Policial militar acusado de matar esposa e suposto amante se entrega
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Quarta-feira | 09 de Outubro de 2019    09h05

Policial militar acusado de matar esposa e suposto amante se entrega

Estava escondido porque "tinha medo de morrer"

Fonte: Midiamax
Foto: Pablo Nogueira, Interativo MS

O policial militar ambiental Lúcio Roberto Cabral se entregou no final da tarde desta terça-feira (8) na Dam (Delegacia de Atendimento à Mulher) em Paranaíba, a 407 quilômetros de Campo Grande. Ele chegou na delegacia acompanhado do comandante da PMA da cidade e está sendo ouvido pela delegada Eva Maira Cogo. Lúcio é acusado de matar a esposa Regianni Araújo, 32 anos, e o suposto amante dela, Fernando Henrique Freitas.

Conforme o advogado que o defende, José Roberto da Rosa, Lúcio estava escondido em uma propriedade rural, pois ‘teve medo de morrer’, já que estaria sendo ameaçado de morte por familiares das vítimas. “A preocupação dele em se manter até a data de hoje em um local seguro era preservar sua própria vida, uma vez que chegaram informações de que ele poderia ser morto por familiares das vítimas, então por isso permaneceu nesse momento indisponível”, revelou o advogado.

A defesa ainda informou que já teve acesso ao inquérito policial e que o PMA deve colaborar com as investigações. Também revelou que Lúcio pode ser encaminhado ao Presídio Militar na Capital, já que é policial. “Ele deve ser recambiado para Campo Grande já que existe presídio militar destinado a custódia dos policiais, mas isso será alvo de discussão ainda”, destacou Rosa ao site Interativo MS.

A delegada Eva Maira Cogo, titular da DAM de Paranaíba, já tinha representado pela prisão preventiva do policial e o pedido foi acatado pela Justiça. Ainda segundo a delegada, testemunhas foram ouvidas, mas detalhes da investigação não foram divulgados.

O crime aconteceu na noite de sábado (5), quando o policial teria sido informado de suposta traição por parte da esposa. A mulher de Fernando Henrique teria contado sobre um caso entre ele e Regianni. Lúcio chegou a questionar a esposa sobre os fatos, mas ela negou.

Armado, o policial militar foi até a casa de Fernando, que dormia no sofá. Ele foi acordado com um chute e questionado sobre a traição, quando Lúcio então teria atirado cinco vezes. A mulher de Fernando que denunciou a suposta traição estava na frente da residência com a filha pequena no momento do crime.

Quando voltou para a casa dos pais, Lúcio encontrou a esposa Regianni no sofá e atirou três vezes. Ela morreu no local e o autor do crime fugiu, deixando a arma na residência. Há suspeita de que Lúcio teria recebido prints de mensagens entre a esposa e Fernando. Ele responderá pelo feminicídio e homicídio qualificado por motivo fútil e ação que dificultou a defesa da vítima.

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