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Empresário cobra R$ 1 bilhão de chefe do golpe que fez 60 mil vítimas
A vítima diz que investiu R$ 50 mil em pedras preciosas e 1 quilo de ouro na ação chamada “Au-metal”, em outubro do ano passado, acordo celebrado por meio de nota promissória

Campo Grande News               09/07/2018    08h46
foto: Revista Also

Empresário do Distrito Federal cobra na Justiça o valor de R$ 1 bilhão de Celso Eder Gonzaga de Araújo - apontado pela Polícia Federal na operação “Ouro de Ofir” como chefe do golpe que fez pelo menos 60 mil vítimas em todo o país. A vítima diz que investiu R$ 50 mil em pedras preciosas e 1 quilo de ouro na ação chamada “Au-metal”, em outubro do ano passado, acordo celebrado por meio de nota promissória.

Consta na ação, que Celso procurou o empresário oferecendo um investimento na Operação Au-Metal. Na proposta, o investigado mostrou milhares de documentos e comprovações que possuía cerca de R$ 6 trilhões que estavam bloqueados em seu nome.

Para fazer o desbloqueio do montante, Celso diz que precisava de um financiamento de R$ 200 mil para realizar a regularização perante a Receita Federal, Banco Central, ONU, Banco do Brasil e Órgãos Internacionais.

O retorno do empresário seria por meio da compra de um aporte para ter o retorno de R$1 bilhão.
O empresário não possuía tais valores em espécie, porém informou que possuía um lote de pedras preciosas que havia recebido de herança da avó entre turmalinas paraíbas, rubi e esmeraldas, avaliadas em R$ 50 mil. Além disso, o empresário também tinha um quilo de ouro.

Celso Eder aceitou de imediato as pedras e o ouro e assinou promissória como garantia de pagamento atá o mês de dezembro de 2017, quando iria realizar o repasse de R$ 1 bilhão de reais e resgatar o título executivo.

A ação tramita pela comarca de Guará (DF). Na última sexta-feira (6) o juiz Paulo Cerqueira Campos reintegrou a decisão do Superior Tribunal de Justiça, de que “nas situações em que a circulação do título de crédito não acontece e sua emissão ocorre como forma de garantia de dívida, não há desvinculação do negócio de origem, mantendo-se intacta a obrigação daqueles que se responsabilizaram pela dívida garantida pelo título”.

“Conto do Vigário” - As vítimas eram convencidas a “adiantar” um aporte (geralmente R$ 1 mil) e em troca as pessoas teriam direito a receber mil vezes o valor antecipado. Os contratos eram, inclusive, registrados em cartório para aumentar a credibilidade.

A origem do dinheiro para pagar os investidores eram créditos de até R$ 1 trilhão relacionados com compra e venda de uma grande quantidade de ouro. Para repatriação, 40% ficaria com o governo federal, 40% doado como ajuda humanitária e 20% para a família Araújo.

O esquema foi desmantelado em 21 de novembro do ano passado onde, além de Celso foram presos Anderson Flores de Araújo, Sidinei dos Anjos Peró. Os dois primeiros são da Au Metal e o terceiro da SAP, sigla formada a partir de suas três iniciais. O quarto alvo era Ricardo Machado Neves, que está foragido.

O processo tramita na 4ª Vara Criminal de Campo Grande. Celso e Anderson permanecem presos.


   
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