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"Le Monde" revela suspeitas de corrupção na Rio-2016
Empresa ligada a brasileiro investigado na Operação Calicute pagou US$ 1,5 mi a filho de dirigente do COI, três dias antes da eleição para sede dos Jogos

Veja              03/03/2017    18h19
foto: AP

Com Lula, Nuzman e Pelé, Rio celebrou a eleição em 2 de agosto de 2009, na Dinamarca

 

O diário francês Le Monde publicou nesta sexta-feira uma denúncia de corrupção sobre a escolha do Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016. O jornal informa que, três dias antes da eleição de 2 de outubro de 2009, uma empresa ligada ao empresário brasileiro Arthur Cesar de Menezes Soares Filho pagou 1,5 milhões de dólares (4,7 milhões de reais na cotação atual) a Papa Diack, filho de Lamine Diack, então presidente da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) e membro Do Comitê Olímpico Internacional (COI), levantando suspeitas de compra de votos.

O caso vem sendo investigado na França desde dezembro de 2015. Segundo o Le Monde, três dias antes de o Rio superar Madrid, Tóquio e Chicago na eleição em Copenhague, Pamodzi Consulting, uma empresa fundada por Papa Diack, recebeu a milionária quantia da Matlock Capital Group, uma holding sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, ligada a Arthur Cesar de Menezes Soares Filho.

Uma segunda transferência, de 500.000 dólares, também proveniente da mesma empresa, beneficiou uma conta de Papa Diack na Rússia, dias depois. Conhecido como “rei Arthur”, o empresário, ex-dono do Grupo Facilitity, é investigado na Operação Calicute e era muito próximo do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, uma das principais autoridades presentes à comitiva brasileira na Dinamarca, ao lado do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A família senegalesa Diack foi protagonista de um grande escândalo de corrupção e acobertamento de doping no atletismo. O filho Papa Diack, ex-consultor de marketing da IAAF, foi banido do esporte por atos de corrupção em 2016 e não deixa o Senegal desde então, com medo de ser preso. Seu pai, Lamine Diack, de 83 anos, vive em prisão domiciliar na França e também responde a diversas acusações de corrupção.

Documentos fornecidos pelas autoridades fiscais americanas à França mostraram ainda que Papa Diack transferiu 299.300 dólares (cerca de 943.000 reais) para uma empresa offshore chamada Yemli Limited, por meio de sua empresa Pamodzi Consulting, em 2 de outubro de 2009, o exato dia da eleição.

Procurado pelo Le Monde, Mário Andrada, chefe de comunicação da Rio-2016, disse que “as eleições foram limpas. O Rio ganhou por 66 votos contra 32, foi uma vitória clara.”


   
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