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MP pede que suspeitos de golpe paguem R$ 1 milhão em danos morais
Suspeitos de levar mais de 25 mil pessoas são acusados de prejuízo ao sistema de segurança pública

Campo Grande News               04/01/2018    09h53
foto: Divulgação

O grupo apontado como líder de um golpe que atingiu 25 mil pessoas foi denunciado pelo MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) à Justiça, com pedido de indenização, no mínimo, de R$ 1 milhão por danos morais coletivos. ]

Os denunciados são Celso Éder Gonzaga de Araújo, Anderson Flores de Araújo, Sidinei dos Anjos Peró e Ricardo Machado Neves, que  foram alvos das operação Ouro de Ofir, realizada em 21 de novembro pela PF (Polícia Federal). Os três primeiros estão presos e Ricardo segue foragido.

Conforme o documento, protocolado dia 2 de janeiro na Justiça Estadual, o valor leva “em consideração os transtornos causados ao sistema de segurança pública na investigação e concretização de frequentes, cansativos e dificultosos atos, à Justiça ante a movimentação árdua de sua já limitada engrenagem e à sociedade sul-mato-grossense frente ao abalo de sua tranquilidade e paz”.

Os quatro foram denunciados por organização criminosa e estelionato. Os promotores plantonistas Lívia Carla Guadanhim Bariani, Camila Augusta Calarge e Humberto Lapa Ferri também pedem que seja mantida as prisões preventivas e a perda dos produtos do crime.

Conforme o Ministério Público, os denunciados arquitetaram, montaram e mantiveram uma estrutura para obter dinheiro de um número indeterminado de pessoas. Primeiro, foi criada a empresa Company Consultoria Empresarial, localizada em Campo Grande, onde vítimas eram cooptadas com falsas promessas.

Dono da Company, Celso se apresentava como cônsul honorário da Guiné-Bissau (África) e empresário de sucesso. No dia da operação, a PF apreendeu R$ 700 mil na sua casa. 

As vítimas eram convencidas a “adiantar” um aporte (geralmente R$ 1 mil) e em troca as pessoas teriam direito a receber mil vezes o valor antecipado. Os contratos eram, inclusive, registrados em cartório para aumentar a credibilidade.

A origem do dinheiro para pagar os investidores eram créditos de até R$ 1 trilhão relacionados com compra e venda de uma grande quantidade de ouro. O negócio fictício foi intermediado pelo avô de Celso.

O negócio também era vendido em grupos de WhatsApp, onde circulavam documentos falsamente redigidos com timbres de instituições federais. Conforme a denúncia, Sidnei cooptava pastores evangélicos, que convenciam as vítimas por meio de abuso de crença religiosa. Já Ricardo, que está foragido, forneceu títulos e letras do Tesouro falsificados à organização criminosa.

Mudança – Até dezembro de 2017, a operação Ouro de Ofir tramitava na 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande, especializada em lavagem de dinheiro, ocultação de bens e valores e crimes contra o SFN (Sistema Financeiro Nacional).

No entanto, no último dia 22, o juiz plantonista Roberto Polini extinguiu a ação por crimes contra o sistema financeiro e determinou que o processo fosse para a Justiça Estadual sobre os demais crimes.

Depois de três negativas na esfera federal, a defesa de Celso e Anderson pediu habeas corpus ao TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), também negado no período de plantão. Ontem, a defesa infirmou à reportagem que prepara uma nova investida para obter a liberdade dos presos.


   
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