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Paralização dos caminhoneiros começa afetar comércio de Rio Verde
Hortifrúti, gás de cozinha e sal já está em falta em vários comércios

Rio Verde MS              30/05/2018    08h44
foto: Empresa AeroAmper - Cleverson Gilioli – Ampére - PR

Com a greve dos caminhoneiros no décimo dia, o fluxo de mercadorias pelas estradas segue incerto. Mesmo os pequenos abastecimentos, garantidos por caminhões menores que fazem trajetos da capital para Rio Verde, também estão ameaçados com a demora na reposição dos estoques.
A escassez de produtos, principalmente hortifrutigranjeiros, já está comprometida em muitos supermercados de Rio Verde e  já esta em falta.
Preços altos e algumas gôndolas vazias já são vistas nos supermercados.
A situação é reflexo da queda de movimento das Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Ceasa), principal entreposto de alimentos.
Também esta faltando gás de cozinha em todo o país e em Rio Verde não é diferente. O fechamento de uma produtora no interior de São Paulo, aliado as dificuldades com transporte provocaram um desabastecimento em vários estados brasileiros, sem previsão de terminar.
O presidente do Simperga/MS (Sindicato das revendedores de GLP) Vilson de Lima, confirma que não há botijão disponível para venda na maioria das distribuidoras.
Em Rio Verde, a maioria dos comerciantes trabalham com pouco capital de giro, contam com a mercadoria para comprar e revender.
Outros distribuidores também afirmam que está faltando gás para revenda. Em Rio Verde, a situação se repete e os estoques do botijão de 13 quilos de gás GLP estão vazios e não se encontra mais nas revendas.
Ao certo, ninguém explica os motivos que levaram a atual situação, mas afirmam que além da falta do gás haverá consequências sérias no preço. No início do mês a Petrobras informou que o valor será reajustado todo dia 5.
No caso dos hortifrutigranjeiros não está chegando nada. A oferta de hortifrutigranjeiros em vários mercados, é zero para vários produtos. De acordo com o presidente da Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados (Amas), Edmilson Veratti, não está havendo abastecimentos nos estabelecimentos. “Os estoques estão diminuindo diariamente”. Segundo ele, os itens estão ficando nas indústrias e o escoamento da produção ainda está parado.
Vários  caminhões seguiam parados na Ceasa, em Campo Grande, e o fim da paralisação ainda era uma incógnita após o anúncio pelo governo federal de novas medidas. A principal delas é a redução do preço do diesel em R$ 0,46 nas bombas por 60 dias e a isenção do pagamento de pedágio para eixos suspensos de caminhões vazios.
O governo federal atribui a indefinição ao fato de não haver liderança no movimento e por isso a desmobilização é mais difícil.

Queda na 
arrecadação
As informações das agências fazendárias são alarmantes, porque não entram e nem saem caminhões de Mato Grosso do Sul. Muitos deles estão carregados nos frigoríficos e não conseguem chegar ao destino. Assim como os transportadores de grãos do Estado. O quadro é de paralisação do agronegócio por causa da greve.
Há ainda a preocupação do abastecimento com combustíveis, produtos alimentícios, hospitalares e outros gêneros para atender a população. O Governador Reinaldo Azambuja ofereceu apoio logístico do Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) e da Polícia Militar para garantir o transporte em segurança desses produtos para Capital e interior.
De acordo com o presidente da Fiems, Sérgio Longen, além do prejuízo diário de R$ 100 milhões no setor industrial, o Estado de MS deve deixar de arrecadar pelo menos metade da receita de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O comércio também sofre com a parasalição: no fim de semana, o movimento dos centros comerciais da Capital caíram em 60%. E todas exportações do Estado também foram suspensas. “Os empresários já estão alertando que não terão dinheiro para pagar impostos e salários dos funcionários”, reforça Longen. “Não adianta o Governo achar que vai receber [o ICMS], porque não vai”.

 


   
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