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Camarão do Pantanal é termômetro de qualidade dos rios pantaneiros
Pisicultura

              04/04/2017    12h25

 

Pequeno, transparente, de água doce e morador dos rios pantaneiros de Mato Grosso do Sul. Este é o Camarão do Pantanal, registrado cientificamente como Macrobrachium Pantanalense, espécie descoberta em 2013 pela pesquisadora Lilian Hayd, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). O crustáceo tem a função de indicar a qualidade da água em que está inserido, pois a espécie só consegue sobreviver em rios sem poluição.

Segundo a professora da UEMS, o Camarão do Pantanal é usado como bioindicador de qualidade ambiental, porque ele só fica em águas que tenham boas condições de uso. E um bom sinal é que ele já foi identificado no Pantanal da Nhecolândia, de Aquidauana, do Rio Miranda e do Rio Negro.

“Ele é utilizado na ecotoxicologia (estudo que visa verificar a toxicidade do ambiente), porque quando queremos saber, por exemplo, até quando um organismo tolera se um ambiente estiver poluído, o camarão é um bom indicador da qualidade de um ambiente. Se formos em uma lagoa ou baia no Pantanal e não tiver camarão, ao mensurar os parâmetros físicos químicos, geralmente, percebemos que eles estão comprometidos. Se tem camarão o ambiente é bom, tem uma certa qualidade ambiental nos parâmetros físico-químicos da água”, explica Lilian. 

DESCOBERTA

O grupo Carcipanta, que trabalha com crustáceos do Cerrado e Pantanal, coordenado pela professora Lilian Hayd, está desenvolvendo diversos estudos e já conseguiu comprovar que o Macrobrachium pantanalense é sim uma nova espécie por meio de análises da sua morfologia, bioquímica e genética.  “Isto porque ele havia sido confundido com o Camarão da Amazônia, contudo o Macrobrachium Amazonicum, apesar de ser transparente também, é diferente e mede até 16 centímetros, enquanto o nosso, Macrobrachium Pantanalense, chega até, no máximo, seis centímetros”, explica a professora. De acordo com a pesquisadora, o camarão é pequeno e por isso não serve para consumo, mas serve como isca viva, para a aquicultura ornamental (criação em aquários) e alimentação de peixes na piscicultura.

 


   
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