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Prefeito que pegou oxigênio de hospital para fazer festa vai a júri popular por morte de paciente
O cilindro foi usado para bombear chope na festa de ano novo de 2013, último dia do mandato de José Cláudio Pol. Ex-prefeito diz que não teve participação.

Buzzfeed Brasil              02/06/2017    14h52

José Claudio Pol, o Claudião (PMDB), ex-prefeito de Luiziânia (PR), será levado a júri popular por homicídio qualificado. O caso vai a julgamento mais de quatro anos depois do ocorrido. José Claudio é acusado de, no último dia de seu mandato, na noite de 31 de dezembro de 2012, mandar pegar o único cilindro portátil de oxigênio do posto médico da cidade para bombear chope no Réveillon de sua casa.

Enquanto isso, Iracema Batista Jungles precisou ser levada às pressas para a cidade vizinha, Campo Mourão, sem o devido equipamento. Iracema morreu.

Agora, quatro anos depois da morte da paciente, José Claudio Pol e dois ex-funcionários serão levados a júri popular por homicídio qualificado, com dolo eventual (quando se assume o risco de causar uma morte). A acusação considera que o crime foi cometido por motivo fútil. Eles também são processados por peculato (crime de desvio de recursos ou bens públicos).

O ex-prefeito nega o crime.

Segundo o Ministério Público (MP), o cilindro de oxigênio medicinal foi levado por dois homens a pedido do então prefeito, sob alegação de que um parente de Pol tinha uma necessidade médica. Mas, de acordo com a denúncia do MP, não havia ninguém doente na família dele.

O cilindro foi usado para bombear chope. O uso foi confirmado por foto encontrada em redes sociais da própria família de Pol. A imagem faz parte do processo e também foi anexada como prova a um processo por improbidade administrativa movido contra o ex-prefeito.

Iracema Jungles, na mesma madrugada do Réveillon, foi levada às pressas para Campo Mourão, a 40 quilômetros de Luiziânia, e não tinha o cilindro de oxigênio para acompanha-la na ambulância.

Ela chegou ao hospital de Campo Mourão com parada cardiorrespiratória e morreu por falência múltipla de órgãos no dia seguinte. Segundo o Ministério Público, uma análise técnica feita a pedido dos investigadores teria constatado que a falta de suplementação de oxigênio colaborou para que a paciente morresse.

O caso está nas mãos da juíza Mayra dos Santos Zavattaro, substituta da 1.a Vara Criminal de Campo Mourão. Como foi enquadrado em homicídio qualificado, o processo será levado a júri popular. A audiência de instrução do julgamento foi agendada ontem para 24 de agosto. As partes do processo e as testemunhas já estão sendo intimidadas.

Murilo de Abreu Santos, advogado de defesa do ex-prefeito, afirmou que, "independentemente da repercussão nacional do caso, o ex-prefeito nega veementemente qualquer participação no episódio".

Abreu Santos, no entanto, não explicou a imagem do cilindro servindo como bombeador de chope nem dar detalhes da defesa.

"Vai ficar demonstrada no processo (a inocência de Pol). Quem conhece o ex-prefeito sabe da seriedade dele", disse o advogado.


   
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