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Na quarta prisão, Giroto e Amorim dormem na cela 17 de presídio
Os quatro estão em uma cela que tem ao menos 20 vagas e já foi “endereço” de outros presos conhecidos

Campo Grande News               10/05/2018    08h23
foto: Fernando Antunes
O ex-deputado federal Edson Giroto, o cunhado dele Flávio Schrocchio, o empreiteiro João Amorim e também o ex-deputado estadual e ex-fiscal da Agesul (Agência Estadual de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul), Beto Mariano, já foram transferidos da sede da PF (Polícia Federal) para unidade do Complexo Penal de Campo Grande. Alvos da operação Lama Asfáltica, os quatro estão presos pela terceira vez, agora por força de decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). O site Campo Grande News apurou que os presos estão na cela 17 do Centro de Triagem Anísio Lima desde às 18h de terça-feira (8). Eles dividem o espaço com mais 22 internos. A cela já foi “endereço” de outros presos conhecidos, como o procurador aposentado Carlos Alberto Zeolla e o ex-prefeito Gilmar Olarte.   4ª vez  Em nova reviravolta, o STF decretou no dia 7 de maio as prisões de Giroto, Amorim, Elza Cristina Araújo dos Santos, Flávio Henrique Garcia Schrocchio, Raquel Rosana Giroto, Ana Paula Amorim, Wilson Roberto Mariano e Mariane Mariano de Oliveira. Todos foram presos pela primeira vez em 10 de maio de 2016, alvos da Operação Fazendas de Lama, a 2ª fase da Lama Asfáltica, e foram soltos desde o dia 24 junho do mesmo ano por força de liminar. Mas, Giroto, Amorim e Flavio voltaram para a cadeia no dia 7 de junho do mesmo ano, sendo libertados dois dias depois.  Para Ana Paula Amorim Dolzan e Elza Cristina Araújo dos Santos (filha e secretária de João Amorim, respectivamente), Mariane Mariano de Oliveira (filha de Beto Mariano), Rachel Rosana de Jesus Portela Giroto (mulher de Giroto), Justiça expediu ordens de prisão domiciliar. Elas estiveram na sede da PF ontem (9) para tomar ciência da decisão e voltaram para casa.   A operação   A Lama Asfáltica investiga desvios de verbas em obras do governo estadual na gestão de André Puccinelli (MDB). A Fazendas de Lama apura a compra de fazendas, em nome de laranjas, com o dinheiro supostamente desviado. 

   
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