Após 22 anos de cárcere e abusos mulher reencontra a mãe em São Paulo
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Terça-feira | 09 de Outubro de 2018    08h20

Após 22 anos de cárcere e abusos mulher reencontra a mãe em São Paulo

Policiais da 5ª DP da Capital já foram matéria do Fantástico

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Uma moradora de Chapadão do Sul que ficou cerca de 22 anos  vivendo praticamente encarcerada, sendo abusada sexualmente desde os 9 anos pelo padrasto, terá a triste história revelada no programa do apresentador Rodrigo Faro no domingo (14). O caso veio à tona após ela procurar a equipe da policial civil Maria Campos, especializada na localização de pessoas desaparecidas que achou sua mãe na cidade paulista de Mirandópolis 22 anos após a separação.  O relato é chocante - de muito sofrimento humano - que reporta as monstruosidades praticados por psicopatas na forma de pai que mantiveram filhas em cativeiro por cerca de 30 anos em porões como escravas sexuais na Europa e Estados Unidos.

APARÊNCIAS ENGANAM - Esta triste história começa há mais de 22 anos, em São Paulo, quando a mãe  de M.C.S. estava com duas crianças pequenas e conheceu C.J.O. que trabalhava em fazendas. Um belo dia ele a convidou para vir para o Mato Grosso do Sul onde teria mais opções de emprego e renda para sustentar a família. Até então era tido como bom companheiro e pai. A mãe (LBS) decidiu aceitar o convite e buscar novos horizontes com a família.

MÃE ENTERRADA VIVA - Chegando em solo sul-mato-grossense o homem começou a ficar agressivo e batia  brutalmente na mulher, deixando-a cheia de  hematomas e cortes por todo o corpo. Quando a moradora de Chapadão do Sul completou nove anos começou a ser abusada sexualmente sempre que ia para fora de casa. Na primeira vez que ela recusou o agressor disse que a mãe sofreia as consequências. Pegou um pau de pilão e “destruiu” a companheira á pauladas. Depois de rachar a cabeça da mulher abriu uma vala, a jogou dentro  e cobriu o corpo com terra.

SODA CÁUSTICA NO CAFÉ - A menina e o irmão desenterraram a mãe, limparam a terra e colocaram pó de café no ferimento que sangrava na cabeça. Passou muito mal - quase morreu - e ele não permitiu socorro médico, apesar da gravidade dos ferimentos. A mulher se recuperou e após alguns meses a menina disse o segundo “não” ao abusador e ele colocou soda cáustica no café da companheira que novamente escapou por pouco.

FERRO DE MARCAR GADO NA MULHER - Um belo dia as crianças foram para a escola e o abusador esquentou o ferro de marcar gado e decidiu que iria fazer uma marca abrasiva na companheira. Ela conseguiu fugir e decidiu seguir em frente para se livrar do torturador e voltar para buscar as crianças logo após achar um novo lugar para morar.  Os irmãos voltaram do colégio e o padrasto disse que a mãe os abandonara, que eles tinham somente ele como família. A vida continuou e alguns meses depois mudou de endereço, indo trabalhar em outra fazenda.

MÃE PERDE  CONTATO COM FILHOS - Quando a mãe voltou para pegar os filhos o padrasto já estava bem longe, dando início a um drama familiar entre  mãe e filhos que se reencontrariam somente 22 anos depois.  Logo após a mudança a menina - ainda com nove anos - passou e viver como mulher do padrasto abusador dentro de casa. Durante os abusos constantes ela ficou grávida quatro vezes. A primeira - aos 11 anos - foi obrigada a tomar abortivos, mas teve filhos aos 12 / 17 e outro com idade não informada. 

BUSCAS PELA MÃE - Ele  se apresentava como pai da menina, mas quando as pessoas começavam a desconfiar do que acontecia dentro da casa mudava de endereço, sempre em locais isolados. Ela nunca teve acesso a telefone ou contato com outras pessoas sem autorização do abusador. Há cerca de 7 anos foi morto à facadas em Paraíso das Águas por um colega de trabalho nas obras de manutenção da BR-060. Foi neste momento que ela migrou para Chapadão do Sul com os filhos e deu início às buscas pela mãe.

DRAMA CONTADO POR RODRIGO FARO - Há seis meses procurou a equipe da policial Maria Campos que logo iniciou as investigações. Os policiais trabalham em regime de parcerias com o apresentador Rodrigo Faro que possui um quadro específico sobre estes reencontros dramáticos. As duas foram colocadas no mesmo cenário do palco na última quinta-feira da semana passada em São Paulo. Segundo os policiais que fazem este trabalho de reconectar vidas separadas por tragédias a forte emoção marcou o reencontro. A apresentação marcada para este final de semana (7) foi adiada para o dia 14 devido às eleições.

OBSERVAÇÃO: Texto autorizado / A história será contada em rede nacional no dia 14 de outubro (domingo). 
 

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