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Solidão pode aumentar risco de demência, alerta estudo
Pessoas que se sentiam mais solitários tinham 40% maior probabilidade de apresentar doenças nos dez anos seguintes

Veja              01/11/2018    09h27
foto: Thinkstock/VEJA/VEJA

A solidão pode aumentar em 40% o risco de um indivíduo desenvolver demência, alerta estudo publicado no periódico The Journals of Gerontology: Série B. Segundo pesquisadores, pessoas solitárias têm maior probabilidade de apresentar outros fatores de risco para doenças neurodegenerativas, como depressão, hipertensão e diabetes, além de estarem mais propensos a fumar e serem adeptas ao sedentarismo. Os resultados mostraram que o risco é semelhante para diversos grupos  – independente de gênero, educação, raça e etnia. A pesquisa ainda destacou que o sentimento de solidão – muito mais do que o isolamento social – é o que de fato contribui para o declínio cognitivo.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a demência é uma “síndrome na qual acontece deterioração da memória, do pensamento, do comportamento e da capacidade de realizar atividades cotidianas”, sendo uma das principais causas de incapacidade e perda de independência entre idosos. Números recentes indicam que cerca de 50 milhões de pessoas em todo mundo convivem com a doença; os novos diagnósticos atingem a casa dos  10 milhões por ano. De acordo com o Daily Mail, existem diversos tipos da doença, dos quais o Alzheimer é o mais comum. Apesar de algumas pessoas apresentarem uma combinação de tipos, cada uma experimentará o problema de maneira única. 

O estudo, realizado pela Universidade Estadual da Flórida (FSU), nos Estados Unidos, analisou dados de 12.030 pessoas com 50 anos ou mais ao longo de dez anos. As informações foram coletadas através do Estudo sobre Saúde e Aposentadoria, uma pesquisa longitudinal patrocinada pelo governo americano. Por meio de entrevistas por telefone (feitas a cada dois anos ao longo da pesquisa), os participantes realizaram avaliações de capacidade cognitiva (nas quais baixas pontuações são indicativo de demência): do total geral avaliado, 1.104 pessoas desenvolveram o problema. A análise ainda considerou medidas de solidão, isolamento social e uma série de fatores de risco, incluindo comportamentais, clínicos e genéticos.

Isolamento social x solidão

O isolamento social está relacionado a quantidade de contato social que temos com outros indivíduos. Já a solidão diz respeito a como nos sentimos, independente de estarmos sozinhos ou acompanhados. “[A solidão] é um sentimento de que você não se encaixa ou não pertence às pessoas ao seu redor”, explicou. De acordo com a especialista, uma pessoa que vive sozinha e tem poucos contatos pode se sentir menos solitária (ou sequer se sentir assim) do que alguns indivíduos mais socialmente engajados.

Isso acontece porque existe uma diferença na necessidade interna de socialização: no primeiro caso, existe a sensação de pertencimento, mesmo com pouca interação social, o que não ocorre no segundo, uma clara demonstração de baixo nível de isolamento, mas alto na solidão. Para a equipe, essa separação semântica é importante, pois uma falha em diferenciar o isolamento social e os sentimentos de solidão pode não detectar o impacto na saúde física e mental em idosos.

Fator de risco modificável

Segundo o Medical News Today, depois de determinar que a solidão independe do isolamento social e excluir todos os outros fatores de risco para demência, os pesquisadores descobriram que os participantes que se sentiam mais solitários tinham 40% maior probabilidade de apresentar a doença nos dez anos seguintes. O motivo para este resultado poderia estar nas inflamações causadas pelo sentimento negativo. Segundo estudo publicado no ano passado na revista Neurology, indivíduos que apresentam inflamação na meia idade estão mais propensas a sofrer de retração cerebral, considerado um precursor do problema neurodegenerativo.

Além disso, a equipe considera outras duas hipóteses: comportamentos danosos, como beber, fumar e ser sedentário – provocados pela solidão – como fator de risco para a doença; e menor função cognitiva como consequência da pouca interação social.

Qualquer que seja a causa da elevação dos riscos, Angelina destaca que o principal fator pode ser modificado. “A solidão é um sinal de que nossas necessidades não estão sendo atendidas, e isso é algo que podemos mudar”, destacou no relatório. 


   
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