Chapéus Karandá, a marca de Rio Verde na cabeça do Brasil
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Quarta-feira | 14 de Novembro de 2018    09h10

Chapéus Karandá, a marca de Rio Verde na cabeça do Brasil

Fonte: Victor Currales
Foto: Victor Currales

Ao lançarmos um rápido olhar em cada um dos elementos que a compõem a vestimenta do Homem Pantaneiro, vamos notar a diferença em seu jeito de falar, de andar, de se comportar, a riqueza da oralidade, porém o chapéu mereceria e merece um aprofundado estudo e nos traria resultados e conhecimentos maravilhosos com toda a certeza.
Por isso ao usarmos um chapéu hoje em dia, podemos perceber que ele não é somente mais um acessório que protege a cabeça das pessoas do sol escaldante de todos os dias, principalmente em Mato Grosso do Sul, onde os peões pantaneiros tradicionalmente, usam o artigo como parte natural do corpo na lida da vida rural. 
Com o estilo country e o sertanejo universitária, este tipo de artigo pessoal tomou conta do país, fazendo com que os chapéus produzidos em Rio Verde de Mato Grosso-MS, ganhassem a simpatia de dezenas de duplas musicais, além é claro, de “fazer a cabeça” dos personagens e do público dos grandes encontros dos clubes de tiro de laço e nos espetáculos de rodeio realizados por todo o país.
Segundo Mariano Alcaras Filho, o Dudú, eles e sua família chegaram na cidade de Rio Verde de Mato Grosso-MS, em 2001, vindo de Poconé-MT, após uma rápida passagem por Aquidauana como vendedor, em Rio Verde, adquiriram uma pequena chácara e instalou a fábrica de chapéus Karandá, cujo nome/marca surgiu da opinião de um colaborador que associou a matéria prima da palmeira Carandá.
A inquietude e a visão empreendedora de Mariano o impulsionou a agregar valor ao chapéu que até então era pouco valorizado no mercado, comprou então um equipamento de uma antiga marca no interior de São Paulo, passando então a produzir novos modelos e numa escala mais industrial do que artesanal.
Atuando de forma sustentável, já que a palha utilizada como matéria prima evita o desmatamento da região nordeste do Brasil e a empresa busca também a valorização da cultura pantaneira. Atualmente os chapéus e outros produtos com a marca Karandá como facas, selaria, Cintos, Cantil e garrafa térmica encapado com couro, erva mate, bolsas e bonés são vendidos para outros Estados da Federação, entre eles, Mato Grosso, Goiás, Rondônia, Acre, Roraima, Pará, Tocantins, Maranhão, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Piauí e Mato Grosso do Sul.
Além disso, a empresa também está colaborando com a ressocialização de internos de Mato Grosso do Sul, ao utilizar a mão de obra de internos, na fabricação e acabamento dos chapéus e outros itens da marca.

Crescimento
Inicialmente eram produzidas 200 unidades por mês, e atualmente a produção chega a 30 mil chapéus ao mês, e o faturamento, pulou de R$ 100 mil para R$ 800 mil. A fábrica hoje emprega cerca de 35 pessoas com 50 microempreendedores com distribuição terceirizada, num sistema inovativo de gestão administrativa. O modelo de chapéu mais comum é o chapéu de palha de carnaúba, cuja matéria prima vem do Maranhão e Ceará. É o tipo mais comum, usado principalmente entre os peões pantaneiros e produtores rurais da região. 

 

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