Morre recém-nascido vítima de aborto após 5 dias internado em hospital de MS
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Segunda-feira | 14 de Setembro de 2020    17h34

Morre recém-nascido vítima de aborto após 5 dias internado em hospital de MS

Conforme hospital Universitário de Dourados, bebê morreu na noite deste ontem (13). Mãe da criança foi identificada e polícia investiga o caso.

Fonte: G1 MS
Foto: Divulgação
Recém-nascido ficou internado no HU de Dourados (MS), após ser levado por uma moradora até a unidade. — Foto: Hospital Universitário de Dourados

Morreu na noite de ontem(13) o bebê recém-nascido prematuro que segundo a polícia foi vítima de uma tentativa de aborto na última quarta-feira (9), em Ponta Porã, região de fronteira com o Paraguai.

Por conta da gravidade, ele foi encaminhado para o Hospital Universitário de Dourados que ainda não divulgou as complicações que levaram a morte da criança. Há 5 dias internado na UTI neonatal, ele respirava por meio de ventilação mecânica. 

A mãe da criança, uma adolescente de 17 anos, identificada na última sexta-feira (11), chegou a ficar internada por conta do procedimento e ainda relatou que sofria agressão do ex-companheiro. A jovem contou que pediu ajuda à uma moradora para levar a criança até o hospital na madruga da última quarta-feira (9). No dia, o caso foi registrado como abandono de recém-nascido e aborto na forma tentada.

Segundo o delegado Fabrício Dias, a moradora do bairro Jardim Ivone que teria encontrado a criança, disse no dia que o bebê estava dentro de uma sacola de plastico amarrada e ao sair de madrugada de sua residência para fechar as portas de um carro, ouviu o choro do recém-nascido, mas hoje, em depoimento, ela mudou a versão e contou que ao chegar na casa da adolescente o bebê já havia nascido. 

Ainda em depoimento, a mulher ainda alegou que teve receio de contar a verdade e não informou mais detalhes sobre o caso. Já mãe da criança contou que morava em outro estado com o ex companheiro e que teria retornado à Ponta Porã porque era vítima de violência doméstica. Na casa dos pais, ficou com medo de contar sobre a gravidez e decidiu realizar o procedimento de aborto.

A polícia investiga também se houve a participação de outras pessoas e quem teria fornecido o medicamento para o procedimento de aborto. A jovem vai responder por ato infracional análogo ao crime de aborto.

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