto. Rezando por ele, escutando a sua voz, e praticando seus ensinamentos. A Igreja é um corpo vivo, que se constrói com pedras vivas. Todos nós colaboramos na construção da Igreja, mas sob a guia e supervisão dos que são os sucessores de Pedro (o Papa) e dos demais Apóstolos (os bispos). Relembrando a figura do Papa, continuemos a nossa oração, pedindo a Deus que lhe dê: MUITA LUZ. para apontar sempre o melhor caminho para a Igreja, e MUITA FORÇA, para enfrentar com otimismo e alegria as contestações do mundo moderno... Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 30.06.2024

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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 28 Jun 2024 09:15:27 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[A Tempestade- Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem? - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 4,35-41) 35Naquele dia, ao cair da tarde,]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/a-tempestade-quem-e-and-769-este-a-quem-ate-and-769-o-vento-e-o-mar-obedecem-proclamacao/42221/</link>
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				<description><![CDATA[A Tempestade- Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem? - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 4,35-41) 35Naquele dia, ao cair da tarde,
Jesus disse a seus discípulos: "Vamos para a outra margem!" 36Eles despediram a multidão e levaram Jesus consigo, assim como estava, na barca. Havia ainda outras barcas com ele. 37Começou a soprar uma ventania muito forte e as ondas se lançavam dentro da barca, de modo que a barca já́ começava a se encher. 38Jesus estava na parte de trás, dormindo sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e disseram: "Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?" 39Ele se levantou e ordenou ao vento e ao mar: "Silêncio! Cala-te!" O ventou cessou e houve uma grande calmaria. 40Então Jesus perguntou aos discípulos: "Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé́?" 41Eles sentiram um grande medo e diziam uns aos outros: "Quem é este, a quem até́ o vento e o mar obedecem?"
Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor!  MENSAGEM - Olhando o mundo em que vivemos, muitas vezes temos a sensação de estar num mar agitado e perturbado. Onde está Deus nesses momentos de tempestade? As Leituras bíblicas de hoje nos dizem que o homem não está sozinho, abandonado à própria sorte; Deus está sempre presente e atento na "barca" de nossa vida, mesmo quando parece estar "dormindo". Basta acreditar nessa presença constante e atuante. Na Primeira Leitura, Deus se manifesta a Jó no meio da tempestade. (Jó 38, 1.8-11) Jó foi um homem bom e justo, que de repente foi atingido pela desgraça, que lhe rouba a riqueza, a família e a própria saúde. Jó questiona o sofrimento do justo inocente e o papel de Deus nele. O texto é uma Resposta de Deus ao desespero de Jó: Deus fala com Jó no meio da tempestade, revelando a eficácia de sua palavra criadora que organiza e conduz o universo com sabedoria, fixando os limites do mar, controlando as forças dominadoras do mal e do caos. Essa leitura nos prepara para entender o evangelho de hoje, em que Jesus "domina até as ondas do mar e elas lhe obedecem..." Ele é o Senhor do céu, da terra e do mar. O Salmista convida a agradecer ao Senhor, que ouviu o clamor e transformou a tempestade em brisa suave. (Sl 107) Na Segunda Leitura, Paulo enfrenta a tempestade de descrédito surgida em Corinto. Afirmavam que Paulo era inferior aos outros apóstolos. Paulo escreve, explicando os princípios que sempre nortearam a sua ação pastoral. (2Cor 5,14-17). No Evangelho, temos a experiência dos Apóstolos: Jesus está na barca dos discípulos e acalma a TEMPESTADE. (Mc 4, 35-41) É noite… Jesus está cansado… dorme… Surge a tempestade… Os Apóstolos apavorados… o acordam… Jesus está presente no barco dos discípulos, acalma a tempestade e os questiona: "Por que estais com medo, homens de pouca fé?" E eles: "Quem é esse homem a quem até o vento e o mar obedecem?" Detalhes a aprofundar: "Mar" e "noite" significam uma realidade de medo, sem perspectivas... O "barco" é o símbolo da comunidade de Jesus que navega pela história... Jesus está no "barco", mas é conduzido pelos discípulos... Para a "outra margem", ao encontro dos pagãos... Jesus "dorme": é a sua aparente ausência ao longo da "viagem". A "tempestade" significa as dificuldades que o mundo opõe à missão... Jesus aparece como o Deus que é capaz de dominar o mar e as forças hostis. "Quem é esse homem?" Os discípulos reconhecem que Jesus é o Deus presente no meio dos homens, e a quem são convidados a aderir, confiar e obedecer com total entrega. O texto não é uma crônica de viagem de Jesus com os discípulos no lago. É uma Catequese sobre a caminhada dos discípulos em missão no mundo, escrita numa época em que a Igreja enfrentava sérias "tempestades"... Para enfrentá-las, os discípulos não devem temer, porque não estão sozinhos... A Palavra de Jesus acalma a tempestade, fortalece a fé dos discípulos e assegura a vitória sobre todas as forças hostis. Nós também às vezes no mar agitado da vida nos sentimos sós e incapazes de reagir. 
Na Barca de nossa vida: desanimado, preocupados… "Deus se esqueceu de mim!" Esquecemos que Cristo está conosco… 
Na Barca de nossa família: com ondas agitadas de problemas familiares: O Cristo está presente nela? Ele tem um lugar nela? 
Na Barca da Igreja: preocupados com as seitas... os escândalos... Cristo nos garante: "Estarei convosco até o fim dos tempos…" "As portas do inferno não terão vez contra ela" Nessas horas, nossa fé fica transtornada e murmuramos como Jó…. Ou trememos como os discípulos no lago... "Onde está Deus?" Parece que está dormindo... Deve ser acordado... O silêncio de Deus nos desconcerta e nos incute medo... Deus deixa as coisas aconteceram e no momento oportuno manifesta o seu poder. Jesus censura a falta de fé dos apóstolos: "Por que duvidastes, homens de pouca fé?" Eles só se lembram dele quando se encontram numa situação desesperadora. Quantos cristãos que só pensam em Deus, na hora de "tempestade"... No final da narrativa, os discípulos se perguntam: "Quem é este homem, a quem até o vento e mar obedecem?" Na Bíblia, aparece que só Deus tem o poder de dominar as ondas do mar. Essa narrativa de Marcos, que no evangelho deseja mostrar "quem é Jesus", revela que em Jesus reside a mesma força de Deus. É uma Resposta à pergunta: "Quem é Jesus" e uma Profissão de fé de Marcos na divindade de Cristo. Ele se manifesta com poder divino. Podemos confiar Nele!... Não temos o direito de duvidar do amor de Cristo, da sua presença... Olhemos a cruz! Conhecemos o amor de Deus para conosco, sabemos o quanto Cristo nos quer bem, o quanto é nosso amigo, pois que "não há maior prova de amor que dar a vida pelos amigos" e ele deu a sua vida por nós…   Renovemos nossa fé em Jesus e dele receberemos novo vigor para enfrentar as tempestades da vida. Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 23.06.2024

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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 21 Jun 2024 09:50:11 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[A Semente – É a menor de todas as sementes e se torna maior do que todas as hortaliças. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc4,26-34)]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/a-semente-e-a-menor-de-todas-as-sementes-e-se-torna-maior-do-que-todas-as-hortalicas-pr/42218/</link>
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				<description><![CDATA[A Semente – É a menor de todas as sementes e se torna maior do que todas as hortaliças. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc4,26-34) Naquele tempo, 26Jesus disse à multidão: "O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. 27Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. 28A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga
e, por fim, os grãos que enchem a espiga. 29Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou". 30E Jesus continuou: "Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? 31O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. 32Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra". 33Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. 34E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo. Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! – MENSAGEM - A Liturgia desse domingo nos oferece a oportunidade de refletir sobre a Vida e a Ação da Igreja de hoje. As reações e atitudes são as mais diversas… Uns tradicionais, preocupados com as mudanças, desabafam: "A Igreja não é mais aquela… Se a Igreja não fizer alguma coisa logo, vai perder seus adeptos…" Outros, que se dizem progressistas, lutam impacientes com todos os meios, até violentos, para introduzir transformações mais eficientes… A Palavra de Deus de hoje afirma que o Reino de Deus não é obra dos homens, é obra de Deus e que a Comunidade Cristã deve ter confiança total na ação de Deus. A Primeira Leitura lembra que a árvore nasce de um pequeno REBENTO. (Ez 17,22-24) O Povo vivia no exílio e na escravidão, sem perspectivas de libertação. O profeta Ezequiel Deus transmite uma mensagem de ESPERANÇA: Deus não se esqueceu do seu povo. Ele irá até a Babilônia, tomará um ramo da dinastia de Davi e o plantará no alto de uma montanha da terra de Israel. O pequeno rebento crescerá e se tornará um cedro magnífico, no qual os passarinhos farão seus ninhos. Jesus será o rebento do majestoso cedro que Deus plantou na Terra. As aves, que vêm pousar em seus ramos, representam todos os povos do mundo, convidados a encontrar sua morada nas suas ramagens. Na Segunda Leitura, Paulo, no final de sua vida, cansado pelos anos e pelas provações, deseja repousar para sempre com Deus e com Cristo. Mas está disposto a continuar na luta com todas as suas forças, enquanto Deus quiser. (2Cor 5,6-10) No Evangelho Jesus compara o Reino de Deus a uma SEMENTE. (Mc 4,26-34) Jesus iniciara com sucesso sua atividade missionária. Todavia o primeiro entusiasmo foi cedendo espaço ao desânimo dos discípulos e às hostilidades dos adversários. Qual seria o futuro da missão de Jesus? O texto reflete também a situação vivida pelas primeiras comunidades cristãs. Após o entusiasmo inicial, sentem-se dominados pelo desânimo, pelas dúvidas, pelas crises e pelo abandono da fé. Marcos usa DUAS PARÁBOLAS de Jesus para superar essas crises da comunidade: A Semente e o Grão de Mostarda. Elas revelam a natureza e a dinâmica do Reino, que está acontecendo na vida de Jesus e continua se realizando na comunidade da Igreja.
1. A Parábola da Semente fixa o ritmo de crescimento do Reino de Deus: o processo é lento. O colono semeia e aguarda com paciência. A semente vai germinando e crescendo lentamente, mesmo sem a participação do lavrador. A força vital de Deus age, garantindo o sucesso da colheita, da Missão. Os frutos não dependem de quem a semeou, mas da força da semente. O crescimento do Reino depende da ação gratuita de Deus. 
2. O Grão de Mostarda destaca o grandioso resultado da ação de Deus. A proposta do Reino, uma semente pequena e insignificante no começo, torna-se proposta universal, aberta a todas as nações e povos, que vão aderindo ao projeto de Deus, semeado por Jesus. Assim o Reino de Deus é uma árvore frondosa, ampla e acolhedora. As parábolas evocam a força da Palavra de Deus na vida e na ação da Igreja. O que dizem essas Parábolas para nós, hoje? Certas pessoas andam preocupadas porque os grupos são pequenos. As comunidades conscientes e comprometidas são cada vez mais raras, as equipes reduzidas, as pastorais caminhando com pouca gente. Elas têm como referência uma religião de sucesso, com estádios cheios, celebrações pomposas... Certos pais e educadores gostariam que a semente da Palavra produzisse logo os frutos da sua eficiência. E não enxergam o resultado... E angustiados se perguntam: "Vale a pena continuar semeando?" Nas parábolas, Jesus dá uma resposta, que nos restitui a alegria e o otimismo. Após ter semeado, o que nos resta fazer? Ser paciente e perseverar… SEMEAR E SABER ESPERAR… Depois de semeada, a semente germina e cresce sozinha em virtude da força que possui em si mesma. Não depende dos métodos utilizados pelo semeador. O tempo da colheita virá, mas só Deus sabe o dia e a hora. Ninguém pode apressar o Reino de Deus. Qual é a nossa atitude diante do agricultor, que SEMEIA com generosidade e sabe ESPERAR com paciência? Temos FÉ na força íntima da semente, mesmo quando não vemos os frutos? Estamos convencidos de que o Reino de Deus é mais obra de DEUS, do que fruto do trabalho humano? Vale a pena semear!... Só assim poderemos colher!... Na Semana de 16 a 23 de Junho de 2024, celebramos na Igreja do Brasil a 39ª Semana do Migrante, com o tema “Migração e Casa Comum” e o lema, “Alarga o espaço da tua tenda” (Is 54,2). Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 16.06.2024

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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 14 Jun 2024 09:41:39 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA["Quem é minha mãe" Satanás será destruído - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 3,20-35)]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/quem-e-minha-mae-satanas-sera-destruido-proclamacao-do-evangelho-de-jesus-cristo-segun/42216/</link>
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				<description><![CDATA["Quem é minha mãe" Satanás será destruído - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 3,20-35) Naquele tempo, 20Jesus voltou para casa com os seus discípulos. E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer podiam comer. 21Quando souberam disso, os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo, porque diziam que estava fora de si. 22Os mestres da Lei, que tinham vindo de Jerusalém, diziam que ele estava possuído por Belzebu, e que pelo príncipe dos demônios ele expulsava os demônios. 23Então Jesus os chamou e falou-lhes em parábolas: "Como é que Satanás pode expulsar a Satanás? 24Se um reino se divide contra si mesmo, ele não poderá manter-se. 25Se uma família se divide contra si mesma, ela não poderá manter-se. 26Assim, se Satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não poderá sobreviver, mas será destruído. 27Ninguém pode entrar na casa de um homem forte para roubar seus bens, sem antes o amarrar. Só depois poderá saquear sua casa. 28Em verdade vos digo: tudo será perdoado aos homens, tanto os pecados, como qualquer blasfêmia que tiverem dito. 29Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo, nunca será perdoado, mas será culpado de um pecado eterno". 30Jesus falou isso, porque diziam: "Ele está possuído por um espírito mau". 31Nisso chegaram sua mãe e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. 32Havia uma multidão sentada ao redor dele. Então lhe disseram: "Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura". 33Ele respondeu: "Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?" 34E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: "Aqui estão minha mãe e meus irmãos. 35Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! – MENSAGEM - A Liturgia, através das leituras bíblicas, vai nos introduzindo nos Mistérios de Deus e iluminando a realidade humana. No Mundo em que vivemos, existem muitos males. Nasce espontânea a pergunta: "Qual é a sua origem?" Na busca de um responsável, somos levados a ACUSAR alguém como culpado. A Bíblia tem uma resposta clara dessa situação e de todos os muros que separam e oprimem as pessoas: é o pecado. O homem rompeu a sua relação amorosa com Deus e surgiu uma mudança essencial em sua vida. Pretendeu libertar-se de Deus e tornou-se escravo de suas paixões e egoísmos. A Primeira Leitura fala do primeiro Pecado no mundo, com Adão e Eva.  (Gn 3,9-15) Esses capítulos da Bíblia não querem mostrar como aconteceu no início. Mas sim levar a refletir sobre o caos social em que viviam os homens no tempo em que o autor sagrado escreveu. Deus fez todas as coisas perfeitas. Por isso, esse mundo conturbado não poderia ser o que Deus queria... Então como deveria ter sido? Qual é a causa e a origem de tudo isso? A "serpente" seduziu e continua seduzindo o homem para se apropriar dos frutos proibidos... Consequência: surge a desarmonia na natureza, com os homens, com Deus... O HOMEM não se encontra mais no lugar que lhe foi designado na Criação. Teve medo e se escondeu... "Onde estás?" Adão acusa Eva, Eva acusa a serpente... Sente-se "Nu", despojado da dignidade com que foi criado... Abala a ordem da natureza: Perde a fertilidade e produz espinhos e ervas daninhas... Mas a narrativa termina com uma Mensagem de Esperança: a luta entre a "serpente" e o homem continuará até o fim dos tempos. Mas a descendência de uma mulher conquistará a vitória final, esmagará a cabeça da "serpente". O PECADO é a origem do mal: rompeu a harmonia da criação de Deus. O mal resulta das nossas escolhas erradas Na Segunda Leitura Paulo manifesta seu interesse pela Comunidade de Corinto e expõe os motivos pelos quais sofre com paciência: a esperança da ressurreição gloriosa e a fé no prêmio que espera. (2 Cor 4,13-5,1) No Evangelho, Jesus aponta o caminho para lutar contra o mal: Convida aos que formam a "sua família", como Maria, a fazer sempre a vontade de Deus. (Mc 3,20-35) Os familiares de Jesus chegam e, de fora, mandam chamá-lo. Não entram; ele que deve sair: querem levá-lo de volta a Nazaré. Estão preocupados... julgam que ele "está fora de si". Os próprios familiares ergueram um muro de descrédito e indiferença... Os Mestres da lei pretendem desprestigiar o Mestre diante do Povo e o acusam de endemoniado. Jesus contesta com duas imagens: "O reino dividido e a família dividida não poderão manter-se de pé". E indica a Nova família de Jesus. "Quem é minha mãe? Quem são meus irmãos?" A verdadeira família de Jesus, a partir de agora, é formada pelos que estão ao redor dele, numa atitude de companheiros na ação libertadora, e que fazem a vontade de Deus. É a Ponte que supera os muros para unir as pessoas em profundos laços de fraternidade... A relação mais intima com Jesus não se faz através do parentesco de sangue, mas na sintonia com sua prática libertadora. Quem faz a vontade de Deus será considerado irmão, irmã e mãe de Jesus. Maria era "Mãe" duplamente: porque gerou a Jesus e porque mais do que ninguém soube fazer sempre a vontade de Deus. O pecado nasce e é fruto do orgulho e constrói muros. Adão acusa Eva... Eva acusa a serpente... Os judeus não aceitaram a conversão e acusaram Cristo de endemoniado... Os familiares de Jesus o acusam de louco... Querem levá-lo para casa... Quem acusa está se autodefendendo. Quem acusa está querendo se esconder atrás da acusação. Quem acusa quer ser superior, quer dominar, quer destruir. Quanto esposo acusando a esposa e vice-versa. Quantos filhos acusando os pais e vice-versa. Quantos adultos acusando os jovens e quantos jovens acusando os adultos. Quantas pessoas acusando parente, vizinho... A acusação e as fofocas acabam com o diálogo entre as pessoas. São a morte do diálogo. Quem acusa se acha maior. Há uma necessidade de busca de diálogo e não acusação. Diálogo entre as comunidades. Sentar-se e conversar em pé de igualdade. Colocar as questões e juntos buscar as soluções para os problemas. 
Diálogo em família. Pais e filhos em pé de igualdade. Sentir juntos os problemas, conversá-los e encontrar maneiras melhores de convivência e de realização. Diálogo entre o casal. Os dois vivendo a experiência da diferença e da igualdade. Os dois comunicando-se e não se acusando. É a ponte que restabelece o verdadeiro espírito de família... 
Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa- 09.06.2024
 

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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 07 Jun 2024 14:30:09 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Nosso Domingo, como vai? O Filho do homem é Senhor também do sábado. - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 2,23-28;3,6)]]></title>
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				<description><![CDATA[Nosso Domingo, como vai? O Filho do homem é Senhor também do sábado. - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 2,23-28;3,6) 23Jesus estava passando por uns campos de trigo, em dia de sábado. Seus discípulos começaram a arrancar espigas, enquanto caminhavam. 24Então os fariseus disseram a Jesus: "Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?" 25Jesus lhes disse: "Por acaso, nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passaram necessidade e tiveram fome? 26Como ele entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães oferecidos a Deus, e os deu também aos seus compsábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. 28Portanto, o Filho do Homem é senhor também do sábado". 3,1Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. 2Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. 3Jesus disse ao homem da mão seca: "Levanta-te e fica aqui no meio!" 4E perguntou-lhes: "É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?" Mas eles nada disseram. 5Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; e disse ao homem: "Estende a mão". Ele a estendeu e a mão ficou curada. 6Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo. Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! - MENSAGEM - A Liturgia desse domingo nos dá a oportunidade para refletir sobre o Dia do Senhor e o seu verdadeiro sentido. A Primeira Leitura lembra a ordem emanada por Deus para descansar no dia do Sábado. (Dt5,13-15) Para Israel, a observância do sábado era considerada como a mais sagrada de todos os preceitos do decálogo. O repouso sabático tinha três significados religiosos profundos: Repouso, sinal de Libertação: Israel devia interromper o trabalho no sábado para lembrar-se de que foi libertado dos trabalhos forçados do Egito. Repouso, participação no repouso de Deus, na criação. É um sinal de que nos sentimos filhos de Deus. Repouso para Deus. "Mas o sétimo dia é o sábado para o Senhor teu Deus". Não é prescrição legal, mas exigência de diálogo entre Deus e o seu povo. Mas com o passar do tempo, perdeu o sentido religioso e tornou-se apenas uma série pesada de prescrições e proibições. Tornou-se sinal de uma nova escravidão e um culto formalista e exterior. Jesus precisava corrigir essa mentalidade. No Evangelho, Jesus interpreta o verdadeiro sentido do Sábado. Isso aparece em dois episódios: Os discípulos colhem e comem espigas de trigo num sábado, porque tinham fome. Reação dos judeus. Jesus: a vida está acima da lei. Jesus cura o homem da mão seca num sábado na sinagoga. Reação. Jesus pergunta: "É permitido curar? é dia de libertação?" E, transgredindo a lei do Sábado, cura o doente, para mostrar que toda lei deve estar a serviço do homem e do bem comum e não o homem ser escravo das leis. E justifica: "O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado" Afirma assim o primado da misericórdia sobre as exigências da Lei e o primado da consciência sobre a regra, do homem sobre a Lei. O sábado e a própria lei estão subordinados ao bem do homem. Palavras significativas: “Levanta-te! Vem para o meio!” Jesus quer restituir-lhe algo mais que uma mão sadia: sua dignidade. Por que Domingo? Os primeiros cristãos vindos do judaísmo, no começo observavam o sábado, mas se reuniam para a "fração do pão" no primeiro dia da semana, o "Dia do Senhor" ("Dies dominica"). Mas aos poucos o sábado foi substituído pelo domingo, dia em que Jesus ressuscitou. O Domingo não deve ser visto apenas como uma prática obrigatória, mas como um memorial da libertação trazida pela ressurreição de Jesus Cristo. "Santificar” o dia do Senhor não significa ficar sem fazer nada, mas ocupar-se de coisas que nos identificam com Deus e utilizar as horas desse dia para o louvor do Senhor, tanto por palavras, como por gestos e atitudes. Não se reduz a ir à missa... Como viver o DOMINGO? O Verdadeiro domingo se celebra de três maneiras: 1. É o dia da Participação Consciente na Eucaristia: que constitui uma ocasião para os cristãos se recuperarem e enriquecerem as forças interiores e espirituais. Entrar de novo em si mesmo, tomar consciência da própria situação interior, confrontar-se com a Palavra de Deus, encontrar-se com a pessoa do Cristo no sacramento: tudo isso dá ao domingo e à semana toda, um sentido de força, tornando o homem senhor de si mesmo e devolvendo-lhe as rédeas que talvez lhe tenham fugido das mãos. A missa constitui, portanto, o ponto de chegada da semana que passou e de partida para a sucessiva. É um acontecimento divino e humano, que levanta o tom da vida. 2. É o Dia do encontro Familiar e Fraterno: A fraternidade em torno da mesa eucarística deve projetar-se também fora da igreja. A família encontra unidos todos os seus componentes que durante a semana não podem se encontrar pela diversidade de horários. A caridade cristã se estende também para fora da família nas obras de caridade para com os pobres e necessitados. 3. É o Dia do lazer e do descanso: Aquela alegria dos batizados que são ressuscitados com Cristo, destinados a uma eternidade de alegria numa festa eterna. Há uma significativa diferença entre o sábado hebraico e domingo cristão. O sábado concluía uma semana, era um fim. O Domingo, ao contrário, abre a semana, é um início. E o nosso Domingo, como vai? É de fato um dia "santificado", fonte de alegria, de liberdade, de comunhão com Deus e com os irmãos, ou uma mera observância externa, um costume? Sobra mais tempo: - para a família? Para a comunidade? Para a oração, para o culto a Deus? Para a caridade? É um dia de descanso? Para que? O nosso domingo é de fato o "Dia do Senhor"? ou apenas o dia do futebol, do namoro, da TV, dos negócios, do lazer, ou das festinhas para comer e beber? Pe Antônio Geraldo Dalla Costa - 02-06-2024

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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 31 May 2024 09:51:52 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[A Trindade - A Solenidade da TRINDADE é um convite para contemplar Deus que é AMOR e vive em comunhão de pessoas e nos convida a participar da vida íntima de Deus. - Batizai-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Conclusão do Evangelho de Jes]]></title>
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				<description><![CDATA[A Trindade - A Solenidade da TRINDADE é um convite para contemplar Deus que é AMOR e vive em comunhão de pessoas e nos convida a participar da vida íntima de Deus. - Batizai-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Conclusão do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (Mt 28,16-20) Naquele tempo, 16Os onze discípulos foram para a Galileia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. 17Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele. Ainda assim alguns duvidaram. 18Então Jesus aproximou-se e falou: "Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. 19Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, 20e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei! Eis que eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor.
MENSAGEM - Desde pequenos, aprendemos de nossos pais a fazer o sinal da cruz e chamar a Deus: de Pai, Filho e Espírito Santo. Com toda a naturalidade, estávamos invocando o mistério mais profundo de nossa fé e da vida cristã: a Santíssima TRINDADE que hoje celebramos. Esta solenidade nos convida a refletir hoje sobre o Mistério da vida íntima de Deus e conhecer melhor quem é nosso Deus. 
A Primeira Leitura apresenta o Deus da ALIANÇA. Deus é o PAI que com sabedoria criou e dirige o universo. (Dt 4, 32-34.39-40) É parte de um discurso de Moisés, no final de sua vida, em que resume a Aliança e suas exigências. Convida Israel a contemplar a sua história e a ação de Deus na sua vida e na libertação do Egito. Dá pistas para reconhecer o verdadeiro rosto de Deus. É um Deus que estabelece COMUNHÃO e familiaridade com seu Povo. Ele vai ao encontro, fala com eles e está sempre atento aos seus problemas. É um Deus fiel, apesar da infidelidade de Israel. É um Deus próximo do Povo, embora esse se afaste dele. (Emanuel) E conclui convidando o Povo a cumprir os mandamentos do Senhor, pois são sugestões de um Deus que nos ama e quer a nossa felicidade e a nossa plena realização. O Antigo Testamento não conhecia o Mistério da Trindade, embora haja uma leve alusão na criação: O PAI cria o mundo pela PALAVRA e sobre as coisas criadas pairava o seu ESPÍRITO. Nessa etapa, aparece a UNICIDADE e a ESPIRITUALIDADE de Deus, assim como os atributos de ONIPOTÊNCIA e MISERICÓRDIA. Na Segunda Leitura, Paulo ressalta que Deus se tornou próximo do homem. É um Deus que nos tornou filhos adotivos e por isso, podemos chamá-lo de "Abba", "PAI". (Rm 8,14-17) No Evangelho, JESUS: fala do Pai e do Espírito Santo. (Mt 28,16-20) A Felipe: "Mostra-nos o Pai... Felipe, quem me vê, vê o Pai". (Jo 14,8-21) Promete o Espírito Santo... (Jo 14,16-27) Na Missão, envia os discípulos para pregar o evangelho e batizar em nome da Trindade... "Ide... pregai o evangelho... e batizai em nome do Pai e do Filho e do Espirito Santo" (Mt 28,19-20) Esse Mistério supera nossa capacidade de compreender, mas podemos e devemos crescer no conhecimento de Deus... Sabemos da existência desse Mistério, porque Jesus nos revelou. Por que Cristo nos revelou esse Mistério? Certamente, não foi para ser um problema para nossa compreensão. Pelo contrário, porque Deus nos ama, ele quer que participemos ainda mais de perto de sua vida de amor. A quem revelamos nossos segredos? A quem confiamos e amamos!... Por isso, porque Deus nos ama, ele quer que participemos mais de perto da sua vida de amor.   (Deus é amor... criou o mundo...) O Prefácio de hoje afirma: "Com o vosso Filho único e o Espírito Santo sois um só Deus e um só Senhor. Não uma única pessoa, mas três pessoas num só Deus. Tudo o que revelastes e nós cremos a respeito de vossa glória atribuímos igualmente ao Filho e ao Espírito Santo. E, proclamando que sois o Deus eterno e verdadeiro, adoramos cada uma das pessoas, na mesma natureza e igual majestade". A celebração da festa da Trindade não é um convite para decifrar o Mistério de um Deus em três pessoas, mas um convite para contemplar Deus que é AMOR e vive em comunhão de pessoas e nos convida a participar da vida íntima de Deus. O próprio Cristo afirma: "Se alguém me ama, guardará as minhas palavras; e meu Pai o amará e nós viremos a ele e faremos nele a nossa MORADA..." Que verdade consoladora: a nossa pessoa ser um Templo da Trindade... Em nós está o PAI, que nos chamou do nada, insuflou-nos o sopro da vida, deu-nos um nome, confiou-nos uma missão. Em nós está o FILHO, que entregou sua vida por nós, imagem do Filho de Deus a ser imitada e reproduzida por todos nós. Em nós está o ESPÍRITO SANTO, que nos ilumina e fortalece nos caminhos de Deus. E toda esta VIDA DIVINA nos é dada desde o BATISMO, quando fomos mergulhados no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; e cresce em nós a cada dia, nos sacramentos e na vida cristã, preparando-nos para nosso destino eterno: plenos do Espírito, sermos totalmente inseridos no Cristo e nele configurados, para contemplar eternamente o Pai! Essa relação com as três pessoas divinas, deve ser cultivada em nossa vida. Somos chamados a renovar o nosso compromisso batismal, para sermos reflexos da Trindade, sinais de comunhão, partilha e esperança, num mundo tão dividido, individualista e desesperançado. A Bíblia nos conta que em Moisés, após ter falado com Deus, dois raios de luz tão intensa iluminavam sua face, que não podiam olhar para ele... Que todos quantos nos encontrarem nessa semana, após esse nosso encontro com Deus nessa celebração, possam ver em nós, alguém que também se encontrou com seu Deus... Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 26.05.2024

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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 24 May 2024 09:25:40 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 19.05.2024]]></title>
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				<description><![CDATA["Vem Espírito Santo" - Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio: Recebei o Espírito Santo! Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 20,19-23) 19Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: "A paz esteja convosco". 20Depois destas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. 21Novamente, Jesus disse: "A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio". 22E depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: "Recebei o Espírito Santo. 23A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! MENSAGEM - Celebramos neste domingo a Solenidade de PENTECOSTES, que encerra o tempo litúrgico da Páscoa. É a plenitude do Mistério Pascal, com o Dom do Espírito Santo à Igreja. PENTECOSTES era uma festa judaica muito antiga, celebrada 50 dias após a Páscoa. Inicialmente, era uma festa agrícola em agradecimento a Deus pelas colheitas. Depois o povo começou a celebrar nela a ALIANÇA, o dom da LEI no Sinai e a constituição do Povo de Deus, fato acontecido 50 dias depois da saída do Egito... acompanhado de trovões, relâmpagos, trombetas, vento forte... A Primeira Leitura e o Evangelho descrevem o PENTECOSTES CRISTÃO. O Espírito presente no início da vinda pública de Jesus, está presente também no início da atividade missionária da Igreja. As narrativas são diferentes e até divergentes, mas se completam: São Lucas faz coincidir o Pentecostes cristão com o Pentecostes judaico..., para mostrar que o ESPÍRITO é a LEI da NOVA ALIANÇA e que, por ele, se constitui um NOVO POVO DE DEUS. Por isso, relata o FATO entre raios e trovões, inspirando-se na narrativa da entrega da Lei no Sinai. (At 2,1-11) Os apóstolos estão reunidos... trancados numa casa. O fogo do Espírito se reparte em forma de línguas sobre cada um deles. Eles saem do cenáculo e, em praça pública, começam a falar do Cristo ressuscitado, com grande entusiasmo e sabedoria. É a primeira e grande manifestação missionária da Igreja. E seus missionários são os doze apóstolos. E o povo espantado se questiona: "Como os escutamos na nossa língua?" O texto nos faz lembrar a Torre de Babel (Gn 11): Lá ninguém se entende mais... Aqui acontece o contrário: Por obra do Espírito Santo, todos falam uma língua que todos compreendem e que une a todos: a linguagem do amor. A intenção de Lucas é apresentar a Igreja como a Comunidade que nasce de Jesus, que é animada pelo Espírito e que é chamada a testemunhar aos homens o projeto libertador do Pai. São João colocou o Dom do Espírito Santo no dia da Páscoa. (Jo 20,19-23) Os Sinais ("anoitecer", "portas fechadas", "medo") revelam a situação de uma Comunidade desamparada, desorientada e insegura. Jesus aparece "no meio deles" e lhes deseja a "PAZ". Confia a Missão: "Como o Pai me enviou, eu VOS ENVIO". "Soprou" sobre eles e falou: "Recebei o ESPÍRITO SANTO". Nessa perspectiva, Páscoa e Pentecostes são partes do mesmo acontecimento. A preocupação dos evangelistas não foi escrever uma crônica histórica, mas uma Catequese sobre o Mistério Pascal e a Igreja. Afirmam a mesma coisa, expressando-se numa linguagem diferente. Para LUCAS: A Igreja é uma Comunidade que nasce de Jesus, é animada pelo Espírito e é chamada a testemunhar aos homens o projeto do Pai. O Espírito é a LEI NOVA que orienta a caminhada dos crentes. Ele criou uma comunidade”, capaz de ultrapassar as diferenças e unir todos os povos numa mesma comunidade de amor. Para JOÃO, a Igreja é uma Comunidade construída ao redor de Jesus e animada pelo Espírito, que a torna viva e "recriada". O Espírito é esse "sopro" de vida que a faz vencer o medo e as limitações e dar testemunho no mundo desse amor, que Jesus viveu até às últimas consequências. Para PAULO, a Igreja é o "Corpo Místico de Cristo". (1Cor 12, 3b-712-13) Apesar da diversidade dos membros e das funções, o Corpo é um só. Mas é o mesmo ESPÍRITO que alimenta e dá vida a esse corpo. O Salmista convida a bendizer o Deus Criador, que dá força e vida às criaturas por seu Espírito. (Sl 104) O Pentecostes continua: Diante desse fato grandioso, talvez invejamos a sorte dos apóstolos e esquecemos que o Pentecostes continua em nossa vida e na vida da Igreja... Em NOSSA VIDA houve um Pentecostes: A CRISMA, quando recebemos a plenitude do Espírito Santo para cumprir nossa missão... Na VIDA DA IGREJA, que nasceu no Pentecostes e continua a ser recriada pelo Espírito. O Espírito Santo é a alma da Igreja. O cristão é um enviado: "Como o Pai me enviou, eu também vos envio". Para promover a PAZ. É um dom precioso e ausente muitas vezes no mundo. Cristo e seu Espírito são fontes de paz para que o mundo creia. Para experimentar o PERDÃO e a MISERICÓRDIA (dado e recebido). O perdão e a misericórdia são as atitudes da Igreja diante do mundo. Para construir a COMUNIDADE. O Espírito de Deus foi derramado em cada um para conseguir a unidade de todos no amor. FAZER MEMÓRIA do Pentecostes na vida a Igreja, em sua origem, é tomar consciência que o mesmo Espírito que suscitou novas energias quando tudo parecia acabado, manifesta-se agora com toda a sua força, em meio aos desafios do nosso tempo, na fragilidade da própria Igreja. O papa Francisco tem se tornado um sinal desta fecundidade do Espírito, capaz de gerar vida, onde prevalecem sinais de desânimo e mediocridade. 
Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 19.05.2024

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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 17 May 2024 10:16:05 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA["Ide e Evangelizai" – Foi levado ao céu e sentou-se à direita de Deus. Conclusão do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 16,15-20)]]></title>
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				<description><![CDATA["Ide e Evangelizai" – Foi levado ao céu e sentou-se à direita de Deus. Conclusão do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 16,15-20) Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos, 15e disse-lhes: "Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! 16Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. 17Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; 18se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados". 19Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu, e sentou-se à direita de Deus. 20Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra por meio dos sinais que a acompanhavam. Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! MENSAGEM = Celebramos hoje a festa da ASCENSÃO do Senhor. O fato faz parte do Mistério Pascal de Cristo. Não deve ser interpretado literalmente (ao pé da letra), como uma reportagem histórica, mas como uma encenação literária de um dado da fé: termina a missão terrena de Jesus e inicia a missão da Igreja. Na Primeira Leitura, temos o Início dos Atos dos Apóstolos. (At 1,1-11) Esse livro pretende mostrar, que os ensinamentos e ações de Jesus continuam nos ensinamentos e nas ações da Comunidade cristã… 40 dias: É um número simbólico, catequético… É o tempo necessário para um discípulo aprender e repetir as lições do mestre. Numa refeição: num contexto de intimidade e comunhão… Recomendações: Ficar em Jerusalém… aguardando o Espírito Santo… MISSÃO:  "Sereis minhas testemunhas em Jerusalém… Judéia, Samaria e até os confins da terra..." "Elevou-se… e uma nuvem o encobriu...": Exprime o Mistério de Deus presente e escondido aos olhos do povo. ANJOS: convidam os discípulos não ficar de braços cruzados, olhando para o céu, mas descer seguir o caminho de Jesus. Lucas não tem a intenção de fornecer informações sobre o lugar, a forma e o tempo da ascensão.... (há contradições...) mas lembrar o compromisso missionário, que a Igreja recebeu de Cristo. Lucas faz desse acontecimento um divisor de águas. Com a Ascensão, termina o seu Evangelho e iniciam os Atos dos Apóstolos. São duas etapas diferentes da História da Salvação. A Ascensão não é uma despedida, mas uma nova presença do Mestre, que se manifesta mediante sinais da missão evangelizadora dos discípulos. O Projeto de salvação e de libertação de Jesus passou para as mãos da Igreja, animada pelo Espírito. Na Segunda Leitura, Paulo vê na Ascensão a glorificação de Cristo e o anúncio do retorno de toda a humanidade a Deus. (Ef 1,17-23) O Evangelho apresenta a Missão dos discípulos no mundo, após a partida de Jesus ao encontro do Pai. (Mc 16, 15-20) O texto é um acréscimo posterior ao evangelho de Marcos. É um resumo das aparições de Jesus e da Missão da Comunidade cristã. Narra TRÊS CENAS: 1) Jesus ressuscitado define a MISSÃO dos Discípulos. Os Destinatários: A Missão é UNIVERSAL: "Ide por todo o mundo... O Conteúdo do anúncio: "Pregai o Evangelho a toda a criatura". A Palavra EVANGELHO Na boca de Jesus, designa o anúncio do Reino que suscita a fé e o acolhimento da salvação. Para as comunidades cristãs, é o anúncio de um ACONTECIMENTO: Em Jesus Cristo, Deus veio ao encontro dos homens, manifestou-lhes o seu amor, inseriu-os na sua família, convidou-os a integrar a comunidade do Reino, ofereceu-lhes a vida definitiva. O anúncio do "Evangelho" obriga os homens a uma opção. Quem aderir à proposta de Jesus chegará à vida plena e definitiva. A obra missionária será acompanhada de Sinais, que atestarão autenticidade e continuidade da ação libertadora do Mestre: Expulsarão demônios, falarão novas línguas, resistirão ao veneno das serpentes, curarão doentes impondo as mãos. 2) Jesus PARTE ao encontro do PAI. Jesus sobe ao céu e senta-se à direita de Deus: Mostra a soberania de Jesus, como Senhor da História e do Universo... Não é o afastamento de Cristo, mas uma nova presença no mundo. 3) Os discípulos PARTEM ao encontro do MUNDO: a fim de concretizar a missão que Jesus lhes confiou. "Os discípulos então partiram e pregaram por toda a parte..." Na ação missionária, os discípulos não estão sozinhos... O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra pelos sinais". A Igreja é essencialmente uma comunidade missionária, cuja missão é: testemunhar, no mundo, a proposta de Salvação e Libertação de Cristo. A Ascensão de Jesus nos faz lembrar: A nossa ascensão: "Ele subiu não para se afastar da nossa humanidade, mas para nos dar a esperança de que um dia... iremos ao seu encontro, onde ele nos precedeu..." (Prefácio) A nossa vocação missionária: A Igreja é uma "Comunidade Missionária", cuja missão é: testemunhar, no mundo, a proposta de salvação e de libertação, que Jesus veio trazer aos homens. E Nós, vivemos o ideal missionário, conscientes de que na Igreja de Cristo, todo batizado é missionário? Mensagem do Papa para o 58º Dia Mundial das Comunicações. Inteligência artificial e sabedoria do coração: para uma comunicação plenamente humana - Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 12.05.2024

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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 10 May 2024 10:28:46 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA["Eu sou a Videira" - Quem permanecer em mim, e eu nele, produz muito fruto Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 15,1-8)]]></title>
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				<description><![CDATA["Eu sou a Videira" - Quem permanecer em mim, e eu nele, produz muito fruto Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 15,1-8) Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: 1"Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. 2Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda. 3Vós já estais limpos por causa da palavra que eu vos falei. 4Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim. 5Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permaneceu em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. 6Quem não permanecer em mim, será lançado fora como um ramo e secará. Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados. 7Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado. 8Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos. Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor!
MENSAGEM - A Liturgia nos fala da UNIDADE profunda dos discípulos com o Ressuscitado, através da imagem da VIDEIRA verdadeira. Devem "permanecer" em comunhão de vida com Cristo e com a comunidade. Na Primeira Leitura, PAULO narra a experiência vivida por ele, para ser aceito na Comunidade. (At 9,26-31) - Três anos após a sua conversão, Paulo vai a Jerusalém para se encontrar com Pedro e se integrar com a Comunidade. Lá o antigo perseguidor encontrou um clima de medo e de desconfiança. Mas ele não se decepcionou, nem se afastou da comunidade, pelo contrário, "permaneceu" unido a Cristo e à Comunidade. Cristianismo não é só um encontro pessoal com Jesus Cristo, é também uma experiência de partilha da fé e do amor com os irmãos. Quem são os "Paulos", hoje? NÓS também, muitas vezes, podemos encontrar dificuldade para permanecer em comunhão com os irmãos de nossa comunidade: Diante das contrariedades, somos tentados a abandonar tudo… Nenhum motivo nos deve levar a renunciar à unidade… Quantas pessoas são vistas com reservas ou desconfiança na Comunidade e não encontram um "Barnabé" que acredite nelas! Sabemos acolhê-las com alegria e compreensão? Na Segunda Leitura, João ensina que a nossa fé se manifesta através das obras de amor. (1Jo, 3,18-24) Permanecendo unidos a Cristo, circulará também em nós a sua vida (seiva). No Evangelho, Jesus afirma "Eu SOU a Videira Verdadeira". (Jo 15,1-8) Essas palavras, numa ceia de despedida, representam o seu "Testamento". Na Bíblia, a imagem da "Vinha" é muito frequente: Israel era considerado uma vinha plantada pelo próprio Deus, mas que não produziu os frutos esperados. E Deus, o vinhateiro, foi obrigado a abandoná-la, permitiu que fosse destruída… JESUS se apresenta como a "Videira verdadeira", capaz de produzir frutos, que Israel não produziu. Jesus é o tronco, nós somos os ramos e o Pai é o Agricultor. Ele cuida da videira, poda os ramos para produzirem mais. Os ramos secos ele corta e joga no fogo. Para dar FRUTOS, os "Ramos" precisam de DUAS COISAS: da Seiva da Videira, que é Cristo, pois "sem mim nada podeis fazer". O texto fala oito vezes em "permanecer em Cristo" e sete vezes em "dar frutos". Se não "permanecermos" unidos a Cristo, recebendo essa seiva, nos tornaremos ramos secos e estéreis, que serão cortados e excluídos... Poderão ser eficazes os nossos trabalhos pastorais, sem a seiva dessa videira e o contato com Jesus, através da oração? Da Poda: Quem não viu já a poda de um parreiral?... As gotas até parecem lágrimas chorando de dor pela poda..., dolorosa..., mas necessária... "para dar mais fruto". Sem a poda, poderá ter muita folha e pouco fruto... Permanecer em Cristo significa também perseverar com ele na prova... Aceitamos as podas? Quem são as tesouras? Deus, como trabalhador da vinha, se encarrega de fazer a poda. A sua Palavra põe às claras as nossas limitações e falhas… e PODA nosso egoísmo, o orgulho, a vaidade, a falsidade, a ganância... As pessoas afastadas: com críticas duras e ásperas contra a Igreja… Não poderiam se tornar uma poda salutar, ainda que muito dolorosa? As pessoas participantes: por motivos pessoais, também podem "podar"... Sabemos aceitar com humildade e tranquilidade? Os Familiares: "Gostaria de atuar, mas o marido (ou esposa...) não deixa..." Poderíamos resumir a mensagem de hoje em três Palavras: Um Apelo: "Produzir frutos…" Uma Condição: "Permanecer unido a ele".  Para isso, precisa: Gastar tempo com ele. Nenhum trabalho, mesmo pastoral, justifica o abandono do encontro pessoal com Cristo, na Oração. Jesus nos adverte: "Sem mim NADA podeis fazer". Devemos antes falar com Deus... para depois falar de Deus... Alimentar a nossa espiritualidade com esta "seiva divina", que é a graça de Deus, na escuta da Palavra, na prática sacramental... Uma Advertência: Cristão que não "permanece" com ele não dá frutos. Tornar-se-á então um "galho seco" que será cortado e jogado ao fogo... Isso acontece com aqueles que se separam de Cristo e da própria Comunidade. Hoje, Cristo continua produzindo frutos, que agradam ao Pai, por meio dos cristãos de nossas comunidades, que "permanecem" sempre unidos a Cristo. Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 28.04.2024
 

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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 26 Apr 2024 10:19:19 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[O Bom Pastor - O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 10,11-18) ]]></title>
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				<description><![CDATA[O Bom Pastor - O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 10,11-18) Naquele tempo, disse Jesus: 11"Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. 12O mercenário, que não é pastore não é dono das ovelhas, vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e foge, e o lobo as ataca e dispersa. 13Pois ele é apenas um mercenárioe não se importa com as ovelhas. 14Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem, 15assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai. Eu dou minha vida pelas ovelhas. 16Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil: também a elas devo conduzir; escutarão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor. 17É por isso que o Pai me ama, porque dou a minha vida, para depois recebê-la novamente. 18Ninguém tira a minha vida, eu a dou por mim mesmo; tenho poder de entregá-la e tenho poder de recebê-la novamente; esta é a ordem que recebi do meu Pai". Palavra da Salvação, Glória a Vós Senhor! – MENSAGEM - O Quarto domingo de Páscoa é conhecido como o Domingo do BOM PASTOR, porque nele todos os anos, Jesus é apresentado como o "Bom Pastor". No Antigo Testamento, essa imagem aparece com frequência… Grandes personagens foram pastores (Abel… Moisés… Davi…) Num país árido, a presença do pastor era vital para a ovelha sobreviver... O pastor passava o dia todo com ela e estabelecia profunda identidade com ela. O próprio Deus se compara a um Pastor, que guia, defende e alimenta o seu povo (Sl 80). Quase todos os Reis de Israel foram "Maus pastores", que conduziram o Povo por caminhos de morte e desgraça. Por isso, o Senhor promete: "Eu mesmo apascentarei as minhas ovelhas". (Ez 34,15) A Primeira Leitura mostra o PRIMEIRO PASTOR da jovem Comunidade: Pedro responde ao Sinédrio, que curou o aleijado: "em nome de Jesus Cristo, crucificado por vós, mas ressuscitado por Deus". (At 4,8-12) Ele é o único Salvador, o "Pastor verdadeiro" que nos conduz à verdadeira vida. O Salmista agradece porque a pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra angula. (Sl 118) Na Segunda Leitura, João afirma que somos todos FILHOS DE DEUS. Mas essa filiação divina não é uma conquista nossa, mas um dom do Deus que habita em nós. (1Jo 3,1-2) No Evangelho, Jesus afirma: "Eu sou o BOM PASTOR". (Jo 10,11-18) É uma Catequese sobre a pessoa e a missão de Jesus: conduzir o homem às pastagens verdejantes e às fontes cristalinas, de onde brota a vida em plenitude. O BOM PASTOR é diferente dos outros, por duas razões: Porque está disposto a DAR A VIDA pelas ovelhas que ama. (5 x) O mercenário no perigo abandona as ovelhas e foge… Porque CONHECE suas ovelhas e é conhecido por elas… Ele as chama pelo nome… e elas o seguem… "Conhecer" é mais que um ato intelectual… é comunhão de vida... É fruto do convívio e do diálogo, e gera o amor. Quem são as ovelhas desse rebanho? São os que seguem a voz do Pastor. Mas não só os que participam da Igreja de modo organizado: "Tenho ainda outras ovelhas que não são desse rebanho, é preciso que eu as conduza. E elas ouvirão a minha voz. E haverá um só rebanho e um só pastor". Esse apelo de unidade de Cristo nos pede: um zelo apostólico para cativar outras ovelhas que ainda não descobriram o amor apaixonado do Bom Pastor... um espírito de unidade que vença as barreiras que nos separam... Ele não quer uma Igreja dividida em rebanhos separados... É um convite ao verdadeiro ecumenismo... Quem é o nosso Pastor? Para os cristãos, o Pastor por excelência é Cristo: Ele recebeu do Pai a missão de conduzir o rebanho de Deus… Pastores são também o Papa, os Bispos, os padres... São também as pessoas que prestam um serviço na família, na sociedade, no ambiente de trabalho... São também pessoas que receberam de Deus e da Igreja a missão de presidir e animar, em nossas comunidades cristãs. A única condição para pastorear o rebanho do Bom Pastor Jesus falou certa vez a Pedro: “Simão, tu me amas? Então apascenta as minhas ovelhas!”. Quem não é apaixonado por Jesus não pode ser pastor do seu rebanho! Não se trata de competência, de eficiência ou de vedetismo; trata-se de amor! Se tu amas, então apascenta! Como Cristo exerce a Missão de Pastor? Ele aponta caminhos, defende as suas ovelhas nos perigos, mantém uma relação pessoal com cada uma, conhece os seus sofrimentos, sonhos e esperanças. As Pastorais são serviços de Pastor nos diversos setores da Comunidade. Como atuamos nós? Por amor ou para levar alguma vantagem? Como reconhecer o "Bom Pastor"? Para distinguir a "voz" do "Bom Pastor" é preciso um permanente diálogo íntimo com Cristo, um confronto permanente com a sua Palavra e a participação ativa nos sacramentos. Voltemos o nosso olhar para Aquele que foi entregue por nós e por nós ressuscitou. Olhemos seu lado aberto, suas mãos chagadas. Escutemo-lo dizer: "Eu sou o bom Pastor! Eu conheço as minhas ovelhas! Eu dou a minha vida pelas ovelhas!" Num mundo de tantas vozes, sigamos a voz de Jesus! Num mundo de tantas pastagens venenosas, deixemos que o Senhor nos conduza às pastagens verdadeiras, que nos dão vida plena e sacia nosso coração! Num mundo que nos tenta seduzir com tantos amores, amemos de todo coração Aquele que nos amou e por nós se entregou ao Pai! Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 21.04.2024

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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 19 Apr 2024 10:07:17 -0300</pubDate>
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