Deputados mudam de ideia, mas redução de salários vence
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Quinta-feira | 11 de Julho de 2019    13h30

Deputados mudam de ideia, mas redução de salários vence

Sete parlamentares votaram contra em mais um dia de confusão na Assembleia.

Fonte: Correio do Estado
Foto: Bruno Henrique

Aos gritos de “vocês traíram 11 mil”, os deputados aprovaram, em segunda votação, nesta quinta-feira, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS), projeto de lei do Executivo que reduz salários e benefício de professores.

O número é referente aos profissionais contratados na rede estadual de ensino, que conta ainda com 8 mil concursados, também impactados pela nova medida. Apesar de alguns mudarem o posicionamento em relação a votação relizada ontem, o número não foi suficiente para manter direitos dos servidores. 

O projeto foi aprovado por 14 votos a favor. Além dos deputados Pedro Kemp (PT), Renan Contar (PSL) e Rinaldo Modesto (PSDB), que já haviam se posicionado contra o projeto, também ficaram contra a proposta Onevan de Matos (PSDB), Antônio Vaz (PRB) e Marçal Filho (PSDB). Ontem, eles haviam votado a favor do governo do Estado. O deputado Lucas de Lima (SD), que não compareceu na votação ontem, se posicinou contra o projeto. 

Não participaram a votação, os deputados Cabo Almi (PT), que afirmou não ter chegado a tempo por causa do trânsito, e Lídio Lopes (PATRI), que saiu do plenário no momento da sessão. 

Ontem, os professores tentaram impedir a votação do projeto de lei que reduz salário e benefício de professores. Bate boca e xingamentos ocorreram no plenário e a segurança teve de ser reforçada na ALMS. Apesar da pressão, o texto foi aprovado em primeira votação. 

Das 16 emendas apresentadas na Comissão de Constituição de Justiça ao projeto de lei, apenas sete foram acatadas pelos deputados. A maior parte das alterações incluídas no texto foi proposta pelo Executivo Estadual. 

O Projeto de lei complementar do Executivo de Mato Grosso do Sul – n° 9/2019 – que, prevê alterar a remuneração de aproximadamente 9 mil professores convocados, começou a tramitar nesta terça-feira, em regime de urgência. Governo alega economia de até R$ 130 milhões em um ano caso mudanças sejam aprovadas.

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