SONORA ESTÂNCIA S.A.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – Safra 2024/2025
Senhores Acionistas,
Em conformidade com as disposições legais e estatutárias, a administração da Sonora Estância S.A (Companhia) submete à apreciação de seus acionistas o Relatório da Administração e as correspondentes Demonstrações Financeiras Individuais e Consolidadas, acompanhadas do parecer dos auditores independentes, referentes ao exercício findo em 31 de março de 2025. Todas as comparações realizadas neste relatório levam em consideração dados consolidados em relação ao mesmo período de 2024 de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.
As demonstrações financeiras estão sendo apresentadas em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil, com atendimento integral da Lei 6.404/1976, conforme alterada e pronunciamentos emitidos pelo CPC - Comitê de Pronunciamentos Contábeis e aprovados pelo CFC - Conselho Federal de Contabilidade.
Nossas empresas são compostas pela Sonora Estância S.A. produtora de açúcar, etanol e Co-Geração de energia elétrica e pelas subsidiárias integrais (i)Rio Corrente Agrícola S.A. produtora de cana de açúcar e outros produtos agrícolas como soja e milho vendidos a terceiros, e a (ii)Nearco Imóveis Ltda. administradora e comercializadora de imóveis, que em conjunto denominam-se, Grupo ou Companhia.
Encerramos a Safra 2024/2025 de forma positiva, não obstante a redução de produtividade do canavial em função do stress hídrico observado ao longo da safra. Tivemos a manutenção do Rating Corporativo em escala “A” por parte da S&P Global e demos início ao plano de expansão da Companhia com o aumento de área agriculturável através de nova parceria agrícola firmada.
Todavia, a manutenção de elevada taxa de juros continua sendo um ponto de atenção em nossas despesas financeiras, além dos custos de insumos e matérias primas essenciais às nossas atividades, que dada às instabilidades geopolíticas mundiais, continuam com volatilidade relevante
Diante deste cenário, e atentos aos preços das commodities, a Administração tomou as ações que julgou adequadas e necessárias à preservação da continuidade dos negócios e saúde financeira da Companhia.
Mantemos nosso compromisso com a manutenção de altos padrões de produção e comercialização, perseguindo a melhoria contínua em nossos processos agrícolas, industriais e administrativos, sempre de acordo com os requisitos exigidos pelos órgãos reguladores, clientes, fornecedores e guiados pelos princípios de conduta ética, segura, social e ambientalmente responsável que norteiam a Companhia.
Ao longo do tempo a empresa tem se comprometido na busca de melhores resultados, através de iniciativas e esforços que capturem redução dos custos agrícolas, industriais e administrativos além da melhoria contínua na produção de açúcar e etanol.
Para tanto, acompanha periodicamente os principais benchmarks de mercado e mantém sua política de investimentos e modernização do parque industrial, mecanização agrícola, controle ambiental e estrutura de gestão administrativa, aplicando seus recursos de forma seletiva com a cautela que o momento exige.
Neste exercício foram feitos investimentos na renovação de frota das operações agrícolas, englobando colhedoras, tratores e caminhões, com a expectativa de aumento de produtividade e redução de custos operacionais para as próximas safras. Concluímos a expansão de armazenagem de Açucar com dois novos armazéns para este fim. Iniciamos a primeira etapa do projeto de irrigação por gotejamento a fim de validar o business case e assim avançar para as próximas etapas.
A Companhia continua em busca de oportunidades sustentáveis para crescimento de sua área agriculturável para expansão de capacidade de moagem e produção.
Um dos objetivos da gestão de recursos humanos é adotar políticas de incentivo ao treinamento, com atuação muito forte junto ao pessoal de produção, garantindo, assim, elevados padrões de qualidade e melhora nos índices de produtividade. Demos sequência ao programa de treinamento das lideranças, e seguimos também com o projeto de estágio, atraindo jovens para darem seus primeiros passos profissionais em nossa organização, desenvolvendo-os em busca de uma relação de longo prazo ao final do programa.
A empresa está totalmente comprometida com a manutenção de um ambiente de trabalho seguro, saudável e livre de acidentes ambientais, através do atendimento de todos os requisitos legais necessários às operações.
Em 2024, a Usina Sonora manteve-se atenta e monitorando potenciais novas ondas de propagação de doenças transmissíveis e fez campanha de vacinação quando aplicável para continuar garantindo a segurança e a saúde de seus colaboradores.
Trabalhamos mantendo todos estes protocolos exigidos pela OMS (Organização Mundial da Saúde), pelos órgãos federais, estaduais e municipais durante toda a Safra 24/25.
Seguindo a prática de muitos anos, a política de ação social da empresa baseia-se no relacionamento e programas desenvolvidos em conjunto com associações comunitárias, fundações e escolas, visando o bem-estar social de seus colaboradores e das comunidades onde atuam. Assim, a Companhia manteve ativa ações abaixo mencionadas:
Atentas ao cumprimento da legislação ambiental, ao desenvolvimento sustentável e ao fiel cumprimento da sua política de sustentabilidade, a empresa desenvolve e expande suas atividades com absoluto respeito ao meio-ambiente.
A Administração propõe aos seus acionistas que, do lucro total do exercício, no montante de R$ 53.707,4 mil sejam destinados: (i) R$ 2.685,4 mil para a Reserva Legal; (ii) R$ 33.200,0 mil para pagamento de JCP já declarados; (iii) R$ 11.132,5 mil para compensação de mútuo da companhia com a Sonora Energia Ltda; e (iv) R$ 6.689,5 mil sejam destinados a pagamento de dividendos aos acionistas.
Agradecemos a todos os clientes, fornecedores e demais parceiros de negócio pela confiança e apoio a esta Administração.
Especial agradecimento aos nossos colaboradores, pelo engajamento e dedicação para com o cumprimento dos objetivos estabelecidos.
LUCA GIOBBI
Diretor Presidente
Sonora Estância S.A.
Balanço patrimonial em 31 de março de 2025 e 2024 (Em milhares de Reais)
Demonstração do resultado
Exercícios findos em 31 de março de 2025 e 2024 (Em milhares de Reais)
As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
Demonstração do resultado abrangente
Exercícios findos em 31 de março de 2025 e 2024 (Em milhares de Reais)
Demonstração das mutações do patrimônio líquido
Exercícios findos em 31 de março de 2025 e 2024 (Em milhares de Reais)
As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
Demonstração dos fluxos de caixa
Exercícios findos em 31 de março de 2025 e 2024 (Em milhares de Reais)
As notas explicativas da administração são parte integrante das demonstrações financeiras.
Notas explicativas da administração às demonstrações financeiras
(Em milhares Reais, exceto quando indicado de outra forma)
A Sonora Estância S.A. (“Companhia” ou “Controladora”) tem por objeto a produção, a industrialização, o comércio, a importação e a exportação de produtos agrícolas, agropecuários e seus derivados, em todas as suas modalidades, inclusive a cultura e a industrialização de cana-de-açúcar, para produção e comercialização de álcool, açúcar e seus derivados. A Companhia pode participar de outras sociedades empresariais, com os mesmos objetivos ou outros, na qualidade de sócia-cotista ou acionista, obedecidos aos preceitos legais e regulamentares vigentes. A Companhia controla integralmente a Rio Corrente Agrícola S.A. (“Controlada Agrícola”) que tem por objeto a exploração e comercialização de produtos agrícolas, principalmente das culturas de cana-de-açúcar e soja; e também a Nearco Imóveis Ltda. (“Controlada Imobiliária”) tem por objeto a administração e venda de imóveis e loteamentos.
As operações da Companhia concentram-se na produção de etanol e açúcar, processados a partir de cana-de-açúcar, fornecida principalmente pela sua controlada Rio Corrente Agrícola S.A.; além da Nearco Imóveis Ltda. que se administra imóveis e loteamentos; os quais, em conjunto constituem o “Grupo”.
Os Acionistas de Sonora Estância S.A., por meio do “Protocolo e Justificação da Cisão Parcial da Sonora Estância S.A. com Versão da Parcela de seu Patrimônio para a AG Agrícola Ltda.”, da “Assembleia Geral Extraordinária da Sonora Estância S.A.” e da “Segunda Alteração do Contrato Social da AG Agrícola Ltda.” definiram que cisão parcial seria realizada com base no balanço patrimonial levantado em 31 de março de 2024. Todos os documentos acima referidos foram assinados em 08 de maio de 2024.
O laudo de avaliação dos bens patrimoniais correspondentes à Cisão Parcial, emitido por empresa especializada, considerou como base de valor os números contábeis na mesma data base de 31 de março de 2024.
O acervo líquido da cisão constituiu na transferência do investimento da Companhia na AG Agrícola no valor de R$ 40.439 com redução do valor do Patrimônio Líquido no mesmo valor.
Com o processo de cisão parcial, o Capital Social da Sonora Estância S.A. foi reduzido em R$ 15.902 e as Reservas de Lucros em R$ 14.775. Esses mesmos valores resultaram em aumento do capital social da AG Agrícola e da Reservas de Lucros.
A seguir demonstra-se o resumo do acervo liquido cindido em 31 de março de 2024:
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Ativo |
31/03/2024 |
Passivo |
31/03/2024 |
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Não Circulante |
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Patrimônio Líquido |
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Investimentos – AG Agrícola |
40.439 |
Capital Social |
15.902 |
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Reservas de Lucros |
14.775 |
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Lucros Acumulados |
9.762 |
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Total |
40.439 |
Total |
40.439 |
Com o processo de cisão parcial a Acionista Arliene Giobbi se retirou da Companhia, recebendo, como acima demonstrado, a totalidade das quotas sociais da AG Agrícola Ltda..
As demonstrações financeiras foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), e evidenciam todas as informações relevantes próprias das demonstrações financeiras, e somente elas, as quais estão consistentes com as utilizadas pela administração na sua gestão.
A emissão dessas demonstrações financeiras foi autorizada pela Administração, em 26 de junho de 2025.
As políticas contábeis materiais aplicadas na preparação dessas demonstrações financeiras estão apresentadas na Nota 4.
As demonstrações financeiras foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor, que, no caso de outros ativos e passivos financeiros (inclusive instrumentos derivativos) e ativos biológicos é ajustado para refletir a mensuração ao valor justo.
A preparação de demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis do Grupo. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e têm maior complexidade, bem como as áreas nas quais premissas e estimativas são significativas para as demonstrações financeiras, estão divulgadas na Nota 5.
As demonstrações financeiras individuais da Controladora foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). Essas demonstrações individuais são divulgadas em conjunto com as demonstrações financeiras consolidadas.
As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas e estão sendo apresentadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC).
A Companhia detêm o controle da Rio Corrente Agrícola S.A., empresa controlada incluída na consolidação, sediada em Sonora-MS, que tem por objeto a exploração e comercialização de produtos agrícolas, principalmente das culturas de cana-de-açúcar e soja. E da Nearco Participações Ltda., empresa criada em 05 de maio de 2022, estabelecida na cidade de Sonora-MS, e que tem por objeto a administração e venda de imóveis e loteamentos.
Os itens incluídos nas demonstrações financeiras de cada uma das empresas da “Companhia” são mensurados usando a moeda do principal ambiente econômico no qual a empresa atua (a "moeda funcional").
As demonstrações financeiras estão apresentadas em R$, que é a moeda funcional e de apresentação do Grupo. Todos os saldos foram arredondados para o milhar mais próximo, exceto quando indicado de outra forma.
As demonstrações financeiras preparadas com base no custo histórico, com exceção dos seguintes itens materiais reconhecidos nos balanços patrimoniais:
Classificação dos passivos como circulante ou não circulante e passivos não circulantes com covenants (alterações ao CPC 26)
O Grupo adotou a classificação de passivos como circulantes ou não circulantes (alterações ao CPC 26) e passivos não circulantes com covenants (alterações ao CPC 26) a partir de 1º de abril de 2024. As alterações se aplicam retrospectivamente.
Elas esclarecem certos requisitos para determinar se um passivo deve ser classificado como circulante ou não circulante e exigem novas divulgações para passivos de empréstimos não circulantes que estejam sujeitos a covenants dentro de 12 meses após o período de relatório. Isso resultou em uma mudança na política contábil para a classificação de passivos que podem ser liquidados em ações próprias de uma entidade do Grupo. Anteriormente, o Grupo ignorava todas as opções de conversão de contraparte ao classificar os passivos relacionados como circulantes ou não circulantes. O Grupo leva em consideração a opção de conversão ao classificar o passivo principal como circulante ou não circulante, a menos que a opção seja classificada como patrimônio líquido de acordo com o CPC 39. Os outros passivos do Grupo não foram impactado pelas alterações.
Conforme divulgado na nota explicativa 19, o Grupo tem empréstimos bancários com garantia que estão sujeitos a covenants específicos (não financeiros). Embora uma eventual futura violação dos covenants específicos possa exigir que o Grupo liquide os passivos antes das datas de vencimento contratuais, a Administração avaliou os impactos dessa política e não identificou risco de impacto significativo que alterasse a classificação dos seus passivos.
As principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras estão definidas a seguir. Essas políticas foram aplicadas de modo consistente em todos os exercícios apresentados.
O Grupo aplicou as políticas contábeis materiais descritas abaixo de maneira consistente a todos os exercícios apresentados nestas demonstrações financeiras.
As seguintes políticas contábeis são aplicadas na elaboração das demonstrações financeiras consolidadas.
Controlada é a entidade na qual a Companhia detém o controle. A controlada é totalmente consolidada a partir da data em que o controle é transferido para a Companhia. A consolidação é interrompida a partir da data em que a Companhia deixa de ter o controle.
Os ativos identificáveis adquiridos e os passivos e passivos contingentes assumidos para a aquisição de controladas em uma combinação de negócios são mensurados inicialmente pelos valores justos na data da aquisição. A Companhia reconhece a participação não controladora na adquirida, tanto pelo seu valor justo como pela parcela proporcional da participação não controlada no valor justo de ativos líquidos da adquirida. A mensuração da participação não controladora é determinada em cada aquisição realizada. Custos relacionados com aquisição são contabilizados no resultado do exercício conforme incorridos.
Transações, saldos e ganhos não realizados em transações entre Companhia e controlada são eliminados. Os prejuízos não realizados também são eliminados a menos que a operação forneça evidências de uma perda (impairment) do ativo transferido. As políticas contábeis das controladas são alteradas, quando necessário, para assegurar a consistência com as políticas adotadas pela Companhia.
Quando a Companhia deixa de ter controle, qualquer participação retida na entidade é remensurada ao seu valor justo, sendo a mudança no valor contábil reconhecida no resultado. Os valores reconhecidos previamente em outros resultados abrangentes são reclassificados para o resultado.
Os investimentos da Companhia nas demonstrações financeiras individuais são contabilizados pelo método da equivalência patrimonial e compreendem suas participações em controladas.
Tais investimentos são reconhecidos inicialmente pelo custo, o qual inclui os gastos com a transação. Após o reconhecimento inicial, as demonstrações financeiras incluem a participação da Companhia no lucro ou prejuízo líquido do exercício e outros resultados abrangentes da investida até a data em que a influência significativa ou controle conjunto deixa de existir.
Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários e outros investimentos de curto prazo de alta liquidez, com vencimentos originais de até três meses, e com risco insignificante de mudança de valor, sendo o saldo apresentado líquido de saldos de contas garantidas na demonstração dos fluxos de caixa. As contas garantidas são demonstradas no balanço patrimonial como "Empréstimos".
Estão demonstradas ao custo, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço, possuem vencimentos inferiores a 360 dias.
As contas a receber de clientes são substancialmente decorrentes da venda de açúcar, etanol e energia elétrica e são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método da taxa efetiva de juros menos a provisão para perdas esperadas de crédito (impairment).
Todos os outros ativos e passivos financeiros são reconhecidos inicialmente quando o Grupo se torna parte das disposições contratuais do instrumento.
Um ativo financeiro (a menos que seja contas a receber de clientes sem um componente de financiamento significativo) ou passivo financeiro é inicialmente mensurado ao valor justo, acrescido, para um item não mensurado ao VJR, os custos de transação que são diretamente atribuíveis à sua aquisição ou emissão. Contas a receber de clientes sem um componente significativo de financiamento é mensurado inicialmente ao preço da operação.
Instrumentos Financeiros
No reconhecimento inicial, um ativo financeiro é classificado como mensurado: ao custo amortizado; ao VJORA - instrumento de dívida; ao VJORA - instrumento patrimonial; ou ao VJR.
Os ativos financeiros não são reclassificados subsequentemente ao reconhecimento inicial, a não ser que o Grupo mude o modelo de negócios para a gestão de ativos financeiros, e neste caso todos os ativos financeiros afetados são reclassificados no primeiro dia do período de apresentação posterior à mudança no modelo de negócios.
Um ativo financeiro é mensurado ao custo amortizado se atender ambas as condições a seguir e não for designado como mensurado ao VJR:
No reconhecimento inicial de um investimento em um instrumento patrimonial que não seja mantido para negociação, o Grupo pode optar irrevogavelmente por apresentar alterações subsequentes no valor justo do investimento em ORA. Essa escolha é feita investimento por investimento.
Todos os ativos financeiros não classificados como mensurados ao custo amortizado ou ao VJORA, conforme descrito acima, são classificados como ao VJR. No reconhecimento inicial, o Grupo pode designar de forma irrevogável um ativo financeiro que de outra forma atenda aos requisitos para ser mensurado ao custo amortizado ou ao VJORA como ao VJR se isso eliminar ou reduzir significativamente um descasamento contábil que de outra forma surgiria.
Ativos financeiros - Avaliação do modelo de negócio
O Grupo realiza uma avaliação do objetivo do modelo de negócios em que um ativo financeiro é mantido em carteira porque isso reflete melhor a maneira pela qual o negócio é gerido e as informações são fornecidas à Administração. As informações consideradas incluem:
As transferências de ativos financeiros para terceiros em transações que não se qualificam para o desreconhecimento não são consideradas vendas, de maneira consistente com o reconhecimento contínuo dos ativos do Grupo.
Os ativos financeiros mantidos para negociação ou gerenciados com desempenho avaliado com base no valor justo são mensurados ao valor justo por meio do resultado.
Ativos financeiros - Avaliação sobre se os fluxos de caixa contratuais são somente pagamentos de principal e de juros.
Para fins dessa avaliação, o “principal” é definido como o valor justo do ativo financeiro no reconhecimento inicial. Os “juros” são definidos como uma contraprestação pelo valor do dinheiro no tempo e pelo risco de crédito associado ao valor principal em aberto durante um determinado período de tempo e pelos outros riscos e custos básicos de empréstimos (por exemplo, risco de liquidez e custos administrativos), assim como uma margem de lucro.
O Grupo considera os termos contratuais do instrumento para avaliar se os fluxos de caixa contratuais são somente pagamentos do principal e de juros. Isso inclui a avaliação sobre se o ativo financeiro contém um termo contratual que poderia mudar o momento ou o valor dos fluxos de caixa contratuais de forma que ele não atenderia essa condição. Ao fazer essa avaliação, o Grupo considera:
O pagamento antecipado é consistente com o critério de pagamentos do principal e juros caso o valor do pré-pagamento represente, em sua maior parte, valores não pagos do principal e de juros sobre o valor do principal pendente - o que pode incluir uma compensação adicional razoável pela rescisão antecipada do contrato. Além disso, com relação a um ativo financeiro adquirido por um valor menor ou maior do que o valor nominal do contrato, a permissão ou a exigência de pré-pagamento por um valor que represente o valor nominal do contrato mais os juros contratuais (que também pode incluir compensação adicional razoável pela rescisão antecipada do contrato) acumulados (mas não pagos) são tratadas como consistentes com esse critério se o valor justo do pré-pagamento for insignificante no reconhecimento inicial.
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Ativos financeiros - Mensuração subsequente e ganhos e perdas. |
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Ativos financeiros a VJR |
Esses ativos são mensurados subsequentemente ao valor justo. O resultado líquido, incluindo juros ou receita de dividendos, é reconhecido no resultado. |
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Ativos financeiros a custo amortizado |
Esses ativos são subsequentemente mensurados ao custo amortizado utilizando o método de juros efetivos. O custo amortizado é reduzido por perdas por impairment. A receita de juros, ganhos e perdas cambiais e o impairment são reconhecidos no resultado. Qualquer ganho ou perda no desreconhecimento é reconhecido no resultado. |
Ativos financeiros
O Grupo classifica os ativos financeiros nas seguintes categorias:
Ativos financeiros - Mensuração subsequente e ganhos e perdas
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Ativos financeiros a VJR |
Mensurados ao valor justo e as variações no valor justo, incluindo juros ou receita de dividendos, foram reconhecidas no resultado. |
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Empréstimos e recebíveis |
Mensurados ao custo amortizado utilizando o método de juros efetivos. |
Passivos financeiros - Classificação, mensuração subsequente e ganhos e perdas
Os passivos financeiros foram classificados como mensurados ao custo amortizado ou ao VJR. Um passivo financeiro é classificado como mensurado ao valor justo por meio do resultado caso for classificado como mantido para negociação, for um derivativo ou for designado como tal no reconhecimento inicial. Passivos financeiros mensurados ao VJR são mensurados ao valor justo e o resultado líquido, incluindo juros, é reconhecido no resultado. Outros passivos financeiros são subsequentemente mensurados pelo custo amortizado utilizando o método de juros efetivos. A despesa de juros, ganhos e perdas cambiais são reconhecidos no resultado. Qualquer ganho ou perda no desreconhecimento também é reconhecido no resultado.
Ativos financeiros
O Grupo desreconhece um ativo financeiro quando os direitos contratuais aos fluxos de caixa do ativo expiram, ou quando o Grupo transfere os direitos contratuais de recebimento aos fluxos de caixa contratuais sobre um ativo financeiro em uma transação na qual substancialmente todos os riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro são transferidos ou na qual o Grupo nem transfere nem mantém substancialmente todos os riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro e também não retém o controle sobre o ativo financeiro.
O Grupo realiza transações em que transfere ativos reconhecidos no balanço patrimonial, mas mantém todos ou substancialmente todos os riscos e benefícios dos ativos transferidos. Nesses casos, os ativos financeiros não são desreconhecidos.
Passivos financeiros
O Grupo desreconhece um passivo financeiro quando sua obrigação contratual é retirada, cancelada ou expirada. O Grupo também desreconhece um passivo financeiro quando os termos são modificados e os fluxos de caixa do passivo modificado são substancialmente diferentes, caso em que um novo passivo financeiro baseado nos termos modificados é reconhecido a valor justo.
No desreconhecimento de um passivo financeiro, a diferença entre o valor contábil extinto e a contraprestação paga (incluindo ativos transferidos que não transitam pelo caixa ou passivos assumidos) é reconhecida no resultado.
Os ativos ou passivos financeiros são compensados e o valor líquido apresentado no balanço patrimonial quando, e somente quando, o Grupo tenha um direito legalmente executável de compensar os valores e tenha a intenção de liquidá-los em uma base líquida ou de realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente.
As contas a receber de clientes correspondem aos valores a receber pela venda de mercadorias no curso normal das atividades do Grupo.
O Grupo mantém as contas a receber de clientes com o objetivo de arrecadar fluxos de caixa contratuais, e portanto são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método da taxa efetiva de juros menos a provisão para perdas.
Se o prazo de recebimento é equivalente a um ano ou menos, as contas a receber são classificadas no ativo circulante. Caso contrário, são apresentadas no ativo não circulante.
Os estoques são demonstrados ao custo ou ao valor líquido de realização, dos dois o menor. O método de avaliação dos estoques é o da média ponderada móvel. O custo dos produtos acabados e dos produtos em elaboração compreende os custos de produção, matérias-primas, mão de obra direta, outros custos diretos e as respectivas despesas diretas de produção (com base na capacidade operacional normal),excluindo os custos de empréstimos. O valor líquido de realização é o preço de venda estimado no curso normal dos negócios, menos os custos estimados de conclusão e os custos estimados necessários para efetuar a venda.
A cana de açúcar consumida no processo produtivo é avaliada pelo seu valor justo menos as despesas de venda apuradas na data do corte.
Os ativos biológicos compreendem as lavouras de cana-de-açucar e soja, e são mensurados ao valor justo, deduzidos dos custos estimados de venda no momento do corte. Na determinação do valor justo foi utilizado o método de fluxo de caixa descontado de acordo com o ciclo de produtividade projetado desses ativos.
As premissas significativas na determinação do valor justo dos ativos biológicos estão demonstradas na Nota 14.
O valor justo dos ativos biológicos é determinado no reconhecimento dos ativos e na data base das demonstrações financeiras. O ganho ou perda na variação do valor justo dos ativos biológicos são reconhecidos no resultado do período em que ocorrem, em linha específica da demonstração do resultado, denominada "Variação do valor justo dos ativos biológicos". O valor da exaustão dos ativos biológicos é mensurado pela quantidade do produto agrícola cortada /vendida, avaliada por seu valor justo.
Softwares
As licenças de softwares são capitalizadas com base nos custos incorridos para adquirir os softwares e fazer com que eles estejam prontos para serem utilizados. Esses custos são amortizados durante a vida útil estimada dos softwares de três a cinco anos.
Os custos associados à manutenção de softwares são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento que são diretamente atribuíveis ao projeto e aos testes de produtos de software identificáveis e exclusivos, controlados pelo Grupo, são reconhecidos como ativos intangíveis.
Os custos diretamente atribuíveis, que são capitalizados como parte do produto de software, incluem os custos com empregados alocados no desenvolvimento de softwares e uma parcela adequada das despesas indiretas aplicáveis. Os custos também incluem os custos de financiamento incorridos durante o período de desenvolvimento do software.
Outros gastos de desenvolvimento que não atendam aos critérios de capitalização são reconhecidos como despesa, conforme incorridos. Os custos de desenvolvimento previamente reconhecidos como despesa não são reconhecidos como ativo em período subsequente.
Os custos de desenvolvimento de softwares reconhecidos como ativos são amortizados durante sua vida útil estimada, não superior a cinco anos.
Terrenos e edificações compreendem, principalmente, fábricas, pontos de varejo e escritórios. O imobilizado é mensurado pelo seu custo histórico ou seu custo atribuído, menos depreciação acumulada. O custo histórico inclui os gastos diretamente atribuíveis à aquisição dos itens e também pode incluir referentes à compra de imobilizado em moeda estrangeira. O custo histórico também inclui os custos de financiamento relacionados com a aquisição de ativos qualificados.
Os custos subsequentes são incluídos no valor contábil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, conforme apropriado, somente quando for provável que fluam benefícios econômicos futuros associados a esses custos e que possam ser mensurados com segurança. O valor contábil de itens ou peças substituídos é baixado. Todos os outros reparos e manutenções são lançados em contrapartida ao resultado do exercício, quando incorridos.
Os terrenos não são depreciados. A depreciação de outros ativos é calculada usando o método linear considerando os seus custos e seus valores residuais durante a vida útil estimada, como segue:
Os valores residuais e a vida útil dos ativos são revisados e ajustados, se apropriado, ao final de cada exercício.
O valor contábil de um ativo é imediatamente baixado ao seu valor recuperável quando o valor contábil do ativo é maior do que seu valor recuperável estimado.
Os ganhos e as perdas de alienações são determinados pela comparação dos valores de venda com o seu valor contábil e são reconhecidos em "Outras receitas (despesas) operacionais" na demonstração do resultado.
Em cada data de reporte, o Grupo revisa os valores contábeis de seus ativos não financeiros (exceto impostos diferidos) para apurar se há indicação de perda ao valor recuperável. Caso ocorra alguma indicação, o valor recuperável do ativo é estimado.
Para testes de redução ao valor recuperável, os ativos são agrupados em Unidades Geradoras de Caixa (UGC), ou seja, no menor grupo possível de ativos que gera entradas de caixa pelo seu uso contínuo, entradas essas que são em grande parte independentes das entradas de caixa de outros ativos ou UGCs.
O valor recuperável de um ativo ou UGC é o maior entre o seu valor em uso e o seu valor justo menos custos para alienação. O valor em uso é baseado em fluxos de caixa futuros estimados, descontados a valor presente usando uma taxa de desconto antes dos impostos que reflita as avaliações atuais de mercado do valor do dinheiro no tempo e os riscos específicos do ativo ou da UGC.
Perdas por redução ao valor recuperável são reconhecidas no resultado. Perdas reconhecidas referentes às UGCs são inicialmente alocadas para redução do valor contábil dos outros ativos da UGC (ou grupo de UGCs) de forma pro rata.
As perdas por redução ao valor recuperável são revertidas somente na extensão em que o novo valor contábil do ativo não exceda o valor contábil que teria sido apurado, líquido de depreciação ou amortização, caso a perda de valor não tivesse sido reconhecida.
As contas a pagar aos fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos no curso normal dos negócios, sendo classificadas como passivos circulantes se o pagamento for devido no período de até um ano. Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante.
Elas são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método de taxa efetiva de juros.
Os empréstimos e financiamentos e títulos de créditos são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, líquido dos custos incorridos na transação e são, subsequentemente, demonstrados pelo custo amortizado. Qualquer diferença entre os valores captados (líquidos dos custos da transação) e o valor total a pagar é reconhecida na demonstração do resultado durante o período em que os empréstimos e os títulos de créditos estejam em aberto, utilizando o método da taxa efetiva de juros.
Os empréstimos e títulos de créditos são classificados como passivo circulante, a menos que o Grupo tenha um direito incondicional de diferir a liquidação do passivo por, pelo menos, 12 meses após a data do balanço.
Os custos de empréstimos gerais e específicos que são diretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um ativo qualificável, que é um ativo que, necessariamente, demanda um período de tempo substancial para ficar pronto para seu uso ou venda pretendidos, são capitalizados como parte do custo do ativo quando for provável que eles irão resultar em benefícios econômicos futuros para o Grupo e que tais custos possam ser mensurados com confiança. Demais custos de empréstimos são reconhecidos como despesa no período em que são incorridos.
As provisões para ações judiciais (trabalhista, civil e tributária) são reconhecidas quando: (i) o Grupo tem uma obrigação presente ou não formalizada (constructive obligation) como resultado de eventos já ocorridos; (ii) é provável que uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação; e (iii) o valor puder ser estimado com segurança.
Quando houver uma série de obrigações similares, a probabilidade de liquidá-las é determinada levando-se em consideração a classe de obrigações como um todo. Uma provisão é reconhecida mesmo que a probabilidade de liquidação relacionada com qualquer item individual incluído na mesma classe de obrigações seja pequena.
As provisões são mensuradas pelo valor presente dos gastos que devem ser necessários para liquidar a obrigação, usando uma taxa antes dos efeitos tributários, a qual reflita as avaliações atuais de mercado do valor do dinheiro no tempo e dos riscos específicos da obrigação. O aumento da obrigação em decorrência da passagem do tempo é reconhecido como despesa financeira.
No caso da controladora e da Rio Corrente Agrícola S/A, a apuração do Imposto de Renda e da Contribuição Socoal são feitas pelo regime de Lucro Real.
As despesas de imposto de renda e contribuição social do período compreendem os impostos correntes e diferidos. Os impostos sobre a renda são reconhecidos na demonstração do resultado, exceto na proporção em que estiverem relacionados com itens reconhecidos diretamente no patrimônio líquido ou no resultado abrangente. Nesse caso, o imposto também é reconhecido no patrimônio líquido ou no resultado abrangente.
O encargo de imposto de renda e a contribuição social correntes e diferidos é calculado com base nas leis tributárias promulgadas, ou substancialmente promulgadas, na data do balanço onde o Grupo atua e gera lucro tributável. A administração avalia, periodicamente, as posições assumidas pelo Grupo nas apurações de impostos sobre a renda com relação às situações em que a regulamentação fiscal aplicável dá margem a interpretações; e estabelece provisões, quando apropriado, com base nos valores estimados de pagamento às autoridades fiscais.
O imposto de renda e a contribuição social correntes são apresentados líquidos, por entidade contribuinte, no passivo quando houver montantes a pagar, ou no ativo quando os montantes antecipadamente pagos excedem o total devido na data do relatório.
O imposto de renda e a contribuição social diferidos são reconhecidos usando-se o método do passivo sobre as diferenças temporárias decorrentes de diferenças entre as bases fiscais dos ativos e passivos e seus valores contábeis nas demonstrações financeiras.
O imposto de renda e a contribuição social diferidos ativo são reconhecidos somente na proporção da probabilidade de que lucro tributável futuro esteja disponível e contra o qual as diferenças temporárias possam ser usadas.
Os impostos de renda diferidos são reconhecidos sobre as diferenças temporárias decorrentes dos investimentos em controladas, exceto quando o momento da reversão das diferenças temporárias seja controlado pelo Grupo, e desde que seja provável que a diferença temporária não será revertida em um futuro previsível.
Os impostos de renda diferidos ativos e passivos são apresentados pelo líquido no balanço quando há o direito legal e a intenção de compensá-los quando da apuração dos tributos correntes, em geral relacionado com a mesma entidade legal e mesma autoridade fiscal. Dessa forma, impostos diferidos ativos e passivos em diferentes entidades ou em diferentes países, em geral são apresentados em separado, e não pelo líquido.
No caso da Nearco Participações Ltda., o IRPJ e CSLL são apurados através do Lucro Presumido com alíquotas de 15% e 9%, respectivamente.
As ações ordinárias são classificadas no patrimônio líquido.
O Grupo segue a estrutura conceitual da norma para reconhecimento da receita que é baseada no modelo de cinco etapas: (i) identificação de contratos com clientes; (ii) identificação de obrigações de desempenho nos contratos; (iii) determinação do preço da transação; (iv) alocação do preço da transação à obrigação de desempenho prevista nos contratos e (v) reconhecimento da receita quando a obrigação de desempenho é atendida.
A receita é reconhecida quando não há mais obrigação de desempenho para ser atendida pelo Grupo, portanto, quando o controle dos produtos é transferido ao cliente e este tem a capacidade de determinar o seu uso e obter substancialmente todos os benefícios do produto.
A receita operacional é reconhecida quando (i) os riscos e benefícios mais significativos inerentesa propriedade dos bens forem transferidos para o comprador, (ii) for provável que benefícios econômicos financeiros fluirão para o Grupo, (iii) os custos associados e a possível devolução de mercadorias puderem ser estimados de maneira confiável, (iv) não haja envolvimento contínuo com os bens vendidos, e (v) o valor da receita possa ser mensurado de maneira confiável. A receita é medida líquida de devoluções, descontos comerciais e bonificações
A receita compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela comercialização de produtos no curso normal das atividades do Grupo. A receita é apresentada líquida dos impostos, das devoluções, dos abatimentos e dos descontos, bem como das eliminações das vendas entre empresas do Grupo.
A receita com venda de produtos é reconhecida quando é efetuado a entrega dos produtos comercializados para o cliente, a depender dos termos contratuais firmados (incoterms), e não há qualquer obrigação não satisfeita que possa afetar a aceitação dos produtos.
A receita financeira é reconhecida conforme o prazo decorrido pelo regime de competência,
usando o método da taxa efetiva de juros.
A distribuição de dividendos para os acionistas do Grupo são reconhecidos como um passivo nas demonstrações financeiras do Grupo ao final do exercício, com base no estatuto social da Companhia e de suas controladas. Qualquer valor acima do mínimo obrigatório somente é provisionado na data em que são aprovados pelos acionistas, em Assembleia Geral.
Os contratos de arrendamentos nos quais o Grupo possui o direito de uso dos ativos arrendados são registrados como se fosse uma compra financiada com as taxas dos contratos de financiamentos do Grupo, reconhecendo, no seu início, um direito de uso do ativo e um passivo de financiamento (arrendamentos e parcerias agrícolas a pagar), pelo valor de direito de uso contratado.
Na preparação dessas demonstrações financeiras, a Administração do Grupo considerou, a nova revisão do pronunciamento técnico CPC 06 (R2) – Operações de Arrendamento Mercantil, que substitui as normas de arrendamento existentes, incluindo o CPC 06 (R1) - Operações de Arrendamento Mercantil e o ICPC 03 - Aspectos Complementares das Operações de Arrendamento Mercantil.
A norma CPC 06 (R2) introduz um modelo único de contabilização de arrendamentos no balanço patrimonial para arrendatários.
Um arrendatário reconhece um ativo de direito de uso que representa o seu direito de utilizar o ativo arrendado e um passivo de arrendamento que representa a sua obrigação de efetuar pagamentos do arrendamento/parceria. Isenções estão disponíveis para arrendamentos de curto prazo e itens de baixo valor. A contabilidade do arrendador permanece semelhante à norma atual, isto é, os arrendadores continuam a classificar os arrendamentos em financeiros ou operacionais.
Na adoção do CPC 06 (R2), o Grupo reconheceu os passivos de arrendamento envolvendo arrendamentos e parcerias que já haviam sido classificados como "arrendamentos operacionais". Esses passivos foram mensurados ao valor presente dos pagamentos de arrendamentos remanescentes descontados por meio da taxa de empréstimo incremental calculada de acordo com os riscos e prazos dos contratos, calculada por sua administração em 6,5% a.a.
O Grupo possui também contratos de parcerias agrícolas de terras com tercerios que não se enquadraram no conceito da norma do CPC 06 (R2) em função de não haver pagamentos fixos ou mínimos a serem pagos aos parceiros, estando os pagamentos 100% atrelados a percentual variável da produção de cana-de-açúcar da controlada Rio Corrente.
Na primeira aplicação do CPC 06 (R2), o Grupo utilizou os seguintes expedientes práticos permitidos pela norma:
O Grupo também optou por não reavaliar se um contrato é ou contém um arrendamento na data de aplicação inicial. Em vez disso, em relação a contratos celebrados antes da data de transição, o Grupo utilizou sua avaliação executada por meio da aplicação prevista no CPC 06 (R2) para determinação se um acordo contém um arrendamento.
As atividades de arrendamento do grupo e a maneira como são contabilizadas
Os ativos e passivos provenientes de um arrendamento são inicialmente mensurados ao valor presente. Os passivos de arrendamento incluem o valor presente líquido dos pagamentos de arrendamentos a seguir:
Os pagamentos de arrendamentos são descontados utilizando a taxa de juros implícita no arrendamento/ contrato de parceria agrícola. Caso essa taxa não possa ser determinada, a taxa de empréstimo incremental do arrendatário é utilizada, sendo esta a taxa que o arrendatário teria que pagar em um empréstimo para levantar os fundos necessários para obter um ativo de valor semelhante, em um ambiente econômico similar, com termos e condições equivalentes.
Os ativos de direito de uso são mensurados ao custo, de acordo com os itens a seguir:
Os pagamentos associados a arrendamentos de curto prazo e arrendamentos de ativos de baixo valor são reconhecidos pelo método linear como um gasto no custo de produção. Arrendamentos de curto prazo são aqueles com um prazo de até 12 meses.
Opções de prorrogação e extinção
As opções de prorrogação e extinção estão incluídas em contratos de arrendamentos e do Grupo. Esses termos são usados para maximizar a flexibilidade operacional em termos de gestão de contratos, porém, estas opções de prorrogação e extinção precisam ser acordadas em comum acordo entre as partes, e não podem ser exercidas apenas pelo Grupo. Assim, o Grupo adotou os prazos firmados em contrato, por entender não possuir obrigação executável além do contratualmente estabelecido.
Ao determinar o prazo do arrendamento e parcerias, a administração considera todos os fatos e circunstâncias que criam um incentivo econômico para o exercício de uma opção de prorrogação ou para o não exercício da opção de extinção. As opções de prorrogação (ou períodos após as opções de extinção) são incluídas no prazo do arrendamento somente quando há certeza razoável de que o arrendamento ou parceria serão prorrogados (ou não será extinto). Essa avaliação é revisada caso ocorra um evento ou mudança significativa nas circunstâncias que afete tal avaliação e que esteja sob o controle do arrendatário ou parceiro.
Obrigações com arrendamentos
Referem-se a obrigações com arrendamentos operacionais e parcerias agrícolas, provenientes da adoção inicial do pronunciamento técnico CPC 06 (R2) - Operações de Arrendamento Mercantil. As principais alterações introduzidas por essa norma e os impactos para o Grupo, que passou a ser adotada a partir de 1° de abril de 2019, estão descritos nesta nota e também apresentados na Nota 25.
As estimativas e os julgamentos contábeis são continuamente avaliados e baseiam-se na experiência histórica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, consideradas razoáveis para as circunstâncias.
As estimativas e premissas são revisadas de forma contínua. As revisões das estimativas são reconhecidas prospectivamente.
As informações sobre julgamentos realizados na aplicação das políticas contábeis que têm efeitos significativos sobre os valores reconhecidos nas demonstrações financeiras estão incluídas nas seguintes notas explicativas:
Com base em premissas, o Grupo faz estimativas com relação ao futuro. Por definição, as estimativas contábeis resultantes raramente serão iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos valores contábeis de ativos e passivos para o próximo exercício, estão contempladas abaixo:
Valor justo dos ativos biológicos
A avaliação do ativo biológico utiliza premissas para determinar seu valor justo, tais como: rendimento agrícola estimado, custos estimados de tratos culturais até o início da colheita, preço estimado dos produtos agrícolas (Nota 14), apresentando exposição de risco nível 3.
Imposto de renda, contribuição social e outros impostos
De acordo com o princípio contábil da competência, se a contabilidade já reconheceu uma receita ou lucro, que ocorrerá futuramente, a despesa de imposto de renda deverá ser reconhecida nesse mesmo período, ou seja, o imposto incidente sobre elas que será pago em períodos futuros. Da mesma maneira, se as despesas reconhecidas atualmente não puderem ser consideradas dedutíveis fiscalmente, mas sim no futuro, o Grupo reconhece os tributos diferidos, desde que, também, o Grupo reúna todas as condições para reconhecimento de tributos diferidos ativos.
Valor justo de instrumentos financeiros derivativos
O valor justo de instrumentos financeiros derivativos que não são negociados em mercados ativos, ou não, é determinado mediante o uso de técnicas de avaliação. O Grupo usa seu julgamento para escolher diversos métodos e definir premissas que se baseiam principalmente nas condições de mercado existentes na data do balanço. Esses instrumentos apresentam exposição de risco nível 2.
Revisão da vida útil recuperável do ativo imobilizado
A capacidade de recuperação dos ativos que são utilizados nas atividades do Grupo é avaliada sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil de um ativo ou grupo de ativos pode não ser recuperável com base em fluxos de caixa futuros. Se o valor contábil destes ativos for superior ao seu valor recuperável, o valor líquido é ajustado e sua vida útil readequada para novos patamares.
Provisão para contingências
O Grupo é parte em processos trabalhistas, cíveis e tributários que se encontram em instâncias diversas. As provisões para contingências, constituídas para fazer face a potenciais perdas decorrentes dos processos em curso, são estabelecidas e atualizadas com base na avaliação da Administração, fundamentada na opinião de seus assessores legais e requerem elevado grau de julgamento sobre as matérias envolvidas.
Mensuração do valor justo
Uma série de políticas e divulgações contábeis do Grupo requer a mensuração dos valores justos, para os ativos e passivos financeiros e não financeiros.
Ao mensurar o valor justo de um ativo ou um passivo, o Grupo usa dados observáveis de mercado, tanto quanto possível. Os valores justos são classificados em diferentes níveis em uma hierarquia baseada nas informações (inputs) utilizadas nas técnicas de avaliação da seguinte forma.
O Grupo reconhece as transferências entre níveis da hierarquia do valor justo no final do período das demonstrações financeiras em que ocorreram as mudanças.
Informações adicionais sobre as premissas utilizadas na mensuração dos valores justos estão incluídas na seguinte nota explicativa:
Uma série de novas normas contábeis serão efetivas para exercícios iniciados após 1º de abril de 2025. O Grupo não adotou as seguintes normas contábeis na preparação destas demonstrações financeiras.
O IFRS 18 substituirá o CPC 26 Apresentação das Demonstrações Contábeis e se aplica a períodos de relatórios anuais iniciados em ou após 1º de janeiro de 2027. O novo padrão introduz os seguintes novos requisitos principais.
Além disso, todas as entidades são obrigadas a usar o subtotal do lucro operacional como ponto de partida para a demonstração dos fluxos de caixa ao apresentar fluxos de caixa operacionais pelo método indireto.
O Grupo ainda está no processo de avaliação do impacto do novo padrão, particularmente com relação à estrutura da demonstração de lucros e perdas, a demonstração dos fluxos de caixa e as divulgações adicionais exigidas para MPMs. O Grupo também está avaliando o impacto sobre como as informações serão agrupadas nas demonstrações financeiras, incluindo itens atualmente rotulados como “outros”.
b) Outras normas contábeis
Não se espera que as seguintes normas, novas e alteradas, tenham um impacto significativo nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas do Grupo:
O Grupo realiza operações com instrumentos financeiros objetivando a proteção dos riscos de mercado decorrentes das variações do preço do açúcar internacional, do etanol, da taxa de câmbio e das taxas de juros.
A atividade de gestão de riscos é regida por uma diretriz da Administração, pelos responsáveis das principais áreas envolvidas com o processo, como finanças (inclui área de gestão de riscos), comercial e operações. A Administração define todas as características da atividade de gestão de riscos, estabelecendo relatórios e sistemas de controle para o acompanhamento de riscos, metodologias para cálculo da exposição, limites, critérios para tomada de risco de contraparte e de liquidez e instrumentos financeiros aprovados para negociação.
O objetivo da gestão de riscos é a proteção do fluxo de caixa visando, através da redução da volatilidade com instrumentos derivativos, regular as principais exposições de riscos comerciais e financeiros oriundos da operação.
Os instrumentos financeiros derivativos aprovados para gerenciar esses riscos incluem contratos de Opções, Termos, Futuros, Non Deliverable Forwad (NDFs) e Swaps. A utilização desses instrumentos está sujeita a análises sobre precificação, cotação competitiva, impacto contábil e outras técnicas de acompanhamento, principalmente modelos matemáticos adotados para o monitoramento contínuo das exposições e outras metodologias de gestão de risco.
Os contratos derivativos são monitorados e avaliados diariamente e tem sua estratégia ajustada de acordo com as condições de mercado. Os derivativos podem ser utilizados para modificar o retorno das operações conforme julgamento sobre as condições mais adequadas, procurando igualar os direitos advindos das obrigações representadas pelas operações contratadas. A contratação de instrumentos financeiros derivativos visando às modificações do retorno de suas operações é realizada para um montante não superior ao da aplicação ou compromisso subjacente. Não são realizadas posições alavancadas ou especulativas com derivativos.
As variações periódicas do valor justo dos derivativos são reconhecidas como receita ou despesa financeira no mesmo período em que ocorrem. O Grupo não adota contabilidade de hedge accounting.
Para determinar o valor justo estimado dos derivativos, o Grupo utiliza cotações informadas pelas corretoras que opera e compara com operações semelhantes ou informações públicas disponíveis no mercado financeiro bem como metodologias de avaliação geralmente aceitas e praticadas pelas contrapartes que não sofrem alterações de critério sem razão relevante. As estimativas não garantem, necessariamente, que tais operações possam ser realizadas no mercado aos valores indicados. O uso de diferentes informações de mercado e/ou metodologias de avaliação pode ter um efeito relevante no montante do valor estimado de mercado.
O Grupo não está exposto à variação cambial relativa vendas no mercado interno atrelados à contratos futuros e em dólar norte-americano, custos de produção atrelados ao indicador ATR Consecana e custos com insumos agrícolas indexados ao dólar norte-americano, pois os mesmos são administradas conforme premissas estabelecidas pela Administração, por meio de estratégia de hedge com contratos de NDFs e Opções.
O Grupo não possui dividas financeiras em exposição cambial, portanto busca garantir precos e condicoes somente na moeda real brasileira mitigando ao máximo seus riscos cambiais.
Em 31 de março de 2025, as transações de NDFs, Swap e Opções de dólar em aberto, para vencimentos em exercícios futuros, possuem o valor justo de R$ 1.014 (R$ 12.483 – 2024), tendo como contrapartida o resultado.
O Grupo está exposto ao risco de que uma variação de taxas de juros flutuantes resulte em um aumento na sua despesa financeira com pagamentos de juros futuros. A dívida em moeda nacional está sujeita, à variação de índices do Certificado de Depósito Interbancário – CDI, TJLP. Para minimizar o impacto destas contas, o Grupo busca a aplicação dos recursos na mesma taxa indexadora, neste caso, aplicações de papeis em títulos pós fixados em CDI e (ou) TJLP.
As operações do Grupo são indexadas a taxas pré e pós-fixadas, sendo as taxas pós-fixadas, por TJLP e CDI; sendo assim, a Administração, de uma maneira geral, entende que qualquer oscilação nas taxas de juros não representaria nenhum impacto significativo nos resultados do Grupo.
Apreciação das taxas
Apreciação das taxas – controladora
Apreciação das taxas – consolidado
O Grupo está exposto à variação do preço do açúcar no mercado internacional relativo, principalmente, às receitas operacionais provenientes da venda do produto no mercado interno, com contratos sujeitos a esta variação. À variação do preço de açúcar, é gerenciada ativamente por meio de contratos futuros e de opções de Sugar #11 na bolsa de mercadorias futuras de Nova Iorque - NYBOT (ICE-NY). Conforme premissas adotadas, a Administração do Grupo está autorizada a contratar operações de fixação de preço de açúcar lastreadas de até 100% da produção prevista para a safra corrente e seguinte.
A Administração acredita que os derivativos utilizados são altamente correlacionados com a variação de preço dos produtos, o que torna os derivativos de Sugar #11 eficazes na compensação das flutuações dos preços do açúcar, de forma a fornecer proteção a quedas de preços no valor de referência de suas receitas. O valor justo dos derivativos de Sugar #11 é estimado com base em informações públicas disponíveis no mercado financeiro.
Os derivativos de açúcar são considerados pela Administração como “Hedge de fluxo de caixa”, mas devido o Grupo não adotar contabilidade de hedge a variação de valor justo das operações de derivativos é reconhecida no resultado financeiro, na rubrica de “Ganhos e perdas com derivativos”.
Em 31 de março de 2025, as transações de futuros de açúcar, em aberto, para vencimentos em exercícios futuros, possuem o valor justo negativo de R$ 497 (R$ 21.799 – 2024), tendo como contrapartida o resultado.
O Grupo está exposto à flutuação do preço do etanol no mercado interno relativo às receitas operacionais de venda do produto. A proteção da exposição à variação do preço de etanol, quando necessário, é feita por meio de contratos futuros de petróleo na bolsa de Nova York.
A Administração acredita que os derivativos de futuros de pretróleo são eficazes para a proteção de suas receitas atreladas à flutuação do preço do etanol. São utilizadas fontes públicas no mercado financeiro para a mensuração do valor justo dos derivativos.
Risco de crédito com contrapartes são gerados por depósitos e ingressos em instrumentos financeiros derivativos com bancos e instituições financeiras. O Grupo gere seus riscos de crédito efetuando operações apenas com instituições de primeira linha e que possuem ratings fornecidos por agências internacionais como Fitch Rating, Standard & Poor’s e Moody’s Investor e devidamente aprovadas pela Administração.
Caso ocorram mudanças de perspectivas quanto ao risco de crédito das instituições financeiras, as operações a serem contratadas ou em andamento deverão ser objeto de aprovação pela Administração.
Operações realizadas na bolsa de mercadorias de Nova Iorque – NYBOT (ICE-NY) são consideradas como operações cujo risco de contraparte é aceito pelo Grupo.
É o risco do Grupo não dispor de recursos líquidos suficientes para honrar seus compromissos financeiros, em decorrência de descasamento de prazo ou de volume entre os recebimentos e pagamentos previstos.
Para administrar a liquidez do caixa em moeda nacional e estrangeira, são estabelecidas premissas de desembolsos e recebimentos futuros, sendo monitoradas constantemente pela área financeira. Os detalhes do plano da administração para administrar o risco de liquidez estão descritos na Nota 4.
O objetivo do Grupo ao administrar o capital é garantir o crescimento continuo do negócio balizado em uma estrutura adequada de capital. Neste sentido, o Grupo tem como política acompanhar o índice de alavancagem financeira que corresponde à dívida líquida dividida pelo capital total. A dívida líquida, por sua vez, corresponde ao total de empréstimos e títulos de crédito (incluindo saldos de curto e longo prazo, conforme demonstrado no balanço patrimonial), subtraído do montante de caixa e equivalentes de caixa e aplicações financeiras. O capital total é apurado através da soma do patrimônio líquido com a dívida líquida.
Os índices de alavancagem financeira consolidados podem ser assim sumariados:
Os saldos das contas do ativo circulante e não circulante registrado nas rubricas “Estoques, Impostos a recuperar, Ativos biológicos, Adiantamentos a fornecedores, Tributos diferidos, Investimentos, Intangível, Imobilizado e Ativo de direito de uso” estão excluídos do quadro, uma vez que essa análise é exigida somente para instrumentos financeiros. Ver nota explicativa 4.
O saldo das contas do passivo circulante e não circulante registrado nas rubricas “Obrigações tributárias, Obrigações trabalhistas, Impostos e contribuições parcelados, Adiantamentos de clientes, Provisão para contingências e Tributos diferidos”, estão excluídos do quadro, uma vez que é exigida somente para instrumentos financeiros.
Nos exercícios findos em 31 de março de 2025 e 2024, o Grupo mantinha aplicações em Letras Financeiras (LF) em bancos de primeira linha com vencimentos superiores a 90 dias, mas com liquidez imediata no mercado secundário. Os valores referentes a Aplicações no exterior, tratam-se de recursos disponíveis com corretoras para operações com derivativos no exterior.
Basicamente representada por clientes compradores de etanol e açúcar e produtos agrícolas do Grupo. A exposição do Grupo ao risco de crédito é influenciada, principalmente, pelas características individuais de cada cliente. Não há concentração de risco de crédito. Além disso, as vendas se dão de forma bem distribuída durante todo o exercício societário (principalmente no período de safra, que vai de março a dezembro de cada ano calendário) o que possibilita à Companhia e sua controlada Agrícola interromper entregas a clientes que porventura se apresentem como potencial risco de crédito.
Abaixo o cronograma de vencimento dos títulos:
A movimentação na provisão para perdas de crédito esperadas de clientes é assim apresentada, da controladora e consolidado:
O Grupo avaliou o ajuste a valor presente dos seus saldos de contas a receber de clientes na data de 31 de março de 2025 e 2024 e concluiu que os valores não são materiais para ajuste nas demonstrações contábeis, pois o giro de suas contas a receber é de curto prazo. Para clientes que apresentam histórico de não cumprimento de suas obrigações financeiras o Grupo procura trabalhar com pagamentos antecipados.
Os estoques são avaliados pelo custo médio de aquisição e não excedem ao valor de realização. Em 31 de março de 2025 e 2024, a Administração do Grupo não identificou a necessidade de constituir provisão para ajuste a valor líquido realizável ou perda por obsolescência de estoques.
O saldo dos impostos a recuperar diminuiu em função de mudanças na política comercial na filial, referente à operações na cidade de Manaus.
A Companhia alterou a política de vendas de sua filial de Manaus, aumentando a utilização do saldo credor de ICMS, previsto para ser completamente utilizado até novembro de 2025. Em função dessa mudança, o saldo credor foi reclassificado para o curto prazo.
Os ativos biológicos correspondem aos produtos agrícolas em desenvolvimento (cana em pé) produzidos nas lavouras de cana-de-açúcar (planta portadora), que serão utilizadas como matéria-prima na produção de açúcar e etanol no momento da sua colheita. Esses ativos são mensurados pelo valor justo menos as despesas de vendas.
O Grupo possui 24,8 mil hectares de área plantada (23,9 mil hectares - 2024). O valor justo do produto agrícola colhido é determinado pelas quantidades colhidas, valorizadas pelo valor do CONSECANA (Conselho dos Produtores de Cana de açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo) acumulado do respectivo mês. O valor justo da cana-de-açúcar colhida passará a ser o custo da matéria-prima utilizada no processo produtivo de açúcar e etanol. O valor justo dos ativos biológicos foi determinado utilizando-se a metodologia de fluxo de caixa descontado, considerando basicamente:
As principais premissas foram utilizadas na determinação do referido valor justo:
O cultivo da soja é iniciado pelo plantio de sementes em terras próprias. As terras em que as lavouras estão plantadas são classificadas no ativo imobilizado e não integram o valor justo dos ativos biológicos.
Em 31 de março de 2025 o Grupo possui 847 hectares de área plantada de soja (294 hectares em 2024).
O valor justo das lavouras de soja da safra 2024/2025 foi determinado utilizando-se a metodologia de fluxo de caixa descontado, considerando basicamente:
Com base na estimativa de receitas e custos, o Grupo determina os fluxos de caixa descontados a serem gerados e traz os correspondentes valores a valor presente, considerando uma taxa de desconto, compatível para remuneração do investimento nas circunstâncias. As variações no valor justo são registradas na rubrica de ativos biológicos e tem como contrapartida a subconta “Variação no valor justo dos ativos biológicos”, no resultado do exercício.
A movimentação do valor justo dos ativos biológicos durante o período é a seguinte:
O Grupo está exposto a uma série de riscos relacionados às suas plantações:
Riscos regulatórios e ambientais
O Grupo está sujeito às leis e regulamentos pertinentes as atividades em que opera. Dessa forma, o Grupo estabeleceu políticas ambientais e procedimentos que visam o cumprimento das leis ambientais. A Administração realiza análises periódicas para identificar os riscos ambientais e para garantir que seus sistemas existentes são suficientes para gerir esses riscos.
Riscos de oferta e demanda
O Grupo está exposto aos riscos decorrentes das flutuações no preço e volume de vendas de etanol produzidos a partir da cana-de-açúcar. Quando possível, o Grupo faz a gestão desses riscos, alinhando o seu volume de produção para o abastecimento do mercado e da procura. A Administração realiza análises de tendência regular do setor para garantir que as estratégias operacionais estão em linha com o mercado e assegurar que os volumes projetados de produção são coerentes com a demanda esperada.
Análise de sensibilidade
O Grupo avaliou o impacto sobre o valor justo do ativo biológico em 31 de março de 2025, a título de análise de sensibilidade, considerando a mudança para mais ou para menos das seguintes variáveis:
Dessa forma, uma variação (para mais ou para menos) de 5% no preço da tonelada de cana resultaria em um aumento ou redução de R$ 14.686.
Com relação ao volume de produção, uma variação (para mais ou para menos) de 5%, resultaria em um aumento ou redução de R$ 11.721.
As demais variáveis de cálculo permanecem inalteradas.
Riscos climáticos e outras
As atividades operacionais de cultivo de cana-de-açúcar e soja estão expostas ao risco de danos decorrentes das mudanças climáticas, pragas e doenças e outras forças naturais. O Grupo tem processos extensivos com recursos alocados para acompanhar e mitigar esses riscos, incluindo inspeções regulares de situação de suas lavouras.
São compostos principalmente por saldos à receber pela venda de lotes, despesas antecipadas, depósitos judiciais e outros créditos com terceiros.
O Grupo efetuou a revisão da vida útil, do imobilizado conforme determina o CPC 27 – Ativo Imobilizado, para o exercício findo em 31 de março de 2025 e 2024, e concluiu que as vidas úteis adotadas não sofreram alteração no exercício. Itens do ativo imobilizado estão dados em garantia de empréstimos e financiamentos. Lavouras de cana-de-açúcar correspondem às plantas portadoras que são exclusivamente utilizadas para cultivar a cana-de-açúcar. A cana-de-açúcar é classificada como cultura permanente, cujo ciclo produtivo economicamente viável tem, em média, cinco anos após o seu primeiro corte.
O imobilizado em andamento refere-se, principalmente, à investimentos e adequações da empresa.
Valor recuperável do ativo imobilizado
Para o período findo em 31 de março de 2025 e 2024, não foram identificados eventos que indicassem a necessidade de efetuar cálculos para avaliar eventual redução do imobilizado ao seu valor de recuperação.
Baixa por cisão
Em 29 de fevereiro de 2024 houve a transferência de terrenos da Rio Corrente Agrícola, no valor de R$ 15.438, mediante processo de cisão, para a sociedade AG Agrícola Ltda., que é controlada integralmente pela Sonora Estância S.A, conforme descrito na nota explicativa nº 29.
Observar notas explicativas 4 e 7, sobre as exposições de riscos dos instrumentos.
Garantias
Os financiamentos estão garantidos por alienação fiduciária, aval de sócios e hipoteca.
Covenants
O Grupo precisa atingir as seguintes cláusulas restritivas de contrato de financiamento junto as instituições financeiras durante toda vigência do contrato (“covenants”) conforme estabelecido em alguns dos contratos de empréstimos para os exercícios findos em 31 de março de 2025 e 2024: Dívida Líquida/EBITDA, EBITDA/DFL e Liquidez Corrente; tendo atendido tais índices em data anterior à data base das demonstrações financeiras.
Os vencimentos a longo prazo têm a seguinte composição:
O saldo relativo à “Provisão para fornecedores” se refere às notas fiscais emitidas por fornecedores até 31 de março, com entrada em abril.
A Companhia e sua controlada agrícola aderiram ao REFIS IV de débitos federais, aprovado pelas Leis nº 11.941/09 e nº 12.996/14, com benefícios de redução nos juros, nas multas e nos encargos legais. A maior parte dos processos inclusos no parcelamento era discutida judicialmente, e, no cumprimento da legislação, a Companhia e sua controlada agrícola desistiram de todas as ações judiciais. Em março de 2022 a Companhia aderiu ao Parcelamento Simplificado o âmbito da Receita Federal, para pagamento de débitos de IRPJ e CSL. Não há garantias vinculadas aos parcelamentos em virtude da não exigência, e, em caso de ausência de pagamento de três parcelas, consecutivas ou não, implicará imediata rescisão do parcelamento e remessa do débito para inscrição na Dívida Ativa da União. O Grupo vem cumprindo as condições de parcelamentos e liquidando as parcelas pontualmente.
Até o encerramento do exercício findo em 31 de março de 2025 a Companhia havia emitido um total de R$ 276.626 em Mercado de Capitais remunerados com base em juros médio de 2,79% a.a. acrescidos de 100% CDI. O montante apresentado está líquido dos pagamentos já efetuados, e de gastos com comissões para emissão dos papeis, os quais estão sendo apropriados no resultado mensalmente até o vencimento da operação, conforme prevê CPC 08 - Custos de Transação e Prêmios na Emissão de Títulos e Valores Mobiliários. E tem como garantia a Fazenda Sonora Estância.
As operações de mercado de capitais vigentes foram adquiridas em sua totalidade pelos coordenadores das emissões e até a data da emissão deste relatório não haviam sido negociadas em mercado secundário não havendo, portanto, cotação a valor de mercado para esses papeis.
O cronograma de emissão dos títulos de créditos nominativos CDCA, ocorreu da seguinte forma:
Abaixo está apresentada a movimentação dos saldos:
Os valores acima referem-se a operações de fixação de açúcar, álcool e soja (controlada agrícola) em Reais (R$) não constituindo caráter especulativo, mas sim estratégia de mitigar os riscos das flutuações de preços da commodity. As operações são feitas via NDF (non-delivarable forward) e não estão sujeitas a ajustes de margem antes do vencimento.
Os derivativos para negociação são classificados como ativo ou passivo circulante. O valor justo total de um derivativo de hedge é classificado como ativo ou passivo não circulante, se o período remanescente para o vencimento do item protegido por hedge for superior a 12 meses, caso contrário é classificado no ativo ou passivo circulante.
A seguir estão apresentados os saldos de passivos de arrendamento reconhecidos de acordo com o CPC 06 (R2), mensurados ao valor presente destas obrigações:
A controladora não possui contratos de arrendamento mercantil vigentes em 31 de março de 2025 e 2024.
A movimentação do direito de uso, durante o período findo em 31 de março de 2025, foi a seguinte:
A movimentação do passivo de arrendamento, durante o período findo em 31 de março de 2025, foi a seguinte:
A Companhia efetua a compra da totalidade de cana-de-açúcar produzida por sua controlada agrícola e entende que os preços de vendas praticados são adequados e compatíveis com a qualidade da cana-de-açúcar e com os custos dos principais insumos utilizados na sua cultura, conforme negociado entre as partes.
Não há cobrança de juros ou vencimento dos mútuos entre partes relacionadas.
A remuneração e os honorários totais dos administradores da Grupo foram de R$ 1.514 no exercício findo em 31 de março de 2025 (R$ 866 - 2024). Eles não gozam de outras vantagens, a não ser os que são acionistas, que recebem dividendos ou remuneração de juros sobre capital próprio, caso existam lucros, na proporção de suas participações societárias. A Companhia não possui outros tipos de remuneração, tais como, benefícios pós-emprego, outros benefícios de longo prazo ou benefícios de rescisão de contrato de trabalho.
O Grupo é parte em processos judiciais envolvendo contingências trabalhistas, tributárias e cíveis. Para fazer face às perdas futuras vinculadas a esses processos foi constituída provisão em valor considerado pela Administração do Grupo como suficiente para cobrir as perdas avaliadas como prováveis. A avaliação da probabilidade de perda nessas ações, assim como a apuração dos montantes envolvidos, foi realizada considerando-se os pedidos dos reclamantes, a posição jurisprudencial acerca das matérias e a opinião dos consultores jurídicos do Grupo.
Contingências passivas não provisionadas
Em 31 de março de 2025, o montante de processos trabalhistas, cíveis e tributários cuja probabilidade de perdas eram consideradas possíveis, pelos consultores jurídicos, e não provisionados pelo Grupo de acordo com as políticas contábeis, é de R$ 24.462 (2024 - R$ 18.760) e no consolidado R$ 39.381 (2024 - R$ 33.718).
Aspectos ambientais
As instalações do Grupo e suas atividades industriais e agrícolas estão sujeitas a regulamentações ambientais. O Grupo diminui os riscos associados com assuntos ambientais por procedimentos operacionais e controles e investimentos em equipamento de controle de poluição e sistemas, e acredita que nenhuma provisão para perdas relacionadas a assuntos ambientais é requerida atualmente, baseada nas atuais leis e regulamentos em vigor.
Os processos tributários estão vinculados a depósitos judicias, registrados no ativo não circulante, no montante de R$ 148 (controladora) e R$ 1.720 (consolidado).
Controladora
Consolidado
O imposto de renda e a contribuição social diferidos são registrados para refletir os efeitos fiscais futuros atribuíveis às diferenças temporárias entre a base fiscal de ativos e passivos e seus respectivos valores contábeis.
Os tributos diferidos ativos e passivos são apresentados pelo líquido no balanço, por cada entidade legal, por haver o direito legal e a intenção de compensá-los quando da apuração dos tributos correntes, e por ser relacionado a mesma autoridade fiscal.
Em 2025 a Companhia apurou prejuízo fiscal de R$ 27.167 e base negativa de R$ 23.540, acumulando os saldos de R$ 178.719 e R$ 153.971, respectivamente, e a sua controlada agrícola compensou do prejuízo fiscal e base negativa de R$ 16.257, ficando com o saldo acumulado de R$ 52.152, sob o qual foram contabilizados o IRPJ e CSLL diferidos. A controlada imobiliária apurou 4 de IRPJ e 3 de CSLL sobre o Lucro Presumido.
Os valores são controlados na parte B do Lalur e não há prazo legal para prescrição.
Os créditos de diferenças temporárias, sobretudo na Controlada Agrícola, se referem a provisões relacionadas a ajustes decorrentes de: (i) ajustes decorrentes de derivativos; (ii) ajustes decorrentes da variação do ativo biológico; e (iii) ajustes decorrentes de cálculos da depreciação acelerada incentivada.
Em 31 de março de 2024 foi realizada uma cisão parcial, reduzindo o capital social em R$ 15.902, conforme Assembleia Geral Extraordinária realizada em 08 de maio de 2024. Na operação ocorreu realização parcial de avaliação patrimonial e de IRPJ e CSLL diferidos sobre esta.
Em 31 de março de 2025 o capital social da Companhia é de R$ 134.882 (R$ 130.113 em 2024) representado por 7.811.092 ações, sendo 3.905.546 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal e 3.905.546 ações preferenciais nominativas e sem direito a voto nas assembleias gerais de acionistas.
Nos termos do art. 199 da Lei nº.6404/76, a Companhia possui excesso de reservas sobre o capital, o que será tema de deliberação na próxima Assembleia Geral.
O saldo de ajuste de avaliação patrimonial, refere-se ao reflexo que a consolidação das demonstrações contábeis e a determinação do valor do investimento na controlada Rio Corrente Agrícola S.A. pela equivalência patrimonial, referente às contrapartidas da avaliação do custo atribuído líquido dos ativos imobilizados desta controlada, líquido dos efeitos tributários, quando da adoção dos CPC’s pelo Grupo em 2010.
A reserva legal é constituída anualmente com a destinação de 5% do lucro líquido do exercício e não poderá exceder a 20% do capital social. A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízo e aumentar o capital social.
Os acionistas têm direito a um dividendo mínimo de 25% sobre o lucro líquido do exercício ajustado conforme disposto na Lei das Sociedades por Ações.
De acordo com a faculdade prevista na Lei nº 9.249/95, a Companhia calculou juros sobre o capital próprio líquidos com base na Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) vigente no exercício, no montante de R$ 33.200 (não houve em 2024), os quais foram contabilizados em despesas financeiras, conforme requerido pela legislação fiscal. Para efeito dessas demonstrações financeiras, esses juros foram eliminados das despesas financeiras do exercício e estão sendo apresentados na conta de lucros acumulados em contrapartida do passivo circulante.
Refere-se as parcelas da subvenção transferidas para a rubrica reserva de incentivos fiscais, e só poderá ser utilizada para capitalização ou absorção de prejuízos (Nota 34). No exercício findo em 31 de março de 2024 o saldo de R$ 48.511 foi destinado para a reserva de incentivos fiscais.
A reserva esta sendo constituída com o objetivo de ampliar a área de plantio de cana-de-açucar e assim estabilizar nossa capacidade de moagem em torno de 2 milhões de toneladas. Estão previstos os custos envolvendo a parceria agrícola, plantio e tratos culturais, equipamentos e irrigação. O projeto de expansão tem previsão de inicio no primeiro semestre de 2024 e tem um valor estimado de R$96,8 milhões ao longo de sua execução.
O lucro por ação básico e diluído é calculado dividindo-se o lucro do exercício atribuído aos acionistas da companhia pela quantidade de ações.
As mutações dos empréstimos e financiamentos e títulos de crédito estão assim apresentadas:
A Companhia possui programas de incentivo fiscal estadual junto ao Estado de Mato Grosso do Sul – CDI MS na forma de crédito presumido e crédito outorgado, ambos para redução parcial do saldo da conta gráfica do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS, denominados “Pró-Desenvolve”. A utilização do benefício pela Companhia está condicionada ao cumprimento de todas as obrigações de investimento, geração de empregos e metas de faturamento fixadas no programa, cujas condições referem-se a fatores sob controle da Companhia. No exercício findo em 31 de março de 2025 a Companhia obteve o montante de R$ 46.894 em redução de base de cálculo em decorrência destes benefícios (R$ 48.511 em 2024).
O Estado do Mato Grosso do Sul já convalidou os incentivos ajustando os Termos de Acordo em concordância com a Lei Complementar nº 160/2007.
O benefício relativo à redução no pagamento desse imposto é calculado sobre o saldo devedor apurado em cada período de apuração, mediante aplicação do percentual de desconto concedido pelo incentivo fiscal levado é transferido ao final do exercício social para a “Reserva de incentivos fiscais” (Nota 29 (e)).
Luca Giobbi Marcelo Contini
Diretor Presidente Contador responsável - CRC/MS 6240/O-7
KPMG Auditores Independentes Ltda.
Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas
Aos Administradores e Acionistas da Sonora Estância S.A.
Sonora – MS
Opinião
Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Sonora Estância S.A. (“Companhia”), identificadas como controladora e consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de março de 2025 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, bem como as correspondentes notas explicativas, incluindo as políticas contábeis materiais e outras informações elucidativas.
Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira, individual e consolidada, da Sonora Estância S.A. em 31 de março de 2025, o desempenho individual e consolidado de suas operações e os seus respectivos fluxos de caixa individuais e consolidados para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.
Base para opinião
Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir intitulada “Responsabilidades dos auditores pela auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas”. Somos independentes em relação à Companhia e suas controladas, de acordo com os princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, e cumprimos com as demais responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.
Principal assunto de auditoria
Principal assunto de auditoria é aquele que, em nosso julgamento profissional, foi o mais significativo em nossa auditoria do exercício corrente. Esse assunto foi tratado no contexto de nossa auditoria das demonstrações financeiras como um todo e na formação de nossa opinião sobre essas demonstrações financeiras e, portanto, não expressamos uma opinião separada sobre esses assuntos.
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Mensuração do valor justo dos ativos biológicos |
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Veja as Notas 4.7, 5.b e 14 das demonstrações financeiras consolidadas |
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Principal assunto de auditoria |
Como nossa auditoria conduziu esse assunto |
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A controlada Rio Corrente Agrícola S.A., da Companhia, mensura o seu ativo biológico de cana-de-açúcar ao valor justo menos despesas com vendas. O modelo de avaliação do valor justo da controlada Rio Corrente Agrícola S.A. considera o valor presente do fluxo de caixa líquido esperado durante a vida do ativo biológico. Essas projeções requerem julgamento crítico na determinação das diversas premissas adotadas pela controlada Rio Corrente Agrícola S.A., principalmente relacionadas a área total estimada de colheita, produtividade estimada desses canaviais (toneladas de cana-de-açúcar por hectares), a quantidade de açúcar total recuperável - ATR por tonelada de cana-de-açúcar, aos preços futuros estimados do ATR, aos custos necessários para os tratos culturais futuros, o custo do aluguel da terra e aos custos correspondentes ao corte, carregamento e transporte dessa cana-de-açúcar e a taxa de desconto. Devido às incertezas e alto grau de julgamento envolvido na determinação das premissas utilizadas nas projeções de fluxo de caixa futuros edo impacto que eventuais mudanças nessas premissas poderiam ter nas demonstrações financeiras, considerando esse assunto significativo em nosso trabalho de auditoria |
Nossos procedimentos de auditoria incluíram, mas não se limitaram a:
Como resultado do entendimento do desenho dos controles internos relevantes relacionados ao processo de mensuração do ativo biológico de cana-de-açúcar ao valor justo menos despesas com vendas, identificamos a necessidade de melhorias dos controles internos que alteraram nossa abordagem de auditoria e, consequentemente, ampliaram a extensão de nossos procedimentos substantivos inicialmente planejados para obtermos evidência de auditoria suficiente e apropriada. No decorrer de nossa auditoria identificamos ajuste que afetariam a mensuração e a divulgação do valor justo dos ativos biológicos, os quais não foram registrados e divulgados pela administração, por terem sido considerados imateriais. Baseados nos procedimentos de auditoria acima sumariados, consideramos que, à mensuração dos ativos biológicos, são aceitáveis, no contexto das demonstrações financeiras individuais e consolidadas tomadas em conjunto, referentes ao exercício findo em 31 de março de 2025. |
Outras informações que acompanham as demonstrações financeiras individuais e consolidadas e o relatório dos auditores
A administração da Companhia é responsável por essas outras informações que compreendem o Relatório da Administração.
Nossa opinião sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas não abrange o Relatório da Administração e não expressamos qualquer forma de conclusão de auditoria sobre esse relatório.
Em conexão com a auditoria das demonstrações financeiras, nossa responsabilidade é a de ler o Relatório da Administração e, ao fazê-lo, considerar se esse relatório está, de forma relevante, inconsistente com as demonstrações financeiras individuais e consolidadas ou com nosso conhecimento obtido na auditoria ou, de outra forma, aparenta estar distorcido de forma relevante. Se, com base no trabalho realizado, concluirmos que há distorção relevante no Relatório da Administração, somos requeridos a comunicar esse fato. Não temos nada a relatar a este respeito.
Responsabilidades da administração pelas demonstrações financeiras individuais e consolidadas
A administração é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Na elaboração das demonstrações financeiras individuais e consolidadas, a administração é responsável pela avaliação da capacidade de a Companhia e suas controladas continuarem operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações financeiras, a não ser que a administração pretenda liquidar a Companhia e suas controlada ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações.
Responsabilidades dos auditores pela auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas
Nossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras individuais e consolidadas, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre detectam as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações financeiras.
Como parte da auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso:
– Identificamos e avaliamos os riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas, independentemente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que o proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, conluio, falsificação, omissão ou representações falsas intencionais.
– Obtemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados às circunstâncias, mas, não, com o objetivo de expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos da Companhia e suas controladas.
– Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela administração.
– Concluímos sobre a adequação do uso, pela administração, da base contábil de continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe incerteza relevante em relação a eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa em relação à capacidade de continuidade operacional da Companhia e suas controladas. Se concluirmos que existe incerteza relevante, devemos chamar atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas ou incluir modificação em nossa opinião, se as divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, eventos ou condições futuras podem levar a Companhia e suas controladas a não mais se manterem em continuidade operacional.
– Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações financeiras, inclusive as divulgações e se as demonstrações financeiras individuais e consolidadas representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada.
– Planejamos e executamos a auditoria do grupo para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente referente às informações financeiras das entidades ou unidades de negócio do grupo como base para formar uma opinião sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas. Somos responsáveis pela direção, supervisão e revisão do trabalho de auditoria executado para os propósitos da auditoria do grupo e, consequentemente, pela opinião de auditoria.
Comunicamo-nos com os responsáveis da administração a respeito, entre outros aspectos, do alcance e da época dos trabalhos de auditoria planejados e das constatações significativas de auditoria, inclusive as deficiências significativas nos controles internos que, eventualmente, tenham sido identificadas durante nossos trabalhos.
Dos assuntos que foram objeto de comunicação com a administração, determinamos aqueles que foram considerados como mais significativos na auditoria das demonstrações financeiras do exercício corrente e que, dessa maneira, constituem os principais assuntos de auditoria. Descrevemos esses assuntos em nosso relatório de auditoria, a menos que lei ou regulamento tenha proibido divulgação pública do assunto, ou quando, em circunstâncias extremamente raras, determinarmos que o assunto não deve ser comunicado em nosso relatório porque as consequências adversas de tal comunicação podem, dentro de uma perspectiva razoável, superar os benefícios da comunicação para o interesse público.
Ribeirão Preto, 26 de junho de 2025
KPMG Auditores Independentes Ltda. Giovani Ricardo Pigatto
CRC 2SP-027666/0-5 F SP Contador CRC 1SP263189/O-7