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Engenheiro da Agesul se torna réu em ação por enriquecimento ilícito na Lama Asfáltica
O engenheiro João Afif Jorge, nomeado durante a gestão de André Puccinelli (MDB) como Coordenador de Suporte e Manutenção de Empreendimentos da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) tornou-se réu em ação movida pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate a Corrupção) por enriquecimento ilícito

Midiamax               13/06/2018    08h32
foto: Divulgação/Midiamax

O engenheiro João Afif Jorge, nomeado durante a gestão de André Puccinelli (MDB) como Coordenador de Suporte e Manutenção de Empreendimentos da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) tornou-se réu em ação movida pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate a Corrupção) por enriquecimento ilícito.
A denúncia foi recebida pelo juiz David Oliveira Gomes Filho, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande. Após o compartilhamento de provas da Operação Lama Asfáltica da Polícia Federal, o promotor Marcos Alex Vera de Oliveira Filho denunciou o engenheiro por ter adquirido em condomínio com Wilson Roberto Mariano de Oliveira e Edson Giroto imóveis de valores incompatíveis com a sua renda.
De acordo com o Portal da Transparência do governo estadual, o engenheiro recebia pouco mais de R$ 3 mil mensais no exercício do cargo. Entretanto, João Afif teria aprovado planilhas orçamentárias que permitiram a realização de pagamento em duplicidade por serviços de tapa-buraco e asfaltamento nos mesmos trechos de rodovia. 
O mesmo comprou duas fazendas: Maravilha e Pouco Alegre, em conjunto com Mariano e Giroto, num dano ao erário público calculado em mais de R$ 1,8 milhão. Ao final do processo, o Gecoc pede a condenação do agente público a suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos, pagamento de multa civil em três vezes o valor do acréscimo patrimonial, proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais pelo prazo de dez anos. 


   
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