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Projeto de padroeira de MS gera novo embate entre católicos e evangélicos
O projeto de lei, que institui Nossa Senhora do Perpétuo Socorro como padroeira de Mato Grosso do Sul, causou uma discussão e polêmica entre deputados evangélicos e católicos, mas foi aprovado em primeira votação na sessão de ontem.

Midia Max              21/12/2017    08h16
foto: Divulgação

O projeto de lei, que institui Nossa Senhora do Perpétuo Socorro como padroeira de Mato Grosso do Sul, causou uma discussão e polêmica entre deputados evangélicos e católicos, mas foi aprovado em primeira votação na sessão de ontem.
A discussão começou depois que o deputado Herculano Borges (SD), evangélico, pediu vistas ao projeto, mas teve sua solicitação derrotada em plenário, por 12 votos a 10, o que manteve o projeto em pauta.
Herculano justificou que o Estado é formado por católicos, evangélicos, espíritas e pessoas ‘sem fé’, e que o projeto não poderia ser aprovado em detrimento da questão religiosa das pessoas que não professam a fé católica.
Os deputados Zé Teixeira (DEM) e Cabo Almi (PT) argumentaram que o projeto deveria ser colocado em votação, e que o plenário deveria decidir sobre a instituição ou não da padroeira do Estado.
“Deputado Herculano isso aqui não é questão de brincadeira. Respeito vossa excelência e vossa excelência tem que me respeitar também”, disparou o petista.
Paulo Siufi (PMDB), autor do projeto, disse que considerava ‘desnecessário’ o acirramento da discussão. Além de Herculano, os deputados Lídio Lopes (PEN), Maurício Picarelli (PSDB) e Rinaldo Modesto (PSDB), todos evangélicos, foram contrários ao projeto.
Lídio argumentou que alguns católicos devotos de outros santos queriam uma pesquisa para definir a padroeira, ou padroeiro, de MS.
Já Herculano chegou a propor uma emenda que instituía ‘Jesus Cristo’ como padroeiro do Estado.
“Mato Grosso do Sul era o único Estado da Federação que não tinha padroeira”, disse o deputado Paulo Siufi (PMDB), que apresentou o projeto com mais 15 colegas que subscreveram a matéria, agradeceu aos colegas pela aprovação da proposta. A proposta aprovada também inclui no Calendário Oficial de Eventos do Estado o dia 27 de junho como a data de comemoração à padroeira, mas não o classifica como feriado. 


   
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