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Orçamento de 2020 será base zero, diz futuro chefe da Casa Civil
O futuro ministro da Casa Civil, o deputado federal Onyx Lorenzoni, disse nesta segunda-feira que o governo do presidente eleito Jair Bolsonaro vai mudar a forma de fazer gestão pública no país.

Veja              30/10/2018    10h25
foto: Reprodução

O futuro ministro da Casa Civil, o deputado federal Onyx Lorenzoni, disse nesta segunda-feira que o governo do presidente eleito Jair Bolsonaro vai mudar a forma de fazer gestão pública no país. Segundo ele, uma das mudanças vai atingir a elaboração do Orçamento.
“Nosso projeto de Orçamento para 2020 é base zero. Vamos mudar completamente a forma de fazer gestão pública. Como é que sempre se fez? Gastou dez no ano passado, então pede onze para o ano que vem. A gente vai querer saber quanto gastou, quais os objetivos, que métricas usou para medir se estava certo ou não”, afirmou ele.
Nos orçamentos tradicionais, os valores de um ano servem de base para o planejamento do ano seguinte. No orçamento base zero, nada está previamente aprovado e tudo tem de ser justificado anualmente. Lorenzoni afirmou ainda que o Banco Central deve trabalhar com metas de emprego e renda. “Se temos uma situação em que o país precisa de inflação sob controle e você tem variações… É preciso aceitar que essas variações estejam dentro do aceitável para manter o emprego e renda”, disse ele, afirmando que quem vai cuidar dessa parte é o economista Paulo Guedes, provável ministro da Fazenda.
Segundo ele, a decisão de ter um BC independente e com metas já foi tomada. “Esse compromisso já temos e foi resolvido.”
Sobre nomes para o BC, Lorenzoni afirmou que os primeiros nomes começaram a ser apresentados para Guedes ainda nesta semana.
Ao site Poder 360, Bolsonaro disse que quem bateria o martelo sobre os nomes para o BC seria Lorenzoni.
O presidente eleito afirmou ainda que o BC poderia adotar metas para o câmbio e inflação. “Eu falei para o Paulo Guedes: temos que estabelecer metas para dólar, inflação. Aí, a taxa de juros. O presidente do Banco Central terá liberdade para decidir dentro de parâmetros. O controle da inflação não pode ser apenas taxa de juros. O Banco Central deverá ter inteligência”, disse.


   
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