Às vésperas de duelo contra Osasco, Tifanny quebra recorde que era de Tandara
ertertert
asdasdasd
Quarta-feira | 31 de Janeiro de 2018    16h09

Às vésperas de duelo contra Osasco, Tifanny quebra recorde que era de Tandara

A oposta Tifanny Abreu fez uma partida brilhante na Superliga feminina de vôlei nesta terça-feira ao anotar 39 pontos na derrota do Bauru sobre o líder invicto Praia Clube por 3 sets a 2. Com a marca, bateu o recorde de pontos em uma única partida que pertencia a Tandara, rival desta sexta-feira em São Paulo.

Fonte: GE

A oposta Tifanny Abreu fez uma partida brilhante na Superliga feminina de vôlei nesta terça-feira ao anotar 39 pontos na derrota do Bauru sobre o líder invicto Praia Clube por 3 sets a 2. Com a marca, bateu o recorde de pontos em uma única partida que pertencia a Tandara, rival desta sexta-feira em São Paulo. Em 2013, a atual atacante do Osasco fez 37 pontos pelo extinto Campinas sobre o mesmo Praia Clube.
 Após a partida, Tifanny chegou a 160 pontos na competição em 30 sets disputados, uma média de 5,33 pontos por set. Tandara, atacante do Osasco, marcou 316 pontos em 66 sets e tem uma média um pouco mais baixa: 4,79. O rendimento impressionante de Tifanny no jogo contra o Praia Clube está relacionado ao número de vezes em que foi acionada: foram 75 bolas, com 44% de aproveitamento. Ao todo, ela marcou 33 vezes em ataques e seis em bloqueios. 

COI pretende discutir o tema novamente após os Jogos de Inverno
A atleta chamou a atenção no vôlei mundial por ser a primeira atleta trans a disputar a Superliga. Ela foi contratada pelo Bauru após autorização da FIVB (Federação Internacional de Voleibol) e da CBV (Confederação Brasileira de Voleibol), a partir de critérios estabelecidos pelo COI (Comitê Olímpico Internacional).
A presença de Tifanny no campeonato gerou um grande debate no esporte sobre a presença de atletas transexuais nascidos homens nos esportes para mulheres. Depois da quebra do recorde de terça-feira, a ex-jogadora de vôlei Ana Paula Henkel, medalhista olímpica em Atlanta, em 1996, protestou nas redes sociais. “Já aplaudimos o COI e suas políticas em prol do esporte justo e sem trapaças. Agora, mulheres que honraram essas mesmas políticas antidoping por décadas, que passaram limpas por incontáveis testes desde os 16, 17 anos assistem a um homem biológico quebrar seus recordes”, escreveu. A postagem foi bastante debatida. O COI pretende discutir o tema novamente após os Jogos Olímpico de Inverno, que serão disputados em fevereiro.

www.diariodoestadoms.com.br
© Copyright 2013-2018.