• Painel de Controle
Sexta-feira, 23 de Junho de 2017
Expediente      Anuncie      Assine

Coxim - Sexta

18ºMIN31ºMAX

Coxim - Sábado

18ºMIN30ºMAX

Coxim - Domingo

18ºMIN30ºMAX

Coxim - Segunda

17ºMIN29ºMAX

MP pede recolhimento de remédio chinês utilizado pelo SUS para tratar câncer
Leuginase apresenta graves riscos aos pacientes, dizem especialistas ouvidos pelo Ministério Público Federal. Documento será encaminhado ao ministro da Saúde; gestor terá 10 dias para responder sobre providências adotadas.

G1              16/06/2017    13h46

 

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou na terça-feira (13) que o Ministério da Saúde deixe de comprar e recolha todos os lotes do medicamento Leuginase, utilizado na rede pública para o tratamento da leucemia linfoide aguda. Esse tipo de câncer atinge principalmente crianças e adolescentes.

Em vez do medicamento produzido pela empresa chinesa Beijing, o órgão deve voltar a adquirir o Aginasa que, até 2016, era utilizado no tratamento da doença, diz o Ministério Público.

O documento do MPF cita ainda manifestações de profissionais e entidades médicas que colocam em dúvida a eficácia do produto chinês. Segundo o texto, após analisar a bula do remédio, a médica e pesquisadora Silvia Regina Brandalise encontrou uma série de irregularidades, “além de graves riscos aos pacientes”.

Como a recomendação é endereçada ao ministro da Saúde Ricardo Barros, o envio será feito via Procuradoria Geral da República (PGR). Foram sugeridas medidas a serem adotadas pelos gestores responsáveis pelo fornecimento do medicamento via Sistema Único de Saúde (SUS).

Duas procuradoras - autoras do documento - afirmam que, se por algum motivo, não for possível a compra imediata do Aginasa, o ministério deve viabilizar, em um prazo máximo de dez dias, um novo processo de compra e distribuição de medicamento que possua o princípio ativo L-Asparaginase.

Também foi recomendado que o Ministério da Saúde não compre e nem distribua nenhum medicamento em relação ao qual não exista a comprovação científica de eficácia, estudos clínicos aprovados por autoridades sanitárias do país de fabricação ou autorização prévia da Anvisa, quando feitos no Brasil.

A recomendação que será enviada ao ministro, menciona ainda o fato de a droga ser descrita como química e não biológica, como requer o princípio ativo L-Asparaginase, e diz também que o medicamento não possui registro em nove países indicados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).


   
PUBLICIDADE
FB
PUBLICIDADE
Dinapoli
Contato
  • (67) 3291-3668
  • Fromulário
  • Denúncia
  • www.diariodoestadoms.com.br
    Você está no melhor portal de notícias da região norte.