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				<title><![CDATA[Jorge Antonio Gai: a história de um homem que faz da ética sua maior herança]]></title>
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				<description><![CDATA[Há homens que atravessam o tempo apenas ocupando espaço. E há aqueles que, pela grandeza silenciosa de seus atos, transformam-se em referências morais, culturais e humanas para toda uma comunidade. Jorge Antônio Gai pertence a essa rara geração de homens cuja história não se resume aos próprios passos, mas se mistura à identidade de uma cidade inteira.


Sua trajetória não é feita apenas de processos, audiências ou tribunais. É construída sobre valores. Sobre dignidade. Sobre o peso da palavra dada. Sobre a honestidade que nunca se curva. Sobre o trabalho silencioso de quem constrói um legado sem precisar levantar a voz para ser reconhecido.
Ao longo de mais de quatro décadas dedicadas à advocacia, Jorge Gai consolida seu nome como um dos grandes pilares da história jurídica de Coxim e do norte de Mato Grosso do Sul. Não apenas pela competência técnica admirável, mas principalmente pela forma humana, ética e profundamente respeitosa com que escolhe exercer sua profissão.
Nascido em 14 de junho de 1950, na cidade de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, Jorge vem de uma família simples, numerosa e marcada pela perseverança. Filho de Vitelio Gai e Julieta Brondani Gai, cresce ao lado de nove irmãos em uma realidade onde o dinheiro era escasso, mas os ensinamentos eram imensos.
Seu pai, homem humilde e trabalhador, sustentava a família como taxista e costumava repetir aos filhos que a única herança verdadeira capaz de mudar destinos seria o estudo. Não havia patrimônio financeiro para deixar. Havia, porém, um legado muito maior: a convicção de que a educação era a mais poderosa riqueza que alguém poderia carregar pela vida.
E talvez nenhuma frase tenha atravessado tanto a existência de Jorge quanto essa.
Enquanto muitos adolescentes viviam os anos da juventude entre distrações e descobertas, Jorge aprendia cedo o significado da responsabilidade. Ainda jovem, divide a rotina entre o trabalho e os estudos. Frequenta o colegial pela manhã e trabalha à tarde em um escritório de contabilidade. Não conhece privilégios. Conhece esforço.



Cada conquista surge da disciplina.
Cada passo nasce da persistência.
Aos 18 anos, presta concurso para o Banco do Brasil um dos mais concorridos e respeitados do país naquela época. É aprovado entre os melhores colocados e assume suas funções em Palmeira das Missões, no Rio Grande do Sul. Para muitos, aquilo já significaria estabilidade suficiente para uma vida inteira. Mas Jorge carrega dentro de si algo maior: o desejo profundo de estudar Direito.
Em 1970 ingressa na recém-criada Faculdade de Direito de Cruz Alta. Trabalha, estuda, enfrenta dificuldades e segue em frente sem jamais abandonar o compromisso consigo mesmo e com os sonhos que carrega desde a juventude. Os primeiros anos da faculdade acontecem em meio a jornadas cansativas, deslocamentos e rotinas intensas. Ainda assim, permanece firme.


Quando finalmente recebe o diploma de advogado, aquele momento ultrapassa a realização individual. Torna-se um símbolo familiar. Mais tarde, Jorge descobriria que o maior sonho de seu pai era justamente ver um filho formado em Direito.
Talvez por isso sua formação tenha um significado tão profundo.
Não se tratava apenas de uma profissão.
Tratava-se da concretização de uma esperança construída dentro de uma família simples que acreditava no poder transformador da educação.
O destino então conduz Jorge até Mato Grosso do Sul.



No ano de 1975, transferido pelo Banco do Brasil, Jorge chega inicialmente à cidade de Rio Verde. Era um tempo de novos horizontes, de recomeços e de construção de sonhos. Foi também naquele mesmo ano que a vida lhe reservou outro encontro definitivo: Maria Lúcia Guerra Gai.
Os dois começaram a namorar em julho de 1975, iniciando uma história de amor que atravessaria décadas e se tornaria um dos alicerces mais importantes de sua vida. Embora trabalhasse em Rio Verde pelo Banco do Brasil, o escritório de advocacia de Jorge já funcionava em Coxim, cidade que começava a ocupar espaço definitivo em sua trajetória.
Em 1976, Jorge consegue a transferência do Banco do Brasil para Coxim. E é ali, definitivamente, que sua história passa a se confundir com a própria história da cidade.
Ao chegar em Coxim, Jorge divide a rotina entre o banco e a advocacia. Pela manhã cumpre suas atividades na instituição financeira. À tarde mergulha nos corredores do fórum, nas audiências, nos processos e nas causas humanas que passam a definir sua caminhada.
E é ali que sua história ganha raízes profundas


Os anos 70 e 80 são marcados por intensos conflitos fundiários no então jovem Mato Grosso do Sul. As disputas por posse e domínio de terras movimentam os tribunais e exigem advogados preparados para lidar não apenas com questões jurídicas complexas, mas também com dramas humanos, tensões sociais e interesses poderosos.
Jorge enfrenta esse período com firmeza, equilíbrio e ética
Sua atuação rapidamente conquista respeito. Não apenas pelo conhecimento jurídico, mas pela serenidade de suas posições, pela responsabilidade com que trata cada cliente e pela absoluta honestidade que se torna marca permanente de sua trajetória.
Ao longo do tempo, seu nome deixa de ser apenas o de um advogado competente. Passa a representar confiança.
E confiança talvez seja o patrimônio mais raro que um homem pode construir.
No dia 12 de fevereiro de 1977, Jorge e Maria Lúcia oficializam a união construída sobre amor, companheirismo e respeito mútuo. O casamento transforma-se em um dos pilares de sua existência. São quase cinco décadas caminhando lado a lado, compartilhando sonhos, desafios, conquistas e valores.
Dessa união nascem os filhos Johnny Guerra Gai, Rômulo Guerra Gai, Luciano Guerra Gai e Larissa Guerra Gai. Mais tarde, a família amplia ainda mais seus laços de amor com a chegada da filha adotiva Lucicleide Leite Sobreira Giglio, acolhida com o mesmo carinho, proteção e dedicação que sempre marcaram a essência da família Gai.
A vocação para o Direito atravessa gerações. Johnny, Rômulo e Luciano seguem os passos do pai na advocacia, compartilhando não apenas o exercício profissional, mas os princípios éticos que fazem de Jorge uma referência humana e jurídica.
Seu escritório transforma-se não apenas em ambiente profissional, mas em continuidade de uma história familiar construída sobre honestidade, responsabilidade e respeito às pessoas.



Mas talvez uma das maiores riquezas da vida de Jorge esteja nos momentos em que deixa os processos de lado para assumir o papel que mais lhe emociona: o de avô.
Os netos David Roger Alves Guerra Gai, Athena Andrade Brondani Gai, Melissa Gai Cunha Pereira, Danielle Vitória Silva Gai e Agatha Camargo Gai representam a continuidade de uma árvore familiar cultivada com amor, firmeza e valores sólidos.
É neles que Jorge vê o futuro.
É neles que permanece vivo o ensinamento recebido ainda na infância por seu pai: o conhecimento, a dignidade e a honestidade são patrimônios eternos.
Em 1983, outro capítulo importante marca sua trajetória profissional. Jorge assume a Assessoria Jurídica do Banco do Brasil, consolidando ainda mais o respeito conquistado ao longo dos anos tanto na advocacia quanto dentro da instituição bancária.
No mesmo período, ajuda a escrever uma das páginas mais importantes da história da advocacia regional. Participa diretamente da criação da Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil em Coxim, tornando-se seu primeiro presidente. Naquele período, todos os profissionais da região ainda dependiam administrativamente da Capital.
A criação da Subseção representa independência institucional, fortalecimento jurídico e reconhecimento para toda a advocacia do norte do Estado.
Mais uma vez, Jorge demonstra aquilo que sempre norteia sua vida: pensar coletivamente.
Seu trabalho nunca se limita aos interesses pessoais. Ele compreende a advocacia como instrumento social, como missão pública e como ferramenta indispensável para a construção da justiça.


Os anos passam.
O mundo muda.
A tecnologia transforma profissões, rotinas e relações humanas.
Jorge acompanha todas essas mudanças sem jamais perder sua essência.
Vê as antigas máquinas de escrever desaparecerem diante dos computadores. Assiste aos processos físicos se tornarem digitais. Adapta-se às transformações tecnológicas, jurídicas e sociais. Mas permanece fiel àquilo que considera inegociável: ética, honestidade e autenticidade.
Enquanto muitos buscam soluções rápidas, ele insiste na construção sólida.
Enquanto o imediatismo domina o mundo moderno, Jorge segue acreditando no valor da reputação construída ao longo da vida.
E talvez seja justamente isso que torna sua trajetória tão admirável.
Porque ela prova que ainda é possível vencer sem abandonar princípios.
Ao falar sobre advocacia, Jorge costuma dizer que advogar é ciência, arte e abnegação. E talvez poucas frases consigam defini-lo tão bem.
Porque sua atuação jamais se resume à interpretação fria das leis. Existe sensibilidade em sua forma de enxergar o Direito. Existe humanidade em sua maneira de compreender conflitos. Existe prudência em suas palavras.


Ao orientar jovens advogados, insiste sempre no mesmo ensinamento: nenhum sucesso profissional vale a perda da honestidade.
Para ele, reputação não se conquista da noite para o dia. É construída lentamente, através do trabalho sério, da lealdade aos clientes, da ética profissional e da coragem de agir corretamente mesmo diante das dificuldades.
E é exatamente por nunca abrir mão desses valores que Jorge Antônio Gai se transforma em uma das figuras mais respeitadas da advocacia sul-mato-grossense.
Hoje, sua história ultrapassa os limites dos tribunais.
Ela pertence também à memória afetiva de Coxim.
Pertence aos corredores do fórum onde constrói amizades ao longo de décadas.
Pertence às famílias que encontram em seu trabalho amparo e orientação.
Pertence às gerações de advogados que enxergam em sua trajetória um exemplo raro de integridade.
Coxim aprende, ao longo do tempo, a admirar não apenas o advogado Jorge Gai, mas o homem Jorge Gai.


O homem de fala serena.
De postura firme.
De princípios sólidos.
De humildade intacta apesar de todas as conquistas.
Em tempos em que o mundo parece cada vez mais apressado, superficial e imediatista, Jorge representa a permanência de valores que nunca deveriam envelhecer.
Representa a dignidade.
Representa o compromisso.
Representa a honra.
E talvez seja justamente por isso que sua história emociona tanto.
Porque homens como Jorge Antônio Gai lembram à sociedade que o verdadeiro sucesso não está apenas nos títulos acumulados, nas homenagens recebidas ou no reconhecimento profissional.


O verdadeiro sucesso está na capacidade de atravessar o tempo sem perder a essência.
E Jorge Gai faz exatamente isso.
Constrói diariamente, através de sua vida e de sua trajetória, um legado que ultrapassa o Direito e alcança algo muito maior:
o respeito humano.
Um legado que permanece vivo em cada pessoa que aprende com sua caminhada.
Em cada jovem advogado que encontra inspiração em seus ensinamentos.
Em cada cidadão que reconhece nele um exemplo raro de honestidade e caráter.
Porque algumas pessoas não se tornam admiráveis apenas pelo que conquistam.
Tornam-se admiráveis pela forma como escolhem viver.
 
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 29 May 2026 06:32:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Dr. Irajá Pereira Messias: uma vida construída entre o amor, o Direito e a dignidade]]></title>
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				<description><![CDATA[No interior do Paraná, na pequena cidade de Ivaí, nascia em 16 de abril de 1943 um menino que, décadas depois, se tornaria um dos nomes mais respeitados da advocacia sul-mato-grossense. Seu nome: Irajá Pereira Messias.
Naquele tempo, o Brasil ainda caminhava lentamente entre transformações sociais, estradas de terra e cidades pequenas onde os valores humanos tinham peso maior que qualquer título. Foi nesse ambiente simples, marcado pelo respeito à família, pelo trabalho e pela honestidade, que começou a ser moldado o caráter do homem que Coxim aprenderia a admirar profundamente.


Desde jovem, Irajá demonstrava algo que o acompanharia pela vida inteira: uma inteligência silenciosa e uma curiosidade profunda pelo conhecimento. Enquanto muitos rapazes de sua geração enxergavam apenas o caminho imediato do trabalho, ele carregava consigo uma inquietação intelectual rara. Gostava dos livros, das reflexões, da leitura cuidadosa. Havia nele uma serenidade madura, quase precoce, como se desde cedo compreendesse que a vida exigia profundidade.
Foi justamente essa paixão pelo conhecimento que o conduziu ao curso de Direito da Universidade Estadual de Maringá (UEM), uma das instituições mais respeitadas do Paraná. Na universidade, encontrou não apenas uma profissão, mas um propósito.
O jovem estudante mergulhou intensamente no universo jurídico. Não estudava o Direito apenas para obter um diploma. Estudava para compreender o comportamento humano, os conflitos da sociedade e a delicada missão de buscar justiça em um mundo imperfeito.
Os colegas já percebiam naquele rapaz discreto uma postura diferenciada. Não era homem de excessos, nem de vaidades. Preferia o silêncio dos observadores inteligentes às aparições espalhafatosas. Lia muito. Estudava profundamente. Pensava antes de falar. E quando falava, era ouvido.
Foi também nesse período que a vida lhe apresentou um dos encontros mais importantes de sua existência: Lídia Zanella.
Mais do que esposa, Lídia se tornaria sua companheira de caminhada, sua base emocional e seu grande amor. O relacionamento nasceu de forma sólida, tranquila e verdadeira, exatamente como seriam os mais de quarenta anos que viveriam juntos.



Em uma época em que os relacionamentos eram construídos sobre compromisso, parceria e permanência, Irajá e Lídia edificaram uma união marcada pelo respeito mútuo, pelo companheirismo e pelo amor silencioso dos casais que aprendem a caminhar lado a lado diante de todas as fases da vida.
O casamento trouxe não apenas felicidade, mas também o sonho da família.
Vieram então os filhos: Dartagnan Zanella Messias (IN MEMORIAM) e Athos Zanella Messias
A paternidade transformou ainda mais o homem reservado em um pai profundamente dedicado. Embora naturalmente sério e discreto, Dr. Irajá sempre carregou um amor imenso pelos filhos. A família tornou-se seu centro emocional, seu porto seguro e a principal razão de seus esforços.
Já formado em Direito, em 18 de dezembro de 1974, começava oficialmente sua trajetória na advocacia.
Mas o destino ainda preparava a cidade que verdadeiramente acolheria sua história.
Foi assim que Irajá e sua família chegaram a Coxim.
Naquele período, Coxim crescia como importante município do norte de Mato Grosso do Sul. A cidade possuía o calor humano típico do interior, onde as relações pessoais ainda eram construídas olho no olho, pela confiança e pela reputação.
E foi justamente ali que Dr. Irajá encontrou espaço para construir muito mais do que carreira.
Construiu pertencimento.


Nos primeiros anos, o jovem advogado começou a atuar na comarca com a discrição que sempre o caracterizou. Não demorou para que magistrados, colegas e clientes percebessem que havia algo diferente naquele profissional vindo do Paraná.
Ele dominava o Direito com profundidade rara.
Era preparado.
Culto.
Sereno.
E, acima de tudo, ético.
Em pouco tempo, seu nome passou a circular com respeito nos corredores do fórum, nos escritórios e nas conversas da cidade. Sua atuação firme, técnica e elegante fez dele uma referência jurídica em toda a região.
Mas Dr. Irajá nunca permitiu que o prestígio profissional alterasse sua essência humana.
Continuava acessível.
Educado.
Respeitoso com todos.



Dos empresários aos trabalhadores simples, todos encontravam nele o mesmo tratamento digno e cordial.
Talvez por isso tenha conquistado algo raro em qualquer cidade do interior: admiração praticamente unânime.
Ao longo de mais de três décadas atuando diretamente na comarca de Coxim, tornou-se um dos grandes pilares da advocacia regional. Não apenas pela quantidade de causas ou pelo reconhecimento profissional, mas pela forma como exercia o Direito.
Para ele, a advocacia jamais foi mero instrumento financeiro.
Era vocação.
Era responsabilidade moral.
Era compromisso humano.
Sua liderança natural o levou à presidência da 9ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil em Coxim, cargo que exerceu por dois mandatos.
Durante sua gestão, ajudou a fortalecer institucionalmente a advocacia local e teve participação decisiva na luta pela conquista da sede própria da subseção um sonho antigo da classe.


Mas sua visão sobre o Direito ultrapassava os limites tradicionais da advocacia.
Dr. Irajá acreditava que o conhecimento jurídico também precisava dialogar com cultura, reflexão e sociedade.
Foi assim que promoveu eventos históricos em Coxim, como o julgamento simulado de Lampião, o Rei do Cangaço. Atuando na defesa do lendário personagem brasileiro, conduziu um espetáculo jurídico que mobilizou a cidade e entrou para a memória da advocacia regional.
No julgamento, Lampião acabou absolvido.
Mais tarde, realizaria outro grande evento cultural e jurídico: o julgamento simulado de Otelo, personagem de William Shakespeare. O acontecimento reuniu importantes nomes do cenário jurídico e político, incluindo o senador Ramez Tebet, tornando-se um marco intelectual para Coxim.
Enquanto construía uma carreira admirável, também consolidava sua imagem como homem de profundo conhecimento. Apaixonado pelos livros, tornou-se estudioso respeitado no meio jurídico. Sua dedicação intelectual resultou na obra “Da Prova Penal”, livro que alcançou três edições esgotadas e se transformou em referência para profissionais do Direito.
Mesmo aos 83 anos, continua produzindo conhecimento. Seu novo livro, “O Lado Invisível do Tribunal do Júri”, nasce da experiência acumulada em décadas observando a complexidade humana dos julgamentos.
Mas por trás do advogado respeitado, existia sempre o homem de família.
O esposo dedicado.
O pai amoroso.
O avô apaixonado.



A vida, porém, também lhe apresentou dores profundas.
Em 11 de outubro de 2012, perdeu sua esposa Lídia Zanella Messias para o câncer. Após quarenta anos, quatro meses e treze dias de casamento, viu partir a mulher que havia caminhado ao seu lado durante praticamente toda a vida adulta.
A perda trouxe um silêncio ainda maior ao homem já naturalmente reservado.
Mas o destino lhe imporia outra ferida ainda mais devastadora.
Em 5 de setembro de 2018, perdeu o filho Dartagnan Zanella Messias, advogado formado pela UCDB, vítima de infarto fulminante.
A dor de um pai que perde um filho não encontra tradução completa nas palavras.
Ainda assim, Dr. Irajá atravessou o sofrimento da mesma forma como enfrentou toda sua trajetória: com dignidade, discrição e força interior.
Sem jamais perder a elegância emocional.
Sem transformar dor em espetáculo.
Hoje, parte de sua continuidade vive nos netos Valentina Lima Messias, Aramis Lima Messias e Heitor Carmona Zanella Messias, heranças afetivas que parecem devolver luz aos dias difíceis.


Atualmente residindo em Campo Grande, onde continua exercendo a advocacia, Dr. Irajá permanece como uma figura histórica profundamente ligada a Coxim.
Seu nome ainda é lembrado com carinho nos corredores do fórum, nas conversas entre antigos amigos, nas memórias da advocacia e no coração daqueles que conviveram com ele.
Ao longo da vida, recebeu importantes homenagens, como o título de Cidadão Honorário de Coxim, concedido por iniciativa da vereadora Dinalva, além da Medalha Jorge Siufi, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, e da Medalha Heitor Medeiros, maior honraria da OAB/MS.
Mas talvez sua maior homenagem seja invisível.
Está no respeito espontâneo das pessoas.
Na admiração silenciosa de uma cidade e de uma comunidade.
Na forma como seu nome continua sendo pronunciado com carinho e reverência.
Porque algumas pessoas passam pela vida acumulando conquistas.
Outras constroem legado.
E Dr. Irajá Pereira Messias construiu algo ainda mais raro e muito mais caro:
Construiu uma história de dignidade humana que o tempo jamais conseguirá apagar.
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 22 May 2026 06:31:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Gaudêncio Alarcom Campos, o "Japão": homem que transformava comida, fé e amizade em formas de amor]]></title>
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				<description><![CDATA[Existem pessoas que passam pelo mundo deixando marcas tão profundas que o tempo jamais consegue apagar. Pessoas simples, mas grandiosas na essência. Homens que talvez nunca tenham buscado reconhecimento, fama ou importância, mas que se tornaram inesquecíveis justamente pela maneira humana, humilde e amorosa com que viveram. Em Coxim, um desses homens foi Gaudêncio Alarcom Campos, eternamente conhecido pelo apelido que carregava com carinho e orgulho: “Japão”.

Seu nome ainda ecoa nas lembranças das ruas, nas conversas entre amigos, nas reuniões familiares, nas cozinhas cheias de fumaça e tempero, nas festas da igreja e até nas músicas antigas que continuam tocando o coração de quem viveu ao seu lado. Porque Japão não foi apenas mais um morador de Coxim. Ele se tornou parte da memória afetiva da cidade.

Nascido em 30 de agosto de 1949, Japão veio ao mundo em uma época em que a vida possuía outro ritmo. Coxim ainda crescia lentamente, cercada por tradições, simplicidade e relações humanas verdadeiras. Era o tempo das cadeiras nas calçadas, das conversas demoradas no fim da tarde, dos almoços em família aos domingos e da vizinhança que se tratava como extensão da própria casa.

Foi nesse ambiente que Japão construiu sua essência.

Desde cedo aprendeu o valor do trabalho honesto, da fé, da palavra respeitada e do amor familiar. Cresceu observando a cultura do povo coxinense, absorvendo costumes, tradições e aquele jeito acolhedor tão típico do interior. E carregou tudo isso consigo por toda a vida.

Quem o conheceu dificilmente esquece sua presença.

Japão tinha uma daquelas personalidades raras que acolhem sem esforço. Não precisava chamar atenção para ser notado. Sua simplicidade falava por si. O sorriso tranquilo, a conversa calma, o jeito humilde e a disposição constante em ajudar faziam dele uma pessoa naturalmente querida por todos.

Era impossível permanecer indiferente perto dele.

Japão tinha o dom de fazer as pessoas se sentirem à vontade. Sua casa sempre esteve aberta para amigos, familiares, vizinhos e conhecidos. Não importava o horário ou a ocasião: sempre havia espaço para mais alguém à mesa, mais um prato sendo servido e mais uma conversa atravessando a noite.

Porque, acima de tudo, Japão amava reunir pessoas.

E talvez sua maior forma de demonstrar amor fosse justamente através da comida.

Na cozinha, encontrava felicidade verdadeira. O simples ato de cozinhar representava muito mais do que preparar refeições. Era ali que colocava carinho, dedicação, memória e afeto. Cada panela mexida lentamente carregava um pouco de sua história. Cada tempero colocado no ponto certo parecia revelar a calma e a paciência com que enxergava a vida.

O cheiro da comida preparada por Japão se tornou parte da lembrança de muita gente.

Os filhos recordam das refeições fartas.
Os netos lembram das panelas no fogo.
Os amigos recordam das rodas de conversa enquanto ele cozinhava.
E a comunidade jamais esqueceu o homem que transformava alimento em acolhimento.

Entre tantas receitas, havia uma que se tornou praticamente sua assinatura cultural: o famoso empamonado coxinense.

Prato típico da região, preparado à base de carne moída engrossada com farinha de mandioca, o empamonado feito por Japão ultrapassava qualquer explicação simples. Não era apenas saboroso. Era carregado de identidade, tradição e emoção.

Quem provava dizia que existia algo especial naquela receita.

Talvez fosse o jeito paciente de preparar.
Talvez o cuidado em escolher cada ingrediente.
Talvez o tempo certo no fogo.
Ou talvez fosse aquilo que não pode ser medido: o amor colocado em cada detalhe.

O empamonado preparado por Japão não alimentava somente o corpo. Alimentava memórias. Aproximava pessoas. Fazia parte das histórias familiares e das reuniões entre amigos. Era impossível separar o prato da figura acolhedora de quem o preparava.

Na cozinha, Japão parecia conversar com a própria vida.

Gostava de mexer lentamente as panelas enquanto contava histórias antigas de Coxim, lembrava acontecimentos da juventude e falava sobre pessoas que marcaram sua trajetória. Muitas vezes, o almoço demorava horas não porque a comida atrasava, mas porque o ambiente ao redor dele se transformava em encontro.

Era comum ver familiares sentados próximos ao fogão apenas para ouvi-lo conversar.

E enquanto a comida ganhava forma, as lembranças também eram construídas.

Japão pertencia a uma geração que valorizava a presença humana. Para ele, os momentos mais importantes da vida aconteciam justamente nas pequenas coisas: uma refeição compartilhada, uma visita inesperada, uma conversa no quintal, uma música tocando ao fundo ou uma família reunida dentro de casa.

Sua paixão pela cultura da fronteira também fazia parte de quem era.

A polca paraguaia e o chamamé estavam profundamente ligados à sua identidade. Bastava o som da sanfona começar para que seus olhos brilhassem de maneira diferente. A música preenchia o ambiente com alegria e nostalgia ao mesmo tempo.

Nas reuniões familiares, muitas vezes o rádio tocava baixinho enquanto o cheiro da comida se espalhava pela casa. As canções paraguaias e os chamamés criavam o cenário perfeito para longas conversas, risadas espontâneas e momentos simples que hoje permanecem eternizados na memória dos filhos, netos e amigos.

Japão amava sua terra.
Amava suas raízes.
Amava aquilo que lembrava o povo simples do interior.

E talvez por isso tenha se tornado tão querido em Coxim.

Ao lado da esposa, Lucila Tavares Campos, construiu uma das histórias mais bonitas de sua vida: a família.

Foram 52 anos de matrimônio marcados por companheirismo, respeito, lealdade e amor verdadeiro. Uma relação construída dia após dia, baseada na simplicidade e na união. Mais do que casal, formaram uma parceria sólida, atravessando juntos alegrias, dificuldades, desafios e conquistas.

Dentro de casa, Japão sempre foi homem de presença forte e coração sensível.

Criou os filhos: Gaudenlucio Tavares Campos, Mauricio Alexandre Tavares Campos e Fernanda Luiza Tavares Campos ensinando através do exemplo. Não precisava de grandes discursos para transmitir valores. Sua própria vida falava por ele.

Ensinou honestidade através das atitudes.
Ensinou amor através do cuidado.
Ensinou humildade através da forma como tratava as pessoas.

E quando os netos chegaram, uma nova alegria tomou conta de sua vida.

Maya, Jhonata, Gabriel e Natanny trouxeram ainda mais luz para seus dias. Japão se transformava perto deles. Gostava das brincadeiras, das conversas, dos almoços em família e da movimentação da casa cheia.

A chegada dos bisnetos: Livia Campos Fernandes, Maria Alicia Campos Fernandes e     Arthur Tavares completou ainda mais sua felicidade.

Porque para Japão, riqueza verdadeira sempre esteve na família.

Ele gostava da mesa cheia.
Gostava do barulho das crianças correndo.
Gostava das risadas espalhadas pela casa.
Gostava de observar todos reunidos.

E talvez seja justamente isso que hoje provoca tanta saudade.

Sua ausência deixou um silêncio difícil de explicar.

A morte de Japão, em abril de 2022, não trouxe dor apenas para os familiares. Coxim inteira sentiu a partida de um homem que construiu vínculos verdadeiros por onde passou. Pessoas simples como ele acabam se tornando parte da identidade emocional da cidade.

A comunidade católica perdeu um de seus homens mais dedicados.

Católico fervoroso e devoto de São Sebastião, Japão sempre viveu sua fé de maneira prática, silenciosa e generosa. Não era apenas alguém que frequentava missas. Era alguém que servia.

Nas festas da igreja, sua presença na cozinha era praticamente tradição.

Enquanto muitos descansavam ou apenas participavam da celebração, Japão estava trabalhando entre panelas enormes, calor intenso e horas de preparo. Fazia tudo com alegria genuína.

E nunca decepcionava.

As pessoas sabiam que, quando ele assumia a cozinha, a comida seria preparada com carinho, fartura e dedicação. Seu compromisso com a comunidade era admirável. Trabalhava não por obrigação, mas porque acreditava no valor da união e da partilha.

Japão compreendia algo que hoje parece cada vez mais raro: servir também é uma forma de amar.

E ele amou profundamente.

Amou através da comida.
Amou através da fé.
Amou através da amizade.
Amou através da família.
Amou através das coisas simples.

Até hoje, seu nome continua presente nas conversas de quem sente saudade. Surge quando alguém fala de empamonado. Surge quando uma polca paraguaia toca no rádio. Surge nas lembranças das festas da igreja. Surge nos almoços familiares que ainda carregam muito de sua essência.

Porque homens assim não partem completamente.

Eles permanecem vivos nos hábitos que deixaram, nas tradições que preservaram e principalmente nas memórias afetivas construídas ao longo da vida.

Japão não deixou fortuna material.
Deixou algo muito maior.

Deixou amor.
Deixou exemplo.
Deixou cultura.
Deixou saudade.

E deixou em Coxim uma certeza silenciosa, mas profunda: a de que algumas pessoas jamais serão esquecidas.

Porque enquanto existir alguém preparando empamonado lembrando de seus ensinamentos, enquanto houver uma sanfona tocando chamamé em algum canto da cidade, enquanto uma família se reunir em volta da mesa para compartilhar comida e afeto, Japão continuará presente.

Vivo no coração da família.
Vivo na memória dos amigos.
Vivo na cultura coxinense.
E eternamente vivo dentro de Coxim.

 
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 15 May 2026 06:31:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Dona Arminda]]></title>
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				<description><![CDATA[Existem pessoas que passam pela vida.

E existem aquelas que se tornam eternas.

Não porque foram famosas.
Não porque tiveram riquezas.
Não porque buscaram reconhecimento.

Mas porque aprenderam a coisa mais rara deste mundo: amar gente.

Arminda Santana de Araújo (IN MEMORIAM) foi assim.

Uma mulher simples aos olhos de quem não conhecia sua história, mas gigantesca para todos aqueles que tiveram o privilégio de sentar-se à sua mesa, ouvir sua voz calma, sentir o cheiro do café recém-passado vindo da cozinha ou simplesmente receber um de seus sorrisos sinceros.

Falar de Dona Arminda é falar de Coxim.

É falar de família.
De fé.
De luta.
De rio.
De comida feita no fogão com carinho.
De portas abertas.
De abraço que acolhia até quem chegava pela primeira vez.

Dona Arminda não construiu apenas uma fazenda.



Ela construiu memórias.

Nasceu em 23 de dezembro de 1919, na Fazenda Santa Luzia, em Coxim. Filha de Sérgio Santana e Amélia Belarmino Santana, foi a sétima entre nove irmãos. Cresceu em uma família católica, aprendendo desde cedo os valores que carregaria até o último dia de vida: humildade, respeito, fé e amor ao próximo.

Talvez ela mesma nunca tenha imaginado que se tornaria uma das mulheres mais importantes da história afetiva do turismo de Coxim.

Casou-se em março de 1937 com seu primo e grande amor, Luis Ranulfo Ferreira de Araújo. E quem conheceu os dois dizia que existia entre eles uma dessas uniões raras, construídas não apenas no amor, mas na parceria, no cuidado e na admiração.

Foram 22 anos de casamento.

Vinte e dois anos dividindo sonhos, dificuldades e esperanças.

Luís era conhecido como homem trabalhador, respeitado pelos ribeirinhos da região. Arminda, ainda jovem, já demonstrava a serenidade que mais tarde se tornaria sua marca. Juntos formaram uma família grande: oito filhos. Quatro mulheres. Quatro homens.

E ali começava a história que mudaria para sempre a vida daquela família e também a história de Coxim.

Quando chegaram às terras da futura Cachoeira das Palmeiras, em 1950, o que existia era apenas mata fechada.

Não havia energia.
Não havia estrada estruturada.
Não havia conforto.



Havia apenas coragem.

Luís foi primeiro. Sozinho, desbravando o mato, abrindo espaço no coração da floresta para construir uma pequena casa de barro e sapé, simples, humilde, mas cheia de esperança.

Depois Arminda chegou com os filhos.

E foi ali, no meio da natureza bruta, cercada pelos babaçuais, pelo rio e pelo som da cachoeira, que ela criou sua vida.

Aquela mulher delicada, calma e sorridente também era forte como poucas.

Plantava.
Cuidava da casa.
Criava os filhos.
Ajudava na fazenda.
Recebia visitantes.
Enfrentava as dificuldades da distância e da escassez.

Tudo isso sem jamais perder a doçura.

O dinheiro era pouco. Muitas vezes os serviços eram trocados por mantimentos ou roupas. Mas ninguém saía dali sem acolhimento.

Porque Arminda tinha uma riqueza que não se mede.

Ela fazia as pessoas se sentirem pertencentes.

Aos poucos, começaram a chegar os primeiros pescadores vindos de Minas Gerais, São Paulo e Goiás. Vinham atraídos pelas histórias dos peixes abundantes, pela famosa piracema, pelas águas cristalinas onde o peixe “saltava até na cachoeira”.

E encontravam muito mais do que peixe.

Encontravam uma família.

Os turistas dormiam na própria casa dos Araújo. Comiam junto da família. Sentavam-se ao redor da mesa como velhos conhecidos.

E Dona Arminda servia café.

Sempre o café.

Talvez ela nunca tenha percebido que aquele gesto simples atravessaria décadas e se tornaria parte da memória de milhares de pessoas.

O poeta Geraldo Mochi eternizou isso em versos ao falar do “cafezinho da Dona Arminda com sabor Sul-mato-grossense”.

Mas a verdade é que o sabor não estava no café.

Estava nela.



Na forma como olhava as pessoas.
Na maneira como escutava.
Na paz que transmitia.

Dizem que para Dona Arminda não existiam estranhos.

Todos viravam amigos.

E viravam mesmo.

A fazenda cresceu. O turismo floresceu. A Cachoeira das Palmeiras tornou-se referência nacional. Vieram excursões, ônibus, famílias inteiras, pescadores do Brasil inteiro.

Mas nada ali era mais forte que a presença daquela mulher.

Ela era o coração do lugar.

E então veio a dor.

Em 16 de dezembro de 1959 Arminda leva um grande baque, seu grande amor e melhor amigo Luís sofre um AVC fatal e vem a falecer.

Arminda ficou viúva aos 37 anos.

Sozinha.

Com oito filhos para criar e se seu amor.

O mais novo tinha apenas um ano e seis meses.

Qualquer pessoa teria desabado.

Mas ela não.

Chorou suas dores em silêncio e transformou sofrimento em força.

Virou mãe e pai.
Virou liderança.
Virou exemplo.

Com ajuda dos filhos e dos ribeirinhos da região, continuou tocando a fazenda. Seguiu em frente mesmo carregando saudades profundas dentro do peito.

E talvez seja justamente aí que sua grandeza se revele.

Porque Dona Arminda nunca permitiu que a tristeza endurecesse seu coração.

Mesmo após perder filhos ao longo da vida, manteve sua fé inabalável. Continuava sorrindo. Continuava acolhendo. Continuava oferecendo café e bolo a quem chegava.

Ela amava flores. Primavera era sua favorita.

Amava perfumes. Gostava de vestidos novos, sapatos bonitos, cabelos sempre arrumados. Tinha vaidade, mas uma vaidade leve, feminina, elegante.

Gostava da vida.

Gostava de conversar.
De ouvir histórias.
De reunir a família.
De celebrar aniversários.
De preparar almoço para os festeiros da Bandeira do Divino.

A casa de Dona Arminda nunca foi apenas uma casa.

Era um refúgio.

Quem chegava cansado, saía renovado.

Quem chegava visitante, partia amigo.

Ela carregava uma sabedoria rara. Tinha pouco estudo formal, mas uma inteligência que nascia da vida. Sabia cuidar da fazenda, administrar negócios e, principalmente, cuidar de pessoas.

A Cachoeira das Palmeiras cresceu junto com ela.

Ou talvez tenha sido ela quem deu alma àquele lugar.

Porque existem paisagens bonitas em muitos lugares do mundo.

Mas poucos lugares tiveram uma mulher como Dona Arminda vivendo dentro deles.

Em 2014, ela partiu, foi encontrar seu grande amor, após anos de saudades chegava ao fim a distância, eles então se reencontraram na eternidade.

Mas, desde então, algo silenciou naquelas águas.

A cachoeira continua lá.
Os babaçuais continuam lá.
O rio continua correndo.



Mas quem conheceu Dona Arminda sabe: nunca mais foi igual.

Porque algumas pessoas não morrem apenas para a família.

Elas deixam vazio em cidades inteiras.

Hoje, a antiga Cachoeira das Palmeiras já não recebe visitantes como antes. Tornou-se propriedade privada. O movimento cessou. Os ônibus desapareceram. As barracas sumiram das margens do rio.

Mas a memória dela continua viva.

Viva no cheiro imaginário do café passado no fogão.
Viva nas fotografias antigas.
Viva nas histórias contadas pelos filhos, netos e amigos.
Viva nas lembranças de quem um dia foi recebido por ela.

Dona Arminda foi mais que uma pioneira do turismo.

Foi dessas mulheres raras que transformam qualquer lugar em lar.

E talvez a maior prova de sua grandeza seja justamente essa:

Mesmo depois de sua partida, ainda existem pessoas que se emocionam ao ouvir seu nome.

Porque o tempo leva muita coisa.

Mas jamais leva o amor deixado por alguém que viveu para fazer o bem.

 



 
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 08 May 2026 06:37:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[COXIM COM OUTROS OLHOS]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/coxim-com-outros-olhos/49481/</link>
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				<description><![CDATA[Entre o céu, a fé e o infinito: o Cristo Redentor do Pantanal e a alma de Coxim

Existem lugares que não se resumem a um ponto no mapa. Não cabem em uma legenda de fotografia, nem em uma simples recomendação turística. São espaços que carregam história, sentimento, identidade. Lugares onde o tempo parece desacelerar e a vida ganha outro ritmo. Em Coxim, esse lugar tem nome, altura e significado: o imponente Cristo Redentor do Pantanal.

Erguido no topo do Morro do Criminoso, no início da estrada pantaneira, o Cristo não apenas observa a cidade ele a envolve. De braços abertos, acolhe quem chega, protege quem parte e acompanha, silenciosamente, o cotidiano de uma Coxim que pulsa lá embaixo. Mas engana-se quem pensa que a experiência começa ao chegar ao topo. Ela começa muito antes, no primeiro olhar, no primeiro passo, na decisão de subir.

Um sonho que venceu o tempo

Antes de ser concreto, altura e paisagem, o Cristo foi sonho.

Um sonho que nasceu no coração do advogado Pedro Ronny Argerin e do empresário  Evaristo Khol, o sonho que se tornou realidade.

E foi assim que, no dia 10 de outubro de 2010, esse sonho ganhou forma e altura, desde então, deixou de ser apenas geográfico para se tornar espiritual, turístico e emocional.



431 degraus: uma jornada que vai além do corpo

Subir até o Cristo é mais do que um deslocamento físico. É uma experiência.

São 431 degraus que conduzem até o topo. Um caminho que exige fôlego, mas que entrega muito mais do que esforço. Cada passo é uma pausa na rotina, uma oportunidade de se desconectar do barulho do mundo e se reconectar consigo mesmo.

Ao longo da escadaria, as 12 estações da Via Sacra transformam o trajeto em um percurso de reflexão. Ali, fé e silêncio caminham lado a lado. Pessoas sobem em oração, em agradecimento, em busca de respostas ou simplesmente de paz.

E não há necessidade de pressa.

O caminho pede calma. Pede olhar atento. Pede presença.

A cada parada, a cidade começa a se revelar. Primeiro tímida, depois mais ampla, até se abrir completamente diante dos olhos. Lá embaixo, o Rio Taquari desenha seu curso com tranquilidade, cortando Coxim e lembrando a todos a força da natureza que sustenta a região.



Entre trilhas e desafios: o Cristo também é movimento

Mas nem só de contemplação vive o morro.

Para os que buscam desafio, as trilhas naturais oferecem um cenário perfeito. O terreno acidentado e a vegetação criam percursos ideais para caminhadas mais intensas, ciclismo e até motociclismo. Não é raro ver praticantes enfrentando o morro como um verdadeiro teste de resistência quase um “enduro” em meio ao Pantanal.

É nesse contraste que o Cristo se torna ainda mais fascinante: ao mesmo tempo em que convida ao silêncio, também impulsiona o movimento. Ao mesmo tempo em que inspira fé, desafia o corpo.

Tudo coexistindo em harmonia.

O topo: onde a cidade encontra o infinito

E então, depois da subida, vem o encontro.

Lá do alto, Coxim se revela por inteiro. Não apenas como cidade, mas como paisagem viva. As ruas, as casas, as árvores, as histórias tudo se encaixa como um mosaico que só pode ser compreendido quando visto de cima.

O Rio Taquari serpenteia o horizonte, refletindo o céu e criando um espetáculo natural que muda a cada hora do dia.

O amanhecer é suave, quase silencioso. A luz chega devagar, tocando cada canto da cidade com delicadeza.

O entardecer, por sua vez, é grandioso. O céu se transforma em uma tela viva, com cores que vão do dourado ao vermelho intenso. Um espetáculo diário, gratuito e inesquecível.

Ali, o vento sopra diferente. O tempo desacelera. O silêncio fala.

E quem chega entende: não se trata apenas de ver. Trata-se de sentir.

Café com Cristo: fé que se compartilha

Aos pés do monumento, a experiência ganha um novo significado através de uma iniciativa que se tornou tradição em Coxim.

Há sete anos, o “Café com Cristo” reúne pessoas nas primeiras horas do dia para momentos de oração, reflexão e convivência. Um encontro simples, mas profundamente significativo.

O café com cristo foi Idealizado pelo jornalista Adelino Alexandre, com a participação do empresário Cláudio Pesso,do radialista Aloísio Guirra, de Flávio Augusto Magalhães e de Dorvalino Azevedo, o movimento cresceu e hoje reúne cerca de 76 participantes.

Ali, entre o aroma do café e o silêncio da manhã, a fé se fortalece, amizades se constroem e a comunidade se une.

Mais do que um encontro, é um gesto coletivo de espiritualidade.



Um lugar para todos e de todos

O Cristo Redentor do Pantanal não pertence a um grupo específico. Ele é de todos.

É do morador que sobe pela centésima vez.
Do visitante que chega pela primeira vez.
Do atleta que busca desafio.
Do fiel que busca oração.
Do fotógrafo que busca o clique perfeito.
Do curioso que busca algo diferente.

A visitação é aberta e gratuita, reforçando o caráter acolhedor do espaço. Mas, junto com esse privilégio, vem também a responsabilidade: preservar.

Levar água, usar protetor solar, vestir roupas leves, usar calçados adequados tudo isso ajuda na experiência. Mas o mais importante é simples: cuidar do lugar. Levar de volta o próprio lixo. Respeitar o espaço. Entender que aquela paisagem precisa continuar existindo para os próximos olhares.

 

Olhar com outros olhos

Talvez o maior valor do Cristo Redentor do Pantanal não esteja apenas na sua altura, na sua vista ou na sua história.

Talvez esteja na forma como ele nos ensina a olhar.

Olhar para a cidade com mais carinho.
Olhar para o tempo com mais calma.
Olhar para a vida com mais presença.

Porque, no fim, subir o morro do Cristo não é apenas alcançar um ponto alto.

É enxergar Coxim de um jeito diferente.

E, quem sabe, enxergar a si mesmo também.

Lá do alto, entre o céu aberto, o verde que se estende e o curso sereno do Taquari, fica uma certeza silenciosa:

Alguns lugares não são apenas visitados.
Eles transformam.

 
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 01 May 2026 06:31:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Coxim e a marca eterna de um pastor: a vida, a obediência e o amor de Erno Selvino Schmidt]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/coxim-e-a-marca-eterna-de-um-pastor-a-vida-a-obediencia-e-o-amor-de/49480/</link>
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				<description><![CDATA[Há homens que passam pela vida.
E há homens que deixam marcas profundas não apenas em lugares, mas em corações.

Hoje quero contar um pouco sobre a história deste homem de fé que fez parte da minha vida, infância e parte da adolescência e desde já agradeço ao pastor pela conversa e informações para que eu contasse um pouco de sua trajetória em Coxim.

A história do pastor Erno Selvino Schmidt é uma dessas histórias que não cabem apenas em datas ou registros. Ela é feita de fé vivida, de lágrimas compartilhadas, de orações silenciosas e de uma obediência constante à voz de Deus.

Tudo começou em 1º de setembro de 1948, na pacata Santa Rosa. Ali nascia um menino que cresceria sob os cuidados de Bruno Walter Schmidt e Frida Emília Schmidt, em um lar onde os valores eram firmes e a fé, ainda que simples, já apontava para algo maior. Ao lado de suas irmãs: Neli Breunig, Edi Junges e Iloni Adams aprendeu cedo sobre respeito, família e responsabilidade.

Mas havia algo diferente.

Algo que não se explicava apenas pela convivência ou pela educação. Havia um chamado. Um sussurro de Deus que, pouco a pouco, moldava seu coração.

E ele ouviu.


O chamado e a escolha da obediência

Seguir a Deus nunca foi, para Erno, uma decisão superficial. Foi uma entrega. Uma renúncia. Uma escolha diária.

Ao decidir trilhar o caminho da Teologia, formou-se em 5 de dezembro de 1981, no Rio de Janeiro. Mas seu verdadeiro preparo não estava apenas nos livros estava no relacionamento com Deus, na disciplina espiritual, na disposição de servir sem esperar reconhecimento.

A obediência se tornou sua marca.

Obedecer quando era fácil.
Obedecer quando era difícil.
Obedecer mesmo quando não entendia completamente os caminhos.

Ao lado de sua esposa, Ana Lúcia Penha Schmidt, construiu uma família firmada nessa mesma base. Um lar onde Deus era o centro, onde o amor era vivido no dia a dia, e onde suas filhas, Ingrid Anne Schmidt e Evelyn Beatriz Schmidt, cresceram vendo, de perto, o que significa viver uma fé verdadeira.



Coxim: o lugar onde o propósito floresceu

Foi em março de 1994 que Deus conduziu os passos do pastor Erno até Coxim.

E aquele não foi apenas um destino geográfico.

Foi um encontro divino.

Coxim não recebeu apenas um pastor. Recebeu um homem disposto a se doar por inteiro. Um homem que não veio buscar reconhecimento, mas cumprir um propósito.

Ao assumir a igreja, encontrou 73 membros. Poderia ter visto um desafio. Poderia ter hesitado.

Mas ele viu vidas.

Vidas que precisavam de cuidado.
Corações feridos que precisavam de cura.
Famílias que precisavam de direção.

E, com um coração obediente e cheio de amor, começou a fazer aquilo que Deus o chamou para fazer: pastorear.

O pastor que conhecia suas ovelhas pelo nome

O ministério do pastor Erno nunca foi distante. Ele não era apenas um pregador de púlpito  era um pastor presente.

Ele visitava.
Ele aconselhava.
Ele orava.
Ele chorava junto.

Sabia das lutas de cada família. Conhecia as dores escondidas por trás de sorrisos. Celebrava conquistas como se fossem suas.

Seu amor pelas ovelhas não era discurso era prática.

E foi esse amor que começou a transformar vidas.

Pessoas que chegaram sem esperança encontraram direção.
Famílias quebradas foram restauradas.
Jovens sem propósito encontraram sentido.
Homens e mulheres tiveram um encontro verdadeiro com Deus.

Ao longo de 19 anos, a igreja cresceu de 73 para mais de 300 membros. Mas o verdadeiro crescimento foi invisível aos olhos humanos: aconteceu dentro dos corações.



Muito além das paredes: um ministério que alcançou vidas em todos os lugares

A missão do pastor Erno nunca ficou limitada ao templo.

Por 19 anos, ele também serviu como capelão voluntário do 47º Batalhão de Infantaria em Coxim. Ali, entre fardas, rotinas rígidas e desafios emocionais, ele foi presença de Deus na vida de muitos militares.

Quantas palavras de consolo foram ditas em silêncio.
Quantas orações foram feitas em momentos de dor.
Quantas vidas foram fortalecidas quando tudo parecia difícil.

Ele não buscava visibilidade. Buscava cumprir sua missão.

Além disso, foi instrumento na expansão da obra de Deus na região. Participou da organização de igrejas em Sonora, e contribuiu com ações em Alcinópolis e Figueirão.

Nos bairros Nova Coxim e Senhor Divino, ajudou a transformar sonhos em realidade — com aquisição de terrenos, construção de templos e criação de espaços onde vidas seriam alcançadas.

Cada tijolo colocado carregava oração.
Cada porta aberta representava esperança.

Entre dores e perdas, a fé permaneceu firme

A caminhada, porém, não foi feita apenas de alegrias.

Houve momentos de profunda dor, como a perda de irmãs de fé, Alcione e Valéria, em um trágico acidente. A tristeza atingiu não apenas a igreja, mas também o coração do pastor.

Mas foi nesses momentos que sua fé mais falou alto.

Ele permaneceu.

Permaneceu firme.
Permaneceu fiel.
Permaneceu obediente.

Porque sua confiança nunca esteve nas circunstâncias, mas em Deus.

Um legado que não pode ser medido

Quando deixou Coxim, em 1º de janeiro de 2013, o pastor Erno não deixou apenas números expressivos mais de 300 membros na igreja e 82 na Igreja Batista Manancial.

Ele deixou algo eterno.

Deixou princípios.
Deixou ensinamentos.
Deixou exemplos.

Hoje, seu nome é lembrado com respeito, admiração e carinho. É referência para líderes religiosos, inspiração para novas gerações e exemplo de caráter, integridade e compromisso com Deus.

Ele não foi apenas um pastor.

Foi um instrumento.

A saudade, o reconhecimento e a esperança

Mesmo após anos sem visitar Coxim, sua presença permanece viva.

Está nas histórias contadas.
Nos testemunhos compartilhados.
Nos cultos que continuam.
Nas vidas que seguem firmes.

E há, no coração de muitos, o desejo de reencontro. O desejo de olhar nos olhos daquele que um dia foi pastor, conselheiro, amigo e dizer: “valeu a pena”.

Uma vida que continua falando

O pastor Erno Selvino Schmidt segue vivo.

Mas mais do que isso sua história segue viva.

Viva em cada pessoa que ele alcançou.
Viva em cada lágrima que ajudou a enxugar.
Viva em cada oração que ensinou alguém a fazer.

Sua vida é prova de que a obediência a Deus nunca é em vão.

E que um homem, quando decide viver para o propósito divino, pode transformar não apenas uma igreja, mas uma cidade inteira.

Coxim nunca mais foi a mesma.

Porque um dia, um homem chegou ali…
E decidiu amar como Cristo amou.
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 01 May 2026 06:30:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Rosana Amaral, a mulher que transformou o rádio em Coxim]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/rosana-amaral-a-mulher-que-transformou-o-radio-em-coxim/49406/</link>
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				<description><![CDATA[Em uma cidade do interior, onde por décadas os espaços de fala foram delimitados por tradições rígidas, estruturas conservadoras e um silêncio imposto, uma mulher decidiu fazer diferente. Decidiu falar quando esperavam que se calasse. Decidiu permanecer quando duvidaram de sua capacidade. Decidiu ocupar um espaço que, por muito tempo, não foi pensado para ela.
E, ao fazer isso, mudou tudo.
Em Coxim, a história da comunicação tem nome, tem rosto e tem voz. Uma voz firme, marcante, segura, mas também sensível, humana e profundamente acolhedora: Rosana Amaral Nogueira.



 

Nascida em 12 de setembro de 1973, filha de Leonilda Rodrigues Amaral e João Pinto Nogueira Neto, Rosana cresceu em uma família numerosa, ao lado de seus oito irmãos. Foi nesse ambiente cheio de histórias, desafios e aprendizados que ela desenvolveu uma de suas maiores virtudes: saber ouvir.
Ouvir com atenção.
Ouvir com empatia.
Ouvir com verdade.
E talvez tenha sido justamente essa habilidade que, anos depois, faria dela uma comunicadora tão singular.
Antes de ser voz, Rosana foi escuta.
Mas o destino já soprava outros caminhos.
Em 1989, ainda jovem, na cidade de Nortelândia, ela teve seu primeiro contato com o rádio. Não era apenas um trabalho. Não era apenas uma oportunidade.
Era um chamado.


Ali, entre microfones, trilhas sonoras e a magia invisível das ondas sonoras, nasceu uma paixão que atravessaria décadas. O rádio deixou de ser um meio tornou-se parte de quem ela era.
Mas escolher o rádio, naquela época, sendo mulher, era também escolher enfrentar barreiras.
Em cidades pequenas, o machismo não era apenas uma ideia era uma prática cotidiana, naturalizada, silenciosa e, muitas vezes, cruel. O espaço público, especialmente o de fala, pertencia majoritariamente aos homens. E quando uma mulher ousava ocupar esse lugar, ela não era apenas observada era questionada.
Rosana foi:
Questionada.
Testada.
Subestimada.
Mas nunca silenciada.
Ela não pediu espaço.
Ela construiu o seu.


Ao chegar em Coxim, Rosana não apenas iniciou uma carreira. Ela abriu uma porta que até então permanecia fechada. Tornou-se a primeira mulher radialista da cidade um feito que carrega, até hoje, um peso histórico e simbólico imensurável.
Ser a primeira nunca é fácil.
É caminhar sem referências.
É enfrentar resistências invisíveis.
É ser forte mesmo quando o mundo espera que você desista.
E ela não desistiu.
Ao longo de 35 anos de trajetória, Rosana não apenas se manteve ela se consolidou. Sua voz deixou de ser novidade para se tornar tradição. Deixou de ser exceção para se tornar referência.



 

Uma voz que conquistou corações.
Uma voz que marcou gerações.
Uma voz que virou parte da vida de um povo inteiro.
Quantos coxinenses cresceram ouvindo Rosana?
Quantas manhãs começaram com sua presença no rádio?
Quantos sábados foram mais leves, mais alegres, mais humanos por causa de sua companhia?
Ela não estava apenas no ar.
Ela estava na vida.


Eu, inclusive, fui uma dessas coxinenses.
Cresci ouvindo sua voz. Cresci acompanhando sua presença, sua firmeza, sua leveza. E, como tantos outros, fui impactada por aquilo que talvez nem percebesse na época: o exemplo de uma mulher forte, empoderada, livre.
Livre para falar.
Livre para existir.
Livre para ocupar.
Na Rádio Vale, onde construiu grande parte de sua história, Rosana se tornou sinônimo de credibilidade. Hoje, à frente do programa “Sábado Show”, das 10h às 12h, ao lado de Dalvinha e Jeferson, ela continua fazendo o que sempre fez com maestria: se conectar.
Sua comunicação não é forçada. Não é ensaiada. Não é distante.
É real.
É próxima.
É verdadeira.


E é justamente isso que faz com que sua voz continue atual, necessária e insubstituível, mesmo após tantas décadas.
Mas Rosana nunca foi apenas uma radialista.
Ela foi e é presença ativa na comunidade.
Participou de eventos oficiais, mediou momentos importantes da história do município, esteve à frente de ações sociais, contribuiu com iniciativas voltadas às mulheres e ajudou a construir, com sua voz, pontes entre o poder público e a população.
Ela não apenas informou.
Ela formou consciência.
E talvez esse seja um de seus maiores legados.
Porque comunicar não é apenas falar.
É transformar.
E Rosana transformou.
Transformou a forma como o rádio é feito.
Transformou a presença feminina na comunicação local.
Transformou a percepção de uma cidade sobre o papel da mulher.


Quantas mulheres se inspiraram nela?
Quantas olharam para Rosana e pensaram: “eu também posso”?
Sua liberdade inspirou.
Sua ousadia abriu caminhos.
Sua coragem quebrou padrões.
Ela foi, e continua sendo, espelho para muitas.
Mãe de Caio Amaral, Cauê Amaral e Heloá Amaral, Rosana construiu uma trajetória onde o amor pela família sempre caminhou junto com sua paixão pelo rádio. Conciliar esses dois mundos nunca foi simples, mas ela fez isso com a mesma dedicação que sempre marcou sua vida.


Ser mãe.
Ser profissional.
Ser pioneira.
Tudo ao mesmo tempo.
Tudo com intensidade.
Tudo com verdade.


Sua história é feita de dias difíceis, de superações silenciosas, de escolhas que exigiram coragem. Mas também é feita de conquistas, de reconhecimento, de respeito um respeito que não foi dado, foi conquistado.
E hoje, ao olhar para sua trajetória, é impossível não reconhecer:
Respeitar a história de Rosana Amaral é reconhecer sua contribuição para Coxim.
É reconhecer que sua voz ajudou a construir a identidade de uma cidade.
É reconhecer que sua presença abriu caminhos para outras mulheres.
E é, também, reconhecer todas aquelas que, assim como ela, enfrentam diariamente o machismo imposto pela sociedade e, ainda assim, seguem firmes.
Rosana representa essas mulheres.


As que resistem.
As que persistem.
As que sobrevivem.
As que transformam.


Hoje, o rádio em Coxim tem muitas vozes femininas.
Mas antes delas, houve uma.
Uma que ousou.
Uma que enfrentou.
Uma que venceu.
Essa mulher é Rosana Amaral.
E seu legado não cabe apenas em palavras.
Ele vive na memória afetiva de quem a ouviu.
Na inspiração de quem veio depois.
Na história de uma cidade que aprendeu, com ela, a escutar uma mulher.
Porque algumas vozes não passam.
Elas permanecem.
Elas atravessam o tempo.
Elas se tornam eternas.
E a de Rosana Amaral… não é apenas uma voz.
É um marco.
É um símbolo.
É história viva que merece ser RESPEITADA!!!!
 
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 06:40:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Governo de MS abre editais e destina R$ 900 mil à cultura e literatura ]]></title>
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				<description><![CDATA[O Governo de Mato Grosso do Sul anunciou a abertura de novos editais culturais com investimento próximo de R$ 900 mil, voltados ao incentivo da produção literária e ao desenvolvimento de projetos culturais em diversas áreas.

As iniciativas são coordenadas pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul e buscam ampliar o acesso da população à cultura, além de valorizar diferentes expressões artísticas presentes no Estado.

Os recursos fazem parte da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura e contemplam ações como publicação de livros, apoio a escritores e projetos voltados à preservação de acervos e da memória cultural.

A proposta também visa fortalecer o setor cultural sul-mato-grossense, incentivando a produção local e movimentando a cadeia criativa em diferentes regiões.
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 11:14:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Silvana Zanchett: a pantaneira que provou o poder da educação e mudou a própria história]]></title>
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				<description><![CDATA[Em Coxim, onde o vento passa devagar pelas ruas e o entardecer parece sempre contar uma história, nasceu uma menina que não sabia, mas carregava dentro de si a força de muitas gerações.
Silvana Aparecida da Silva Zanchett nasceu em Coxim em 13 de novembro de 1978, simples e talvez seja exatamente essa simplicidade que faz sua história tão grande, gigante, potente.
Filha de Waldomiro e Neiva, criada na zona rural, longe dos centros, longe das facilidades, longe de quase tudo menos do essencial. Porque ali havia amor, havia dignidade e havia uma mãe que, com paciência e coragem, decidiu ensinar a filha a ler o mundo antes mesmo que o mundo pudesse lhe ensinar qualquer coisa.
Silvana foi alfabetizada aos oito anos pela própria mãe.
E esse detalhe, que para muitos pode parecer pequeno, carrega uma potência imensa: foi ali que tudo começou.
Ali nasceu a menina que aprenderia que o conhecimento não depende de luxo, mas de vontade. Que o saber não precisa de paredes grandiosas, mas de alguém disposto a ensinar e de alguém disposto a aprender.
E ela quis.
Quis aprender.
Quis ir além.
Quis mais do que o destino que muitas vezes parecia já traçado para meninas como ela.



Desde cedo, estudar nunca foi um sacrifício. Era um prazer silencioso. Um encontro consigo mesma. Um caminho que fazia sentido, mesmo quando tudo ao redor parecia difícil demais.
Mas não foi fácil.
Nunca foi.
Silvana cresceu ouvindo, como tantos brasileiros, que certas coisas “não eram para ela”. Que a universidade era distante. Que aquele mundo não era o seu mundo.
E ainda assim, ela foi.
Contrariando expectativas.
Contrariando o negativismo.
Contrariando cada olhar que, de alguma forma, duvidou.
Porque há pessoas que aceitam o que o mundo diz.
E há aquelas que respondem com a própria história.
Antes de chegar à universidade, a vida lhe ensinou outras lições. Trabalhou como empregada doméstica por muitos anos e fala disso com um orgulho que emociona e ensina.
Porque foi ali, cuidando da casa dos outros, zelando por aquilo que não era seu, sendo responsável por vidas, rotinas e confianças, que ela aprendeu algo que nenhuma universidade ensina completamente: o valor da responsabilidade, da ética, do respeito.
Essa sem dúvida foi a maior escola
E não há exagero nisso.



Porque há aprendizados que nascem no silêncio do trabalho, na repetição dos dias, na humildade de quem entende que toda função, quando feita com dignidade, é grande.
Mas dentro dela, algo continuava chamando.
E ela ouviu.
A universidade não foi um acaso. Foi uma conquista.
Na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Silvana encontrou mais do que uma formação acadêmica. Encontrou um novo horizonte. Formou-se em História, fez mestrado, fez doutorado.
Cada título não foi apenas um degrau foi uma ruptura.
Ruptura com limites.
Ruptura com ciclos.
Ruptura com tudo aquilo que, um dia, disseram que ela não poderia ser.
E foi ali que sua vida mudou.
E quando a vida dela mudou, a história da sua família mudou junto.
Porque quando uma mulher rompe barreiras, ela não caminha sozinha.
Ela puxa gerações inteiras com ela.
Mas talvez o mais bonito em Silvana não seja o quanto ela chegou longe.
É o fato de nunca ter esquecido de onde veio.
Ela é, com orgulho, pantaneira.
E não apenas por geografia.
Mas por essência.


Ama Coxim. Ama o Pantanal. Ama sua gente.
Carrega no coração as raízes da terra, o cheiro da chuva, a memória das estradas de chão, a simplicidade que ensina mais do que qualquer discurso.
E poderia ter ido embora.
Poderia ter escolhido outros caminhos.
Mas escolheu ficar.
Escolheu devolver.
Escolheu fazer da própria história um instrumento de transformação para outros.
Hoje, aos 47 anos, mãe de Andressa e Wanderson Júnior, esposa de Wanderson há 29 anos, Silvana é diretora do campus da UFMS em Coxim. Mas dizer isso é pouco.
Porque ela não ocupa um cargo.
Ela ocupa um propósito.
O campus não é apenas um espaço físico. É um território de sonhos. Um lugar onde jovens chegam carregando dúvidas, medos, inseguranças e saem com direção, com dignidade, com futuro.



E Silvana está ali.
Todos os dias.
Presente.
Atenta.
Humana.
São mais de 500 alunos. Mas para ela, não são números.
São histórias.
E cada uma importa.
Cada aluno é, para ela, como um filho.
E isso não é metáfora.
É prática.
Está no olhar, na escuta, no cuidado, na forma como acolhe, como orienta, como não desiste de ninguém.
Ela sabe reconhecer quando alguém está prestes a desistir talvez porque um dia também esteve.
E então, ela se aproxima.
E fica.
E ajuda.
E sustenta.
Porque educar, para Silvana, nunca foi apenas ensinar conteúdos,
É cuidar de vidas.
Sua condução à frente do campus é respeitada. Dentro e fora da universidade. Entre professores, alunos, funcionários e também pela cidade que ela tanta ama.
Mas não pelo cargo.
Pela forma.
Pela coerência.
Pela humildade que nunca perdeu.
Pela educação no trato.
Pela firmeza sem arrogância.
Pela autoridade que nasce do exemplo não da imposição.
Silvana dedica sua vida à educação em Coxim e em toda a região norte de Mato Grosso do Sul como quem cumpre uma missão.
Ela acredita e luta:
Acredita na universidade pública.
Acredita no poder do ensino.
Acredita que cada jovem que entra ali pode mudar sua própria história.
E luta por isso.
Todos os dias.
Quando fala da universidade, não fala apenas com conhecimento técnico.
Fala com emoção.
Porque ela sabe o que está em jogo.
Sabe o peso de cada diploma.
Sabe quantas lágrimas existem por trás de cada formatura.
Sabe quantas batalhas invisíveis são vencidas ali, em silêncio.
E talvez por isso, sua história toque tanto.
Porque ela não é feita apenas de conquistas.
É feita de humanidade.
Nos detalhes, ela se revela inteira.



O cheiro que escolhe é o da terra molhada.
A saudade tem nome: sua mãe.
O lugar preferido é casa.
E o maior sonho… é a felicidade dos filhos.
Porque no fundo, tudo volta ao amor.
Silvana é dessas mulheres que não cabem em definições prontas.
Ela é travessia.
É raiz.
É coragem.
É exemplo.
É prova viva de que a educação transforma e de que, quando alguém acredita de verdade, ela transforma muito mais do que uma vida.
Transforma destinos.
Transforma histórias.
Transforma mundos.
E talvez, sem saber, aquela menina que aprendeu a ler pelas mãos da mãe tenha aprendido também algo ainda maior:
Que escrever o próprio destino é um ato de coragem.
E ela escreveu.
E continua escrevendo.
Todos os dias.
Em cada aluno que acolhe.
Em cada sonho que protege.
Em cada vida que toca.
Com delicadeza.
Com força.
E com o coração inteiro fincado na terra que ama.
Sua Coxim. Seu Pantanal. Sua gente. 
 
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 06:30:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Lúcia da AAVC: entre a fome e o amor, a história que transforma dor em esperança em Coxim]]></title>
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				<description><![CDATA[A vida de Lucimeire Elias da Silva Ramos Barbosa (Lúcia da AAVC) não se conta apenas, se sente. É daquelas histórias que atravessam o peito, que apertam a memória e que fazem lembrar que, por trás de cada gesto de solidariedade, quase sempre existe uma dor antiga que um dia pediu socorro.
Antes de ser conhecida como referência de amor ao próximo, antes de se tornar abrigo para tantos, Lúcia foi apenas uma menina. Uma menina que conheceu cedo demais aquilo que nenhuma criança deveria conhecer: a fome.


Não a fome de esperar a próxima refeição.
Mas a fome de não saber se ela viria.
Nascida em 8 de agosto de 1963, filha de Francisco Elias da Silva e Francisca Lino da Silva, ela veio ao mundo em um cenário simples, trazida pelas mãos de uma parteira, como tantas histórias invisíveis do interior do Brasil. Seus pais, vindos do Ceará em pau de arara, carregavam no corpo o cansaço da estrada e na alma a esperança de um futuro menos duro para os filhos.




Mas a realidade foi implacável.
Eram 12 irmãos. Uma casa cheia de vidas… e muitas vezes vazia de comida. A pobreza não era um detalhe era o chão onde tudo se construía. O frio atravessava a casa de pau a pique, coberta por folhas de coqueiro. Não havia cobertores. Havia sacos de estopa. Não havia conforto. Havia resistência.
E foi assim que Lúcia cresceu: resistindo.


Aos seis anos, a vida mais uma vez mostrou sua dureza. Uma enchente obrigou a família a fugir. Em cima de dois cavalos, com os filhos nos braços e o medo nos olhos, seus pais seguiram rumo a Coxim. Não havia escolha. Havia apenas a necessidade de continuar.
Chegaram sem nada. Mas chegaram juntos.
E isso, naquele momento, era tudo.
Seu pai, homem simples, mas gigante em valores, não se limitou a reconstruir apenas a própria vida. Ele ajudou a construir a comunidade. Foi responsável pela criação da primeira escolinha do bairro Santa Maria e também da primeira igreja católica da região um legado que ultrapassa gerações.
Aos nove anos, a família conquistou algo que parecia impossível: a casa própria. Pequena, simples, mas cheia de significado. Era mais do que paredes era dignidade.


Mas dentro daquela casa, a luta continuava.
Lúcia ia para a escola não apenas para aprender, mas para sobreviver. A merenda escolar, muitas vezes, era a única refeição do dia. Seu corpo, frágil pela falta de alimento, não suportava. Faltavam forças para caminhar. E, em muitos dias, ela era carregada pela professora não apenas por cuidado, mas por compaixão.
Era uma infância onde brincar e lutar aconteciam ao mesmo tempo.
Os doces vinham de latas jogadas por caminhões que cruzavam as estradas. Aquilo era motivo de alegria. Uma manga dividida entre irmãos virava festa. Um caju era um presente raro. Comer era um acontecimento.
E ainda assim… havia amor.
Havia uma mãe que caminhava até 50 quilômetros para vender bordados e tentar trazer alimento para casa. Havia um pai que, mesmo diante da escassez, ensinava valores. Havia irmãos que dividiam o pouco sem reclamar.


Aos 11 anos, Lúcia começou a trabalhar como babá. Não por escolha, mas por necessidade. Trabalhou no jornal, ao lado dos padrinhos Eloisa Dantas e Rubens Dantas, que também marcaram sua caminhada. Mas a vida ainda cobraria mais dela.
Aos 13 anos, partiu.




Saiu de Coxim e foi para Campo Grande. Era ainda uma menina, mas já carregava o peso de uma mulher. Foi ajudar a família, trabalhar, sobreviver. Foram 18 anos longe de casa. Anos de silêncio, de luta, de construção interna.
Mas há coisas que o tempo não apaga.
A fome que ela sentiu… ficou.
E foi essa memória que um dia mudou tudo.
Ao ver pessoas revirando o lixo em busca de comida, Lúcia não viu desconhecidos. Ela se viu. Viu sua infância. Viu a dor que um dia quase a derrubou.
E naquele instante, decidiu.
Decidiu que ninguém mais precisaria passar por aquilo se ela pudesse fazer algo.
E ela fez.


Em 1997, nasceu a AAVC. Não como uma instituição fria, mas como um abraço aberto. Como uma resposta à dor. Como um compromisso com a dignidade.
Ali, todos os dias, vidas são tocadas.
Cursos profissionalizantes são oferecidos gratuitamente porque ela sabe que a fome também se combate com oportunidade.
Alimentos são distribuídos porque ela sabe que ninguém vive de palavras.
Roupas aquecem corpos porque ela conhece o frio da estopa.
Remédios chegam a quem precisa porque ela sabe o que é não ter acesso a nada além de chás e fé.




Na Páscoa, há alegria.
No Natal, há dignidade.
No cotidiano, há cuidado.
Na AAVC, ninguém sai sem atendimento.
Ninguém sai sem um gesto de humanidade.
Ninguém sai sem ser visto. E também através dos seus parceiros essa história tem sido construída e mudado realidades em Coxim.
Porque Lúcia enxerga.


Ela enxerga a dor que muitos não querem ver.
Ao seu lado, está seu companheiro de vida, Célio Ramos. Há 31 anos, ele não apenas caminha com ela ele sustenta esse sonho junto. Muitas vezes, tiram de dentro de casa para manter a missão viva. Porque para eles, ajudar não é o que sobra. É o que define quem são.
A menina que um dia foi carregada por não ter forças… hoje carrega vidas.
A criança que não tinha o que comer… hoje alimenta multidões.



A mulher que saiu para ajudar a família… hoje é família para quem não tem.
Hoje mãe de 3 filhos e 6 netos sabe e valoriza a importância de oferecer o que não teve para que ninguém mais passe pelo seu sofrimento.
Homenagear Lúcia é reconhecer que existem pessoas que não vivem apenas para si e que independente dela estar em seu terceiro mandato como vereadora este projeto existe há 27 anos e não se pauta apenas pelo seu estar vereadora e sim por ser humana.


Em Coxim, seu nome não é apenas lembrado ele é sentido, vivido, agradecido. E ela sabe que o dia que ela faltar sua família e voluntários darão continuidade ao projeto, pois ela sabe que a fome não espera.
Porque Lúcia não apenas venceu a fome.
Ela transformou a fome em amor.
E fez desse amor um caminho.
 

 

 
]]></description>
				
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 08:30:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Maria de Lourdes "Nira": mãe de 14 filhos biológicos e 13 de coração]]></title>
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				<description><![CDATA[Debaixo de uma sombra simples, em frente à sua casa, entre pausas longas e olhos marejados, dona Maria de Lourdes da Silva Marques ou simplesmente Nira, como é conhecida por todos me recebe com um abraço que senti o amor de Deus, ela então   começa a me contar sua história. Não é uma história qualquer. É daquelas que atravessam o peito, apertam o coração e deixam marcas em quem escuta, e tenho certeza que vocês como eu, ficarão impactados.



Estão preparados para se emocionar? Prepara o coração então.

Aos 75 anos, nascida em 1º de maio de 1950, dona Nira carrega em si o tempo, mas principalmente, carrega vidas. Muitas vidas.

Filha de dona Júlia, uma parteira respeitada em Coxim e região, Nira cresceu vendo a mãe levar esperança para dentro de casas simples, fazendas e comunidades afastadas. Dona Júlia era mais que parteira: era ponte entre a dor e a vida. E não parava por aí adotou seis crianças ao longo da vida.

Talvez tenha sido ali, ainda menina, que Nira aprendeu algo que nem todos conseguem compreender: que o amor não precisa nascer do ventre para ser verdadeiro.

Mas a vida trataria de confirmar isso de forma muito mais profunda.

Ainda jovem, aos 18 anos, Nira teve seu primeiro filho. Como muitas mulheres de sua época, construiu sua família na base da coragem, do trabalho e da fé. Ao lado do marido, José Marques (IN MEMORIAM) pedreiro, companheiro de luta e de vida por 53 anos enfrentou dificuldades, limitações financeiras e os desafios de criar uma família numerosa. E numerosa mesmo.



Quando percebeu, já eram 12 filhos biológicos dentro de casa. Doze bocas, doze histórias, doze mundos diferentes que dependiam dela.

E foi então que a vida, mais uma vez, bateu à sua porta.

Mas não com um pedido comum.

Era uma criança.

Uma daquelas histórias que chegam carregadas de dor, abandono e silêncio.

Antes de tomar qualquer decisão, Nira fez o que sempre fez ao longo de sua vida: dividiu com o marido.

Sentou-se com José e perguntou, com a sinceridade de quem sabia o peso daquela escolha:

 Você concorda?

E ele, com a simplicidade de quem entende o essencial da vida, respondeu:

 Onde comem 12, comem mais.

Aquela frase, dita sem cerimônia, mudou tudo.

Ali nascia não apenas uma decisão, mas um propósito.

A partir daquele momento, a casa de dona Nira deixou de ser apenas um lar. Tornou-se refúgio.

Vieram mais crianças. E cada uma com uma história que, muitas vezes, nem caberia ser contada.

Crianças abandonadas.
Doentes.
Desnutridas.
Machucadas.
Sem esperança.

Algumas chegaram em seus braços como quem já não tinha mais forças para viver.

Outras simplesmente apareceram.

Como o dia em que uma menina de apenas 8 anos surgiu em seu portão.

Sozinha.

Nas mãos, uma pequena bolsa de pano.

Dentro dela, apenas duas peças de roupa e um registro de nascimento.

Era tudo o que ela tinha no mundo.

A menina dizia não saber onde estava a mãe.

Mas, para dona Nira, a resposta era clara demais para precisar de explicação.

Ela não fez perguntas.

Não cobrou respostas.

Não julgou.

Apenas abriu o portão.

E, junto com ele, abriu o coração mais uma vez.

Assim, ao longo dos anos, foram chegando filhos que não nasceram de seu ventre, mas renasceram em sua casa.

Hoje, são 27 filhos.

14 biológicos.
13 adotados.

Mas, para ela, não existe diferença.

Todos são filhos.

Todos são amados.

Todos são seus.

Durante a conversa, dona Nira se emociona. Chora. Para. Respira. E continua.

Ela revela que muitas das histórias que viveu são pesadas demais para serem contadas. Histórias que envolvem dor, abandono e sofrimento profundo. E, por amor aos filhos, prefere guardar.

Mas o que ela deixa escapar já é suficiente para entender a dimensão do que viveu.

Nem sempre foi fácil.

Aliás, quase nunca foi.

Dona de casa, com o marido pedreiro, a vida sempre foi simples. Faltava dinheiro, sobrava responsabilidade. Mas, como ela mesma faz questão de dizer, nunca faltou comida.

E, principalmente, nunca faltou amor.

Mesmo diante das dificuldades, ainda enfrentou o peso do julgamento.

Foi humilhada.

Criticada.

Questionada por acolher quem o mundo rejeitou.

Mas nada disso foi suficiente para fazê-la parar.

Porque havia algo maior guiando seus passos. A fé.

Uma das fundadoras da igreja Assembleia de Deus Madureira em Coxim, dona Nira frequenta a mesma igreja há mais de 55 anos. E acredita, com toda convicção, que sua missão foi dada por Deus.

Para ela, a maternidade especialmente a adoção, não foi escolha.

Foi chamado.

E ela atendeu.

Com coragem.

Com entrega.

Com amor.

E, muitas vezes, com o pouco que tinha.

Quando as crianças chegavam doentes, desacreditadas pelos médicos, dona Nira fazia o que sabia.

Cuidava.

Preparava chás.

Fazia banhos com ervas.

Usava receitas simples, ensinadas por saberes antigos.

Orava.

Acreditava.

E muitas vezes, contra todas as expectativas, aquelas crianças sobreviviam.

Ali, naquela casa simples, começava uma nova história.

Uma nova chance.

Uma nova vida.

Entre lágrimas, ela confessa algo que revela o tamanho do seu coração:

 Eu tenho mais medo de perder os adotivos do que os biológicos… porque os meus já são meus. Os adotivos já foram abandonados uma vez… eles precisam de mim.

É um amor que não se explica.

Um amor que protege.

Que vigia.

Que não dorme enquanto os filhos não chegam.

Que teme o mundo lá fora.

Que prefere manter por perto, porque sabe o que existe além dos muros de casa.

Hoje, mesmo com o passar dos anos, dona Nira continua sendo o centro de tudo.

Sua casa segue cheia.

Viva.

Aos domingos, a cena se repete como um ritual sagrado: mesa farta, risadas, conversas, crianças correndo, adultos relembrando histórias.

Cerca de 25 pessoas reunidas em volta daquela que, um dia, decidiu não fechar o portão.

E uma vez por mês, ela mantém uma tradição que carrega mais significado do que parece: a noite da pizza.

Um gesto simples.

Mas que diz tudo.

Porque, no fundo, tudo o que dona Nira sempre quis foi garantir duas coisas:

Que ninguém passasse fome.

E que ninguém se sentisse sozinho.

Dona Nira não é apenas uma mãe.

É abrigo.

É recomeço.

É resposta para quem já não tinha mais nenhuma.

Sua história não é feita apenas de filhos.

É feita de escolhas.

Escolhas difíceis.

Escolhas corajosas.

Escolhas que poucos teriam coragem de fazer.

Ela não mudou o mundo inteiro.

Mas mudou o mundo de 27 filhos.

E, através deles, de muitos outros.

Porque o amor que ela plantou continua crescendo.

Em cada vida salva.

Em cada história reconstruída.

Em cada abraço de domingo.

Em cada pedaço de pizza compartilhado.

Debaixo daquela mesma sombra onde tudo foi contado, fica a certeza:

Existem pessoas que nascem para viver.

E existem aquelas que nascem para salvar vidas.

Dona Nira… nasceu para amar.


]]></description>
				
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 03 Apr 2026 05:30:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Dona Geny Nunes da Rocha: do pó do sertão ao coração de Coxim]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/dona-geny-nunes-da-rocha-do-po-do-sertao-ao-coracao-de-coxim/49091/</link>
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				<description><![CDATA[Há vidas que não cabem em datas, nem em registros formais. Há histórias que precisam ser sentidas como o cheiro da terra molhada depois da chuva, como o som distante de um baile no interior, como o calor de uma cozinha sempre acesa. A trajetória de Geny Nunes da Rocha (IN MEMORIAM) é dessas que atravessam o tempo com a força de quem nasceu para resistir, construir e permanecer.

Nascida em 20 de abril de 1944, em Ruy Barbosa, no sertão baiano, Geny veio ao mundo em um cenário onde a vida já começava exigindo coragem. Filha de João Fagundes Nunes e Izaltina Neres Nunes, cresceu em meio a uma família numerosa doze irmãos, vozes, risos e desafios dividindo o mesmo teto. Era a caçula entre as mulheres, e talvez por isso tenha aprendido cedo a observar o mundo com atenção e a ocupar seu espaço com firmeza.

Mas o sertão, com toda sua beleza e dureza, também ensinava sobre partidas. Ainda menina, Geny foi levada pelos pais em uma travessia que marcaria sua vida para sempre. Em um caminhão pau-de-arara, como tantos brasileiros que carregavam sonhos maiores que seus pertences, a família deixou a Bahia rumo ao então Mato Grosso. O destino inicial foi Rio Verde de Mato Grosso, mas foi em Pedro Gomes à época distrito de Coxim que fincaram raízes.

Era um Brasil em formação, um interior que crescia com a força dos migrantes. Coxim ainda engatinhava, com poucas ruas, pouca estrutura, mas muita esperança. E foi nesse cenário bruto, quase intocado, que Geny se formou como mulher. Ali, entre o trabalho na terra e os laços comunitários, ela aprendeu que viver era, acima de tudo, insistir.

O destino, generoso em meio às dificuldades, colocou em seu caminho Francisco Mendes da Rocha, o “Sinhozinho”. Também baiano, também filho da luta, ele carregava nos braços a força do trabalho pesado e, no olhar, a determinação de quem queria construir algo maior. O encontro dos dois não foi apenas um acaso foi o início de uma parceria que marcaria a história de uma cidade inteira.

Entre a lida na roça e os momentos raros de lazer, o amor floresceu. E floresceu ao som de sanfonas e risadas em bailes distantes, para os quais caminhavam léguas sob o céu aberto, vencendo a poeira das estradas com a leveza de quem acredita na alegria. Era um tempo em que amar também era resistir, e resistir era caminhar juntos.

Casaram-se jovens, como se casavam os que não tinham tempo a perder. A vida exigia pressa, mas também coragem. Enquanto Sinhozinho se entregava ao trabalho árduo nas lavouras, Geny começava, silenciosamente, a construir seu próprio caminho. Na beira da estrada, preparava marmitas, fritava salgados, servia viajantes. Seu talento na cozinha não era apenas dom era estratégia de sobrevivência, era cuidado, era acolhimento.

E assim, sem alarde, surgia uma empreendedora.

A vida, no entanto, não seguiu em linha reta. Houve tentativas de recomeço em outros lugares uma volta à Bahia, uma passagem por Brasília, mas o destino já estava traçado. Era em Coxim que a história de Geny deveria florescer. E foi ali que, ao lado de Sinhozinho, ergueu o restaurante “Meu Recanto”, nome que já anunciava aquilo que se tornaria: um espaço de abrigo, de encontro, de pertencimento.

Visionário, Sinhozinho apostou no futuro quando muitos ainda viam apenas incerteza. Com os rumores da pavimentação da BR-163, adquiriu um terreno próximo à rodovia, em uma área alagadiça, quase inóspita. Era um sonho plantado no barro. E foi com as próprias mãos que ele começou a moldar aquele chão carregando terra, construindo base, desenhando o que viria a ser um marco.

Geny, inicialmente desconfiada, como toda mulher que conhece o peso da realidade, viu aquele sonho ganhar forma. E quando ganhou, ela o transformou em algo maior. O Restaurante Sinhozinho não era apenas um ponto comercial era um pedaço vivo da cidade. Ali, viajantes encontravam descanso, caminhoneiros encontravam sustento, moradores encontravam histórias.

Com o tempo, vieram os quartos, a pensão, o hotel. A BR-163 foi asfaltada, o fluxo aumentou, e o negócio prosperou. Serviam até 200 refeições por dia cada prato carregando o tempero de Geny, o cuidado de quem sabia que alimentar alguém é também um ato de amor.

Mas a vida, como sempre, também cobra seu preço

A perda de Sinhozinho foi um golpe profundo. Ele partiu cedo, aos 46 anos, deixando Geny diante de um vazio imenso. Viúva aos 43, ela poderia ter recuado, poderia ter deixado a história parar ali. Mas não. Geny era feita de outra matéria.

Ela se reinventou. Transformou a dor em força, o luto em movimento. Assumiu os negócios, organizou, expandiu, liderou. Tornou-se uma empresária respeitada, conhecida pela seriedade, pela pontualidade, pela coragem. Em um tempo em que poucas mulheres ocupavam esse espaço, ela não apenas ocupou ela se destacou.

E mesmo diante das responsabilidades, nunca deixou de ser quem sempre foi: uma mulher de alma leve, que gostava de dançar, de pescar, de reunir a família. Porque, para Geny, o verdadeiro sentido da vida estava nos vínculos.

Anos depois, o coração encontrou novamente abrigo ao lado de Seu Mauro, com quem construiu uma longa história de companheirismo, quase quatro décadas de parceria silenciosa e sólida.

Mas talvez o maior legado de Dona Geny esteja em sua descendência. Mãe de quatro filhos, avó de nove netos, bisavó de sete bisnetos, ela viu sua história se multiplicar em gerações. Cada nome, cada rosto, cada lembrança carrega um fragmento de sua essência.

Dona Geny não foi apenas testemunha da história de Coxim ela foi protagonista. Uma daquelas pessoas que ajudaram a transformar uma vila em cidade, um ponto no mapa em um lugar cheio de vida.

Hoje, sua ausência física é apenas um detalhe diante da grandeza de sua presença. Porque há pessoas que não se despedem. Elas permanecem nos lugares que construíram, nas histórias que inspiraram, nos afetos que deixaram.

Dona Geny permanece no cheiro de comida boa que reúne famílias, nas estradas que cruzam destinos, nas memórias que insistem em viver.

Permanece como aquilo que sempre foi:
força, acolhimento e história.



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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 06:30:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Arialba de Araújo Lemos: a mulher que transformou o pão em memória e alimentou gerações com amor ]]></title>
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				<description><![CDATA[Há vidas que passam como o vento… e há vidas que permanecem como o perfume do pão recém-saído do forno, marcando o tempo, aquecendo memórias e alimentando almas.
A história de Arialba de Araújo Lemos é assim: não se limita aos anos vividos, mas se espalha, delicadamente, pela memória afetiva de uma cidade inteira, tornando-se parte da identidade de um povo.

Nascida em 23 de março de 1937, em Corumbá, Dona Arialba veio ao mundo sob o céu amplo do Pantanal, onde a natureza ensina, desde cedo, sobre resistência, ciclos e fé. Ali, entre rios que seguem firmes e horizontes que parecem não ter fim, formou-se o espírito de uma mulher destinada a construir mais do que uma vida um legado.

Desde jovem, aprendeu que a grandeza não está no que se possui, mas no que se compartilha. E foi com essa verdade silenciosa, quase sagrada, que guiou cada passo de sua caminhada.

Ao lado de seu esposo, Arnol Lemos seu grande amor, seu parceiro de vida, seu porto seguro viveu 42 anos de uma união construída com respeito, cumplicidade e fé. Juntos, formaram uma família que se tornou seu maior tesouro, sua missão mais bonita.

Dessa união nasceram sete filhos:  Lourdes Marina Lemos Franco, Marcus Vinicius Lemos, Maura Mércia Lemos, Arnol Lemos Filho, Flávio Lemos, Candelária Lemos e José Seraphim Lemos; cada um trazendo em si um pedaço da essência dessa mãe que ensinou, pelo exemplo, o valor do amor verdadeiro, do trabalho digno e da fé em Deus.

E como toda vida fecunda, seu amor se multiplicou. Vieram os netos: Dulcindo, Florêncio, Thais, Thamiris, Marcelo, Vinicius, Arnol, Isabella, Felipe, Lucas, Marina, Manuela, Marcus Vinicius, Leonardo, Miguel, Maria Fernanda e Bruna, como sementes de um legado que segue florescendo. Em cada sorriso, em cada gesto, em cada conquista, há traços invisíveis de Dona Arialba, como uma presença constante que atravessa gerações. Mas foi em Coxim que sua história ganhou contornos quase eternos.

No ano de 1981, movida por coragem, necessidade e uma fé que nunca a abandonou, Dona Arialba abriu as portas da Padaria Ki Pão, na Avenida Virgínia Ferreira, no bairro Flávio Garcia em Coxim. Um gesto simples, talvez, aos olhos de quem vê de fora, mas que, com o tempo, se transformaria em um dos símbolos mais afetivos da cidade.

Porque a Ki Pão nunca foi apenas uma padaria.

Era o cheiro que despertava a cidade antes mesmo do sol nascer.
Era o calor humano que se misturava ao calor do forno.
Era o ponto de encontro de amigos, trabalhadores, famílias inteiras.
Era o primeiro “bom dia” de muitos coxinenses.

Ali, nas primeiras horas da manhã, entre pães quentinhos e leite fresco, aconteciam encontros que iam muito além da rotina. Eram conversas que começavam com pressa e terminavam em risos. Eram histórias trocadas, conselhos dados, amizades fortalecidas.

A Ki Pão era um pedaço vivo de Coxim.

E no centro desse universo estava Dona Arialba: firme, presente, acolhedora. Seu olhar atento reconhecia clientes como quem reconhece familiares. Sua palavra era sempre gentil. Seu atendimento, mais do que eficiente, era humano.

Ela compreendia, talvez intuitivamente, que alimentar alguém é um ato de amor. E assim fez, por décadas: alimentou corpos, mas também aqueceu corações.

Quantas casas começaram o dia com o pão da Ki Pão?
Quantas crianças cresceram levando aquele sabor na memória? Inclusive eu.
Quantas histórias passaram por aquele balcão? Inclusive a minha.

São perguntas que não cabem em números porque pertencem ao campo da memória, do afeto, daquilo que não se mede.

Dona Arialba, sem jamais buscar reconhecimento, tornou-se referência. Uma mulher que, em um tempo de desafios ainda maiores para o empreendedorismo feminino, ergueu seu negócio com dignidade, disciplina e coragem. Sem discursos, abriu caminhos. Sem alarde, inspirou gerações.

Ela provou que a força de uma mulher não precisa ser ruidosa para ser transformadora.

Em 2005, quando as portas da padaria se fecharam, não houve fim, houve continuidade em outra forma. Porque o que foi construído ali não se apagou. Permanece vivo na memória coletiva de Coxim, como uma lembrança que resiste ao tempo.

Mas a vida também é feita de silêncios e despedidas.

Em 28 de janeiro de 1998, Dona Arialba viveu a dor da partida de seu amado Arnol Lemos. Um adeus terreno que não rompeu o vínculo, apenas o transformou. Porque o amor verdadeiro não termina, ele se eterniza, se torna presença invisível, dessas que acompanham, sustentam e confortam.

E ela seguiu

Seguiu com fé.
Seguiu com coragem.
Seguiu sendo exemplo.

Hoje, Dona Arialba vive em Corumbá, retornando às suas raízes, cercada pelo amor da filha Candelária, do genro Zelinho e da neta Manuela. Ali, em um ambiente de carinho e cuidado, continua sendo o centro de uma família que a reverencia com respeito e ternura.

O tempo, para ela, não é peso é sabedoria

Aos 89 anos, que completará no próximo dia 23 de março, Dona Arialba é a prova viva de que envelhecer pode ser um ato de beleza. Bem-humorada, lúcida, disciplinada, ela cuida de si com a mesma dedicação que sempre teve com os outros. Pratica pilates duas vezes por semana, exercita o corpo e a mente, joga canastra, dominó, mergulha nas palavras cruzadas como quem mantém viva a curiosidade pela vida.

Há nela uma energia rara uma alegria tranquila, daquelas que não dependem de circunstâncias, mas brotam de dentro.

Seu lugar preferido continua sendo à beira do Rio Paraguai. Ali, diante da imensidão das águas, ela contempla a vida como quem entende seus ciclos. O rio segue, como ela sempre seguiu: firme, constante, silenciosamente grandioso.

Mas se existe um lugar onde Dona Arialba verdadeiramente habita, é no coração de sua família.

E é ali que, mais uma vez, sua história será celebrada.

No próximo dia 23 de março, filhos, genros, noras e netos se reunirão em uma grande celebração familiar. Não será apenas uma festa de aniversário. Será um reencontro com a própria história. Um tributo vivo a tudo o que ela construiu. Um abraço coletivo que diz, sem precisar de palavras: “valeu a pena”.

Porque celebrar Dona Arialba é celebrar o amor que sustenta, o trabalho que dignifica, a fé que guia.

Ela é mais do que uma mulher.
É memória viva.
É herança afetiva.
É exemplo que atravessa o tempo.

Sua história não está apenas no passado. Ela vive nas manhãs que ainda cheiram a pão quente na lembrança de Coxim. Vive nas famílias que ela ajudou a alimentar. Vive em cada gesto de bondade que inspirou.

E talvez seja assim que Deus escreve as mais belas histórias:
com mãos simples,
com gestos repetidos em silêncio,
com amor plantado dia após dia.

A vida de Dona Arialba é uma oração que ganhou forma humana.
Um testemunho de que viver bem não é sobre grandiosidade, é sobre constância, entrega e amor.

E enquanto houver memória, enquanto houver família reunida, enquanto houver alguém que se lembre do calor da Ki Pão ao amanhecer…
Dona Arialba continuará viva, não apenas em Corumbá, não apenas em Coxim
mas em cada coração que aprendeu, com ela, o verdadeiro sentido da vida.



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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 20 Mar 2026 06:00:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Celina Moreira Lopes: a primeira vereadora mulher de Coxim ela ousou e abriu caminhos]]></title>
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				<description><![CDATA[Em cada cidade existem nomes que atravessam o tempo como sementes lançadas ao vento. Alguns germinam silenciosamente; outros florescem em gestos que mudam o curso da história. Em Coxim, às margens das águas serenas do Rio Taquari, um desses nomes é o de Celina Moreira Lopes: professora, comerciante, cidadã inquieta e, sobretudo, a mulher que ousou atravessar a porta da política quando quase todas ainda permaneciam do lado de fora.

Celina nasceu em Coxim no dia 6 de novembro de 1942, filha de Brás Moreira Lopes e Valentina Victal Lopes. Era uma época em que a cidade ainda caminhava lentamente entre ruas de terra, sonhos modestos e tradições profundamente enraizadas. As meninas cresciam ouvindo que seu destino estava no lar, nos cuidados da família e na delicadeza dos ofícios domésticos. Mas havia em Celina algo que não cabia apenas nesses limites uma curiosidade viva, um espírito inquieto e a coragem silenciosa de quem pressente que o mundo pode ser maior.

Foi no Grupo Escolar Dr. João Ponce de Arruda que começaram seus primeiros passos na educação. Ali, onde hoje se ergue o prédio do Fórum, a pequena estudante aprendeu não apenas as letras e os números, mas também a disciplina e o valor do conhecimento como ferramenta de transformação. As salas de aula eram simples, mas carregavam a grandeza das primeiras descobertas e Celina soube desde cedo que aprender era também um modo de conquistar liberdade.

Em 1959, ainda jovem, partiu para Campo Grande para continuar os estudos no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora. Para uma menina do interior, deixar a cidade natal era mais que uma mudança geográfica; era um rito de passagem. Em Campo Grande, Celina ampliou horizontes. Estudou, dedicou-se, aprendeu novas habilidades. Fez cursos de datilografia na Escola Remington, aprendeu corte e costura na Escola Touhmod, e foi acumulando conhecimentos que moldariam sua autonomia e sua visão de mundo.

Em 1964, retornou a Coxim para concluir o curso ginasial no Colégio Batista. Foi ali que uma faceta importante de sua personalidade começou a se revelar com clareza: a liderança. Durante dois anos foi presidente do Grêmio Estudantil, experiência que lhe ensinou a importância da organização, do diálogo e da representação coletiva. Sem saber, ali começava a germinar a vocação política que mais tarde marcaria sua trajetória.

A educação continuou sendo seu caminho. Celina formou-se Técnica em Contabilidade pelo Colégio Herculano Pena e posteriormente concluiu o Magistério na Escola Sílvio Ferreira, reafirmando sua ligação com o universo do ensino e do aprendizado.

A vida profissional foi construída com a mesma determinação que marcaria todas as suas escolhas. Trabalhou por dez anos no Banco Financial S.A., instituição que mais tarde se tornaria conhecida como HSBC/Bamerindus. Ali aprendeu o rigor da organização financeira e o valor da responsabilidade cotidiana. Também exerceu a função de secretária no Colégio Herculano Pena, mantendo-se sempre próxima do ambiente educacional.

Mas a história de Celina não seria apenas uma trajetória de trabalho. O destino lhe reservava um papel que ultrapassaria sua própria vida pessoal e alcançaria a história política de Coxim.

Era o início da década de 1970. O Brasil vivia um período difícil, marcado por transformações políticas e sociais. No interior das cidades, a política ainda era um território quase exclusivamente masculino. As câmaras municipais eram compostas por homens, e raramente se imaginava uma mulher ocupando um dos assentos de decisão pública.

Em 1972, movida por coragem e por uma profunda convicção de que a participação feminina era necessária, lançou-se candidata a vereadora pelo Partido Arena. Para muitos, aquela candidatura parecia improvável. Para outros, ousada demais. Afinal, uma mulher disputando espaço no Legislativo municipal ainda era algo raro, quase impensável.

Mas Celina não se intimidou

Com determinação, percorreu ruas, conversou com moradores, apresentou ideias e defendeu sua visão de cidade. Sua campanha carregava não apenas propostas políticas, mas também um símbolo silencioso: o de que as mulheres também tinham voz, capacidade e direito de participar das decisões públicas.

E a cidade respondeu

Celina foi eleita vereadora, tornando-se a primeira mulher a conquistar uma cadeira na Câmara Municipal de Coxim. No dia 31 de janeiro de 1973, tomou posse, escrevendo definitivamente seu nome na história política do município.

Não era apenas uma vitória individual. Era um marco.

Na Câmara, Celina exerceu o cargo de Primeira-Secretária e integrou Comissões Permanentes, participando ativamente dos debates e das decisões legislativas. Sua presença naquele espaço representava mais que uma atuação política: simbolizava uma ruptura com antigas barreiras invisíveis que por muito tempo limitaram a presença feminina na vida pública.

Ser a primeira mulher em um ambiente predominantemente masculino exigia coragem. Significava enfrentar olhares de desconfiança, superar preconceitos silenciosos e provar, dia após dia, que competência não tem gênero.

Celina fez isso com serenidade, firmeza e dignidade.

Sua trajetória ajudou a abrir caminhos para outras mulheres que, anos depois, também ousariam ocupar espaços na política municipal. De certa forma, cada mulher que hoje se senta em uma cadeira do Legislativo carrega um pouco daquele primeiro gesto de coragem aquele momento em que Celina decidiu que era possível.

Após seu período na política, Celina retornou às atividades familiares e sociais, continuando a contribuir para a comunidade. Participou por muitos anos da Diretoria Social do Clube Esportivo Coxinense, fortalecendo laços culturais e comunitários na cidade.

Também dedicou parte de sua vida à educação, lecionando na Escola Estadual Pedro Mendes Fontoura, compartilhando conhecimento e ajudando a formar novas gerações de coxinenses.

Mais tarde, ao retornar para Campo Grande, seguiu trabalhando no comércio, mantendo viva sua característica mais marcante: a capacidade de reinventar-se e continuar ativa, produtiva e conectada à vida.

A história de Celina Moreira Lopes é, acima de tudo, a história de uma mulher que não aceitou os limites que o tempo parecia impor. Ela estudou, trabalhou, liderou, ensinou e representou sua cidade em um período em que poucas mulheres tinham essa oportunidade.

Seu legado não se mede apenas pelos cargos que ocupou, mas pelo caminho que abriu.

Porque cada pioneira carrega um peso invisível: o de ser a primeira a atravessar uma porta ainda fechada. E quando essa porta finalmente se abre, outras muitas passam por ela.

Hoje, ao olhar para a história política de Coxim, é impossível não reconhecer o significado daquele gesto de coragem em 1972. Ali, entre discursos, votos e debates, uma mulher mostrou que o futuro também poderia ser escrito por mãos femininas.

Celina Moreira Lopes não apenas ocupou um lugar na Câmara Municipal.

Ela criou um lugar para muitas outras mulheres na história de Coxim.

A Coragem de Celina

 

Nas terras de Mato Grosso,
Onde o Taquari faz caminho,
Nasceu uma grande história
Que hoje eu conto em versinho.
De coragem e de esperança
Que mudou o seu destino.

Foi em seis de novembro
De mil novecentos e quarenta e dois,
Que em Coxim veio ao mundo
Uma menina entre nós.
Celina era o seu nome,
Que o tempo guardou na voz.

Filha de gente honrada,
De luta e de tradição,
De Brás Moreira Lopes
E de Valentina de coração.
Aprendeu desde pequena
O valor da educação.

No Grupo João Ponce de Arruda
Começou sua jornada,
Entre cadernos e sonhos
De menina dedicada.
Ali nasceu o desejo
De uma vida transformada.

Mas Celina foi além
Do que esperavam então,
Pois mulher naquele tempo
Tinha pouca direção.
Diziam que o seu caminho
Era apenas o do lar e do fogão.

Mas quem nasce com coragem
Não aceita esse limite,
Segue firme na estrada
Mesmo quando alguém critique.
Celina seguiu adiante
Sem deixar que o medo habite.

Foi estudar em Campo Grande,
Com vontade de aprender,
Datilografia e estudo
Pra crescer e florescer.
Cada curso era uma porta
Que ela ousava atravessar sem temer.

De volta à sua Coxim
Continuou a estudar,
No Colégio Batista
Foi também se destacar.
Presidiu o Grêmio Estudantil
E começou a liderar.

Fez contabilidade,
Magistério e dedicação,
Trabalhou em banco e escola
Com esforço e precisão.
Sempre firme na batalha
Com trabalho e vocação.

Mas o destino guardava
Um capítulo especial,
Pois Celina faria história
Na política local.
Num tempo em que mulher
Quase não tinha espaço igual.

No ano de setenta e dois
Decidiu se candidatar,
Muita gente duvidava
Que pudesse se eleger lá.
Mas quem luta com coragem
Nunca deixa de tentar.

Saiu pelas ruas da cidade
Conversando com o povo,
Mostrando que a mulher
Também podia algo novo.
Era sonho e esperança
Num tempo duro e remoto.

E o povo reconheceu
Sua força e sua voz,
Celina foi eleita
Para orgulho de nós.
A primeira vereadora
Da história de Coxim, após.

Tomou posse na Câmara
No janeiro que chegou,
Entre homens e desafios
Sua história começou.
Primeira-secretária
Foi o cargo que ocupou.

Ali fez seu trabalho
Com respeito e dedicação,
Mostrando que a mulher
Tem coragem e decisão.
Que política também nasce
Da força do coração.

Depois seguiu sua vida
Entre ensino e sociedade,
No clube e nas escolas
Deixou marca de verdade.
Sempre ativa, sempre forte
Servindo sua comunidade.

Hoje o tempo segue em frente
E novas vozes vão surgir,
Outras mulheres na política
Também podem construir.
Mas foi Celina quem primeiro
Teve coragem de abrir.

Por isso este cordel
Hoje fica registrado,
Como verso de memória
De um caminho desbravado.
Pois a história de Celina
Nunca será apagado.

Ela mostrou para o mundo
Que coragem faz nascer
Novos rumos, novos sonhos
Que ninguém pode conter.
E que a mulher quando luta
Faz a história acontecer. 

 

 (Por: Glenda Melo)

 

 
]]></description>
				
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 13 Mar 2026 09:11:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Otair da Cruz Bandeira ou simplesmente "ICA" a grandeza de um homem que fez da Justiça um ato de fé]]></title>
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				<description><![CDATA[A terra generosa de Coxim recebeu de volta o seu filho ilustre como quem acolhe um coração que nunca partiu. Porque, embora a vida o tenha levado a outros rincões, Otair da Cruz Bandeira (IN MEMORIAM) jamais deixou de pertencer às margens do rio que o viu menino, às ruas que guardaram seus primeiros passos, ao horizonte pantaneiro que moldou seu caráter. Fazer essa regional de hoje foi uma aula de história, bati na porta de alguns amigos do ICA, ou para outros Otair, ouvindo as informações de amigos que tanto sentem sua falta confesso que viajei no tempo e por instantes me vi nesses lugares e histórias que me foram narradas. Tive a grande honra em conhê-lo, amigo de meus pais e meu avô, Dr Ica como chamávamos já era uma presença imponente, elegante, impossível passar despercebido.  Ele partiu. E com sua partida ficou um silêncio diferente na cidade um silêncio que pesa nas conversas interrompidas, nas cadeiras vazias dos encontros entre amigos, nas histórias que agora são contadas com os olhos marejados.

Otair foi homem de fé profunda, dessas que não se anunciam em discursos, mas se revelam nas atitudes. Acreditava na Justiça como missão, quase como sacerdócio. Antes de ser magistrado, foi promotor de Justiça; antes do cargo, já havia o compromisso moral. Quando assumiu a magistratura, ainda jovem, levava consigo mais do que conhecimento jurídico levava valores inegociáveis.

Sua trajetória o conduziu ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso, onde escreveu uma história singular. Respeitado por sua competência no Direito Criminal, tinha votos citados por estudiosos e reconhecidos pela solidez técnica. Ainda assim, o que mais impressionava não era o brilho intelectual, mas a integridade. Sua honestidade era tão luminosa que ofuscava qualquer vaidade.

Era firme sem ser arrogante. Rigoroso sem jamais perder a dimensão humana. Sabia separar o juiz do cidadão, a toga do homem comum. Fora dos autos e dos tribunais, era o “Ica” o amigo leal, o companheiro de conversa, o esportista apaixonado.

Nos campos de futebol do interior, defendendo as cores do Araguaia Esporte Clube, jogava com a mesma intensidade com que fundamentava suas sentenças. Vibrava, discutia, lutava por cada lance. Às vezes, o entusiasmo o levava a deixar o gramado mais cedo. Mas nunca levou para fora das quatro linhas qualquer ressentimento. Terminada a partida, restava apenas o aperto de mão, o riso compartilhado, a grandeza de quem sabia competir sem cultivar ódio.

Essa capacidade de não guardar mágoas definia sua alma. Otair era um homem sem mesquinharia. Um verdadeiro cavalheiro. No campo, um leão; na vida, um exemplo de equilíbrio moral.

Carregava Coxim no peito como se fosse parte do próprio nome. Recusou promoções ao longo da carreira porque entendia que crescer não significava se afastar de suas raízes. E quando finalmente chegou ao Tribunal, foi de forma direta, rara, quase inédita reconhecimento inequívoco de sua retidão.

Há histórias que revelam mais sobre um homem do que qualquer currículo. Certa vez, parado em uma estrada por não portar a carteira de motorista, poderia ter invocado o peso do cargo que ocupava. Não o fez. Aceitou a multa com naturalidade. Porque, como disse, naquele momento não estava investido da magistratura estava ao volante. Essa era sua essência: a lei valia para todos, inclusive para ele.

Exerceu também a Secretaria de Justiça com a mesma postura ética que marcou sua vida inteira. Aposentou-se ainda relativamente jovem, mas não se afastou do que mais amava: a convivência com a família, o reencontro com os amigos, as conversas demoradas, as lembranças da infância.

A fidelidade era outra de suas marcas. Nunca abandonava os amigos. Fazia questão de estar presente, de honrar laços, de cultivar a amizade como quem cultiva uma árvore frondosa com cuidado e constância.

Mas o chamado da terra sempre falou mais alto. Como na antiga lenda pantaneira do boi que, ao pressentir o fim, volta o olhar para sua origem, Otair quis encerrar sua caminhada onde tudo começou. Voltou definitivamente para Coxim. Voltou para o colo da cidade que amava. Voltou para as fraldas do Pantanal, onde o céu parece mais amplo e as lembranças têm cheiro de infância.

Sua partida deixou órfãos de sua presença: a esposa companheira, os filhos que herdaram seu exemplo, os irmãos, os amigos de tantas jornadas. Deixou também uma lacuna na magistratura, que perdeu não apenas um jurista brilhante, mas um homem que dignificava a função pelo caráter.

Coxim sente sua ausência. As águas do rio parecem correr mais lentas. A sombra das árvores guarda histórias que ele ajudou a escrever. A cidade chora, mas também se orgulha. Porque poucos homens honram tanto sua origem quanto ele honrou.

Otair da Cruz Bandeira não foi apenas desembargador, promotor, secretário de Estado. Foi referência. Foi farol. Foi exemplo vivo de que é possível exercer poder sem se corromper, autoridade sem humilhar, firmeza sem perder a ternura.

Ele faz falta. Falta na mesa dos amigos. Falta nas decisões ponderadas. Falta nas palavras sábias ditas no momento exato. Falta como fazem falta os homens raros  aqueles cuja presença era abrigo.

Mas permanece. Permanece na memória coletiva, no orgulho da família, no respeito dos colegas, na inspiração dos jovens magistrados que iniciam a árdua caminhada do Direito.

Se a vida é medida pelos rastros que deixa, Otair deixou estradas inteiras de dignidade.

E enquanto houver alguém que conte sua história, enquanto Coxim pronunciar seu nome com reverência, ele continuará vivo não apenas na lembrança, mas no exemplo que nunca morre.
]]></description>
				
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 27 Feb 2026 09:56:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Aloisio Guirra "o verdinho": a voz que vive em Coxim e marcou gerações ]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/aloisio-guirra-o-verdinho-a-voz-que-vive-em-coxim-e-marcou/48685/</link>
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				<description><![CDATA[Existem vozes que atravessam o tempo e marcam gerações.

Existem presenças que se transformam em abrigo.

Existem pessoas que não apenas vivem em uma cidade elas passam a fazer parte da alma dela.

Assim é Aloisio Guirra, o nosso querido Verdinho. Quem nunca ouviu aquela voz bonita, compassada e marcante? me lembro que aos 15 anos de idade escutava o início de seu programa, sabia que começaria pela música marcante do grupo ACABA “PAPAGAIADA” quando tocava essa música as ondas do rádio anunciavam que ele estava chegando para mais um programa, e ali permanecíamos pois de certa forma nós ouvintes junto dele pertencíamos aquele programa, era um pedaço dele e nosso.

Nascido em Tesouro, no Mato Grosso, em 15 de fevereiro de 1961, sua história começou longe daqui. Mas há destinos que não se explicam: se cumprem. E o destino trouxe Verdinho para Coxim, onde ele deixaria de ser apenas um homem para se tornar uma referência, uma lembrança afetiva, uma voz impossível de esquecer.

Antes mesmo de chegar, a vida já lhe ensinava sobre liderança, convivência e serviço ao próximo. Na juventude, em Campo Grande, destacou-se pelo espírito comunitário, pela participação ativa e pela capacidade natural de unir pessoas. Serviu ao Exército, trabalhou no comércio e no setor bancário, conheceu diferentes caminhos até que o coração o conduziu à Terra do Pé de Cedro. E Coxim o acolheu.

O que talvez ninguém imaginasse era que aquele homem de fala simples, olhar acolhedor e sorriso sincero se tornaria uma das vozes mais queridas da cidade.

Na Rádio Vale do Taquari nasceu o programa “Natureza Verde”. Mais do que um programa, era um encontro diário entre pessoas. Era o rádio cumprindo sua missão mais bonita: unir, informar, valorizar, proteger, aproximar.

Ali, Verdinho não falava apenas ao microfone. Ele conversava com a comunidade.

Falava do meio ambiente quando poucos falavam, ele ousou, abriu caminhos que incomodava algumas pessoas.

Fortalecia o comércio local.

Valorizava a cultura.

Defendia a cidade.

Dava voz ao povo.

E, sem perceber, tornava-se parte da vida de cada ouvinte.

A melodia alegre que embalava o programa ainda vive na memória de quem cresceu ouvindo sua voz. Crianças, jovens, famílias inteiras guardam lembranças que não se apagam porque pertencem ao tempo em que o rádio era companhia, era ponte, era carinho.

Mas Verdinho nunca se limitou a ser locutor. Ele foi presença, foi voz calma quando precisava e voz ríspida quando também precisava.

É cultura, ao lado de importantes nomes do Movimento Cultural Guaicuru.

É cerimonialista, conduzindo eventos com elegância, respeito e sensibilidade.

É jornalista, comunicador e correspondente, levando informação com responsabilidade.

Foi assessor de imprensa, ajudando a construir pontes entre o poder público e a população.

É colaborador de projetos culturais, ambientais e sociais.

Foi testemunha e narrador do crescimento de Coxim.

Ao lado da esposa seu grande amor e grande companheira Vânia Fátima e dos filhos Antonio, Aliane e Anneline, construiu uma família fundamentada na fé, no amor e no compromisso com a comunidade. Participou ativamente da vida religiosa e dos movimentos de espiritualidade, sempre guiado por valores que transcendem palavras.

Verdinho viveu e vive cada transformação da cidade com o olhar de quem ama, com a dedicação de quem serve e com a humildade de quem nunca buscou reconhecimento.

E talvez seja exatamente isso que o torna tão grande. Porque os verdadeiramente grandes não se impõem.

Verdinho não construiu apenas uma carreira.

Construiu laços.

Construiu confiança.

Construiu memórias.

Construiu pertencimento.

Sua voz anunciou acontecimentos.

Mas seu coração anunciou esperança.

Seu microfone transmitiu notícias.

Mas sua presença transmitiu humanidade.

Ao longo de mais de três décadas, ele não apenas comunicou fatos, ele ajudou a escrever a história de Coxim.

Hoje, quando seu nome é pronunciado, não se lembra apenas de um radialista. Lembra-se de um amigo. De um irmão de caminhada. De alguém que sempre esteve presente nos momentos importantes, nas conquistas, nas celebrações e nas lutas da comunidade. Verdinho é mais que uma voz.

É uma lembrança viva.

É um símbolo de dedicação.

É um guardião da memória coletiva.

É um homem que transformou comunicação em missão.

E Coxim, em sua essência mais profunda, guarda algo de sua voz em cada canto, em cada evento, em cada lembrança, em cada história contada.

Porque há pessoas que passam pela cidade.

E há aquelas que se tornam parte eterna dela.

Verdinho é parte de Coxim.

E Coxim é eternamente grata por sua vida, sua voz, seu trabalho e seu coração.

Que sua história continue inspirando gerações.

Que sua voz continue ecoando na memória afetiva de todos.

Que sua caminhada siga iluminando aqueles que acreditam que servir ao próximo é a forma mais bonita de viver.

Obrigada, Verdinho.

Por sua voz.

Por sua simplicidade.

Por seu amor por Coxim.

Por ser quem você é, você é o nosso pequeno gigante e grandes homens devem sempre ter sua história contada. SALVE VERDINHO!!!!
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 20 Feb 2026 09:27:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[João Olegário Figueiredo: o homem cuja grandeza cabia no gesto simples]]></title>
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				<description><![CDATA[Há homens que impressionam pelo que dizem.
João Olegário impressionava pelo que era.

Sua grandeza nunca precisou de palco. Caminhava ao lado da humildade com naturalidade, como quem sabe que o verdadeiro valor não se anuncia, se revela. Mesmo ocupando cargos altos, mesmo sendo ouvido nos espaços de poder, João nunca se afastou do chão da cidade. Continuava o mesmo homem acessível, de fala serena, olhar atento e escuta paciente.

Nascido em Coxim, em 22 de março de 1942, filho de Iraldo Olegário Figueiredo e Jandira Cardeal Figueiredo, carregou desde cedo valores que não se perdem com o tempo: respeito, responsabilidade, retidão. Seu caráter foi sendo moldado na convivência familiar, na escola, nas ruas da cidade, na observação silenciosa da vida.

Estudou, saiu, conheceu outros mundos mas nunca deixou que o conhecimento o tornasse distante. Pelo contrário: quanto mais aprendia, mais simples se tornava. Para João, saber era instrumento de serviço, não de superioridade. Era comum vê-lo explicar temas complexos com palavras claras, como quem faz questão de que todos compreendam.

Formou-se em Direito e exerceu a advocacia com ética inegociável. Justiça, para ele, não era conceito abstrato: era prática cotidiana. Agia com firmeza, mas nunca sem humanidade. Sabia que por trás de cada processo havia histórias, dores, esperanças. Por isso, sua reputação era sustentada não apenas pela competência, mas pela confiança.

Na vida pública, João Olegário foi exemplo raro de coerência. Secretário, professor, delegado de ensino, vereador, presidente da Câmara, subchefe da Casa Civil, Procurador-Geral do Estado cargos que jamais o afastaram de seus princípios. Não negociava valores. Não se curvava a conveniências. Não confundia política com vaidade.

Era ético quando poucos eram. Justo quando seria mais fácil ser indiferente. Firme quando a pressão sugeria silêncio.
E talvez por isso tenha se tornado, naturalmente, conselheiro.

Amigos, estudantes, colegas, jovens e veteranos o procuravam não apenas por sua inteligência, mas por sua sabedoria. João aconselhava sem impor. Orientava sem julgar. Discordava sem ferir. Suas palavras vinham sempre acompanhadas de prudência, equilíbrio e respeito. Falava pouco, mas quando falava, fazia diferença.

A humildade era sua marca mais visível. Mesmo reconhecido, jamais se colocou acima de ninguém. Tratava todos com a mesma atenção do mais simples ao mais influente. Sabia que dignidade não se mede por cargos, mas por atitudes. Essa postura fez dele alguém querido, respeitado e confiável.

Amava Coxim com amor maduro, sem romantização vazia. Conhecia seus desafios, suas contradições, suas dores. E ainda assim escolheu ficar. Recusou caminhos mais fáceis porque acreditava que pertencer também é permanecer. Sua vida estava enraizada ali: nos rios, nas praças, nas instituições, nas pessoas.

Nos momentos de lazer, encontrava alegria na pescaria, nos acampamentos, no esporte. No futebol, como goleiro da seleção coxinense, demonstrava o mesmo espírito com que viveu: entrega, coragem e responsabilidade. Defendia o gol como defendia a cidade com garra silenciosa e compromisso coletivo.

Na fé, era discreto e constante. Católico convicto, devoto do Divino Espírito Santo, de Nossa Senhora de Fátima e de Nossa Senhora Aparecida, viveu sua religiosidade como vivia tudo: sem ostentação, com profundidade. Como festeiro de São José, ajudou a preservar tradições que hoje fazem parte da identidade cultural de Coxim, unindo fé, convivência e memória.

Dentro de casa, foi ainda maior. Ao lado de Loir Siravegna Figueiredo, construiu um lar sustentado por respeito e amor. Foi pai presente, formador de caráter, avô afetuoso. Em seus gestos familiares, revelava-se o homem inteiro: aquele que ensinava mais pelo exemplo do que pela palavra.

João Olegário também era guardião da memória. Contava histórias algumas sérias, outras leves, muitas engraçadas. Histórias que misturavam política, cotidiano e humanidade. Ao narrar, preservava. Ao lembrar, ensinava. Ao rir, aproximava.

Quando partiu, em 2 de janeiro de 2021, aos 78 anos, Coxim perdeu um homem mas ganhou definitivamente uma referência. Porque homens como João Olegário não desaparecem: se transformam em legado.

Ele permanece no jeito ético de fazer política.
Na humildade que ainda inspira.
No conselho que ecoa mesmo depois do silêncio.
Na justiça praticada com humanidade.
Na cidade que ajudou a construir sem nunca querer ser maior do que ela.

Há vidas que passam.
Há vidas que ensinam.
E há vidas que se tornam parte da alma de um lugar.

João Olegário foi assim.
E por isso, permanece.


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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 30 Jan 2026 09:01:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Coxim abre o ano cultural com encontro que convoca artistas e fazedores de cultura]]></title>
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				<description><![CDATA[A cultura de Coxim ganha espaço, diálogo e protagonismo no início de 2026. A Prefeitura de Coxim, em parceria com a FUNRONDON, promove a primeira Reunião da Cultura de 2026, um encontro aberto que convida artistas, produtores culturais, coletivos e todos aqueles que fazem a cultura pulsar no município.

O encontro acontece no dia 4 de fevereiro, às 19h, no Auditório José Guedes de Melo, e se propõe a ser um momento de escuta, construção coletiva e fortalecimento das políticas culturais locais.

Na pauta da reunião estão temas fundamentais para o setor cultural, como o Conselho Municipal de Políticas Públicas de Cultura e os encaminhamentos relacionados à Política Nacional Aldir Blanc, que tem papel estratégico no fomento e na valorização da produção cultural nos municípios.

Mais do que informar, o encontro busca estimular a participação ativa da comunidade cultural, garantindo que decisões e planejamentos sejam construídos de forma democrática e representativa.

A reunião é um convite direto a quem cria, produz, pesquisa e mantém viva a identidade cultural de Coxim. Músicos, artesãos, artistas visuais, grupos de teatro, dança, audiovisual, literatura e manifestações populares têm neste espaço a oportunidade de opinar, propor e contribuir com os rumos da cultura no município.

Com um olhar sensível para a diversidade cultural, a iniciativa reforça que cultura é expressão, memória e futuro. Ao abrir espaço para diálogo, a Prefeitura e a FUNRONDON reafirmam o compromisso de ouvir quem vive a cultura no dia a dia e transformar essas vozes em ações concretas.

A primeira Reunião da Cultura de Coxim em 2026 marca o início de um novo ciclo de debates e construções coletivas. Quem vive cultura em Coxim está convidado a participar, ocupar e fortalecer esse espaço.

 
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Tue, 27 Jan 2026 10:31:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Cinema itinerante vai percorrer cidades de MS com sessões gratuitas em Câmaras Municipais]]></title>
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				<description><![CDATA[Municípios de pequeno e médio porte de Mato Grosso do Sul passarão a integrar um novo circuito de exibição cinematográfica a partir de 2026. A Fundação de Cultura do Estado recebeu nesta semana um conjunto de equipamentos que viabiliza a implantação do Circuito Cine Câmara, projeto que levará sessões gratuitas de cinema a diferentes regiões sul-mato-grossenses.

Ao todo, 40 kits completos foram entregues e serão destinados às cidades participantes da iniciativa. Cada conjunto é composto por projetor, tela de exibição, notebook e sistema de som, estrutura capaz de transformar temporariamente espaços públicos em salas de cinema. A proposta é utilizar as Câmaras Municipais como locais de exibição, ampliando o acesso da população ao audiovisual.

O Circuito Cine Câmara integra o programa Rota Cine, que aposta na circulação de curtas-metragens produzidos por realizadores de Mato Grosso do Sul. As exibições acontecerão de forma itinerante, com uma programação compartilhada entre os municípios envolvidos, criando uma rede de difusão do cinema regional.

A iniciativa busca aproximar o público das produções locais, estimular o interesse pelo audiovisual feito no Estado e fortalecer a cadeia criativa, especialmente em cidades que não contam com salas comerciais de cinema.

Apesar da entrega dos equipamentos, a lista oficial dos municípios contemplados ainda não foi divulgada pela Fundação de Cultura. A expectativa agora gira em torno da confirmação das cidades que irão receber o circuito a partir de fevereiro de 2026. Em Coxim, cresce a esperança de que o município esteja entre os selecionados, considerando seu potencial cultural e o impacto positivo que o projeto pode trazer para a comunidade local.

Além das sessões nas Câmaras Municipais, a Fundação de Cultura trabalha na ampliação do alcance do projeto por meio de novas parcerias. Estão previstas articulações com emissoras de televisão, festivais, circuitos culturais e instituições interessadas em apoiar a exibição das produções audiovisuais.

Como parte dessa estratégia, a Fundação estuda o lançamento de um edital anual para selecionar obras que poderão circular por diferentes espaços e plataformas ao longo de 12 meses, garantindo continuidade à programação e maior visibilidade aos trabalhos selecionados.
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Mon, 26 Jan 2026 15:56:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Coxim entra no clima do Carnaval com esquenta neste sábado (24)]]></title>
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				<description><![CDATA[O ritmo do Carnaval 2026 já começa a tomar conta de Coxim! Neste sábado, 24 de janeiro, a cidade recebe o esquenta oficial do Carnaval, reunindo blocos, música, alegria e muita animação para aquecer os foliões.

A concentração está marcada para as 16 horas, na praça Silvio Ferreira, ponto de encontro para quem não resiste a um bom batuque, fantasias coloridas e aquela energia contagiante que só o Carnaval tem.

O esquenta promete reunir blocos e foliões de todas as idades, transformando a tarde em um verdadeiro convite à celebração, à descontração e ao reencontro com a tradição carnavalesca da cidade. É o momento perfeito para tirar o glitter da gaveta, chamar os amigos e entrar no clima da festa mais popular do país.

Com música, cores e muita alegria, o evento marca o início da contagem regressiva para o Carnaval 2026 em Coxim, reforçando o espírito de união e diversão que toma conta da cidade nessa época do ano.

 A dica é chegar cedo, caprichar no look e aproveitar cada momento. O Carnaval já começou em Coxim e todo mundo está convidado! 

 
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				<category>Geral</category>
				<pubDate>Sat, 24 Jan 2026 11:03:00 -0300</pubDate>
			</item>
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				<title><![CDATA[José Adelino de Carvalho: Zelão, o homem que transformou trabalho em legado ]]></title>
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				<description><![CDATA[Existem homens que passam pela história quase sem deixar rastros. Outros, porém, constroem caminhos tão sólidos que o tempo se encarrega de preservá-los. José Adelino de Carvalho pertence a este segundo grupo. Sua vida foi escrita com esforço, fé e generosidade e cada capítulo se confunde com o próprio crescimento de Coxim, cidade que ele escolheu para amar, servir e ajudar a transformar.

José Adelino nasceu em 10 de maio de 1933, no pequeno e simples distrito de Lagoa dos Félix, no município de Picos, interior do Piauí. Era um Brasil de poucas oportunidades, onde a infância costumava ser curta e o amadurecimento, precoce. Ainda menino, com apenas oito anos, enfrentou a dor que moldaria sua alma: a perda do pai, Adelino Francisco de Carvalho. Restaram-lhe a mãe, Maria Pastora de Carvalho, mulher de força silenciosa, e a irmã pequena, que passaram a compartilhar com ele o peso da sobrevivência.

A vida ensinou cedo que nada viria fácil. Foram anos marcados por privações, pelo apoio dos avós e tios, e por um cotidiano onde o trabalho se misturava aos sonhos. Ainda assim, foi nesse ambiente de dificuldades que José Adelino aprendeu valores que jamais abandonaria: honradez, responsabilidade, solidariedade e fé.

Aos 17 anos, movido pela esperança que sempre acompanha os que se recusam a desistir, deixou sua terra natal. Seguiu o caminho de tantos nordestinos rumo ao Sudeste, acreditando que o esforço abriria portas. São Paulo surgiu como promessa, mas não como destino definitivo. O coração inquieto e a coragem o levaram adiante, até os garimpos do estado de Goiás, onde o trabalho árduo separava os fortes dos resilientes.

No garimpo, não se destacou apenas pela força física, mas pela inteligência e capacidade de liderança. Em pouco tempo, tornou-se referência, assumindo responsabilidades e conduzindo equipes. Sua palavra tinha peso, seu olhar transmitia confiança. Foi ali que se revelou o líder que mais tarde seria reconhecido por toda uma região.

O destino, sempre atento, conduziu José Adelino à região do Rio Jauru, onde uma missão temporária acabaria se transformando em algo definitivo. Ao conhecer Coxim, sentiu algo raro: pertencimento. A cidade o acolheu, e ele retribuiu com trabalho, respeito e dedicação. Fez amigos, criou vínculos e tomou a decisão que mudaria sua vida: ficar.

Coxim tornou-se seu chão, seu porto seguro, seu projeto de vida. Foi ali que construiu não apenas uma história profissional, mas uma trajetória humana profunda. Conheceu Auréa, a querida e conhecida por todos carinhosamente por Dona Fioca, mulher de família tradicional, com quem formou um lar sólido, pautado no amor e na cumplicidade. Deste casamento nasceram filhos, netos e uma família que sempre foi seu maior orgulho e sua razão diária de luta.

Homem de fé e princípios inabaláveis, José Adelino encontrou na Maçonaria um espaço onde seus valores se alinhavam perfeitamente com sua missão de vida. Iniciado em 1961, percorreu todos os graus da Ordem com retidão exemplar. Sua importância nas Lojas Maçônicas de Coxim foi profunda, histórica e transformadora. Não foi apenas membro, mas construtor de caminhos, referência moral e líder respeitado.

Foi um dos grandes pilares da Loja Acácia de Coxim, fundada em 1978, ajudando a erguer não apenas uma instituição, mas um verdadeiro centro de fraternidade, união e progresso. Sua atuação contribuiu decisivamente para que a Loja se tornasse a maior da região norte do Estado, formando gerações de homens comprometidos com o bem coletivo. José Adelino tornou-se, assim, um dos grandes nomes da Maçonaria sul-mato-grossense, deixando um legado de retidão, benevolência e sabedoria.

Paralelamente à vida institucional, destacou-se como empreendedor visionário. Com coragem e espírito inovador, fundou o grupo Casas Brilhante, que se expandiu por diversos segmentos comerciais. Foram lojas, empresas, escritórios e dezenas de iniciativas que geraram emprego, renda e dignidade para centenas de famílias. Para ele, o crescimento econômico só fazia sentido quando vinha acompanhado de responsabilidade social.

Mesmo com tantas conquistas, jamais buscou glória pessoal. Ajudava em silêncio, aconselhava com humildade e estendia a mão sem esperar aplausos. Sua vida foi dedicada ao desenvolvimento de Coxim, ao fortalecimento da família, ao cuidado com os menos favorecidos e à construção de uma sociedade mais justa e humana.

Após mais de cinco décadas de dedicação à cidade, José Adelino de Carvalho encerrou sua caminhada terrena em 2 de julho de 2006. Mas sua partida não apagou sua presença. Pelo contrário: transformou-o em memória viva.

Zelão permanece nas instituições que ajudou a fundar, nos negócios que impulsionaram a economia local, nos ensinamentos transmitidos, nos valores perpetuados e na gratidão silenciosa de uma cidade inteira. Ele não apenas viveu em Coxim ele ajudou a escrevê-la.

E enquanto houver quem acredite na fraternidade, na fé, no trabalho honesto e no amor ao próximo, o nome de José Adelino de Carvalho continuará ecoando como exemplo e inspiração, atravessando o tempo e iluminando gerações.

 


Zelão, raiz de uma cidade

Há homens que passam leves,
como vento que não ficou.
E há os que fincam raízes
onde o coração plantou.
Zelão foi desses raros,
feito chão, ponte e clarão,
homem simples, alma grande,
nome eterno em Coxim: José Adelino de Carvalho, o Zelão.
Veio cedo da dureza,
da infância sem proteção,
aprendeu com a dor da perda
a força da superação.
Do Piauí trouxe valores,
na mala, fé e dignidade,
e fez do próprio destino
um ato de humanidade.
Nos garimpos, entre pedras,
não buscou só o metal,
lapidou caráter e coragem,
fez do suor seu capital.
Onde chegava, deixava
respeito, liderança e união,
pois quem anda com verdade
carrega luz na direção.
E foi Coxim que o chamou,
feito abraço definitivo,
não apenas como morada,
mas projeto de vida e sentido.
Aqui plantou seus sonhos,
aqui escolheu ficar,
e a cidade, agradecida,
aprendeu com ele a crescer e prosperar.
Construiu família como quem ergue altar,
com Dona Fioca, amor sereno,
companheira de vida inteira,
porto seguro, laço pleno.
Nos filhos, deixou o exemplo,
nos netos, a continuidade,
pois quem ama com retidão
vira herança de eternidade.
Na Maçonaria foi farol,
mestre do bem e da razão,
fez da fraternidade um gesto,
do silêncio, uma lição.
Ergueu templos de valores,
não só paredes ou chão,
mas homens melhores,
comprometidos com a evolução.
Empreendeu sem esquecer
que riqueza maior é servir,
gerou trabalho, abriu portas,
ensinou que prosperar é repartir.
Nunca buscou aplauso ou palco,
preferia ajudar em segredo,
pois grande é quem estende a mão
sem pedir nada em retorno ou medo.
Quando partiu, não foi ausência,
foi semente espalhada no chão.
Zelão virou rua, virou história,
virou alma de toda uma geração.
Está nos negócios que seguem,
nas instituições que resistem,
na gratidão silenciosa
dos que por ele hoje existem.
Coxim cresceu com seus passos,
aprendeu com seu olhar,
e enquanto houver fé e trabalho,
seu nome vai ecoar.
Porque há homens que não morrem,
apenas mudam de lugar:
vivem na memória do povo,
e no amor que sabem deixar.




Confira a homenagem em nosso jornal online: https://diariodoestadoms.com.br/edicao-impressa/2926/23-01-2026/
]]></description>
				
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 23 Jan 2026 09:10:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Coxim Folia 2026 já tem data marcada e promete três dias de muita alegria, cores e tradição]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/coxim-folia-2026-ja-tem-data-marcada-e-promete-tres-dias-de-muita/48334/</link>
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				<description><![CDATA[O som do tamborim já começa a ecoar e a contagem regressiva está oficialmente aberta: o Coxim Folia 2026 acontece de 13 a 15 de fevereiro e promete transformar novamente Coxim, Capital do Norte, em um grande palco de festa, cultura e celebração popular. A confirmação vem com a publicação oficial dos editais pela Prefeitura de Coxim, por meio da Fundação Professora Clarice Rondon de Cultura, Desporto e Lazer (FUNRONDON).

Consolidado como um dos carnavais de rua mais animados da região norte de Mato Grosso do Sul, o Coxim Folia une tradição, inclusão, organização e valorização da cultura local, além de movimentar a economia criativa e gerar oportunidades para artistas, blocos e trabalhadores temporários.

Um dos pontos altos da programação será o Desfile dos Blocos Carnavalescos, marcado para o dia 14 de fevereiro. A concentração acontece na Rua Filinto Müller, na Praça Silvio Ferreira, com percurso pelas ruas João Pessoa e Herculano Pena, finalizando na Praça Zacarias Mourão, onde a festa continua com muita música e animação.

Os blocos inscritos, com no mínimo 15 foliões, vão levar para a avenida criatividade, fantasias coloridas, estandartes e muita energia. A avaliação será feita por uma comissão julgadora formada por convidados de outros municípios, garantindo transparência e imparcialidade.

Entre os critérios analisados estão animação, criatividade, fantasia, originalidade e pontualidade. Os dois melhores blocos serão premiados com R$ 2 mil para o campeão e R$ 1,2 mil para o vice, além de troféus.

Outro momento aguardado é o Concurso da Corte do Carnaval, que vai eleger o Rei Momo, a Rainha e a Musa do Coxim Folia 2026. O concurso distribui R$ 5 mil em premiação, sendo R$ 2 mil para o Rei Momo, R$ 2 mil para a Rainha e R$ 1 mil para a Musa.

As inscrições são gratuitas e seguem até o dia 19 de janeiro, com a escolha da Corte marcada para 7 de fevereiro, após período de ensaios. Mais do que competição, o concurso celebra a diversidade, a criatividade e as tradições do carnaval brasileiro, fortalecendo a identidade cultural de Coxim.

A Prefeitura de Coxim destaca que o Coxim Folia 2026 foi planejado com responsabilidade, respeitando normas legais, segurança, organização e o caráter familiar do evento. Os editais também reforçam o compromisso com o uso consciente da imagem, a convivência harmoniosa e a valorização da cultura popular.

Com a data definida e a programação ganhando forma, Coxim já entra no clima da folia. A expectativa é de mais uma edição marcada por alegria, inclusão e orgulho coxinense, reafirmando o Coxim Folia como um dos carnavais mais queridos da região.

Agora é preparar a fantasia, reunir o bloco e esperar o apito inicial da festa!
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Sat, 17 Jan 2026 14:44:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[COXIM PRECISA SABER: silencia a voz de Sidney Assis, mas ecoa eternamente o seu legado]]></title>
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				<description><![CDATA[Um silêncio estranho, pesado, daqueles que não vêm da ausência de som, mas da falta de uma voz que fazia parte do cotidiano. Aos 54 anos, partiu Sidney Assis (IN MEMORIAM) e com ele, calou-se um dos maiores símbolos da comunicação regional. Para muitos, não morreu apenas um radialista. Morreu um companheiro de todas as manhãs, um vigilante da notícia, um defensor incansável do direito de saber. Coxim ficou órfã.

Sidney Assis foi mais do que um nome no rádio. Foi presença. Foi constância. Foi confiança. Por mais de 20 anos, construiu uma trajetória sólida, respeitada e profundamente enraizada na história da Rádio Vale do Taquari. Ali, moldou um estilo próprio de fazer jornalismo, direto, firme, humano, comprometido com a verdade e com a população. Não lia apenas notícias interpretava a realidade, contextualizava os fatos e dava voz a quem, muitas vezes, não era ouvido.

Seu programa, "Coxim Precisa Saber", tornou-se muito mais do que um espaço jornalístico. Virou um símbolo. Um chamado diário à transparência, à responsabilidade e à cidadania. O bordão, repetido com convicção, atravessou gerações e se transformou em marca registrada, em identidade coletiva. Quando Sidney dizia "Coxim Precisa Saber", não era apenas uma frase de efeito era um compromisso público, quase um juramento.

Pioneiro da comunicação em Coxim, Sidney viveu e ajudou a construir diferentes fases do rádio local. Esteve presente quando a informação ainda chegava com mais dificuldade, quando o rádio era o principal elo entre o fato e a população. Correspondente do Campo Grande News, levou a região norte de Mato Grosso do Sul para o cenário estadual, ampliando horizontes e mostrando que o interior também produz notícias relevantes, histórias fortes e personagens reais.

Sidney acompanhou a cidade em seus momentos mais difíceis e também nos dias de esperança. Esteve nas madrugadas longas, cobrindo ocorrências policiais, enfrentando cenas duras, tragédias, injustiças. Sempre com ética, respeito e responsabilidade. Nunca explorou a dor transformava o fato em informação e a informação em alerta social. Seu microfone foi instrumento de serviço público, sua voz, escudo da população.

Mas Sidney Assis não se limitou à comunicação. Levou sua credibilidade e seu compromisso com o povo para a vida pública. Elegeu-se vereador por dois mandatos pelo PSDB, atuando de forma participativa e presente no Legislativo Municipal. Na Câmara, manteve a mesma essência que o consagrou no rádio: escuta atenta, posicionamento firme e defesa dos interesses coletivos. Nunca se afastou das ruas, nunca perdeu o contato com o cidadão comum.

Nas últimas eleições, o reconhecimento veio novamente das urnas. Com votação expressiva, foi o quarto mais votado, tornando-se primeiro suplente. Um resultado que não se mede apenas em números, mas em confiança. Confiança construída ao longo de décadas de trabalho sério, coerente e próximo da população. Mesmo fora do mandato, Sidney continuou atuante, opinando, cobrando, acompanhando os rumos da cidade porque sua ligação com Coxim sempre foi maior do que cargos ou funções.

Sidney tinha voz, tinha estilo, tinha alma. Tinha coragem para questionar e sensibilidade para compreender. Era duro quando precisava ser, humano quando a situação exigia. Sabia que informar também é cuidar. Por isso, conquistou respeito, admiração e carinho. Hoje, são inúmeros os ouvintes que se sentem órfãos, como se tivessem perdido alguém da família. Porque Sidney entrava todos os dias nas casas, nos carros, nos comércios, fazendo parte da rotina de Coxim.

A cidade perdeu um comunicador, perdeu um homem público, perdeu um cidadão ativo. Mas ganha a eternidade da memória. Seu legado permanece nas ondas do rádio, nas reportagens, nas cobranças, nas decisões, nas frases que ficaram marcadas. Sua voz se cala, mas sua história continua falando alto.

Hoje, Coxim precisa saber quem foi Sidney Assis. Precisa lembrar, reconhecer, agradecer. Precisa entender que algumas vozes não se apagam se transformam em eco.

 

O Silêncio do Microfone, o Eco de uma Voz

Por: Glenda Melo

Silenciou o microfone,
mas não calou a verdade.
A voz que acordava a cidade
agora ecoa na saudade.

Entre notícias e madrugadas,
fez do rádio um abrigo,
do fato, compromisso,
do povo, seu maior amigo.

Falou quando muitos se calaram,
questionou quando poucos ousaram,
informou, protegeu, alertou,
com a coragem de quem nunca recuou.

Coxim chora em uníssono,
sentindo um vazio no ar.
Mas aprende, entre lágrimas e memória,
que há vozes que nunca vão cessar.

Porque quem viveu para informar,
nunca parte por completo.
Fica no tempo, na história, no afeto.

Sidney Assis não se foi
apenas mudou de estação.
E seguirá, eterno, dizendo à cidade:
Coxim precisa saber.



 

 



 
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				<category>Coxim</category>
				<pubDate>Fri, 16 Jan 2026 08:30:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[O Agente Secreto faz história no Globo de Ouro com dois prêmios]]></title>
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				<description><![CDATA[O cinema brasileiro viveu uma noite histórica neste domingo no Globo de Ouro, realizado no The Beverly Hilton, em Los Angeles (EUA). O filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, venceu duas das principais categorias da cerimônia: Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama, com Wagner Moura.

Apesar do desempenho expressivo, o longa brasileiro não levou o prêmio de Melhor Filme de Drama, principal categoria da noite, que ficou com Hamnet. Ainda assim, a chamada “noite do Brasil” consolidou a presença do país entre os destaques da premiação.

O anúncio de Melhor Filme em Língua Não Inglesa foi feito pelos atores Orlando Bloom e Minnie Driver. Ao revelar o vencedor, Driver saudou o público brasileiro com um “Parabéns”, dito em português. Na categoria, O Agente Secreto superou produções de cinco países: Valor Sentimental (Noruega), Sirât (Espanha), A Única Saída (Coreia do Sul), A Voz de Hind Rajab (Tunísia) e Foi Apenas um Acidente (França).

Ao receber a estatueta, Kleber Mendonça Filho iniciou o discurso saudando o país. “Eu quero dar um alô ao Brasil: alô, Brasil”, disse. Em seguida, agradeceu à distribuidora brasileira Vitrine Filmes, à produtora e companheira Emilie, à equipe e ao elenco. “Obrigado, Wagner Moura. As melhores coisas acontecem quando você tem um grande ator e um grande amigo. Eu dedico esse filme aos jovens cineastas. Esse é um grande momento”, afirmou o diretor.

A vitória coroou um percurso internacional iniciado no Festival de Cannes, onde o filme teve estreia concorrendo à Palma de Ouro. Na ocasião, uma apresentação de frevo tomou a Avenida Croisette e se tornou um dos momentos mais comentados da edição.

Melhor ator

Já Wagner Moura fez história ao se tornar o primeiro brasileiro a vencer o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama. Em seu discurso, falou em português e celebrou a cultura brasileira. “Viva a cultura brasileira”, disse o ator, ao destacar a parceria com Kleber Mendonça Filho, a quem definiu como “um gênio”, e a amizade construída ao longo do projeto.

Além de Wagner Moura, concorriam à categoria Joel Edgerton (Sonhos de Trem), Oscar Isaac (Frankenstein), Dwayne Johnson (Coração de Lutador: The Smashing Machine), Michael B. Jordan (Pecadores) e Jeremy Allen White (Springsteen: Salve-me do Desconhecido).

A vitória de O Agente Secreto resgata uma tradição brasileira na premiação: Central do Brasil venceu a mesma categoria em 1999, e, no ano passado, Fernanda Torres conquistou o prêmio de Melhor Atriz em Filme de Drama.

Entre os demais vencedores do Globo de Ouro, o prêmio de Melhor Direção em Filme ficou com Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra. Já Melhor Ator em Filme de Musical ou Comédia foi conquistado por Timothée Chalamet, por Marty Supreme.

Na televisão, a série Adolescência saiu com dois prêmios de atuação: Owen Cooper venceu como Melhor Ator Coadjuvante em Série, e Stephen Graham foi premiado pela atuação como protagonista, além de também assinar a direção da produção.

Com duas estatuetas e forte repercussão internacional, O Agente Secreto consolida o Brasil como um dos grandes protagonistas da atual temporada de premiações do cinema mundial.
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Mon, 12 Jan 2026 11:38:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Fim de semana em Campo Grande tem feiras culturais e Museu do Videogame
]]></title>
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				<description><![CDATA[Está animado para o segundo fim de semana de 2026? Pois se prepare: opções de feiras culturais não vão faltar. Mas, se você gosta mesmo é de um evento nerd, o Museu do Videogame tem a programação ideal para você. Confira os eventos que o Jornal Midiamax separou, para você escolher o lazer do fim de semana!

Sexta-feira (9)

Feira do Baobá

Prometendo muita arte, cultura, economia e gastronomia, a primeira edição da Feira do Baobá de 2026 está marcada para esta sexta-feira (9) em Campo Grande.

 

O evento ocorre na Praça Brasilina de Aguiar, na Rua Vila Lobos, nº 15, bairro Caiçara, sempre na segunda sexta-feira do mês, das 18h às 22h.

Sábado (10)

Vem Garimpar

A primeira edição do Vem Garimpar de 2026 acontece neste sábado, na Plataforma Cultural. O evento leva 21 brechós com peças únicas para você renovar o seu guarda-roupa. O Vem Garimpar tem entrada gratuita!


	Horário: 8h às 15h
	Local: Plataforma Cultural – Avenida Calógeras, 3015, Centro


Museu do Videogame

O Museu do Videogame Itinerante chega mais uma vez a Campo Grande com programação gratuita. O evento conta com atividades inéditas e experiências que conectam cultura, música, tecnologia e games, além da tradicional exposição, que reunirá cerca de 500 consoles de todas as gerações, dezenas de consoles antigos e atuais. Alguns deles, inclusive, estarão disponíveis para o público jogar.

A edição comemorativa dos 15 anos do museu vai trazer o Palco Just Dance, simuladores de corridas, máquinas arcades, torneios de jogos antigos e atuais, controles gigantes, realidade virtual e as áreas PlayStation 5, Xbox Series, Nintendo Switch 2, PlayStation VR2, entre outras atrações.

A feira vai até o dia 1º de fevereiro, no Shopping Bosque dos Ipês, localizado na Avenida Cônsul Assaf Trad, 4796, Novos Estados.

Feira Mixturô

Neste sábado, a Praça do Peixe recebe a primeira edição do ano da Feira Mixturô. O evento conta com diversas opções de lazer, como atrações musicais, espaço kids, além de gastronomia e expositores de artesanato. A entrada na feira é gratuita.


	Horário: 17h às 22h
	Local: Praça do Peixe – Avenida Bom Pastor, 500


Oficina de Brinquedos Cantados

Neste sábado, o Ateliê Ramona Rodrigues recebe a oficina de Brinquedos Cantados, do Projeto Vem pra Roda. As atividades são voltadas para a primeira infância, incentivando o brincar, ao mesmo tempo em que fortalecem vínculos familiares.

Na data, haverá dois horários, a fim de atender diversas faixas etárias. Assim, às 10h, as atividades serão para bebês e crianças de um a quatro anos. Já às 16h, a roda recebe crianças de cinco a sete anos.

Os interessados em participar do evento devem entrar em contato com o Ateliê Ramona Rodrigues, pelo número do WhatsApp (67) 98154-1699. As atividades custam R$ 60 para adultos e R$ 30 para bebês e crianças.


	Local: Rua 14 de Julho, 1431 – casa 3 – Centro


Domingo (11)

Feira da Bolívia

A Feira da Bolívia volta a animar os domingos dos campo-grandenses em 2026. Assim como todas as outras, esta edição conta com diversas atrações musicais, opções de gastronomia, além de muito artesanato. E, para quem gosta de colecionar antiguidades, expositores levarão relíquias ao evento.


	Horário: 9h às 14h
	Local: Rua das Garças com Rua Aníbal Mendonça, bairro Santa Fé


Feira do Panamá

A primeira Feira do Panamá do ano é edição especial de verão. O evento reúne apresentações culturais, lazer, gastronomia e artesanato. Além disso, haverá exposição de carros antigos para quem é fã de automóveis. A entrada na feira é gratuita!


	Horário: 9h às 16h
	Local: Rua Palestina, 1144, bairro Jardim Panamáv

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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 09 Jan 2026 10:00:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Pré-carnaval 2026: saiba os eventos já confirmados em Mato Grosso do Sul]]></title>
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				<description><![CDATA[Falta pouco para o Carnaval 2026, e isso significa que os eventos de pré-carnaval estão batendo à porta! Quem ama uma folia pode comemorar, porque, neste fim de semana, já tem programação especial confirmada em Corumbá e Campo Grande. Confira!

Folia em Corumbá

Neste fim de semana, Corumbá abre a programação de pré-carnaval da cidade. O projeto Folia nos Bairros estreia no sábado (10), no bairro Guatós. No dia seguinte, a festa acontece no bairro Generoso. Em ambos os locais, as atividades ocorrem das 18h às 22h.

Lançado em 2025 pela prefeitura, por meio da Fundação de Cultura, o projeto prevê outras edições ao longo do mês. No dia 17 de janeiro, o evento será realizado no bairro Cravo Vermelho. No dia 18, a programação anima o bairro Padre Ernesto Sassida.

O Folia nos Bairros contará com roda de samba, baile infantil e brinquedos para as crianças. A proposta é levar atividades culturais para diferentes regiões da cidade.

Blocos de rua agitam pré-carnaval em Campo Grande

Os blocos Capivara Blasé e Ipa Lelê dão o primeiro grito do Carnaval em Campo Grande. O primeiro agita a Capital nos dias 17 e 24 de janeiro, com local ainda a ser divulgado. Já o segundo bate ponto no Eden Beer, localizado na Rua 14 de Julho com a Avenida Calógeras, já neste sábado (10), às 18h.

O bloco Calcinha Molhada também já tem data marcada para sair nas ruas. No dia 7 de fevereiro, o bloco reúne os foliões na Praça Aquidauana, localizada na Rua Aquidauana, nº 28, bairro Amambaí.

No mesmo dia, o bloco As Depravadas se concentra no calçadão da Barão do Rio Branco, entre as ruas 13 de Maio e 14 de Julho. Completando 33 anos de existência, o bloco convida os campo-grandenses a colocarem uma fantasia e caírem na comemoração.
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 09 Jan 2026 09:40:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[TV Brasil estreia série sobre riquezas turísticas nacionais
]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/tv-brasil-estreia-serie-sobre-riquezas-turisticas-nacionais/48192/</link>
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				<description><![CDATA[A TV Brasil lança a série documental inédita Olhar Brasil neste sábado (3), às 18h30. Com foco na diversidade cultural e no potencial turístico no país, o conteúdo original é a primeira coprodução realizada pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e por emissoras da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP).

Com dez programas de 26 minutos, o projeto busca fortalecer a produção audiovisual regional e as características que diferenciam os destinos turísticos nas cinco regiões do território nacional. O seriado foi desenvolvido a partir do edital lançado pela EBC em 2024 que recebeu 36 inscrições.

Cada documentário atende às linhas temáticas da chamada pública relacionadas ao fomento do turismo. Repleta de sotaques variados, as edições do programa destacam uma perspectiva singular sobre paisagens, histórias e modos de vida que revelam e valorizam a biodiversidade e os ecossistemas do país.

A primeira temporada da série Olhar Brasil também poderá ser acompanhada sob demanda. Os dez episódios da nova bora ficam disponíveis no app TV Brasil Play e também no YouTube do canal. A atração que abre a sequência visita a Serra da Capivara, no Piauí.

Respeito ao regionalismo

Os destinos dos programas são a Serra da Capivara, no Piauí; o Quilombo Kalunga, em Goiás; o município de Guarapari, no litoral do Espírito Santo; as Serras Gerais, no sul de Tocantins; o Caminho do Peabiru, que ocupa diversos estados; a romaria do Muquém e a Congada de Santa Efigênia, em Goiás; o oásis do Canindé de São Francisco, em Sergipe; a Chapada dos Veadeiros, em Goiás; a gastronomia catarinense em Florianópolis; e o turismo sustentável do Novo Airão, no Amazonas.



Episódios do Olhar Brasil apresentam patrimônio arqueológico na Serra da Capivara. Frame: TV Brasil

Com profundidade, respeito e beleza, o seriado reforça a diversidade regional brasileira ao ampliar o alcance das vozes locais. Com narração dos profissionais das emissoras parceiras, o programa Olhar Brasil é contado por quem vive em cada território, o que fortalece a pluralidade do canal público.

Os episódios percorrem diferentes lugares para apresentar desde patrimônio arqueológico até experiências de turismo comunitário e gastronômico, com a valorização das rotas de aventura, além do conteúdo histórico e das tradições regionais.

Processo criativo

O diretor da série Olhar Brasil, Manoel Borges, explica o caráter colaborativo da iniciativa e o respeito à visão local das emissoras. Ele aborda as escolhas estéticas até os desafios de manter coesão visual e narrativa em um projeto realizado de forma participativa.


"A intenção da série é evidenciar a pluralidade de olhares. A Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) reúne perfis de emissoras extremamente diversas. Saber extrair o melhor de cada um desses perfis foi um processo enriquecedor", explica.


Manoel Borges reforça a dinâmica de trabalho. "O desenvolvimento de uma coprodução carrega, por natureza, uma lógica de decisão horizontal durante o processo criativo. Conseguimos estabelecer um início coletivo e norteador e, posteriormente, avançar para atendimentos personalizados que respeitaram o regionalismo de cada proposta", afirma.

Primeiro destino: Serra da Capivara

O episódio de estreia do seriado Olhar Brasil acompanha os segredos de um tesouro pouco conhecido no país. A produção documental vai até o Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí, revelar as pinturas rupestres milenares que registram a presença humana ancestral nas Américas.

Com direção de Jaldo Lopes e narração de Meire Souza, o episódio produzido pela TV Caatinga, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) ressalta imagens impressionantes das rochas em que está a maior concentração de sítios arqueológicos com pinturas rupestres do mundo.

O Parque Nacional Serra da Capivara tem 129.140 hectares e um perímetro de 214 quilômetros. Considerado um dos maiores da Região Nordeste, o espaço fica no entorno de quatro municípios e a centenas de quilômetros de Teresina, capital do estado.

O seriado apresenta um histórico do local. A obra em cartaz na TV Brasil recorda a época em que os paredões se formaram dentro do oceano e a fase do clima úmido quando serviu de habitat para os animais gigantes da megafauna até os dias atuais com as altas temperaturas do clima semiárido.

Os relatos e depoimentos de pessoas que têm a trajetória intimamente associada à região servem como parâmetro e guia para levar às trilhas acessíveis e outras desafiadoras em ambientes de vista panorâmica com rochas grandiosas e paisagens deslumbrantes.

Com cenas repletas de movimento que indicam uma dinâmica de vida do homem na região, as pinturas rupestres são um dos destaques da Serra da Capivara ao oferecer a oportunidade de contato com a natureza e a história da humanidade.

O parque preserva esse bioma exclusivamente brasileiro, a Caatinga, com inúmeras estratégias de adaptação, vegetação diversificada e espécies da fauna variadas que vivem nessa ampla área conservada. A série ainda destaca a fábrica de cerâmica e os museus da região.

Diretor técnico e de operações da TV Caatinga, Jaldo Lopes ressalta a relevância da Serra da Capivara, destino mostrado na edição de estreia do programa Olhar Brasil.


"É imensamente gratificante saber que, por meio desta produção, o público poderá descobrir um local de tamanha importância arqueológica - um patrimônio verdadeiramente raro para a humanidade", avalia.


Jaldo Lopes destaca as maravilhas do lugar. "Entre montanhas, longas caminhadas, sol forte e chuvas repentinas, nossa equipe mergulhou na grandiosidade do Parque Nacional Serra da Capivara. Durante a produção, tivemos o privilégio de registrar o parque em dois cenários distintos: na estiagem e logo após as chuvas, o que nos permitiu testemunhar a impressionante resiliência e beleza da Caatinga", completa.

Lista de episódios com os destinos da série Olhar Brasil


	Parque Nacional Serra da Capivara: o nosso patrimônio da humanidade – TV Caatinga/UNIVASF
	Turismo Comunitário no Quilombo Kalunga: Resistência e Sustentabilidade – UnBTV
	Guarapari Surpreendente: areias medicinais e diversidade marinha – TV Guarapari
	Serras Gerais: Cachoeiras cristalinas e cavernas misteriosas – UFT TV
	Peabiru: o caminho ancestral de beleza e mistério – TV UFPEL
	Niquelândia: Romaria do Muquém e Congada de Santa Efigênia – TV UFG
	Canindé de São Francisco: o oásis no sertão nordestino – TV UFS
	Chapada dos Veadeiros: um Paraíso no Coração do Brasil – UEG TV
	A Magia em Floripa: Cidade Criativa em Gastronomia – TV UFSC
	Turismo Sustentável do Novo Airão – TV Encontro das Águas

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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Sat, 03 Jan 2026 10:10:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Padre Micael: a missão vivida com amor, a fé que fez morada em Coxim e alcançou o mundo]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/padre-micael-a-missao-vivida-com-amor-a-fe-que-fez-morada-em-coxim-e/48073/</link>
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				<description><![CDATA[Há sacerdotes que passam por uma cidade. E há aqueles que se tornam parte dela. Padre Micael Carlos Dreach Andrejzwsk pertence à segunda categoria: a dos homens que chegam como enviados, mas permanecem como família.

Natural do Rio Grande do Sul, foi em Coxim que ele construiu uma relação profunda, verdadeira e duradoura com a comunidade católica e com a cidade como um todo uma relação marcada por amor à missão, cuidado com as pessoas e dedicação integral ao próximo.

Entre os anos de 2010 e 2017, à frente da Catedral São José, padre Micael não apenas exerceu um cargo pastoral: ele viveu plenamente sua vocação. Seu sacerdócio em Coxim foi guiado por um princípio simples e poderoso amar as pessoas como elas são e caminhar com elas onde quer que estivessem. Esse amor pela missão transparecia em cada gesto, em cada palavra, em cada presença silenciosa quando não havia palavras a serem ditas.
Padre Micael acredita profundamente que ser padre é, antes de tudo, cuidar. Cuidar da fé, mas também das feridas invisíveis; cuidar das famílias, dos jovens, dos idosos; cuidar de quem sofre, de quem duvida e até de quem se afastou. Sua porta esteve sempre aberta. Seu olhar, sempre atento. Seu coração, sempre disponível. Foi assim que conquistou algo raro e precioso: o respeito genuíno do povo.

Em Coxim, ele não construiu apenas uma trajetória pastoral construiu amizades. Fez irmãos e irmãs de caminhada. Criou laços que ultrapassaram o espaço da igreja e se estenderam para a vida cotidiana. Amigos que hoje guardam lembranças de conversas profundas, conselhos discretos, risadas simples e momentos de partilha que jamais se apagaram. Padre Micael soube ser autoridade sem jamais perder a humildade, liderança sem jamais abrir mão da escuta.
Seu amor pela comunidade católica coxinense era visível. Cada celebração era preparada com zelo; cada palavra, dita com consciência; cada gesto, carregado de significado. Ele conhecia o nome das pessoas, suas histórias, suas lutas. Não via a paróquia como uma instituição distante, mas como um corpo vivo, feito de gente real, com dores reais e esperanças verdadeiras.

No centro de toda essa caminhada está o amor de Cristo, fundamento maior da missão e da vida comunitária. Um amor que não divide, mas une; que não exclui, mas acolhe; que não impõe, mas ensina pelo exemplo. A experiência de fé vivida em comunidade revela a importância da união, do respeito mútuo e do compromisso coletivo com o bem comum. Quando uma comunidade caminha como unidade, fortalece seus laços, transforma diferenças em aprendizado e se torna sinal vivo do Evangelho no mundo. É nesse espírito de comunhão, fraternidade e cuidado recíproco que a Igreja se faz presente, não como estrutura distante, mas como casa aberta, onde cada pessoa encontra dignidade, esperança e sentido

Esse modo de viver o sacerdócio fez com que sua partida, em 2017, deixasse um vazio sentido até hoje. Coxim não se despediu apenas de um padre, mas de um amigo, de um pastor presente, de alguém que havia se tornado parte da identidade espiritual da cidade. A saudade ficou e permanece. Uma saudade serena, misturada com orgulho e gratidão.
Ao partir para o Vaticano, padre Micael levou consigo muito mais do que malas e livros. Levou a experiência viva de uma Igreja construída no contato direto com o povo. Em Roma, iniciou os estudos da língua italiana e ingressou no curso de Direito Canônico na Pontifícia Universidade Lateranense, uma das mais tradicionais instituições acadêmicas da Igreja Católica. Ali, novamente, destacou-se pela dedicação e excelência, concluindo o mestrado em 2020 e o doutorado em 2021.

Sua sólida formação acadêmica reflete a mesma seriedade com que sempre viveu sua missão pastoral. Graduado em Turismo pela UNIDERP em 2006, pós-graduado em Cultura e Meios de Comunicação pela PUC-SP em 2008, bacharel em Teologia com dupla titulação pela PUC-SP e pela UFRGS, padre Micael sempre acreditou que a fé precisa dialogar com o mundo, com a cultura, com a comunicação e com os desafios do tempo presente.
Mas, mesmo alcançando espaços acadêmicos e institucionais de grande relevância, nunca se distanciou da essência do sacerdócio: servir. Em 2019, atuou como assistente do Sínodo da Amazônia, um dos eventos mais importantes da Igreja na América Latina, marcado pela escuta, pela defesa da vida, dos povos originários e da Casa Comum. Em 2022, por nomeação do Vaticano, integrou a delegação da Santa Sé no 9º Fórum Mundial da Água, em Dakar, no Senegal, levando a voz da Igreja a um debate essencial sobre dignidade humana e justiça social.

Hoje, residindo em Berna, capital da Suíça, padre Micael continua cumprindo sua missão com a mesma dedicação que marcou sua passagem por Coxim. Atua em funções acadêmicas e eclesiais, constrói pontes entre culturas e permanece fiel ao chamado de cuidar do próximo não importa em que país esteja. A geografia mudou, mas o coração pastoral permanece o mesmo.
Recentemente sua caminhada ganhou um momento profundamente simbólico: um encontro pessoal com o Papa Leão XIV, no Vaticano. Um encontro marcado pela emoção, pelo reconhecimento e pela renovação da missão. Para padre Micael, estar frente a frente com o Santo Padre reforçou o compromisso com uma Igreja mais humana, mais próxima e mais atenta aos desafios do mundo contemporâneo.

Para Coxim, esse encontro representou mais do que uma notícia: representa a confirmação de que aquele padre simples, próximo e humano que passou pela Catedral São José leva consigo, até hoje, os valores aprendidos junto ao povo coxinense. É motivo de orgulho saber que um sacerdote tão querido aqui segue sendo referência lá fora.
Padre Micael é a prova de que o verdadeiro tamanho de uma pessoa não está nos cargos que ocupa, mas na forma como cuida dos outros. Seu legado em Coxim é feito de respeito conquistado, de saudade deixada e de amor vivido sem reservas. Um legado que não se apaga com o tempo, porque está inscrito na memória, na fé e no coração de uma cidade inteira.

Esta homenagem é o abraço simbólico de Coxim naquele que foi, é e sempre será um de seus padres mais queridos. Um homem que viveu e continua vivendo sua missão com amor, entrega e profunda fidelidade ao Evangelho.
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 15:02:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Vittoria Marchesi Santos: Um chamado da Medicina Guiada pelo Amor e pela Memória do Pai]]></title>
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				<description><![CDATA[Há vidas que parecem escritas pela própria sensibilidade do destino. Histórias que nascem discretas, quase tímidas, mas que, à medida que avançam, revelam uma força tão grande que passam a iluminar não apenas o caminho de quem as vive, mas também de todos que as testemunham. Assim é a trajetória de Vittoria Marchesi Santos, uma jovem que cresceu em Coxim, cercada de amor, desafios e sonhos, e que hoje se torna exemplo de superação, sensibilidade e coragem.

Nascida em 10 de outubro de 2001, em Campo Grande, Vittoria mudou-se para Coxim com apenas 1 ano de idade, encontrando ali o chão onde fincaria suas raízes, escreveria sua história e descobriria sua missão. Filha de Marcos Luciano Guilherme dos Santos (IN MEMORIAM), bombeiro que ajudou a fundar o quartel do Corpo de Bombeiros Militar em Coxim, e de Gisele Fabiana Marchesi, vendedora dedicada da Tavel há 24 anos e mãe incansável de três filhos, Vittoria cresceu envolta em valores sólidos, num lar onde força, união e amor sempre foram pilares e bons exemplos.
Em 2012, a partida precoce do pai deixou uma marca profunda na família. Marcos Luciano, lembrado por sua bravura, generosidade e compromisso com a comunidade, tornou-se para Vittoria não apenas uma ausência, mas uma presença constante, sutil, silenciosa, porém imensa. Ela cresceu carregando no peito a saudade, a falta do abraço, do cheiro, mas também o exemplo de coragem que herdou dele. Cada caderno aberto, cada madrugada de estudo, cada vitória alcançada foi uma forma de honrar sua memória.

E no dia em que finalmente colou grau, em 10 de dezembro de 2025, embora ele não estivesse fisicamente ao seu lado, sua presença parecia ocupar cada canto do ambiente. Estava nos olhos marejados da mãe, nos abraços apertados dos irmãos, no orgulho que transbordava da família. Estava no coração de Vittoria, que sabia que seu pai a acompanhou em espírito, celebrando com ela aquela conquista tão sonhada, e sim, ele estava lá, ela sabia e sentia que ele estava lá.
Os avós maternos, Amélia Marchesi e Antônio Marchesi, e os avós paternos, sempre presentes com carinho e apoio, ajudaram a fortalecer a base que sustentaria todos os passos de Vittoria.
Na escola, principalmente na FEC, onde estudou como bolsista, Vittoria chamava atenção pela postura madura e pela dedicação inabalável. Desde muito pequena, dizia com convicção o que queria ser quando crescesse: médica. E não era apenas um desejo infantil era um chamado.

Sempre estudiosa, ajudava os colegas com tarefas, explicava conteúdos, incentivava quem tinha dificuldade. Era aquela amiga verdadeira, sincera, fiel a seus valores. Tinha poucos amigos, mas todos de qualidade vínculos construídos com confiança e verdade.
Suas matérias preferidas biologia, ciências humanas e redação demonstravam sua curiosidade e talento. No 2º ano do ensino médio, ainda como treineira, alcançou 980 pontos na redação do Enem, confirmando sua habilidade e dedicação.
Apaixonada pela dança, encontrou no ballet do Studio Sandramaria um lugar de disciplina e expressão. Já seu hobby mais especial era o estágio na APAE de Coxim, onde dedicava tempo às crianças com afeto e compromisso. Ali, ela descobriu um tipo de amor que se aprende vivendo: o amor que cuida, acolhe e humaniza.
Em casa, sempre responsável, ajudava a cuidar dos irmãos, organizava tarefas, trazia maturidade desde cedo. Uma jovem que cresceu com sensibilidade e força na mesma medida.

No 3º ano, após conseguir meia bolsa no Colégio Referencial, Vittoria tomou a decisão corajosa de morar sozinha em um pensionato. Longe da família, enfrentou desafios, saudades e pressões, mas nunca se desviou do objetivo. Seu foco era firme: ser médica.
Sem cursinho, apenas com força de vontade, disciplina e horas de estudo, conquistou um feito extraordinário: passou em 1º lugar pelo PASSE da UFMS, ainda durante o ensino médio.
Entrar na UFMS em 2020, em plena pandemia, foi um desafio que exigiu preparo emocional, resiliência e coragem. Enquanto o mundo enfrentava incertezas, Vittoria iniciava um dos cursos mais exigentes que existem.

Nos corredores do Hospital Universitário, cresceu não apenas como estudante, mas como ser humano. Aprendeu sobre dor, cura, fé, ciência, escuta e empatia. Passou pelos seis anos do curso sem nenhum exame ou dependência, sempre com excelência e dedicação.
No dia da colação de grau, quando segurou o tão sonhado diploma, Vittoria carregava consigo não apenas a realização pessoal, mas a força de todos que a amaram, apoiaram e acreditaram nela.
E mesmo com a cadeira simbolicamente vazia ao seu lado, havia uma certeza profunda:
seu pai estava ali.
No orgulho.
Na conquista.
No brilho que envolvia aquele momento.
Hoje, Coxim não celebra apenas mais uma médica formada. Celebra uma história de resiliência, fé, disciplina, amor e coragem.
A trajetória de Vittoria Marchesi Santos prova que sonhos podem nascer pequenos, mas crescem junto com quem nunca desiste deles. E sua história de menina, adolescente e mulher deixa um legado que vai muito além de sua conquista pessoal:
que mais jovens possam se inspirar em sua caminhada, entendendo que nenhum sonho é grande demais quando o coração é firme, a mente é dedicada e a alma é movida por propósito.
Que sua luz inspire meninas e meninos que, como ela, acreditam no poder transformador da educação e no valor de persistir, mesmo quando o mundo parece difícil.
Vittoria não é apenas uma médica formada.
É inspiração.
É exemplo.
É orgulho de sua família e de sua cidade.
É prova viva de que a coragem abre caminhos onde antes só havia esperança.
E esta é a história dela:
Da menina doce.
Da jovem brilhante.
Da mulher que realizou aquilo que prometeu a si mesma ainda na infância:
transformar vidas e inspirar outras a transformarem as suas.
E, lá do alto, iluminado pelo brilho da filha, seu pai sorri.
 


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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 12 Dec 2025 08:51:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Dr. Pedro Honda: o médico que transformou cuidado em amor e fez de Coxim sua missão de vida]]></title>
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				<description><![CDATA[Coxim nunca se esqueceu daquele sábado, 26 de junho de 2021. Em meio a um dos períodos mais dolorosos da história recente a pandemia da Covid-19 a cidade perdeu não apenas um médico, mas um amigo coletivo, um homem que dedicou mais de três décadas à missão silenciosa e diária de cuidar de vidas. O falecimento de Dr. Pedro Honda, aos 61 anos, após uma semana internado e intubado no Hospital da Unimed, em Campo Grande, ecoou como um luto compartilhado por toda a comunidade. Para Coxim, Dr. Pedro não foi apenas um profissional da saúde. Ele foi presença constante nas casas, nas histórias de famílias inteiras, nos corredores da antiga Santa Casa, nas conversas tranquilizadoras de consultório e nos inúmeros momentos de esperança construídos à beira de um diagnóstico. Foi um homem que escolheu esta cidade como lar não por acaso, mas por afinidade, por vocação e por amor à gente simples do interior, de voz baixa, sempre educado e de fala mansa e amorosa conquistou o coração dos coxinenses.

Natural de Araraquara, no interior de São Paulo, Pedro chegou a Coxim há mais de 30 anos, trazendo na bagagem o diploma de médico e o coração aberto para servir. Muitos chegam a uma cidade pequena apenas em busca de trabalho; ele, desde o início, buscava pertencimento. Encontrou em Coxim mais do que pacientes, encontrou família ampliada, vínculos verdadeiros, histórias para acompanhar do nascimento à velhice.
Ali construiu sua vida ao lado da esposa, Neide Honda seu grande amor e parceira também médica. Juntos, formaram não apenas uma família com três filhos, mas uma verdadeira dupla de resistência na saúde pública local, especialmente nos tempos em que o atendimento médico era escasso e as dificuldades estruturais impunham desafios diários.

Dr. Pedro era generalista e ortopedista, especialidade que o fazia atender desde quedas comuns de idosos até acidentes graves, dores crônicas e limitações físicas que ameaçavam a autonomia de tantos pacientes. Mas, para ele, cada consulta começava muito antes do exame físico. Começava pela palavra, e como ele amava acolher e trazer tranquilidade para cada paciente que atendia.
Seu consultório, localizado na região central de Coxim, era famoso não pelo luxo, mas pela atmosfera acolhedora. Ali se entrava angustiado e se saía aliviado, muitas vezes somente por ter sido ouvido. Pedro gostava de conversar longamente com seus pacientes. Perguntava da família, do trabalho, dos medos e da rotina. Criava vínculos. Sabia que a cura começa quando alguém se sente visto e respeitado.

A tranquilidade com que atendia era tamanha que nem sempre o relógio dava conta de acompanhar suas boas intenções. Era comum que as secretárias precisassem interromper as consultas para lembrar da fila de pacientes à espera. E ele sempre reagia com aquele sorriso sereno, pedindo mais alguns minutos para concluir alguma história ou explicar com calma cada detalhe de um tratamento.
Dr. Pedro tinha uma relação especialmente forte com os idosos de Coxim. Muitos o chamavam de “meu médico”, como se fosse alguém da família. Ele tinha paciência rara: explicava, repetia, desenhava, escrevia à mão instruções detalhadas para garantir que ninguém saísse sem compreender completamente o que precisava ser feito.
Mais do que tratar dores no corpo, tratava solidões ocultas. Para muitos idosos, a consulta era também um momento de conversa, de atenção verdadeira, de escuta sem pressa. E ele nunca negava esse carinho silencioso que se transformava em vínculo.
Um dos capítulos mais marcantes de sua trajetória foi o período em que, ao lado da esposa Neide, sustentou praticamente sozinho a antiga Santa Casa de Coxim. Na época, a unidade enfrentava grandes dificuldades, com poucos médicos dispostos a assumir os plantões. Enquanto muitos se afastavam, o casal Honda fazia exatamente o contrário: aproximava-se ainda mais da população.
Eles se revezavam nos atendimentos emergenciais, atendendo casos graves, partos de urgência, fraturas, infecções e situações limite em que a vida dependia de decisões rápidas. Noites em claro tornaram-se rotina. Feriados deixaram de existir. O descanso era sempre adiado, porque alguém precisava estar ali.

A Santa Casa, para eles, não era apenas um local de trabalho era um dever moral, uma extensão da vocação de servir, o verdadeiro significado do juramento que fizeram ao se formarem.
Em determinado momento da vida, Dr. Pedro enfrentou um duro desafio: precisou passar por um transplante após enfrentar complicações graves de saúde. Seria compreensível que diminuísse o ritmo ou mesmo interrompesse temporariamente sua atividade profissional. Mas ele não sabia ou não conseguia viver longe de seus pacientes.

Amigos relatam que, enquanto se recuperava, Pedro contava os dias para voltar a trabalhar. Sonhava em retomar a rotina de atendimentos como quem sente falta de algo essencial à própria essência. Para ele, cuidar era mais que profissão era necessidade vital.
Voltou ao trabalho com a mesma dedicação de sempre, respeitando as limitações do corpo, mas mantendo intacta a grandeza do coração.
Em 2021, durante o auge da pandemia, o vírus encontrou aquele que durante décadas havia combatido doenças com mãos firmes e palavras tranquilizadoras. Internado em Campo Grande, Dr. Pedro lutou com a coragem de quem nunca desistiu de ninguém, mas desta vez, não houve vitória médica, e o Dr. dos idosos descansou.
Faleceu após uma semana na UTI, deixando familiares, colegas, amigos e toda uma cidade mergulhada em profunda comoção. Coxim sentiu o baque de sua partida e a cidade silenciou em forma de respeito e gratidão ao Dr. do amor.

Por conta das restrições sanitárias, não houve velório, o povo coxinense e, os amigos e seus pacientes não puderam dar o último adeus ao Dr. que se tornou amigo. O corpo seguiu para Araraquara, sua terra natal. Mas Coxim fez sua despedida de outra forma: em orações silenciosas, mensagens emocionadas nas redes sociais, homenagens improvisadas e lágrimas discretas nas calçadas.
Dr. Pedro Honda deixou sua grande companheira de vida e profissão, três filhos e incontáveis histórias. Deixou também um legado imaterial, que não cabe em diplomas nem em currículos: o exemplo de uma vida completamente dedicada ao próximo.

Em Coxim, há gerações de crianças ajudadas por ele; adultos reabilitados; idosos confortados. Cada pessoa guarda uma lembrança: a maneira gentil de falar, a escuta cuidadosa, o toque respeitoso no ombro como quem dizia, sem palavras: “Você não está sozinho”.
Hoje, ao caminhar pela cidade, é difícil encontrar alguém que não tenha uma história ligada a Dr. Pedro Honda. Seu nome é citado em rodas de conversa, nas mesas de família, nas lembranças de pacientes que o consideravam quase um parente.
Porque existem médicos e existem médicos que mudam uma cidade inteira. Dr. Pedro pertence ao segundo grupo.
Ele não está mais fisicamente em Coxim, mas permanece presente na memória coletiva, nos gestos inspirados que deixou como herança e na certeza de que amar pessoas também é uma forma de curar.
Pedro Honda não partiu: ele se espalhou na história da cidade que escolheu viver, servir e amar: MUITO OBRIGADA POR TUDO DR. PEDRO HONDA!!!!
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 05 Dec 2025 09:04:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Coxim acelera no coração do Pantanal e entra de vez na rota do turismo de aventura ]]></title>
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				<description><![CDATA[Teve início hoje, sábado 29 de novembro de 2025, a 6ª edição do Coxim na Trilha Trilha Pantaneira, a maior expedição off-road do Pantanal, reafirmando o município como um dos principais destinos de turismo de aventura de Mato Grosso do Sul. O evento reúne mais de 230 veículos, com cerca de 70% dos participantes vindos de fora da cidade caravanas de várias regiões do Estado e também de estados vizinhos consolidando Coxim no mapa do off-road brasileiro. 

O percurso soma aproximadamente 240 quilômetros (ida e volta) em nível moderado de dificuldade, oferecendo desafios na medida certa para quem possui experiência básica em trilhas. Veículos 4x4 são os mais indicados para melhor desempenho nos trechos mais técnicos, mas caminhonetes e SUVs 4x2 também conseguem completar o traçado com total segurança, tornando o evento acessível a um público ainda maior. 


Daiane Azzolin Gerente Municipal de Turismo e os organizadores do evento: Dinho kohl e Rodrigo Sozzo
 

Muito mais que uma competição, a Trilha Pantaneira é um verdadeiro encontro de famílias, aventureiros e apaixonados pela natureza que percorrem estradas de terra e paisagens típicas do Pantanal, promovendo integração social, prática esportiva e valorização ambiental. 

Para a gerente municipal de Turismo, Daiane Azzolin, o grande número de visitantes mostra a força do evento como motor econômico para o município: 


“Cerca de 70% dos participantes vêm de fora, o que coloca Coxim definitivamente na rota do turismo de aventura. Esse movimento é extremamente positivo, porque impacta diretamente nossa economia local, especialmente hotéis, restaurantes, postos de combustível, comércio e serviços. É um evento que gera renda e fortalece o nome da cidade no cenário estadual.” 


Segundo os organizadores Dinho Kohl e Rodrigo Sozzo, a Trilha Pantaneira já ultrapassou o caráter esportivo e se transformou em uma poderosa ferramenta de divulgação de Coxim: 


“O crescimento do evento mostra que estamos no caminho certo. Hoje recebemos participantes de várias cidades e estados, trazendo suas famílias e vivendo a experiência completa em Coxim. Isso ajuda a divulgar nossas belezas naturais e incentiva o turismo sustentável.” 


A proposta da Trilha Pantaneira vai além do off-road: é uma experiência pensada para toda a família, com foco no contato direto com o meio ambiente e na superação de desafios. Paisagens pantaneiras exuberantes, encontros com a cultura local e momentos de confraternização fazem parte da programação, tornando o evento um verdadeiro festival de aventura ao ar livre. 

O prefeito de Coxim, Edilson Magro, destacou a importância da iniciativa para o município: 


“A Trilha Pantaneira é um orgulho para Coxim. Ver nossa cidade recebendo visitantes de toda parte, movimentando hotéis, restaurantes e o comércio em geral, mostra que investir em esporte e turismo dá resultado. Além disso, estamos valorizando nossas riquezas naturais e mostrando todo o potencial do nosso município.” 


Com o início da 6ª edição, Coxim reforça sua posição como destino estratégico do turismo de aventura no Pantanal. O grande fluxo de visitantes confirma o sucesso do evento e o impacto positivo na economia local, consolidando o município como palco de grandes encontros esportivos e experiências inesquecíveis em meio à natureza. 

Entre motores, trilhas e paisagens de tirar o fôlego, Coxim acelera rumo ao futuro como capital do off-road pantaneiro. 
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Sat, 29 Nov 2025 09:25:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Eterna "Dona Changa": A Mulher que Viveu Como Quis e Fez Coxim Reverenciar Sua Força]]></title>
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				<description><![CDATA[Há vidas que, pela força que emanam, tornam-se parte inseparável da memória de uma cidade. E Coxim, com sua identidade construída por gente simples, forte e profundamente humana, guarda entre suas figuras mais marcantes o nome de Naudy Castilho Fontoura (IN MEMORIAN), carinhosamente chamada de “Dona Changa” uma mulher que viveu com intensidade, amou com coragem e deixou um legado que atravessa gerações e sem dúvidas quebrou paradigmas impostas que mulher não podia isso ou aquilo, sim nós podíamos e a senhora abriu esse caminho dona Changa.

Nascida em 20 de agosto de 1933, filha de Jorge Adalberto Castilho e Eremita Ajub Castilho, Naudy veio ao mundo como a caçula de três irmãos em uma Coxim muito diferente da atual uma cidade que ainda aprendia a ser cidade. Cresceu numa época em que as ruas eram de terra, as famílias eram unidas por laços de vizinhança e coragem, e a política, muitas vezes, era conduzida dentro de casa. Seu pai, figura de grande importância na história local, foi vereador e prefeito, liderando o município em um de seus períodos mais delicados: a instabilidade trazida pela Revolução Constitucionalista de 1932. Coxim, à época, viu-se ocupada por três meses, teve a ponte sobre o Rio Piquiri destruída e perdeu temporariamente o acesso a Cuiabá. Eram tempos difíceis, mas também tempos que moldaram a fibra das pessoas, testando a força e resiliência de um povo.

Com o fim da revolução, retornaram os dias de paz, e Naudy passou a crescer no aconchego de uma comunidade pequena, solidária e vibrante a famosa “Vila Pequena”, onde nomes como João Ferreira, Silvio Ferreira, Viriato Bandeira, Pedro Fontoura (Peró), Salviano Fontoura, Pedro Severo, Eduardo Siravegna, Jorge Castilho, Alaor Garcia e Euclides Costa marcavam presença na construção daquele cotidiano. Ali, a vida tinha outro ritmo: as noites eram embaladas por orquestras, e nenhuma música brilhava mais do que a “Alvorada de Coxim”, conduzida por seu pai, que encantava bailes e festividades no tradicional Clube Esportivo Coxinense.

Foi nesse cenário de simplicidade festiva, de encontros, serenatas e risos, que Naudy encontrou o grande amor de sua vida: Hervê Mendes Fontoura. Juntos, escreveram uma história sólida, marcada pela parceria, pelo companheirismo e pela construção de uma família que se tornaria referência na cidade. Da união vieram três filhos: Luiz Hervê Castilho Fontoura, Neiza Eliza Fontoura Rocha e Rosiney Castilho Fontoura, e por eles e pelos muitos que a cercavam Naudy sempre se colocou como apoio, porto seguro e voz serena.

Mas Dona Changa foi muito além do papel familiar. Com a força que carregava no olhar e a alegria que transbordava na convivência, transformou-se numa verdadeira instituição dentro da política local. Foi a primeira-dama eterna de Coxim, pioneira ao dar ao título sentido prático: dedicou-se a causas sociais, ajudou quem precisava, articulou campanhas, mobilizou pessoas, tornou-se um símbolo de presença. Era, como muitos diziam, um dos melhores “cabos eleitorais” que Coxim já conheceu  firme, direta, apaixonada pela cidade que a viu nascer.

Sua personalidade era um capítulo à parte. Feliz, acolhedora, direta, festeira, de riso fácil e abraço generoso, Dona Changa era daquelas pessoas que fazem falta antes mesmo de partir. Amava um chamamé, adorava um bom whisky, gostava de receber, reunir, conversar. Levava consigo a leveza própria de quem entende que a vida é curta demais para ser vivida sem alegria.

E ela viveu. Viveu como quis, do jeito que acreditava, com autenticidade. Aos 84 anos, ainda pescava, ainda ria alto, ainda bebia seu whisky e ainda contava histórias da Vila Pequena como se tudo tivesse acontecido ontem. Tinha horror à ideia de “dar trabalho” e partiu exatamente como desejava: com dignidade, em 11 de dezembro de 2017, deixando na memória dos que a amaram a imagem forte de uma mulher que não se curvou ao tempo, que celebrou cada fase da vida e que fez da simplicidade sua grande marca.

Hoje, ao recordar Naudy Castilho Fontoura, não falamos apenas de uma pessoa; falamos de um pedaço vivo da história de Coxim. Uma mulher que testemunhou transformações, participou de momentos decisivos e moldou, com sua forma de ser, a identidade cultural e afetiva da cidade.

Dona Changa partiu, mas ficou. Ficou em cada família que ajudou, em cada festa que animou, em cada lembrança da “Vila Pequena”, em cada gesto político que fez diferença, em cada sorriso que deixou de herança. Ficou no coração de Coxim e permanecerá, sempre, como símbolo de força, alegria, respeito e amor pela terra onde nasceu.
Uma vida inteira dedicada à cidade.
Uma história que emociona, inspira e merece ser contada sempre, e SERÁ!!!!
Assim era Naudy ou simplesmente Dona Changa.


 
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 28 Nov 2025 09:10:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Semíramis Carlota Benevides da Rocha: a Mulher que Bordou Coxim com Sabedoria, Doçura e Educação ]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/semiramis-carlota-benevides-da-rocha-a-mulher-que-bordou-coxim-com/47738/</link>
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				<description><![CDATA[Há vidas que atravessam o tempo com tanta intensidade que se tornam parte da própria identidade de um lugar. Há pessoas que não apenas viveram em uma cidade elas ajudaram a construí-la. Entre essas presenças que não se perdem, está Semíramis Carlota Benevides da Rocha (in memoriam) eternamente lembrada como Nira, uma mulher cuja trajetória se funde com a história de Coxim. 

Nira nasceu em 17 de junho de 1926, em uma família que carregava no sangue a vocação para ensinar. Era neta da educadora Filomena Carlota Benevides, pioneira da escola primária local, mulher que, no início do século XX, já plantava alfabetização, cultura e dignidade em uma vila que ainda aprendia a ser cidade. 
De Filomena, Nira herdou a chama. De seus pais Carlos Alberto Benevides, o Carlito, e Náciada Benevides herdou força, caráter, respeito. 

Mas o que ela fez da herança foi maior: transformou tudo isso em serviço, em entrega, em missão. 

Nira cresceu rodeada de irmãos, histórias e valores. Quando se tornou professora, levou para a sala de aula não apenas o conteúdo, mas o cuidado, o afeto e a sensibilidade de quem acredita que a educação é o mais humano dos caminhos. 

Foi a primeira diretora da Escola Estadual que hoje leva o nome de sua mãe, um gesto simbólico e profundo, como se duas gerações de mulheres educadoras dividissem a mesma lousa na história. 

Ensinar, para Nira, era mais do que trabalho. Era vocação divina. 
Ela entrava em sala como quem entra em um templo: com respeito, com presença, com amor. 

Seus alunos lembram dela como uma professora que olhava nos olhos, que acreditava em cada criança antes mesmo que ela soubesse acreditar em si. 
E Coxim lembra de Nira como uma força iluminada, que misturava disciplina, ternura, alegria e firmeza na medida certa. 

Casada com Orlando Rondon da Rocha, o Mano Orlando, construiu um lar que era referência na comunidade. Recebia amigos, acolhia vizinhos, compartilhava fé, trabalho e esperança. 
Da sua casa saíram as filhas Oneizle, Celia Regina e Celi Regina, que herdaram sua postura, seu cuidado e a responsabilidade de preservar o que sua mãe representava. 

Ali, entre costuras do cotidiano e conversas de fim de tarde, Nira cultivou valores que ainda hoje ecoam entre familiares, amigos e antigos alunos. 

Nira era evangelista, alegre, valorizava a vida comunitária e criava vínculos onde passava. Sabia acolher, sabia aconselhar, sabia ouvir. 
Trazia no rosto um sorriso sereno e no coração uma força que poucas pessoas têm. 

Tinha o raro dom de transformar ambientes, de suavizar dores, de inspirar confiança. 
E fazia tudo isso sem alarde com a simplicidade dos grandes. 

Quando partiu, em 9 de janeiro de 1978, aos 51 anos, Coxim chorou mais do que a ausência de uma mulher. Chorou a perda de uma referência. 
Mas o que é eterno não parte: permanece. 

Seu nome continua vivo... 

nas memórias dos professores que aprenderam com ela; 

nas histórias contadas de geração em geração; 

nos registros que a cultura local preserva; 

na gratidão silenciosa de quem foi tocado por sua presença; 

e, principalmente, na identidade educacional de Coxim. 

Nira não foi apenas parte da história. 
Nira se tornou história. 

Quem conviveu com ela lembra de uma mulher forte, sábia, respeitada, querida. 
Uma educadora que acreditava que o futuro podia ser construído com lápis, cadernos e afeto. 
Uma mãe que fez da casa um lar. 
Uma cidadã que serviu a cidade com bondade e grandeza. 
Uma amiga que sempre tinha uma palavra certa, um sorriso acolhedor. 

Nira foi e continua sendo coluna afetiva e cultural de Coxim. 

Hoje, ao recordar Semíramis Carlota Benevides da Rocha, não celebramos apenas sua biografia. 
Celebramos suas sementes. 
Seu impacto. 
Sua humanidade. 

Celebramos a mulher que, com delicadeza e determinação, ajudou a moldar o caráter da cidade. 
E reafirmamos que sua história não está presa ao passado ela floresce no presente, alimenta o futuro e inspira aqueles que sabem reconhecer grandeza. 

Porque algumas vidas não terminam: 
elas se eternizam. 

E o nome de Nira é um desses  
gravado no coração de Coxim, 
inscrito na memória de todos, 
preservado como um patrimônio afetivo e cultural 
que o tempo jamais apagará. 

Obrigada por tudo NIRA. 



POEMA PARA NIRA  

Ela carrega no olhar um mundo que ninguém vê, 
um silêncio cheio de histórias 
e uma coragem que nasceu sem alarde. 

Nos passos dela, o tempo aprende a ter calma 
nos gestos, a vida encontra direção. 

Ela é abrigo quando tudo desaba, 
é luz quando o dia parece nublado, 
é certeza mesmo quando o futuro se espalha em incertezas. 

Carrega cicatrizes que não doem mais, 
mas ensinam. 
Carrega sorrisos que não envelhecem, 
mas acolhem. 

É feita de simplicidade rara 
e de uma força que dispensa testemunhas. 

Ela não precisa falar alto para ser grande 
já nasceu imensa. 

E, mesmo quando o mundo parece correr, 
ela permanece: 
constante, firme, inteira. 

Porque mulheres assim não passam pela vida. 
Elas ficam. 
Elas marcam. 
Elas transformam. 

E você, que conhece o amor dela, 
sabe: 
existem pessoas que são presentes 
e ela é o maior de todos. 
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Thu, 20 Nov 2025 10:36:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Dinalva Garcia Mourão: a força serena da mulher que fez da Justiça o seu dom]]></title>
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				<description><![CDATA[Há histórias que não cabem apenas em currículos ou títulos. Há trajetórias que se escrevem com gestos, com empatia e com um coração que pulsa na direção do outro. Assim é a história de Dinalva Garcia Lemos de Morais Mourão, a mulher que Coxim aprendeu a admirar, não apenas pela toga ou pelo cargo que ocupou, mas pela humanidade que sempre guiou seus passos.
Conhecida carinhosamente como a “advogada dos humildes”, Dinalva construiu uma carreira sólida e respeitada, marcada por uma devoção rara: a de lutar pela Justiça, especialmente pelos que mais precisavam dela. Aos 68 anos, segue sendo exemplo de sensibilidade, generosidade e coragem, qualidades que moldaram não apenas sua vida profissional, mas também a sua missão de existir.


Desde os primeiros passos no Direito, Dinalva compreendeu que a advocacia não era apenas um ofício era uma forma de servir. Nos seus primeiros anos, ainda recém-formada, dedicava-se a atendimentos voluntários e dativos, especialmente na área de família. A experiência na Defensoria Pública, durante o estágio na faculdade, marcou-a profundamente. “Ali aprendi o valor da simplicidade, da sinceridade e da confiança do povo humilde. Foi uma escola de humanidade”, costuma dizer.
Em muitas ocasiões, a advogada foi além do papel profissional. Chegou a pagar acordos judiciais de clientes sem que eles soubessem, movida apenas pelo desejo de aliviar o sofrimento de quem queria cumprir com seus deveres, mas não tinha condições. “Sentia a necessidade de ajudar. Eu via que eram pessoas que queriam fazer o certo, mas não conseguiam. A minha advocacia sempre foi dedicada a essas pessoas”, conta, com o mesmo brilho nos olhos de quem nunca perdeu a ternura.
Essa vocação para ajudar transformou Dinalva em referência de confiança e equilíbrio. Em Coxim, quem enfrenta um problema ou precisa de orientação jurídica logo pensa em procurá-la. Mesmo quando não pode atender, ela orienta, encaminha, explica e faz isso com o mesmo cuidado de quem oferece abrigo em meio à tempestade.
Nascida em Coxim, Dinalva carrega com orgulho suas origens simples. Passou a infância na área rural, entre pais, avós, tios e sete irmãos. Foi alfabetizada pela própria mãe, mulher de sabedoria prática e coração enorme, e aprendeu desde cedo o valor do esforço e da solidariedade.
Os pais, que aprenderam o básico por falta de acesso à escola, sonhavam em ver os filhos formados e conseguiram. “Meu pai dizia que gostaria de ter um filho advogado. Aquilo ficou no meu coração”, recorda.


Aos 19 anos, partiu para Campo Grande, levando apenas coragem e o desejo de estudar. Trabalhou durante o dia e cursou Direito na FUCMAT (atual UCDB) à noite, enfrentando jornadas exaustivas, alimentando-se muitas vezes de uma marmita simples, entre o cansaço e os sonhos. Formou-se em 1983 e trouxe na bagagem a força de quem venceu com dignidade.
De volta a Coxim, em 1986, começou a trilhar o caminho que a tornaria não apenas uma profissional respeitada, mas uma figura histórica. Entre processos, audiências e causas sociais, Dinalva ainda encontraria um novo desafio e um novo lugar na história de sua cidade.
Em 2009, Dinalva Mourão assumiu o cargo de prefeita de Coxim, tornando-se a primeira e, até hoje, a única mulher a ocupar o comando do Executivo municipal. Sua gestão foi marcada pela serenidade e pelo compromisso social. Levou para a administração pública o mesmo olhar humano que sempre guiou sua advocacia: o de cuidar das pessoas, especialmente das mais vulneráveis.
Em uma época em que o poder ainda tinha voz predominantemente masculina, Dinalva Mourão ousou ocupar espaços que por muito tempo foram negados às mulheres. Fez isso sem perder a doçura, mas com a firmeza de quem sabia exatamente o que representava: uma presença que rompia o silêncio, quebrava paradigmas e desafiava o patriarcado com a coragem de existir.
Na política, enfrentou olhares que duvidavam, vozes que tentavam silenciar e estruturas que resistiam à mudança. Mas não recuou. Foi resistência e presença, mostrando que liderança feminina não é exceção é revolução. Como primeira e única prefeita de Coxim, transformou seu mandato em manifesto, provando que sensibilidade e força não se excluem, se completam.


Em cada decisão, em cada enfrentamento, Dinalva reafirmava o óbvio que tantos insistem em negar: lugar de mulher é onde ela quiser inclusive no comando, nas decisões e na história.
Sua trajetória não foi apenas política; foi simbólica. Representou todas as mulheres que ousam se levantar, mesmo quando o mundo tenta empurrá-las para o segundo plano. Dinalva não pediu licença abriu caminho, deixou marcas e inspirou gerações.
Hoje, seu nome ecoa como o de uma mulher que resistiu, governou, inspirou e venceu, lembrando que a verdadeira força feminina é silenciosa, mas transformadora e que cada passo dado por ela pavimentou o chão onde outras mulheres agora caminham com mais liberdade.
Em um tempo em que a política ainda era predominantemente masculina, Dinalva mostrou que a força de uma mulher não está na imposição, mas na empatia. Enfrentou desafios com firmeza, decisões com responsabilidade e manteve, acima de tudo, a humildade que sempre a acompanhou.
Casada com um também advogado, mãe de dois filhos um deles seguindo seus passos na advocacia e o outro na comunicação, Dinalva construiu uma família unida pelos valores que sempre defendeu: respeito, ética e solidariedade.


Mesmo após 34 anos de carreira, continua atuando com entusiasmo, especialmente na área previdenciária, onde enxerga a chance de transformar vidas. Para ela, o segredo de um bom advogado é simples, mas profundo:
“Devemos acreditar na diferença que podemos fazer na vida das pessoas. Falar a verdade, respeitar o cliente, valorizar cada causa, por mais simples que pareça, e agir sempre com ética.”
Hoje, quem a vê nas ruas de Coxim enxerga mais que uma advogada ou ex-prefeita. Vê uma mulher que dedicou sua vida ao outro. Uma mulher que vive com serenidade, mas que traz consigo a força dos que nunca desistiram.
Dinalva Mourão é, acima de tudo, um símbolo de humanidade e resistência uma inspiração viva de que a Justiça, quando guiada pelo amor e pela empatia, pode realmente mudar o mundo.
É dona Dinalva, quem olha para esse corpo magrinho e que a primeira vista até demostra fragilidade não sabe o quanto você é forte, resiliente e resistente, e quem ouve sua voz serena, leve, doce não imagina que o grito por justiça e igualdade saem como rugidos de você, obrigada por tudo, em nome de todas as mulheres que vieram antes de depois de você, você nos inspirou e hoje essa homenagem é um agradecimento de gerações, que existiram e existirão, graças a mulheres como você !!! SALVE DINALVA E VIDA LONGA!!!
 
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 14 Nov 2025 08:48:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Faltam 49 dias para o Natal, confira as tendências 2025 para decoração ]]></title>
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				<description><![CDATA[Com a contagem regressiva já iniciada, Coxim começa a entrar no clima natalino. As vitrines ganham luz, as praças se enfeitam e os corações se preparam para um dos períodos mais esperados do ano.
Mas o Natal de 2025 traz um novo olhar sobre a decoração: menos excesso, mais emoção. A tendência nacional chega também à capital do Norte de Mato Grosso do Sul, refletindo o estilo de vida coxinense acolhedor, próximo da natureza e cheio de afeto.
Neste ano, Coxim aposta em uma estética mais natural e sustentável. A tradicional combinação de vermelho e dourado dá espaço para tons terrosos, verde-folha, bege e dourado suave, que se harmonizam com o clima da região, essa é uma tendência para todo o Brasil neste 2025
A tendência do “Natal artesanal” ganha força: enfeites feitos à mão, guirlandas com fibras secas, laços de juta, pinhas e arranjos de galhos locais se tornam protagonistas nas casas e comércios.


As pessoas querem sentir que a decoração tem alma, que cada detalhe conta uma história. O feito à mão tem esse poder de aproximar.
Com as festas se aproximando, o comércio coxinense se prepara para um Natal de boas expectativas. Mas, mais do que vender, os lojistas querem emocionar.
Lojas de rua e vitrines da área central começam a adotar iluminação amarela e decoração sustentável, com arranjos que remetem à simplicidade e ao conforto do lar.
Empresários locais relatam que o público busca decorações com propósito peças que tragam sensação de paz, aconchego e tradição.
Para residências e empresas, a tendência é investir em micro lâmpadas de LED âmbar, velas decorativas e lanternas metálicas  detalhes que criam uma atmosfera serena e elegante.
O Natal afetivo também ganha espaço nos lares coxinenses. Cada vez mais famílias estão resgatando enfeites antigos, lembranças de infância e artesanatos regionais.
Fotografias, bilhetes e objetos com valor sentimental se misturam às decorações modernas, criando um Natal que é tão visual quanto emocional.
Nas empresas, a tendência de 2025 é o Natal com propósito.


Comércios e órgãos públicos de Coxim estão priorizando materiais recicláveis, reaproveitamento de decorações antigas e iluminação de baixo consumo.
A Prefeitura Municipal deve anunciar nas próximas semanas a programação oficial de Natal, que incluirá o tradicional “Natal Luz de Coxim”, com decoração sustentável e apresentações culturais.
Mesmo em meio ao clima tradicional, o Natal 2025 traz pitadas de modernidade.
Empresas locais já adotam árvores inteligentes com controle de luz por aplicativo, projeções temáticas em fachadas e músicas sincronizadas com iluminação.
Essas inovações aproximam famílias e visitantes, transformando a celebração em uma experiência interativa e sensorial, sem perder o encanto do Natal de raiz.
Faltando 49 dias para o Natal, Coxim se prepara para viver uma celebração que reflete a alma da cidade acolhedora, simples e repleta de afeto.
Entre guirlandas de capim-dourado, árvores minimalistas e luzes que piscam como estrelas, a mensagem deste Natal é clara:
o verdadeiro brilho vem de dentro.
O Natal de 2025 será, em Coxim, uma celebração de emoção, pertencimento e esperança um tempo para reunir, agradecer e sentir.
 
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 07 Nov 2025 09:10:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Antônio Carlos José: O "Toninho da rádio" O Pioneiro da Comunicação em Coxim]]></title>
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				<description><![CDATA[Há vidas que se escrevem com palavras, e há outras que se escrevem com atitudes, coragem e amor pela terra onde se escolheu viver.
A história de Antônio Carlos José, hoje aos 76 anos, é dessas que se tornaram parte da alma de Coxim, um enredo de trabalho, fé, pioneirismo e dedicação.
Foi no longínquo 1979 que ele deu os primeiros passos de uma caminhada que mudaria para sempre a história da comunicação na região. Ao lado dos amigos Zelão e Nezinho, ergueu com as próprias mãos o sonho chamado Rádio Vale do Taquari.
Naquele tempo, o rádio era a companhia das madrugadas, o laço entre vizinhos, o elo entre o campo e a cidade.
E Antônio Carlos, com sua visão e seu amor pelo que fazia, ajudou a fazer nascer não apenas uma emissora, mas uma nova forma de conectar pessoas, histórias e emoções.
Mesmo não sendo coxinense de nascimento, foi aqui, neste solo de gente trabalhadora e coração aberto, que ele fincou suas raízes. Coxim o acolheu, e ele, em retribuição, devolveu à cidade o melhor de si.


Aqui construiu seu lar, sua família, seus sonhos.
Ao lado de sua companheira de vida, Tânia Cezaretti Diniz José, com quem compartilha 46 anos de união, parceria e amor verdadeiro, edificou uma história de cumplicidade e fé.
Pai orgulhoso de Antônio Carlos Diniz José e Juliana Diniz José, encontrou na família o alicerce que sempre sustentou seus passos  firmes, serenos e guiados por princípios inabaláveis.
Amante da natureza e da tranquilidade, Antônio Carlos é daqueles homens que sabem ouvir o som do vento e compreender o silêncio da terra.
Sua sabedoria se reflete no olhar calmo e na palavra mansa, mas firme.
É amigo leal, homem de fé, referência de honestidade e respeito.
Quem o conhece sabe: ele é um exemplo de dignidade e generosidade, sempre disposto a estender a mão e compartilhar o que tem seja um conselho, uma risada ou um sonho.
Empreendedor nato e visionário da comunicação, Antônio Carlos José acreditou no poder do rádio quando poucos ainda viam nele um instrumento de transformação social.
Daquela primeira emissora a Vale do Taquari vieram novas conquistas: a Band FM 91,7 e a Melodia 90,3, emissoras que hoje formam um verdadeiro império de comunicação construído com trabalho, ética e amor pelo que se faz.


Sob sua liderança, o rádio de Coxim deixou de ser apenas som e notícia  tornou-se um patrimônio emocional da cidade.
Cada frequência que ecoa no ar carrega um pouco de sua história, um pouco da sua visão e do seu sonho.
Antônio Carlos José é, acima de tudo, um homem que acreditou.
Acreditou no poder da informação.
Acreditou nas pessoas.
Acreditou que é possível construir um futuro melhor quando se trabalha com o coração.
Hoje, ao olhar para trás, vê-se o quanto sua trajetória se entrelaça à de Coxim.
As rádios que fundou são mais que empresas, são parte da vida de uma comunidade inteira, um símbolo de progresso, união e cultura.
E assim, entre memórias e realizações, Antônio Carlos José segue sendo o que sempre foi: um exemplo de caráter, um empresário respeitado, um cidadão que honra sua terra e um homem que soube transformar sonhos em legado.
Coxim tem muito do seu som, do seu espírito e do seu coração.
E enquanto as ondas do rádio continuarem a cruzar os céus desta cidade, o nome de Antônio Carlos José continuará ecoando não como uma voz, mas como uma presença eterna na história da comunicação e no coração de todos que o admiram.
 

Toninho: O Homem Que Fez do Silêncio Som

Em mil novecentos e setenta e nove,
no coração do Taquari, nascia um sonho,
feito de coragem, esperança e vontade 
o sonho de um homem simples,
que aprendeu a falar com o mundo
através das ondas invisíveis do rádio.
Chamava-se Antônio Carlos José,
mas o povo logo o chamou de Toninho,
porque grandes homens costumam caber
em apelidos de afeto.
Não era filho de Coxim,
mas foi aqui que plantou sua história.
Com Zelão e Nezinho,
ergueu antenas como quem ergue bandeiras,
e da terra pantaneira fez ecoar um novo som 
a Rádio Vale do Taquari.
O rádio, companheiro de tantas vidas,
ganhou com ele um novo coração.
Toninho acreditava que o som podia unir pessoas,
que uma canção podia curar silêncios,
e que a informação era um gesto de amor.
De lá para cá, o tempo passou,
mas o brilho nos olhos do visionário não se apagou.
Vieram outras vozes, outras frequências,
Band FM 91.7 e Melodia 90.3,
filhas de um mesmo ideal 
fazer da comunicação um elo,
um abraço, uma semente.
Homem de fé, de palavra e de alma mansa,
Toninho nunca se esqueceu do essencial:
a família, porto seguro,
razão de cada passo e cada sonho.
Ao lado de Tânia Cezaretti Diniz José,
há 46 anos companheira, amor e força,
construiu um lar repleto de ternura.
Pai de Antônio Carlos Diniz José e Juliana Diniz José,
aprendeu que o verdadeiro sucesso
é ver o amor florescer nas gerações.
Entre microfones e árvores,
entre cidades e rios,
Toninho encontrou na natureza
o descanso que a alma pede 
um homem que entende o valor do silêncio
porque passou a vida dando vida ao som.
Os amigos o descrevem com uma palavra: respeito.
Respeito pela vida, pelo próximo, pela verdade.
Empresário digno,
homem de fé,
exemplo de integridade e bondade.
Coxim cresceu, e junto dela cresceu o seu legado.
Hoje, o rádio que ele ajudou a fundar
é mais do que frequência 
é história, é cultura, é emoção.
E quando as ondas atravessam o céu,
tocando lares e corações,
elas levam consigo um pouco de Toninho,
um pouco da sua alma,
um pouco do seu amor por esta terra.
Assim é Antônio Carlos José:
um homem que construiu pontes invisíveis
entre sonhos e realidades,
entre pessoas e lugares,
entre o ontem e o amanhã.
E enquanto houver rádio em Coxim,
enquanto houver gente com saudade,
a lembrança de Toninho seguirá 
no som do vento,
no canto dos pássaros,
e no coração grato de todos
que aprenderam com ele
que comunicar é também amar.
(Glenda Melo)
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 07 Nov 2025 08:50:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Casa da Cultura sedia MS Fashion Hub com oficinas, mentorias e shows gratuitos em Campo Grande]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/casa-da-cultura-sedia-ms-fashion-hub-com-oficinas-mentorias-e-shows/47441/</link>
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				<description><![CDATA[Casa da Cultura de Campo Grande será, entre quinta (23) e sábado (25), o ponto de encontro da moda autoral, diversidade e formação criativa durante a realização do MS Fashion Hub – Encontros & Conexões. O evento, que tem entrada gratuita, oferece oficinas, mentorias, exposições e rodas de conversa, valorizando a moda como expressão cultural, política e identitária.
A programação acontece na Casa da Cultura, localizada na Avenida Afonso Pena, 2.270, próximo à Praça Ary Coelho. As inscrições para as oficinas e mais informações estão disponíveis no Instagram oficial do projeto: @vitrinedomat
Idealizado pelo estilista Fábio Castro, da marca Touché, o MS Fashion Hub propõe uma imersão criativa que vai além das passarelas tradicionais.
“Campo Grande tem muitos eventos voltados à passarela, mas faltava um espaço de troca e formação. Moda é cultura, e queremos discutir isso com diversidade, sustentabilidade e representatividade como fios condutores”, explica Fábio.


A programação inclui oficinas de costura, upcycling em jeans, fotografia mobile, workshop de passarela e corpo cênico, e laboratórios de produção de moda, com participação de artistas e profissionais renomados.
Entre os destaques estão as mentorias com Dih Morais (BA) e Paloma Gervasio Botelho (SP), ambos nomes reconhecidos nacionalmente. As atividades terão seis vagas cada e são voltadas à formação de criadores e marcas autorais.
Paloma, integrante do Fashion Revolution SP, ministra o laboratório “Moda e Estilo – Expansão do Criativo”, que discute o vestir como ato político e de autoconhecimento. Já Dih Morais, conhecido por valorizar a moda afro-brasileira e LGBTQIAPN+, orienta a mentoria “Moda Autoral e Identidades”, voltada a pessoas pretas e mulheres trans.
Os dois também participam de talk shows abertos ao público:
Sábado (25), às 19h: “A visibilidade de profissionais negres na moda”, com Paloma Gervasio Botelho.


Programação musical 
Além das atividades formativas, o evento contará com DJ sets, rodas de conversa e um show de encerramento com o grupo Estrella Cadente, que mistura ritmos brasileiros, latino-americanos e fronteiriços.
O MS Fashion Hub é uma realização da Touché e da Vitrine do Mato, com financiamento da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio do Ministério da Cultura (MinC), Governo Federal, Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) e Setesc. O evento conta ainda com apoio da Secult, Prefeitura de Campo Grande, Casa da Cultura e Sebrae.
Serviço - MS Fashion Hub – Encontros & Conexões
Data: Quinta a sábado – 23 a 25 de outubro
Local: Casa da Cultura – Av. Afonso Pena, 2.270, Centro, Campo Grande (MS)
Atividades: Oficinas, talk shows, mentorias e shows culturais
Entrada gratuita | Classificação livre
Mais informações: @vitrinedomato.
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 24 Oct 2025 09:31:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Seu Osmar da Cabana: o coração que pulsa nas margens do Taquari ]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/seu-osmar-da-cabana-o-coracao-que-pulsa-nas-margens-do-taquari/47431/</link>
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				<description><![CDATA[Há pessoas que não pertencem apenas à própria história, mas à história de um lugar inteiro. Gente que se confunde com a paisagem, que se torna parte do vento, do rio, da rotina de uma cidade.
Em Coxim, esse homem atende por um nome que todos pronunciam com carinho e respeito: Osmar Nunes de Souza, o eterno “Seu Osmar da Cabana”. Seu Osmar é em Coxim um desses personagens de contam o amor de um homem por sua cidade, sua gente e sua caminhada tão cheia de amor, luta, respeito pela natureza, respeitando suas origens e devolvendo para Coxim e sua gente todo amor que recebeu. 
Nascido em 1960, em meio à calmaria do norte sul-mato-grossense, Osmar viu a vida nascer junto com o sol sobre o Rio Taquari. Desde menino, aprendeu a ler o mundo nas águas e a medir o tempo pelo correr do rio. Ali, formou sua essência simples, firme, generosa.
A infância foi feita de terra vermelha nos pés, pescarias no entardecer e sonhos que o horizonte de Coxim parecia sempre abençoar.
Coxim, para ele, nunca foi apenas um endereço. Foi e continua sendo a extensão da alma. É aqui que aprendeu que cada nascer do sol é um recomeço e que a força de um homem se mede pelo amor que ele dedica à sua terra.


A vida, generosa como o Taquari em tempos de cheia, trouxe-lhe o encontro com Lindalva Mendes, a companheira de jornada, de sonhos e de vida.
Há 44 anos, os dois caminham lado a lado, compartilhando risadas, conquistas e até o silêncio das tardes preguiçosas de Coxim.
Do amor nasceram os filhos Taís Mendes e Manoel Nunes, herdeiros não apenas do sobrenome, mas da bondade e da paixão que o pai carrega pela cidade que o viu crescer. A família Nunes é, hoje, um retrato bonito de tudo que Coxim representa: união, simplicidade, acolhimento e fé.
Há 26 anos, o sonho de Seu Osmar ganhou forma de madeira, riso e perfume de peixe fresco: nasceu a Cabana do Osmar, o restaurante que virou cartão-postal e ponto de encontro de gerações.


Às margens do Taquari, a Cabana é mais do que um restaurante é um abraço de Coxim em forma de lugar. Ali, o visitante sente o tempo desacelerar, ouve as histórias do rio e saboreia a tradição. O som do vento nas árvores mistura-se ao estalar da brasa, enquanto Seu Osmar circula entre as mesas com o mesmo sorriso que conquistou a cidade inteira. Na cabana amigos se reúnem, famílias celebram, brindes são levantados, refeições a beira do Taquari são abençoadas pelas águas do Rio tão amado por seu Osmar.
Cada prato servido traz uma pitada da alma pantaneira. Cada olhar, uma lembrança. A Cabana é palco de comemorações, reencontros, serenatas e conversas que se estendem noite adentro. E, ao fundo, o rio sempre o rio testemunhando a passagem do tempo e a permanência daquilo que é verdadeiro.
“Osmar é Coxim.” É o que dizem os amigos, os fregueses e até os viajantes que passam por aqui. Empresário respeitado, mas acima de tudo homem de coração aberto, ele é reconhecido pelo carinho com que fala da cidade e pelos gestos simples que, aos poucos, construíram um legado de respeito e amizade.
Não há quem não o conheça seja pela simpatia contagiante, pela generosidade em ajudar quem precisa ou pela alegria com que fala do Taquari e do Coxim, rios que ele trata como velhos companheiros.


Para Seu Osmar, esses rios não são apenas paisagens: são irmãos de alma, que o viram crescer e o inspiram até hoje.
Hoje, aos 65 anos, Seu Osmar olha para trás e vê uma vida inteira dedicada àquilo que mais ama: Coxim e sua gente.
O menino que um dia sonhou à beira do rio tornou-se um homem que fez da hospitalidade sua arte.
A Cabana é, de certa forma, um reflexo da própria vida dele firme nas raízes, mas aberta ao mundo.
Cada tijolo, cada mesa, cada árvore em volta do restaurante carrega lembranças e histórias. São 26 anos de trabalho, de alegrias, de desafios e conquistas. E ele segue ali, sempre presente, com o mesmo brilho nos olhos de quem acredita que viver é servir com amor.
Falar de Seu Osmar é falar de pertencimento. É lembrar que existem pessoas que transformam o simples ato de estar em um lugar no gesto mais bonito de amor.
Ele é memória viva, parte da identidade cultural de Coxim um símbolo de como o trabalho, o respeito e o carinho podem moldar não apenas um negócio, mas toda uma comunidade.

Qual Coxinense não conhece ou nunca ouviu falar do seu Osmar da cabana? 
Nas tardes douradas, quando o sol se deita sobre o Taquari e a brisa traz o cheiro do mato e da lenha acesa, lá está ele sentado diante do rio, com o olhar tranquilo de quem sabe que cumpriu seu papel.
Coxim o viu nascer, crescer e florescer. E ele, em retribuição, ensinou Coxim a se ver com mais amor.
Porque há homens que passam pela vida, e há homens que deixam a vida mais bonita por onde passam.
Seu Osmar da Cabana é desses.
Um homem que, com o coração aberto e o espírito sereno, fez do amor à sua terra o maior de todos os legados. Obrigada por tanta gentileza e leveza seu Osmar, pela calmaria e sorriso farto sempre pronto para receber quem chega alí, somos gratos por sua vida, vida longa seu OSMAR !
 

 


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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 24 Oct 2025 08:55:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Projeto Dia do Grafitti está com
chamamento público para artistas de MS]]></title>
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				<description><![CDATA[Quer mostrar sua arte em encontro do Hip Hop em MS? O coletivo “Campão Graffiti” está com seis vagas abertas para artistas (b-boy, b-girl, rapper, DJ, grafiteiro e grafiteira). As inscrições seguem até a próxima segunda-feira (20).
O coletivo Campão Graffiti está com inscrições até segunda-feira (20) para artistas do Hip Hop que queiram participar da 4ª edição do “Dia do Graffiti: Conhecimento e Movimento”. O evento que será realizado em novembro, dias 20 a 22, está com chamamento público aberto, são seis vagas, sendo uma para cada categoria: b-boy, b-girl, rapper, DJ, grafiteiro e grafiteira.
Como requisito, os candidatos devem comprovar no mínimo dois anos de atuação em suas áreas artísticas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo formulário disponível no Instagram oficial do evento: @campaograffiti.


Os selecionados irão receber um cachê de R$ 500,00 e se apresentarão no dia 22 de novembro de 2025 (sábado), durante o encerramento e confraternização do evento, que acontece na Vila Nhanhá, em Campo Grande, em parceria com a Ong Núcleo Humanitário da Nhanhá que atende crianças em situação de vulnerabilidade social.
O Campão Graffiti propõe um mergulho na cultura Hip Hop, conectando artistas e comunidade em um espaço de troca e resistência. Para o proponente do projeto, San Martinez, a iniciativa é também um chamado para valorizar a cena local e fortalecer a periferia.
“A ideia é mostrar que o Hip Hop é muito mais do que música ou pintura em muro, é vivência, é resistência e é potência da quebrada. “A gente quer conectar a sociedade com arte e instigar a criatividade, valorizar a cena da Capital e, ao mesmo tempo, abrir espaço pros manos e minas [artistas] da periferia trocarem com os talentos nacionais. O Dia do Graffiti não é só festa, é ação social, é formação e é a prova de que o Hip Hop transforma realidades”, afirma.
 A programação do festival acontece entre os dias 20 e 22 de novembro de 2025, celebrando o Mês do Hip Hop, que no calendário tem como 12 de novembro – o Dia Mundial do Hip Hop e ocupando a Vila Nhanhá com muita arte, música e ação comunitária.


A abertura será no dia 20, com uma roda de conversa e apresentações, com artistas convidados do Amazonas, Pará e Bahia. No dia 21, será a vez das oficinas de graffiti e tipografia, criadas para promover trocas de técnicas e experiências entre artistas locais e nacionais. O encerramento, no dia 22, contará com confraternização, exposição das artes produzidas nas oficinas, feira de economia criativa e a apresentação dos artistas selecionados no chamamento público.
O projeto conta com financiamento do Projeto Nacional Aldir Blanc (PNAB), MinC – Ministério da Cultura, Governo Federal, FCMS – Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Setesc e Governo do Estado. Além do apoio da Ong Núcleo Humanitário da Nhanhá, ColorGin, Sherwin Williams, Vitória Tintas, Águas Guariroba, Montana Colors, Beto Sucos e TransCine.


Serviço:
• Campão Graffiti – inscrição do chamamento público
• Prazo: até 20 de outubro  (segunda-feira)
• Local: Google Forms (https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScVlVP7eLvD11ywpL5kDb-nXcwqpSKoh5YKVpCEgXyxAn7JBA/viewform?usp=header)
• Gratuito
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 17 Oct 2025 09:15:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Parceria entre Setesc e Senac lança game que valoriza a cultura e o turismo sul-mato-grossense
]]></title>
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				<description><![CDATA[A união entre Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura) e Senac Hub Academy resultou na criação do game “Economia Quativa”, uma experiência interativa que leva o público a conhecer, de forma lúdica e digital, a diversidade cultural, turística e criativa de Mato Grosso do Sul. O jogo já está disponível no site oficial da Setesc, na aba MS+Criativo.
Desenvolvido por alunos do curso de Desenvolvimento de Jogos Digitais do Senac Hub Academy, o projeto nasceu a partir de uma proposta da Superintendência de Economia Criativa e Políticas Integradas da Setesc, com o objetivo de aproximar jovens talentos da área tecnológica das manifestações culturais e econômicas que fortalecem a identidade sul-mato-grossense.


Uma viagem digital pela cultura de MS
No game, o jogador embarca em uma jornada inspirada no Trem do Pantanal, conduzido por um simpático quati, personagem que simboliza a fauna e o espírito acolhedor do estado. Ao longo do trajeto, o usuário visita cidades e cenários emblemáticos de Mato Grosso do Sul, como Campo Grande, Bonito, Corumbá, Dourados e Três Lagoas, e descobre expressões artísticas, festas populares e pontos turísticos.
A proposta é mostrar, de forma interativa e educativa, como a economia criativa se manifesta no cotidiano das pessoas, integrando cultura, turismo, arte, gastronomia e inovação.
“O game Economia Quativa é um exemplo de como a tecnologia pode ser uma poderosa aliada da cultura. Quando aproximamos os talentos criativos de nossas instituições de ensino das políticas públicas da Setesc, geramos resultados que inspiram e educam. Este jogo é uma vitrine do que Mato Grosso do Sul tem de melhor”, destaca Marcelo Miranda, secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura.
Para a superintendente estadual de Economia Criativa, Luciana Azambuja, mais do que um produto digital, o game nasceu de uma visão sobre como a cultura pode ser vivenciada de novas formas.


Aprendizado, tecnologia e valorização cultural
Durante o processo de criação, os estudantes vivenciaram todas as etapas do desenvolvimento de um jogo: concepção de roteiro, criação de personagens, design de cenários, programação e testes. O trabalho também envolveu pesquisas de campo, garantindo autenticidade às referências regionais e fortalecendo o olhar dos alunos sobre a importância da cultura local.
O game já pode ser acessado de forma gratuita no portal institucional da Setesc, na seção MS+Criativo. A página apresenta informações sobre o projeto e o link direto para jogar online.
Serviço
O lançamento oficial do “Economia Quativa” acontecerá durante o seminário “Conexões Criativas: Fortalecendo a Economia Criativa em Mato Grosso do Sul”, no dia 5 de novembro, das 8h às 12h, no Centro Cultural José Octávio Guizzo, em Campo Grande.
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 17 Oct 2025 09:13:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Mestre de Coxim: a história viva de Professor Bira]]></title>
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				<description><![CDATA[Em cada sala de aula há histórias que ultrapassam o quadro e o giz e há professores que permanecem vivos na memória de quem aprendeu não apenas lições, mas modos de ver o mundo. Assim foi Ubirajara Gonçalves de Lima (IN MEMORIAM) o inesquecível professor Bira, homem de alma inquieta, voz firme e olhar sereno, que deixou em Coxim um legado feito de sabedoria, amizade e amor pela vida.
Natural de Tupã, interior de São Paulo, Bira construiu sua trajetória sobre alicerces sólidos: o trabalho, o estudo e o amor pela educação. Casado com Sílvia Helena de Lima viveram uma união de 41 anos, Bira foi pai de três filhos: Cíntia Iara Miltus de Lima, Keli Carina Miltus de Lima e Ubirajara Gonçalves de Lima Júnior, e avô orgulhoso de sete netos: Maria Eduarda, Ana Beatriz, Alice, Lunna, Murilo, Théo e Enrico. Escolheu Coxim como lar há mais de 35 anos e aqui fincou suas raízes, entrelaçando sua história à da cidade que tanto amava.


Homem de muitos ofícios e talentos, foi agricultor, pedreiro, carpinteiro, professor, Diretor-Presidente da AGIOSUL e Chefe de Gabinete durante 12 anos na Câmara Federal. Sua formação em Ciências e Matemática, com Pós-Graduação em Metodologia da Educação, traduzia sua busca constante por conhecimento e aperfeiçoamento um exemplo vivo de que aprender é um ato contínuo.
Na Escola Estadual Pedro Mendes Fontoura, onde atuou como professor e diretor, o professor Bira se tornou uma figura inesquecível. Suas aulas iam além dos livros: eram lições de vida, ética e humanidade. Participou ativamente da FEPROSUL e da FETEMS, e esteve à frente da fundação de partidos políticos, associações e sindicatos, sempre com o propósito de valorizar o profissional da educação e fortalecer a democracia.
Na Câmara Federal, destacou-se por seu compromisso com Coxim, trabalhando incansavelmente para alavancar recursos e viabilizar obras que transformaram o município, deixando marcas concretas e simbólicas em sua terra adotiva.


Quem o conheceu sabia: Bira não se limitava ao conteúdo dos livros. Ele ensinava sobre a vida. Ensinava que a ética é o alicerce de qualquer caminho, que a empatia transforma relações e que sonhar não é privilégio de poucos, mas dever de todos. Seus alunos recordam até hoje suas palavras carregadas de entusiasmo e o jeito simples, quase paternal, com que transformava dúvidas em descobertas.
Mas o professor não vivia apenas entre cadernos e quadros. Amava Coxim cada rua, cada rosto, cada amanhecer sobre o Rio Taquari. Sua ligação com a cidade era de pertencimento profundo. Em suas conversas, falava com orgulho da terra onde escolheu ensinar e viver. “Quem ama sua cidade cuida dela, quem ensina nela constrói o seu futuro”, dizia. E foi exatamente isso que fez: construiu futuros.


A política era outra de suas grandes paixões. Bira acreditava na força do diálogo, no poder das ideias e na responsabilidade de participar da vida pública com honestidade e propósito. Era um homem de opinião firme, mas de alma generosa sabia discordar com respeito e lutar com serenidade. Para ele, a política verdadeira não estava nos palanques, mas nas pequenas ações cotidianas que melhoram a vida das pessoas.
Entre família e amigos, era conhecido pelo riso fácil, pela palavra acolhedora e pela presença constante. Amava reunir pessoas, contar histórias, ouvir músicas antigas e celebrar as pequenas vitórias da vida. A família era seu porto seguro, e os amigos, sua segunda casa. Leal e sensível, Bira deixava sempre uma marca: a sensação de que o mundo podia ser um lugar mais leve quando se olhava através de seus olhos.


Sua partida, em 14 de maio de 2018, deixou um silêncio difícil de traduzir o tipo de ausência que ecoa. Mas em cada lembrança, em cada aluno que se descobriu capaz, em cada amigo que ainda cita suas frases, o professor Bira permanece presente. Ele não foi apenas um educador: foi um cultivador de sonhos, um semeador de valores, um homem que acreditava que ensinar é, acima de tudo, um gesto de amor.
Hoje, quando o nome do professor Bira é lembrado nas conversas e memórias de Coxim, ele surge como símbolo de tudo o que há de mais bonito na missão de educar: o compromisso com o outro, a paixão pelo saber e a esperança no futuro.


E talvez essa seja sua maior lição a de que a verdadeira imortalidade não está nas páginas da história, mas na vida das pessoas que tocamos. O professor Bira vive nelas. Vive em Coxim. Vive em cada coração que aprendeu com ele que o conhecimento, quando nasce do amor, jamais se apaga. Se você como eu, de alguma forma teve a vida tocada pela generosidade do eterno BIRA lembre-se dele sempre com carinho e orgulho por ter esse ser humano como parte de sua caminhada. Obrigada BIRA!

 

Bira, o Professor de Todos os Tempos

Na curva mansa do Taquari,
onde Coxim desperta e floresce,
vive o eco de uma voz firme,
de um homem que não esquece.
Professor Bira, raiz plantada,
em solo fértil de amor e missão.
Fez da vida sua sala de aula,
ensinou com o livro e o coração.

Na Escola Pedro Mendes, seu templo,
moldou caráter, acendeu razão.
Mais que fórmulas e teorias,
ensinava ética, afeto e ação.
Entre quadros, cadernos e sonhos,
era guia, era ponte, era chão.

E cada aluno que hoje voa alto,
carrega um pouco de sua mão.
Na política, firme e sereno,
lutou com palavra e esperança.
Do Partido dos Trabalhadores,
trouxe voz, coragem e mudança.
Sabia que o povo era a chave,
que justiça não nasce sozinha.

Falava de ideias com alma,
e fazia da luta uma linha.
Nos gestos pequenos,
plantava futuro com calma e suor.
Para Coxim, sua terra adotiva,
deu tudo: seu tempo, sua cor.
E entre reuniões e discursos,
nunca se ausentou dos amigos.

Conversas longas, café na varanda,
partilhas simples, afetos antigos.
Silvia Helena, amor e alicerce,
a quem chamou de vida e destino.
Nos filhos:  Cíntia, Keli, e Ubirajara Júnior 
espalhou valores como ensino.
Nos netos: Maria, Ana, Alice, Lunna,
Murilo, Théo e Enrico renasce.

Cada riso, cada passo e pergunta,
é um traço do avô que os abraça.
Homem de mãos calejadas,
mas de alma leve como criança.
Carregava o mundo nos olhos,
e no peito, uma eterna esperança.
Partiu em maio, no silêncio,

mas ficou em cada saudade sentida.
Porque há mestres que não se vão:
transformam a ausência em vida.
E Coxim, que o viu semear tanto,
hoje colhe memórias e flor.
Professor Bira não foi só um nome 
foi legado, raiz, amor.



 
]]></description>
				
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 17 Oct 2025 09:03:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[ A medicina sob a Luz de Velas: A Eternidade
do  primeiro médico de Coxim; Dr. Álvaro Fontoura ]]></title>
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				<description><![CDATA[Há histórias que não se escrevem apenas com tinta escrevem-se com gestos, com coragem e com amor. Em cada cidade, há um nome que o tempo escolhe para guardar. Em Coxim, esse nome ecoa com respeito e ternura: Dr. Álvaro Fontoura Silva ( In memoriam) o primeiro médico da cidade, o homem que trouxe a medicina antes mesmo que a cidade tivesse o conforto da modernidade.
Conta-se que, quando Coxim ainda era um vilarejo cercado por rios, matas e esperança, o doutor chegava a cavalo, carregando uma pequena maleta e uma imensa vontade de aliviar a dor. Não havia hospital, não havia luz elétrica apenas o brilho das velas e o firme propósito de servir à vida. E quantos coxinenses nasceram por suas mãos? Quantas vidas foram salvas por ele? quantas segundas chances ele proporcionou? 
Nas madrugadas em que a enfermidade batia à porta, lá estava ele. Às vezes, operando sob a luz bruxuleante de uma lamparina, outras vezes cruzando estradas de terra para atender alguém distante. Cada gesto era uma prece silenciosa, cada vida salva, um milagre que nascia das mãos de um homem e do coração de um médico que fez da vocação um sacerdócio.


Em tempos de carência, ele foi o abrigo.
Em tempos de dor, foi o consolo.
E quando nada parecia possível, era sua presença que reacendia a esperança.
O Dr. Álvaro foi mais do que o primeiro médico de Coxim. Foi o símbolo de uma era em que o conhecimento caminhava junto da fé e em que a medicina era feita com alma, improviso e compaixão. Seu nome tornou-se sinônimo de confiança e respeito, e suas histórias, contadas de geração em geração, hoje se misturam à própria história da cidade.
O tempo passou, a cidade cresceu, e o que era apenas um sonho de interior se tornou referência regional. Hoje, o Hospital Regional Dr. Álvaro Fontoura Silva carrega não apenas um nome, mas uma promessa: a de continuar salvando vidas, como ele um dia começou, com simplicidade, coragem e humanidade.
A família Fontoura, herdeira de sua vocação, manteve viva essa chama. Em cada novo médico, em cada profissional da saúde que leva o mesmo sobrenome, há um reflexo do pioneiro que um dia acreditou que cuidar era o maior ato de amor possível. A tradição médica dos Fontoura é, até hoje, um pilar da saúde em Coxim uma linhagem de compromisso e sensibilidade que honra o passado enquanto constrói o futuro.


E se as paredes do hospital que leva seu nome pudessem falar, contariam histórias de recomeços. Contariam sobre o doutor que nunca recusava um chamado, que escutava a dor antes mesmo que o paciente falasse, e que encontrava na gratidão alheia a força para seguir.
Dizem que os grandes homens não morrem apenas se tornam parte do lugar que ajudaram a construir. E assim é com o Dr. Álvaro Fontoura Silva. Ele vive em cada gesto de cuidado, em cada sorriso devolvido à vida, em cada criança que nasce naquele hospital que eterniza seu nome. Depois dele tantos vieram, mas a história de Coxim se mistura com a sua, eram um só, unidos pela paixão por este lugar.
Porque há médicos que curam o corpo 
Mas há os raros que curam o tempo.
O Dr. Álvaro pertence a essa segunda espécie de eternidade.
E mesmo que as velas tenham se apagado, a luz que ele acendeu em Coxim nunca mais deixou de brilhar.
Obrigada por tudo Dr. Álvaro, seu legado permanece vivo e sua história de amor ao próximo sempre será contada através das palavras e do tempo.
 
]]></description>
				
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 10 Oct 2025 08:47:00 -0300</pubDate>
			</item>
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				<title><![CDATA[Dr. Pedrinho Fontoura: o homem, o rio, o médico]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/dr-pedrinho-fontoura-o-homem-o-rio-o-medico/47202/</link>
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				<description><![CDATA[Há vidas que correm como o rio Taquari silenciosas, constantes, generosas. Assim é a história de Pedro Mendes Fontoura Júnior, ou, como a cidade aprendeu a chamar com carinho e respeito: Dr. Pedrinho Fontoura.
Nascido em Campo Grande, em 8 de novembro de 1953, foi em terras mais ao norte, no coração de Coxim, que plantou raízes profundas, firmes como a margem do rio que tanto ama. Médico por vocação, formou-se pela UFRJ em 1982, mas foi aqui, no calor humano do interior, que fez da medicina mais que uma profissão fez dela um gesto de amor.

Com fala mansa, sempre tranquila, Dr. Pedrinho conquistou não apenas a confiança de seus pacientes, mas a amizade de todos que cruzaram seu caminho. Com um olhar sereno e mãos cuidadosas, atendeu gerações inteiras, sempre com a mesma dedicação de quem enxerga no outro não um número, mas uma vida única, sagrada.
Na lida dos dias, entre consultas e plantões, encontrou seu reduto de paz no rancho à beira do Taquari. Lá, entre uma pescaria e outra, ao som do mato e da água, deixava o tempo correr livre, como menino em férias, como homem em oração. O rio foi seu confidente, o mato, seu abrigo. Ali, Dr. Pedrinho era apenas Pedro um apaixonado por Coxim, por sua gente, por sua terra.


Mas foi na família que ele encontrou seu verdadeiro espelho. Ao lado da companheira de jornada, Deuzilda Nunes da Rocha Fontoura, construiu uma história de amor sereno e cumplicidade. Com os filhos Juliana, Fernando Henrique e Gabriela, colheu o fruto mais bonito de sua existência: a certeza de que viveu para cuidar dos seus e dos outros.
Hoje, aos 71 anos, a vida de Dr. Pedrinho é como uma canoa que singra tranquila pelas águas do tempo, carregando memórias, sorrisos, amizades e gratidão. Um homem que viveu com simplicidade, trabalhou com amor e deixou, em cada canto de Coxim, um rastro de bondade.
E quando o sol se deita por trás das árvores ribeirinhas, e o Taquari canta baixinho sua canção de sempre, é fácil imaginar Dr. Pedrinho ali, com a alma leve, o coração em paz, e um sorriso tranquilo de quem soube, com ternura e coragem, honrar a vida. Há pessoas que não passam pela vida elas permanecem.
Vivem de forma tão serena e verdadeira, que se tornam parte da paisagem, como o velho ipê que floresce toda primavera ou como o rio que segue seu curso, silencioso e sábio. Assim é Pedro Mendes Fontoura Júnior, ou simplesmente, como Coxim aprendeu a chamar com afeto: Dr. Pedrinho Fontoura. Obrigada Dr Pedrinho, sua mansidão e generosidade nos acalentam como colo de mãe. 
 

 

 

O Coração do Rio
 

Para Dr. Pedrinho Fontoura (Por: Glenda Melo)
Na curva mansa do Taquari,
mora um homem de alma leve,
fala calma, olhar de paz,
que aprendeu com o rio
a curar devagar,
a escutar mais do que falar,
a amar com inteireza.
Chamam-no doutor,
mas há quem diga: é mais 
é amigo, é vizinho, é irmão.

É aquele que chega sem pressa,
leva no bolso a ciência,
mas no peito, só o coração.
Entre o nascer do sol e o bater do sino,
ele percorre Coxim como quem acaricia a terra.
Conhece cada rua, cada rosto, cada riso.
E quando o dia se faz pesado,
ele parte pro rancho,
onde o silêncio fala mais alto,
e a alma descansa no colo do rio.

Lá, com vara e paciência,
pescando histórias e memórias,
divide o tempo com os seus fiéis companheiros 
os cães, que o seguem como sombras leais,
guardando não o rancho, mas o coração
de um homem bom.
No terreiro da vida,
plantou três estrelas:
Juliana, Fernando Henrique e Gabriela 
filhos que são seu maior orgulho,
parte do sangue, parte do sonho,
parte daquilo que ele nunca quis deixar de ser:
exemplo.

Ao lado da esposa, Deuzilda,
bordou uma história de amor simples,
feito renda fina: firme, mas delicada.
Com ela, construiu um lar,
onde o afeto é pão e abrigo,
onde o tempo é generoso,
porque é tempo de amor.

E assim ele segue
médico das dores e das ausências,
curador de almas e esperanças,
caminhando sereno pelas margens da vida,
como se cada passo fosse bênção,
como se cada encontro fosse reza.
Coxim o acolheu,
mas ele também a adotou.
Amou-a com o fervor de quem encontra

no lugar certo, o destino exato.
E hoje, a cidade é mais bonita
porque nele pulsa, discreto,
o coração do próprio rio.
 
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 03 Oct 2025 10:01:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Valdeir Simão: Muito Além do Microfone, um Grande Homem]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/valdeir-simao-muito-alem-do-microfone-um-grande-homem/47096/</link>
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				<description><![CDATA[Há nomes que se entrelaçam com a história de uma cidade, como se fossem capítulos vivos de sua memória. Em Coxim, um desses nomes é Valdeir Simão. Jornalista, radialista, cerimonialista, servidor público, pai, marido, amigo, cidadão exemplar. Mais que títulos, ele carrega consigo a essência do que significa amar verdadeiramente uma terra e seu povo.
Desde a juventude, Valdeir mostrou-se diferente. Nos corredores do Instituto Mirim de Coxim, aprendeu cedo que disciplina e solidariedade não são apenas palavras, mas caminhos de vida. Ali, entre estudos e responsabilidades, plantou as sementes da dedicação que mais tarde floresceriam em todas as áreas onde atuou.
 Na Ordem DeMolay, encontrou princípios que lapidaram sua conduta: lealdade, fraternidade, retidão e fé. E não apenas os seguiu: multiplicou-os, trazendo outros jovens para essa senda de valores, mostrando pelo exemplo que a verdadeira grandeza se mede pela capacidade de inspirar.


Seu talento maior, porém, estava na voz. O rádio foi seu templo e também sua trincheira. Aos sábados, na FM Pantaneira, o programa “Sábado da Verdade” não era apenas uma transmissão: era um encontro, uma janela aberta entre Valdeir e a comunidade. Seu microfone carregava a força da informação e a delicadeza da esperança. Sua fala nunca foi fria; era quente, humana, impregnada de respeito. Ele não falava para o povo de Coxim: falava com o povo de Coxim.
Como cerimonialista, revelou outra faceta de sua arte: a de dar forma e voz ao que merecia solenidade. Conduzia cerimônias como quem conduz uma sinfonia, atento a cada detalhe, respeitoso com cada instante. Sua presença era símbolo de confiança, seu discurso, de reverência. Em cada evento, deixava o rastro da elegância e da simplicidade que o definem.
No DETRAN de Coxim, mais uma vez, mostrou que sua grandeza estava nas pequenas coisas: um sorriso oferecido, um gesto de paciência, a palavra educada com que tratava a todos. Para Valdeir, atender alguém era mais do que cumprir uma obrigação profissional: era exercer humanidade. Colegas e cidadãos não viam nele apenas um servidor, mas um amigo sempre disposto a estender a mão.


Porém, sua maior obra não se mede por cargos ou programas. Está no que construiu como pai dedicado, marido amoroso e amigo leal. Quem o conhece sabe da ternura de sua presença em família, do zelo pelos que ama e da firmeza com que protege os seus. Na roda de amigos, é aquele que guarda segredos, que aconselha com sabedoria, que celebra conquistas como se fossem suas. Sempre gentil, sempre educado, sempre generoso. Ah meu irmão o que mais falar de você? até para uma letrista como eu as palavras seriam insuficientes, você é prosa boa, risada garantida, conselho certeiro.
Em Valdeir, Coxim encontra o reflexo de si mesma: acolhedora, forte, resiliente. Ele é a prova de que um comunicador não precisa apenas falar: precisa ouvir, sentir, compreender. Seu compromisso com a verdade, com o respeito e com a comunidade o tornou uma das vozes mais queridas e respeitadas do município.
Sua história não é apenas profissional, é também cultural. É a história de um homem que, com microfones e palavras, com gestos e exemplos, escreveu versos invisíveis no coração da cidade. Versos de lealdade, amizade, cidadania e amor.


E assim, Valdeir Simão se ergue como um símbolo vivo de Coxim. Não apenas porque informa, comunica ou conduz cerimônias. Mas porque ensina, diariamente, que a grandeza de um homem está em servir, em respeitar, em caminhar ao lado de sua gente.
Coxim tem orgulho de chamá-lo filho. E todos que com ele convivem sabem que sua voz ecoará muito além das ondas do rádio, muito além dos eventos que apresentou, muito além das repartições públicas em que trabalhou. Ecoará na memória coletiva da cidade, como a lembrança de um homem íntegro, sensível e profundamente humano.
Nossa Coxim te agradece por tudo Valdeir, siga inspirando, siga nos ajudando com sua leveza nos dias difíceis, siga informando e alegrando, apenas SIGA!

O pequeno grande homem: Valdeir Simão 

Na terra onde o rio descansa sereno,
ergue-se um nome, um coração pleno.
Valdeir Simão, voz de verdade,
eco que veste de luz a cidade.

Menino do Instituto Mirim aprendeu,
que servir ao próximo é dom que cresceu.
Na senda DeMolay firmou seus valores,
honrou princípios, plantou seguidores.

Na rádio, sua fala virou melodia,
“Sábado da Verdade” era encontro, poesia.
Não era só notícia, era abraço no ar,
um fio invisível a todos ligar.

Cerimonialista de gestos solenes,
sabia que eventos são ritos perenes.
Com palavras suaves, mas sempre precisas,
tecia memórias em tardes concisas.

No DETRAN, servidor de respeito e carinho,
mostrava que grande é quem segue o caminho
da gentileza, do simples, do gesto leal,
do homem que sabe ser sempre igual.

Pai que abraça, marido que cuida,
amigo presente, palavra que ajuda.
Na vida privada mostrou o tesouro,
de ser sempre humano, riqueza sem ouro.

Sua marca em Coxim ninguém apagará,
pois mais que um homem, ele é quem fará
da voz uma ponte, do gesto uma flor,
um símbolo eterno de força e amor.

Oh, Valdeir, tua história é canção,
que pulsa no peito e guia a razão.
Coxinense nato, de alma tamanha,
teu nome é legado que a todos acompanha.

E assim, na memória da gente querida,
teu rastro de luz se faz poesia da vida.
Não és só radialista, cerimonial ou irmão,
és parte da alma desta nação.
(Glenda Melo)
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 26 Sep 2025 08:57:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[João Pedro de Figueiredo: o médico que transformou vidas e se tornou parte da história de Coxim]]></title>
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				<description><![CDATA[Em cada esquina de Coxim há memórias que o tempo não consegue apagar. Histórias de vida que permanecem vivas, guardadas no coração da cidade e da sua gente. Entre essas histórias, uma se ergue com a força de um legado: a do Dr. João Pedro de Figueiredo (In Memoriam), médico, pai, amigo, homem público e, sobretudo, ser humano de generosidade rara.
Nascido em 12 de janeiro de 1944, no município de Poconé, no Mato Grosso, João Pedro era o caçula de uma grande família cuiabana, filho de Antenor de Figueiredo, servidor público do Tesouro, e de dona Emília Fernandez de Figueiredo, professora dedicada. Ser o mais novo de catorze irmãos moldou sua personalidade para a convivência, para o cuidado com os outros e para a valorização da família. Cresceu nos corredores simples das escolas públicas, onde aprendeu que o conhecimento é um bem que ninguém pode tirar.
A infância em Poconé foi marcada pela simplicidade, mas também pelo despertar de sonhos maiores. Mais tarde, a família mudou-se para Cuiabá e, em 1968, para Campo Grande. Foi nesse ambiente de transformações que João Pedro descobriu a vocação que guiaria toda a sua existência: a Medicina. Em 1970, ingressou na primeira turma do curso de Medicina da Universidade Estadual de Mato Grosso, tornando-se parte de uma geração pioneira.



Formou-se em 1976 e, já no ano seguinte, uniu sua vida à de Virgínia de Barros Figueiredo, sua esposa, companheira fiel, amiga de todas as horas. Juntos construíram uma família sólida e amorosa, marcada pelo exemplo e pelo afeto. O primogênito Renato seguiu a carreira militar, a filha Beatriz abraçou a Farmácia e a Bioquímica, e Amanda, a caçula, encontrou sua vocação na Arquitetura. Cada um deles levou adiante, a seu modo, o espírito de dedicação e seriedade herdado do pai.
Especializou-se em Ginecologia e Obstetrícia em 1978, e logo recebeu o convite que mudaria sua trajetória: vir para o interior do Estado, mais precisamente para Coxim, onde seu colega e amigo, Dr. Léo Mendonça do Amaral, havia construído um pequeno hospital. Foi assim que João Pedro desembarcou em uma cidade que o adotaria como filho.
Coxim encontrou nele muito mais que um médico. Encontrou um amigo, um conselheiro, alguém que sabia ouvir e que sabia acalmar. Ao longo de décadas de trabalho, Dr. João Pedro foi responsável por trazer ao mundo incontáveis vidas, tornando-se parte da história íntima de inúmeras famílias. Em cada nascimento, em cada gesto de cuidado, em cada palavra de conforto, estava presente sua marca: a serenidade e a empatia que o definiam.
Em 1990, já consolidado na profissão, buscou novos horizontes na Medicina, especializando-se em Ultrassonografia. O olhar clínico ganhou ainda mais precisão, e o cuidado, mais profundidade. Atuou em hospitais fundamentais de Coxim: Santa Casa, Regional e Cassems, sempre reconhecido por sua dedicação e humanidade.
Mas João Pedro não se limitou à Medicina. Ele entendia que cuidar de uma comunidade vai além do consultório. Assim, também se dedicou à vida pública. Em 2000, foi eleito vice-prefeito de Coxim, e em 2010, vereador, sendo agraciado com o título de Cidadão Coxinense, uma honraria que apenas confirmou aquilo que o povo já sentia: João Pedro era parte indissociável da cidade.


Ao longo de sua vida, construiu laços sólidos com colegas de profissão, sendo admirado por sua postura ética, pelo respeito com que tratava cada trabalhador da saúde e pela humildade de quem sempre soube que a Medicina é uma missão de servir. Entre a população, sua imagem ficou para sempre ligada ao cuidado e ao carinho. Muitos o lembram como o médico que trouxe seus filhos ao mundo, outros como o amigo que oferecia uma palavra de conforto nos momentos de dor.
Infelizmente, em 2 de agosto de 2021, João Pedro de Figueiredo partiu, em Campo Grande, vítima de complicações decorrentes da Covid-19. A notícia trouxe luto, mas também trouxe a certeza de que sua vida havia sido profundamente significativa. O vazio que deixou é proporcional ao bem que realizou.
Hoje, seu nome continua ecoando em Coxim como sinônimo de confiança, respeito e amor à vida. Sua trajetória é lembrada não apenas como história individual, mas como parte da identidade cultural da cidade. Cada família que guarda no coração a lembrança de um parto, de um diagnóstico preciso, de uma consulta que trouxe esperança, mantém vivo esse legado.
Dr. João Pedro de Figueiredo (In Memoriam) não foi apenas um médico, foi um humanista, um construtor de histórias, um elo entre gerações. Sua vida nos mostra que o verdadeiro patrimônio de um homem é aquilo que ele deixa no coração das pessoas.
Virgínia, seus filhos e todos os que com ele conviveram continuam a honrar sua memória. E Coxim, cidade que ele escolheu para chamar de lar, o eterniza como parte de sua história cultural e humana. Porque certas vidas, quando vividas com tanto propósito e amor, não se apagam nunca: permanecem acesas como estrelas que iluminam o caminho de quem fica. Seu legado é imortal Dr. João, obrigada por tudo!!!!
 



Eterno no coração de Coxim: O médico do Amor Dr. João 

Na terra que escolheu como destino,
plantou raízes de cuidado e ternura.
Fez da vida o ofício divino,
curando dores, trazendo a cura.

Em cada nascimento, uma esperança,
em cada olhar, a calma de um guia.
Deixou no povo a doce lembrança
de um médico que também era poesia.

Não partiu, apenas se fez memória,
gravado em ruas, famílias, canções.
Seu nome vive, escrito na história,
eterno no peito de gerações.

E Coxim, que o chama de filho querido,
abraça sua luz com respeito e amor.
João Pedro de Figueiredo ...
para sempre será médico, amigo e mentor.
 (Glenda Melo)
 
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 19 Sep 2025 09:34:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[GLENDA DE MELO OLIVEIRA: Alma de uma Fênix - A menina que descobriu as palavras]]></title>
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				<description><![CDATA[Um dia, em terras pantaneiras, a menina que descobriu as palavras, se tornou uma vendedora de sonhos, e de par em par, através de jornais impressos, foi imortalizando os artistas coxinenses espalhados por essa poética e histórica terra de Zacarias e Spengler. Ela, sem dúvida, é a mulher-fênix que nasceu e que renasceu neste empoeirado chão de giz e de cera.
Como uma escriba, a nossa “Clio-Calíope”, às vezes empunha na mão esquerda uma trombeta e na direita um livro, outras vezes pergaminhos e penas que fez, das tintas sobre o papel, rememorar Coxim. Ela vem laureando de história, de arte e de cultura, e contribuindo com aquele que é o maior portal diário de notícias da região norte do estado de Mato Grosso do Sul, e um dos mais importantes canais de informação do nosso referido estado. 


Quando seus pais resolveram dar nome à menina, pensaram: Glenda, “aquela que vem do vale”, outrora inspirados na concepção de que, das margens de um vale, o do Taquari, surgiria, como as bromélias e as orquídeas, a menina-flor que encantaria Coxim com os seus dons, talentos e atributos. Seu nome, em outra raiz etimológica, tem o poder de evocar a tríade: pureza, bondade e encanto.  A nossa nova “Guerreira Guaicuru” nasceu no dia 11 de março de 1977 em Coxim, uma pisciana do último signo e do último decanato do zodíaco, que veio a nós, surgindo tal qual um verso ouro de um poema existencial da mais pura e original coxinidade. 


Seu perfil, na rede social, estampa a beleza e o brilho hexagonal desta joia singular em seu ofício, habilitação, paixão, sabor, carinho e arte: Jornalista, formada em letras pela UFMS, apaixonada pela escrita, por café, por Dogs e Fotografia.  Sua rede social favorita, nos faz perceber também que seu amor pela “Mãe Coxim” beira uma Coxinolatria, para ela a “Terra do Cedro” é fonte de versos e rimas, e ela de corpo e alma a deseja “ensolarada e quente”. De uma imaginação fértil, de mente transformadora e de espírito revigorado ela palmilha por aí, de tênis, roupas leves, com os braços livres, solta e firme nas suas convicções.


Filha do casal Arnaldo de Oliveira e Luci Melo. Dizem por aí, que do pai ela herdou o coração prestativo e a vontade de deixar a vida a levar; da mãe, uma paixão incomensurável pela escrita e pelo idealismo. A menina Glenda é mesmo especial, veio de uma gravidez gemelar, situação única e notável, uma dupla celebração a vida em família. Seu nascimento não foi apenas um marco biológico, emocional, espiritual ou social, mais um verdadeiro sinal de um favor divino, dividindo (com sua irmã gêmea Gleide de Melo Dalvalhas) os seios de uma mãe gentil. Aliás, Gleide sempre lhe foi parceria, apoio e conexão. A irmã Glauce foi a primeira a chegar, e 5 anos depois a vinda das gêmeas completou o lar da família “Meloliveira”.


A pisciana “Glendamour”, de alma alvinegra escolheu um time paulista como o seu time do coração, o Corinthians. A jornalista eclética, ativista das causas feministas, das culturais e das educacionais, encontrou um motivo para alcançar seus voos e sentir as aspirações do coração, e a faculdade de Letras em Coxim lhe caiu como uma luva. Buscou na história referências, e encontrou mulheres fortes, ousadas, destemidas e dentre elas a artista plástica Frida Kahlo lhe apontava uma semelhança trajetória, de concepções e ideais.  Não demorou para tatuar a imagem de Frida em umas das pernas e como Frida foi capaz de montar, através do tempo e do espaço, o seu próprio autorretrato. No quarto de Glenda, o quadro de Frida, objeto que ganhou de presente, é um item decorativo obrigatório. 


Do México também lhe veio a inspiração para, na perna direita, tatuar a caveira mexicana, símbolo filosófico e ideológico da efemeridade, uma lembrança de que a vida é um sopro e que nunca devemos nos considerar melhor do que ninguém. Suas tatuagens marcam sua história de vida: a causa feminina, o engajamento político (filiada desde muito cedo e possuidora de uma residência-comitê), a defesa e o respeito pelas plantas e animais. Em seu braço direito, a máquina fotográfica denuncia a paixão pelos registros, a borboleta, seu símbolo da transformação e, as mulheres, que tem lugar especial no seu corpo, se misturam e se conectam com sabores, com flores e com palavras. De sangue nobre, neta do inesquecível Gediel Leitão de Melo, o homem que enquanto dedicava sua vida a colecionar amigos e a garimpar palavras, sua amada esposa Bercholina Vieira de Melo, avó de Glenda, fiava amizades e costurava sonhos em terras do sul do antigo Matogrosso. 


No auge de sua juventude recebeu duas dádivas do céu, preciosidades de valor inestimável, que embalou em seu colo de mãe, carregou em seu peito e que levará para sempre no coração, as filhas Maria Clara Oliveira Miranda e Elis Cristine Oliveira Miranda. 
Quem conhece a nossa “flor de camalote” sabe que ela tem a magia de fazer amigos e, por eles, dá a vida. Para ela, o lado esquerdo pulsa mais intenso. Sua personalidade é rocha forte, só faz o que o seu coração manda, ama o black, adora o rock, e faz leitura de tudo, do soft ao hard. Seu celular, parceiro de todas as horas, hoje é a sua principal fonte de leitura diária. Para ela quem faz uma boa ação não precisa ficar mostrando para ninguém, o que uma mão faz, que a outra não saiba. Seus atributos familiares são conhecidos em casa, é parceira, amorosa, cuidadosa, autêntica, e para defender os seus, não foge de uma boa briga. Pensa numa mulher de coragem, de fibra e resiliência. Um dia, decidiu ir para a capital e lá fez carreira brilhante, mas o imã de Coxim a atraiu, fazendo jus ao mais conhecido ditado popular coxinense: quem come cabeça de pacu não vai embora de Coxim. Pode até ir, mas sempre volta. É bem verdade, tanto que em 2021, Glenda fez as malas e retornou à sua terra natal. Aqui, ela vem reconstruindo a sua história, vencendo desafios, colocando maestria em tudo o que predispõe a fazer e, consequentemente, obtendo grandes conquistas e vitórias pessoais.  Mãe Coxim a recebeu de volta de braços abertos, beijou-a na face e a acolheu e o povo dessa terra está aprendendo todos os dias a glendamar.

 

 




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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 12 Sep 2025 09:07:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Werther de Araújo: o médico Coxinense que colocou no mundo 20.000 vidas ]]></title>
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				<description><![CDATA[Nascido em Coxim, no coração do Pantanal sul-mato-grossense, Werther de Araújo não é apenas um filho da terra: ele é parte da memória viva de sua gente. Aos 73 anos, sua trajetória é feita de trabalho, amor e entrega incondicional à vida. São 46 anos de profissão, dedicados a um ofício que vai além da medicina, um chamado que se transformou em missão.
Desde cedo, Werther demonstrava um olhar curioso e atento para o mundo. Cresceu cercado pela simplicidade pantaneira, onde cada gesto tinha valor, onde cada vida importava. Talvez por isso tenha escolhido a medicina: porque enxergava nela a possibilidade de transformar dores em esperanças e silêncios em choros de alegria.
Ao longo de quase meio século, Dr. Werther ajudou a escrever uma das páginas mais bonitas da história de Coxim: foi ele quem recebeu nas mãos mais de 20 mil crianças, que hoje caminham pelas ruas da cidade, crescem, trabalham, formam famílias e mantêm viva a herança de quem os trouxe ao mundo. Cada nascimento, para ele, nunca foi apenas mais um. Era único, especial, carregado de emoção.
As mães que passaram pela sua sala de parto encontraram mais do que um profissional técnico: encontraram serenidade, confiança e humanidade. Seu jeito calmo em momentos de dor, sua voz firme em instantes de desespero e sua presença constante nos instantes decisivos fizeram dele um símbolo de segurança para toda a comunidade.
Além dos partos, Werther também se destacou em mais de 400 cirurgias ginecológicas, sempre com cuidado, precisão e respeito às mulheres que o procuraram. Ele não apenas tratava corpos: ele cuidava de histórias, de famílias, de futuros. Sua profissão nunca foi um emprego, mas um sacerdócio.
Cada vida salva, cada bebê recebido, cada cirurgia bem-sucedida compõe uma biografia que se confunde com a própria história de Coxim. Não há praticamente família na cidade que não tenha uma lembrança, uma foto, uma história ou uma gratidão relacionada ao nome de Dr. Werther.
Quando olha para trás, ele não contabiliza apenas números embora impressionantes, como os mais de 20 mil partos , mas sim vidas. Cada nascimento se transformou em uma memória que pulsa nos corações das famílias. Seu legado é tecido com fios de esperança, coragem e humanidade.


Dr. Werther representa a resistência dos que nunca desistiram de lutar pelo próximo, mesmo nos dias mais difíceis. Representa o consolo das mães aflitas, a esperança dos pais ansiosos e o primeiro sopro de vida de gerações inteiras.
Hoje, Coxim reconhece que Werther de Araújo não é apenas um médico. Ele é um patrimônio humano, um guardião da vida, um construtor silencioso da história da cidade. Sua biografia é uma homenagem a todos os que escolheram servir e, sobretudo, amar aquilo que fazem.


]]></description>
				
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 12 Sep 2025 08:51:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Isac Zampieri: O artista que transformou a vida em palco e a
cultura sul-mato-grossense ]]></title>
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				<description><![CDATA[A história de Isac César Nunes Zampieri Cardoso, ou simplesmente Isac Zampieri, é também a história de um pedaço da cultura de Mato Grosso do Sul. Filho de Leonardo Cardoso e Dayse Nunes Zampieri Cardoso, Isac nasceu em Campo Grande, mas carrega no coração a essência de Terenos, terra onde cresceu e descobriu, ainda menino, a força do imaginário e da arte.
Seu primeiro contato com o teatro não veio dos palcos tradicionais, mas do circo. Encantado pelas apresentações que se seguiam ao “globo da morte”, Zampieri entendeu cedo que o choro provocado por uma peça era tão legítimo quanto o riso. Entre brincadeiras no quintal de casa, transformado em picadeiro com lençóis improvisados, Isac ergueu seu primeiro “circo” e aprendeu que a arte é, antes de tudo, invenção e coragem.
A juventude levou-o por cidades como Miranda, Rio Brilhante e Campo Grande. Em cada lugar, um novo estímulo artístico: grupos amadores, professores visionários e a efervescência cultural da época. Nos anos 1980, encontrou no Grupo Teatral Alma de Circo seu primeiro espaço profissional e, a partir daí, nunca mais se afastou completamente dos palcos.


Mas foi nos anos 1990, já como ator do Teatral Grupo de Risco (TGR), que sua trajetória se consolidou. Em parceria com Dagô, criou a esquete “Rubens Artaud”, espetáculo que se tornaria divisor de águas na sua carreira. A peça percorreu o Brasil por uma década, arrebatando plateias de Curitiba a Recife, de João Pessoa a Vitória, acumulando 14 premiações e marcando o nome de Mato Grosso do Sul no cenário nacional do teatro.
No palco, Zampieri não apenas interpretava personagens: ele provocava, emocionava e fazia do corpo e da voz instrumentos de poesia. Fora dele, sustentava a luta diária de artistas independentes, carregando cenários nas costas, sobrevivendo de pipoca fiada e oficinas de teatro, mas sem nunca abandonar a crença no poder transformador da cultura.
Entre os personagens, festivais e dificuldades, o ator foi acompanhado por amigas e parceiras como Ramona Rodrigues e Conceição Leite, que dividiram não apenas palcos, mas sonhos. Cada apresentação era também uma celebração coletiva da resistência cultural.


Isac não se limita à atuação. Professor, geógrafo por formação e poeta por essência, espalhou sua paixão pela arte em oficinas e intervenções culturais, muitas delas no Centro Cultural Aracy Balabanian, onde formou gerações. Sua atuação extrapola a cena: é uma defesa viva da identidade sul-mato-grossense, da memória coletiva e da capacidade de se reinventar.
Hoje, menos atuante do que nos anos de glória com o TGR e sua própria companhia URUATO  Cia Guaicuru de Artes, Zampieri continua presente. Seja em pequenas intervenções poéticas, em projetos como “Águas” e “Caminhos de Ferro”, ou na intenção de remontar o inesquecível “Rubens Artaud”, seu nome permanece ligado à história cultural do Estado.
A trajetória de Isac é, acima de tudo, uma homenagem à persistência artística. É o testemunho de que o teatro sul-mato-grossense existe porque artistas como ele se dedicaram a erguer cenários mesmo quando não havia palco, a emocionar plateias mesmo quando não havia estrutura, a transformar a vida em arte mesmo quando faltava pão na mesa.
Isac Zampieri segue vivo, atuante e resistente. Seu maior papel, talvez, seja esse: o de provar que a cultura de Mato Grosso do Sul é indestrutível quando encontra artistas que a carregam no peito como ele.

Isac, o palco da vida

Nasceu em Campo Grande,
mas o coração bateu em Terenos,
terra que moldou menino,
onde o quintal virou circo
e o sonho aprendeu a ter lonas de lençol.

No brilho do picadeiro improvisado,
descobriu que chorar também era arte,
que um olhar podia ser poema
e um corpo inteiro, personagem.

Caminhou por Miranda, Rio Brilhante,
entre escolas, clubes e praças,
carregando no peito a chama do teatro,
mesmo quando o destino o empurrava
para outras profissões, outras estradas.

Até que os palcos se abriram de vez,
e o Brasil conheceu seu grito,
em “Rubens Artaud” e tantos mais,
onde a voz sul-mato-grossense
ecoou em festivais, prêmios e aplausos.

Isac, artista de mil faces,
professor, poeta, resistente,
carregou cenários nas costas,
dividiu pão e pipoca fiada,
mas nunca deixou de acreditar
que a arte salva, cura e renasce.

Hoje, menos no palco, mas sempre presente,
seu corpo ainda dança memórias,
sua alma ainda sopra poesia,
seu nome já é história,
um patrimônio vivo de Mato Grosso do Sul.

Isac Zampieri,
homem de carne e sonho,
que fez da vida espetáculo,
e do espetáculo, eternidade.


 
]]></description>
				
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 05 Sep 2025 09:23:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Clarisse Rondon: a eterna mestra que fez
história em Coxim]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/clarisse-rondon-a-eterna-mestra-que-fezhistoria-em-coxim/46753/</link>
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				<description><![CDATA[Em cada sala de aula de Coxim ecoa, ainda hoje, a memória de uma mulher que dedicou a vida a ensinar, formar cidadãos e transformar destinos: professora Clarisse Rondon, uma das maiores referências da educação no município e cujo legado permanece vivo, mesmo após sua partida.
Nascida em uma época em que o acesso ao conhecimento era limitado, Clarisse tornou-se uma das pioneiras do ensino na região. Com disciplina, carinho e firmeza, ela atravessou gerações ensinando não apenas a ler e escrever, mas também a valorizar o respeito, a ética e a responsabilidade.
Em entrevista concedida em 1998 ao jornal Folha do Pantanal, por ocasião do centenário de Coxim, Clarisse Rondon revelou detalhes de sua trajetória marcante. A professora iniciou sua carreira lecionando ainda jovem e logo se destacou pela dedicação e amor à profissão.


Foi no Grupo Escolar Clóvis Hugney de Rondon, mais conhecido como C.A.RICE, que Clarisse escreveu grande parte de sua história. A escola, que funcionava onde hoje está a Prefeitura Municipal, se tornou símbolo de uma geração que teve a honra de ser alfabetizada e formada sob sua orientação.
Naquele tempo, lembra-se Clarisse, o ensino primário era exigente e carregado de responsabilidades. Os alunos aprendiam não apenas os conteúdos formais, mas também valores para a vida. E foi com esse espírito que ela formou inúmeros cidadãos, alguns deles que mais tarde se tornariam figuras públicas de destaque no município e no Estado.


A professora dedicou 35 anos de sua vida à educação em Coxim. Nesse período, exerceu também cargos de direção escolar, sempre sendo respeitada por sua postura firme, mas acolhedora. Questionada sobre o momento em que se sentiu mais feliz, Clarisse foi categórica:
“Quando eu lecionava. Depois, fui promovida a diretora, mas fui afastada. Todos têm muita consideração por mim.”
Sua modéstia refletia a grandeza de quem sabia que sua missão maior estava na sala de aula, frente aos alunos, onde cada conquista de aprendizado era também sua vitória pessoal.
Mesmo após se aposentar, Clarisse nunca deixou de valorizar a educação. Ao ser perguntada sobre o que desejava para os professores das novas gerações, ela deixou um conselho que continua atual e necessário:
“Que tenham dedicação e amor. Que ensinem às crianças para que obtenham um futuro melhor.”
Palavras simples, mas que traduzem toda a essência de sua vida: ensinar era mais do que uma profissão, era vocação.

Um legado que nunca se apaga
No ano em que Coxim celebrava seu centenário, em abril de 1998, Clarisse foi homenageada como uma “lenda viva do ensino”. Hoje, mais de duas décadas depois, sua imagem segue gravada na memória de ex-alunos, colegas de trabalho e familiares que se orgulham de sua trajetória.
Professora Clarisse Rondon já não está fisicamente entre nós, mas seu legado permanece eterno. Cada cidadão que aprendeu com ela carrega um pouco de sua sabedoria, de seu carinho e da sua crença no poder transformador da educação.
Se Coxim cresceu, desenvolveu-se e formou gerações de profissionais, muito disso se deve ao trabalho silencioso e dedicado de mestres como Clarisse Rondon. Uma educadora que não apenas ensinou, mas marcou corações.
 

CLARISSE, ENSINAMENTOS DE AMOR

Clarisse, mestra serena,
na lousa deixou sua luz,
guiou crianças com ternura,
ensinando o caminho da cruz.

Foram anos de pura entrega,
na escola, no gesto, na voz,
plantou saber e esperança,
formou o futuro de todos nós.

Com giz nas mãos escrevia,
mais que letras, lições de viver,
mostrou que o ensino floresce
quando há amor em querer.
No coração de Coxim ficou viva,
como estrela a brilhar na memória,
seu nome se fez eternidade,
sua vida tornou-se história.

E hoje, mestra querida,
mesmo ausente em presença e chão,
seu legado é semente infinita,
que germina em cada geração. (Glenda Melo)
 
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 29 Aug 2025 08:56:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Célio Mendes Mourão: entre sonhos,
arte e memórias de Coxim]]></title>
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				<description><![CDATA[Há vidas que se entrelaçam com a própria história de uma cidade. Célio Mendes Mourão, nascido em 23 de agosto de 1944, em Coxim, é uma dessas figuras que parecem carregar nos ombros não apenas a memória de sua família, mas também os fragmentos de uma época, de uma cultura e de uma cidade que cresceu junto com ele.
Filho de Antônio dos Santos Mourão (Tonico Mourão), vereador e presidente da Câmara Municipal, e de Francisca Mendes Mourão, professora dedicada, Célio conheceu cedo as trilhas da vida rural. Viveu a infância na Escola rural da estrada da ponte, onde sua mãe lecionava em uma sala multiseriada, espaço simples, mas cheio de saber. Ali, ao lado dos irmãos Ribas, Célia e Sueli, experimentou a beleza dos primeiros dias da infância coxinense, marcada pelo cheiro da terra, pelo som do rio e pela simplicidade dos encontros.
A vida, no entanto, lhe mostrou cedo as arestas da dor. Em 1954, a perda repentina do pai o levou, junto com a mãe e irmãos, a viver na casa da avó Dona Antonia Mendes, boleira de mãos de ouro, famosa em toda a cidade. E foi nesse mesmo ano, quando completava dez anos, que viveu um episódio que marcaria sua trajetória: ao se aproximar de uma jaula de circo, foi atacado por uma onça pintada. Salvo pela coragem dos meninos Adão e Erasmo Mourão, Célio sobreviveu, carregando no corpo e na alma as marcas de uma luta improvável entre a fragilidade da infância e a força da natureza.


A partir dali, sua vida seguiu em outros caminhos. Estudou em Monte Aprazível-SP, passou por Campo Grande, aventurou-se nos livros e nos cursos de Química Industrial, Magistério e Análises Clínicas. Mas o que pulsava em seu coração era a arte, e ela não se deixou silenciar.
Autodidata, Célio costurou sonhos com agulhas, linhas e tecidos. Foi cabeleireiro requisitado, artesão de beleza e de momentos: arrumava noivas, decorava igrejas, criava fantasias para blocos de carnaval. O artista nascia e renascia em cada detalhe, seja no vestido de casamento, no bolo confeitado ou nos enfeites que transformavam a simplicidade em espetáculo.


Morou um tempo em São Paulo, onde recebeu o convite de trabalhar com Clodovil, renomado costureiro e antigo colega de escola. Preferiu, no entanto, guardar sua arte em Coxim, onde floresceu em cores, texturas e criatividade.
Nos carnavais da cidade, foi figura ilustre. Produzia suas próprias fantasias, que chamavam atenção pela originalidade e muitas vezes lhe rendiam prêmios das mãos do então prefeito Silvio Ferreira.
Célio também pintou quadros, experimentou telas, tintas e pincéis. Dedicou-se a trabalhos manuais em fuxico, confeccionando blusas e colchas, bordando pedaços de vida em cada costura.


O tempo, com suas exigências, trouxe limitações físicas. Célio caminhou com auxílio de um andador, mas não perdeu o gosto de viver. Morou com a irmã Célia Mendes Mourão, rodeado da família, ouvindo diariamente a FM Pantaneira, de onde recolhe notícias, músicas e lembranças.
Manteve alguns rituais que o tornaram ainda mais humano e próximo: fumava seus seis a oito cigarros diários, apreciava o copo americano de boa cachaça e, sobretudo, manteve a serenidade de quem entende que a vida é passagem, mas a memória é eternidade.
Para Coxim, Célio não foi apenas um artista; foi parte da paisagem afetiva da cidade. Foi testemunha viva de transformações, guardião da cultura popular e exemplo de que a verdadeira arte não está no diploma, mas na coragem de ser quem se é.
Ele mesmo deixou um pensamento que ecoa como herança:
“Sonhe muito, sonhe alto. Faça tudo o que quiser; seja você sempre, sem mascarar aquilo que você é. Seja tolerante, respeite você mesmo e, por consequência, virá o respeito a todos e a tudo.”

CARNAVAIS, LINHAS E CORES 

No ventre do rio nasceu um menino,
filho da terra, do povo, do destino.
Cresceu entre livros, farinha e saudade,
guardando em seus olhos a luz da cidade.

A vida lhe trouxe dor e ferida,
uma onça marcou-lhe o corpo e a vida,
mas em vez de temer, seguiu resistindo,
na arte encontrou seu eterno abrigo.

Com linhas, tecidos, bordados e cores,
fez da costura um jardim de amores.
Em noivas, em festas, no riso, na rua,
Célio bordava a beleza da lua.

Carnavais lembram seu passo brilhante,
fantasias vivas, sonho constante.
Cada fuxico, colcha ou pintura,
carrega sua alma, sua assinatura.

Hoje caminha com passos mais lentos,
mas sua memória é vento nos ventos.
Um copo de cachaça, o rádio ligado,
um homem sereno, de vida marcado.

Célio, artista de alma tão plena,
és parte da história, és nossa cena.
Em Coxim ficas vivo, eterno irmão,
teu nome bordado no coração.
(Por: Glenda Melo)
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 22 Aug 2025 08:47:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Célia Mourão: A professora que fez da palavra um legado e de Coxim sua eterna sala de aula]]></title>
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				<description><![CDATA[Há vidas que passam por nós como rios silenciosos: refrescam, nutrem e seguem seu curso. Mas há vidas que, ao nos atravessarem, deixam marcas profundas, impossíveis de serem apagadas. Assim foi a vida de Célia Mourão, professora, amiga, mulher de cultura e de afeto, que escreveu sua história com a mesma delicadeza com que escrevia no quadro de giz palavra por palavra, gesto por gesto, sempre com o cuidado de quem sabe que ensinar é também amar.

Desde os 15 anos de idade, Célia já habitava o território sagrado do saber. Jovem, mas madura na vocação, ela encarava as salas de aula como templos onde se celebrava a língua portuguesa não apenas como gramática, mas como música, como identidade, como ponte entre sonhos e realidades. Nas carteiras de madeira, diante de olhares curiosos ou tímidos, ela não via apenas alunos, mas histórias em construção. E acreditava em cada uma delas.

Nascida em um lar de raízes profundas no Norte de Mato Grosso do Sul, Célia era prima do saudoso compositor Zacarias Mourão. Nele, corria a música; nela, corria a palavra. Ambos tinham em comum o dom de traduzir em arte o que o coração sentia e o que a terra inspirava. Era como se cada verso dele encontrasse eco no modo como ela declamava um poema em sala, ou explicava a força de um texto, ou incentivava um jovem a escrever a sua própria história.

Mas Célia não se limitava ao quadro negro. Amava Coxim como se fosse extensão de si mesma. Conhecia seus cantos, suas águas, suas festas, suas lendas. Guardava em si a lembrança das tardes ensolaradas às margens do rio, das feiras de rua, dos encontros culturais onde seu riso e sua presença eram indispensáveis. E quando a música começava, era como se uma chama se acendesse: seus passos firmes e leves ao dançar polca paraguaia revelavam uma alma que compreendia a importância de manter vivas as tradições.
No coração de muitos coxinenses, há hoje memórias vivas:
Da professora que corrigia com firmeza, mas com ternura.
Da mulher que ouvia mais do que falava, mas que, quando falava, ensinava sempre.
Da amiga que, com um café passado na hora, abria a porta para boas conversas, para partilhar um livro, um sonho ou até um silêncio.

Gentil, culta, próxima de todos, Célia foi mais do que docente: foi formadora de caráter, semeadora de autoestima, incentivadora de talentos. Muitos dos que passaram por suas aulas hoje são advogados, médicos, professores, escritores, pais e mães que ainda repetem aos filhos alguma lição aprendida com ela seja sobre vírgulas ou sobre a vida.
Seus anos de dedicação à educação e à cultura são parte do patrimônio invisível de Coxim, aquele que não se ergue em prédios ou monumentos, mas que vive na fala, no pensamento e no coração das pessoas. E isso ninguém tira.

Sua partida deixou um silêncio profundo. Mas também deixa um eco, eco que se ouve sempre que alguém daqui se orgulha de falar bem, de escrever com clareza, de amar sua terra e sua história. Porque uma professora nunca se despede: ela se multiplica em cada vida que tocou.

Coxim chorou e, ao mesmo tempo, agradece. Chora a ausência física, mas agradece o privilégio de ter convivido com uma mulher que, com passos de polca e palavras bem colocadas, construiu um legado que o tempo não apagará.

E talvez, se fecharmos os olhos, possamos vê-la, leve, sorridente, dançando ao som de uma polca paraguaia, como se cada passo fosse uma sílaba, compondo uma poesia eterna. No canto dos pássaros, no correr do rio, no cheiro do café, no riscar do lápis sobre o papel, ali estará Célia Mourão, a professora que transformou vidas com palavras e que fez da própria vida uma aula de humanidade.
 

Lição Eterna

No quadro negro da vida
Teu giz era luz e cuidado,
Transformando cada palavra
Num gesto doce, sagrado.

Desde menina, aos quinze anos,
Tinhas no olhar o dom de ensinar,
Não só a língua e sua beleza,
Mas o sentido de sonhar.

Prima de versos e melodias,
Do sangue de Zacarias, herdeira,
Tinhas a música nas palavras
E a poesia na vida inteira.

Amavas Coxim como se ama um filho,
Com o orgulho de quem sabe o valor,
E dançavas polca paraguaia
Como quem dança com o próprio amor.

Eras amiga, guia, conselheira,
Porto seguro em qualquer estação,
Deixaste em cada aluno
Um pedaço do teu coração.

Agora, o silêncio te envolve,
Mas não apaga tua voz,
Pois toda lição verdadeira
Permanece dentro de nós. (Glenda Melo)
 


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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 15 Aug 2025 09:15:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Geraldo Mochi: O Poeta Que
Plantou Versos e Cedros no Coração de Coxim]]></title>
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				<description><![CDATA[Há homens que passam pela vida como um sopro. Outros, como um vendaval. E há aqueles raros, como Geraldo Mochi, que fincam raízes fundas no solo da memória coletiva, florescendo em poemas, árvores, vozes de rádio e nomes de ruas. Homem de palavra  no verbo e no valor ele não viveu apenas: declamou sua existência em versos.

Geraldo nasceu em Itápolis-SP, no dia 5 de abril de 1938. Filho de Antônio e Luiza, cresceu rodeado de irmãos e afetos, entre as rimas dos livros escolares e as poeiras das estradas do interior. Foi ainda menino quando se apaixonou pela poesia, declamando “O Trabalho”, de Olavo Bilac, no “Grupão do Jatobazeiro”. Já aos 11, rabiscava os primeiros versos que mais tarde se transformariam em herança literária para gerações futuras.

Com 15 anos, tomou o caminho das boiadas e das longas viagens, conhecendo estados, gente e histórias que viriam a inspirar seus textos. Aos 18, já empunhava o volante dos caminhões que cruzavam os rincões do Brasil, enquanto o coração seguia apaixonado por Amélia  a morena de olhos verdes, musa de seus primeiros sonetos de amor. Casaram-se em 1961 e tiveram cinco filhas, cada uma herdeira do lirismo e do afeto desse gigante de alma gentil.
Radialista, político, empreendedor, agricultor e, acima de tudo, poeta. Geraldo Mochi foi um múltiplo em um só. Em Campina da Lagoa-PR, onde viveu por mais de duas décadas, foi vereador por três mandatos consecutivos, ajudou na emancipação da cidade e escreveu, ao lado do maestro Sisenando, o hino local. E foi de lá que partiu para Coxim, terra que o acolheu e a quem ele entregou o coração.
Em 1980, chegou a Coxim e não demorou a deixar sua marca. Fundou a Associação Comercial, cultivou bananais e seringueiras na Fazenda Bom Jesus, e foi premiado como o melhor vendedor de tratores da região. Mas seu maior feito talvez tenha sido na seara da cultura: criou e apresentou por mais de 30 anos o programa “Geraldo Mochi Show”, que depois se tornou “Resgatando Valores e Pescando Talentos”. Um verdadeiro palco radiofônico para talentos locais e um altar para a memória sertaneja.
Foi amigo pessoal de Zacarias Mourão e testemunha viva da história da canção “Pé de Cedro”  que nasceu nas terras e mesas de Coxim, e alçou a cidade ao estrelato nacional. Foi através de Geraldo que a música ganhou nova vida, novos significados, e se tornou símbolo de uma identidade que pulsa até hoje entre cedros e esperanças.

Geraldo era desses que sabiam ouvir o silêncio do campo e transformá-lo em poesia. Plantou cedros nas praças, cultivou afetos nas ondas do rádio e semeou versos nas escolas, onde era presença querida pelas professoras e alunos que bebiam de sua sabedoria com olhos brilhantes. Sua poesia “Bom mesmo é Coxim” tornou-se quase um grito de pertencimento, um lema cantado por todos.
Foi um incentivador de talentos: promoveu festivais de calouros e foi quem, lá atrás, sugeriu que dois meninos que cantavam sozinhos formassem uma dupla. Nasceu ali João Bosco & Vinícius, que mais tarde se tornariam estrelas da música brasileira. Visionário, viu neles o que poucos enxergariam: o potencial de fazer história.

Além da poesia, deixou um legado literário impresso. Com mais de 100 poesias organizadas e reunidas pelas filhas, publicou seu primeiro livro em 1997,que já conta com cinco edições. Desde 1998, ocupa com honra uma cadeira na Academia Sul-Mato-Grossense de Letras e seria também um dos imortais fundadores da Academia Coxinense de Letras. Geraldo, obrigada, sua leveza nos faz muita falta e Coxim agradece por ser palco eterno de seus encantos em formas de linhas e traços.
 

 Versos que Plantam Cedros — Poema para Geraldo Mochi

No berço de Itápolis nasceu a canção,
Menino de rimas, de brilho no olhar,
Que fez do silêncio a mais pura emoção
E dos caminhos, o verbo de amar.

Com onze já viajava nas letras,
Com quinze, nas trilhas de terra e poeira.
Entre boiadas, tocava os poemas
Que a vida escrevia na estrada inteira.

Amou com ternura, casou com paixão,
Cinco filhas, herdeiras do seu coração.
Fez da palavra abrigo, do rádio altar,
E da poesia, um jeito de amar.

Foi voz que ecoou pelas ondas do ar,
Em domingos serenos, com alma e calor.
No “Geraldo Mochi Show” soube eternizar
A cultura, a história, a música e o amor.

Em Campina foi hino, foi luz, foi ação,
Vereador do povo, da luta, da mão.
Mas foi em Coxim que fincou seu ser,
Plantou cedros, memórias, fez florescer.

Ali foi pioneiro, foi guia, foi chão,
Fundou a Associação com alma e razão.
Na Vale do Taquari, virou emoção:
“Resgatando Valores” com o coração.

Amigo de artistas, dos sons e dos tons,
Da alma de Zacarias, da pena de Goiá,
Fez de Coxim palco, verso e refrão,
De “Pé de Cedro” à eternidade de lá.

Com olhos atentos, colheu os talentos,
João Bosco e Vinícius, viu antes de brilhar.
Fez do conselho semente no tempo,
E do incentivo, um par pra cantar.

Guardou cem poemas em gavetas do peito,
As filhas os deram de volta em flor.
Nas páginas vivas de livros refeitos,
Geraldo é poeta, é voz, é amor.

Hoje a cidade sussurra baixinho,
Seu nome nas praças, nas folhas, no chão.
E a cada cedro que toca o caminho,
Brota um poema da sua mão.

Poeta não morre, se espalha no vento,
No eco do rádio, no riso do avô.
Geraldo é raiz, é tempo, é alento,
É verso que a vida nunca calou. (Por: Glenda Melo)

 


]]></description>
				
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 08 Aug 2025 08:55:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Jonir Figueiredo: O artista que pintou o Pantanal com a alma e fez de Coxim um pedaço do seu coração]]></title>
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				<description><![CDATA[Há artistas que pintam telas. E há aqueles que pintam vidas, lugares, tempos e memórias. Jonir Figueiredo foi um desses raros nomes.
Morreu aos 71 anos, deixando para trás não apenas quadros, murais e prêmios, mas uma herança cultural que toca o coração do Mato Grosso do Sul, especialmente da cidade de Coxim, que tantas vezes o recebeu como filho, como mestre, como amigo.
Jonir não era só um artista. Era um farol. Um homem que usou a arte como ponte entre o Pantanal e o mundo, entre a natureza e a consciência, entre o passado e o futuro. Sua trajetória é mais do que um currículo brilhante, é um manifesto vivo sobre amor à terra, identidade e resistência cultural.
Jonir nasceu em Corumbá (MS), berço da cultura pantaneira, cercado de rios, aves, ritos e lendas. Desde jovem, já desenhava o que via e o que sentia. Foi estudar arte em São Paulo, onde obteve o bacharelado em Educação Artística pela Faculdade Unidas de Marília. Mas não demorou para que ele entendesse: seu tema, sua voz, sua missão estavam mesmo era ali, em Mato Grosso do Sul.


E foi no chão pantaneiro que Jonir construiu sua linguagem. Suas obras retratam mandalas, jacarés, aves, peixes, silhuetas humanas e símbolos da fauna e flora da região. Com cores intensas e traços firmes, ele não apenas celebrava a beleza natural, mas também denunciava a ameaça constante da destruição ambiental. Era artista e guardião. Esteta e ativista.
Nos anos 1970, Jonir iniciou sua carreira profissional, e após uma década de intensa produção, consolidou-se no cenário das artes visuais com a série que ficou conhecida como “Fase dos Jacarés”. Ali, ele deixava clara sua preocupação ecológica, criando uma estética própria que unia arte, política e território.
Suas telas mostravam não apenas os animais, mas o desequilíbrio, o fogo, a ausência. Cada quadro era um alerta  e, ao mesmo tempo, um abraço na terra. Jonir foi um dos primeiros a usar a arte como ferramenta de educação ambiental no estado. E isso, por si só, já o tornaria eterno.


Com a criação de Mato Grosso do Sul em 1977, nasceu também o desejo de construir uma identidade cultural própria para o novo estado. Jonir foi um dos fundadores do Movimento Cultural Guaicuru, coletivo de artistas, poetas e intelectuais que buscavam valorizar as raízes regionais, criar redes de apoio e formar novas gerações de criadores.
Ele era mais do que um pintor: era também gravador, performer, desenhista, produtor cultural e líder de classe. Presidiu por anos a Associação de Artistas Plásticos do MS e ajudou a criar oportunidades para inúmeros outros artistas em início de carreira. A sua trajetória é também a história de quem abriu portas para que outros passassem.
Jonir esteve inúmeras vezes em Coxim, onde encontrou mais do que palcos para expor  encontrou corações dispostos a ouvir, mãos curiosas para aprender, olhares atentos que acolheram sua arte. Ele promovia oficinas em escolas públicas, orientava jovens artistas, participava de feiras, festivais e exposições em centros culturais da cidade.
Para Jonir, Coxim era extensão de casa. Ele dizia que ali sentia o Pantanal vivo, pulsando. Que ali estava o povo que ele queria alcançar com sua arte  não as galerias frias, mas os centros comunitários, as praças, os bairros ribeirinhos. Ele pintava para as pessoas, não para os salões.


Foi aqui, em Coxim, que ele deixou murais, amizades e sorrisos. Foi aqui que ele inspirou, ensinou, abraçou. E é aqui que sua falta será mais sentida.
Apesar da simplicidade de vida, Jonir foi um nome reconhecido no mundo. Expôs nos Estados Unidos, Japão e até na sede da ONU. Em 2022, comemorou 50 anos de carreira com um livro e uma mostra em Paris,feito histórico para um artista regional.
Mas nem os aplausos estrangeiros o desviaram de sua missão: sua arte sempre foi, antes de tudo, para o povo do Pantanal. Ele mesmo dizia que só se sentia realizado quando via uma criança se encantar com uma pintura, ou um idoso se emocionar ao reconhecer sua história numa tela.
Jonir partiu como viveu: entre amigos, entre cores, entre natureza. Faleceu recentemente, aos 71 anos, deixando um legado de mais de cinco décadas de criação ininterrupta. Suas obras continuam contando histórias, gritando por justiça, ensinando sensibilidade, resgatando identidade.


Ele foi e continuará sendo um dos maiores nomes das artes visuais de Mato Grosso do Sul. Um embaixador do Pantanal. Um mestre silencioso. Um apaixonado pela terra e pelo seu povo.
Jonir não será lembrado apenas pelas exposições, pelos prêmios ou pelas galerias. Será lembrado por cada aluno que aprendeu a segurar um pincel. Por cada jovem artista que acreditou ser possível viver de arte. Por cada morador que viu seu bairro representado numa tela. Será lembrado por Coxim. Pelo Pantanal. Por todos que entendem que cultura é alma, é resistência, é raiz.

 

No berço das águas nasceu Jonir,
com o pincel na alma e o Pantanal nos olhos.
Desenhava o vento, calava o tempo,
e fazia da cor o grito que ninguém ousava dar.

Veio de Corumbá com as mãos cheias de barro,
o coração feito de rio, e o sonho
de eternizar nas telas
o que a pressa do mundo insiste em apagar.
Jacarés, mandalas, silhuetas ao entardecer…
era mais que pintura era reza,
era aviso, era retrato do que somos
quando lembramos de onde viemos.
Caminhava leve por Coxim,
como quem voltava pra casa
toda vez que um mural surgia,
e um menino sorria ao ver
que sua história também cabia ali.

Ensinava sem impor,
ouvia sem julgar,
e criava como quem respira 
com naturalidade, com urgência, com amor.

Jonir não pintava quadros.
Pintava gente.
Pintava alma.
Pintava o invisível do que sentimos
ao ver a beleza ameaçada.

Paris o aplaudiu,
a ONU o viu,
mas era no chão quente de MS
que ele se sentia inteiro.

Hoje, o Pantanal chora
com as cores mais apagadas,
os pássaros em silêncio,
e as águas mais lentas.
Mas Jonir não morre.
Jonir ecoa,
nas oficinas, nos muros,
nos olhos de cada criança
que um dia aprender a colorir
sem ter medo de ser.

A arte não morre.
Jonir vive em cada cor, em cada traço,
em cada memória que ele ajudou a pintar. (Por Glenda Melo)


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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 01 Aug 2025 09:13:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Paulo Carvalho: o homem que ouviu o rio e
traduziu a alma de um povo]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/paulo-carvalho-o-homem-que-ouviu-o-rio-etraduziu-a-alma-de-um-povo/46368/</link>
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				<description><![CDATA[No coração do Brasil, onde o Rio Taquari canta suas dores e glórias, vive um homem que aprendeu a decifrar a linguagem das águas. Seu nome é Paulo Carvalho, coxinense de raiz, ribeirinho por natureza, militante da cultura por paixão e missão, personalidade forte, que fala o que pensa e se posiciona sem medo.
Nascido na década de 60, em meio aos quintais férteis e aos temores das mães que viam nos rios tanto vida quanto risco, Paulo cresceu entendendo que memória não é apenas aquilo que lembramos é aquilo que resistimos em esquecer. Desde pequeno, escutava o som das águas como quem escuta uma canção antiga, e esse som se tornaria o ritmo da sua caminhada.




Ainda jovem, partiu de Coxim para buscar formação e se encontrou com a arte em Campo Grande, depois em Cuiabá, onde cursou Economia, mas mergulhou mesmo foi na alma dos movimentos culturais que atravessavam os limites do mapa para unir o que os homens insistiam em dividir: Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, um mato só, uma cultura só, uma resistência só.
Foi ao lado do grande Henrique Spengler, amigo e parceiro inseparável, que Paulo ergueu as bases do Movimento Cultural Guaicuru, que não era apenas arte, mas rebeldia contra o apagamento, contra o esquecimento forçado de uma identidade já viva. Juntos, criaram o programa “Coisas da Terra”, na Rádio Vale do Taquari, onde resgatavam a música regional, davam voz aos artistas locais, falavam das dores e das belezas da cultura pantaneira.


Juntos também sonharam e realizaram os FORARTEs – Fóruns de Arte e Cultura de Coxim, encontros vibrantes onde a cultura deixava de ser apenas espetáculo e se tornava instrumento de transformação, de debate, de ocupação dos espaços públicos por ideias e sentimentos.
Mas não pararam aí. Em 1992, levaram o Movimento Guaicuru até a RIO 92, a histórica Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Ali, diante do mundo, Paulo e Henrique levantaram a bandeira do Rio Taquari com o grito: “Nosso Rio, Nosso Maior Orgulho”. Era o braço ecológico do movimento se consolidando,nascia a Unidade Guaicuru de Coxim, semente de tantos projetos, como o parque das nascentes, o consórcio intermunicipal da bacia e políticas públicas de preservação que até hoje ecoam.
Mas Paulo não parou. Não soube parar. Seguiu sendo a ponte entre artistas, professores, ribeirinhos, indígenas, poetas, estudantes e gestores. Sempre acreditando no poder do diálogo, mesmo quando a escuta rareava. Sempre defendendo que a democracia se constrói na paciência dos encontros.


Em 2023, foi eleito delegado para representar Mato Grosso do Sul na IV Conferência Nacional de Cultura, em Brasília. Um reconhecimento à sua trajetória firme, ao seu olhar maduro sobre a importância da escuta da sociedade civil. Paulo, novamente, foi o rio que conduz. O homem que traduz a pluralidade num país que teima em calar suas vozes.
Hoje, é figura indispensável na história cultural de Coxim. Não por vaidade  mas por insistência. Pela fé no coletivo, pela crença de que a cultura é o grande instrumento de emancipação de um povo. Um homem que não faz da arte um palco, mas um território. Que não fala “eu”, mas sempre “nós”. Um homem que viu em Zacarias Mourão o espírito da cultura coxinense, e fez questão de reerguer seu nome quando a cidade já quase o havia esquecido. Homenageou-o no rádio, em tributos, e na memória afetiva de um povo que precisava reaprender a amar seus ícones.


Se hoje existe um museu dedicado à história do Henrique Spengler em Coxim, é porque Paulo soube que a memória precisa de casa. De portas abertas. De papel catalogado. De afeto institucionalizado. Ele articulou, doou tempo, coragem, visão. E transformou o acervo de um amigo em patrimônio coletivo.


Mas talvez, o mais bonito de tudo isso seja o que Paulo mesmo diz, com os olhos marejados:
“Quando penso no Henrique, penso como um amigo. Não como um ícone, não como um artista. Mas como um amigo.”
E talvez seja esse o maior símbolo da sua grandeza: Paulo Carvalho não cultiva ídolos. Cultiva afetos. E transforma memórias em sementes.
Hoje, quando o Rio Taquari sofre os efeitos do descaso, das secas e das políticas frágeis, Paulo segue insistindo que a cultura pode salvar. Que a arte pode curar. Que o coletivo pode transformar.
Paulo Carvalho é mais do que um produtor cultural.


É um tradutor do invisível,
um zelador de histórias,
um arquiteto de pontes entre o passado e o amanhã.
Que sua voz continue ecoando,
como o rio que nunca cessa,
como a arte que nunca morre.
 
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 25 Jul 2025 08:48:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Wagner Rondora: o artista que transformou a cultura de Coxim em poesia cênica]]></title>
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				<description><![CDATA[Por trás de cada palco montado, de cada figurino improvisado, de cada cena que emocionou plateias, há um nome que pulsa com a força da arte e da dedicação: Wagner Rondora da Silva. Aos 52 anos, ele carrega não só o peso de uma trajetória repleta de prêmios, mas também a leveza de quem vive para encantar, ensinar e transformar através do teatro.
Morador de Coxim, Rondora começou sua jornada artística ainda nos anos 1980, quando a cidade carecia de espaços formais para a expressão cultural. Em 1987, escreveu e dirigiu a peça “O Homem que roubou um pão”, prenunciando ali a paixão pela dramaturgia com propósito social e educativo. Dois anos depois, ao fundar e coordenar o Museu Histórico e Arqueológico de Coxim, provou que seu amor pela cultura era também um ato de preservação da memória.
Professor de História e Literatura por mais de uma década na rede estadual, Wagner entrelaçou saberes em sala de aula com vivências no palco. Foi assim que escreveu, dirigiu e levou aos festivais peças como “Na Rodagem dos Tocos”, premiada por seu texto original e cenário, e a sensível “O Voo do Guerreiro Beija-Flor”, contemplada com o Fundo de Investimento Cultural do MS.



O nome de Rondora ecoa especialmente no FETRAN-MS (Festival Estudantil Temático de Trânsito), onde suas criações não apenas venceram categorias, mas formaram gerações de artistas mirins e adolescentes conscientes do papel educativo da arte. Peças como “Alice no País da Elke Maravilha”, “O Casamento da Jiripoca”, “Antes Tardis do que Nunca” e “Ponto de Partida” marcaram os palcos e a vida dos jovens envolvidos.
Mais do que criar personagens, Wagner Rondora cria pontes. Seus textos falam de trânsito, preconceito, empatia e memória. Em 2022, seu curta “Entrevista com a loira do banheiro” foi indicado a melhor roteiro em festival nacional, e seus documentários sobre artistas de Rio Verde são testemunhos vivos da arte como ferramenta de registro e resistência.
Em um tempo em que a cultura muitas vezes é relegada ao esquecimento, Wagner persiste. Estuda Pedagogia, forma talentos, grava vídeos com alunos, edita curtas de jovens cineastas e continua reinventando a arte com os pés fincados no cerrado e o coração entregue ao teatro.
Wagner Rondora é desses nomes que não cabem apenas em um currículo. É voz, é luz, é ato. É a prova viva de que a arte pulsa em Coxim e tem endereço, memória, voz e muito fôlego para continuar encantando.
 



No Palco da Vida/ por Glenda Melo

No coração do Pantanal, nasceu um sonhador,
Com papel e poesia, Wagner Rondora se fez autor.
Não de livros encapados, mas de histórias em movimento,
Teceu cenas com coragem, emoção e pensamento.

Lá pelos anos oitenta, o menino virou artista,
Fez da rua, sala de aula, da esperança, sua conquista.
Dirigiu “O homem que roubou um pão” com paixão e ousadia,
E ali brotou o teatro como semente que crescia.

Foi louco de cena e livre de alma,
Criou “A liberdade de um louco”, com ternura e calma.
E entre livros de história e contos de outrora,
Despertou juventudes em cada aurora.

Fez museu sem moldura, com memória viva,
Guardando a alma de Coxim em cada narrativa.
No FETRAN brilhou como mestre encantador,
Transformou trânsito em arte, em lágrimas e amor.

Cada peça um manifesto, cada palco, uma missão:
Da “Jiripoca” ao “Bico da Garça”, tudo tinha coração.
Seus personagens, seus alunos, seu povo, sua raiz,
Fizeram de Wagner um artista que o tempo não diz.

Com câmera na mão e poesia na retina,
Filmou o cotidiano como alma que ensina.
Não busca aplausos, busca sentidos,
É mestre do invisível, dos sonhos esquecidos.

Hoje, aos 52, ainda planta esperança,
Com o mesmo brilho nos olhos de criança.
Seu ofício é cultura, sua fé é o futuro,
E seu legado é arte  firme, forte e puro.

Wagner Rondora, voz da cena pantaneira,
Você é ponte, raiz, estrela verdadeira.
E se a vida é um palco de enredos infinitos,
Você é o autor dos atos mais bonitos.
 
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 18 Jul 2025 08:50:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Vó Biga: a doçura que moldou o sabor de Coxim]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/vo-biga-a-docura-que-moldou-o-sabor-de-coxim/46209/</link>
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				<description><![CDATA[Se Coxim tivesse um aroma, ele viria da cozinha de Vó Biga. E se tivesse um coração, seria batido no compasso das colheres de pau que, há décadas, misturam fé, amor, frutas do cerrado e tradição. Dona Benigna Benitt Corrêa, hoje com 76 anos, é dessas mulheres que moldam mais do que doces: ela molda memórias, afetos e a própria identidade de uma cidade.
Casada há 54 anos com o Sr. Nelson Corrêa, Vó Biga é mãe de dois filhos:  Nelson Corrêa Júnior e Fábio Alex Corrêa e avó amorosa, devotada à família com a mesma ternura com que prepara seus famosos doces e licores. Reconhecida como uma das melhores doceiras do Mato Grosso do Sul, ela alcançou notoriedade nacional sem nunca deixar de lado a humildade e os valores que a formaram.
Mais do que uma artesã de sabores, Dona Biga é uma guardiãoa da cultura do cerrado, usando frutas típicas como guavira, pequi, goiaba, entre outras, para produzir verdadeiras joias gastronômicas. Sua arte não está apenas nos ingredientes está na paciência com que espera o ponto certo, no cuidado com que rotula cada pote, e na entrega generosa que faz de cada receita, como quem oferece um pedaço da alma.
Mas Vó Biga é também mais que isso. É mulher de fé, com forte atuação na igreja, ativa na comunidade, firme em seus posicionamentos e incansável na luta por uma sociedade mais humana. Mesmo com poucas posses, nunca deixou de ajudar os que a cercam. Seu nome, atrelado com orgulho ao de Coxim, tornou-se símbolo de resistência, bondade e talento genuíno.
Em 2021, foi homenageada com uma moção de reconhecimento pelos serviços prestados à cultura local. Um gesto simbólico, mas profundamente merecido, que celebrou sua contribuição não só como doceira, mas como mulher, cidadã e referência afetiva. A proposta partiu do Forart  Fórum de Arte e Cultura de Coxim, com apoio da Funrondon, Fundação Clarice Rondon de Cultura e Lazer, e foi entregue pelo prefeito Edilson Magro, com a presença de lideranças culturais.
Aos 76 anos, Vó Biga segue ativa. Não apenas profissionalmente, mas também como exemplo de vitalidade, coragem e perseverança. É daquelas figuras que nos lembram que a cultura pulsa no quintal, que o verdadeiro patrimônio vive nas mãos de quem trabalha com o coração, e que Coxim tem um rosto: o dela, sereno, forte e doce.
Coxim te agradece, Vó Biga. Por cada pote de doce que carregou o nome da nossa terra. Por cada gesto de fé. Por cada ato de amor. Que seu legado siga adoçando vidas como um carinho que não tem prazo, nem fim.


Cordel da Vó Biga –  A Doceira de Coxim

Na beira do fogão aceso,
Com colher de coração,
Mora a força de uma moça
Que virou inspiração.
Seu nome é Dona Benigna,
Mas o povo, com carinho,
Chama ela de Vó Biga,
Orgulho do nosso cantinho.

Setenta e seis primaveras,
Tem no rosto o céu da vida,
Nos cabelos, fios de tempo,
Na voz, sabedoria erguida.
Casada há mais de meio século,
Com seu Nelson, companheiro,
Plantou filhos, frutos, sonhos,
Fez do lar um mundo inteiro.

É doceira de respeito,
Mãos sagradas do cerrado,
Transformando a goiabada
Num presente delicado.
Guavira, pequi e amor
Vão parar no seu tacho,
E quem prova seu licor
Leva Coxim no despacho.

Mas Biga é muito mais
Que receita ou tradição,
É mulher de fé profunda,
De joelhos no chão.
Foi na igreja, na família,
E em todo canto que andou,
Que deixou um pedacinho
Do bem que sempre plantou.

Mesmo com pouca riqueza,
Compartilha sem medida,
Tem bondade como herança
E a doçura como vida.
Se alguém precisa de ajuda,
Ela estende logo a mão,
Pois seu jeito de servir
É lição para o sertão.

Em dois mil e vinte e um,
Veio a justa homenagem,
Uma moção pela cultura,
Pela arte e pela coragem.
O Forart e a Funrondon
Fizeram a indicação,
E o prefeito entregou
Com orgulho e emoção.

Hoje seu nome ecoa
Além da serra e do rio,
Vai nas caixas de doce,
No licor e no pavio
Da memória do seu povo
Que jamais vai te esquecer:
Vó Biga, flor do cerrado,
Nosso doce de viver!
 
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 11 Jul 2025 08:30:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[A Voz Que Mora no Pantanal:
Adão Reis e a Canção que Nunca se Cala ]]></title>
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				<description><![CDATA[Em cada entardecer dourado do Norte de Mato Grosso do Sul, há uma canção que flutua no ar. Uma melodia que atravessa gerações, que pulsa no barro dos rios, na alma do Pantanal e no coração de quem ama a cultura. Essa voz, que parece ter nascido com o vento que sopra nas palmeiras de Coxim e Rio Negro, tem nome e história: Adão Pereira Reis.

Mais que músico, Adão é ponte entre o ontem e o agora, entre o folclore e o sentimento vivo da gente pantaneira. Intérprete sensível, compositor generoso e amante incansável da Cultura, ele dedica a vida a traduzir o espírito de Mato Grosso do Sul em música, uma música que não apenas se escuta, mas se sente na pele, no peito e nas lembranças.

Por 30 anos, Adão foi alma viva da Confraria do Piau, no lendário Bar do Guedes, ponto de encontro de sonhos, acordes e boemia. Ali, no “Bar do saudoso José Guedes de Melo”, nasceu e resistiu um dos maiores movimentos culturais do interior sul-mato-grossense, com Adão como mestre de cerimônias e de afetos.

No palco e fora dele, ensinou, incentivou e inspirou dezenas de músicos, poetas e artistas que beberam da sua arte como quem bebe água da fonte: pura, generosa e necessária. Por tudo isso e por tanto mais recebeu com justiça o título de Cidadão Coxinense, embora a cidade já o tivesse adotado muito antes, em cada aplauso espontâneo e em cada lágrima emocionada ao fim de uma canção.

Adão Reis é desses artistas que não se encerram em um disco ou numa apresentação. Ele é território, é memória, é chão onde a cultura floresce mesmo quando tudo parece secar. Seu compromisso com o Pantanal vai além da homenagem: é devoção. E em cada acorde seu há um pouco do som dos pássaros, do silêncio das águas, do grito da alma nativa.
A história de Adão é também a história de uma gente que insiste em resistir com arte, que transforma o cotidiano em verso e que canta mesmo quando tudo parece calar.
Hoje, celebramos não apenas o músico, mas o guardião da cultura viva, o homem que fez do violão uma extensão do coração, e da canção, uma forma de existir.
Porque enquanto houver um palco, uma roda de amigos ou um fim de tarde em Coxim, a música de Adão Reis continuará sendo ouvida.
E o Pantanal e Coxim agradecidos, continuarão aplaudindo. Obrigada ADÃO REIS!

Na beira mansa do rio,
onde o céu se deita no chão,
nasceu a voz que carrega
os cantos do coração.
É Adão quem canta o tempo,
com alma de violão.

Trinta anos de estrada e sonho,
num bar que virou altar,
onde o povo vira verso
e a dor aprende a dançar.
No Bar do Guedes, a história
decidiu ali morar.

Fez da Confraria um templo,
do Piau, seu bem querer.
Onde um copo, uma viola
e um silêncio a se entender,
viravam riso e lembrança
pra quem soubesse viver.

Com o Pantanal nos olhos
e Coxim dentro do peito,
Adão canta os seus amores
com doçura e com respeito.
E a cidade, em retribuição,
o acolheu como eleito.

Não é só cantor, é ponte,
é raiz e rebentação.
Faz da cultura uma reza,
faz do palco oração.
Seu cantar tem a pureza
de quem vive em devoção.

Hoje é nome em placa e honra,
mas é mais: é direção.
Para os novos que se achegam
com viola e intenção,
Adão é trilha e farol
no caminho da canção.

E enquanto houver rio e tarde,
e amigos pra celebrar,
haverá um canto livre
pra Coxim se emocionar.
Pois Adão, feito o Pantanal,
nunca deixará de cantar.
]]></description>
				
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 04 Jul 2025 09:10:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Zé Português: o escultor do tempo, o homem que virou memória viva do Pantanal]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/ze-portugues-o-escultor-do-tempo-o-homem-que-virou-memoria-viva-do/46031/</link>
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				<description><![CDATA[Há homens que passam. Há homens que ficam.
E há aqueles que se tornam chão, vento, pedra, raiz e memória como é o caso de José Alves Branco Correia, o Zé Português, figura que não se mede apenas por datas ou títulos, mas pela imensidão do que construiu com as mãos, com o coração e com a alma.

Nascido em 13 de abril de 1948, numa terra onde a poesia se mistura com a pedra antiga de Coimbra, enquanto seu pai ainda sonhava em se tornar médico na renomada universidade da cidade, José Branco desde cedo foi forjado pelo barro da vida e pelo fogo da cultura. Filho do Professor Doutor Adolfo Branco Nunes Correia e da escritora Irene Alves Branco Correia, herdou da mãe a verve literária e do pai a visão universal. Foi menino de quinta, não apenas por viver nas Quintas portuguesas como a da Comenda e a Grande dos Brigadeiros, mas porque desde criança já demonstrava ser nobre na essência.

Seu caminhar passou por escolas de palmatória e colégios de padres, por internatos africanos e experiências londrinas. Esteve no campo e no quartel, foi regente agrícola e capitão de um tempo onde a honra ainda tinha nome próprio. Mas nenhum desses caminhos foi mais decisivo do que a estrada de terra que o trouxe, em 1979, a bordo de um fusca vermelho, ao coração do Pantanal Sul-Mato-Grossense, com a mulher amada, um cachorro fiel e a alma aberta para o desconhecido.




Foi amor à primeira vista com o Rio Taquari. O mesmo rio que os poetas descrevem com metáforas, ele acolheu como lar. Em Coxim, Zé Branco não apenas fixou morada  plantou história. Ali, onde a natureza ainda canta alto, ele fez da sua casa um santuário de vidas, artes e memórias.

Homem de generosidade rara, acolheu amigos caídos, doentes esquecidos, alcoólatras em recuperação e crianças sem lar. Cozinhou para os famintos, dividiu sua cama com os necessitados e entregou o próprio carro para salvar vidas. Não o fez por medalhas, mas porque seu coração é feito de uma matéria rara: a solidariedade desinteressada.
Foi professor, diretor, gerente, pescador profissional. Deu aulas de português, geografia e esperança. Pedalou garupas para levar conhecimento às periferias e trocou uma bicicleta por aulas de matemática. Nunca negou esforço, mesmo quando o cansaço se sentava ao seu lado.

Mas foi na argila, matéria-prima ancestral, que ele encontrou sua forma mais pura de expressão. A arte que herdou da mãe e da madrasta transformou-se em bustos, presépios, estátuas e em algo ainda maior: o Museu Parque Temático Histórico do Pantanal, fundado oficialmente em 2003, e que hoje é um monumento à memória coletiva da região. Ali, entre árvores e sombras, ele moldou com barro o que o tempo não ousou apagar: os rostos, os gestos e os feitos que compõem o espírito coxinense.
Mais que escultor, Zé Branco é guardião de histórias. Fala francês, inglês, português com sotaque de mundo e coração pantaneiro. Seus livros preferidos, guardados como relíquias em seu cofre de metal  Florbela Espanca, Júlio Verne revelam a alma sensível e viajante desse homem que conhece o peso das palavras e a leveza dos sonhos.
Foi fundador do Jornal Correio do Pantanal, veículo que durante anos oficializou a voz da cidade. Criou a Biblioteca Comunitária João Maurício Roque, abrigo de cerca de 10 mil livros, porque sabe que um povo que lê é um povo que voa.
Hoje, quem pisa no Museu sente algo mais: sente presença viva. Cada peça, cada estátua, cada sala tem sua assinatura, não só artística, mas afetiva. Zé Branco escreveu a história de Coxim com as mãos sujas de argila e o peito cheio de pertencimento.

Homem de muitos nomes: José, Zé Branco, Zé Português, mas de uma só missão: servir à cultura com amor, poesia e verdade.
Não há rua que lhe caiba. Nem busto que lhe represente por inteiro. Sua existência é uma ode à resistência cultural, um lembrete de que a arte pode brotar no quintal de casa, que o barro pode virar eternidade, que o interior também é centro quando habitado por gigantes.
E assim, como as esculturas que cria, Zé Branco também se eternizou.
Não em bronze.
Não em pedra.

Mas em cada olhar que passa por Coxim e se pergunta: “Quem foi o homem que fez tudo isso acontecer?”
A resposta virá do vento.
Do rio.
E das paredes vivas do seu museu:
Foi Zé Branco. O português que virou Pantanal.
Ahhh Zé, Zé Branco, Zé Português, nós te agradecemos por seu amor por Coxim, você sem dúvida pertenceu a este lugar e sempre pertencerá.


 
]]></description>
				
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 27 Jun 2025 09:08:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Luciano Domingues: O Coração que Escolheu Coxim]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/luciano-domingues-o-coracao-que-escolheu-coxim/45840/</link>
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				<description><![CDATA[Ele não nasceu em Coxim,
mas o amor não precisa de certidão.
Alguns pertencem por sangue,
outros, por escolha.
Luciano escolheu amar Coxim
com tudo o que tem e com tudo o que é.

Chegou como visitante,
mas bastou um pôr do sol no Rio Taquari,
um reflexo nas águas calmas do Coxim,
para seu coração saber:
“É aqui.”

Foi encantado pela natureza exuberante,
pela dança das águas,
pela paz do verde,
pelo cheiro de terra molhada e manhãs silenciosas.
Mas também se apaixonou pela alma do povo,
pela cultura que pulsa em cada canto,
pelos artistas que fazem da arte sua voz,
pelas músicas que ecoam nos barzinhos,
pelas histórias contadas nas rodas de prosa.

Luciano não apenas admira,
ele vive e respira Coxim.
É amante da cultura local,
dos talentos escondidos,
dos nomes que brilham,
mesmo sem palco.

Foi com esse amor que nasceu a página
“Coxim de Coração” 
mais que uma página,
um espelho de sentimentos verdadeiros.
Hoje, é uma das mais acessadas de todo o Mato Grosso do Sul,
não por acaso,
mas porque carrega o olhar de quem enxerga beleza
onde muitos passam apressados.

Luciano se tornou voz da cidade,
divulgador das belezas,
guardião das memórias,
parceiro dos artistas,
amigo das paisagens.

E assim, sem ter nascido aqui,
tornou-se parte da alma de Coxim.
Porque ser de um lugar
não é só uma questão de origem 
é de pertencimento.
E Luciano pertence.

Pertence ao povo,
ao rio,
à música,
à poesia silenciosa dos fins de tarde,
e ao coração de uma cidade
que o acolheu como filho.

 
]]></description>
				
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 13 Jun 2025 08:57:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Zé Tombado: o guardião do caldo, da
música e da alma coxinense]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/ze-tombado-o-guardiao-do-caldo-damusica-e-da-alma-coxinense/45758/</link>
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				<description><![CDATA[Há mais de três décadas, quando a noite se insinua silenciosa sobre o coração de Coxim, uma chama se acende não apenas no fogão a lenha que crepita no canto de um tradicional bar, mas também na alma de uma cidade que aprendeu a encontrar, no simples e no generoso, um pedaço de si mesma.
Ali, na região central do município, entre ruas que guardam histórias do ciclo do ouro, dos antigos tropeiros e das batalhas que marcaram a formação do Estado, José Alves de Oliveira — ou, como todos carinhosamente o conhecem, “Zé Tombado” — mantém viva uma das tradições mais singelas e, ao mesmo tempo, mais potentes que essa terra conhece: o preparo do caldo servido gratuitamente às quartas e sextas-feiras, um ritual que, há mais de 30 anos, aquece corpos e almas.
Coxim é terra de águas generosas, com seus rios Coxim, Taquari e Jauru, que, desde os tempos coloniais, foram rotas de navegadores, bandeirantes e comerciantes. É também um reduto da cultura pantaneira, marcada pela rusticidade, pela hospitalidade e pela música que eterniza o amor pela natureza e pelos costumes locais. E é nesse caldo cultural, forjado ao longo dos séculos, que o bar de Zé Tombado se insere, como mais uma vertente viva da tradição coxinense.
Zé Tombado carrega no rosto o traço dos que aprenderam a envelhecer com serenidade e, nas mãos, a força dos que, silenciosamente, constroem cultura. Às 13 horas, quando a lenha começa a estalar, ele dá início ao preparo do caldo de feijão branco, reforçado com carne, ossinho e legumes, que vai ganhando consistência, aroma e alma, até alcançar o ponto ideal, servido sempre a partir das 21h30.


O que antes era apenas um gesto para agradar amigos íntimos se transformou, com o passar do tempo, em um verdadeiro reduto cultural de Coxim. O bar de Zé Tombado transcendeu as paredes de tijolos e madeira, transformando-se em um ponto de encontro obrigatório, onde se respira a essência da cidade.
Hoje, é impossível vir a Coxim e não visitar o bar de Zé Tombado. O lugar se consolidou como um símbolo da cultura coxinense, não apenas pelo caldo saboroso que exala do fogão a lenha, mas, principalmente, pelo que ele representa: música de raiz, conversas demoradas, amizades sinceras e um clima familiar que acolhe a todos, sem distinção. Ali, sob a sombra de árvores antigas e ao som de modas de viola, revive-se um pedaço da tradição pantaneira, onde o homem e a natureza se fundem numa mesma identidade.
Frequentado por toda a cidade, o bar é uma síntese democrática: da autoridade ao boêmio, do caminhoneiro ao poeta, do jovem ao mais velho, todos se reúnem em torno da mesma mesa invisível, sob o mesmo teto de estrelas, comungando de uma tradição que não pede nada em troca — apenas respeito, presença e um prato limpo ao final.
A generosidade de Zé Tombado é um traço que o distingue: apesar de não cobrar pelo caldo e viver da venda de bebidas, mantém apenas uma caixinha de colaboração, para quem quiser, espontaneamente, contribuir. Muitos já o aconselharam a cobrar pela refeição, mas ele, firme, repete o que aprendeu com a própria vida: “Nunca cobrei, e não vai ser agora que vou cobrar.”


O apelido, esse, nasceu de uma dessas passagens que a cidade transforma em anedota. Depois de uma noite animada, Zé estacionou seu Opala na antiga feira de Coxim, comeu um espetinho e, vencido pelo sono, adormeceu no banco do carro. Os amigos, que não deixavam passar uma boa oportunidade de brincar, apelidaram-no de “Zé Tombado” — um nome que virou sobrenome afetivo e que, hoje, é sinônimo não apenas de um homem, mas de um modo de viver.
Mais do que um bar, o espaço de Zé Tombado é um patrimônio imaterial de Coxim. É um lugar onde a cultura se preserva e se atualiza, onde os laços comunitários se estreitam e onde o tempo parece correr diferente — com menos pressa, com mais sentido.
Numa cidade cuja história remonta aos idos do século XVIII, com a instalação de fazendas e fortificações militares, Coxim carrega em si a herança das bandeiras paulistas e a resistência dos povos originários, cuja presença moldou a paisagem física e cultural da região. O bar de Zé Tombado, inserido nesse contexto, representa uma continuidade dessa tradição de hospitalidade e resistência, marcada pela solidariedade, pela celebração da comida como um bem coletivo e pela manutenção das relações comunitárias.
Em tempos de modernização e urbanização acelerada, o bar se mantém como um dos poucos espaços onde ainda se pode experimentar, de maneira autêntica, o calor humano e o sentido comunitário que são marcas profundas da cultura do interior brasileiro.


Numa época marcada pela velocidade das redes, pela frieza dos algoritmos e pelo isolamento urbano, o bar de Zé Tombado permanece como um refúgio caloroso, onde o que vale não é o quanto se tem, mas o quanto se compartilha. A lenha que queima no fogão é a mesma que mantém acesa a chama da tradição, e o caldo que se serve é também memória líquida de uma cidade inteira, que ali se reconhece e se celebra.
E assim, semana após semana, a cidade segue se reunindo em torno do fogão e do homem que, com sua simplicidade, transformou o cotidiano em lenda. Para os que chegam, há sempre um prato de caldo quente, um sorriso aberto, uma música que embala e uma certeza: em Coxim, o bar de Zé Tombado é mais que um destino — é um ritual de pertencimento.
Que siga, por muitos anos ainda, tombado na memória da cidade — não como quem caiu, mas como quem, há muito tempo, ergueu um dos pilares mais autênticos da cultura e da história coxinense.
Salve, Zé Tombado!
 
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 06 Jun 2025 08:59:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Orgulhos Coxinenses: Ivanildo José e Noêmia Serrou Camy ]]></title>
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				<description><![CDATA[Ivanildo José da Silva - Ivan

Há trajetórias que se constroem silenciosamente, pedra sobre pedra, até que, um dia, se tornam marcos incontornáveis de uma comunidade. A vida de Ivanildo José da Silva é uma dessas histórias, onde o amor pelas artes, pela cultura e pela educação se entrelaçam numa tessitura que não se desfaz.
Natural de Coxim, cidade do interior de Mato Grosso do Sul, Ivanildo percorreu os corredores da Escola Pedro Mendes Fontoura desde a infância até o fim da adolescência, onde, entre livros e sonhos, começou a germinar a vocação que o levaria a se tornar uma das mais destacadas figuras no campo das artes cênicas e dos estudos literários da região.
Graduou-se em Letras pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, onde deu início à sua formação acadêmica sólida e multifacetada. Não se limitou às paredes da sala de aula: participou ativamente de projetos de pesquisa, ensino e extensão, que o prepararam para atuar com excelência como professor e pesquisador. Muito antes do diploma, sua identidade profissional já se anunciava na prática cotidiana da educação e da cultura.
Entre 2009 e 2011, assumiu a presidência da Fundação Professora Clarice Rondon dos Santos (FUNRONDON), uma instituição voltada para o fomento das manifestações culturais em diversas linguagens: teatro, música, dança, cinema, pintura, escultura. Sua gestão não apenas fortaleceu esses setores, mas deixou um legado de projetos e ações que marcaram a cena cultural de Coxim. Simultaneamente, sua participação no Conselho Municipal de Cultura reafirmou seu compromisso político e social com a arte como um direito e uma necessidade.


Mas é no teatro que Ivanildo se revela por completo: como diretor da Escola Estadual Pedro Mendes Fontoura, entre 2012 e 2014, conduziu montagens memoráveis, como Pluft, o fantasminha, de Maria Clara Machado, e As alegres senhoras de Herculânea, de Wagner Rondora, uma ode às memórias e lendas de sua cidade natal.
O compromisso com o palco expandiu-se para a pesquisa. Em 2014, publicou Pelo buraco da fechadura: identidade cultural em O beijo no asfalto, de Nelson Rodrigues, uma obra que nasce de sua dissertação de mestrado e que oferece uma leitura aguda da dramaturgia rodriguiana, reconhecida como um dos pilares do teatro brasileiro moderno. Não por acaso, suas investigações e reflexões o levaram a congressos e simpósios dentro e fora do país Brasil, Argentina, Uruguai onde difundiu o legado de Nelson Rodrigues, Plínio Marcos e Henrik Ibsen, nomes que também moldaram sua própria trajetória intelectual.
O percurso acadêmico prosseguiu com o doutorado em Letras pela UNESP, em São José do Rio Preto, onde entre 2017 e 2019 aprofundou seus estudos dramatúrgicos, debruçando-se sobre clássicos como Casa de Bonecas, de Ibsen, e A Dança Final, de Plínio Marcos. O rigor e a paixão pelo teatro transformaram-no em referência nos estudos de literatura dramática.




Mas Ivanildo é, acima de tudo, um homem de ação. Desde 1997, integra o Grupo Teatral Coxinense, coletivo com o qual criou e apresentou espetáculos que celebram e questionam a cultura sul-mato-grossense. Entre esses trabalhos, destaca-se  Na rodagem dos Tocos, também de Wagner Rondora, que aborda o processo de ocupação do Vale do Taquari e que foi premiado no Festival Sul-Mato-Grossense de Teatro, evidenciando a força criativa e crítica do grupo.
Na UFMS, além de docente, coordenou o curso de Letras entre 2020 e 2023, liderando importantes projetos que unem ensino, pesquisa e extensão. Projetos como Melhor Idade em Cena: o teatro na promoção da saúde do idoso e Teatro em Rede: conexões culturais em Literatura dramática mostram sua crença inabalável no teatro como ferramenta de inclusão e transformação social. A experiência também se estendeu ao Inverteatos Cia Teatral, iniciativa voltada para a formação de novos artistas e para a difusão do teatro junto à comunidade de Coxim e região.


Entre as curiosidades de sua trajetória, consta a aprovação em concurso para o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), campus de Aquidauana, em 2014. Contudo, optou por permanecer na UFMS, onde segue sua missão acadêmica e artística, deixando sua marca indelével na instituição.
Ivanildo também é membro ativo do Grupo de Pesquisa Ícaro (CNPq) e do GT Dramaturgia e Teatro da ANPOLL, reafirmando seu papel como intelectual engajado na cena nacional de estudos literários e teatrais.
Fora dos palcos e das salas de aula, cultiva outro espaço de desafio e superação: o crossfit, prática à qual se dedica com o mesmo entusiasmo e disciplina que marcam todas as suas empreitadas.
A trajetória de Ivanildo José da Silva é um testemunho vivo de que a arte, a educação e a cultura podem e devem caminhar juntas. Mais do que um professor, pesquisador ou artista, ele é um agente de transformação, alguém que soube conjugar talento e compromisso para fazer do teatro, da palavra e da ação instrumentos poderosos de mudança social e afirmação cultural. Por tudo isso e toda sua dedicação ao teatro e suas extensões você é um orgulhoso Coxinense Ivanildo José, ou simplesmente Ivan.

 

 

 

Noêmia Serrou Camy de Araújo

Há vidas que, mesmo após o silêncio derradeiro, seguem vibrando na memória das cidades, como rios que jamais cessam sua correnteza. Assim é Noêmia Serrou Camy de Araújo mulher de alma generosa, presença delicada e força ancestral, que moldou sua existência com a mesma firmeza e beleza com que o seu avô, Jean Serrou Camy, moldava a madeira das igrejas e casarões.
Nascida em 14 de maio de 1931, no berço sólido e simbólico da Fazenda São Pedro, onde histórias e destinos se entrelaçam como galhos de uma mesma árvore frondosa, Noêmia foi a sexta flor entre doze irmãos. Desde cedo, aprendeu a ser raiz e abrigo, sustentáculo de uma família vasta, descendente de pioneiros que desbravaram terras e corações.
Casou-se com Ênnio de Araújo e, juntos, semearam novas vidas, ampliando a árvore genealógica que perfuma e enriquece a história de Coxim. Mas foi além da vida doméstica que Noêmia desenhou sua marca: com mãos habilidosas e espírito incansável, atuou como professora, tabeliã, conselheira e amiga, tornando-se, para muitos, um porto seguro onde repousar a confiança.


Sua casa era um espaço de acolhida e calor, onde, nas férias escolares ou nas festividades como a Festa do Divino, a alegria se espalhava entre risos e panelas fumegantes, costurando memórias em bordados invisíveis, tecidos com afeto. Noêmia sabia das coisas simples e essenciais: cozinhar, ouvir, aconselhar, contar histórias, trançar cabelos e destinos.
Católica fervorosa, foi ponte entre a tradição e a renovação, trazendo a espiritualidade carismática para sua cidade natal, sem jamais perder a doçura e a firmeza. Ao lado da devoção, sempre esteve o compromisso com os mais humildes  quem precisasse, encontrava nela uma mão estendida, uma palavra que aquecia.
Na praça, nos bailes, nos aniversários ou nos encontros à beira do rio, sua presença era luz discreta, mas indispensável. E mesmo na lida do cartório, onde a precisão era regra, sabia deixar impressa a ternura: ensinou datilografia e caligrafia, como quem ensina não apenas um ofício, mas um modo de ser.


Partiu aos 64 anos, no dia 26 de outubro de 1995, mas não partiu de fato: permanece onde sempre esteve, na alma da cidade, agora eternizada na praça que leva seu nome, margeando o Taquari, entre as ruas que guardam a memória dos que, como ela, edificaram Coxim com gestos silenciosos e corajosos.
Ali, na Praça Noêmia Serrou Camy de Araújo que o povo carinhosamente chama de Praça do Flutuante , sua história segue viva, misturada à brisa que sopra sobre as águas, aos passos apressados ou contemplativos de quem ali passa, talvez sem saber que pisa sobre solo sagrado, regado por uma vida que soube ser semente, tronco e flor. Noêmia é, e sempre será, mais que um nome gravado numa placa: é poesia entranhada nas raízes de uma cidade, é memória que canta no coração de quem ama Coxim.


 
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 30 May 2025 09:26:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Orgulhos Coxinenses: Geraldo Mochi e Dona Didi]]></title>
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				<description><![CDATA[Geraldo Mochi

Geraldo Mochi nasceu em 05 de abril de 1938, em Itápolis-SP, filho de Antônio Mochi e Luiza Regina Gallo, com seis irmãos. Foi alfabetizado na escola “Grupão do Jatobazeiro”, onde despertou seu amor pela poesia ao declamar “O Trabalho”, de Olavo Bilac. Aos 11 anos já escrevia versos, aprimorando-se com o tempo.
Aos 15 anos começou a conduzir boiadas entre MG e SP, e aos 18 passou a dirigir caminhões, profissão que exerceu por mais de 20 anos, conhecendo vários estados do Brasil. Cumpriu o serviço militar em sua cidade, no Tiro de Guerra TG-22.
Casou-se em 1961 com Amélia Vieira Mochi, com quem teve cinco filhas: Rosália, Rosilene, Rosangela, Rosemary e Rosemara. No final dos anos 50, passou a declamar poesias em programas de rádio em Itápolis, incluindo apresentações ao vivo em auditórios, o que o levou a auxiliar radialistas e adquirir experiência na área.
Em 1958, mudou-se com a família para Campina da Lagoa-PR, onde morou por 22 anos. Lá foi eleito vereador por três mandatos consecutivos, participou da emancipação do município e compôs o hino da cidade com o maestro Sisenando Moura. Já escrevia poesias que mostrava apenas a familiares e amigos próximos.
Também em Campina da Lagoa, iniciou sua trajetória como empresário, divulgando os produtos da farinheira que administrava no programa de rádio “Geraldo Mochi Show”, em Ubiratã-PR. Teve destaque como comunicador e organizador de eventos, promovendo shows de calouros e, em 1978, apresentando a dupla Tonico e Tinoco, sendo elogiado como um grande “speak” (apresentador).
Em 1975, comprou terras em Coxim-MS, mudando-se para lá definitivamente em 1980. Tornou-se o primeiro presidente e fundador da Associação Comercial, além de atuar como empresário, pecuarista e agricultor, sendo pioneiro no cultivo de banana e seringueira na região.
Na rádio Vale do Taquari, lançou o programa “Resgatando Valores e Pescando Talentos”, que permaneceu no ar por mais de 30 anos, sendo atualmente apresentado por Mauro André. Recebeu nomes como Zacarias Mourão, Chitãozinho & Xororó e as Irmãs Galvão. Zacarias lhe contou a história por trás da música “Pé de Cedro”, que imortalizou Coxim nacional e internacionalmente.
Teve contato com grandes nomes da música sertaneja como José Fortuna, Goiá e João Pacífico, frequentando a União de Artistas Sertanejos Paulistas em São Paulo. Geraldo também incentivou talentos locais, promovendo shows em que participaram, ainda adolescentes, João Bosco e Vinícius, a quem sugeriu que formassem uma dupla.
Em 1986, suas filhas reuniram mais de 100 poemas em ordem alfabética e o presentearam, o que deu origem ao seu livro de poesias, lançado pela primeira vez em 1997 e que já está na 5ª edição. Em 1998, assumiu uma cadeira na Academia Sul-Mato-Grossense de Letras e foi convidado para integrar a futura Academia Coxinense de Letras.
Ativo nas escolas, projetos culturais e causas ecológicas, foi responsável por plantar diversos pés de cedro em praças e igrejas da cidade. Criou quadros como “Criança ao pé do rádio” e sempre incentivou a participação das filhas e netos na rádio.
Mesmo afastado dos microfones, continua contribuindo com ideias e sugestões para o programa. Um homem de muitas faces — poeta, radialista, vereador, agricultor, apresentador, líder comunitário —, é lembrado com carinho por sua frase que marcou gerações: “Vamos em frente que atrás vem gente.”

 

Dona Didi

Acolhedora, humilde e determinada, Dona Didi é daquelas senhoras cuja presença ilumina com ternura e sabedoria. Membro recente da Academia de Letras de Coxim, ela não apenas se destacou pela escrita, mas também deixou uma marca profunda na história da comunicação regional por meio do radioamadorismo.
Nascida em Coxim, em uma fazenda à beira da Figueira, próxima à ponte do Taquari, carrega em sua trajetória familiar o eco dos tempos difíceis. Seus bisavós morreram na retomada de Corumbá, e sua avó foi acolhida em Coxim pela professora Filomena Benevites, que mais tarde se casaria com Evaristo Rocha, telegrafista. Dona Didi é fruto dessa linhagem resiliente: filha da caçula do casal, perdeu o pai ainda pequena e foi criada sob os cuidados do irmão mais velho.
Seu pai, cidadão americano nascido na Alemanha, atravessou a América em busca de um clima quente após adoecer de beri-beri no Canadá. A viagem o levou do Alasca até Buenos Aires, Montevidéu e, por fim, ao interior do Brasil, chegando a Corumbá atraído pela promessa do ouro. Um dia, ao ir a Coxim consertar uma panela, acabou sendo recrutado para montar uma ferraria recém-adquirida por três famílias locais. Como ninguém sabia operá-la, tornou-se sócio industrial e iniciou sua história na cidade, onde conheceu sua futura esposa e construiu sua família.
Dona Didi deixou Coxim aos cinco anos. Estudou em uma escola particular onde hoje é o HSBC, tendo como professores o senhor Cerejo e dona Conceição. Mais tarde foi para Campo Grande, frequentando colégios como Antônio João, Osvaldo Cruz e o Nossa Senhora Auxiliadora, antes de se mudar para São Paulo. Lá morou em pensionato, concluiu os estudos e lecionou por um ano no Colégio Auxiliadora, onde conheceu Dioraci de Castro Mascarenhas, com quem se casaria. Quando o pai adoeceu, Dona Didi retornou à terra natal para cuidar das propriedades da família, assumindo com o marido as responsabilidades pelos negócios.
Foram 29 anos vividos na fazenda Retiro Velho, onde conheceu de perto a comunidade coxinense. Lembra com carinho das festas e dos laços entre vizinhos, onde todos se tratavam como compadres e comadres. “As famílias se acolhiam, faziam confraternizações, havia carinho e respeito mútuo”, recorda. Embora reconheça que o progresso trouxe facilidades — como eletrodomésticos, energia elétrica e a substituição de antigos lampiões —, lamenta a perda daquele clima fraterno.
Foi no Retiro Velho que floresceu sua vocação para o radioamadorismo. Com incentivo do pai, estudou em Cuiabá e operava um rádio movido a motor a gasolina. A comunicação por ondas de rádio não apenas informava, mas salvava vidas. O programa “Rodada do Pantanal” transmitia notícias locais e mundiais, e os aparelhos de pilha permitiam à comunidade se manter conectada.
Ela relata episódios marcantes: uma grávida em Pedro Gomes cuja vida, e a do bebê, foram salvas graças às instruções médicas transmitidas via rádio; um menino ferido em um engenho que foi socorrido após Dona Didi contatar a ferrovia, que acionou um médico por avião; e o caso de um pai que caminhou 30 km com o filho doente em uma rede, esperando oito dias até que o transporte aéreo pudesse chegar. O rádio era, muitas vezes, a única esperança.
O radioamadorismo contava com sete aparelhos espalhados pelo estado — em locais como Três Lagoas, Pantanal, Rondonópolis, Campo Grande e Santana de Paranaíba. Quatro deles pertenciam à sua própria família: dois irmãos, uma cunhada e um cunhado também atuavam como radioamadores.
As memórias de Dona Didi também resgatam uma Coxim sem pontes, hospitais ou médicos, onde a farmácia era o recurso mais próximo de assistência. Mesmo assim, a alimentação era saudável, o ritmo era outro, e as pessoas, mais próximas. Hoje, com duas filhas morando em Campo Grande, ela escolheu permanecer na fazenda: “Não é obrigação, é vontade. Tudo é bonito aqui. Na capital é tudo corrido. Não me adapto mais.”
Sobre o mundo atual, ela reconhece avanços materiais, mas lamenta a perda de valores, sobretudo na educação. “Hoje as pessoas têm instrução, mas não formação. Educação começa ao nascer. As leis estão no papel, mas não protegem o cidadão de bem”, reflete. Desiludida com as instituições, diz não confiar mais no governo federal, marcado por escândalos morais e falta de representatividade confiável.
Dona Didi é, sem dúvida, um elo entre o passado e o presente. Com sua voz firme, seu coração generoso e sua história de coragem, ela representa um tempo em que a solidariedade era a principal rede de comunicação — e o rádio, um instrumento de vida.
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 23 May 2025 09:10:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Orgulhos Coxinenses: Ariel Albrecht e Josimar Ferreira]]></title>
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				<description><![CDATA[Ariel Albrecht



Ariel Albrecht é um talento nato do turismo brasileiro, gaúcho de nascimento e coxinense de coração.
Nascido em um ambiente onde a cultura e a natureza se entrelaçavam, Ariel iniciou sua trajetória no setor em 1997, ao voltar para Coxim para cursar Turismo, cidade que teve um papel significativo em sua vida, devido às mudanças ocasionadas pela carreira de seu pai, militar do exército, que o levou a residir aqui em duas ocasiões, entre 1981 e 1982, e de 1991 a 1992.
Com uma sólida base de experiências anteriores, Ariel começou sua atuação no turismo como intérprete, primeiro em Marapá-PA (1994) e posteriormente em Corumbá-MS (1995), onde continuou a se aprofundar no mundo das viagens e da hospitalidade. Ao retornar a Coxim, ele teve a oportunidade de se conectar com influentes nomes do setor, como Henrique Spengler, Nilo Coelho e De Paula, que lideravam o Movimento Cultural Guaicuru e lançavam o Programa Rota das Monções de Desenvolvimento Sustentável, entre outras iniciativas transformadoras.
Desde seu início acadêmico, Ariel se destacou por seu envolvimento ativo nas diversas ações culturais e ambientais voltadas para o turismo em Coxim e região. Hoje, com quase 28 anos de experiência, ele se tornou uma referência no turismo local e na Rota Cerrado-Pantanal, além de um notável elaborador de projetos. Ao longo de mais de 20 anos, ele tem auxiliado pessoas e instituições a concretizarem seus sonhos, sempre com paixão e dedicação.


Atualmente, Ariel ocupa o cargo de turismólogo do Município de Coxim e está à frente do Centro de Atendimento ao Turista (CAT), onde se dedica a promover o turismo, as belezas e a cultura da região. Nos finais de semana e feriados, ele também é empreendedor à frente da South Pantanal Tours & Expeditions, oferecendo uma gama diversificada de produtos turísticos que incluem a Expedição Fluvial Rota das Monções, Excursão à Vila dos Diamantes, Safáris Fotográficos 4x4 pelo Pantanal, Passeios de Barco pelo Taquari, City Tours, entre outros. Sua missão é não apenas fomentar a oferta turística, mas também consolidar a identidade cultural de seu povo, melhorando sua autoestima e sensação de pertencimento à terra onde se vive.
Além de suas atividades práticas, Ariel é um palestrante respeitado, compartilhando seu conhecimento sobre meio ambiente, cultura, turismo e desenvolvimento sustentável em escolas, universidades e diversas instituições. Em um momento especial, ele se prepara para celebrar seu 50º aniversário no próximo Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, refletindo sobre uma vida dedicada ao desenvolvimento e à valorização de sua cidade e região.
Fora do ambiente profissional, Ariel é membro da Igreja Batista Manancial, onde atua como professor da Escola Bíblica para crianças. Casado com Graziele Tobias, é pai de dois filhos, Daniel e Valentim. Para ele, Deus e a família são tudo. Com um olhar sonhador, Ariel vê seu trabalho como turismólogo não apenas como uma profissão, mas como a realização de um sonho de infância, onde cada dia é uma nova oportunidade de curtir a paisagem, os animais e contribuir para a beleza e o potencial de Coxim e sua rica cultura.

 

Josimar Ferreira dos Santos Miranda



O escritor, poeta e declamador coxinense nasceu em 16 de fevereiro de 1974, às margens do Rio Taquari, no antigo Hospital do Dr. Cid Branco, local onde morou a professora Clarice Rondon do Santos e que mais tarde abrigou a FUNRONDON. 
Filho de Maria das Virgens Ferreira dos Santos e de José Alves de Miranda. Pai de Djully Layenne Ferreira dos Santos Miranda.
Graduado em Letras pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS/CPCX), em História pela UNIBTA. É acadêmico do 9º periodo do Curso de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS/ CPCX). Especialista em Educação Especial e Inclusiva (Faculdade de Educação São Luis), e Teoria e Metodologia do Ensino de História (UFMS).
Autor dos livros “As mais Belas Palavra de Amor (2007), Amor que Vale Ouro (2010) e Abelha e o Girassol (2024)”, entre outros livros não publicados. Atuante na arte e na cultura regional sul-mato-grosse, nos Forartes, Planos municipais de Cultura, entre outros. Foi Diretor de Cultura e Diretor da Biblioteca Rui Barbosa no município de Alcinópolis-MS. Presidente fundador da Academia de Letras do Brasil, Seccional Coxim, ocupando a Cátedra 01 tendo como patrono Otávio Gonçalves Gomes.
Participou de várias coletãneas com poemas, contos e crônicas e teve vários artigos publicados em jornais regionais, dentre eles “o nome Coxim através de sua raiz etimológica”, entre outras atividades culturais.
Declamador do projeto poesia na Escola (de autoria do poeta coxinense Altair Ferreira) nos estados de Rondonia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Hoje atual como professor na rede estadual nas Escolas Estaduais Pedro Mendes Fontoura (Professor de apoio) e Semíramis Carlota Benevides da Rocha (Professor de Língua Espanhola). Tem recebido apoio incondicional da sua esposa Jozafan da Silva Araújo nas suas atividades culturais e educacionais.
 


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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 16 May 2025 09:17:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Orgulhos Coxinenses ]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/orgulhos-coxinenses/45269/</link>
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				<description><![CDATA[Marcelo Mariano



Natural de Campo Grande, Marcelo Mariano é bailarino, ator, coreógrafo e professor de Educação Física. Desde 1986, constrói uma trajetória sólida nas artes cênicas e na dança, com ampla atuação em cursos e oficinas pelo país, buscando constante formação com nomes reconhecidos da área.
No Rio de Janeiro, estudou com mestres como Fábio de Melo (dança contemporânea), Ana Botafogo (ballet clássico), Malu Contrim (direção teatral), Domingos de Oliveira (teatro), Clóvis Levi (UFMS) e Marcelo Misailidis (dança moderna). Em São Paulo, teve passagem por importantes companhias como Ballet Stagium e Ballet Cisne Negro, além de aulas com Roseli Rodrigues (jazz). Em Minas Gerais, trabalhou com Dudude Hermann, Mário Nascimento e a Putz Companhia Teatral.
Em Campo Grande, coreografou para o Ballet Só Dança Auxiliadora e foi bailarino do Ballet Isadora Duncan, com direção de Neide Garrido. Atuou no Grupo Literathos em 2008 (projeto Letras de Luz – Fundação Victor Civita, SESC Horto e Prefeitura Municipal) e co-dirigiu, ao lado de Marcelo Leite, a peça Crônicas com o Grupo Fulano di Tal. Também foi professor de teatro e dança na rede pública municipal (Semed–Ceac) entre 2008 e 2010.
Entre 2009 e 2012, Marcelo se destacou em Coxim como professor e coreógrafo do Ballet Sandramaria. Dirigiu e produziu peças como Na rodagem dos tocos (Wagner Rondora, 2010), Vestido de Noiva (Nelson Rodrigues, UFMS-Campus Coxim, 2011) e O Julgamento (autoria própria, 2012), com alunos da rede pública. Com essas montagens, conquistou prêmios no projeto FETRAN – Festival Temático de Teatro para Educação no Trânsito, ligado à Polícia Rodoviária Federal e ao Detran-MS. Em 2013, representou o estado em Brasília com três peças premiadas nas categorias infantil, infantojuvenil e juvenil.
Marcelo atuou como diretor teatral do FETRAN de 2010 a 2016, colaborando com escolas municipais e estaduais de Campo Grande e Coxim. Em 2015, fundou o projeto Pantart – Pantaneiros da Arte, grupo municipal de artes cênicas de Coxim, onde também lecionou teatro e dança.
Desde 2016, dirige o Estúdio de Artes Marcelo Mariano, onde ministra aulas de ballet clássico, dança contemporânea, jazz, danças de salão e teatro para todas as idades. O estúdio realiza anualmente seu festival de fim de ano, sempre muito aguardado pelo público de Coxim.
Entre os espetáculos apresentados estão: O Pequeno Príncipe (2016), com mais de 110 bailarinos da comunidade coxinense; Infinito Ser, com a Y Cia de Dança; Malévola (2017); Alice no País da Música (2018), que levou o público a uma viagem por diferentes épocas musicais; e Meu Brasil Brasileiro (2019), uma homenagem à diversidade cultural do país, reunindo 80 bailarinos de Coxim, Sonora e do projeto social Pé no Chão do GAAM.
Marcelo Mariano segue como referência e inspiração, não só pela sua vasta experiência, mas por sua dedicação à arte e ao desenvolvimento de novos talentos em Mato Grosso do Sul.



 

 



 

 

Os violeiros de Coxim



Ademir Aparecido batista Ikeda e Ademar Aparecido Batista Ikeda, popularmente conhecidos como "Os violeiros de Coxim",nascidos e criados nessa cidade do Pé de Cedro a 45 anos iniciamos nossa jornada musical ambos ,aos 12 anos de idade mais ou menos nos anos de 1991 tendo como referência e fonte de inspiração Zezé de Camargo e Luciano, dentre outros sertanejos.
 Vindos de família humilde eles se viravam como podiam sem muito luxo.
 Estão na estrada musical a 33 anos levando o valor e a boa música raiz de vários cantores que marcaram a sua época.
 Quem quiser conhecer a Dupla e ouvir uma boa moda de viola caipira os meninos sempre estão no famoso Zé tombado, próximo a Senzala.
 Filhos e netos  de pescadores, carregam as raízes coxinenses no coração.
A viola caipira entrou na  vida dos violeiros aos 12  anos, quando ouviram pela primeira vez já tiveram a certeza de que era isso que queriam.


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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 25 Apr 2025 09:16:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Orgulhos Coxinenses]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/orgulhos-coxinenses/45097/</link>
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				<description><![CDATA[Maria Agripina de Souza

Maria Agripina como é  conhecida no meio artístico, nascida na cidade de Corumbá , é indígena Guato da região pantaneira da serra do Amolar, mãe de quatro filhos, Gleycielli , Geycianni, Brand Lynn e Scott, e de 4 netos, é professora de história  formada pela UFMS, especialista em antropologia ,  História e cultura dos povos indígenas. Ativista Cultural ,  atriz e contadora de história. Sempre atuou nos movimentos culturais de Coxim, principalmente na arte cênica. Foi precursora do teatro em Coxim, juntamente com o artista Moacir Moura criaram o Grupo Teatral de Coxim (GTC) que sempre teve uma preocupação em trabalhar com textos histórico cultural condomínio caso do Espetáculo Este Peixe por amor ( 1983) Fragmentos da história ( 1984) e o renomado espetáculo Na rodagem dos Tocos( 2.000) texto do artista e escritor coxinense Wagner Rondora. Nos anos  80 foi circense e participou da construção e idealização do Primeiro Circo Teatro de Coxim.( Que era instalado na avenida Virgínia Ferreira), Maria Agripina foi diretora do GTC, atuou em Cia teatral mambembe juntamente com o artista e apresentador Guerino Ribolis nos 90,  foi coordenadora da biblioteca do Sesi,  desenvolveu trabalhos educativo teatral em escolas  municipal  de Coxim com o Projeto Fetran. Seu atual trabalho é o espetáculo Odisseia Humana uma performance teatral dirigida pelo ator e professor Izaque Zampieri. Como indígena de uma etnia que infelizmente já foi tido como extinta, Maria Agripina diz que o hábito da leitura diária fez diferença na sua vida, pois partir dos livros aguçou sua curiosidade e paixão pelo mundo cultural ,  e faz desse hábito o seu legado. Maria  Agripina tem um sonho: ver um dia seu povo originário ser reconhecido e respeitado pela cultura e identidade  , e que as terras indígenas sejam devolvidas aos seus verdadeiros filhos, os povos originários. (Agripina Maria)

 



 

Antônio Francisco dos Santos silva 

Toninho é uma grande referência para a cultura coxinense. Com seu talento, carisma e dedicação à arte, ele não apenas representa o espírito criativo do nosso povo, como também carrega o nome de Coxim com orgulho por todo o Brasil.
Seja através da música, da poesia ou da tradição que mantém viva em cada apresentação, Toninho é prova viva de que a cultura transforma, emociona e conecta. Seu dom é um presente para a cidade, e sua trajetória inspira novas gerações a acreditarem na força da arte e na riqueza da nossa identidade regional.
Coxim se orgulha de você toninho. (Glenda Melo - Diário do Estado)

Mais conhecido como Toninho Músico
Músico coxinense há mais de trinta anos,
natural do estado do Piauí (Picos).
Chegou em Coxim nos anos 80, onde reside até hoje.
Cantor, compositor e cidadão coxinense desde 2021.
Atualmente é membro da Academia de Letras do Brasil (ALB), seccional Coxim.
Trabalhos já realizados:
CD Cânticos e Canções, com músicas inéditas como:
Cristo Redentor do Pantanal, Herculânea, Docinho de Mamão.
Segue sua vida profissional se apresentando em bares, pizzarias e shows, para públicos pequenos e grandes.
Já percorreu com seus shows os estados de:
• Minas Gerais
• Goiás
• Mato Grosso
• São Paulo
• E, claro, o estado de Mato Grosso do Sul
Sempre retornando à sua querida Coxim.
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 11 Apr 2025 11:07:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Lucy e Celcinho Melo, icones da cultura Coxinense ]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/lucy-e-celcinho-melo-icones-da-cultura-coxinense/45034/</link>
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				<description><![CDATA[Lucy de Melo, 73 anos é formada em Letras pela Universidade de Mato Grosso do Sul, lecionou Literatura Brasileira em escolas públicas e privadas de Coxim e Campo Grande, além de professora também é poetisa e artesã, nascida no distrito de Jauru sente orgulho de suas origens, filha de um pai garimpeiro e uma mãe farinheira Lucy descobriu através de seu pai Sr. Gediel a paixão pela leitura e escrita. Lucy faz parte dos Coxinenses que tem orgulho de sua terra, agradecemos professora, poetisa e artesão Lucy Melo por sua contribuição para cultura coxinense.



Meu Cotidiano  - Poema sem rima

Meu poema não tem rima
É feito de lima, de pedra e de nó
É feito de agulha, de linha
Ponto a ponto, dia-a-dia, todos os dias
É feito do salário curto, contado
Como o feijão de cada dia...
É feito da lida
De tanque, da pia
De ônibus lotado
De homem cansado, de mulher estressada...
É feito de espera, de cancela
Do amor costumeiro rotineiro
É feito de riso, as vezes forçado, outras escancarado
É feito de angústia, de espera, de medo
Da violência que ronda, que sonda, que seifa a vida por nada
Por ciúmes, por perfume, por comida, resumida...
É feito da dor, de lágrima rolada
De unha encravada, encalacrada
Da cólica de todo mês cobrada
Da menstruação complicada
E feita da faxina na gaveta viva, onde se troca a esperança velha pela nova que renova a cada dia
Como se renova a planta 
Na estação de que é servida
É feito de saudade, de tanta vida partida, levada pelo destino ou simplesmente pela sina
Ou qualquer coisa parecida, que assim se justifica
Meu poema é igual a vida
Consumido aos pouquinhos, hora a hora, dia-a-dia, ano a ano, vida a vida
É Feito de raça, de força e coragem
Que faz do difícil, simples e trivial
Cozinhando a esperança e enfeitando a fé que move e revela toda mulher
 

———————————————————————————————————————————

Celcinho de Melo - Guardião da Cultura Coxinense

Com as palavras do saudoso Zé Guedes, prestamos nossa homenagem a seu filho, Celsomar Nunes de Melo, 59 anos, carinhosamente conhecido em Coxim como “Celsinho Mello”. Há sete anos, ele assumiu a grande responsabilidade de manter vivo o ponto cultural mais importante da cidade: A Confraria do Piau, desde o falecimento do seu pai e fundador em maio de 2021 
Fundada em 15 de agosto de 1977 por seus pais, Zé Guedes e Maria Nunes Agelin, a Confraria sempre foi um espaço de arte, música e encontros que fortaleceu a identidade cultural de Coxim. Graças ao empenho e dedicação de Celso, esse reduto da cultura coxinense continua pulsando, mantendo viva a tradição e o legado deixado por seu pai. Nossa gratidão e reconhecimento por sua trajetória e pelo compromisso em preservar a Confraria do Piau, um verdadeiro patrimônio da nossa cidade.



Lembranças do poeta José Guedes de Melo

Levantei hoje bem cedo para ver o sol nascer
Olhei pela janela e vi a madrugada romper
O clarão da Estrela Dalva ajuda o resplandecer
Nesta terra que eu amo e que me fez crescer
Vejo as lembranças do poeta que nos ajuda a viver
E o belo Pé de Cedro quando vem florescer
Olho firme para o universo, foi grande a minha emoção 
sabendo que dia 11 foi a nossa emancipação
Agradecemos a Deus que consagrou essa grande união 
Pela grandeza das famílias que fizeram imigração
Confiando nesta terra como verdadeiro torrão
Viva o nosso centenário!!!!
Viva a velha tradição!!!!



Confira a página na integra:

]]></description>
				
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 04 Apr 2025 09:34:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Gleycielli Nonato Guató será a primeira artista do interior a receber a Medalha João Manoel da Silva]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/gleycielli-nonato-guato-sera-a-primeira-artista-do-interior-a-receber/44903/</link>
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				<description><![CDATA[
Pela primeira vez uma artista do interior será honrada com a medalha João Manoel da Silva por seus trabalhos a cultura, realizados em Campo Grande.
Com indicação da vereadora Luíza Ribeiro, e aprovação unânime da câmara dos vereadores, a multiartista, originária Guató e natural de Coxim, será uma das homenageadas pelo legislativo no dia 26/03.
Gleycielli Nonato Guató, é referência em todas as áreas culturais que atua, além de ser a primeira escritora indígena do MS, produtora Audiovisual, atriz, comunicadora e "artesã das palavras".
Com uma presença marcante e uma voz emponente, a Câmara dos Vereadores de Campo Grande, reconhece através dessa medalha, o quanto Gleycielli Nonato Guató, tem feito a cultura de Campo Grande e do Estado de Mato Grosso do Sul.
]]></description>
				
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Mon, 24 Mar 2025 17:34:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Ainda Estou Aqui vence prêmio de Melhor Filme Internacional]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/ainda-estou-aqui-vence-premio-de-melhor-filme-internacional/44717/</link>
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				<description><![CDATA[Ainda Estou Aqui, primeiro Filme Original Globoplay, venceu o Oscar 2025 de Melhor Filme Internacional. A vitória é inédita para o Brasil, sendo a primeira estatueta para o país na categoria desde a edição inaugural da premiação, em 1929. O anúncio foi realizado na noite deste domingo (2) no Dolby Theatre, em Los Angeles, EUA.

O cineasta brasileiro recebeu a estatueta das mãos de Penélope Cruz e dedicou a vitória a Eunice Paiva:

 

"Obrigado em primeiro lugar, em nome do cinema brasileiro. É uma honra receber esse prêmio em um grupo tão extraordinário de cineastas".

 

 

"Dedico esse prêmio a uma mulher que depois de uma perda, durante um regime autoritário, decidiu não se curvar e resistir. Esse prêmio é dedicado a ela, o nome dela é Eunice Paiva. E dedico esse prêmio às duas mulheres extraordinárias que derem vida a ela: Fernanda Torres e Fernanda Montenegro".

 

Na plateia, Fernanda Torres vibrava visivelmente emocionada com a vitória do filme brasileiro e o discurso de Walter. A estrela brasileira concorria ao Oscar de Melhor Atriz, mas a estatueta ficou com Mikey Madison por seu trabalho em Anora.

Ainda Estou Aqui também concorria como Melhor Filme, mas o Oscar da categoria ficou com Anora.

Presente no Oscar representando a plataforma de streaming, Manuel Belmar, diretor de Produtos Digitais, Finanças, Jurídico e Infraestrutura da Globo, falou sobre a importância do prêmio:

"Acredito que este seja um dos momentos mais emocionantes da historia do cinema Brasileiro. Este premio é um reconhecimento merecidíssimo a Ainda Estou Aqui, mas um prêmio que alcança toda a comunidade do cinema e do audiovisual brasileiro. Para a Globo, que por décadas tem na sua missão informar e entreter atravês de conteudos relevantes e de qualidade, é uma honra ser parte deste projeto, especialmente num ano tão especial de sua historia, o seu centenário", afirmou.



Walter Salles agradece o Oscar de Melhor Filme Internacional para Ainda Estou Aqui — Foto: Reuters

Na disputa, Ainda Estou Aqui superou títulos com temáticas opostas. O musical Emilia Pérez, indicado a 13 Oscars e representante da França, era considerado um dos favoritos após ter vencido como Melhor Filme Estrangeiro no Globo de Ouro, Critics Choice Awards e no Bafta.

Em paralelo, havia uma ascensão na candidatura de Flow, o desenho originário da Letônia, que vinha se destacando na categoria de Melhor Animação, com vitórias também no Globo de Ouro e no Spirit Awards como Filme Internacional. A Garota da Agulha (produzido na Dinamarca) e A Semente do Fruto Sagrado (Alemanha, França e Irã) corriam por fora.



Fernanda Torres e Walter Salles celebram vitória de Ainda Estou Aqui no Oscar — Foto: Reuters

Ao longo da história, 14 filmes produzidos no Brasil foram indicados à premiação - e nunca ocorreu vitória. Entre as produções de destaque, estão Cidade de Deus (indicado a 4 categorias), O Beijo da Mulher-Aranha (4, em candidatura compartilhada com EUA) e Central do Brasil (2).

 

Sucesso no Brasil e no mundo



Walter Salles e Fernanda Torres no Oscar — Foto: reuters

Antes de chegar ao Oscar, Ainda Estou Aqui repercutiu internacionalmente, ao ser selecionado para mais de 50 festivais e 26 premiações no Brasil e no mundo. A trajetória de sucesso iniciou com seu lançamento oficial no Festival de Veneza, em setembro de 2024, quando recebeu o prêmio de Melhor Roteiro.

Na temporada de premiações, a película também foi vencedora do Goya de Melhor Filme Ibero-Americano e 6 prêmios do Gold Derby Awards, um dos principais sites de crítica norte-americana. Fernanda Torres, por sua atuação na produção, também faturou o Globo de Ouro e o Satellite Awards de Melhor Atriz em Drama.

Primeiro Filme Original Globoplay, Ainda Estou Aqui narra a história de Eunice Paiva (Fernanda Torres), que lidera a família após o desaparecimento do marido, o deputado cassado Rubens Paiva (Selton Mello), no início da década de 1970. Durante a ditadura militar, o ex-político foi levado por militares para prestar um depoimento e nunca mais foi visto. Seu óbito foi reconhecido somente em 1996.



Cartaz de Ainda Estou Aqui, primeiro filme Original Globoplay — Foto: Divulgação
]]></description>
				
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Mon, 03 Mar 2025 09:05:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Demi Moore leva prêmio e chega favorita ao Oscar; veja lista completa de vencedores]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/demi-moore-leva-premio-e-chega-favorita-ao-oscar-veja-lista-completa/44646/</link>
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				<description><![CDATA[A cerimônia de premiação do SAG (Screen Actors Guild) aconteceu neste domingo (23), em Los Angeles, nos Estados Unidos. No evento, em que o sindicato dos atores premia atuações em séries e filmes, os resultados nas categorias de cinema são considerados bons indicadores para o Oscar.

O maior prêmio do SAG, de Melhor Elenco, ficou com "Conclave" (vencedor também do BAFTA), o que aumenta a dúvida sobre quem levará Melhor Filme no Oscar. O filme sobre a escolha de um novo papa bate de frente com “Anora”, de Sean Baker, que ganhou entre os sindicatos de produtores, diretores e roteiristas.

Demi Moore, que venceu na categoria de Melhor Atriz no SAG, chega ao Oscar como a favorita, tendo vencido também o Globo de Ouro e o Critics Choice. Desde 1994, a vencedora do SAG só não levou o Oscar em sete ocasiões.

Vale lembrar que Fernanda Torres não foi indicada ao prêmio. É mais difícil que um artista estrangeiro seja lembrado pela organização por uma atuação em um filme de fora de Hollywood, mas não é impossível - a própria Karla Sofía Gascón foi indicada por "Emilia Pérez" neste ano.

Nas categorias de atores coadjuvantes, o SAG premiou Zoe Saldaña ("Emilia Pérez") e Kieran Culkin ("Uma verdadeira dor"), que também têm grandes chances de levar o Oscar.

A maior surpresa foi Timothée Chalamet, que levou o único prêmio até aqui por sua atuação como Bob Dylan em "Um Completo Desconhecido". Até então, a categoria de Melhor Ator vinha sendo dominada por Adrien Brody ("O Brutalista").

 

“Eu sei que a coisa mais elegante seria minimizar o esforço que foi feito para esse papel e o quanto isso significa para mim. Mas a verdade é que foram cinco anos e meio da minha vida. Eu coloquei tudo o que eu tinha para interpretar esse artista incomparável, o Sr. Bob Dylan”, disse Timothée em seu discurso, declarando também que "quer ser um dos grandes".


Já entre as séries, "Xógum" e "Only Murders in the Building" foram as mais premiadas. Veja a lista completa de vencedores:

 

Filmes

 

Melhor Elenco

 


	“Um Completo Desconhecido”
	“Conclave” (vencedor)
	“Anora”
	“Emilia Perez”
	“Wicked”


 

Melhor performance de um ator em papel principal em filme

 


	Adrien Brody, “O Brutalista”
	Timothée Chalamet, “Um Completo Desconhecido” (vencedor)
	Daniel Craig, “Queer”
	Colman Domingo, “Sing Sing”
	Ralph Fiennes, “Conclave”


 

Melhor performance de uma atriz em papel principal em filme

 


	Pamela Anderson, “The Last Showgirl”
	Cynthia Erivo, “Wicked”
	Karla Sofía Gascón,”Emilia Pérez”
	Mikey Madison, “Anora”
	Demi Moore, “A Substância” (vencedora)


 

Melhor performance de um ator em papel coadjuvante em filme


	Jonathan Bailey, “Wicked”
	Kieran Culkin, “A Verdadeira Dor” (vencedor)
	Jeremy Strong, “O Aprendiz”
	Yura Borisov, “Anora”
	Edward Norton, “Um Completo Desconhecido”


 

Melhor performance de uma atriz em papel coadjuvante em filme

 


	Jamie Lee Curtis, “The Last Showgirl”
	Ariana Grande, “Wicked”
	Danielle Deadwyler, “The Piano Lesson”
	Zoe Saldaña, “Emilia Pérez” (vencedora)
	Monica Barbaro, “Um Completo Desconhecido”


 

Melhor performance de elenco de dublês em filme

 


	“Deadpool & Wolverine”
	“Dune: Parte 2”
	“O Dublê” (vencedor)
	“Gladiador II”
	“Wicked”


 

 

Séries e TV

 

Melhor Elenco de Série de Drama

 


	“O Dia do Chacal”
	“A Diplomata”
	“Bridgerton”
	“Xógum: A Gloriosa Saga do Japão” (vencedor)
	“Slow Horses”


 

Melhor Performance de Ator em Série de Drama

 


	Gary Oldman, “Slow Horses”
	Eddie Redmayne, “O Dia Do Chacal”
	Hiroyuki Sanada, “Xógum: A Gloriosa Saga do Japão” (vencedor)
	Jeff Bridges, “The Old Man”
	Tadanobu Asano, “Xógum: A Gloriosa Saga do Japão”


 

Melhor Performance de Atriz em Série de Drama

 


	Kathy Bates, “Matlock”
	Keri Russell, “A Diplomata”
	Allison Janney, “A Diplomata”
	Anna Sawai, “Xógum: A Gloriosa Saga do Japão” (vencedora)
	Nicola Coughlan, “Bridgerton”


 

Melhor Elenco de Série de Comédia

 


	“Abbott Elementary”
	“The Bear”
	“Hacks”
	“Falando a Real”
	“Only Murders in the Building” (vencedor)


 

Melhor Performance de Ator em Série de Comédia

 


	Adam Brody, “Ninguém Quer”
	Ted Danson, “Um Espião Infiltrado”
	Harrison Ford, “Falando a Real”
	Martin Short, “Only Murders in the Building” (vencedor)
	Jeremy Allen White, “The Bear”


Melhor Performance de Atriz em Série de Comédia

 


	Kristen Bell, “Ninguém Quer”
	Quinta Brunson, “Abbott Elementary”
	Ayo Edebiri, “The Bear”
	Liza Colóns-Zayas, “The Bear”
	Jean Smart, “Hacks” (vencedora)


 

Melhor Performance de Ator em Minissérie ou Telefilme

 


	Colin Farrell, “Pinguim” (vencedor)
	Richard Gadd, “Bebê Rena”
	Kevin Kline, “Disclaimer”
	Javier Bardem, “Monstros: Irmãos Menendez: Assassinos de Pais”
	Andrew Scott, “Ripley”


 

Melhor Performance de Atriz em Minissérie ou Telefilme

 


	Cate Blanchett, “Disclaimer”
	Jodie Foster, “True Detective: Night Country”
	Jessica Gunning, “Bebê Rena” (vencedora)
	Cristin Milioti, “Pinguim”
	Kathy Bates, “The Great Lillian Hall”
	Lily Gladston, “Under the Bridge”


 

Melhor performance de elenco de dublês em série de televisão

 


	“The Boys”
	“Fall Out”
	“Xógum: A Gloriosa Saga do Japão” (vencedor)
	“A Casa do Dragão”
	“Pinguim”


]]></description>
				
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Mon, 24 Feb 2025 08:44:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Na corrida pelo Oscar, 'Ainda Estou Aqui' já conquistou mais de 30 prêmios; veja lista]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/na-corrida-pelo-oscar-ainda-estou-aqui-ja-conquistou-mais-de-30/44548/</link>
				<guid>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/na-corrida-pelo-oscar-ainda-estou-aqui-ja-conquistou-mais-de-30/44548/</guid>
				<description><![CDATA[O filme brasileiro Ainda Estou Aqui (2024), dirigido por Walter Salles, tem se destacado na temporada de premiações, acumulando em sua estante uma série de prêmios e reconhecimentos antes do Oscar 2025 -- que acontece daqui 18 dias. Até o momento, o longa e a sua protagonista, Fernanda Torres que na obra vive Eunice Paiva, conquistaram mais de 30 prêmios.


Os prêmios conquistados por Ainda Estou Aqui:
• Festival de Veneza (2024)
- Melhor Roteiro para Ainda Estou Aqui
- Green Drop Award para Ainda Estou Aqui
- SIGNIS Award para Ainda Estou Aqui


• Critics Choice Awards Celebration of Cinema (2024)
- Melhor Atriz em Filme Internacional para Fernanda Torres (Honrada)


• Festival Internacional de Cinema de Vancouver (2024)
- Sessão de Gala e Apresentação do Prêmio do Público para Ainda Estou Aqui


• Mill Valley Film Festival (2024)
- Filme Favorito do Público para Ainda Estou Aqui


• Pingyao International Film Festival (2024)
- Crouching Tiger Hidden Dragon East-West Award para Walter Salles (Honrado)


• Festival Internacional de Cinema de Miami (2024)
- Prêmio do Público para Ainda Estou Aqui


• Festival du film d&#39;histoire de Pessac (2024)
- Prêmio do Júri Estudantil Danielle Le Roy para Ainda Estou Aqui
- Prêmio do Público para Ainda Estou Aqui


• New Mexico Film Critics (2024)
- Melhor Filme em Língua Estrangeira para Ainda Estou Aqui


• Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (2024)
- Melhor Filme Nacional – Voto Público para Ainda Estou Aqui


• Prêmio Arcanjo de Cultura (2025)
- Cinema para Ainda Estou Aqui (Honrado)


• Prêmio F5 (2024)
- Filme do Ano para Ainda Estou Aqui
- Atuação do Ano em Filme para Fernanda Torres
- Atuação do Ano em Papel Infantojuvenil para Cora Mora


• National Board of Review (2025)
- Os 5 Melhores Filmes Internacionais do Ano para Ainda Estou Aqui


• Globo de Ouro (2025)
- Melhor Atriz em Filme Dramático para Fernanda Torres


• Festival Internacional de Cinema de Palm Springs (2025)
- Melhor Filme Internacional para Ainda Estou Aqui


• Puerto Rico Critics Association Awards (2025)
- Melhor Filme Internacional para Ainda Estou Aqui


• Prêmios Satellite (2025)
- Melhor Atriz em Filme Dramático para Fernanda Torres


• Gold Derby Film Awards (2025)
- Melhor Filme para Ainda Estou Aqui
- Melhor Filme em Língua Estrangeira para Ainda Estou Aqui
- Melhor Atriz para Fernanda Torres
- Melhor Roteiro Adaptado para Murilo Hauser & Heitor Lorega


• Prêmios Goya (2025)
- Melhor Filme Ibero-Americano para Ainda Estou Aqui


• Festival de Cinema de Roterdã (2025)
- Prêmio do Público para Ainda Estou Aqui


• Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (2025)
- Filme do Ano para Ainda Estou Aqui


• Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (2025)
- Melhor Longa-metragem Nacional para Ainda Estou Aqui


• Prêmio APCA de Cinema (2025)
- Melhor Filme para Ainda Estou Aqui
- Melhor Atriz para Fernanda Torres
 
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Thu, 13 Feb 2025 08:46:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Antes do Carnaval, campanha convida folião para doação de sangue]]></title>
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				<description><![CDATA[Para conscientizar os foliões sobre a importância da doação de sangue no período pré-carnaval, o Instituto Sangue Bom fará visitas durante os ensaios dos blocos das escolas de samba de Campo Grande. O período é considerado crítico pelo Hemosul, pois muitos dos doadores ficam inaptos temporariamente para doar devido ao consumo de bebidas alcoólicas.
Conforme o idealizador da campanha "Antes da folia, pratique empatia", e presidente do Instituto Sangue Bom, Carlos Alberto Rezende, este é o segundo ano consecutivo da ação. "Estamos visando abastecer o banco de sangue do Hemosul ao longo do mês de fevereiro, principalmente para os dias de folia", contou.
Segundo ele, durante os ensaios das escolas campo-grandenses, será feita uma abordagem para explicar a importância da pauta, e incentivar que as pessoas se tornem voluntárias para a doação de sangue e medula óssea. A coordenadora da Rede Hemosul, Marina Sawaba Torres, explica que para manter um bom estoque de sangue, o ideal seria receber entre 130 e 150 doações por dia.
O lançamento da campanha foi feito na Feira Borogodó, na praça do Preto Velho, junto com os blocos de samba.
Serviço - Para doar sangue é preciso ter entre 16 e 69 anos. Em caso de menores de idade, é necessário estar acompanhado do responsável legal. A primeira doação pode ser feita somente até os 60 anos de idade. Em Mato Grosso do Sul, os doadores precisam ter 51 kg.
 
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 07 Feb 2025 09:30:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Edital vai bancar viagem de agentes culturais em festivais até fora do País]]></title>
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				<description><![CDATA[O Diário Oficial do Estado publicou, na terça-feira (4), o edital que dá início ao processo seletivo que irá conceder apoio financeiro a agentes culturais que apresentam projetos dentro e fora do País. Com aporte de R$ 1 milhão, a seleção tem como finalidade indenizar despesas de deslocamento, permanência e outras.
O edital do Pnab (Política Nacional Aldir Blanc) terá validade de 12 meses, podendo ser prorrogado posteriormente.  A iniciativa é promover a difusão e o intercâmbio cultural de atividades, tecnologias sociais e ações inovadoras que abordam temas variados, como saúde, direitos humanos, ciência, tecnologia, meio ambiente, igualdade racial e inclusão social.
O processo seletivo deverá selecionar pessoas ou grupos que apresentem projetos culturais, eventos, festivais, feiras de negócios e outros segmentos que proporcionem intercâmbio de temas e expressões transversais que não estejam definidas no âmbito da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.


Como participar - Entre os critérios de participação, estão que as propostas deverão ser apresentadas exclusivamente por pessoa física, com idade igual ou superior a 18 anos e que tenha nascido no Brasil.
No caso de candidatura para participação em evento fora do Estado, cada um dos candidatos deverá comprovar a atual residência no Mato Grosso do Sul por, no mínimo, dois anos. O candidato, seja individual ou grupo, poderá ser beneficiado uma única vez por edital de intercâmbio cultural.
O valor do apoio financeiro, independentemente do destino e do período de permanência do(a) participante, será individual de R$ 7.000,00 (sete mil reais) para destinos nacionais e de R$ 17.000,00 (dezessete mil reais) para destinos no exterior.
O valor máximo do apoio, independentemente do número de integrantes do grupo, será de R$ 68.000,00 (sessenta e oito mil reais) para viagens nacionais, e de R$ 148.000,00 (cento e quarenta e oito mil reais) para viagens Internacionais.
É previsto que do total de propostas selecionadas serão reservadas cotas para pessoas negras, indígenas e com deficiência.
As inscrições deverão ser feitas por meio do formulário contido no Anexo I do Edital, disponível para preenchimento online na https://editaisms.prosas.com.br. Os interessados têm até o dia cinco de março para efetuarem as inscrições. Edital vai custear viagens de agentes culturais dentro e fora do Paí.
 
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 07 Feb 2025 09:24:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA["Os Melhores do Mundo" em Campo Grande já tem sessão esgotada]]></title>
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				<description><![CDATA[A Companhia de Comédia Os Melhores do Mundo está prestes a desembarcar em Campo Grande com a turnê especial de 30 anos, trazendo o espetáculo icônico “Hermanoteu na Terra de Godah”.

A capital sul-mato-grossense recebe a peça nos dias 15 e 16 de março, no Teatro Dom Bosco, e a procura pelos ingressos já está intensa: a sessão principal do sábado (21h30) está esgotada!

Se você não quer ficar de fora dessa experiência hilária e única, a dica é garantir seu ingresso agora para as demais sessões disponíveis. Com sessões extras já abertas, os ingressos estão à venda online e correm o risco de acabar rapidamente.
Sucesso absoluto de público e crítica, “Hermanoteu na Terra de Godah” conquistou milhões de espectadores no Brasil e no exterior. A sátira irreverente aos épicos bíblicos se tornou um marco do humor nacional, misturando improviso, referências atuais e personagens icônicos que arrancam gargalhadas do público.

“Cada apresentação é única, pois os atores improvisam e interagem com a plateia, tornando cada espetáculo exclusivo para aquela cidade”, destaca a atriz Adriana Nunes.

“Hermanoteu na Terra de Godah” em Campo Grande
 Local: Teatro Dom Bosco - Avenida Mato Grosso
Datas:
15 de março (sábado)
Sessão Principal: 21h30 – ESGOTADA
Sessão Extra: 19h
16 de março (domingo)
Sessão Principal: 18h
Ingressos: A partir de R$ 40,00 (meia-entrada).

Venda online: www.ingressodigital.com.
Classificação indicativa: 14 anos (menores de 14 anos apenas acompanhados de um responsável maior de idade).
A produção local é da Sparta Produções e o telefone para contato é WhatsApp: (67) 98182-2227
Não perca tempo! Com uma sessão já esgotada, os ingressos restantes devem acabar em breve. Corra e garanta o seu antes que seja tarde!
 
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Thu, 06 Feb 2025 15:42:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Sebrae promove palestra sobre carreira independente na música em Coxim e mais 4 municípios]]></title>
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				<description><![CDATA[A internet tem revelado uma nova geração de artistas, ampliando as formas de conexão com o público e transformando o cenário musical no Brasil. Para quem busca ter uma carreira independente, esse contexto pode ser uma grande oportunidade.
Com o intuito de apoiar os profissionais da área que desejam se consolidar com um trabalho autoral, o Sebrae/MS promove, na próxima semana, em cinco municípios do Estado, a palestra “Jornada do Artista Independente”, com a participação do cantor e compositor Jonavo – músico sul-mato-grossense que se destacou por um trabalho próprio no cenário folk brasileiro e, atualmente, é reconhecido no país e exterior.


Campo Grande será a primeira cidade a receber a palestra, no dia 10 de fevereiro, no Living Lab. Na sequência, Jonavo irá percorrer todas as regiões do Estado, passando por Três Lagoas (11/02), Dourados (12/02), Bonito (13/02) e Coxim (14/02). Em todos os municípios, a capacitação será realizada de forma gratuita nas Unidades Regionais do Sebrae e tem início às 18h30. As inscrições devem ser feitas on-line, por meio da Loja do Sebrae/MS.
“O intuito é compartilhar conhecimento e mostrar para os artistas e profissionais da área musical que é possível consolidar uma carreira independente nesse segmento a partir de planejamento e atitudes empreendedoras. Dessa forma, nós buscamos fomentar a geração de renda e apoiar o mercado de música independente em Mato Grosso do Sul”, expôs o analista-técnico do Sebrae/MS, Flávio Domeniche.


Conhecimento e troca de experiências
Um artista independente é aquele que realiza a gestão da própria carreira e, no mercado de produção de música, vários nomes se destacam pela inovação na área, como o artista sul-mato-grossense Jonavo. Para fortalecer seu trabalho solo, ele precisou entender o espaço que ocupava no ecossistema da música – um ambiente que impacta diversos profissionais como produtores, empresários, vendedores e técnicos de som – além de desenvolver características empreendedoras.


Durante a palestra, o músico vai compartilhar essa trajetória com os participantes e trazer cinco etapas que precisam ser trabalhadas por quem deseja ter uma carreira autoral, o que inclui a parte de gestão. Ele também ressalta como o espírito empreendedor auxilia no processo criativo do trabalho e discute temas como planejamento de turnês de forma autossustentável e a importância de definir e comunicar a identidade do artista.
“Eu, assim como a maioria dos artistas, não aprendi sobre o negócio da música em uma universidade e nem tive alguém que me ensinasse isso lá no início. Então, precisei correr atrás de entender meus próprios métodos para conseguir gravar meus álbuns, vender meus shows e fazer turnês pelo Brasil e pelo mundo, então, é isso que eu vou compartilhar com o pessoal”, expõe Jonavo.
Com a realização de três turnês que passaram pelo Brasil, Estados Unidos e Canadá, atualmente, o cantor representa o Estado na cena da música folk brasileira. Além do trabalho desenvolvido como cantor e compositor, Jonavo também atua no backstage, auxiliando em diversas produções.


Serviço:
Campo Grande
Data: 10/02/2025 (segunda-feira)
Horário: 18h30
Local: Living Lab (R. Brasil, nº205, Bairro Monte Castelo)
Inscreva-se: Jornada do Artista Independente CG

Três Lagoas
Data: 11/02/2025 (terça-feira)
Horário: 18h30
Local: Sebrae Três Lagoas (R. Zuleide Pérez Tabox, nº826, Centro)
Inscreva-se: Jornada do Artista Independente TLG

Dourados
Data: 12/02/2025 (quarta-feira)
Horário: 18h30
Local: Sebrae Dourados (R. Joaquim Teixeira Alves, nº4705, Vila Industrial)
Inscreva-se: Jornada do Artista Independente DDO

Bonito
Data: 13/02/2025 (quinta-feira)
Horário: 18h30
Local: Sebrae Bonito (R. Cel. Pílad Rébua, nº2480)
Inscreva-se: Jornada do Artista Independente Bonito

Coxim
Data: 14/02/2025 (sexta-feira)
Horário: 18h30
Local: Sebrae Coxim (Avenida Salgado Filho, nº105, Jardim Aeroporto)
Inscreva-se: Jornada do Artista Independente Coxim

Mais informações sobre as ações realizadas pelo Sebrae/MS podem ser obtidas pelo telefone 0800 570 0800 ou pelo site ms.sebrae.com.br
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Thu, 06 Feb 2025 08:52:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Carnaval 2025: feriado ou ponto facultativo? Ganho em dobro se trabalhar? Entenda direitos]]></title>
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				<description><![CDATA[Você já fez planos para o carnaval? Antes de ir atrás de fantasias, programação de bloquinhos e compra de ingressos para assistir aos desfiles das escolas de samba, tenha em mente que a data não é feriado nacional.

Isso significa que, nas localidades onde não é considerada feriado, os trabalhadores terão que cumprir o expediente normalmente ou contar com a boa vontade dos seus empregadores para garantir um dia de folga.

O carnaval de 2025 será entre os dias 1º e 5 de março. O período entre os dias 3 e 5 (segunda a quarta-feira), até as 14h, é considerado ponto facultativo pelo governo federal, de acordo com o calendário oficial deste ano.

Mas há exceções! Estados e municípios podem considerar o carnaval como feriado, desde que regulamentem.

No estado do Rio de Janeiro, por exemplo, a terça-feira de carnaval foi declarada feriado estadual por meio da Lei 5.243/08.

Nesses casos, a norma é que todos os trabalhadores sejam dispensados. Caso contrário, precisam receber o salário do dia em dobro ou compensar a folga em outra data, explica a advogada trabalhista Ana Gabriela Burlamaqui, sócia do escritório A. C. Burlamaqui Consultores.

O g1 conversou com advogados trabalhistas para esclarecer outras dúvidas sobre o tema. Abaixo, entenda:
1.    O que é ponto facultativo?
2.    Posso fazer acordo para folgar no carnaval?
3.    Ganho em dobro se trabalhar?
4.    Posso faltar?
5.    Faltei ao trabalho e fui flagrado no carnaval. E agora?
6.    1. O que é ponto facultativo?
7.    Em dias de ponto facultativo, funcionários públicos são dispensados do serviço sem prejuízo da remuneração. A medida é decretada em dias úteis de trabalho, geralmente entre feriados e fins de semana.
8.    No caso do setor privado, a decisão de dar folga ou não aos funcionários em dias de ponto facultativo cabe aos empregadores. Ao contrário do que acontece em feriados, o decreto não obriga as empresas a liberarem seus empregados.
9.    2. Posso fazer acordo para folgar no carnaval?
10.    As empresas e funcionários podem fazer acordo sobre os dias a serem trabalhados e as formas de compensação das horas.
11.    Nesse caso, a empresa poderá exigir que o trabalhador compense as horas não trabalhadas em outros dias (com exceção do domingo), respeitando o limite máximo de duas horas extras diárias.
12.    Esses dias não trabalhados podem ainda entrar no banco de horas como horas-débito, e o funcionário tem que compensar isso dentro do prazo estipulado em acordo com a empresa.
13.     ATENÇÃO: Os empregadores não podem fazer descontos salariais em relação aos dias que não foram trabalhados, alerta a advogada Cíntia Fernandes, sócia do escritório Mauro Menezes & Advogados.
3. Ganho em dobro se trabalhar?

Nos estados e municípios onde a terça-feira de carnaval é feriado oficial, os empregados que trabalharem têm direito a uma folga.
Se isso não ocorrer, deverão receber o pagamento daquele dia trabalhado em dobro, explica Ruslan Stuchi, do Stuchi Advogados.
Já o ponto facultativo não é considerado legalmente como feriado para fins trabalhistas. Sendo assim, trabalhar nessa data não dá direito a folgas ou bônus salariais, afirma o professor em direito do trabalho Eduardo Pragmácio Filho, sócio do Furtado Pragmácio Advogados.

4. Posso faltar sem avisar?
Em locais em que o carnaval não é considerado feriado, a falta injustificada do trabalhador poderá levar ao desconto no salário, nas férias, nos descansos semanais remunerados e na cesta básica, aponta a advogada trabalhista Lariane Del Vecchio, do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados.

Além disso, o empregado pode ser penalizado com advertência, suspensão e até ser demitido por justa causa.
5. Faltei ao trabalho e fui flagrado no carnaval. E agora?

Caso o empregado tenha sido escalado para trabalhar no período de carnaval, ele é obrigado a comparecer.
Se, de alguma forma, ele for surpreendido pulando carnaval, sanções como desconto na remuneração, advertências e demissão por justa causa podem ser aplicadas, completa a advogada Ana Gabriela Burlamaqui.
 
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Tue, 04 Feb 2025 11:53:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Oficina "Cores da Terra" Encanta Participantes com Arte e Sustentabilidade]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/oficina-cores-da-terra-encanta-participantes-com-arte-e/44449/</link>
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				<description><![CDATA[Entre os dias 29 e 31 de janeiro, a Oficina "Cores da Terra" proporcionou uma verdadeira imersão artística e ecológica em Coxim. O evento, conduzido pelo renomado arte-educador Braz Bispo, reuniu participantes interessados na extração e aplicação de pigmentos naturais para a produção de tintas ecológicas.
Braz Bispo, especialista em arte-terapia e membro da AATESP (Associação de Arteterapia do Estado de São Paulo), compartilhou seu conhecimento sobre técnicas ancestrais e sustentáveis, guiando os participantes na busca por pigmentos diretamente da terra local. A oficina aliou arte e meio ambiente, promovendo um olhar mais atento para os recursos naturais e sua aplicabilidade na criação artística.
O evento contou com o importante apoio local da Associação Espaço das Artes, composta principalmente por mulheres ribeirinhas de Coxim, além de outros artesãos cooperativos. Essa colaboração ressaltou a força da comunidade e elevou a experiência proporcionada pela oficina, valorizando a cultura e as tradições locais.


O encerramento do evento foi marcado por uma emocionante exposição no Centro Municipal de Artesanato, onde foram apresentadas as peças produzidas ao longo dos três dias de aprendizado. Os trabalhos evidenciaram a riqueza de cores e texturas obtidas a partir dos pigmentos naturais, encantando o público presente.
A realização da oficina foi possível graças à colaboração entre a FUNRONDON (Fundação Professora Clarice Rondon), a UFMS - Campus Coxim e o APL Cerâmico de Coxim (Arranjo Produtivo Local). Essa parceria fortaleceu a valorização das expressões artísticas regionais e o compromisso com práticas mais sustentáveis na arte.
Com grande sucesso e adesão, a Oficina "Cores da Terra" reafirmou a importância da arte como ferramenta de conexão com a natureza e de preservação cultural, deixando um legado inspirador para a comunidade.
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Tue, 04 Feb 2025 09:14:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Edital seleciona artesãos para representar MS em eventos nacionais]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/edital-seleciona-artesaos-para-representar-ms-em-eventos-nacionais/44391/</link>
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				<description><![CDATA[A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), por meio da Coordenação Estadual do Programa do Artesanato Brasileiro, lançou o edital de seleção para artesãos e entidades do setor interessados em participar de feiras nacionais de artesanato (clique aqui para acessar). A iniciativa visa fortalecer a presença da produção artesanal sul-mato-grossense em eventos de grande visibilidade e fomentar oportunidades de comercialização.
Feiras contempladas e critérios de seleção


Os selecionados terão a oportunidade de expor e comercializar seus produtos em importantes feiras nacionais. Entre elas, o Festival Nacional de Artesanato da Bahia (FENABA), que ocorrerá de 24 a 27 de abril de 2025, em Salvador (BA); o 19º Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras, programado para acontecer de 21 a 25 de maio de 2025, no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo (SP); a 25ª Fenearte (Feira Nacional de Negócios do Artesanato), que será realizada de 09 a 20 de julho de 2025, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda (PE); e a 7ª Fenacce (Feira Nacional de Artesanato e Cultura), que ocorrerá de 09 a 14 de setembro de 2025, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza (CE).
Para participar do processo seletivo, serão disponibilizadas oito vagas destinadas a artesãos e entidades representativas do artesanato. Essas vagas serão distribuídas da seguinte forma: quatro para Entidades Representativas do Artesanato, três para artesãos individuais e uma vaga exclusiva para Mestre Artesão, sendo esta última restrita a quem possui a Carteira Nacional de Mestre Artesão válida.


Critérios de participação
Podem se inscrever artesãos que sejam maiores de 18 anos, cadastrados no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (Sicab) e com Carteira Nacional válida. Também podem participar entidades representativas, como associações e cooperativas, desde que legalmente constituídas e com registro atualizado no Sicab. Além disso, os interessados devem ter disponibilidade para viajar e comercializar seus produtos durante os eventos.
Do total de vagas ofertadas para artesãos individuais, um mínimo de 10% será destinado a artesãos com deficiência (PCD), indígenas e quilombolas, garantindo maior inclusão e diversidade na seleção.
Os selecionados deverão arcar com despesas de passagens, hospedagem e alimentação. A FCMS será responsável pelo transporte das peças de Campo Grande às cidades-sede das feiras e pelo retorno à capital sul-mato-grossense. Os artesãos deverão chegar um dia antes da abertura do evento para montagem do estande e permanecer até o dia seguinte ao encerramento para a desmontagem.
Inscrições e cronograma


As inscrições estarão abertas até 28 de fevereiro de 2025. O processo seletivo inclui análise documental, avaliação por comissão interdisciplinar e período para recursos. A lista definitiva dos selecionados será divulgada em 11 de abril de 2025.
A gerente de Desenvolvimento de Atividades Artesanais da FCMS, Katienka Klain, destaca a importância da iniciativa. “O Projeto Feiras Nacionais é um dos mais tradicionais da Fundação de Cultura, oferecendo aos artesãos a chance de expandir seus negócios e conquistar novos mercados. Participar dessas feiras significa visibilidade e geração de oportunidades ao longo do ano”.
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Thu, 30 Jan 2025 08:43:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Como o uso de inteligência artificial causa polêmica na acirrada disputa pelo Oscar]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/como-o-uso-de-inteligencia-artificial-causa-polemica-na-acirrada/44381/</link>
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				<description><![CDATA[A disputa pelo Oscar é uma das mais acirradas dos últimos anos em várias categorias, entre elas a de Melhor Filme. E uma polêmica causada por uso de inteligência artificial pode deixar a corrida ainda mais embolada.

Emilia Pérez e O Brutalista, os dois filmes líderes em indicações em 2025, estão sendo alvos de críticas pelo uso da inteligência artificial para melhorar a voz dos atores (que também vão concorrer ao Oscar).
Em Emilia Pérez, que teve 13 indicações, a IA foi usada para aprimorar a voz da protagonista, a atriz Karla Sofía Gascón, nos números musicais. No filme, a voz da atriz foi misturada com a da estrela pop francesa Camille, co-autora da trilha sonora e das músicas do longa. O objetivo era aumentar o alcance vocal de Gascón.

A tática deu resultado. Emilia Pérez é um dos favoritos ao Oscar de Melhor Filme. E Gascón conseguiu uma indicação para Melhor Atriz - ela vai disputar o prêmio contra Fernanda Torres, de Ainda Estou Aqui.
Em O Brutalista, que teve 10 indicações ao Oscar, o uso da IA teve outro objetivo: deixar as falas em húngaro dos atores Adrien Brody e Felicity Jones mais precisas. Os dois também foram indicados nas categorias de atuação.

“Se você vem do mundo anglo-saxão, certos sons podem ser particularmente difíceis de entender. Primeiro tentamos fazer a regravação desses sons mais difíceis com os atores em estúdio. Então tentamos fazer a dublagem deles com outros atores, mas isso simplesmente não funcionou. Então procuramos outras opções de como melhorá-lo”, revelou o editor do filme, Dávid Jancsó.

O que aumenta a polêmica é que o uso da inteligência artificial no cinema é um dos tópicos mais discutidos atualmente em Hollywood. Um dos motivos da greve dos atores em 2023 foi justamente a falta de uma legislação mais clara que proteja os trabalhadores da indústria sobre o uso indiscriminado dessa tecnologia, principalmente na reprodução de imagens e vozes.
 
]]></description>
				
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Tue, 28 Jan 2025 17:46:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Os famosos que perderam suas mansões: 'Queimou até o chão']]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/video/os-famosos-que-perderam-suas-mansoes-queimou-ate-o-chao/44228/</link>
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				<description><![CDATA[O ator James Woods chorou na TV ao vivo ao descrever como sua propriedade em Pacific Palisades foi arrasada.
A atriz e socialite Paris Hilton e o ator e escritor Billy Crystal estão entre as celebridades que perderam suas casas nos incêndios florestais que estão atingindo Los Angeles.

Mais de mil construções foram destruídas por seis incêndios diferentes dentro e ao redor da cidade, que é repleta de mansões de estrelas de cinema.

O ator James Woods diz que sua casa em Pacific Palisades desapareceu. — Foto: Getty Images via BBC

Algumas das piores devastações aconteceram no bairro luxuoso e residencial de Pacific Palisades, onde mais de 15 mil acres foram afetados. Uma parte do bairro foi reduzida a cinzas.
O ator James Woods diz que sua casa em Pacific Palisades desapareceu. — Foto: Getty Images via BBC

O ator James Woods, de filmes como Nixon e Cassino, chorou ao falar à rede CNN sobre a perda de sua propriedade em Pacific Palisades. "Um dia você está nadando na piscina e no dia seguinte tudo se foi", disse.

Ele chorou ao descrever como a sobrinha de oito anos de sua esposa ofereceu a eles seu cofrinho para ajudar a reconstruir sua casa.

O ator Billy Crystal disse, em nota, que ele e sua esposa, Janice, estavam "de coração partido" pela perda de sua casa em Pacific Palisades, onde moravam desde 1979.

O astro de Harry e Sally: Feitos um para o Outro disse em uma declaração: "Criamos nossos filhos e netos aqui.

Cada centímetro da nossa casa estava cheio de amor. Lindas memórias que não podem ser tiradas".
"Estamos de coração partido, é claro, mas com o amor de nossos filhos e amigos, vamos superar isso."
A atriz Jamie Lee Curtis também foi forçada a evacuar. Ela escreveu no Instagram: "Nosso amado bairro se foi. Nossa casa está segura. Muitos outros perderam tudo."
 

Mandy Moore, a cantora e atriz de This Is Us: Histórias de Família, disse aos seguidores no Instagram que havia fugido com seus filhos e animais de estimação do caminho de um incêndio que havia deixado seu bairro em Altadena "arrasado".
 

Jennifer Aniston, Bradley Cooper, Tom Hanks, Reese Witherspoon, Adam Sandler e Michael Keaton também têm casas em Pacific Palisades.
A imprensa noticiou que o casal de atores Adam Brody e Leighton Meester também teve sua mansão destruída pelos fogos.

A socialite Paris Hilton disse que perdeu sua casa em Malibu.
Ela disse em uma postagem no Instagram: "Sentar com minha família, assistir ao noticiário e ver nossa casa em Malibu queimar até o chão na TV ao vivo é algo que ninguém deveria ter que vivenciar".
"Esta casa é onde construímos tantas memórias preciosas... Meu coração e minhas orações estão com todas as famílias afetadas por esses incêndios."

Miles Teller, mais conhecido por seu papel em Top Gun: Maverick, e sua esposa, Keleigh Sperry, também teriam perdido sua casa em Pacific Palisades.
Postando no Instagram, Sperry compartilhou uma foto dos incêndios e um emoji de coração partido.

Ela pediu que as pessoas deixassem tigelas de água para os animais deixados para trás enquanto as pessoas evacuavam suas casas.
Outras estrelas forçadas a fugir de suas casas incluem o ator de Guerra nas Estrelas Mark Hamill e o ator de Schitt&#39;s Creek Eugene Levy.

Em uma publicação no Instagram, Hamill disse que o incêndio é "o mais horrível" desde 1993, quando 18 mil acres queimaram, destruindo 323 casas em Malibu.

Ele disse que já havia evacuado sua casa em Malibu quando "na última hora surgiram pequenos incêndios em ambos os lados da estrada".

Levy disse que viu uma fumaça "preta e intensa" no horizonte.
"Não consegui ver nenhuma chama, mas a fumaça era muito escura", ele disse ao Los Angeles Times.
O ator Cameron Mathison também compartilhou um vídeo de sua casa reduzida a ruínas. "Estamos seguros. Mas isso é o que sobrou da nossa linda casa", escreveu a estrela da novela americana General Hospital.

"Nossa casa, onde nossos filhos foram criados e onde eles queriam criar os seus um dia."
A lendária compositora Diane Warren, que compôs sucessos clássicos como If I Could Turn Back Time e I Don&#39;t Want to Miss a Thing, também perdeu sua casa.
Ela postou uma foto da orla perto de sua casa, dizendo que a propriedade que ela teve por quase três décadas se foi.

O ator Steve Guttenberg, conhecido por Loucademia de Polícia, ficou para ajudar a mover os carros para abrir caminho para os caminhões de bombeiros que chegavam.

Ele pediu aos moradores de Pacific Palisades que deixassem as chaves em seus carros abandonados para que pudessem ser movidos.

A escola Palisades Charter High School - usada no clássico de terror Carrie, A Estranha de 1976 - foi devastada.
Ex-alunos da escola incluem o diretor JJ Abrams, o músico Will.i.am e o ator Forest Whitaker.

Eventos com astros de Hollywood também foram cancelados.

As estreias dos filmes Imparável, Better Man - A História de Robbie Williams e Lobisomem foram canceladas, assim como a cerimônia ao vivo do Screen Actors Guild Awards.
O evento de indicações ao Oscar foi adiado do dia 17 para o dia 19 de janeiro.

As filmagens de programas baseados em Los Angeles, como Grey&#39;s Anatomy, Hacks e Jimmy Kimmel Live, foram pausadas.

O parque temático Universal Studios foi fechado durante o dia devido aos ventos extremos e perigo de incêndio.
Enquanto isso, um novo incêndio surgiu na quarta-feira à noite em Hollywood Hills, perto do famoso letreiro de Hollywood.
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				<category>Geral</category>
				<pubDate>Thu, 09 Jan 2025 10:53:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Tiago Leifert assina contrato com o SBT e volta a TV aberta após três anos]]></title>
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				<description><![CDATA[Tiago Leifert é novo contratado do SBT e volta a trabalhar em TV aberta após três anos. O  apresentador, que está nos Estados Unidos, assinou contrato com a emissora nesta quarta-feira, 8.

A informação foi dada com exclusividade pelo portal LeoDias, Segundo o veículo, a contratação faz parte de um pacote de reforços da emissora para esta temporada.

Na nova casa, Tiago vai atuar como narrador nas transmissões da Liga dos Campeões, mas há em vista outros projetos que podem ser colocados à sua disposição.

Estreia de Leifert na emissora paulista deve acontecer no dia 21 de janeiro, à frente do confronto entre Benfica e Barcelona, pela UEFA Champions League.

Os clubes se enfrentam pela sétima rodada e o jogo terá início às 16h45 (de Brasília), no SBT e no +SBT.

O jornalista esportivo fez história na Globo e esteve à frente do Big Brother Brasil desde a edição de 2017, antes comando por Pedro Bial, até 2021. Ele deixou a emissora dos Marinho no final daquele mesmo ano e desde então estava afastado da TV aberta.
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Thu, 09 Jan 2025 09:51:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Arte, teatro, dança: programação gratuita traz atividades para toda a família na Capital]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/arte-teatro-danca-programacao-gratuita-traz-atividades-para-toda-a/44221/</link>
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				<description><![CDATA[O Centro Cultural José Octavio Guizzo está com programação gratuita até o final de janeiro em Campo Grande. As atividades iniciam nesta terça-feira (7) e vão até o dia 31.

O projeto Arte nas Estações oferece uma série de atividades lúdicas e sensoriais de terça-feira a sábado, das 14h às 17h, com exposição e oficinas que estimulam o aprendizado e a convivência por meio da arte.

Com entrada gratuita e para todas as idades, as oficinas são divididas em eixos temáticos baseados na exposição A Ferro e Fogo, que será o ponto de partida para uma série de atividades que envolvem arte, cultura indígena e preservação ambiental.

A programação é pensada para agradar tanto crianças, acompanhadas dos responsáveis, quanto adultos, e tem o objetivo de fomentar a troca de saberes e promover a reflexão sobre temas como a identidade e a preservação ambiental.

Experimentar (7 a 11 de janeiro)

Durante esta semana, as atividades têm como foco o desenvolvimento de práticas de desenho, pintura e colagem. Convidando o público a experimentar e criar coletivamente, o Ateliê Educativo será um espaço para a construção de novas formas de expressão artística.

Conviver (14 a 18 de janeiro)

A segunda semana traz um olhar para a cultura indígena e as práticas de bem-viver dos povos originários. Oficinas de confecção de tintas naturais com urucum e jenipapo, além de construção de grafismos e artesanatos, serão realizadas, oferecendo uma verdadeira imersão nas tradições indígenas. Além disso, sessões de contação de histórias resgatam mitos e tradições, criando um ambiente de aprendizado e valorização das culturas indígenas.

14 e 15 de janeiro (14h às 16h30): Oficinas práticas e visitas mediadas sobre o conceito de Bem Viver.
16 de janeiro - (14h às 15h30): Conversas de Rede - Leitura de livros infantis e infanto-juvenis indígenas com Ana Triches.
17 de janeiro - (14h às 16h): Oficina Pigmentação da resistência com Sol Terena, focando na extração de pigmentos naturais e a pintura corporal indígena.
18 de janeiro - (14h às 16h): Oficina de confecção com tecido juta, guiada pela artesã Ceani Marques.
Habitar (21 a 25 de janeiro)

A partir do dia 21, a programação se volta para o bioma do Cerrado, com atividades educativas e interativas que sensibilizam o público para a preservação da flora local. A proposta é unir conhecimento ambiental e cultura com oficinas de plantio de mudas e sementes, além de homenagens à escultora Conceição Freitas.

21 a 25 de janeiro (14h às 16h30): Oficinas práticas e visitas mediadas sobre o Cerrado.
22 de janeiro (14h às 16h30): Exibição do documentário Pé de Histórias: árvores que guardam nossas memórias com a roda de conversa com a diretora Lu Bigatão.
23 de janeiro (14h às 16h30): Oficina sobre sementes e plantio de mudas nativas do Cerrado.
24 de janeiro (16h30): Apresentação do espetáculo Navegantes, da Cia. (Des)limites, sobre a preservação das águas e a fauna local.
Territorializar (28 a 31 de janeiro)

A última semana de janeiro é dedicada à celebração da cultura afro-brasileira e à prática de atividades como capoeira e dança siriri. As oficinas de capoeira, rodas de maculelê e dança serão oferecidas para todas as idades, destacando a importância dessas práticas culturais no contexto local.

28 de janeiro (14h): Oficina de Capoeira para crianças com o instrutor Huguin Kpuera.
29 de janeiro (14h): Oficina de Capoeira para jovens e adultos com o instrutor Huguin Kpuera.
30 de janeiro (14h): Oficina de Siriri com Mariana de Castro.
31 de janeiro (14h): Roda de maculelê com o Coletivo Capoeira do Mato.
As vagas são limitadas e as inscrições são feitas por meio da distribuição de senhas, sendo importante chegar cedo para garantir participação nas atividades.

Para mais informações sobre as oficinas, a programação completa e atualizações, consulte o site oficial do projeto e as redes sociais do Arte nas Estações
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Wed, 08 Jan 2025 17:11:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Gusttavo Lima, Thiaguinho, Jorge e Mateus: 2025 já tem listão de shows]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/gusttavo-lima-thiaguinho-jorge-e-mateus-2025-ja-tem-listao-de-shows/44201/</link>
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				<description><![CDATA[Ingressos já estão disponíveis para a maior parte das atrações

Rock, sertanejo e até atração musical infantil integram o listão de shows que Campo Grande irá receber neste ano. Para te ajudar a não ficar perdido e deixar a oportunidade passar, o Lado B reuniu as atrações que já foram divulgadas.

Confira abaixo os detalhes sobre datas e ingressos:

O Embaixador Classic: com formato diferente do convencional, Gusttavo Lima estará acompanhado de uma orquestra no Parque de Exposições Laucídio Coelho. Marcado para o dia 8 de fevereiro, o show terá mesas e cadeiras.

Já disponíveis, os ingressos custam a partir de R$ 70 na arquibancada, R$ 5 mil para mesa de 8 pessoas e bistrô a partir de R$ 1.800 para quatro pessoas. Clique aqui para mais informações.

Netinho de Paula: em clima de Carnaval, a Vila Carvalho trará o ícone do samba e referência de música, Netinho de Paula.

O evento será no dia 16 de fevereiro, às 11h, no Clube Estoril. Além de Netinho, a Bateria Poderosa da Vila também se apresenta. No local, haverá mesas com preços que variam entre R$ 600 e R$ 1 mil. Os ingressos individuais custam R$ 80.

Mais informações e para adquirir os ingressos é necessário falar com Wlauer pelo número (67) 99270-6330.

Maria Clara e JP: o fenômeno infantil do YouTube trará o espetáculo musical “Maria Clara e JP - Brincar e Imaginar” no dia 22 de fevereiro, às 17h.

O show será realizado no Palácio Popular da Cultura e o valor dos ingressos varia de acordo com os setores, partindo de R$ 100 + taxas. Mais detalhes clicando aqui.

Angra: Comemorando os 20 anos do álbum "Temple of Shadows", a banda de power metal Angra trará o show em março de 2025, no Clube Estoril. Parte dos ingressos já está esgotado, mas há lote da área VIP (a partir de R$ 110) - clique aqui. 

Humberto Gessinger: nos dias 29 e 30 de março, Gessinger trará a turnê “Acústicos Engenheiros do Hawaii” para o Ondara Buffet.

Para o primeiro dia, há ingressos do terceiro lote na área vip. Já o show extra conta com mesas, bistrô e área vip, todos sendo open bar. Os ingressos custam a partir de R$ 188. Confira mais detalhes em pedrosilvapromocoes.com.br/comprar-ingresso.

Jorge e Mateus: Campo Grande terá a dupla durante o dia 11 de abril, na Expogrande. Antes do anúncio, fãs haviam se revoltado já que a turnê de 20 anos de carreira não incluiu Mato Grosso do Sul na lista. Mas, no último dia de dezembro, a surpresa foi anunciada pela Dut’s.

Por enquanto, os valores dos ingressos não foram divulgados. Então, é necessário ficar de olho nos perfis dos artistas e da produtora.

Expogrande: Além de Jorge e Mateus, a programação da Expogrande confirmou MatoGrosso e Mathias no dia 3 de abril, Matuê, Teto, Wiu e Brandão no dia 4, Chitãozinho e Xororó no dia 5.

A lista segue com Jorge e Mateus, finalizando no dia 12 de abril com Hugo e Guilherme, Vh e Alexandre. Os ingressos ainda não começaram a ser vendidos.

Thiaguinho: em agosto, Thiaguinho retorna com sua mega turnê comemorativa dos dez anos de “Tardezinha”. O projeto contempla cidades nacionais e internacionais, conforme divulgado pelo artista.
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 03 Jan 2025 10:14:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA['Auto 2' é só o começo: festa pelos 100 anos de Suassuna terá 'Arianoverso']]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/auto-2-e-so-o-comeco-festa-pelos-100-anos-de-suassuna-tera/44165/</link>
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				<description><![CDATA[O "Auto da Compadecida 2", que estreou nos cinemas no último dia 25, é a primeira de uma série de obras e ações que marcam o centenário do escritor e dramaturgo Ariano Suassuna, celebrado em junho de 2027.

Além do filme — uma espécie de continuidade do sucesso de bilheteria —, estão previstos para os próximos dois anos vários lançamentos que comemoram e discutem a obra de Suassuna. Além do lançamento de reedições de seus livros, com direito a uma coletânea inédita de poesias, há previsão também de um documentário para streaming e a circulação de uma exposição imersiva inaugurada no início deste ano na Paraíba.

Parte desse "Arianoverso" tem sido produzido pelo neto mais velho do escritor, o historiador e advogado João Suassuna, 39. "Meu Natal se chama &#39;O Auto da Compadecida&#39; e Ariano Suassuna", brincava João, ao telefone, na véspera do lançamento do filme.

Com uma verve empresarial, João integra a equipe que produziu o novo longa-metragem dirigido por Guel Arraes. Desde 2014, após a morte de Suassuna, ele acompanha atividades relacionadas ao avô - de homenagens a uma aula-espetáculo que ele mesmo criou para contar histórias da vida do escritor. 

Com uma verve empresarial, João integra a equipe que produziu o novo longa-metragem dirigido por Guel Arraes. Desde 2014, após a morte de Suassuna, ele acompanha atividades relacionadas ao avô - de homenagens a uma aula-espetáculo que ele mesmo criou para contar histórias da vida do escritor. 

"Eu &#39;vivo&#39; Ariano Suassuna há 39 anos, desde que nasci. Hoje tenho oportunidade de ir na mesma praça, mesma quadra poliesportiva onde Ariano já deu aula-espetáculo", conta.

Isso é celebrar a memória dele e levar adiante a chama imortal que não restringe à família Suassuna, mas ao povo brasileiro.

João Suassuna Arianoverso&#39;

Numa de suas inúmeras frases bem-humoradas, Ariano Suassuna chegou a dizer que o computador era seu inimigo. Mas foi justamente por meio da tecnologia que o neto dele encontrou uma forma de mantê-lo popular entre gerações mais novas. 

Em abril, João Suassuna inaugurou a exposição imersiva "O Auto de Ariano, o Realista Esperançoso", idealizada por ele. O projeto utiliza projeções, cenografia e objetos pessoais para fazer os visitantes entrarem no universo criativo e emocional de Ariano.

A exposição ficou em cartaz em João Pessoa (PB) de abril a setembro, e em 29 de novembro estreou no Recife. São 1.300 metros quadrados, incluindo a reprodução em tamanho real de espaços da casa do escritor — um casarão na zona norte recifense, chamada de Ilumiara A Coroada, com várias obras de arte.

Segundo o produtor, a exposição deve passar por mais 12 cidades brasileiras em 2025. "Não é uma experiência acadêmica em um grande.

&#39;Reencontro&#39;

O "Auto da Compadecida 2" é visto por João Suassuna como um "reencontro de João Grilo e Chicó", na ficção, e do "Brasil com os personagens" que marcaram a obra do avô. Ele e o tio, o artista plástico Manuel Dantas Suassuna, acompanharam o processo criativo do novo roteiro

O projeto do filme foi discutido entre a família e os produtores desde 2019. O roteiro foi desenvolvido durante a pandemia de covid-19.

Para João Falcão, que assina o roteiro com Adriana Falcão e Guel Arraes, a colaboração da família do escritor foi fundamental "para que o filme encontrasse seu caminho". Sem a orientação direta de Ariano Suassuna, Falcão explica que o desafio da equipe foi preservar a essência do original estabelecendo critérios claros, criando parâmetros como o tom farsesco e a coerência dos protagonistas.

O roteiro não utilizou personagens coadjuvantes, já que todos morreram no final do primeiro filme, e foi estruturado como uma trama única, diferentemente do formato em episódios do longa anterior. "Só batemos o martelo quando começamos a nos divertir com os personagens e suas invenções. Como se João Grilo e Chicó tivessem chegado junto e demonstrado que desejavam o reencontro", afirma o roteirista.

A escrita, diz ele, foi cuidadosa ao trabalhar com uma obra tão emblemática. "Tínhamos muita cerimônia na hora de criar em cima do original de Ariano, mas percebemos que o excesso de zelo nos travava. Decidimos, então, contar nossa própria história dentro de um universo já familiar".

"Nunca achamos que seria fácil e, até a decisão de seguir, tivemos diversos encontros de criação. Só batemos o martelo quando começamos a nos divertir com os personagens e suas invenções", lembra João Falcão, que assina o roteiro com Adriana Falcão e Guel Arraes. "Como se João Grilo e Chicó tivessem chegado junto e demonstrado que desejavam o reencontro. Depois disso foram três anos elaborando o roteiro, que passou por inúmeras versões até chegar à forma final”.
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Sat, 28 Dec 2024 11:33:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Apostadores sonham em "viver" com premiação da Mega da Virada]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/apostadores-sonham-em-viver-com-premiacao-da-mega-da-virada/44164/</link>
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				<description><![CDATA[Sonhando com os R$ 600 milhões na conta em janeiro de 2025, apostadores da Mega da Virada dizem desejar “poder viver” com a premiação. Viagens e descanso são as principais opções dos participantes para gastar a bolada que será sorteada às 19h, no horário de Mato Grosso do Sul, do dia 31 de dezembro. Confira as chances de ganhar no final da matéria.

O valor do prêmio foi o que chamou a atenção de Alcinda de Almeida, de 49 anos. Na expectativa de ser sorteada, a pedagoga declara que se ganhasse na Mega manteria em segredo. Apesar disso, os “sinais” de sua vitória poderiam ser vistos por quem a conhece.

“Com esse valor eu mudaria completamente de vida. Eu acho que eu iria para a praia e iria só viver. Acho que eu não ia gastar com bens materiais não, eu ia viajar, conhecer outros lugares, outros ares, coisa que não consigo fazer hoje em dia. Eu iria curtir. [...] Eu não continuaria no trabalho, iria lá só para me despedir”, explica.

A técnica de enfermagem Rose Batista, de 43 anos, foi quem ficou responsável por realizar o tradicional bolão dos funcionários de onde trabalha. “Todo ano nós fazemos, já é uma tradição nossa. Estamos com a expectativa alta, se ganharmos dia 1º ninguém vai trabalhar, vão ter que contratar novos funcionários”, diz de forma descontraída.

Rose relembra que em uma das apostas que ela realizou ganhou R$ 20. O pequeno prêmio dá o gás para a esperança de ganhar uma fatia maior da bolada neste ano. “Se eu ganhar pretendo comprar uma casa, viajar, curtir a família, ficar sem trabalhar um pouco para descansar”.

Outro que tem as viagens como plano, é o aposentado Raimundo de Alcantara, de 73 anos. “Se eu ganhar pretendo viajar o mundo inteiro. Eu sempre aposto na Mega, nunca ganhei, mas essa será a primeira vez que irei ganhar”, garantiu.

Apesar de nem saber o valor de uma aposta e nem mesmo da premiação, Maria Altira resolveu fazer a sorte nesta tarde. Segundo relatado, o desejo surgiu depois da aposentada se deparar com várias propagandas da Mega da Virada.

Maria ainda conta que não usou nenhum tipo de estratégia na aposta, pois a escolha das dezenas foram realizadas aleatoriamente. Quando a reportagem informou o valor do prêmio acumulado, a aposentada demonstrou surpresa e comentou: “já dá para pagar as minhas contas e ainda sobra um dinheirinho”.

Mesmo com a premiação com valor histórico, a gerente da lotérica Neia Silva, de 40 anos, revela que o número de apostas não superou o de 2023. “Sendo R$ 600 milhões a previsão, a gente achou que as apostas seriam maiores. Eu acredito que entre amanhã e terça deva aumentar”, disse.

Neia ainda detalha que entre quem está indo realizar a “fézinha”, a procura está sendo dividida igualmente pelos bolões e as apostas individuais. Não perca o “time” - Quem deseja concorrer aos R$ 600 milhões da Mega da Virada deve se apressar. As apostas serão encerradas em três dias, sendo que no dia 31 de dezembro as apostas fecham às 17h (de MS).

O valor da aposta simples, que contém apenas 6 dezenas, tem o custo de R$ 5. As chances de ser sorteado mudam conforme a quantidade de números apostados. Veja a chance de ser sorteado na tabela abaixo:


]]></description>
				
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Sat, 28 Dec 2024 11:14:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Agendão: Último fim de semana de 2024 tem eventos para todos os públicos e gostos]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/agendao-ultimo-fim-de-semana-de-2024-tem-eventos-para-todos-os/44159/</link>
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				<description><![CDATA[No último fim de semana de 2024, Mato Grosso do Sul se despede do ano com uma agenda repleta de atrações. Em Campo Grande, a Cidade do Natal segue até 31 de dezembro com o coreto encantado, a casa do Papai Noel e shows especiais. Nesta sexta-feira (27) tem Max Henrique, além de Sampri no sábado (28) e Frequência Zero no domingo (29). No Sesc Teatro Prosa, o projeto Férias no Prosa diverte a criançada com espetáculos temáticos, como o show “Rock para Crianças” no sábado (28).

Os amantes da música podem curtir uma mistura de samba, pagode, rock e MPB em diversos pontos da capital, com apresentações do Samba do Caramelo, Karla Coronel, cover de bandas de rock nacional e muito mais. 

Já em Sonora, na Praça Central, o sábado (28) será animado com apresentações do Trio Violada e da dupla Rodrigo e Thayane, trazendo ritmos que vão do sertanejo ao funk, para encerrar o ano com muita energia.

A Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura) e a FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul) listam os principais eventos do fim de semana. Confira:

Sexta-feira (27)

Cidade do Natal - A charmosa Cidade do Natal permanece aberta ao público até o dia 31 de dezembro, na Vila Morena, localizada nos altos da Avenida Afonso Pena. A programação inclui atrações como o coreto encantado, a casa do Papai Noel e uma praça de alimentação. Nesta sexta-feira, o destaque musical fica por conta de Max Henrique, às 19h30, e a Parada Natalina, às 21h.

Horário: a partir das 19h

Local: Vila Morena – Altos da Av. Afonso Pena

Entrada: gratuita

City Tour de Natal - O City Tour da capital de Mato Grosso do Sul entra no clima natalino com uma edição especial durante o mês de dezembro. O passeio parte diretamente da Cidade do Natal, oferecendo aos participantes uma oportunidade única de conhecer os principais pontos turísticos de Campo Grande, iluminados e decorados para as festas de fim de ano.

Horários de saída: 18h, 19h e 20h

Local: Cidade do Natal

Entrada: gratuita

Férias no Prosa - Espetáculo “Pelega e Porca Prenha” - Neste fim de semana, o Sesc Teatro Prosa oferece uma programação especial para as crianças nas férias de fim de ano. O Férias no Prosa apresenta, nesta sexta-feira, o espetáculo “Pelega e Porca Prenha – episódio: Na Mata do Pequi”, do Grupo Ubu. A peça conta a história dos irmãos "Pelega" e "Porca Prenha", que enfrentam uma intriga com figuras míticas como a Boca de Sapo, o Curupira e a Pisadeira, resgatando lendas e tradições de Mato Grosso do Sul.

Horário: 16h

Local: Sesc Teatro Prosa – R. Anhanduí, 200 - Centro

Entrada: gratuita, com retirada de ingressos pelo link https://www.sympla.com.br/ferias-no-prosa---programacao-infantil__2759680

Karla Coronel apresenta "Made In Brazil" - A cantora Karla Coronel sobe ao palco ao lado de sua banda para interpretar grandes clássicos da MPB, mesclando sucessos atemporais e canções recentes. A noite promete uma verdadeira celebração da música brasileira, com participações especiais de Gio Resquin, Dovalle & Rushel.

Horário: 19h

Local: Ponto Bar - R. Doutor Temístocles, 103 - Centro

Entrada: a partir de R$ 15 pelo link https://www.sympla.com.br/evento/karla-coronel-ao-vivo-made-in-brazil-no-ponto-bar/2777867

Exposição “A Ferro e Fogo” - Com curadoria de Ulisses Carrilho, a exposição apresenta 113 obras de 27 artistas autodidatas da coleção do Museu Internacional de Arte Naïf. A mostra estará disponível para visitação até o dia 19 de fevereiro.

Horário: 9h às 18h

Local: Centro Cultural José Octávio Guizzo - R. 26 de Agosto, 453 - Centro

Entrada: gratuita

Exposição “Alterações Climáticas, a Paz e os Seres Vivos” - A exposição coletiva reúne artistas visuais e poetas, propondo reflexões sobre o meio ambiente e suas conexões com a paz e os seres vivos. A mostra está aberta para visitação de segunda a sexta-feira.

Horário: 9h às 18h

Local: Casa de Cultura de Campo Grande – Av. Afonso Pena, 2270 - Centro

Entrada: gratuita

Exposição “O Tempo Quando Olho” - As obras da artista Sara Welter (Syunoi) exploram diferentes perspectivas sobre o tempo, compondo sua primeira exposição individual. A mostra está em cartaz no MIS (Museu da Imagem e do Som).

Horário: 8h às 17h

Local: MIS – Av. Fernando Corrêa da Costa, 559 - Memorial da Cultura “Apolônio de Carvalho” - 3º andar - Centro

Entrada: gratuita

Made in Samba - O Made in Samba traz carisma e muita música para uma noite de pagode especial, perfeita para fechar o ano com boa energia e ritmo contagiante.

Horário: A partir das 19h

Local: Capivas Cervejaria - R. Pedro Celestino, 1079 - Centro

Entrada: R$ 10 na portaria

Dumattu de Virada - Uma celebração especial para encerrar 2024 acontece com a energia característica da banda Dumattu. O evento reúne pop e rock em uma apresentação cheia de vibração e autenticidade, ideal para compartilhar momentos com amigos e recordar os melhores instantes do ano.

Horário: 18h30

Local: Cervejaria Canalhas - R. Oceano Atlântico, 99 - Chácara Cachoeira

Entrada: a partir de R$ 30 pelo link https://www.sympla.com.br/evento/dumattu-de-virada/2766133

Karaokê no Pizza Pub - Uma oportunidade para mostrar talento ou simplesmente curtir uma sexta-feira descontraída. O karaokê no Pizza Pub promete momentos leves e animados em um ambiente acolhedor.

Horário: a partir das 20h

Local: Pizza Pub – R. 14 de Julho, 2553 - Centro

Entrada: gratuita

Forrózinho do Chiad - O sanfoneiro Gabriel Chiad apresenta uma mistura de ritmos, passando por forró, sertanejo e até funk, em uma noite animada que promete embalar o último "sextou" do ano.

Horário: a partir das 19h

Local: Quiça Bar – R. Euclides da Cunha, 488 - Jardim dos Estados

Entrada: gratuita

Parque Kinder - O novo Parque Kinder traz diversão no segundo piso do Shopping Campo Grande, próximo ao Carrefour. A atração conta com sete brinquedos, como piscina de bolinhas e circuito dinâmico, para crianças de 1 a 12 anos. O valor é de R$ 50 para 40 minutos e R$ 10 para cada 15 minutos adicionais. 

Horário:  14h às 22h (quinta a sábado) e 14h às 20h (domingo) 

Local: Shopping Campo Grande – Av. Afonso Pena, 4909 – Santa Fé

Fim de semana no Norte Sul - O Magic Games continua no Norte Sul Plaza, agora com o Kid Play, um espaço especial com desconto de 50% para pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista) e também para pessoas com síndrome de Down. O acesso ao Kid Play é feito por meio de um cartão que, ao ser devolvido no final, tem o valor estornado. O passaporte oferece entrada até o fechamento do shopping, mas a saída do espaço não permite retorno. Crianças menores de 5 anos devem estar acompanhadas de um responsável dentro do local, e crianças com TEA devem ser acompanhadas independentemente da idade.

O Kid Play foi reformado e agora oferece novas atrações, como uma piscina de bolinhas com mais de meio milhão de bolinhas, tobogã e chute a gol. Para quem quiser continuar no clima de Natal, as Xícaras do Noel giratórias, dentro da decoração natalina, também estão disponíveis para diversão. O Parque Natal Luz, localizado em frente à Sertão, segue aberto neste fim de semana.

Horário: 10h às 22h (sexta e sábado) e 11h às 21h (domingo)

Local: Shopping Norte Sul Plaza - Av. Pres. Ernesto Geisel, 2300 - Jardim Joquei Club

Entrada: mais informações e o passaporte podem ser obtidos na bilheteira

Mega Park - O parque de diversões Mega Park Internacional está instalado no Shopping Bosque dos Ipês. Crianças menores de 3 anos têm entrada gratuita e devem estar acompanhadas por um adulto responsável. Pessoas com TEA e PCD também têm gratuidade com acompanhante. Passaportes antecipados à venda no site aqui com valor promocional. Passaportes antecipados à venda no site com valor promocional https://shorturl.at/cJ7ky .

De segunda a sexta-feira o parque irá funcionar das 18h às 22h. Aos sábados, domingos e feriados, o parque funcionará das 15h às 22h, com duas sessões. A primeira será das 15h às 18h, com passaporte promocional a R$60 e para a segunda sessão, das 19h às 22h, R$70.

Horário: estreia a partir das 19h

Local: Shopping Bosque dos Ipês - Av. Cônsul Assaf Trad, 4796 - Parque dos Novos Estados

Summer Eletrohits - Nesta sexta-feira, a Daza traz para a pista uma viagem musical com Summer Eletrohits, coletânea que marcou gerações. A última sexta do ano promete ser inesquecível, com decoração imersiva.

Horário: 23h59 às 6h

Local: Daza – R. Marechal Rondon, 2181 - Centro

Entrada: R$ 10 pelo link https://www.sympla.com.br/evento/summer-eletrohits/2780474

Sábado (28)

Férias no Prosa - Nano Elânio e Banda Brincante - Neste sábado, o Férias no Prosa traz o show “Rock para Crianças” com Nano Elânio e Banda Brincante. O espetáculo oferece uma viagem musical, transformando cantigas e brincadeiras infantis em versões vibrantes e roqueiras, prometendo muita diversão e emoção com clássicos da infância reimaginados. O público é convidado a comparecer ao evento com traje de rock.

Horário: 16h

Local: Sesc Teatro Prosa – Rua Anhanduí, 200

Entrada: gratuita, com reserva de ingressos pelo link https://www.sympla.com.br/ferias-no-prosa---programacao-infantil__2759680

Som do Sesc - O projeto Som do Sesc recebe, no Shopping Norte Sul Plaza, a dupla Elvis & Adriano, na Praça de Alimentação. A dupla sertaneja conta com parcerias especiais com Jads & Jadson e Os Filhos de Campo Grande.

Horário: 19h

Local: Shopping Norte Sul Plaza - Av. Pres. Ernesto Geisel, 2300 - Jardim Joquei Club

Entrada: gratuita

Samba na Praça do Preto Velho - A produtora Laricas Cultural encerra o ano com uma animada roda de samba na Praça do Preto Velho. O evento contará com as participações de Luci e Isa Ramos, além da apresentação de Ariadne, trazendo o melhor das brasilidades. O público também poderá aproveitar expositores de artesanato, opções de gastronomia, capoeira do mato e chopp gelado. Como parte da ação solidária, o evento receberá doações de arroz, feijão e macarrão para apoiar a Cufa (Central Única das Favelas) de Campo Grande.

Horário: 17h

Local: Praça do Preto Velho

Entrada: gratuita

Exposição “A Ferro e Fogo” - Com curadoria de Ulisses Carrilho, a exposição apresenta 113 obras de 27 artistas autodidatas da coleção do Museu Internacional de Arte Naïf. A mostra estará disponível para visitação até o dia 19 de fevereiro.

Horário: 9h às 18h

Local: Centro Cultural José Octávio Guizzo - R. 26 de Agosto, 453 - Centro

Entrada: gratuita

Cidade do Natal - A Cidade do Natal permanece aberta até o dia 31 de dezembro, na Vila Morena, localizada nos altos da Avenida Afonso Pena. Entre as atrações estão o coreto encantado, a casa do Papai Noel e uma praça de alimentação. Neste sábado, o destaque será do grupo Sampri, que traz ao palco um repertório que mistura clássicos do MPB e samba.

Horário: 19h

Local: Vila Morena – Altos da Av. Afonso Pena

Entrada: gratuita

Especial Charlie Brown, NxZero e CPM 22 - O Sunset Growler Station encerra o ano com uma noite dedicada aos clássicos do rock nacional. As bandas regionais trazem aos palcos grandes hits: a banda Kefla homenageia Charlie Brown Jr., a banda Redenção interpreta as músicas do NxZero, e a noite se encerra com a apresentação da banda CPM Cover MS.

Horário: 18h

Local: Sunset Growler Station – Av. Afonso Pena, 5668 - Chácara Cachoeira

Entrada: a partir de R$ 35 pelo link https://www.sympla.com.br/evento/especial-cbjr-nxzero-cpm22/2758911

Deathzembro Iconoclasta - O Mirante PUB recebe uma noite de puro death metal com apresentações das bandas Trozator, Malignant Order, Licantropo e Enterrado.

Horário: 21h

Local: Mirante PUB – R. Doutor Zerbini, 53 - Chácara Cachoeira

Entrada: a partir de R$ 25 pelo link https://www.sympla.com.br/evento/deathzembro-iconoclasta/2766718?referrer=www.google.com

Lab Hits – Melhores do Ano - A votação que escolheu os destaques do ano no universo musical chega ao seu resultado final, com premiação em oito categorias: Classic Rock, Grunge/Post Grunge, Rock Alternativo, Hard Rock, Pop/Rock Internacional, Nu Metal Alternativo, Rock Nacional anos 80/90 e Rock Nacional 2000.

Horário: a partir das 20h

Local: Blues Bar – R. 15 de Novembro, 1186 - Centro

Entrada: a partir de R$ 30 pelo link https://www.sympla.com.br/evento/labhits-melhores-do-ano/2765883

Baile Charme - O Baile Charme encerra o ano com estilo, trazendo passinhos e black music para agitar a pista. Com os DJs Magão e Murphy Dee, a noite promete ser um espetáculo de ritmo e energia.

Horário: a partir das 19h

Local: Capivas Cervejaria – R. Pedro Celestino, 1079 - Centro

Entrada: gratuita

Churras Canalhas - A Cervejaria Canalhas reúne churrasco, cerveja artesanal e apresentações musicais de Arthur Rostey, Foogha e Cassino Boogie. Os chefs convidados Bruno Xavier, Francisco José e Marcílio Galeano oferecem porções de cortes variados, disponíveis para venda durante o evento.

Horário: a partir das 16h

Local: R. Oceano Atlântico, 99 – Chácara Cachoeira

Entrada: a partir de R$ 20 pelo link https://www.sympla.com.br/evento/churras-canalhas/2766679

Dark Angels com DJ Santian - O DJ Tiago Santian, direto de Cuiabá, traz seu set exclusivo para a festa Dark Angels na boate NON Stop Club. 

Horário: 23h

Local: NON Stop Club – R. Pimenta Bueno, 127 - Amambai

Entrada: a partir de R$ 15 pelo link https://www.sympla.com.br/evento/dark-angels-dj-santian/2778246?referrer=www.google.com

Sonora

Shows na Praça - O Trio Violada se apresenta em Sonora neste sábado, com repertório que mescla sertanejo, vanera, arrocha harpa e funk. Na sequência, será a vez da dupla Rodrigo e Thayane comandar o palco com muito sertanejo.

Trio Violada abre a noite de shows em Sonora (Foto: divulgação)

Horário: 20h

Local: Praça Central

Entrada: gratuita

Domingo (29)

Cidade do Natal - A Cidade do Natal segue até o dia 31 de dezembro na Vila Morena, nos altos da Avenida Afonso Pena. Além do encantador coreto, da casa do Papai Noel e da praça de alimentação, neste domingo haverá show da banda Frequência Zero.

Hora: 19h

Local: Vila Morena, altos da Afonso Pena

Entrada: gratuita

Yoga Para Todos - Realizado todo último domingo do mês, o Yoga Para Todos oferece uma experiência inclusiva, ideal para quem busca bem-estar físico e mental. É necessário levar tapete de yoga ou canga, água e protetor solar para a prática.

Horário: 9h

Local: Parque das Nações Indígenas, em frente ao Monumento dos Povos Indígenas

Entrada: gratuita

Samba do Caramelo - O grupo Samba do Caramelo traz uma fusão de raízes do samba com influências modernas, criando um som único para animar a noite.

Horário: a partir das 19h

Local: Quiça Bar – R. Euclides da Cunha, 488 - Jardim dos Estados

Entrada: gratuita

Show do Sampri - Neste domingo, o grupo Sampri se apresenta no Má.Donna Bar, trazendo um repertório de música ao vivo para animar a tarde.

Horário: 16h

Local: Má.Donna Bar – R. 14 de Julho, 2459 - Centro

Entrada: gratuita

Pagode do Balejo - O Pagode do Balejo chega à sua terceira edição para fechar o ano com muita energia. Neste domingo, o Círculo Militar recebe o show nacional de Billy SP, além das apresentações dos grupos Humildemente e Simboraê, com os intervalos comandados pelo DJ Giovani Martins.

Horário: 18h às 23h59

Local: Círculo Militar de Campo Grande – Av. Afonso Pena, 107 - Amambaí

Entrada: R$ 50 pelo link https://appingressos.com.br/pagode-do-balejo-3a-edicao-show-nacional-com-billy-sp__11459/
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 27 Dec 2024 17:30:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[AAVC realiza a maior e mais emocionante Campanha do Natal 2024 de Coxim e região]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/aavc-realiza-a-maior-e-mais-emocionante-campanha-do-natal-2024-de/44156/</link>
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				<description><![CDATA[Na manhã de domingo, 22 de dezembro,   a magia do Natal se fez presente em Coxim, inicialmente na sede da AAVC - Associação dos Amigos Voluntários e Colaboradores, com a presença da Mamãe Noel e a entrega de presentes para as crianças e cestas básicas para as famílias, contemplando pessoas de todos os bairros de Coxim, até mesmo de distritos, inclusive Silviolândia e da região do Pantanal. 
 
Foi servido ainda centenas de cachorros-quentes, refrigerantes, picolés, pirulitos e balas, onde as pessoas que foram até a sede da AAVC também escolheram roupas,  calçados, utensílios de cozinha e móveis.

Na tarde de domingo (22) e também na segunda e terça-feira (23 e 24),  Mamãe Noel e a equipe da AAVC se deslocaram até os bairros Vale do Taquari e Vila Mariana, onde continuaram com a entrega de presentes para as crianças e cestas básicas para as pessoas em situação de vulnerabilidade social. 

Magali Tamborelli, presidente da AAVC, declarou: "Com muito orgulho represento a associação, que está fazendo hoje a entrega de uma grande variedade de presentes, sem ajuda de órgão público governamental, mas arrecadados no comércio e com colaboradores, um trabalho incansável da Lúcia. Há meses procuramos parcerias que adotaram uma ou mais cartinha escrita e realizaram o sonho de muitas crianças e adolescentes".

"Foram muitos desafios, paciência e graças alcançadas para conseguirmos:  20 bicicletas, 06 celulares, 02 tablets,  25 mochilas com kit escolar, 10 skates, centenas de roupas e calçados  novos, 06 carrinhos de passeio para bebê,  03 andadores, 10 caixas de som, 200 carrinhos de controle remoto,  300 bonecas, 500 bolas (voleibol, basquete e futebol), 06 piscinas, 01 sela para montaria, dezenas de brinquedos escolhidos pelas crianças e 160 cestas básicas,  todas doadas para  famílias  carentes, portadores de necessidades especiais e acamadas", explicou Magali.

"A prática da caridade ao próximo  é  uma virtude  de todos os membros da AAVC.  Gratidão  e felicidade é o que sentimos ao encerrar a entrega dos presentes . Todas as crianças que vieram na festa receberam  um presente, mesmo as que não tinham a senha. A equipe  de  voluntários da AAVC saíram cansados da campanha, mas com muito orgulho  de ter proporcionado uma manhã tão festiva com a felicidade de tanta gente", finalizou Magali. 
 
Lucia da AAVC, declarou: "Estou muito feliz em ver muitas crianças e famílias aqui com a gente. Quero agradecer a Deus; aos meus parceiros e parceiras; a Maiara, minha sobrinha, que lidera em Coxim a arrecadação de presentes, buscando parcerias para atender todas as crianças; a Mamãe Noel, minha irmã Aracely, que também trabalha muito e corre atrás dos presentes; à equipe da AAVC; ao pessoal de São Paulo e ainda ao meu esposo Tenente-Coronel Célio, que está sempre do meu lado, me apoiando, incentivando e também  comprando presentes". 

"Não temos ajuda do Governo do Estado e nem da Prefeitura de Coxim, por isso buscamos parcerias com o comércio e as pessoas. Este ano conseguimos 3.000 presentes e no ano que vem se Deus quiser, vamos conseguir muito mais. Gratidão a todos e que tenhamos um ano novo repleto de saúde, paz e prosperidade", complementou Lucia.      

Nota de Agradecimento da vereadora eleita Lucia da AAVC
 
Sempre colocando em prática o ensinamento: "O segredo do vencedor é nunca desistir", Lucia da AAVC, vereadora eleita e diplomada, divulga Nota de Agradecimento: 

"Apesar de todas as dificuldades que  nossos parceiros e parceiras enfrentam no dia a dia, equilibram o orçamento e não deixam de ajudar quem mais precisa,  demonstrando o enorme espírito solidário. 

A campanha Natal Sem Fome, que realizamos há 27 anos, e os inúmeros cursos profissionalizantes que foram ministrados na AAVC, são algumas das importantes ações que norteiam nossos esforços para promover a transformação social, auxiliando na construção de  uma sociedade mais justa, humana e igualitária.
 
Os excelentes resultados obtidos com as campanhas Natal Sem Fome e dos brinquedos, demonstram que o trabalho que realizamos tem engajado mais pessoas na ajuda àqueles que necessitam. Meus agradecimentos a todas e todos que trabalharam na organização das ações na AAVC e os que generosamente colaboraram. A campanha foi um sucesso, deixando-nos cansados, mas ao mesmo tempo felizes, emocionados e, com imensa gratidão em saber que muitas famílias estão com alimentos em suas mesas e as crianças com um brinquedo, que ao receber o presente, externam espontaneamente um lindo sorriso que ilumina o rosto e, isso não tem preço, não há nada que pague e só me resta dizer, muito obrigada e que Deus vos recompense e abençoe por todos os tempos”.  

Lucia da AAVC agradece aos seguintes colaboradores e parceiros:

- Academia Maximus 
- Academia Nova Era
- Advogado Edilson Magro
- Andreia Jóias 
- Banco do Brasil
- Comsystem Informática - empresário Cássio 
- Construmaster
- Deuzelia Fernandes
- Eduardo Ferreira Coutinho 
- Escapamentos São Jorge
- Florita Modas
- Gleisciele Souza
- Impacto Contabilidade - Contador Reginaldo Santos  
- Jornal Diário do Estado MS
- Jornal Diário X 
- Loja Evidência 
- Loja Pague Menos
- Lojão dos Esportes 
- Mamãe Noel: Aracely Silva
- Marli e família de São Paulo 
- Maurício Leonardo (educação)
- Mercado Alencar
- Padrinhos e madrinhas das cartinhas para o Papai Noel 
- Pax Taquari - Sonia Maria e Paulo Alves 
- Piracicaba Veículos
- Poder Judiciário de Coxim
- Programa Sábado da Verdade e Valdeir Simão  
- Rádio FM Pantaneira 87,9
- Rocel Celular 
- Rosita Teixeira  
- Secretaria de Assistência Social de Coxim 
- Selaria Pantaneira 
- Sindicato Rural de Coxim 
- Supermercado Crislaw
- Supermercado Nantes 
- Supermercado São Francisco 
- Tenente-Coronel PM Célio Barbosa
- Utilíssima Variedades  
- Zulmira de Campo Grande e parceiros. 
]]></description>
				
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Fri, 27 Dec 2024 16:44:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Réveillon em Rio verde: uma noite de celebração e alegria para receber 2025]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/reveillon-em-rio-verde-uma-noite-de-celebracao-e-alegria-para-receber/44148/</link>
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				<description><![CDATA[A Prefeitura de Rio Verde de Mato Grosso convida a população para celebrar a chegada de 2025 com uma programação especial repleta de música, diversão e a tradicional queima de fogos. O evento promete ser inesquecível e está planejado para atender toda a família com segurança, animação e um clima de muita positividade.
Uma programação para toda a família

A festa acontecerá no dia 31 de dezembro de 2024, na Praça das Américas, um dos pontos mais emblemáticos da cidade. A diversão começa às 20h00, com a abertura da festa de Réveillon. Às 21h00, o palco será animado pelo Grupo Diz Aí, trazendo músicas que vão embalar o público até o momento mais esperado da noite.
Quando o relógio marcar 23h30, será a hora de reunir todos para a contagem regressiva, seguida por um espetáculo de queima de fogos que iluminará o céu de Rio Verde, simbolizando a esperança e a renovação que o Ano Novo traz.

Logo após, às 00h00, o cantor Robertinho Meneses assume o palco para dar as boas-vindas a 2025 com um show imperdível. A diversão continua com a DJ Maiara Massi, que comandará a festa a partir das 02h00, garantindo a energia até o amanhecer.
Celebração com segurança e muita alegria
Pensando no bem-estar de todos, a Prefeitura preparou uma estrutura que prioriza a segurança, com espaços destinados para famílias e crianças, além de um ambiente acolhedor e cheio de boas vibrações.
Este é o momento de agradecer pelo ano que se encerra e celebrar a chegada de um novo ciclo com muita esperança, paz e união. Participe dessa festa especial e venha brindar 2025 com a gente!

Realização: Prefeitura de Rio Verde de Mato Grosso.
Data: 31 de dezembro de 2024.
Local: Praça das Américas.
Você é nosso convidado especial! Vamos juntos celebrar a chegada de um novo ano com muita alegria e boas energias! 
]]></description>
				
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Thu, 26 Dec 2024 15:56:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Morre Ney Latorraca, ator de 'Vamp' e 'TV Pirata', no Rio]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/morre-ney-latorraca-ator-de-vamp-e-tv-pirata-no-rio/44147/</link>
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				<description><![CDATA[O ator e diretor Ney Latorraca, de 80 anos, morreu na manhã desta quinta-feira (26) no Rio. Ele estava internado desde o dia 20 de dezembro na Clínica São Vicente, na Gávea, por conta de um câncer de próstata e morreu em decorrência de uma sepse pulmonar.

O câncer foi diagnosticado em 2019. Na época, Ney foi operado e retirou a próstata. A doença voltou em agosto deste ano, já com metástase.

Ele deixa o marido, o ator Edi Botelho, com quem era casado há 30 anos. O local e horário do velório ainda não foram definidos.

O artista estreou na Globo em 1975 na novela “Escalada” e, ao longo da carreira, se destacou em novelas e programas humorísticos, como Quequé, em “Rabo de saia” (1984), o vampiro Vlad, em “Vamp” (1991) e Barbosa, em “TV Pirata”.

“Ator já nasce ator. Aprendi desde pequeno que precisava representar para sobreviver. Sempre fui uma criança diferente das outras: às vezes, eu tinha que dormir cedo porque não havia o que comer em casa. Então, até hoje, para mim, estou no lucro”, disse o ator em depoimento ao Memória Globo.

Infância e carreira



Ney Latorraca — Foto: Fernando Lemos / Arte Memória Globo

Ney Latorraca nasceu em Santos (SP) no dia 25 de julho de 1944. Era filho de artistas. O pai, Alfredo, era cantor e crooner de boates, e a mãe, Tomaza, corista.

Na infância, morou em São Paulo e no Rio de Janeiro, até voltar para Santos e prestar exame no Instituto de Educação Canadá, escola onde formou, com um grupo de amigos que lá estudavam, a banda Eldorado.

Pouco tempo depois, já em São Paulo, o ator participou da peça “Reportagem de um tempo mau”, com direção de Plínio Marcos, no Teatro Arena. O trabalho não chegou a entrar em cartaz por ter sido censurado pelo governo militar – alguns atores da peça foram, inclusive, presos.

Assumiu a função de líder e cantor do grupo. Sua estreia no teatro aconteceu em 1964, em uma peça de escola chamada “Pluft, o fantasminha”. Na época, ele tinha 19 anos. O sucesso fez com que a peça ganhasse fama fora dos muros do Instituto de Educação Canadá.

“Fiquei completamente arrasado, queria me matar. Voltei para Santos”, disse Ney sobre a ocasião.

Em seu retorno à sua cidade natal, Ney Latorraca estudou na Escola de Arte Dramática, atuou em algumas peças locais e, no ano de 1969, finalmente estreou na televisão em “Super plá”, na TV Tupi, e no cinema em “Audácia, a fúria dos trópicos”.

Em seguida, trabalhou na TV Cultura e na TV Record, antes de estrear de vez na Rede Globo em 1975, na novela “Escalada”, de Lauro César Muniz, cujo elenco contava ainda com Tarcísio Meira e Susana Vieira.

Com Vera Fischer, interpretou uma cena de estupro em “Coração alado” (1980), a primeira em uma novela das oito. No folhetim, dividiu as atenções com atores como Tarcísio Meira, Débora Duarte e Walmor Chagas.



Ney Latorraca em Coração Alado, 1980 — Foto: Nelson di Rago / Globo

Em 1990, trabalhou no SBT na novela “Brasileiras e brasileiros”. No ano seguinte, voltou para a TV Globo e viveu um de seus personagens mais famosos: Vlad, na novela “Vamp” (1991). Outras atuações marcantes de Latorraca foram a de Barbosa, em “TV Pirata” (1988), do italiano Ernesto Gattai na minissérie “Anarquistas, graças a Deus” (1984) e do travesti Anabela em “Um sonho a mais” (1985). Na trama, aliás, fez seis papéis.

“Pensei que fosse enlouquecer. Virei o versátil da Globo. Com essa história de versátil é que dancei mesmo. Comecei a fazer de tudo: sapatear, plantar bananeira, subir, descer, fazer árvore, jacaré, vampiro. Mas é bom ser versátil. Você não fica carimbado”, afirmou.

O ator também é lembrado por seu papel na novela “Estúpido cupido”, exibida entre 1976 e 1977, na qual viveu Mederiquis, fã de Elvis Presley e líder da banda de rock Personélitis Bóis. A princípio, ele não queria o papel.



Ney Latorraca interpretando Barbosa, na TV Pirata — Foto: Acervo Globo

“Eu estava com 33 anos e interpretava um cara de 17. Queria abandonar, não ia mais fazer. Me botaram de peruca, todo maquiado. Quando me vi caracterizado como o personagem, falei: ‘Estou parecendo um macaco’. Falei que ficava com uma condição: ‘Quero escolher meu figurino’. Me vesti todo de preto, sem maquiagem alguma, e pedi uma lambreta preta. Batizei-a de Brigite”, contou. “Virou um grande sucesso, estourou mesmo. Fizeram história em quadrinhos, chiclete, figurinha – e eu era uma das figurinhas mais difíceis”.

Entre seus vários trabalhos para a Rede Globo, Ney Latorraca atuou em 18 novelas, seis minisséries e oito seriados. Tem ainda em seu currículo 23 longa-metragens e 13 peças. Sua última participação na Rede Globo foi no seriado “A Grande Família”, em 2011.

Ao lado de Marco Nanini, ficou 11 anos em cartaz com a peça “O Mistério da Irma Vap”, dirigida por Marília Pêra.

 
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Thu, 26 Dec 2024 15:41:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Comitiva dos Amigos de Júlio Pipoca faz sucesso no último evento gastronômico do ano]]></title>
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				<description><![CDATA[A Comitiva dos Amigos de Júlio Pipoca encerrou suas atividades do ano com a Noite da Culinária Pantaneira, que atraiu 120 participantes para conhecerem receitas como a Paella Pantaneira e o Macarrão de Comitiva, entre outros, que abrilhantaram o evento realizado na Praça do Flutuante, destacando a rica cozinha folclórica de Júlio Pipoca, contando com a presença de amigos, clientes e autoridades locais.

Dentre os presentes, esteve a artesã Emília Rivero, que, em breve, ministrará o curso “Fuxicos de Emília” em Coxim, uma oficina dedicada ao artesanato em costura de retalhos. Emília expressou sua admiração pela gastronomia pantaneira de Júlio, enfatizando que a experiência despertou seu interesse em explorar mais da culinária local.

Júlio Pipoca, além de ser um reconhecido proprietário do evento, é também artesão especializado em couro bovino. Ele destacou a importância de iniciativas como a Noite da Culinária Pantaneira, que promovem a difusão da cultura e das artes da região. "Esses encontros são essenciais para o intercâmbio de ideias entre artistas e produtores culturais, contribuindo para o fortalecimento da economia criativa no Mato Grosso do Sul", afirmou.

O sucesso do evento reflete o crescente interesse pela rica cultura pantaneira e a valorização da gastronomia local.
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				<category>Geral</category>
				<pubDate>Thu, 26 Dec 2024 15:27:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Catedral Erudita: primeiro concerto de dezembro foi uma celebração à música e ao espirito natalino]]></title>
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				<description><![CDATA[O projeto Catedral Erudita realizou seu primeiro concerto de dezembro, de uma série que serão realizadas em Campo Grande e no interior, no último sábado à noite, na Igreja São José. O objetivo é encerrar o ano de 2024 com muita música de qualidade, e também com o objetivo de valorizar os espaços sagrados como locais para eventos culturais e ampliar o acesso à música clássica erudita, despertando o interesse em novos públicos.
Presente na apresentação, o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, enfatizou a importância dos concertos nas igrejas para que as pessoas possam apreciar a música clássica. “Nós fizemos em 2023 o Catedral Erudita, e agora em 2024 podendo também trazer para dentro das igrejas de Campo Grande e do interior do Estado, fazendo com que as pessoas possam apreciar a música clássica, e num momento propício de Natal, onde a gente já se emociona, a música clássica é muito bem-vinda nas igrejas, muito bem-vinda também pela Fundação de Cultura neste projeto que chega ao fim de 2024 e continua em 2025 e 2026”.
O secretário estadual de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, disse que o Catedral Erudita é uma oportunidade de circulação para os grandes músicos de Mato Grosso do Sul. “É uma iniciativa muito bacana do Governo do Estado através da Fundação de Cultura para a gente mostrar esta música de qualidade, esta música erudita para a população. A gente começou o ano passado, deu muito resultado, gerando uma oportunidade de circulação para esses músicos fantásticos. A cada edição mais pessoas vão aderindo a esta música clássica, isso mostra o sucesso desse projeto, que valoriza nossa cultura, nossos artistas”.
O maestro Eduardo Martinelli sentiu a energia de celebração e festividade presente no público e em toda a igreja durante o concerto. “A gente fez o concerto aqui na Igreja São José, uma igreja muito tradicional, com uma importância cultural muito grande para a nossa cidade de Campo Grande. Foi um concerto muito comemorado, a gente toca o repertório em diversos lugares, mas sempre tem uma sensação diferente. Eu percebi que aqui na São José o concerto teve uma festividade muito grande, talvez pela proximidade do Natal, o espírito fraterno, e as músicas escolhidas também para uma situação de festividade, de comemoração, e percebi desde a recepção do padre e da reação das pessoas que estavam assistindo, o entrosamento da plateia com a gente, foi um concerto muito comemorado. É o primeiro dessa série de dezembro que vai também para Coxim e mais quatro igrejas de Campo Grande e a gente espera que, mais uma vez, pelo segundo ano consecutivo, o Catedral Erudita encerra a cena da música de concerto com chave de ouro”.
O padre Paulo Roberto de Oliveira, pároco da Paróquia São José, disse que a cultura faz parte da igreja, local onde surgiram grandes composições e grandes músicos no passado. “É uma grande alegria receber o concerto de hoje porque a cultura faz parte da igreja, surgiram na igreja as grandes árias, as grandes peças, os grandes compositores, as grandes apresentações, e a igreja continua isso no mundo, a estimular que a cultura cresça, da música erudita, para que não se perca essa raiz fantástica. Músicas que são cantadas há 400, 300 anos estão aí a pleno vapor, e as pessoas conhecem. Nós nos alegramos muito e a igreja católica se abre à cultura”.
Confira o cronograma das apresentações:

18/12 – 19h00  Paróquia Santo Agostinho de Hipona, Campo Grande. Madrigal MS, regência Jorge Geraldo.
Franklin Espíndola, 605 – Vila Taveiropolis.

20/12 – Catedral São José. 19h30.
Praça Silvio Ferreira, 20. Coxim.
Orquestra e Canto Lírico. Regência – Eduardo Martinelli.

22/12 -  às 10h – Igreja Batista, Campo Grande, em Av Bom Pastor, 268. Vilas Boas.
Camerata Madeiras Dedilhadas. Regência – Marcelo Fernandes.
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Wed, 18 Dec 2024 08:49:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[A arte de Emily em Coxim]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/cultura/a-arte-de-emily-em-coxim/43890/</link>
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				<description><![CDATA[No coração da cidade de Coxim, no Mato Grosso do Sul, a história de Emília Rivero, ou simplesmente “Emily”, como gosta de ser chamada, se revela como um belo quadro que mistura culturas, tradições e a força da mulher. 
Nascida na província de Angel Sandoval, município de San Matias, na Bolívia, Emily sempre teve uma relação íntima com o artesanato.
Desde jovem, aprendeu as técnicas de corte e costura, desenvolvendo suas habilidades até conseguir abrir seu próprio ateliê.
Há cerca de 10 anos, o destino lhe apresentou Alcides Germano, conhecido na cidade como Boca Som, um brasileiro que trabalhava com maquinário agrícola em fazendas bolivianas.
Com a formação de uma linda família, Emília e Alcides decidiram se mudar para a cidade de Coxim em 2018, já com um pimpolho na mala, um passo que mudaria não apenas suas vidas, mas também a rotina da família com sua entrada no mundo do artesanato da região.
A nova casa, vizinha do Espaço das Artes, uma associação de mulheres ceramistas, despertou em Emília uma nova paixão: o artesanato cerâmico.
Fascinada pelas técnicas e pela modelagem em argila, ela decidiu se aventurar e aprofundar seus conhecimentos através de cursos oferecidos no Centro Municipal de Artesanato da cidade. 
A transição do ateliê de costura para a produção de cerâmica foi um passo significativo, mas Emily não deixou suas raízes para trás, pois hoje seu ateliê é um espaço híbrido onde máquinas de costura e ferramentas para modelagem de argila coexistem em harmonia.
O cotidiano de Emily é uma verdadeira dança entre suas diversas responsabilidades: mãe, esposa, dona de casa e artesã. 
Em meio à produção de suas peças cerâmicas, seus dois filhos pequenos costumam observar curiosos, participando de forma inocente desse universo criativo.
Recentemente, Emília foi reconhecida por seu talento, obtendo sua carteirinha nacional de artesã após um processo de avaliação pela Gerência de Artesanato de Mato Grosso do Sul. 
Essa conquista simbolizou não apenas um reconhecimento pessoal, mas também um alicerce para as muitas mulheres que, como ela, buscam se afirmar no mundo da arte e do artesanato.
Emília Rivero não é apenas uma artista, ela é um farol de inspiração
Sua jornada, marcada por desafios e superações, prova que a arte é um espaço onde se pode transformar a vida e fortalecer laços comunitários.

Hoje, ela é uma referência para muitas mulheres que sonham em se expressar e encontrar seu lugar no mundo do artesanato.
A história de Emília ressoa com a força e a beleza do cotidiano, mostrando que, mesmo em meio às dificuldades, a arte e a criatividade sempre encontrarão um caminho para florescer. 
Que as suas mãos continuem a criar e a inspirar, construindo não apenas peças de cerâmica, mas também um legado que transcende fronteiras e une corações.
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				<category>Cultura</category>
				<pubDate>Thu, 05 Dec 2024 09:07:00 -0300</pubDate>
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