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Soraya conquista vaga ao senado e torna-se fenômeno eleitoral

Cesar Rodrigues              09/10/2018    08h34
foto: Marina Pacheco

       Habituado em fazer as coberturas jornalísticas mais importantes que mudaram a história de Mato Grosso do Sul, o Jornal Diário do Estado destaca com louvor a eleição da senadora  Soraya Thronicke (PSL) que conquistou 16,22% dos votos válidos (370.666 mil) e superou “pesos pesados” da política sul-mato-grossense como Waldemir Moka, Zeca do PT e o candidato do governador  Marcelo Miglioli.   Foram contabilizados 2.285.755 votos válidos no estado com  240.683 brancos e nulos 373.420.  O novo fenômeno eleitoral do estado nega que a fórmula do sucesso tenha sido o fato de estar no mesmo partido de Jair Bolsonaro, mas ao seu posicionamento político construído ao longo dos anos.
A coragem de Soraya Thronicke que representa a figura da mulher numa campanha que foi mais difícil para ela do que  os demais candidatos. Fez carreatas no interior do estado usando   colete à prova de balas debaixo da camiseta verde e amarela repleta de adesivos de apoio ao presidenciável do seu partido, Jair Bolsonaro. Além disso, ela só saia de casa na companhia de dois seguranças armados.  
Toda a cautela da advogada de 45 anos deve-se ao medo do próprio primeiro suplente, Rodolfo Oliveira Nogueira (44) depois de, segundo ela, ter sido ameaçada de morte por ele no telefone. A versão foi narrada em um boletim de ocorrência registrado em 29 de agosto, na 1ª Delegacia de Campo Grande. Nogueira é um pecuarista na região de Dourados, sul do estado.  
Filiado ao PSL desde março, tornou-se presidente da legenda no estado e agora encarou sua primeira eleição. É muito próximo de Bolsonaro - na página de Nogueira no Facebook há várias fotos de ambos e um vídeo em que o presidente nacional do partido, Gustavo Bebianno, diz que o pecuarista é “amigo pessoal do capitão”. 
Soraya também é estreante em eleições. Surgiu como liderança popular nas passeatas de 2013, em Campo Grande. Filiou-se ao Novo em setembro do ano passado e, em março deste ano, ao PSL.   Declarou patrimônio de apenas 10 mil reais, dinheiro em espécie. Em pesquisa Ibope divulgada no dia 4, Soraya tinha 4% de intenções de voto, atrás de outros seis candidatos. O imbróglio entre ele e Soraya começou em meados de agosto, quando ela se deparou, nas ruas de Campo Grande, com adesivos colados nos vidros traseiros de automóveis em que a figura de Bolsonaro aparecia ao lado do candidato a senador Dorival Betini, do PMB, adversário de Soraya. 
Ao se queixar a Nogueira, ele teria dito que autorizara Betini a usar a imagem do presidenciável. Dias depois, a candidata encontrou santinhos em que o número de Bolsonaro na urna aparecia ao lado de candidatos do PSDB e do PTB ao Senado – as duas siglas são coligadas ao PSL no estado. Soraya decidiu reclamar diretamente com o presidente nacional do PSL. Horas depois da conversa com Bebianno, Nogueira teria telefonado para a candidata e feito ameaças. “Eu vou te avisar, nunca mais passe por cima de mim… Escute bem: na próxima vez que você passar por cima de mim eu acabo com você”, teria dito Nogueira, na versão da advogada. Mesmo com tantos transtornos durante a campanha, Soraya conseguiu a segunda vaga para o Senado. 

 

 


   
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