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Fechamento de bocas de baías no Pantanal: uma prática recorrente em MS desde a criação do Estado
Aconteceu no dia 13 às 19 horas no auditório da Associação Comercial de Coxim a reunião sobre o fechamento de bocas de baías no Taquari, região do Caronal. A reunião foi realizada por um grupo de pessoas entre elas pescadores, ambientalistas, lideres de ONGs e artistas em geral. O grupo vem ganhando força e adeptos, entre eles políticos, comerciantes, entre outros segmentos da sociedade coxinense.

Assessoria              18/10/2017    08h15
foto: Assessoria

Aconteceu no dia 13 às 19 horas no auditório da Associação Comercial de Coxim a reunião sobre o fechamento de bocas de baías no Taquari, região do Caronal. A reunião foi realizada por um grupo de pessoas entre elas pescadores, ambientalistas, lideres de ONGs e artistas em geral. O grupo vem ganhando força e adeptos, entre eles políticos, comerciantes, entre outros segmentos da sociedade coxinense.
O fechamento de bocas de baías aqui no Mato Grosso do Sul é uma prática recorrente, todos os anos denúncias são feitas nos jornais e sites de nosso estado, há matérias muito esclarecedoras e denúncias gravíssimas.
Em 25 de março de 2012, o site Edição de Notícias informou de que uma comissão pretendeu combater essa prática e estes eram os principais integrantes na ocasião: membros do Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento sustentável da bacia Hidrográfica do Rio Taquari (COINTA), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Colônia dos Pescadores, monitores ambientais, acadêmicos, entre outros. Na época, o comandante da Polícia Militar Ambiental era o capital Edmilson Oliveira da Silva e o site noticiou que “O capitão informou que não vê tal ação como problema ambiental, pois ao fecharem as baías estão preservando a vegetação”, grifo nosso.
No ano seguinte continuou a mesma coisa e em fevereiro de 2013 em pleno período de Piracema, o site Edição de Notícias estampou sua manchete com a draga (equipamento que joga areia para interromper a entrada de água), lacrado pelo stério Público Federal. Segundo relatos dos pescadores locais 8 (oito) fazendas estavam praticando o ato. Essa prática é mais intensa quando se fecha a pesca no início de novembro.
Em 2017, nesse mês de outubro foi realizada em Coxim uma audiência pública sobre o tema, porém os pescadores disseram que não foram consultados e resolveram fazer uma nova reunião.
A reunião contou com a palestra do Turismólogo Ariel Albrecht que em sua fala esclareceu tecnicamente o fechamento das baías, além de explicar o que é verdade e o que é mito sobre essas questões ambientais.
O professor Geovani Candido, mestre em meio ambiente, em sua palestra mostrou a importância da vida aquática pantaneira, em especial dos peixes da região.
O ponto alto no dia de ontem foi a fala do historiador Normando José, que chamou a Atenção do COINTA (órgão responsável pela preservação da Bacia do Taquari) que segundo ele não vê ações práticas em defesa do Rio. Normando chamou também a atenção da Colônia de Pesca dizendo que o presidente da instituição não aderiu ao movimento o que segundo ele causa estranheza.
O comunicador e ex-vereador do município de Coxim por dois mandatos, Sidnei Assis Firmino disse ter entrado na causa pela defesa da fauna e da flora pantaneira e denunciou o caso no seu programa diário na Rádio Natureza FM. Sidnei Assis sempre foi um incansável defensor dos direitos da população não apenas de Coxim, mas de Mato Grosso do Sul em seus diverso programas midiáticos. Sidnei protocolou documento na sede da Polícia Militar em Campo Grande onde pediu esclarecimentos sobre essa ocorrência em Coxim.  Para o grupo a adesão de Sidnei fortaleceu e muito o movimento.
Segundo se tem notícia, o MS ainda era não era um Estado quando essa prática começou a ser desenvolvida por aqui na década de 70.
Embora multas tenham sido aplicadas para alguns proprietários rurais por crime ambiental ou danos ao meio ambiente, isso não tembido a ação dos mesmos.

Baías uma maternidade para a fauna aquática
As baías são na visão dos pesquisadores e ambientalistas uma maternidade para a fauna aquática pantaneira, muitos animais, aves também usam esses locais para se alimentarem dos peixes pantaneiros. “Quando se mata um único animal a punição pelo crime tem que ser feita e quando se mata milhões de animais, o que fazer, aceitar tranquilamente?” Foram os questionamentos dos integrantes do movimento.

Movimento em 
favor da vida 
pantaneira
Embora tenham acontecido denúncias sobre os diversos fechamentos de bocas de baías nas mídias coxinense, e tido até mesmo um grupo de defesa, é pela primeira vez que um grupo de pessoas deram nome ao movimento: “Bocas abertas do Caronal” e com liderança constituída, música símbolo, etc, mostrando que a causa dessa vez está organizada. O líder do movimento escolhido pelo grupo foi o Sr. Marcio Vaz, que na reunião de ontem manifestou publicamente que esse grupo além de ter ganhado força está organizando uma ONG para a defesa da vida pantaneira e que priorizará o não fechamento das bocas de baías do Caronal. 
 
A arte em 
defesa da vida
A atriz e escritora Gleycielli Nonato, ativista dos movimentos ambientais, artísticos e culturais, totalmente engajada na luta destes que ela denominou de “Guerreiros do Taquari”, esteve conclamando a todos nas redes sociais para entrarem nessa luta. Para ela a arte tem que estar inteiramente integrada nos movimentos sociais e defender os interesses da população, principalmente dos menos favorecidos. A arte tem que ser a voz dos oprimidos e não dos opressores. Segundo ela não há progresso se não há o respeito pelo meio ambiente.
A canção “Pescaria no rio do Peixe?”, letra do Padre Waldemar e música de Adão Reis, foi adotada como a música símbolo do movimento.
Pescadores 
prejudicados
Estima-se que cerca de 3 mil pessoas são diretamente  prejudicadas com essa ação e que dos peixes que sobem o rio Taquari apenas 0, 2 por cento serão fisgados por anzóis ou redes de pescadores. Na região há de 50 a 60 mil hectares no entorno e que com a mortandade nem sequer há o aproveitamento da carne dos peixes que morrem e apodrecem no local.
Uma trincheira ou um dique é construído e a draga ajuda a injetar areia sobre o local impedindo a passagem da água.
O mais grave é que o Ariel Albrecht vem denunciando essa ação desde as suas primeiras expedições nos anos de 2005, 2007 e 2008 e embora as lutas, isso continua acontecendo.
O empenho do grupo tem sido grande, organizando panfletagem nas ruas e avenidas da cidade, com faixas, entre outros e pretende chamar a atenção de toda a sociedade coxinense.
A Gestão Ambiental é um instrumento da política Nacional de Meio Ambiente que visa que o desenvolvimento econômico ocorra sem degradar o meio ambiente atuando para que os empreendimentos sejam realizados e executados sempre levando em consideração o aspecto  ambiental, mizando e mitigando seus impactos. 


   
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